O xadrez da segunda rodada do impeachment

Entra-se na semana decisiva da segunda rodada de impeachment – a primeira foi com Gilmar Mendes no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Nesse momento a preocupação maior é da oposição, já que os ventos viraram e ficou mais difícil conseguir quórum para o impeachment.

Pesquisa Datafolha

As movimentações das últimas semanas promoveram o mais radical início de reaglutinação política que já presenciei, maior do que no pós-ditadura, que resultou no PT, no PSDB, mais os dois partidos anteriores, PFL e PMDB.

Certamente será a semente do novo sistema partidário que surgirá em um ponto qualquer do futuro.

O desenho que vai se firmando é o seguinte:

Esquerda – graças ao #nãovaitergolpe, reaglutinação da frente de esquerda, centrada especialmente nos movimentos sociais e na área acadêmica e intelectual, mas tendo apenas Lula, não mais o PT, como ponto de convergência. Unem-se no combate ao golpe, depois espalham-se entre partidos à esquerda e mais à esquerda. O “ser de esquerda” ganhou um significado mais amplo do que o do pós-ditadura.

Centro –apoiada principalmente por uma frente de grandes empresas paulistas, lideradas pelo Itaú e pela Natura, com o apoio pontual da Folha e de movimentos temáticos de classe média jovem. Consegue aglutinar os desiludidos com a política que não embarcaram no canto de ódio. Marina não é a liderança ideal, mas um ponto de convergência.

Direita – renascida das cinzas pela manipulação da Lava Jato e ganhando vida própria com os Bolsonaros da política alijando definitivamente o DEM e o PSDB.

PSDB –um bicho híbrido que perdeu a perspectiva de poder. Tem o Procurador Geral da República e a força tarefa da Lava Jato como pontos de apoio de Aécio Neves; os CEOs paulistas, em torno da Lide, como ponto de apoio de Alckmin; e José Serra tentando apoiar-se em Temer. E todos sob as bênçãos de FHC, que não consegue uma ideia sequer como ponto de apoio para mover o partido. Graças ao seu fenomenal tirocínio, o PSDB conseguiu o feito político de escandalizar os socialdemocratas com seus arreganhos à direita; e de espantar a direita, com seu oportunismo típico da política tradicional.

Nesse novo desenho, a última pesquisa Datafolha trouxe as seguintes conclusões e dúvidas:

1.    O PSDB dançou.

2.    Lula e Marina lideram em todas as simulações. Mas são simulações em relação ao primeiro turno, onde os índices de rejeição pesam menos. Visto hoje, os índices de rejeição a Lula praticamente inviabilizam sua candidatura. Visto no tempo, observou-se uma queda na rejeição, diretamente proporcional à maior exposição pública de Lula.

3.    Em uma campanha com TV e horário gratuito, seguramente esses índices diminuíram mais ainda. Mas permanece a incógnita: se a queda será suficiente para viabilizar sua vitória.

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Cenários da próxima semana

Em cima desse xadrez, o jogo fica assim.

A Frente do impeachment rachou. São vários batalhões dando tiros a esmo, sem um comando único. Aparentemente o governo conseguiu rearticular uma base mínima para impedir os dois terços pró-impeachment. Mas insuficiente para garantir a governabilidade.

Além disso, criou corpo a versão de que o STF irá avaliar juridicamente as condições do impeachment, vetando o golpe do impeachment sem motivo.

Mantidas as atuais condições de temperatura e de voo, o impeachment não passa.

A maneira de tentar inverter o jogo seria com a produção de novos abalos sísmicos que possam rearrumar as nuvens da política. As únicas armas à mão da oposição são o PGR Rodigo Janot e a Lava Jato.

A Lava Jato e a Mãos Limpas

No seu trabalho de 2004, o juiz Sérgio Moro descreveu o modelo de atuação da Operação Mãos Limpas (http://migre.me/ttVYj). É uma tese furada porque limitou-se a analisar a eficiência inicial da Mãos Limpas, sem se deter sobre as razões do seu insucesso posterior.

O evangelizador Delton Dallagnol resolveu o problema recorrendo ao dogma das dez medidas: a Mãos Limpas terminou porque os procuradores italianos não pensaram nas dez medidas capazes de consolidar para o todo e sempre a luta do bem contra o mal. Amem! (E pensar que se formou em Harvard e perdeu a oportunidade de aprender um pouco com Roberto Mangabeira Unger.)

Em visita ao Brasil, o ex-juiz Gherardo Colombo, integrante da operação, explicou quem acabou com ela (http://migre.me/ttVKN): o cidadão comum, porque a síndrome de Giralomo Savonarola – o dominicano que acreditava ser a voz de Deus contra toda forma de imoralidade – dominou a operação, que passou a caçar até fiscal de prefeitura. O clima ficou insuportável.

Em meu livro “O jornalismo dos anos 90” procurei tratar do fenômeno da overdose de escândalos, presente na campanha do impeachment de Collor, e, agora, na Lava Jato.

A opinião pública vai se cansando. Para produzir o mesmo efeito, cada escândalo necessita ser maior do que o anterior. Cria-se uma dinâmica incapaz de ser atendida.

No caso da Lava Jato, o esgotamento de fatos de impacto obrigou seus procuradores a aumentar a fuzilaria sobre Lula, nos episódios do tríplex, do sitio e, depois, da condução coercitiva e da divulgação dos grampos.

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O preço pago foi a desmontagem da presunção da isenção que sustentava a legitimidade da operação, o fortalecimento da tese do golpe e a mobilização contrária em todo o país.

Com o desgaste da Lava Jato, Janot foi obrigado a abdicar de sua atuação de bastidores e expor-se na linha de frente, com o vazamento da delação seletiva de Otávio Azevedo, presidente da Andrade Gutierrez, e com a bala de prata de imputar à nomeação de Lula o chamado “desvio de finalidade” – que abriria espaço para uma ação contra a própria presidente da República.

A aposta arriscada o expôs demasiadamente.

Daqui até a votação do impeachment, Janot terá três coelhos para tirar da cartola: a delação de Delcídio; conforme antecipado aqui, a tentativa de envolver Dilma em acusações de desvio de finalidade, com a nomeação de Lula; e a provável delação de Marcelo Odebrecht. Ou alguma outra operação de impacto.

A dúvida é: sem dispor mais da presunção da isenção, continuará dobrando a aposta, com risco de desmoralização da própria PGR e de seu suposto republicanismo? Por outro lado, sem seus novos factoides, o impeachment não passa e o PSDB inviabiliza-se definitivamente. Mesmo porque Janot isentou Aécio, mas a opinião pública o condenou.

O que ele decidir nos próximos dias marcará o Ministério Público pelos próximos anos, se como defensor da cidadania, ou se um ator político valendo-se de suas prerrogativas constitucionais para ampliar a instabilidade política.

Janot terá que decidir se fica com suas preferências partidárias ou com o Ministério Público.

Dado o tamanho da aposta, provavelmente optará por poupar Dilma e centrar sua estratégia na inviabilização política de Lula.

O STF como corte constitucional

Tudo indica que o Supremo não irá se furtar ao seu papel de última instância da constitucionalidade.

Até agora os Ministros têm se comportado com cautela em relação ao presidente da Câmara Eduardo Cunha. Hoje em dia, já há clima adequado para que atuem, autorizando o processo contra ele – e sua destituição da presidência da Câmara. Da maneira como a política evoluiu nos últimos dias, a prisão de Cunha tornou-se uma possibilidade concreta, a maneira menos traumática de desmanchar o nó do impeachment.

Será provocado sobre a constitucionalidade do pedido de impeachment e, também, há boas possibilidades de que analise juridicamente o relatório do presidente da Comissão de Impeachment. Sendo considerado inconstitucional, trava-se o processo, que não irá mais para o Senado – lugar onde poderia ser julgado politicamente.

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Haverá inevitavelmente uma situação de constrangimento, de driblar as jogadas de Janot sem comprometer a imagem institucional da Procuradoria Geral da República. Mas o STF parece mais cioso de suas responsabilidades em relação à PGR do que o próprio Procurador Geral.

O pós-impeachment

Superada a batalha, entra-se na guerra principal, a busca do pacto nacional capaz de superar a crise.

Como já adiantei em outros posts, o pacto terá que contemplar os seguintes pontos:

1.    Não poderá ter vencidos nem vencedores. Terá que ser um pacto amplo, superando resistências e ódios.

2.    O plano terá que ser resultante do pacto, mesclando medidas que convençam o mercado sem afetar direitos e políticas sociais.

3.    A Câmara terá que aprovar um aumento de tributos, provavelmente a CPMF, como única maneira de impedir o default fiscal.

4.    Dilma terá que recuar para um segundo plano das articulações políticas, afim de não dificultar as negociações. Seu papel ideal seria o de fiscalizar a implementação do plano resultante do pacto.

Ainda precisará de algum tempo até que agentes econômicos e sociais se convençam de que não há limites para o fundo do poço.

Continuo não enxergando hipótese de pacto que não contemple a desistência de Lula-2018. Não se trata de desejo ou aposta, mas de análise fria desse jogo político extraordinariamente confuso.

Se desistir da candidatura no bojo de um pacto que resolva a crise, Lula cometerá um feito político tão extraordinário quanto tirar 40 milhões de pessoas da miséria. Se for apeado pelas manobras de Janot, seu lugar será ocupado por Ciro Gomes transformando 2018 em uma praça de guerra.

Aliás, é sintomático os desafios enfrentados por Lula e FHC.

Depois de se consagrar como a figura nacional de maior projeção no século, Lula lutará para preservar sua obra promovendo a conciliação. Já FHC continuará no trabalho pertinaz de construção de uma biografia indelevelmente atrelada à de Lula. A mídia precisou reescrever sua biografia política, para poder dispor de um anti-Lula qualquer. Será sempre o anti-Lula qualquer, o presidente que poderia ter sido mas não foi, pois trazia em si o gérmen do apequenamento.

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203 comentários

  1. E como fica a mídia golpista,

    E como fica a mídia golpista, principalmente a Rede Globo, em tudo isso? Como superar resistências e ódios da Platinada? Porque de nada adianta um pacto político para garantir a governabilidade se a imprensa continuar liberada para destilar seu veneno diário.

    E o povo, como entra na hisória com suas demandas e expectativas?

    Espero que Nassif tenha razão, embora receie que tenhamos ido longe demais na desagregação social e política.

    • A Platinada DEVE “comer o pão

      A Platinada DEVE “comer o pão que o diabo amassou!”. Sem concessões nesta área! A Rede Globo queimou TODAS as pontes possíveis com o governo e a sociedade. Chega “republicanismo” nessa área! E quem EXIGE isso agora é TODA a academia, os intelectuais, e povo de maneira geral que está com “faca nos dentes”. Não há mais como conciliar com ela. Ela foi loooonge demais e apostou no tudo ou nada. E terá que viver ou morrer por essa opção. Não haverá uma “terceira tentativa” de golpe neste país comandado pelo Globo. Essa foi o última! Cheeeeega! Regulamentação dos artigos da CF que proibem o monopólio já! Inclusive o monopólio cruzado! Intensificação da campanha de boicote aos seus anunciantes! Secar as fontes da Secom, e estimular como NUNCA a mídia alternativa, e as emissoras públicas/comuniotárias.

  2. O problema de Lula desistir

    O problema de Lula desistir de 2018 é abrir caminho para os que querem o golpe agora. Serão alguns anos de mais mediocridade, na base da conciliação ampla, para então termos uma tragédia(Moro, Marina, Bolsonaro, Alckmin) em 2018.

    Mesmo que Lula desista, não lhe darão trégua, senão quem ele apoiar em 2018 acabará sendo eleito.
    Duvido que os golpistas, expostos como estão e burros por natureza, aceitem uma pacificação em benefício do país.

     

  3. Day after

    Alan Wake in your sweet home talk about the future with Michel Temer president. The president evil or suffering of cold fear.

    Condemned in silent hill by the amnesia the resident evil. The manhunt begins by the nightmare criatures. Five night at Freddy’s won’t have until dawn. Dark souls in the haunting ground. In the clock tower the city of the lost children a machine for pigs outlast the eternal darkness. The last of us only in fatal frame.

  4. A guerra vai continuar e de forma mais intensa.

    A utilização política da delação de uma empreiteira muito mais ligada aos políticos do PSDB do que do PT é um indicativo de o processo de Impeachment vai ser barrado na Câmara dos Deputados com relativa folga.

    A nova batalha será travada no TSE, onde os prazos em geral são mais longos.

    Marina Silva hoje é a grande alternativa ao PT e Lula, mas não dispõe de uma estrutura partidária, e ficaria refém do congresso, e numa situação muito difícil de governabilidade.

    Apesar das recentes pesquisas de opinião pública, o PSDB vai continuar sendo o grande partido de oposição, principalmente por contar com o apoio da maior parte da grande mídia, o que em tese, torna o Ministro Lula o grande favorito para as eleições de 2018. Em um quadro muito semelhante com 2010, mas o Ministro Lula no lugar da Presidente Dilma.

    Restando saber aonde vai ficar o PSDB, se sobrar alguma coisa desde partido até 2018.

     

    • Queimada
      Marina é mulher e como tal estará queimada por uma enorme fatia dos eleitores que comprou a tese de que por ser mulher a Dilma não deu certo. Some a isso uma grande fragilidade que ela passa no modo de falar, sem firmeza. O eleitorado vai fugir como o diabo da cruz de outra PresidentA, o que será uma grande pena (mas não por causa da Marina).

    • Queimada
      Marina é mulher e como tal estará queimada por uma enorme fatia dos eleitores que comprou a tese de que por ser mulher a Dilma não deu certo. Some a isso uma grande fragilidade que ela passa no modo de falar, sem firmeza. O eleitorado vai fugir como o diabo da cruz de outra PresidentA, o que será uma grande pena (mas não por causa da Marina).

  5. JANOT E O  “MINISTÉRIO

    JANOT E O  “MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL” ACABARAM COM O DESENVOLVIMENTO DO PAÍS E COM NOSSA DEMOCRACIA…SÓ FALTA ALGUÉM DIZER ISSO A ELES!

  6. Se nao é desejo, parece bem…

    Esse “plano” é de uma inviabilidade absoluta. Nem Lula concordaria com ele, nem os demais participantes da situaçao atual. E continua insistindo em ignorar o fato de que a presidenta é Dilma, ela foi eleita para tal, nao vai resignar-se a ficar nos bastidores. Haja machismo! Só falta querer que ela sirva o café.

    • Não tem arrego!

      Como diziam os jovens que ocuparam as escolas em Sampa “Não tem arrego!”. O meu país tem como autoridade máxima uma mulher, e mesmo sendo homem, me orgulho MUITO disso, e assim será até 31 de dezembro de 2018. E Lula? Vai ser o que ele quiser ser! E quiser ir pescar com os netos…tá no direito dele, mas se quiser, convenhamos, carregar esse “fardo” novamente, e se candidatar a Presidente, terá o meio apoio e voto. E NINGUÉM poderá impedi-lo disso! Pronto! falei!

  7. ” (..) pois trazia em si o gérmen do apequenamento.”

    ” (..) pois trazia em si o gérmen do apequenamento.”

    Ainda assim é um elogio ao lesa-pátria chamado FHC.

  8. Análise lúcida, equilibrada

    De forma sucinta porém esclarecedora, posiciona cada um dos principais players, suas motivações e possíveis movimentos.

    Tomara que o pacto político proposto seja viável. Há pouco publiquei um “fora de pauta” analisando os possíveis cenários resultantes da votação da Câmara mas nem levei essa hipótese em consideração. Parti da premissa de que a guerra vai se intensificar, da mesma forma que o Roberto afirmou. Simplesmente não consegui enxergar o ganho de um armistício, do ponto de vista dos envolvidos.

    Espero estar completamente errado!

    Minha maior preocupação é que, passada a votação, qualquer que seja o resultado (minha preocupação não são os partidos, que não me interessam, mas as instituições) o cenário continuará indefinido. Como haverá uma segunda chance – seja no TSE, seja no Senado ou no STF, dependendo de quem vencer na Câmara -, supus que o lado derrotado na Câmara buscaria, antes de mais nada, reverter o resultado.

  9. Mas essa, de conciliação, já

    Mas essa, de conciliação, já vimos na constituinte pós ditadura: deu no que deu, visto que os de sempre se mesclaram aos novos e continuaram contaminando o ambiente político: sem contar o fato de que mais traidor do que os fhc da vida é a pequena burguesia (sempre) de direita a defender a riqueza dos acima. A situação atual é fruto de duas vertentes, (a) o Lula como candidato em 2018, ofuscando qualquer chance dos merdiáticos chegarem ao poder via voto popular e (b) o aperto que a Dilma deu na corrupção, mesmo que não anunciada aos quatro ventos (afinal, precisava sustentar o mito luliano – não que o Lula, pessoalmente eou como governante, não seja corrupto nem tenha a favorecido, apenas a aceitou como “jogo de sempre”. Os corruptos ficaram sem a “necessária” base de apoio “financeiro”: daí, o acunhado, como sempre, foi mais rápido ao pote: arregimentou esse “exército-ratazana” para demover a Dilma e o PT, para que pudessem retornar em queijos e acepipes. Quanto mais a Dilma resistiu ao jogo sujo (sim, aquele a que o Lula se referiu em conversa com o Mujica: refém), mais cresceu sobre ela e o seu governo o mal estar dos sujos e esfarrapados “comedores de bola”; a decisão do STF de proibir as contribuições de PJ foi a gota d’o fel: ou se tira a Dilma ou os politiqueiros de agora somem. Creio que a Dilma poderia requisitar cadeia nacional de rádio e televisão de mostrar documentalmente quem são os verdadeiros ratos da política brasileira: munição ela tem de sobra. Então, outra “conciliação” seria o suicídio exemplar de qualquer tentativa de transformar nosso país, verdadeiramente, em uma nação. E a podridão, sabem as antas, polui de cabo a rabo: municípios, estado, federação, pequenos, médios e grandes empresas, burocratas, judiciários, investigadores e o escambau: é só ficar alguns minutos junto à primeira sinaleira eou semáforo: tem pra todo mundo. Chega de conciliações de todos com todos: pela primeira vez no país, alguém precisa perder – e para sempre. Basta dos mesmos hipócritas e caras de pau.

  10. O povo não vai aceitar nenhum

    O povo não vai aceitar nenhum acordo que tire o Lula de 2018. Não há essa hipótese. Principalmente com as intenções de votos mostrando ele em primeiro lugar. Isso quem decide é o voto, o povo. 

  11. 1 -“Dado o tamanho da aposta,

    1 -“Dado o tamanho da aposta, provavelmente optará por poupar Dilma e centrar sua estratégia na inviabilização política de Lula.”  Se Janot fizer esta opção é o mesmo que ficar com sua opção partidária  e não com o MP.

    2-Será que o STF tem  peito para prender o Cunha?????

    3- ” Continuo não enxergando hipótese de pacto que não contemple a desistência de Lula-2018. Não se trata de desejo ou aposta, mas de análise fria desse jogo político extraordinariamente confuso”  Vai ter que convencer questá na luta que esta é a melhor opção, porque a possível

    4- Que consigamos a concórdia.

  12. O povo a favor da Dilma , com

    O povo a favor da Dilma , com Lula junto, vai aumentar a cada dia. Manifestações de apoio para governar será cada vez maior. E Lula na Casa Civil, imagina ele aparecendo toda hora junto com a Dilma, motivando uma nova fase de governo. O povo na rua vai governar junto.

  13. Cuma???
    Como é que é?
    O pacto passa pela desistência do Lula?
    Mas a que raios de justificativa?
    Para a oposição ter chances de ganhar a eleição?
    Isso é simplesmente R-I-D-I-C-U-L-O !

  14. O pessoal gostou de ir pras

    O pessoal gostou de ir pras ruas defender o governo da Dilma, contra o golpe. Todo dia em várias cidades , manifestações em muitos lugares, com várias entidades sociais, sindicais, profissionais, estudantes, professores, trabalhadores. Isso não para mais  e com Lula atuando cada vez mais. 

  15. Segundo Jorge Bastos Moreno,

    Segundo Jorge Bastos Moreno, hoje no twitter, Janot denunciará Dilma e Lula por desvio de finalidade ou obstrução da justiça. O PGR, assim, desmoraliza-se totalmente ao tomar decisões com base em grampo flagrantemente ilegal. Essa tese é também uma afronta ao STF, pois traz no seu bojo a ideia de que a Corte é frouxa e leniente. Agora, se o STF é sinal de impunidade, porque Azeredo fugiu dele como o diabo da cruz?

  16. O que Janot, Globo e Aécio não entendem. . .

    O que Janot, Globo e Aécio não entendem é que podem até conseguir o impeachment de Dilma, cassar os direitos políticos de Lula, inviabilizar o PT, mas não conseguirão destruir a esquerda brasileira. Ciro Gomes, esquerdista histórico emerge como o mais forte candidato para 2.018.  E se ele vencer, o que fará a direita tetra derrotada, ressentida e inconformada? Tentarão um novo golpe?

  17. Lula em 2018

    Difícil imaginar 2018 sem o Lula. O PT deverá fazer articulação política com os partidos médios para poder governar – o PMDB acabará reconhecido como um partido medíocre, sem qualquer ideologia.

  18. falta uma incógnita nessa equação

    Análise bem interessante essa. Acredito que falta uma incógnita nessa equação elaborada pelo Nassif.

    A incógnita é o presidênte da câmera.

    Sendo delinquente com curriculum robusto não podemos pagar de ingênuos e achar que ele respeitará todas as etapas desse processo de impeachment que já funciona em velocidade máxima [1], o que mostra o quão anormal a coisa é. Ou seja, ele continuará a delinquir. Mesmo que o governo tenha votos o suficiente para barrar o impeachment (tem mesmo?) será que barra? Ele pode fazer inúmeras coisas [2], inclusive fraudar o processo, anular a votação e votar outras vezes até ganhar, fraudar a contagem [3] de votos e outras ainda que nem quero imaginar.

    Acho que a esquerda está confiante demais num processo viciado e atropelado. Enquanto o delinquente n.1 estiver solto vai continuar a delinquir.

    A única forma de evitar golpe de Estado é prender o delinquente. Mas parece que quem deveria coloca-lo na cadeia ainda não o fez afim de poder dar um golpe sem sujar as mãos, afinal se o delinquente mor pode delinquir mais um pouquinho porque não deixa-lo.

    [1] semana passada teve votação até as 5h da madrugada. A votação do impeachment será no domingo. Isso é normal?

    [2] ano passado ele fez uma votação acontecer novamente para conseguir o resultado desejado.

    [3] ACM manda lembranças

    • Não se iludam. Se não houver

      Não se iludam. Se não houver algum impedimento da atuação do presidente da câmera nesta semana, o impeachmente passa. E se não passar por vias normais, passa por vias anormais, o que é apenas o que está acontecendo.

      • “Janot terá que decidir se

        “Janot terá que decidir se fica com suas preferências partidárias ou com o Ministério Público.”

        Nassif, sem ingenuidade nessa hora. Ele já escolheu a 1ª opção faz tempo. Ou ainda não ficou claro para você?

  19. Não dá para menosprezar o PSDB

    O PSDB parece fraco agora, até mesmo ridiculo, por que a Grande Midia, principalmente a Rede Globo, avançou demasiadamente em seu espaço ao optar por protagonizar diretamente a frente golpista. Por que fez isto? Por varios motivos, mas o maior foi a percepção de seus jornalistas e editores que não havia mais por que fingir isenção se ninguem acreditava nesta isenção. Mas apesar disto, a Rede Globo ainda não é um partido, ainda precisa de um braço institucional dentro da politica, e para isto o PSDB serve. E vai servir nas eleições para prefeito e depois na eleição para Presidente. Como a Grande Midia no pais tem controle sobre uma parcela especifica da classe media, aquela de renda mais alta e politização mais baixa, alguma coisa como 25% de nossa população, o PSDB em eleições majoritarias já parte deste ponto. Por isto não há como considera-lo acabado, mesmo por que não há, no escopo dos demais partidos brasileiros, um partido que sirva tão bem a Grande Midia quanto o PSDB. Há candidatos. Ainda agora temos o aparecimento da Rede, francamente se colocando no mercado para disputar a preferencia dos meios de comunicação, dos tais formadores de opinião da Rede Globo, com o PSDB, mas seu discurso ainda não desceu ao nivel do discurso do PSDBista, ainda é por demais, ao menos para nossa grande midia, comedido. E vamos convir, jamais interessou a grande midia uma a composição com o PT, com a esquerda, como propõe A Rede. Se Marina Silva insistir nisto é ela que vai ficar a reboque do PSDB, e não o contrario. Os meios de comunicação no Brasil, a Rede Globo e seus satelites querem a extinção do PT, a aniquilação da figura mitica de Lula e o fim do pensamento de esquerda neste país, e não abrem mão disto.  

  20. Pisou na bola

    Respeito as análises do Nassif, mas errou feio ao defender a desistência de Lula em 2018.

    Isso seria uma capitulação, coisa que não faz nenhum sentido diante do quadro atual, mostrado pela pesquisa Datafolha.

    Lula é pule de 10 em 2018, podendo levar a eleição em primeiro turno. Só um idiota desistiria de tentar mais um mandato, mantida as atuais condições de temperatura e pressão.

     

    • 2018

      Numa campanha eleitoral para 2018, tudo o que Lula foi no passado, especialmente no seu segundo mandato, quando deixou a Presidência com 87% de aprovação, seria rememorado pelos eleitores da época e conhecido pelos novos eleitores.

      Essa estória de rejeição cairá rapidamente.

      Nesse aspecto, creio que o Nassif errou feio.

      Ele está raciocinando como se 2018 fosse hoje.

      Erro terrível de previsão: replicar as condições de hoje para o futuro.

      .

  21. luta ou vaidade?
    a análise não pode ser mais importante que a luta..
    e a vaidade indica a covardia..
    não vai ter golpe, vai ter Luta!

  22. Em semana de votação de impeachemnt, mais uma bomba contra Janot

    Janot sabia da fundação ligada a Aécio em Liechtenstein há mais de 1 ano. Revista Época escondeu assunto por mais de 3 anos.

    Exclusivo no Viomundo. Publicado neste domingo (10), às 22:19

    http://www.viomundo.com.br/denuncias/exclusivo-jornalista-mineiro-informou-janot-sobre-fundacao-ligada-a-aecio-neves-em-liechtenstein-em-marco-de-2015-revista-epoca-escondeu-o-assunto-por-3-anos-e-quatro-meses.html

  23. O que está em jogo

    Num sistema democrático-eleitoral, a oposição parte para o golpe quando perde completamente a perspectiva de ganhar uma eleição.  Inclusive o PT já fez muito isso em seu passado mais distante. É também o que o GOP tenta fazer com B. Obama com seus abismos fiscais, government shutdowns e bloqueio de nomeações judiciárias.  Só não partiram para o impeachment pq sabem que não tem 2/3. 

    A oposição “merecia” ganhar a eleição de 2014.  Não ganhou por incompetência de seu(s) candidato(s). Uma eleição em que 75% do eleitorado diz querer mudanças, mas sai vencedora a situação não foi ganha pela situação, mas sim perdida por uma oposição que não inspira a minima confiança e é incapaz de modular o seu programa aos anseios do povo.  Lula precisou se transformar em paz-e-amor para ganhar, e em muitos sentidos traiu boa parte de sua base, a oposição não parece estar disposta a faze-lo.  Quer passar goela abaixo um programa que é rejeitado.  O povo quer estado, e quer estado eficiente.

    Na minha opinião isso é o que será decidido na votação do impeachment.  Dilma já foi rejeitada pela classe política.  Não havendo a opção “lula super-ministro-de-fato-presidente”, o impedimento dela já estava consumado.  Só não está ainda porque uma parcela importante da classe política confia o suficiente em Lula para acreditar que ele cumpre os acordos que faz (coisa que Dilma nunca fez). E nisso o golpista Gilmar Mendes e o PGR atuam para instar dúvida nos deputados se haverá realmente Lula no governo ou não.  Joga-se a decisão para depois do impeachment.  Passando impeachment, não haverá lula ministro.  Não passando, haverá.

    Ou seja, na votação do impeachment está em jogo LULA-2016 ou LULA-2018, para a classe política.  Para o povo muito mais do que isso está em jogo, mas nesse caso, o povo não vota e só dará o troco de sua insatisfação a seus representados daqui a 2 anos e muita coisa pode mudar.  Políticos sabem disso, que a memória é curta…  

    Acho que a classe política (e o STF) escolherá LULA-2016.  E melhor a esquerda se organizar para 2018, porque a briga será feia.  É o preço do “não vai ter golpe”.  Lembro também que impeachment precisa de 2/3, uma PEC so precisa de 3/5.  

    Penso que alguns comentaristas não tem idéia do quão grande e séria é a rejeição da classe política a incapacidade política de Dilma, a presidenta que gosta de governar, mas odeia presidir, e que acabou nos trazendo até essa situação.  Ela sempre disse que a democracia brasileira era sólida o suficiente para aguentar os desdobramentos políticos da lava jato. Erro grande, a democracia brasileira é fragilíssima.

    Amanhã estarei na lapa.  #nãovaitergolpe

     

  24. 2018

    Até as últimas eleições, eu acho que o Lula não pensava em voltar a se candidatar e ser presidente, estava preparando o Eduardo Campos para 2018, mas este foi esganado e quis já em 2014. Segundo uma matéria do GGN na época, a Dilma/Petrobrás teria identificado – e cortado – um canal de corrupção que alimentava o PBS em Pernambuco e isto teria precipitado a ruptura PBS-Governo Federal. Mas vejamos para onde o PBS enveredou. Aliás, vários deputados do PSB votarão a favor do “impeachment”; aqui no RS os dois deputados do PBS votarão a favor do golpe, um deles inclusive irmão do Stédile do MST.

    Quando lembro disso, me pergunto se o Lula deve ser assim tão altruísta…

  25. Tudo muito elucidativo, mas

    Tudo muito elucidativo, mas aceita, comenta, resultado de pesquisa eleitoral a dois anos do pleito, analisando seus dados, dando credibilidade a uma questão, que visa mais por em campo um enfrentamento de Lula e Marina, simpoles levantamento da futura aposta para 2018, cujas bases são lançadas. Pior de tudo é deixar de fora, não avaliar politicamente talvez o mais importante elo da política nacional e do golpismo desde 2014, que são empresários atuando no Brasil (bancos, industriuais e mídia), que já se percebe veem exagerando no afã de reorganizar a economia nacional no sentido do neoliberalismo pleno com todos os malefícios já causados ao país por mais de uma década, de 1990 a 2002. É isso mesmo: exageraram e estão colhendo os frutos podres, bichados. Os empresários brasileiros  apostaram alto nos candidatos da oposição em 2014, Aécio Neves, José Serra, Geraldo Alckmin, Marina Silva e, próximo à sua morte, também Eduardo Campos que prometiam uma volta do neoliberalismo que Collor, Itamar e Fernando Henrique Cardoso passaram uma década aplicando sem dó nem piedade, desempregando, desnacionalizando nossa economia, restringindo direitos trabalhistas, entregando nossas riquezas (agora trata-se de afastar a Petrobras do pré-sal), tendo sido Aécio o escolhido no embate desses nomes para o enfrentamento, que perdeu a eleição e não pode entregar o prometido. Secundando os políticos, como diz e é verdade, atuam o Procurador Geral da República, Rodrigo Janot vazando para a mídia aliada dados dos inquéritos que sejam em desfavor da Presidente, Lula e do PT, na mesma linha e além do mais prevaricando por não cumprirem suas funções, Ministros do Supremo e a Policia Federal (esta agora mais comedida e com comando)  e aliada do juiz de 1.ª instância do Paraná, Sérgio Moro, que descumpre preceitos constitucionais, não considera a presunção de inocência, prende antes com preventiva que não tem prazo para a detenção, no sentido de obter delatores (já tem mais de 50). Claro que com conivência das instâncias superiores da Justiça. Não são pequenos os interesses envolvidos.Só o pré-sal pode chegar a US$ 1.000.000.000.000, um trilhão de dólares. Uma virada nesse jogo, tudo paga e remunera regiamente os colaboradores. Dilma, errando feio, tentou aplacar a ira dessa gente com Joaquim Levy como Ministro da Fazendo, que elevou os juros, desacelerou a economia e aumentou o desemprego, ações da cartilha neoliberal. Todos da oposição não se conformam com a oportunidade perdida, e mais uma vez na procuram do poder para entregar o que prometeram ao capital multinacional liderado pelos EUA, passaram a procurar um atalho. Os mesmíssimos personagens, com financiamento dos empresário, inclusive e principalmente manifestações, não só o Aécio Neves o mais virulento e, claro sem o Eduardo Campos. Até aqui a ameça mais concreta de golpe é o impeachment sem crime de responsabilidade da Dilma. que passou a enfrentar forte reação, inclusive popular e ao que tudo indica fará água. Pedem renúncia da Presidente, avaliação das contas eleitorais já auditadas e aprovadas no Tribunal Superior Eleitoral (parece que ficou para 2017). Como está ficando cada vez mais difícil por esses caminhos, como a renúncia da Dilma, que trairia seus eleitores assim fazendo. E a pérola mais atual, uma repactuação. Repactuar o quê? Nada consta que o Governo tenha feito movimentos para levar a economia a um beco sem saída.  Esse filho feio é da oposição. É quem está impedindo qualquer solução, porque quer por quer implantar o neoliberalismo. Quem pariu mateus que o embale, é o óbvio. Para , digamos repactuar, basta baixar a bola do golpe, os empresários, a mídia e a oposição deixarem Dilma governar com auxílio do Lula como é de seu desejo, passando a investir e evitando desempregar, abandonando o quanto pior melhor, forçando a alta dos juros, da inflação e do desemprego. Não dá para repactuar o poder sem votos majoritários no presidencialismo. Que esperem a vez em 2018 como manda o rito de nossa Democracia. Quem sabe, o povo não aceita, em 2018,  os caminhos do neoliberalismo?

     

     

  26. Nassif, acreditar em pacto com golpistas é ilusão.

    Não há mais espaço para arranjos, acertos, acordos e acenos. Esses golpistas, traidores da Constituição e da Pátria, cruzaram o Rubicão lá atrás. Não tem mais volta. Já provaram infinitas vezes que não são confiáveis. Farei uma pergunta direta: você, Luis Nassif, aceitaria fazer acordo com quem o chama de filho da puta, ladrão e corno dia e noite durante mais de uma década? Aceitaria um pacto com quem persegue diuturnamente a sua família e os seus amigos mais próximos durante anos a fio? É óbvio que não. Só se fosse doido de pedra. Os golpistas já provaram que não servem para nada. Servem apenas para estuprar coletivamente a Constituição e o País. Seguidas vezes. E das maneiras mais vis e sórdidas imagináveis. Você, Luís Nassif, aceitaria fazer acordo com quem torturou (e tortura) o direito e a justiça? Claro que não.

    Então, por que cargas d’água, você acha que seria viável essa sua sugestão de um pacto entre o governo e os golpistas? Um pacto que, fatalmente, seria no estilo “troca, mas eu não troco”, em referência ao proverbial “troca-troca”. Neste caso, o governo entraria com o coz, e os golpistas, com a pisca.

    Que raio de pacto é possível esperar com gente como Aécio Neves, FHC, Eduardo Cunha, José Serra, Jair Bolsonaro, Rodrigo Janot, Gilmar Mendes, Geraldo Alckmin, Sérgio Moro, etc.?

    Só se for do tipo “troca, mas eu não troco”. O governo chuta Lula para escanteio, e os golpistas continuam livres para assaltar o País e fazer terra arrasada de tudo até 2018. É isso?

    Sinceramente, não há mais espaço para pactos. Isso ficou patente na AP470, quando os golpistas deram uma tacada ousada e saíram no lucro. Muito por conta da ingenuidade do PT de acreditar que a justiça seria feita no STF. Não foi. Sobrou uma militância PUTA DA VIDA, mas que, a muito contragosto, foi forçada a aceitar o resultado, pois “era o Supremo”. Ora, grandes bostas! O STF é um tribunal essencialmente político. Agirá a seu critério, sem absolutamente se importar com noções como isonomia, legalidade e justiça. Quer prova maior disso, do que a violação da Constituição pelo próprio STF, há pouco mais de um mês, ao acabar com o princípio da presunção da inocência? Aqui e ali, pode haver uma voz legalista, como a do conservador MAM. Mas, no mais das vezes, fala alto o que há de mais podre em termos de política (Gilmar Mendes) ou a vaidade pura e simples (Celso de Mello) – para não se falar daqueles com telhado de vidro (Dias Toffoli).

    Como escrevi em outro lugar, não há mais espaço no Brasil para uma elite carcomida e golpista, por um lado, e, por outro lado, os interesses da maioria expressiva da nação, que sempre foi hipossuficiente em termos materiais, sociais e jurídicos. Não há mais margem de manobra. Não há mais como contemporizar. É impossível, neste momento, deixarmos de lembrar do exemplo de Neville Chamberlain. Como apaziguar o que não pode ser apaziguado? Sim, porque o golpismo declarado e descarado dessa gente não tem solução outra que não a cadeia, o cadafalso ou a baioneta. Se não fizermos isso, estaremos fadados a, mais uma vez, replantarmos as sementes do próximo golpe (ou tentativa de golpe), caso o golpe de 2016 seja rechaçado.

    Não podemos repetir os erros que cometemos durante o atual período democrático, quando deixamos livres, leves e soltos – muitas vezes, chegando até a premiar – os golpistas e torturadores da ditadura de 1964-1985. Desta vez, os golpistas (todos eles, sem exceção: mídia, judiciário e legislativo) deverão pagar – E CARO – pela ousadia de atentarem contra a Constituição e a Pátria. Caso os golpistas de 2016 não sejam severamente punidos, não haverá como evitar novas tentativas de amotinamento no futuro próximo.

    PARA GOLPISTAS, SÓ CADEIA, CADAFALSO OU BAIONETA!

     

  27. Calma povo e calma Nassif.

        O problema real não é a semana que vem ou a próxima, é o depois, pois qualquer resultado do processo de impedimento – este primeiro,  podem vir outros – seja qual for o resultado final, mesmo que Dilma passe, ficará mais ainda fragilizada, será feita a leitura: Nada passa no Congresso que o governo proponha – ou caso ela perca, varios recursos poderão ser interpostos, mas ficará claro que o governo Temer, se ele resistir, será atacado por varios lados, até mesmo com possiveis manifestações que levem a convulsão social.

         Portanto é ilógico, infantil, a não consideração de um pacto, caso Dilma “vença” ( será por “pontos”, não será uma vitória completa ), e negociado rapidamente, uma crise financeira esta a espreita, só não estourou ainda porque os Bancos, tanto nacionais como estrangeiros estão negociando, mas a partir de junho/julho, se nada for feito será “barata voa”, até as famosas reservas cambiais estarão em risco de flutuações abruptas.

          Mas, sempre tem um mas, negociar com quem ? quais interlocutores, entes politicos expressivos, ainda possuem força ?  Como segurar o protagonismo juridico de certos setores, não os “politicos ” como Janot ou o STF, mas os “messianicos” ?  A “carta” Lula/2018 pode ser lançada como, quando e em qual “mesa” ?

          E Nassif, esta sua definição de ” Centro ” ( não só Itaú, Natura – tem mais gente, como Santander ), ter Marina como “ponto de convergência” , reflete parte deste movimento ainda muito difuso, claro que ela tem apelo entre jovens e apoios de algumas empresas/empresários que a estão “bombando”, inclusive externamente, mas, pelo que vi, até participei, e me utilizando de sua classificação – “centristas”, ainda esperam algum tipo de pacto, alguma concertação, mesmo que com LULA / dilminha permanecendo.

           È pena o apequenamento e falta de compromisso, tanto politico como biografico, que acometeu FHC, se caso não tivesse tal comportamento ocorrido ( vaidade e ciume de homem, é “phodda” ), ele poderia ser hj. um interlocutor relevante, e não um amorfo em seu próprio grupo, Higienópolis não conta mais nem no PSDB.

  28. O primeiro dia do resto de nossas vidas

    Dia 1, segunda-feira 11: Às 10:17 o Senhor Eduardo Cunha é preso; às 11:38 o site Salon reproduz declaração de advogado dos irmãos Koch em que afirma que não responderá perguntas sobre participação no financiamento de golpe em curso no Brasil; às 12:45 o CNJ divulga nota oficial que informa a suspensão sine die das atividades laborais do Juiz Moro por desvio de função; às 15:14 o STF autoriza a imediata posse de Lula no ministério; às 16:37 é divulgada pelo site GGN a informação, em seguida corroborada pelos demais sites, que Eduardo Cunha pediu para fazer delação premiada; às 16:38 a sessão da Comissão do Impeachment que votaria o relatório é suspensa por falta de quorum, uma vez que a maioria de seus membros partiu para o aeroporto local para fazer check-in para atender a súbitos e inadiáveis compromissos no exterior; às 19:04 o Pato da Fiesp deixa de receber guarda da Polícia Militar e vê-se um Peixe fora d’água. Às 22:00 o programa Roda Viva vai ao ar com Merval Pereira, Janaína Paschoal, Marco Antonio Villa, Reinaldo Azevedo, Paulo Skaf, Silas Malafaia e Olavo de Carvalho(este por telefone) que debaterão para deleite dos telespectadores que país é este.

    O segundo dia do resto de nossas vidas será a têrça-feira, em que, como na canção de Chico Buarque e Edu Lobo, mais um ato começará.

     

  29. Lutar Quando é Fácil Ceder, Vencer o Inimigo Invencível…

    O proposto não é xadrez, é o velho buraco com cartas marcadas, jogado na República desde o Campo de Santana, em 1889, segundo regras da Casa Grande, com o povo assistindo ao longe, com as migalhas ofertadas aos médios aspirantes, como as promessas ao povo, para mante-los afastados do jogo.

    No Xadrez é exatamente o contrário, após suportar ataque persistente e forte do adversário, no caso, inimigo e sem limites na preservação de interesses, ao vislumbrar o primeiro sinal de enfraquecimento, inicia-se de pronto o contra-ataque, pois não há jogada perdida que não reverta-se em vantagem ao inimigo, daí “as pretas” iniciarem o jogo em desvantagem, defendendo-se. Portanto, vencida a batalha do impeachment paraguaio, se torna obrigatório ocupar o espaço do inimigo para derrotá-lo, o que no Brasil, estranhamente refuga-se, tentando cooptar-se o em vias de ser derrotado e perdendo-se a oportunidade de bater o inimigo e vencer o jogo. Não a toa a Casa Grande resiste anacronicamente no Brasil, em pleno século XXI.

    No Xadrez, o empate que leva a acordo para encerrar o jogo, não se dá no meio do mesmo, mas ao final, quando material e estrategicamente reconhece-se não haver possibilidade de um dos contendores vencer, o que não é o caso nesse momento, no Brasil, onde se trava mais uma das batalhas desse jogo, iniciado há 126 anos, 4 meses e 27 dias.

    Chega de adiar o confronto, especialmente quando o exército golpista perde terreno e empaca, com o inverno se aproximando com Olimpíadas que trarão o mundo para cá e eleições municipais que levarão os políticos para fora de Brasília, sem falar na fadiga do material da vaza jato e da banca econômica que apostou na paralisia econômica, para solução via impeachment paraguaio, e que na opção considerada e provável, não virá.

  30. Porque da dificuldade do Golpe.

    O que levará o fim do golpe é a resistência (ou resiliência) das centenas de organizações civis, grupos de diversas nuances, desde grupos em comunidades até grupos de intelectuais e associações de classe e principalmente os milhões de pessoas que não aceitaram a proposta (https://www.facebook.com/periferiascontraogolpe/).

    Hoje em dia a grande imprensa está desmoralizada. Devido a problemas próprios a mudança de mídia, desde a TV até os Jornalzões, estão sofrendo a mudança de forma de comunicação e principalmente a forma de mudança de formação de consenso. Ela já vinha cambaleante entretanto está fazendo neste momento o seu Haraquiri, com uma pequena diferença do que faziam os samurais japoneses, não estão voluntariamente fazendo o seu suicídio, exceto a RBS, que poucos notaram que sua jovem direção, que até achei que era meio imatura (de imatura não tem nada, deve simplesmente se informar mais na Internet do que nos seus meios de comunicação), simplesmente viu por bem ampliar seus negócios para outros setores e vão deixar que seus meios morram sem muito sofrimento para os acionistas de todo o grupo.

    A grande vitória da esquerda na comunicação vai ser devido não a sua perspicácia nem a sua inteligência, mas sim devido a sua absoluta falta de dinheiro. Como jornalistas e demais não tinham como fazer os seus jornais ou revistas após o “passaralho” lhes atingirem simplesmente foram para o que era mais barato, depois de ingressarem no meio digital foram os primeiros a começarem a produzir conteúdo, e os grandes meios, que ainda tem além da mídia imprensa ou televisada não conseguem segui-la nesta produção de conteúdo simplesmente devido seus altos custos, tendo desta forma demitir seus bons funcionários (primeiro os de esquerda) engrossando a fileira de contestação e a raiva dos demitidos. Esta se criando uma imprensa sem patrões.

    O golpe fracassou, e uma SINALIZAÇÃO DO FRACASSO DO GOLPE, é escancarada pela entrevista do Presidente do Santander na Folha, onde ele diz com todas as letras que o golpe resultará no CAOS, ou seja, se ainda só entregando os anéis eles estão no lucro.

    • Prezado Rogerio
      Bom dia 

      Prezado Rogerio

      Bom dia 

      Zé Dirceu perdeu na politica, mas ganhou quando disse que tinha que quebrar o monopolio da informação!

      Esse golpe não passará por causa da INTERNET.

      Quem diria que o mundo virtual não pode se tornar real?

      Abração

      • Dirceu aquele que disse para

        Dirceu aquele que disse para o Requião que tinha um tv, a rede globo. Imagina esse dinheiro todo que vai para a tv aberta ser fosse para MBR, teríamos no mínimo a segunda tv em audiência do páis, Imagina se o governo começasse a comunicar por redes, Twitter, facebook e google ou até uma composição  inteligente com Wattsapp, já teria quebrado esssa mídia a muto tempo

  31. O Pós-Golpe e a Eleição de 2018.

    Fazendo um exercíco de pensar o quadro eleitoral para Presidente (a) em 2018.

    O Pós-Golpe e a Eleição de 2018.

    O Pós-Golpe, aparentemente, fracassado do Impeachment no universo da Política traz um cenário de vencedores e de perdedores e da incógnita Marina Silva.

    Vencedores

    1) A centro-esquerda (progressistas e defensores dos programas sociais do PT) com um Projeto nacional-desenvolvimentista com Justiça Social e que será ocupada por Ciro Gomes do PDT nas eleições de 2018, apoiada sua candidatura por Lula e pelo PT. E ela se aglutina, também, nos democratas (no Não vai ter Golpe!) e nos contrários à velha mídia e Rede Globo e seus desapegos ao Jornalismo, ao Brasil e a Ética (grupo crescente no Brasil).

    2) O apartidarismo e a descrença total na Política.

    3) A extrema-direita e seu Fascismo social apoiada na figura de Bolsonaro e como coadjuvante Ronaldo Caiado. Entre 10% e 12% de votos. 

    Perdedores

    1) A extrema-esquerda (que foi votada em 2014) desenhada no personalismo de Luciana Genro que não soube capitalizar para si os votos dos descontentes da esquerda com os rumos conservadores do Governo Dilma. Luciana Genro pensou que seria grande apostando na defesa do apoio ao encurtamento do Governo Dilma e acabou com a imagem de oportunista.

    2) PSDB: Aécio ou Serra ou Alckmin. Perde votos para o apartidarismo e os descrentes da Política + os votos que irão para a extrema-direita. Dividiu seus habituais 30% – 35% em primeiro turno com os dois grupos novos acima.

    3) Sérgio Moro. Se era para ser promovido candidato da velha mídia com o escancaramento do seu partidarismo nas investigações da Lava-jato, com a condução coercitiva do Lula e os grampos ilegais perdeu a credibilidade devida. Tornou-se um Juiz com a imagem chamuscada. Numa sociedade majoritariamente cristã e com outras crenças religiosas há limites para os atos praticados contra pessoas, mesmo os mais ferrenhos adversários. Está sendo descarto do Jogo Político como alguém que viria de fora da Política para salvá-la.

    A incógnita

    1) Marina Silva. Ela tem um percentual de 20% dos votos, toda eleição tem. É aquela turma do meio de campo que não é a favor da direita e nem da esquerda e vota num hipotético centro para não se dizer contrária a Política. Como compete com o voto do apartidarismo e a descrença total na Política não conseguirá sair deste patamar em primeiro turno. Porém, terá votos suficientes para chegar ao segundo turno com a divisão dos votos do PSDB que agora, tem o Bolsonaro/Caiado em seu encalço.

    Como enxergo 2018

    Em 2018 se desenha um quadro interessante com três divisões válidas para o compito dos votos.

    1) O que antes era uma direita em primeiro turno competindo em torno do PSDB será substituído por uma divisão de votos: direita, extrema-direita e o apartidarismo e descrentes da Política (aqui se tirará votos do PSDB e a Marina será beneficiária indireta – com o aumento de votos brancos e nulos).

    2) Uma centro-esquerda unida na figura de Ciro Gomes. Pode chegar ao segundo-turno aglutinando os votos progressistas na casa de mais de 40% dos votos válidos, já em primeiro turno.

    3) Marina Silva.

    Pela primeira vez a Marina Silva pode chegar ao segundo-turno com pouco mais de 20% dos votos. Ela superaria, em votos, o PSDB e o Bolsonaro.

    Teremos uma Eleição em 2018 em que Ciro Gomes será forte no primeiro turno. E, provavelmente, disputando com Marina o segundo turno.

    A pergunta que fica: Marina conseguirá aglutinar os votos de PSDB e Bolsonaro para vencer Ciro Gomes em segundo turno?

    Algum rescaldo de não-voto destes dois grupos por causa dela ter sido do PT, e acreditarem que ela tenha, ainda, ideias “petistas”? Nestes dois grupos se concentra o maior anti-petismo. 

    Com metade dos votos de Ciro Marina pode vencer?

    Com ou sem apoio do PSDB e do Bolsonaro ela fixará sua campanha em segundo turno?

    Apoio deles pode significar perda de parte dos seus pouco mais de 20% de votos?

    Lula será cabo eleitoral significativo de Ciro Gomes.

    E Marina vai aceitar atrelar sua imagem à direita desgastada do PSDB e a extrema-direita do Bolsonaro para competir com Ciro Gomes em segundo turno?

    Será capaz a desacreditada velha mídia capitaneada pela Rede Globo e sua loucura do impeachment a qualquer preço de criar um novo Salvador da Pátria como o candidato das elites, para além dos nomes atuais?

    Eu respondo que não.

    Vão ter de se contentar com Marina Silva.

    PS. 2016 já teremos uma prévia deste quadro de aglutinação da centro-esquerda e dos nacionalistas e divisão da direita e extrema-direita na Eleição Municipal. O PT em2018 será um vencedor via Parlamento. Com a campanha centrada no Legislativo fará a maior bancada do Congresso e, facilitado o resultado no Legislativo pelo término das doações privadas de empresas. A militância por votos nas periferias em torno do PT é a maior de todas. 

    O maior perdedor do Golpe do Impeachment, que será debelado, será, politicamente, a Direita brasileira. Ela ganhava, através do PSDB, os 10%/12% de votos do Bolsonaro em primeiro turno sem esforço. E entregou de bandeja. 

    • Sobre a ideia de Ciro ser

      Sobre a ideia de Ciro ser candidato apoiado pelo PT, cabe um detalhe importante, Alexandre. Passado o impeachment, e sabendo nosotros que o PT continuará no alvo do MP, PF, PGR e PIG até o início de outubro/2018, e ainda aceitando sua hipótese de Ciro vencer a disputa presidencial, o PT sai da linha de tiro e dá uma respirada. Mantém força no Congresso e, entre mortos e feridos pelo país afora, terá tempo de se renovar, de reestabelecer contato com as bases sociais, defender o legado, amadurecer novas lideranças etc. Pessoalmente sonhando, eu prefiro a chapa Lula/Ciro em 2018 para a esquerda ter força total e, tendo sucesso, segue Ciro/Haddad em 2022/26 e Haddad na sequencia.

      • Sérgio!

        Eu tenho comigo que seria bom, se não houver uma possibilidade de enquadramento da velha mídia, de o PT sair da linha de frente e se concentrar no voto para o Legislativo Federal e o Governo de São Paulo. 

        O Lula já está com certa idade e foi e é nosso maior Líder! Não sei se o PT precisa centrar a disputa no Executivo ou se não seria mais saudável concentrar forças para o Legislativo, até Lula poderia sair como candidato para Deputado Federal.

        É uma opinião. 

        Precisamos em 2018 realizar um feito inédito:

        Conseguir pôr a centro-esquerda no Executivo tendo um parlamento progressista. 

        O PT tem condições de fazer uma bancada de + ou – 120 deputados federais, se for bem conduzida a campanha. 

        Mais o PDT, PSOL e PCdoB fazendo uma boa bancada e partes progressistas e /ou nacionalistas de outros partidos chegamos à metade dos votos parlamentares. O que nunca aconteceu.

        Também, concordo com Ciro e Haddad na sequência.

        Abraço,

        Alexandre!

        • Vc tem razão…

          São duas lutas: vencer ou no máximo empatar as disputas legislativas no Congresso até o fim de 2018, e eleger pelo menos 2/5 de progressistas, para nunca mais nos depararmos com o que a história em breve vai registrar: este foi o mais conservador, entreguista e corrupto congresso eleito pós ditadura.

          E sem Lula comandando em 2018, não teremos muitas chances.

          Abração !!

  32. O Nassif esquece sempre o POVO.

    Parece que estamos esquecendo um elemento básico que induziu a todo este movimento de refluxo no golpe, o povo. E me parece que no rescaldo de tudo isto ele virá com a fome secular, não a fome de comida mas a fome de poder.

    Num dos últimos discursos famosos de Getúlio Vargas ele disse:  “Se hoje voces estão com o governo, amanhã voces serão o governo”.

    Não tem conteporização mais, eles foram longe de mais devido a um erro de avaliação de forças, e pode ser que paguem caríssimo por este erro.

    Como li em um dado local: O Obama reatou relações com Cuba para permitir que os cubanos retornem a ilha e darem lugar em Miami para os brasileiros.

  33. Lula 2018

    Até agora não entendi sua insistência, numa futura repactuação, na desistência de Lula 2018. Quando você diz que:  “Não se trata de desejo ou aposta, mas de análise fria desse jogo político extraordinariamente confuso”, você fica devendo em clareza, tranparência e detalhamento a seus leitores. Sempre que leio, parece-me duvidoso. Gostaria que você, caro Nassif, fosse mais direto e objetivo neste ponto. Quem sabe posso até concordar com você.  Até agora, apesar de você dizer que não, parece-me desejo ou aposta.

  34. Eu escrevi por várias

    Eu escrevi por varias vezes em meus comentários que Moro iria se estrepar, que ele iria escorregar e tudo que escrevi aconteceram. Moro escorregou feio tentando prender e depois grampeando o Lula. O Janot ainda não se ferrou, mas vai se ferrar, ele não quer o Lula como ministro porque ele teme o poder Lula e quanto mais ele fuçar e não encontrar nada que prove que Lula tem culpa mais as coisas irão ficar pretas para ele. No artigo de Marcelo Auller disse que advogados chegado a Janot diz que  o mesmo age com o fígado levando para lado pessoal”,  mas não é somente isso Janot também é vingativo. Janot ficou com raiva quando o Lula disse… “Essa é a gratidão. Essa é a gratidão dele por ele ser procurador” e Janot contra atacando respondeu… “Os cargos públicos não são dados de presente. Eu sou muito grato a minha família. Fiz concurso. Estudei para caramba. Tenho 32 anos de carreira”. Mas e daí? Se a Dilma não tivesse reconduzido ele e se os senadores não tivessem aprovado a sua recondução ele não estaria lá certo? Como disse Auller o assunto deveria ter morrido com um pedido de desculpa do Lula, mas não, Janot não perdoa, ele se  vinga como foi com o Collor quando o mesmo passou a jogar merda no ventilador com os podres de Janot e seu irmão. Isso sem contar os desaforos tipo… “de que não estou nem ai” de Cunha. Se ele ainda não sacou o Teori está de olho nele assim como Marco Aurélio está de olho no Moro. Janot vai ter que escolher, ou ele faz o papel de PGR  sem parcialidade ou continua fazendo o papel de golpista. Ainda está em tempo de mudar, se ele continuar nesse embalo pode ter certeza que a porta será a serventia a casa com Dilma ou sem Dilma.

  35. day after

    Qualquer que seja o resultado esta semana, a crise vai continuar muito grave. Ou um governo  sem o voto popular que não tem legitimidade ou a continuação de um governo: ou com Dilma que tem a legitimidade pelo voto mas é incapaz ou Dilma com cargo representativo, para o qual não foi eleita e Lula governando, para o que também não  oi eleito. Soma-se a isso uma base aliada que provavelmente não vai ser suficiente para a governabilidade, e já podre no nascedouro, à custa de “articulações”, entregando os dedos pela sobrevivėncia: O MEC entregue às aves de rapina, cujo maior representante, Walfrido Mares Guia,  já se encontra há dias em Brasilia “articulando”:  o que vem é a privatização total do Ensino.  Deprimente !

  36. pois não é que a desgraça

    pois não é que a desgraça deste país são os “pactos”? os pactos, os acordos aplicados desde sempre? não se pode acender uma vela para deus e outra para o diabo. tem que haver uma posição. a resposta da esquerda deve ser lida como algo muito maior do que até agora, neste momento e no Brasil, tem se dado e esta tem que ter atendidas suas reivindicações. não a comparo com o primeiro parágrafo do texto já que aquele momento foi resultado de anos de luta e convergência de muitos atores, mas a reação mostrou musculatura.

    esperemos o que os desgraçados de curitiba farão, devem estar trabalhando muito para mais uma operação midiática e esta sim: a bala de prata para esta semana. esperemos também a reação da sociedade, a parcela que não quer retrocessos. não esperemos nada dos pilantras que acompanham o chefe do “sindicado de ladrões” na câmara federal. não podemos esperar tambpem nada dos eleitores de tipos como bolsonaros e cunhas e assemelhados.

  37. Fiquei estarrecido com

    Fiquei estarrecido com reportagem de Sônia Bridi no fantástico cuja matéria chamava atenção para alguns projetos que tramitam na câmara e se aprovados podem travar a Lava Jato. A reportagem criticou a postura de Wadir Damus, por apresentar projeto que regula a delação premiada, proibindo que preso faça tal delação, bem como projeto questionando decisão do STF que definiu prisão a partir de condenação em segunda instância.

    Mas o que me deixou mais sobressaltado, foi descobrir que este projeto das dez medidas do MPF,  entregue no congresso a Eduardo Cunha, não foi elaborado pelo MPF. O MPF na verdade é estafeta do projeto, laranja por assim dizer. Quem o elaborou foi uma professora universitária dos E.U.A e autora de vários livros na área criminal. Ela inclusive falou durante a reportagem.

    Não fosse o bastante essa parceria do MPF com o departamento de justiça americano, agora temos jurista americano escrevendo leis para serem implementadas no Brasil. É o fim da picada. Isto demonstra muito bem a mentalidade colonizada desses procuradores que desprezam nossos juristas para irem em busca dos conhecimentos jurídicos de expoentes americanos, desconsiderando que as medidas propostas afrontam o direito constitucional pátrio, razão pela qual dificilmente serão aprovados pelo congresso.

     

  38. Entre a Razão e

    Entre a Razão e Coração…
    Apesar do mundo Político e a Mídia resolverem punir Dilma…
    A mídia sabe que a queda de Dilma pelas mãos de Eduardo Cunha cheira a linchamento, o sentimento é de rebelião de presídio do congresso e talvez seu presidente só consiga mostrar isso o alvoroço do sistema carcerário que se instalou naquela casa, sitiado o congresso se tornou o “CORRÓ”, políticos desavisados podem se tornar cárceres de atitudes impensadas e na hora que o batalhão de choque reinstalar a ordem o país pode cobrar a conta de quem não teve hombridade e tratou a realidade de forma tacanha… 
    A razão deve estar apavorando Políticos que sabem que sua decisão pode joga-los no mar de lama da historia… Saciar desejos pode custar muito caro e a realidade pode se mostrar implacável, os Caciques do PMDB principalmente o TRIUNVIRATO Teme/Cunha/Renam podem não sobreviver ao incêndio da Republica, a tal realidade pode se impor de maneira dura a quem pensa que o poder só se disputa nos bastidores, estão indo no embalo de Romero Juca uma raposa política que pensa a partir de Brasília e pensa na orquestração de bastidores e tudo leva a crer que os bastidores virarão pó pela inconsequência político e homens que não sabe a grandeza do momento que se avizinha… O Golpe Paraguaio foi cirúrgico e indolor, o Golpe Brasileiro é falastrão, tendencioso e sem caráter, nem escrúpulo…

  39. Lembrete (que não foi tratado

    Lembrete (que não foi tratado na análise):

    Gilmar Dantas assume o TSE em maio e lá correm diversos processo sobre cassação de mandato da Dilma e do Temer.

  40. ANÁLISE INCOMPLETA

    Falta um ingrediente importante na salada colocada por Nassif. Se o impeachment fracassar (como espero) seguirá agora uma parte diferente da lava-jato: a acusação contra políticos. A câmara de Deputados e o Senado ficarão fragilizados, fora da sua zona de conforto, enquanto o Governo se afirma, principalmente depois da saída do Cunha. Sendo assim, o Governo não terá mais aquele ataque permanente do legislativo e poderá avançar, mesmo sem ele, em algumas atividades que poderíamos chamar de agenda positiva, entre elas, as olimpíadas e, junto com isso, as eleições municipais.

    Com o impeachment derrubado Dilma deve partir para o ataque (sim, para o ataque). O PT há anos que trabalha acuado nas cordas, por pressão econômica e do PIG e, recentemente, por ataque das procuradorias e justiça em geral, por conta de alguns malfeitos e equívocos do partido em relação a fundos de campanha. O “paz e amor” não deu em nada. A direita não recuou, mas sim o PT, que foi tomando distância dos grupos sociais de base e da esquerda em geral, dando concessões e puxando o saco de quem o ataca.

    O Governo, depois desta tormenta quase perfeita, se vencer contra o impeachment, deve voltar com tudo para o ataque, pois não há nada mais a perder (e muito a ganhar) e, o pouco que restava, quase foi levado pelo impeachment. Não há mais espaço de recuo nem de concessões, mas sim a hora de pensar em 2018 e voltar ao ataque.

    Então, sugiro a seguinte pauta pós “não impeachment”:

    1.       União das esquerdas;

    2.       Boas olimpíadas;

    3.       Focar agora nas eleições municipais, tentando juntar as esquerdas em candidaturas fortes e unificadas;

    4.       Construir plano nacional de agenda positiva, com ações efetivas e simples de medir e/ou acompanhar (obras públicas, passe livre, Minha Casa Minha Vida, etc.);

    5.       Mostrar à população sobre políticos que votam contra avanços sociais. Não negociar com políticos corruptos, mas apenas tentar e mostrar ao povo quem foi contra, caso a caso;

    6.       Concluir a transposição do Rio São Francisco e inaugurar grandes hidroelétricas;

    7.       Plano de obras públicas de base (em municípios) com intensivo uso de mão de obra;

    8.       Chamar às FFAA para colaborar com a Agenda Positiva, particularmente na execução física de obras estruturantes e de ações sociais em favor da comunidade;

    9.       Plano nacional de serviço cívico/militar. Jovens desempregados e sem diploma (tentar cursos técnicos profissionalizantes nas FFAA), e profissionais recém-formados fazendo serviço cívico obrigatório, na sua especialidade, no interior do Brasil.

    10.   Suspender todo o dinheiro público em publicidade nos meios do PIG;

    11.   Reavaliar a divida interna e externa do Brasil. Repactuar ou romper.

    12.   Fazer um bom trabalho nas Olimpíadas e, na paralela, desenvolver um Plano geral de Desporte Amador e Recreação, através das Universidades Federais, que deverão criar departamentos de esporte e irradiar o seu efeito pelos colégios e escolas da sua região respectiva. Isso rápido, para aproveitar o embalo das Olimpíadas;

    13.   Manter o povo mobilizado e atuando efetivamente nas medidas do plano nacional de agenda positiva. Mostrar avanços. Informar;

    14.   Propor ao congresso uma lei de reforma política;

    15.   Exigir, da TV (que é concessão pública), pelo menos 15 minutos diários (ou o tempo que necessário for – deixe que chiem e continuem conspirando) para informar diariamente dos avanços à população e, principalmente, das ações que foram eventualmente travadas pelo congresso (indicar nomes). Elaborar filminhos do tipo “Brasil Avança” e divulgar diariamente por todas as redes de TV com concessão pública;

    16.   Ajudar a estender o alcance da TV Brasil e outras redes públicas para todo o território nacional.

    Tudo isso será julgado em 2018.

  41. 1- O índice de rejeição de
    1- O índice de rejeição de Lula é completamente artificial, inflado por um bombardeio que não se sustenta.

    2- tanto que colocou na penúltima pesquisa Lula em terceiro e Aécio em primeiro.

    3- mentira não se sustenta por longo tempo, tanto que os índices estão sendo modificados. O mesmo ocorrerá cim a rejeição de Lula

    4- a rejeição é da classe política, atingiu à todos.

    5- em todas disputas presidenciais que disputou, Marina começou bem e despencou

    • Lembrar que Lula despenca

      Lembrar que Lula despenca entre fevereiro e março sob ataque da lava-jato e recupera o nível anterior a março quando os ataques cessam em função da intervenção do STF. Possivelmente seja este o motivo da mudança de poscionamento de Janot: informações advindas desta pesquisa. Atua para conseguir a devolução do processo a Moro, assim, os ataques poderiam prosseguir, e um dos objetivo da Lava-Jato – liquidação e eliminação do PT e Lula – mantido.. 

       

  42. Caso o impedimento pela

    Caso o impedimento pela câmara não passe, o que ainda acho um risco, o governo não conseguirá governar com os centro e setenta e poucos deputados. É impossível. Não dá para imaginar que numa estrutura de coalização isso aconteça. Portanto, um pacto será necessário.  A próxima pergunta é: que pacto?

    Sei que é não é o momento, mas o PT está pagando o que plantou. Depois do desfecho do impedimento e das eleições municipais, cerca de 35 parlamentares deixarão o partido. Trata-se da materialização da tendência MUDA PT, comandada pelo pessoal do Sul e tão safricada pela turma de SP. Quem conhece o partido sabe que isso acontecerá. É inevitável. 

    Além disso, concordo com Frei Beto ao afirmar que a reaproximação do PT com os movimentos sociais acontece apenas quando o partido precisa de auxílio. Isso aconteceu em diversas ocasiões (segunda eleição de Lula e também o segundo pleito sob Dilma) e foi celebrada muitas vezes nesse blog. Após as vitórias, o partido virou as costas para a militância que o colocou no poder.

    Fará isso novamente caso o impedimento seja derrubado? Teremos PDS, PP, etc, em ministérios caros e valiosos para os movimentos sociais? Não sei. 

    Penso que o caminho mais natural seria um afastamento do PT do poder, que o livraria de acordos espúrios e o levaria a uma necessária reavaliação interna. Não dá mais para levar as coisas como estão sendo configuradas.

    De alguma forma, concordo com Nassif. E esse é o único pacto possível. Tirar o time de campo em 2018, dar espaço para outros atores políticos, afastar o personalismo, expurgar as feridas e caminhar novamente. Caso contrário o PT será o PRI do Brasil. 

     

     

     

  43. Lula vai fazer politica até o ultimo segundo de sua vida,pedir p

    ara que ele desista é o mesmo que pedir para que ele de fim á própria existencia.E não adianta dizer,como JANAINA MORO que é para seu próprio bem ou sua segurança,não é.Lula não é um covarde.

  44. Era nítido que aqueles que
    Era nítido que aqueles que afirmavam não haver mais diferença entre esquerda e direita estavam equivocados.

    O sistema ao ter amordaçado, com o apoio de jornalistas, a diferença entre esquerda e direita criou um monstro em estado de latência que agora desperta em corpos de personagens como Ted Cruz e Donald Trump e Bolsonaro.

    Nassif antecipa esse reposicionamento.

  45. Era nítido que aqueles que
    O ranço anti petista é tão forte e insano que:

    1- fugindo à regra, o partido que está no poder ao invés de ser espremido para o centro, está sendo empurrado para a esquerda.

    2- o maior líder que o país tem, estando acomodado e sem apetite para disputas, é despertado por solavancos que o impulsiona à voltar à politica partidária, tomando as rédeas dos destinos do país, invertendo o jogo político. “jararaca” (?) deram asas à cobra.

    3- tem como enaltecido pela imprensa um personagem como Cunha.

  46. 1.    Não poderá ter vencidos

    1.    Não poderá ter vencidos nem vencedores. Terá que ser um pacto amplo, superando resistências e ódios.

    Não concordo. Mov eram a maior campanha de difamação da história para promover um golpe contra a democracia. Para isto, arruinaram a economia, destruiram empresas e milhões de empregos. O Brasil demorará a se recuperar.

    Por isto, não podem ser perdoados. Tem de pagar o preço. Prisão dos Cunhas, Eduardo e família e Aécio e a irmã. Demissão do serviço público de todos os consiradores: Já NOT, Moro, todos os delegados da PF vazadores(demitiram o Protógenes por este motivo. Exijo isonomia), procuradores vazadores e irrespnsáveis, delgados, procuradores e juízes facebook(é preciso que entendam muito claramente que a justiça não tem partido nem ideologia) e até uma fxina no STF(gilmar não pode continuar sendo ministro) e por fim a midia. a começar pela globo, que neste processo todo, ficaram expostos todos os seus crimes(evasão de divisas, sonegação, ocultação de patrimônio, tentativa de golpe, etc. Dizem que a concessão vence em 2018. Cancele-a)

    “Continuo não enxergando hipótese de pacto que não contemple a desistência de Lula-2018. Não se trata de desejo ou aposta, mas de análise fria desse jogo político extraordinariamente confuso.”

    Também não concordo. Se isto acontecer, a esquerda perdeu. Para mim, o Lula nunca quiz ser candidato novamente. Estes golpistas o obrigaram a ser. Então, no final, quem deve decidir é o povo através do voto. Se o Lula vencer, o que acredito que acontecerá se for candidato, deve governar. Até o fim do mandato em 2022 acredito que poderemos estar livres do FHC, do Serra, dp Aécio, da Marina, do Aloysio 500 mil, do Caiado, do Bolsonaro, do Gilmar, etc etc . Estas porcarias ou estarão velhos ou mortos. 

    É possível que finalmente o Lula possa ter o merecido descanso.

    Talvez, em 2022, uma nova geração de políticos possa assumir o poder e governar com menos ódio. Tipo, o Fernando Haddad.

    • Lula é fundamental

      Acredito que o medo maior de Janot, Gilmar e do resto da oposição é exatamente que Lula comece logo a dividir o governo com Dilma. É ele que tem a confiança dos movimentos sociais e respaldo de parte da sociedade. Não existe nenhum nome hoje e duvido que daqui a dois anos alguém seja capaz de fazer isto. 

      Por outro lado, este golpismo tem que ter consequências. Não é possível convivermos com um Gilmar Mendes no STF ou mesmo com o Janot. Eles perderam as condições morais de continuarem em seus cargos, por se mostrarem partidários, por atentarem contra a democracia, por desrespeitarem as escolhas dos cidadãos. 

      O problema não é Lula, pelo contrário, ele é parte fundamental da solução. O problema é a ausência de um ou mais interlocutores confiáveis e capazes de aglutinar a parte da sociedade que não vota nele. O problema é não ter com quem negociar, pois a oposição foi entregue a bandidos. O problema são os agentes do judiciário desrespeitando as leis impunimente. Hoje somos uma terra sem lei, um estado de excessão criado e mantido pela justiça. 

  47. Para sair um acordo, Lula fora de 2018, como sugere o Nassif

    E eu pergunto: será que Lula  vai  poder pelo menos apoiar um candidato?

    Resposta : se o trio Rede Globo + Janot + Moro não tiver prendido o Lula, sim.

    Talvez eles deixem o Lula gravar um vídeo na cadeia para ser apresentado no programa eleitoral gratuito.

    Uma maravilha, Nassif!

  48. Ciro=Dilma

    Nassif, Ciro é igual a Dilma, ambos movem a economia com muita promoção social e são arrogantes com os corruptos. Esses dois aspéctos geram instabilidade institucional  insulflados pela classe média e ruptura da base de apoio. A única saída é o Lula, sempre Lula, 2018..mas ele vai precisar de muito mais – muito diálogo de unificação nacional…não da mais pra só pensa no pobrezinho…o risco de conflitos realmente fugirão  do controle..não serão só dois cadáveres do MST!

    Na guerra quem não tem bunker perde mais.

  49. Alguém pode acreditar que

    Alguém pode acreditar que Lula tem 21% tratando-se do Datafolha? No minimo tem 40% de pessoas que votariam nele. e fhc 14% kkkk no maximo 8%

  50. Um animal político como o

    Um animal político como o Lula só não se candidata em 18 se estiver morto. Além do mais, no ponto em que chegou a lama, quem garante que ele, mesmo desistindo de 2018, não acabe preso? Há muita gente na política que teria orgasmo em ver lula numa cela de prisão. Então,caro Nassif, não conte com essa hipótese. 

  51. Nassif, nenhum dos envolvidos

    Nassif, nenhum dos envolvidos no golpe se preocupa com a perda de credibilidade ou se a sua respectiva instituição será desmoralizada. E considero um erro sério acreditar que alguma ação deles vá ser impedida pelo risco de se desmoralizar, pois faz algum tempo que eles deixaram claro que estão em busca de poder custe o que custar.

  52. Não sei se foi pensado, mas manter Eduardo Cunha na presidência

    Não sei se foi pensado, mas manter Eduardo Cunha na presidência da Câmara dos Deputados teve como consequência a desmoralização do golpe. Mesmo que essa aventura golpista se concretize, a figura de Eduardo Cunha e de todos os corruptos maculam o processo de impeachment. Tanto a repercussão nacional quanto a internacional será a pior possível, além de ficar consignado nos livros de história que a presidenta Dilma foi derrubada por um criminoso vulgar e traída pelo vice a mando desse chefe da facção criminosa que controla o PMDB.

  53. Do texto:
    “Continuo não
    Do texto:

    “Continuo não enxergando hipótese de pacto que não contemple a desistência de Lula-2018.”

    Então, qual é o pacto?

    Desconsiderar o maior líder que o Brasil tem?

    Já que o papo era jogo de xadrez, entregar o rei?

    No xadrez entregar o rei é admitir a derrota.

    Qual é o pacto?

    Vou tirar meu melhor candidato para aumentar as suas chances de vitória?

    • É verdade. Só no Brasil isto

      É verdade. Só no Brasil isto acontece. O país jogado em uma divisão inexistente até então e tem a única liderança efetiva capaz de aglutinar novamente a sociedade brasileira e justamente esta peça é que deve ser descartada?

      Se for assim é melhor ter o golpe. Fica mais evidente.

      As opções oferecida pelos derrotados (aliás,só no Brasil os derrotados impõe condições para aceitar a derrota) são a seguintes:

      Impeachment = Golpe

      Cassassão = Golpe

      Impedir o presidente Lula de partcipar de eleições = Golpe

      Presidente Lula não participar mais de eleições= Golpe

  54. Se o golpe paraguaio paulista

    Se o golpe paraguaio paulista não passar acho que será uma estupenda vitória das forças progressistas do país, a direita representada pela rede globo e seus aliados no judiciário, MP, PF e congresso estariam por hora desmoralizados e derrotados.

    Neste contexto, penso que o PT e o governo Dilma estariam autorizados a ir ao ataque, não tem porque os vitoriosos comportarem-se como estadistas diante de gangsters da política como os acima citados, aprofundar as políticas sociais deixando a cargo de Lula dar a linha para formular estratégias para a volta dos empregos e crescimento.

    Chega de defensivismo. 

  55. Lula 2018

    Pôxa Nassif,

    Assutei com a hípótese de Lula fora em 2018. É nosso maior catalisador político com legitimidade inigualável na política brasileira. Retirar Lula do cenário político de 2018, é facilitar a oportunistas a ocupação de seu espaço por um novo salvador da pátria.

  56. Esqueçam pactos. O povo acordou, não é mais possível enganação
    Cada país com divisões abissais (Piketty demonstra)

    Quanto mais o Brasil da Casa Grande e Senzala

    Nem o Lulismo realizou um pacto real, tanto que o que foi conseguido está correndo risco de ruir

    Tipo Holland, na França?

    Mais que Dilma cedeu, pensando em agradar a direita com Levy, …

    Como fazer um pacto, se é “sine qua non” para avanços democráticos e econômicos as reformas política, tributária e fiscal, e regulação da mídia?

    A direita cederá para o reescalonamento tributário?

    Nem a reforma política ocorreu com toda a pressão popular de 2013.

    Quem cedeu pelo mundo para que fosse possível sair da crise que se arrasta desde 2005?

    A “casa grande” sabe que detém a força dos “canhões”, polícia, justiça e imprensa

    • Concordo totalmente. Foi um

      Concordo totalmente. Foi um “acordo” com os imprestáveis que apoiaram o golpe de 1964 e depois colaboraram com a ditadura que resultou na “redemocratização” e cujos resultados estamos vendo até hoje. Fazer acordo com estes grupos e pessoas é repetir o erro. SE não houvesse o fator maluf e o PDS não tivesse rachado, o PDS teria feito o sucessor de Figueiredo… Ooops! Sarney era presidente do PDS naquele período em que o partido rachou por conta da disputa maluf x andreazza, não era não?

  57. claro que há” risco de
    claro que há

    ” risco de desmoralização da própria PGR ”

    não há nada mais desmoralizante que em um tema elementar como direito de nomeação à cargo de ministro o PGR inverta a sua opinião, em tremendo cavalo de pau, sem que tenha havido nenhum fato novo.

    Quem se desmoraliza à esse ponto perde completamente qualquer pudor.

  58. Não é caça às bruxas, mas

    Não é caça às bruxas, mas ANISTIA para os agentes públicos da “vaza jato” como foi concedida para os torturadores, NUNCA MAIS!

    O que NASSIF propõe é um gigantesco erro.

    Não podemos salvar a DEMOCRACIA, preservando quem tentou destruí-la.

    Conceder uma ANISTIA para agentes públicos da “vaza jato”, inclusive o seu juiz e o PGR, que violaram suas prerrogativas consitucionais, partidarizando o desempenho de suas funções, buscando a instabilidade política do país, inflamando parcelas da sociedade contra todas as instituições, isso é inaceitável, se for pra isso, melhor deixar avançar a crise e nela medir forças.

    Creio que esse tipo de PACTO não serve a quem está buscando preservar à DEMOCRACIA brasileira.

    Não se trata de caça às bruxas, trata de fazer a LEI valer PARA TODOS.

    Quem usa a DELAÇÃO premiada para extorquir o que deseja ouvir e ainda fazer uso político/partidário, obviamente, algum ilícito comete.

    Quem faz GRAMPO ilegal e ainda o divulga para insuflar a população contra as instituições, algum ilícito comete.

    Quem tem vários processos na sua mesa sobre membros de uma partido e o retarda ao mesmo tempo que acelera o de outras pessoas de um outro partido, algum ilícito comete.

    Quem denuncia alguém sabendo que esse é inocente, o acusa de “desvio de finalidade” com finalidade meramente política/partidária, algum ilícito comete.

    O engavetador geral da república saiu impune, os tempos e o grau da crise que vivemos não permite a quem luta pela DEMOCRACIA aceitar que um eventual  “prevaricador geral da república” também saia impune.

    Hoje, quem defende a DEMOCRACIA não pode aceitar uma ANISTIA para  esses agentes públicos, seja juiz, seja procurador ou seja membro do STF.

    Não se trata de caça às bruxas,  mas a DEMOCRACIA que se busca salvar não pode conviver com “boicotadores” atuando e tentando implodir seus alicerces.

    ANISTIA, não!

  59. Lula desistir seria dar a

    Lula desistir seria dar a vitória uma à direita e nada garante que ele não continuaria sendo perseguido. O que janot pensa ou pretende do seu futuro não importa. Deve-se é encontrar uma forma de livrar o aparelho do estado dele e de tantos que atuam contra o Brasil. Os infiltrados vão continuar operando, ou alguém imagina que eles vão passar a agir institucionalmente só por conta da derrota do impeachment? Quanto a cunha, ministros do stf tem uma grande oportunidade de passar a história como “impedidores” da verdadeira mini-guerra civil que se abateria sobre o país a partir do próximo fim de semana, removendo cunha e encontrando maneira de impedir que a sessão da Câmara seja tranformada num “Domingão do Golpistão” como quer a globo e resto da mídia golpista.

  60. Acredito que o xis de um

    Acredito que o xis de um pacto nacional seria um projeto crível de comunicação por parte do governo. É do interesse das a) corporações nacionais; b) setor agropecuário; c) área de logística, entre outros (esses são os mais importantes) a manutenção do governo, sendo necessário ainda a garantia de uma boa taxa de cambio e juros razoáveis, todos itens que estariam em risco ocorrendo o golpe. 

    Onde está a dificuldade? Na governabilidade, que é  inviabilizada pela mídia. Não havendo um projeto de comunicação, a perpectiva futura é de manutenção da crise.

    • Sra Margot, concordo:

      Sra Margot, concordo: Qualquer que venha a ser o resultado do jogo, o grande perdedor será a mídia, atraves de sua neutralização como agente político pelo lado vencedor; o da direita do tabuleiro ou o da esquerda. Discordo, por outro lado, quanto ao sucesso de um pacto com o empresariado, cuja visão me parece um tanto quanto obscurecida pelos “patos” de suas instituições representativas e teria que ser muito trabalhada, para que retomasse ao rumo do projeto nacional de desenvolvimento. ora paralisado.  No momento é a vaidade de suas lideranças que está sacrificando esse projeto, portanto, PACTO SEM TIRAR O PATO, NAO COMPÁCTO.   

  61.   Nassif, vamos por uns

      Nassif, vamos por uns pingos nos is.

      Entregar a cabeça de Lula numa bandeja é inviável. É o mesmo que você concordar em fechar seu blog para evitar processos de “ex-Graeffs” e Gilmares. Você perde sua posição, e no fundo não garante nada.

      Não é uma impossibilidade teórica, é uma impossibilidade PRÁTICA. Ora, a virada na maré se deve EXCLUSIVAMENTE à persona lulista e, mais do que isso, você sabe melhor do que eu a disposição dos grupos de poder opositores de seguirem pactos. Tá parecendo que vc caiu ontem de Marte, pô. Lula e o PT estão oferecendo a outra face desde o fim de 2002, quando o petista havia sido eleito mas ainda não estava empossado, e o resultado você conhece bem. Os opositores não respeitam nem  lei, quem dirá um pacto não escrito. Lulinha paz e amor, Banestado, CPI do Cachoeira… foi uma avalanche de tentativas de conciliação. Só você e um punhado de “iluminados” imagina que isso vá funcionar agora, na 2971a. tentativa.

      E digo mais. A sua hipótese já foi seguida por Lula. Ele sempre disse que apenas se candidataria no futuro se o projeto de inclusão social fosse ameaçado. Resultado: até outro dia ele se recusava a entrar no jogo, mas o que se seguiu foram tentativas de derrubar Dilma e “pontes para o futuro”.

      Você está obcecado por uma opção que já existiu, não existe mais, e o próprio passado prova a falibilidade da opção. Você é um analista fino, não sei porque teima em não enxergar esses dados.

     

  62. Lula desistindo de 2018…

    … é tudo o que Ciro Gomes deseja para ocupar o nicho de mercado ora suprido pelo Lula.

    A política tem horror ao vácuo. Lula tem força não só por ser um quadro extraordinário, orador que entende e fala a linguagem do povo; ele tem força porque vocaliza necessidades e desejos reais de dois terços da população brasileira, a galera da Senzala.

    Lula saindo, preso ou morto, alguém vai disputar o espaço que ele ocupa.

    Só digo uma coisa: se deixarem esse espaço para o Ciro, a direita vai ter muitas saudades do Lula…

    O Jararaca é um conciliador. O Ciro é um carbonário, impetuoso e dado a rompantes.

    Tempos interessantes virão.

     

  63. Hoje no Brasil há ima guerra

    Hoje no Brasil há ima guerra política e haverá ganhador e perdedor. Vencido o “não vai ter golpe” ganha Dilma e Lula. Ganhando o PT, viabiliza Lula para 2018. Não entendo como a análise do Nassiff surta com a renúncia do vencedor em benefício do derrotado. Caro Nasiff, o que está em jogo é um projeto de governo, um com foco no povo e outro com foco em poucos. Se Lula abrir mão da disputa em 2018 estará renunciando à defesa daqueles que mais precisam. Não acredito nisso.

  64. sem saída

    os objetivos da arquitetura do caos são claros:

    1. completa submissão do Brasil à geopolítica dos interesses das mega corporações transnacionais;

    2. espoliação do setor produtivo da economia, com ênfase na destruição dos direitos trabalhistas e desmantelamento da rede de proteção social, a serviço da tirania financeira global.

    qual o pacto possível com um setor dominante colonial e escravagista? qual o pacto possível com uma organização criminosa a serviço de um golpe de Estado?

    enquanto a maior de todas as crises brasileiras nos engolfa a todos, também é inútil buscar figuras e modelos referenciais.

    o sistema político ruiu.  já não há harmonia entre os três poderes. a Justiça se partidarizou. o MPF opera abertamente o golpe de Estado. o presidente da Câmara tornou-se o exemplo vivo da falência institucional. as lideranças da oposição, FHC, Aécio, Serra, Marina e Bolsonaro, se igualam grotescamente em sua negação a qualquer projeto para a Nação e o Povo. do que um dia foi o PT, só resta Lula… que referência é atualmente Lula para os militantes do MTST ou os estudantes secundaristas em luta ocupando escolas? o que é hoje Lula senão um “velho pelego”?

    é vã a ânsia desesperada por alguma saída. Édipo já não pode esconder seu desejo mais secreto: arrastar-se de volta para o protetor e aconchegante útero materno. mas como retornar de uma viagem definitiva? é preciso vir à luz. só é possível distinguir portais de entrada.

    1. o portal que conduz ao Estado de exceção, materializando alguma forma de neo fascismo;

    2. radicalização do compromisso com a Democracia, refundando uma República autenticamente baseada na participação popular.

    vivemos o tempo da incontrolável radicalização. a crise tem dinâmica própria. quanto mais tentarem contê-la sob alguma forma de pacificação, mais ela se erguerá exigindo opções ainda mais radicais. o tempo urge.

    .

  65. Que pacto é esse?

    Nassif,

    Pacto amplo, sem vencidos ou vencedores, com a desistência do Lula? O que o outro lado ofereceria com peso assemelhado? Não há nada. Seria apenas uma capitulação. Seria a pacificação mais cara de nossa História.

  66. DOIS LEMBRETES DA CONSTITUIÇÃO PARA JANOT, O PROTETOR DE AÉCIO

    DOIS LEMBRETES DA CONSTITUIÇÃO PARA JANOT, O PROTETOR DE AÉCIO

    PRIMEIRO) Art. 52. Compete privativamente ao Senado Federal:(…)
    II – processar e julgar (…) o Procurador-Geral da República (…)  nos crimes de responsabilidade;

    SEGUNDO) Art. 128. O Ministério Público abrange:(…)
    § 2º – A destituição do Procurador-Geral da República, por iniciativa do Presidente da República, deverá ser precedida de autorização da maioria absoluta do Senado Federal.

    ———————————————————————————————————–
    “Exmo. Sr. Procurador Geral da Republica – Brasília-DF

    Prezado Senhor, Marco Aurélio Flores Carone, inscrito no CPF sob o nº XXXXXXXXXXX e C.I. XXXXXXXXX SSP-MG, residente na Rua XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX, Belo Horizonte, MG, jornalista e proprietário do portal eletrônico jornalístico denominado “Novojornal”, vem realizar a seguinte

    Notificação

    Para que cumpra seu dever institucional, sob pena de representação por Crime de Responsabilidade junto ao Senado Federal, na forma do art. 40 e seguintes da Lei nº 1.079/50

    (…)

    Ou explicite os reais motivos da inércia deste PGR, sob pena de denúncia por Crime de Responsabilidade junto ao Senado Federal Sendo assim, pede deferimento.

    Belo Horizonte, 23 de Março de 2015″     (JÁ FAZ MAIS DE UM ANO, DOUTOR JANOT)

    Texto completo publicado no Viomundo

    “Conceição Lemes detona bomba!
    Exclusivo: Jornalista mineiro informou Janot sobre fundação ligada a Aécio Neves em Liechtenstein em março de 2015; revista Época escondeu o assunto por 3 anos e quatro meses”

    em http://www.viomundo.com.br/denuncias/exclusivo-jornalista-mineiro-informou-janot-sobre-fundacao-ligada-a-aecio-neves-em-liechtenstein-em-marco-de-2015-revista-epoca-escondeu-o-assunto-por-3-anos-e-quatro-meses.html

  67. Com relação ao tal desvio de

    Com relação ao tal desvio de finalidade, eu pergundo, e gostaria que alguém me respondesse.

    Se é possível atribuir desvio de finalidade ao ato de nomeação de Lula como ministro, como afirmaram Gilmar Mendes e o PGER, por supostamente tal ato ter sido praticado para atingir objetivo diferente do que é legalmente previsto para o mesmo, isso também não ocorreu com o pedido de impeachment ?

    O pedido de impeachment pode ser acolhido pelo presidente da Câmara, dentro de suas atribuições.

    Mas se ele recebe esse pedido apenas com retaliação contra a decisão do PT de não apoiá-lo no Conselho de Ética, como ficou notoria e publicamente caracterizado, isso não é desvio de finalidade, já que o objetivo do processo é um, e ele foi instaurado com outra intenção ?

    Vi várias pessoas criticando o fato do recebimento do processo por vingança, mas ninguém discutiu o tal desvio de finalidade,  que, ao que percebemos pela decisão do Sr. Gilmar Mendes, tem força jurídica para suspender o ato.

  68. E o novo Ministro da Justiça?

    Alguém sabe quando ele vai assumir de verdade?

    Parece que o cargo continua “vago”.

    Antes, com Cardozo, falava-se da falta de Ministro da Justiça. Agora já nem se fala mais desse ministério. Até a cobrança acabou! 

    Cadê o Sr. Eugênio?

  69. O Brasil nunca teve a
    O Brasil nunca teve a oportunidade de se passar à limpo como agora.

    As forças conservadoras que mantém o total controle sobre as instituições tiraram a máscara

    Não se passa a triste história de um país à limpo com pactos.

    Ainda sufocando, mais uma vez, a voz e os anseios do povo. Não é isso que dizem que Lula representa?

    Quantas vezes foi criticado por aqui o tal do pacto da governabilidade na composição das chapas das campanhas e na formação dos ministérios?

    O momento não é de pacto amplo, ao contrário.

    O momento é da reaglutinação das forças, como vem ocorrendo de forma prática e empurrada goela abaixo pelas circunstâncias.

    O momento é de clareza,

    de recomposições,

    de reafirmação da senzala e de seus direitos sempre negados.

  70. A derrota do Golpe paulista só acontecerá se lutarmos até o fim

    Ninguém pode garantir hoje que o golpe liderado pela burguesia paulista associada as multinacionais já foi derrotado no congresso.

    QUEM É A VANGUARDA DO GOLPE: Estadão, Folha, Veja, Globo, Opus Dei, FIESP, Associação Comercial de S. Paulo, CIESP, TFP, bancos paulistas, bancos estrangeiros, Sociedade Rural Brasileira, igrejas evangélicas, maçonarias

    Não falta dinheiro para os golpistas comprarem votos no congresso Nacional.

  71. Será provocado sobre a

    Será provocado sobre a constitucionalidade do pedido de impeachment e, também, há boas possibilidades de que analise juridicamente o relatório do presidente da Comissão de Impeachment. Sendo considerado inconstitucional, trava-se o processo, que não irá mais para o Senado – lugar onde poderia ser julgado politicamente.

     

    Interessante esses prognósticos do Nassif, totalmente fora da realidade, baseados muito mais em desejo do que indícios concretos……

  72. Lula continua vivo, e com

    Lula continua vivo, e com ideias vivas, sendo aplaudido e respeitado como um líder político.

    O problema mais palpável para que Lula desista dessa candidatura é o fato, maior, dele ter sofrido um câncer de laringe, que comprometeu suas cordas vocais, considerando que ele já tinha originalmente uma voz não mito confortável. Nos poucos discursos dele que temos assistido, vimos que aquela voz, que se incicia vigorosa, vai perdendo força, e no mesmo discurso se encerra quase inaudível.

    Como seria possível Lula percorrer o Brasil continental sem esse argumento de voz necessário para sua comunicação nos palanques e palestras?

  73. sem saída (2)

    paralisados no impasse de uma encruzilhada que não admite retorno, o Brasil hesita entre capitular aos horrores de um estado de exceção permanente e a ousadia de radicalizar o compromisso com a Democracia.

    qual o primeiro passo? qual o movimento que ao mesmo tempo debelaria o golpe em curso e catalisaria a coragem e a força para a refundação da República?

    o imediato afastamento e prisão de Eduardo Cunha.

    .

  74. Pacto Caracu

    Acompanho a trajetória do JORNALISTA Luís Nassif, desde a época do Plano Cruzado, quando fez a sua defesa sob algumas condições que nã me lembro agora e eu como funcionário do sindicato dos bancário na sub sede da Lapa, tinha que entrar nas agencia para combater tal plano, pois essa era a viusão da CUT, embora no fundo concordasse com a análise do jornalista.

    O fato é que as condições postas por Nassif não aconteceu e os trabalhadore, como previu a CUT, foi quem sofreu as consequencias pelo fracasso do plano.

    Não é de hoje, que todas as vezes que os mais sofridos avançam nas conquistas de paracelas infimas de beneficios, aparece sempre alguem ou alguma organização, propondo algum tipo de pacto social.

    Desta vez é o próprio jornalista, que muito admiro quem o propõe, dizendo aos representates das classes menos favorecidas o que temos que ceder, mas deixando em aberto o que deveria ser entregue pela outra parte. Suponho que seja uma espécie de “paz”, de “salvo conduto”, para que cheguemos até 2018 sem mortos ou feridos.

    Mas, esperem, fomos nós que vencemos a eleição, no primeiro e segundo turnos e não nos deixam governar, se o impitimam não passar terá sido mais uma vitória “nossa” contra “eles”, que já estão se desmanchando.

    E então, temos que arreganhar mais ainda para podermos ter que governar?

    Que pacto é esse, que nome se deve dar a ele?

    Pacto Caracú, em eles entram com sua cara de pau e nós o povo entramos com o…deixa prá lá!

    Acho que já é hora de gritarmos bem alto; Chega de pacto!

    Desde que este país foi descoberto não se faz outra coisa, se não pactos e mais pactos e nada caminha a contento.

    Tá passando da hora da gente bater chapa, quem ganha leva, que perde se submete. 

     

  75. Alguma coisa não bate no

    Alguma coisa não bate no pacto proposto. Não é só a ausência da mídia e dos empresários. De um lado temos um governo e uma liderança que foi encurralada por forças internas e externas. Dos ataques à reação extremamente  revitalisadora que reuniu  grupos  de esquerda, setores da academia e da cultura brasileira e um número maior de adesão popular do que os eleitores de Dilma na última eleição, torna possível um pacto bem mais interessante do que o proposto. Do outro lado, falta nomear mais claramente seus represe para negociarntantes. Não é só Aècio ou o PSDB que está perdendo força, lava jato desmoralizou-se, PGR entrou em catarse. Sobra quem para negociar? Bolsonaro? Marina, a representante de um centro mal definiido? E o que fizeram de Eduardo Cunha? Pelo que se sabe, ele pode ou deve ser afastado, mas não foi de fato. Essa é a surpresa de hoje, no jogo que não acabou. Ainda. Cheguei ao absurdo de lembrar da viagem de Eduardo Cunha à Israel em 2015, onde foi recebiido como chefe de Estado e pensar mais absurdamente: esse cara é agente do serviço secreto de Israel. Taí a sua imunidade. Que se não for isso, só os EUA explicam essa batalha toda. Com quem mesmo o Brasil vai fazer um pacto?

  76. Idealmente, eu me vejo como

    Idealmente, eu me vejo como um parlamentarista.

    Idealmente, sou por um parlamento com uma esquerda forte (necessária para os próximos 500 anos, pelo menos), um centro que não seja volúvel (nem ao oportunismo nem ao “em cima do muro”) e uma direita civilizada e comprometida com o desenvolvimento nacional.

    Idealmente, penso que um parlamento assim só seria possível com uma re-sistematização radical da delegação representativa.

    Idealmente, sob esse meu parlamento-governo ideal, sou por uma chefia de Estado com a cara da maioria do nosso povo e “pactuado” com suas aspirações mais ideais.

    Idealmente, portanto, Lula é o mais indicado a essa posição de chefia, ao lado de uma governança progressista ou mesmo ao lado de uma nem tão. 

  77. Basta de ser ingênuos !!!

    Vocês estão malucos? Discutindo 2018? Esquece 2018. O problema é agora, esta semana.

    Alguém aí ainda acha que Cunha é republicano? Alguém acha que esse processo de impedimento é legítimo? De todos os erros da presidenta e do PT o maior é esse. Ter deixado esse processo correr acreditando na vitória. Esse processo de impeachment já deveria ter sido interrompido há muito tempo. Cunha já deveria ter sido afastado do cargo e da câmara há muito tempo pelos seus crimes já comprovados.

    Este processo de impeachment é ilegítimo pois é conduzido por alguém que deveria estar na cadeia. O PT deveria ter interrompido esse processo já no início.

    Eu não reconheço legitimidade num processo viciado conduzido por alguém que está sob forte suspeição.

    • Já era. Cunha vai aprovar o

      Já era. Cunha vai aprovar o impeachment sim. Mesmo que não tenha votos o suficiente.

      Ou alguém aí acha que ele, com todo o empenho que está demosntrando, vai aceitar o resultado e dizer: “_ Poxa, tá bom eu perdi. Fica pra próxima”.

      Ora essa.

      Segunda que vem, dia 18, Dilma não é mais presidenta e terá que deixar o país. Lula estará na cadeia. E teremos o auto-proclamado “O Imperador do Brazil Cunha I, o Único”, acessorado pelos nobres Barão de Temer, Marquês de Moreira Franco, Visconde do Pó, Barão Serralstom, Marquês Alquisiemens Merendão e pelo Príncipe da Privataria.

      Pessoal, ora de acordar !!!

      • Calma coxinha, você está

        Calma coxinha, você está stressado, assim você vai infartar.

        Você foi traído pelo seu alter ego, que transformou comentário em desejo.

        Não vai ter golpe. Na segunda a Dilma estará mais leve sem o peso do impeachment, e o Lula não será preso.

        Talvez preso será o Cunha, porque não entregou a mercadoria que havia sido combinada como moeda de troca.

        Lhe aconselho durante está semana, tomar doses duplas de rivotril, poque a decepção será grande.

        • Se coxinha é quem vota no

          Se coxinha é quem vota no Lula desde 1989 e milita na esquerda desde sempre, então ok.

          Melhor ser errôneamente taxado de coxinha, como você o fez, do que ser completamente cego, ou ter dificuldade na interpretação de textos. E a pior espécie de cego é a turma do “já vencemos”.

          Agora, ficar discutindo 2018 ou “um grande pacto” para a próxima semana? Corta essa. O golpe já foi dado, apenas será consumado e oficializado no próximo domingo.

          E vá estudar a história do golpe de 64. Não foi dado em um dia, mas desde 61 com a renúncia do Jânio. Este, desde 2013. E o PT? Dorme o sono dos inocentes, tal qual boa parte dos comentarista daqui.

          Boa sorte.

          • Esquece 64, hoje a realidade

            Esquece 64, hoje a realidade é outra.

            Em relação a ter votado no PT desde 1989 e ser militante de esquerda, não quer dizer nada.

            PSTU,PSOL,Marina, Heloisa Helena, Cristovam, Marta, Gabeira, comentaristas do PIG em geral eram todos petistas e militantes de esquerda. Aliás, hoje tem petista até na extrema direita. Um dos autores do pedido de impeachment, Hélio Bicudo, foi um dos fundadores do PT. Portanto, votar no PT desde sempre e ser militante de esquerda,não quer dizer nada.

            O que eu disse, é que não concordo com a sua opinião que dá a queda da Dilma como certa. Isso  é um pensamento típico de um coxinha. Se não é o teu caso, que bom ! melhor assim, menos um alienado.

            O jogo ainda está sendo jogado, e não está nada decidido como você categoricamente afirma. 

            Ainda bem que hoje a gama de informações são muito maiores que 64, onde existiam apenas mídias corporativas, e umas pequenas e poucas vozes dissidentes.

            Contrariando o que você afirma, o golpe não passa, e a Dilma segue no dia 18 tocando o seu governo.

            Ufa !!! que alivio em saber que você não é um coxinhas, menos um alienado para nós combatermos.

          • Prezado, que o jogo está

            Prezado, que o jogo está sendo jogado é óbvio. Que ainda não há resultado também é óbvio. E advinhar o futuro ninguém é capaz.

            O que eu estou tentando alertar é essa miopia da esquerda que não quer ver – e aqui é exatamente igual a 64 – que o golpe já está em curso. Golpe não é um dia, uma data, ainda que uma data possa ser a marca. Golpe de Estado é um processo. O golpe já foi dado e TODOS os partidos de esquerda, incluindo o PT não percebem.

            Confiar na lisura do processo de impeachment que está sendo conduzido pelo Cunha é, no mínimo, muita ingenuidade, como eu mostrei no primeiro texto. Cunha nunca respeita regras – o que alias é o que caracteriza os bandidos e meliantes em geral.

            Alguém aí acha que, mesmo que o governo tenha mais votos contra o impeachment Cunha vai perder? Ou alguém acha que o Cunha não tem manobras programadas para qualquer resultado? Mesmo que o governo tenha 300 votos e os pró-impeachment tenha 200, você acha que Cunha aceita o resultado, assim, de boa?

            Essa ingenuidade que estou tentando mostrar.

            Desculpe, mas ficar discutindo se Lula é viável ou não para 2018, discutir um “grande pacto” para governar como ou sem Lula, tudo isso é uma imensa bobagem.

          • Ainda: Não adianta ficar

            Ainda: Não adianta ficar fazendo torcida e disputando votos em placares virtuais. Isso não é um jogo, não é uma disputa olímpica. Ou Cunha é afastado de suas funções parlamentares e preso ou vai continuar delinquindo.

            E não se iludam, Cunha não está sozinho, senão já teria sido afastado.

            Por isso digo para estudar 64. É impressionante como as coisas – em sua macro-forma – estão se repetindo da mesma forma.

          • Continuo dizendo, você

            Continuo dizendo, você esquerdista e petralha, não está fazendo um comentário.

            Você está torcendo, e tentando passar um viés isento.

            Digo e repito, não estamos em 64, os tanques ão estão nas ruas, e não vai ter golpe, ou seja lá como você chama.

            A democracia vai vencer, e o país vai continuar crescendo e desenvolvendo, dando oportunidade a todos.

            Na segunda ou terça podemos retornar ao assunto.

            Está ok, petralha !

            Putz !!!

          • Gilson, você é babaca. Me

            Gilson, você é babaca. Me “acusa” de coxinha e de petralha ao mesmo tempo. Acho que você carece de interpretação de texto.

            Isento não sou mesmo. E nem tento dizer que sou.

            Onde você leu sobre tanques no meu comentário? Onde? Estou falando sobre História. Dá pra aprender a ler?

            Torcida é o que você faz. Eu estou apontando os fatos.

            Ou você acredita na lisura do Cunha? Acredita que o processo será limpo e correto?

            Tô achando que você é um cunhista. E, curiosamente, você foi agressivo desde seu primeiro comentário. Típico de qualquer cunhista.

  78. Nassif, um outro comentário.

    Nassif, um outro comentário. Eu estive lendo com atenção os comentários dos outros leitores do seu blog e devo concordar com eles: É louvável da sua parte defender que seja feito um pacto para que a situação volte ao normal e eu entendo perfeitamente a razão (evitar mais violência, entre outras), mas seria repetir o erro da “Anistia” dada no final da última ditadura.

    Os “golpistas” partiram para um tudo ou nada, eles queimaram qualquer possibilidade de acordo. Eles cometeram crimes graves contra o país e se o seu país quiser mostrar que ainda segue as suas próprias leis estes “golpistas” precisam ser condenados e presos como determinam as suas próprias leis, caso contrário ficará provado que não existe segurança jurídica no Brasil e sem isso não há lugar para negócios honestos. Ninguém quer investir em um país aonde as leis são aplicadas de acordo com as conveniências do julgador.

    O seu povo também exige isso, como eles vão respeitar as leis se “os acima” mostram claramente que só as respeitam quando é conveniente para eles? Como você vai exigir do cidadão comum que ele respeite as leis se os políticos mostram o contrário? Como alguém no seu país vai procurar a justiça sabendo que irá se deparar com um juíz parcial e corrupto como Moro que irá julgar o caso ao bel prazer dele e ignorando as leis escritas?

  79. A ideia de pacto é boa, desde

    A ideia de pacto é boa, desde que não inclua, Temer, Cunha, PSDB/DEM.

    Com os Bolsonaros e os BBB, dá até para ser conversar.

    “Continuo não enxergando hipótese de pacto que não contemple a desistência de Lula-2018”

    Discordo ! O pacto é até 2018, depois e cada um por si tentando ocupar espaço.

    A desistência do Lula em 2018, só o Nassif, PIG e as oposições que querem.

  80. Viram o vídeo de Collor, ele

    Viram o vídeo de Collor, ele soltou todos os podres de Janot, agora entendo o motivo de Janot estar atropelando a lei, ele tem rabo preso.

  81. Nesse pacto mencionado pelo

    Nesse pacto mencionado pelo Nassif faltou estabelecer um aumento de 100% de verbas para o PIG. Mesmo tendo ficado registrado pela pesquisa dos presidenciáveis que a mídia  já não tem o poder de enganar boa parcela da sociedade brasileira.

    Tá bom, o PT deixa de existir como partido e o Lula vai ser “grande” entregando os dedos e os anéis para os golpistas do Insitituto Millenium. Então pra que brigar agora? Vamos combinar que o que está brecando o golpe não são os gabinetes de Brasília e da Av. Paulista: é uma parcela da sociedade que se mostrou atuante e consciente do que algumas “autoridades” querem fazer com o país. Tudo fica restrito a um acordão. E por esse acordão o país nunca vai mudar, porque não esta previsto aprimoramento democrático, mas submissão aos que criam crises políticas para retormar o poder e usufruir do roubo e da corrupção com o beneplácito dos Janots e dos Moros.

    Cadê as nossas respostas? Quando vão ser punidos os excessos do Judiciário? Quando veremos um juiz militante como Gilmar Mendes ser destituido?Porque Eduardo Cunha, esposa e filha são poupados? Porque processos contra deputados corruptos como Paulinho da Força não andam e o José Dirceu e o Vaccari estão presos? Quantos processos contra o Psdb estão debaixo da vassalagem do Procurador Geral da Justiça? E da vassalagem do Moro? Porque o Janot entregou documentos da maior empresa brasileira para os americanos? Porque os ladrões verdadeiros da Petrobrás estão soltos e usufruindo do dinheiro que roubaram? Porque se criminalizou só um partido político na Lava Jato? Porque houve o objetivo deliberado de destruir um presidente trabalhista? Tem offshore made in Joaquim Barbosa nessa história?

    Pelo acerto proposto, no atual processo repressivo terminaremos igual ao do Golpe de 64: sem apuração de nada. Com os atuais torturadores sem serem cobrados pela violência praticada contra inúmeras pessoas e mais grave ainda: pela queda de 2% do PIB pela criminalização da principal empresa brasileira, que por coincidência, é justamente aquela que o mercado quer ver privatizada.

    Uma sociedade. para evoluir, precisa de embates e lutas. É de respostas que precisamos, não de submissão. 

    • Lula entregar 2018?
      Não vejo necessidade. Ao acabar com essa marmota de impeachment, mais uma boa parte do PMDB volta ao Governo com a cara mais lisa. A situação de Temer ficará insustentável. Espero que ele não renuncie, senão Dilma não poderá sair do país; não dá para deixar a cadeira livre para Cunha. Em compensação, ela pode ser muito bem representada pelo seu Ministro da Casa Civil. A pretensão do PMDB de ter um candidato próprio em 2018 será reavaliada, por falta de quadro; importar o tucano Serra será um fiasco. O PSDB sofrerá as consequências de seus atos, vendo minguar seus eleitores, que irão para Bolsonaro ou Marina. Eles já estão até pensando em desistir da ação no TSE.

      O DEM-PSDB-PV vai permanecer na oposição, e o PSB voltará ao Governo.

      O grande problema da base aliada sempre foi a falta de articulador político eficiente; agora se terá um dos melhores da História.

      À oposição, será cobrado, simplesmente, não atrapalhar.

      E Lula pavimenta seu 2018.

  82. Não vai ter golpe!
    O início da solução desta crise, obrigatoriamente passa pela prisão do Eduardo Cunha, que preside a Câmara dos deputados. Desta forma, não haverá golpe.

  83. A AGRESSÃO A DILMA ATINGE MAIS A MARINA QUE O LULA

    Temos que partir de um pressuposto básico, o Brasil é um pais preconceituoso, isto ficou claro em todas estas manifestações da direita. Principalmente contra os pobres, os negros e mulatos e principalmente contra a mulher, isto para mim está claro. O movimento contra a Dilma é essencialmente um movimento dizendo “A MULHER É INCAPAZ DE GOVERNAR”. A Marina tem tudo contra ela, isto está claro! Infelizmente, não que ela tenha o meu voto, mas tem o meu respeito!

  84. “O PSDB dançou.” x “O Führer sabe disso?”

    Mesmo na época da ditadura nazista na Alemanha, ainda havia algum humor político, pelas piadas:

    Uma senhora foi comprar um globo para enfeitar a casa numa loja de um nazista fanático, que foi logo falando da grande Alemanha que estaria por vir, quando ela perguntou ao vendedor:

    Me mostre no globo a Alemanha.

    O Vendedor mostrou uma área bem pequena, se comparada com muitos outros países, e ela:

    Será que o Führer sabe disso ?

    Juntando a piada e as observações enxadrísticas do Nassif, de que o PSDB está praticamente acabado, cabem umas indagações:

    O Judiciário (e a PGR) sabem disso?

    Então, por que o Judiciário e a PGR estariam defendendo (ou protegendo) tanto algo que parece que vai desmoronar ? 

    Ou, pensando e sussurando: será que os tais membros em tão evidência do Judiciário e da PGR estão é mais interessados em assumir os destroços resultantes do desmoronamento? 

     

    • Não esquecer da grande

      Não esquecer da grande espionagem lá do Norte. A lista do pessoal com telhado de vidro é enorme. E dela não constam Lula e Dilma. É o que se deduz de tanto malabarismo para incriminá-los. Daí, ninguém está defendendo ninguém, seja do parlamento, do judiciário ou do MP. Estão todos tentando salvar a própria pele. O preço cobrado?  A capitulação do Brasil aos interesses geopoliticos de quem detém as folhas corridas dos malandros nativos.

  85. A conta não fecha…

    Sobre a hipótese de Lula recuar para o pacto de governabilidade vingar, cabe analisar uma conta fácil de se fazer que o Nassif parece estar ignorando: Lula tem o capital político mais forte para 2018. É barbada para o segundo turno, puxando fácil pelo menos 50 deputados federais e um bom punhado de senadores. Dentro do PT, quem aceitaria ceder espaço no Congresso?

    Partindo desta premissa irrefutável temos perguntas que ninguem responde: Quanto vale Lula fora da disputa? Qual seria a moeda de troca? Alguem já fez a lista? Quem abaixaria as armas do golpismo? O consórcio PMDB/PSDB ? A grande mídia derrocada no impeachment? A Globo vai amansar ? E o que mais temos? A retirada das ações no TSE? Um recuo do Janot? A aprovação da CPMF? A volta dos investimentos privados?

    Pode aumentar a lista, pois a conta não fecha. Me parece até ingênuo acreditar em pacto com golpistas…

  86. Temos que defender o Partido

    Temos que defender o Partido dos Trabalhadores, porque disso depende nosso futuro e nossa soberania. Em meio a toda essa lambança, devemos rasgar as cortinas que impedem a visão de nossas perspectivas e de nossos caminhos para objetivá-las. Mesmo que por alguma razão tenhamos contra o PT uma carrada de preconceitos, temos que defendê-lo com todas as nossas forças. A verdade nua e crua é que o Brasil ainda é muito subdesenvolvido para ter um partido trabalhista. Um partido dos trabalhadores. Aqui, devido à nossa formação colonial, a mentalidade dos conservadores ainda é a de que o poder só pode pertencer à classe economicamente dominante. Os partidos políticos devem ser aparatos destinados a negociar com o povo de modo avarento e a filtrar votos no sentido de satisfazer predominantemente as ambições e os objetivos das classes dominantes. E algumas instituições oficiais mais conservadoras, como as jurídicas e a do Ministério Público, que são superestruturas mais difíceis de sofrerem mudança de conteúdo, não apenas de formas, é quase natural que se achem pertencentes não à República, mas a este poder conservador que se julga dono do país. Agem assim vez por outra e seguidamente, tal qual guardas e advogados eternos das elites, como se intuitivamente obedecessem a uma espécie de DNA que está acima da frieza das leis.

    Por outro lado, é com luta que se avança e foi com muita luta que os trabalhadores conseguiram criar seu partido na Inglaterra e em outros lugares. Aqui, doze anos de poder trabalhista anda não foram suficientes para consolidar de vez o partido trabalhista de fato, o partido dos trabalhadores. Quando José Alencar trouxe uma ala de conservadores para se juntar aos trabalhistas possibilitando sua vitória nas urnas, foi chamado de traidor pelos políticos das elites. Foi considerado um traidor da classe dominante, a imprensa registrou isso. E ainda hoje quem da classe média venha a defender o PT é considerado traidor de sua classe.

    Então, como em outros países mais antigos, aqui também será assim: Com muita luta, mesmo que às vezes pareça ser uma luta tão desigual, é que o Partido dos Trabalhadores, auxiliado por uma ala consciente da classe média, vai consagrar em definitivo seu poder político, e pressionar no sentido de criar uma nova realidade que se ajuste à ideia de que este partido veio para ficar, e para transformar o Brasil em um país de muito mais igualdade e muito melhor do que tem sido sob o poder conservador, dando a ele o grande destino que merece.

    Não adianta que os conservadores promovam falsamente o amor hipócrita aos símbolos nacionais, como nesta última empreitada golpista. O poder conservador tem se afastado até do amor à Pátria, em seu afã de seguir cegamente os passos do capitalismo liberal internacional. O poder conservador transige com a nacionalidade e com a soberania da Nação, enquanto o poder trabalhista é intransigente com estes princípios sagrados. Está à vista de todos, o poder conservador se direciona para posições internacionalistas, posições do capitalismo mundial, que muitas vezes feririam e estrangulariam os interesses nacionais. Como exemplo, temos as tentativas de grandes líderes conservadores no sentido de que, sob justificativas mais fajutas ainda do que as da inacreditável proposição de impeachment, o país abra mão do domínio de sua riqueza petrolífera recém-descoberta do pré-sal, para que empresas americanas e outras venham a entrar naquele domínio de modo imperial e faturar os bilhões que cabe a nós faturar em nosso benefício.

    Não estamos a falar que outras forças esquerdistas e progressistas não devam ser também defendidas, porque o atual ataque conservador é contra todas elas. Mas o PT é uma alternativa de poder que deve se tornar permanente, e que já exerceu o poder de maneira mais competente e republicana – até demais republicana, acreditou que o Ministério Público e a Polícia Federal não agissem como corporações políticas a serviço dos conservadores – que todo e qualquer governo conservador, apesar da infame imprensa conservadora propagar o contrário. Por isso não devemos nos ater apenas à defesa genérica da Democracia, mas defender, sim, a existência, a permanência e a longa vida do Partido dos Trabalhadores.

  87. Não há chance de acordo que
    Não há chance de acordo que não tenha como item obrigatório a guilhotina para a República de Curitiba. Eles são a fonte primária, embrião da crise politico econômica. Enquanto estiverem vivos e operantes nada será possível.

  88. Isso é rendição.

        Dilma terá que recuar para um segundo plano das articulações políticas, afim de não dificultar as negociações. Seu papel ideal seria o de fiscalizar a implementação do plano resultante do pacto.

    Continuo não enxergando hipótese de pacto que não contemple a desistência de Lula-2018. Não se trata de desejo ou aposta, mas de análise fria desse jogo político extraordinariamente confuso.

  89. E como o Lula, na prática, pactuaria sua saída?

    É inverossímil. Com com quem Lula vai fechar o acordo? Vai lavrar documento desistindo de disputar eleições? Com firma reconhecida? Acham que a direita acredita em promessas? Mesmo que Lula estivesse disposto ao sacrifício, esse ato de renúncia é simplesmente impossível de se materializar num gesto inequívoco e irreversível. Não, a Direita só vai ficar tranquila se matarem ou prenderem o Lula – já que toda a campanha para desmoralizá-lo parece fracassar.

    Não ficaria surpresa se algum “maluco” atirasse no Lula dia desses. É assim que a turma da Casa Grande está acostumada a resolver seus problemas – vide assassinato de integrantes do MST.

     

     

  90.  
    Esse sujeito, o Janot,

     

    Esse sujeito, o Janot, teria que ser denunciado por alta traição ao País. Processar esse traíra é dever dos brasileiros. Do contrário, as autoridades governamentais estarão incorrendo em grave ato de prevaricação.

    Orlando

  91. não tem graça.
     

    inviavel louco absurdo.

    entrega o jogo. a troco de nada.

    pacto?.. com quem?.. pra que?..

    afe. derrotado o golpe.. golpistas na cadeia.

    ou pelo menos.. fora do governo

    tem graça. 

    melhor. não tem graça. nenhuma.

    ..

     

  92. Eu queria entender como o

    Eu queria entender como o Nassif espera que funcionasse essa “desistência” do Lula em concorrer em 2018 e como ela seria colocada na mesa de negociação do pacto.

    Seria apenas Lula anunciar que não vai concorrer? A oposição vai acreditar na palavra dele, mesmo que na prática ele possa resolver concorrer até o limite do prazo de inscrição em 2018?

    Garantias não existem. Só se for armada uma farsa em forma de calúnia que manchasse a biografia do Lula. MAs isso também não vejo ser possível. Primeiro, lógico, porque ele não aceitaria uma palhaçada dessas (e com toda a razão) e segundo porque mesmo que o Lula aceitasse ser caluinado para nvivabilizar sua candidatura o povo não aceitaria.

    O que muita gente não entende é que Lula é mais que um simples político, ele é a personificação do povo brasileiro. É a única pessoa que saiu do povo e ao chegar em uma posição de destaque não “virou doutor”, manteve-se o Lula, cidadão do povo. É sintomático que todos o tratassem pelo nome próprio mesma quando era presidente, enquanto para pessoas com cargos muito inferiores e muito menos relevância eram tratados como SENHOR ou o indefectível (e equivocado) DOUTOR.

    Caluniar Lula é caluniar o povo brasileiro. Se aceitasse o sacrifício pessoal, Lula não aceitaria representar um capítulo de derrota do povo, quando representa de verdade de vitória e legítimo respeito próprio. E mesmo que Lula quisesse deixar essa ignomínia acontecer o povo simplesmente entenderia a armação feita e a mentira montada, mantendo sua viabilidade eleitoral. Somente se Lula tarísse de verdade o povo brasileiro ele seria inviabilizado e isso ele jamais vai fazer. As calúnias tem prazo de validade, Lula por representar o povo, vai permanecer.

    Então como seria a desistência? Um compromisso escrito e registrado em cartório como o feito pelo Serra ao concorrer à prefeitura de São Paulo e solenemente ignorado por ele ao chegarem as eleições para governador? Ora, compromissos escritos com esse conteúdo valem o mesmo que papel higiênico usado.

    Como ficaria essa moeda de troca do pacto?

    Eu entendo a lógica do Nassif que sabe ser todo este arreganho golpista um reflexo do desespero da direita que não vê perspectiva de vencer Lula em 2018 e entendo a idéia de amenizar os ânimos tirando o fator Lula da equação das próximas eleições presidenciais, só não entendo como isso poderia ser feito.

    Eu entendo a lógica usada pelo NAssif, mas não sei se ela se sustenta. Não sei se cedendo nesse ponto a corja golpista abaixaria a fervura ou se veria a oportunidade de mais uma traição, puxando o tapete assim que as forças populares e democrática baixassem a guarda.

    Ceder dessa forma seria mais um fastamento dos movimentos sociais, da esquerda e do povo. Certamente não é esse tipo de capitulação que os movimentos sociais e os setores democráticos querem. Ceder dessa forma seria um afastamento justamente das forças que estão combatendo o golpe.

    O diabo é que o pacto deveria se dar em cima de programas, projetos e idéias, mas os golpistas não tem nada disso. O golpe não tem projeto, não tem programa, só tem o desejo de colocar no poder velhos corruptos apodrecidos e sedentos de dinheiro e poder. Aí fica difícil ter o que negociar e por isso que eu acho que o NAssif pensa ser a candidatura de Lula a única moeda de troca possível, por abrir uma oportunidade desses corruptos voltarem ao poder pelo voto. Trata-se de uma tentativa de abrir espaço de conciliação, mas eu não consigo ver como fazer conciliação com quem já perdeu todo escrúpulo e já escancarou completamente que não tem nenhuma vergonha na cara.

    Será que a solução não seria formar um bloco de sustentação do governo com quem ainda mantém alguma hombridade e respeito próprio e enfrentar a guerra da comunicação de uma vez por todas? Claro que será difícil, mas ficar mais três anos alimentando corvos e esperar que eles não nos furem os olhos vai resultar no que?

  93. Janot perde de qualquer jetio

    Não creio que seja o caso das “preferências partidárias” de Janot. Na verdade, trata-se de saber se ele fica com o Brasil ou com a America (sem acento), com Roussef ou Ayalde (ex-USAID/Soros). Qualquer que seja a sua opção, ele perde. E feio. É uma guerra sem vitória: em guerras híbridas só há massacres.

  94. Janot é uma figura

    Janot é uma figura enigmática, sujeito a chuvas e trovoadas. A casca do ovo Janot não demorará a ser quebrada pela História. Com o que se parecerá Janot sem sua casca protetiva? Com um monstro ou com alguém que está sofrendo intensa pressão? Façam suas apostas.

    Se Janot abrir as portas do inferno, para deixar sair o demoníaco Moro e seus comparsas, justamente em uma semana tão decisiva, não importará se é um monstro ou um ser humano pressionado, pois sua passagem para a História será a de alguém que foi lançado no rol das figuras mais torpes do país. Perante a História, de que modo Janot irá se defender? Creio que nenhuma defesa será possível. Se alegar que sofreu terríveis pressões externas, a História dirá que, nesta semana, perdeu a oportunidade de contar a todos sobre a espada em sua cabeça. Desvelando esse segredo, muitos irão ao seu auxílio para impedir o corte de seu pescoço e retirá-lo do poço profundo no qual foi lançado solitário. Sendo assim, quão solitário tem estado Janot, seguindo ordens, a contragosto, de gente de baixíssimo nível.

    Mas, e se não for assim. E se Janot relaciona-se com Moro e seus comparsas de livre e espontânea vontade? Neste caso, a espada sobre sua cabeça será a da História, que não brinca com a realidade e golpeia os traidores da Democracia sem piedade. Tudo dependerá do próprio Janot. Sua vida diante da História, daqui em diante, estará em suas mãos.

    • Cafezá,
      A essa altura o
      Cafezá,

      A essa altura o único enigma não é saber de qual lado Janot está, mas o porquê de ter escolhido o lado em que está.

  95. O ocaso de Cunha
    Um ponto importante nessa semana que se inicia, foi a rifada que a Veja deu em Cunha.

    A bandidagem organizada não dá ponto sem nó. Devem estar sabendo de algo que nós não sabemos ainda e já amarraram o poderoso presidente da Câmara na prancha do navio pirata. Vão atira-lo ao mar.

    Querem se livrar do cadáver o mais rápido possível, se é que isso é possível.

  96. Pacto com quem?

    Pacto com quem?

    Sabemos quem são os chefes do golpe.

    Mas QUEM vai se apresentar publicamente como chefe do golpe?

    Cunha, não, até porque as chances de ele ser chutado pra fora do congresso crescem a cada dia.

    Especialmente porque o golpe vai afundar, e ele perde a utilidade.

     

    Essa tal acordo incluiria o PIG também?   O MPF? A PF?

     

    Sem chances de acordo.

    Até porque não se ganha partida de xadrez sacrificando o rei.

  97. Como negociar com uma direita burra, retrógrada, truculenta e sem noção como a nossa?

    Repetir os erros?

    Há três ou quatros o que está acontecendo foi cantado em várias dicussões aqui neste mesmo fórum.

    O distanciamento dos movimentos sociais e populares, as concessões dadas ao grande capital, sem ponderações e sem contrapartidas, o silêncio diante de um judiciário venal e tendencioso, a arrogância diante de críticas construtivas, o avanço das forças conservadoras sob um combate tímido e tolerante das forças progressistas.

    Resta juntar os cacos e tentar reerguer o que já estava posto.

     

  98. SOBRE PACTOS E RETROCESSO

    1. O vento começou a virar quando Moro forçou a mão, levando “debaixo de vara” Lula a depor e, em seguida, Lula deu a famosa entrevista da jararaca. A mobilização imediata em Congonhas e a reação combativa de Lula foram o ponto de inflexão. Ali delineou-se o NÃO VAI TER GOLPE, VAI TER LUTA. Naquele momento, os movimentos sociais e a sociedade civil progressista entenderam que a coerção do ex-presidente era a coerção de direitos conquistados às duras penas nos últimos 30 anos. Defender o mandato presidencial e a incolumidade de Lula passaram a ser a linha marginot que não pode ser ultrapassada. O golpe seria a conquista da cidade luz pelos nazistas. A prisão de Lula o Waterloo da democracia brasileira.

    2. Por temerem a volta imediata de Lula ao centro da cena política, Moro e Janot erraram clamorosamente com a divulgação dos aúdios. O que em um primeiro momento significou embaraço à presidenta e ao ex-presidente, depois revelou, de maneira cabal, que a investigação estava usando qualquer instrumento, até mesmo ilegal, para atingir seus fins. A consciência jurídica e democrática do país indignou-se e ambos tiveram que retratar por escrito o ato. O ministro Teori teve a oportunidade de enquadrar Moro e trazer o processo outra vez ao STF. A brilhante defesa de Cardoso na comissão do impechament, contemporaneamente à performance da musa do golpe no Largo São Francisco, mostrou também a debilidade jurídica dos golpistas frente aos avanços que o país adquiriu nas últimas décadas.

    3. A ida de Lula a Brasília, negociando diretamente com os políticos de centro e com os partidos menores, colocou em xeque as manobras de Temer, Cunha, Jucá e Moreira Franco, que tentaram forçar a saída do PMDB do governo. O tiro saiu pela culatra. A aprovação dessa saída por aclamação e a famosa pose dos investigados de mãos dadas expressou bem o mico político, o mal estar causado pela constatação da funesta companhia reunida flagrado pelo ministro Barroso. Os ministros continuam em sela e, como registrou Renan, a caneta de Dilma encheu-se de tinta. As negociações de Lula foram fortalecidas.

    4. Ao mesmo tempo, cada aparição de Lula nas manifestações, nas reuniões públicas, na internet, produz um movimento catalizador de energia, de continuidade de operaçães de renovação, uma potência que se realiza no tempo (imediato e futuro), e apesar de tudo, contínuo que se pode chamar de poder constituinte (Antonio Negri). Este poder, que nunca deixou de manifestar, tenta se reaglutinar (vide a Frente Popular e o manifesto das periferias) e revigora-se com a presença de Lula, porém vai além da pessoa do ex-presidente. Isso é o que mais incomoda os golpistas. Lula não só cataliza esse processo mas pode potenciá-lo além dos seus próprios interesses imediatos. 

    5. Por essas e mais outras razões não existe pacto, do ponto de vista dos direitos sociais e das liberdades democráticas, que não preserve a presença de Lula no cenário político nacional. O poder constituinte, os milhares e milhares que estão manifestando nas praças que não haverá golpe, tem Lula, ainda, como seu porta-voz. Descartar o seu protagonismo é jogar uma partida de xadrez dando a Dama, uma torre e um peão ao adversário.  E limitar a saída democrática da crise política às negociações com parte do Congresso. Em outras palavras, pactuar o retrocesso.

  99. Cunha Com as Mãos Quase no Pote, Enquanto Pensamos o Pacto

    Falar em pacto nesse momento é sair do foco na pior hora e mergulhar no suicídio político, sem rede de proteção. Retornemos a Terra, ao Brasil, a Brasília, ao foco, agora.

    É urgentíssimo que o governo acorde e entenda, que as regras, práticas e normas do país, são escritas e quando não, interpretadas e decididas, conforme necessidade, pela Casa Grande, através das instituições por ela dominadas. “O que é bom a gente mostra…”.

    Portanto, é anomalia, aberração, esquizofrenia, irresponsabilidade e suicídio, aceitar participar de um processo de impeachment paraguaio, sem crime de responsabilidade configurado e, o pior, conduzido por um bandoleiro político, corrupto comprovado e indiciado no STF, ajudando assim a dar verniz a ilegalidade escancarada, que nasceu bandida, evoluirá bandida e terminará bandida, ao atentar contra a Democracia desejada e merecida pelo povo brasileiro.

    É passada a hora de dizer não, pressionar, chutar o balde, impedir que prossigam, ocupar cadeia de rádio e tv em horário nobre, anteontem, para sacudir o marasmo, mostrar os açoites dos ventos que precedem as tempestades e explicar ao povo brasileiro, onde de fato temos quadrilha especializada em viver do suor desse povo, há seculos, e convidá-los a defender as conquistas e a Democracia que lhes garante, nas ruas, amanhã, depois, enquanto for necessário, até que a Casa Grande e seus braços sejam anulados e derrotados, para que a Democracia possa finalmente vicejar e ajudar o país a ser mais justo, solidário, moderno e democrático.

    Quem espera a hora e, o pior, nas regras estabelecidas e/o interpretadas pelos corsários, não faz acontecer, condena-se a passar a vida lamentando. A hora é essa, basta coragem, ousadia e comando, pois em terras de bananas, quem ousa leva. Está aí “Kid Cunha”, bando e mandantes patrocinadores, quase com a mão no pote, enquanto pensamos no pacto.

    Só a contra pressão, nas instituições, na mídia e nas ruas, já e continuadamente, impedirá o golpe paraguaio.

  100. O PGR se despiu de falso republicanismo e perdeu a credibilidade

    Não acredito muito em recuo do senhor Janot. No ponto em que ele chegou de aparentar claramente os interesses de prender ou ainda destruir Lula e de destituir Dilma Rousseff demonstra que ele, com apoio da CIA, via dapartamento da Procuradoria do Estado americano, não vai voltar atras. 

    Lembrei esses tempos do episodio da formação de guerrilheiros no Brasil, mais especificamente do caso da apreensão de armas e material de guerrilha numa fazenda em Divinopolis, Goias, em que o material apreendido foi reenviado para Cuba, por João Goulart. A historia é realmente escrita por linhas tortas… O avião da Varig que levava o material para Cuba sofreu uma avaria durante o voo, teve que pousar em Lima, no Peru, e a CIA apreendeu todo o material. O que resultou na acusação infeliz de Kennedy de que João Goulart queria transformar o Brasil numa “nova Cuba” e, da qual, a consequência maior foi o tragico golpe civil e militar com amplo patrocinio do governo americano, através de organizações como IPES.

    Sera que dessa época para hoje, mudou muita coisa na cabeça dos americanos em relação a soberania dos paises latino-americanos? Pelo que sabemos, e temos visto, eles continuam patrocinando as organizações de Direita e formando uma “elite” anti-esquerda na América Latina.

    Em que pese pactos e alianças, o Brasil do pos-impedimento, precisa andar. Dilma Rousseff, caso vença esse golpe institucional, precisa Governar com audacia e lançar bases que proporcione a governabilidade de um partido, independente das velhas oligarquias. Eh isso que toda essa frente anti-golpe espera,depois que passar o caos criado por Eduardo Cunha, Lava Jato e Procuradoria.

    Temos pela frente uma semana e tanto!

  101. Um pacto funcional,

    Um pacto funcional, envolve:

    1. Lula não disputar 2018

    2. Dilma virar de fato apenas uma gerentona.

    3. Cunha não só ser conduzido coercitivamente, mas preso ao fim do depoimento.

    4. Ser criada a lava-lava-jato.

    5. Janot deixar claro os critérios ou estipular sorteios.

    6. A mídia ser chamada para a responsabilidade de seus atos.

    7. Ao STF basta defender a constituição, nada mais.

  102. Roberto Schwarz percebeu: tudo é fruto da situação econômica.

     

    Luis Nassif,

    A questão mais relevante é econômica. É claro que os desígnios dos deuses também contam. Uma morte, uma doença incurável pode deitar por terra tudo que a economia conseguiu recuperar.

    Acho então um tanto prematura a sua avaliação sobre a retirada de cena de Lula. É claro que ele pode apresentar o afastamento dele como um instrumento de barganha, mas em princípio fico com o comentário de André élebê, enviado segunda-feira, 11/04/2016 às 09:08, aqui para este post “O xadrez da segunda rodada do impeachment”, de segunda-feira, 11/04/2016 às 06:09, e que com a profusão de comentários já deve ter ido para a segunda página deste post, em que ele considera a desistência de Lula como uma impossibilidade prática.

    Clever Mendes de Oliveira

    BH, 11/04/2016

  103. A direita golpista está

    A direita golpista está ficando sem saída.

    Janot vai se queimar de qualquer modo, assim como Moro está em processo de “carbonização”, rumo ao obscurantismo do qual veio.

    Diante disto, creio que Lula corra perigo, alguém tentará matá-lo.

  104. Comecei a pensar um pouco
    Comecei a pensar um pouco além.

    Se houver pacto, a ÚNICA possibilidade é que seja COM LULA.

    Sem ele, entrega-se o rei. Simplesmente NÃO É VIÁVEL. É imaginar a Palestina sem Hamas e sem a Intifada.

    Com ele, há a possibilidade de “aggiornamento” com setores fisiológicos ou “golpistas light”. Não será um reedição da Carta aos Brasileiros, pois é querer muito que o PT finja não ter sofrido nem aprendido nada de 2003 para cá.

    Até que estejam enterradas as possibilidades concretas de golpe, só haverá acirramento. Então antevejo os seguintes passos:

    1) Tanto PT quanto o bloco PSDB/mídia concordam em defenestrar Cunha. É o único para quem qualquer cenário de “quanto pior, melhor” é benéfico. Os bolsonaretes não entram nesse jogo, é brincadeira para gente grande e relações “carnais” com a mídia;

    2) Apenas então haverá um rescaldo. Não se fala mais em guerra e A) os golpistas desistem da jugular do PT, B) a contribuição empresarial de campanha é reinstituída e C) não se fala em SECOM ou regulação da mídia.

    Resultado parcial. Empate. Movimentos sociais desmobilizados (e voltando inclusive a fazer oposição pela esquerda), marchas golpistas idem. Isso até 2018. Até lá, salvou-se a Democracia e o governo pode enfim governar, com Lula como eminência parda.

    3) Em fins de 2017, se a economia não melhorar, o PSDB volta a ter voz, sem dessa vez se ver ameaçado pelo crescente prestígio de debiloides como o Bolsonaro;

    3A) A economia estando bem, volta a guerra contra o PT. Daí é questão desse se entender ou não com os movimentos sociais.

    A alternativa? Golpe, e daí GUERRA. Não de palavras; Guerra Civil.

  105. Sacrificar Lula não é pacto, é traição

    Acho que Nassif ainda não percebeu o que vem a ser Luiz Inácio Lula da Silva.

    Como já disseram: como ganhar um jogo de xadrez sacrificando o Rei?

    Isto não é pacto, Nassif. Isto é ficar de quatro para a elite.

     

  106. Algumas correçoes adicionais ao tópico

    Além do caráter golpista desse “plano” e de sua inviabilidade, a análise de base está errada. Onde o Nassif diz Esquerda, há Esquerda mesmo, com variaçoes; onde ele diz Centro, há a Direita “tradicional”: defensores do rentismo e da limitaçao de direitos trabalhistas, entreguistas do petróleo, etc; onde ele diz Direita, leia-se Extrema Direita

  107. AGORA É BARRAR O GOLPE.

     

    Os Golpistas tem que ser tratados como bandidos agora e sempre.

    Sem anistia para a burguesia paulista e seus capangas. Quem precisa de pacto são os golpistas.

    Quem está do lado da Constituição não precisa de pacto.

    Quem chafurda na ilegalidade é que precisa de pacto.

  108. Justiça ?

    Justiça & Congresso

    Com a deslavada tentativa de golpe e tendo em conta as documentações divulgadas envolvendo importantes suspeitos, como Joaquim Barbosa, Aécio Neves, Eduardo Cunha e Gilmar Mendes, dentre outros, é pra crer que a velha Justiça, que deveria fazer de tudo para ser muito respeitada, junto com o desmoralizado Congresso, foram reduzidos a frangalhos. Pouco restou. E, não restará absolutamente nada, se o poderoso Eduardo Cunha conseguir obter o impeachment de Dilma/PT. Seria a maior vergonha de nossa história. Seria a falência final da utopia democrática.

  109. caross, todo alerta é pouco..

    caross, todo alerta é pouco.. o Glolpe está em plena marcha, os mercados estão excitados nesta manhã de segunda feira..todos às ruas, o momento é crítico.. a mídia está dando a entender que não vai ter impitim, apenas para que baixemos a guarda… #prontofalei

  110. Me parece que esse pacto já

    Me parece que esse pacto já foi feito pelo Lula alguns anos atrás. E deu no que deu… Talvez seja a hora do enfrentamento mesmo! Hoje não há trégua por parte dos representantes da elite corrupta. E não haveria de ter somente por um pacto, entregando o que quer que seja. Quanto mais entregar, mais vão querer. Estão com tudo na mão: MPF, Justiça, Congresso. Vão trocar pelo que? Pelo progresso do Brasil…??? Não né, a gente já conhece a turma… e sabemos dos que eles gostam$$$$…

  111. Lula 2018!

    Caríssimo Nassif, por mais boa fé que percebo em você, como profissional e cidadão, prefiro que não haja um pacto que leve à retirada de Lula do cenário de 2018. Seria um desserviço ao povo brasileiro e ao processo deflagrado após a tentativa de sequestro do próprio que, em boa medida, vem revertendo uma dinâmica golpista que, a semanas atrás, parecia movimento meramente de resistência e que, agora, mostra força real de virar o jogo em defesa da sobrenia do voto popular e do mandato resultante desta referência sagrada para a democracia, em que pese as conhecidas limitações desta em uma sociedade de classes e fortemente desigual.

  112. Usemos um velho gliche

    “Faltou combinar com os russos”.Podemos destacar 3 pontos como principais para as forças de esquerdas,progressistas,movimentos sociais e legalistas estarem juntos e mobilizados,respondendo ao golpe e quase com certeza derrotando.Primeiro a defesa da democracia e estado de direito,a forte influencia que Lula desperta ainda embtodos estes e a defesa do governo,este ultimo indiretamente,mesmo quem não goste do governo Dilma,mas a democracia e pela militancia que a defende.Não vejo como costurar um acordovque tire Lula do cenario,é impraticavel,não seria aceito.Nem Lula tem esta ascensão para que quem esta hoje defendebdo a democracia aceite isto,e nem tenho duvidas de que aceite ficar de fora.Não ha candidatura que aglutine estas forças.Outro ponto,em derrubando o impeschment,o governo Dilma terão que ir para esquerda,ela ,nem o PT e nem Lula não tem outra alternativa.Nos ultimos anos a esquerda tem ganho nas urnas,mas sob a bussola dos derrotados.Aoesar dos ganhos sociais,a base das politicas economicas foi a agenda neo liberal,superavit primario,juros absurdos;spread bancarios e cambio.Esta massa que foinpara rua tem agenda,tem propostas e que terã que ser postas a mesa.A direita tera que aceitar perder,politicsmente e econicamente ou o caos.Chega dr acordos de cima para baixo,não ha mais massa inocente,como os de junho de 2013,sabem extamente o que querem,e certamente algumas cabeças corruptas da oposição terã que rolar;alem de garantias de que nã havera mais espaço para aventura golpistas.E por fim veremos de um modo ou outro,é irreversivel o fim da velha midia,ela não tem lugar na nova etapa de nosss democracia.

  113. Pacto se Faz a Partir Das e Com as Ruas, Como Hoje no Rio…

    Pacto se faz a partir das e com as ruas, como se fará hoje também no Rio de Janeiro, a partir das 17 hs, Manifesto dos artistas e intelectuais na Fundição Progresso e as 19 hs, Manifestação popular em defesa da Democracia nos Arcos da Lapa, encabeçada por Chico Buarque, Wagner Moura, Eric Nepomuceno, Leonardo Boff, Fernando Morais, Aldir Blanc, João Bosco, Beth Carvalho, Ziraldo, Leticia Sabatella, Beth Mendes, Marcelo Yuka, etc., contando ainda com a presença de Lula, representando o governo democraticamente eleito por mais de 54 milhões de votos.

  114. fico impressionado como os

    fico impressionado como os companheio do RJ não fazem plantão na porto da globo (em minúsculas mesmo), e protestar contra esse golpe e contra esse famigerado ajuste fiscal. não duvidem senhnores, há um grande risco de que não haja olimpíadas devido ao caos social do RJ. #fica-a-dica

  115. Bancada do PMDB liberada e PSB toda a favor
    Bancada do PMDB liberada e PSB a favor.

    Se é verdade que o PSDB “optou” por retirar o pleito do TSE – frente aos nos. do Datafolha – eles virão com ainda mais carga para o impeachment.

    Estou preparado para um resultado acachapante na votação do relatório. Oxalá eu esteja enganado.

    E este “vazamento” do áudio me parece nada aleatório. Notem na matéria o conteúdo da fala do Vice.

    Vou agora tomar um antiacido. Assistir a sessão de hoje me deixou mais doente…

  116. O velho está morrendo e o novo ainda não nasceu: Gramsci

    O ponto central do pós-impechment é o 2: conciliar as vontades do mercado e as politicas sociais. Me parece que para entender isso é preciso olhar a situação brasileira na conjuntura internacional.  Lula conseguiu o ponto 2, mas o problema é que depois da crise de 2018 ninguém está conseguindo fazer isso em lugar nenhum do mundo. Parece que essa possibilidade que é muito cara a sociais democratas e keynesianos está morta senão profundamente adormecida e não depende da vontade ou capacidade de um líder. Os lideres são eficazes em determinadas conjunturas, não detêm a sabedoria universal.

    Os mercados se inscrustaram no poder de tal forma (vide Panama Papers, HSBC files, etc.) que creio que não há mais conciliação possivel no horizonte. A vontade do mercado inclui o fim de todas as politicas sociais no mundo todo como um ponto central. Qualquer tentativa de concessão minima aos trabalhadores é respondida com ‘tiro, porrada, bomba’ e golpe. Se alguém no Brasil fechar essa quadratura do circulo, vai entrar para História mundial como o Rossevelt do século XXI. E duvido que seja o Lula ou qualquer outro politico de destaque do período pós-ditadura, por motivos que eu coloco a seguir.

    Há uma renovação na esquerda: desde o fim da ditadura esquerda singificava o PT. Todos os outros partidos de esquerda de uma forma ou outra estavam no PT na década de 1980. A hegemonia do PT na esquerda acabou, para bem  e para mal. Isso também não é ‘uma jabuticaba’, no mundo todo a(s) esquerda(s) está(ão) se renovando na base, na sociedade civil. Depois do fim do autodenominado ‘comunismo'(stalismo) da URSS, agora é a social democracia (que é o que o PT no governo tentou ser) que está morta. A social democracia centrista não atende mais as necessidades dos trabalhadores e eles estão se reagrupando com alta dose de espontaneidade, independente da politica institucionalizada. Não estou dizendo que é bom ou ruim, apenas constatando e posso estar equivocado.

    E a direita sim se reorganizou como nova extrema direita, misturando liberalismo economico extremado, conservadorismo tradicionalista e autoritarismo. Representa a vontade do mercado, que tem se demonstrado inconciliavel nesse momento em todo mundo com as necessidades dos trabalhadores. E no Brasil a nova extrema direita também se organiza à margem dos partidos tradicionais, como acontece em grande parte na esquerda. Talvez se incruste em algun(s) partido(s), com fez no partido Republicano (Tea Party, ‘libertários’, Trump) nos EUA. Nâo vejo a possibilidade deles formarem um partido viável como na Europa;

    Quanto ao centro, sim ele ressurge no Brasil na figura dos aglutinados na Rede. O problema do centro é conseguir a conciliação do ponto 2 para se tornar viável. É possivel um centro nas condições economicas mundiais atuais?? No mundo inteiro ele só existe como ‘extremo centro’, que na tentativa de conciliar a vontade do mercado e as necessidades dos trabalhadores, privilegia o primeiro e sacrifica sempre o segundo. É uma direita envergonhada. E a Rede não me parece ser muito diferente de um ‘extremo centro’.

    Me parece que o quadro politico é diferente do que se desenhava no pós-ditadura, e nenhum lider ou partido ou organização oriundo dele me parece dar conta da situação. Pode ate acontecer um acordão na politica institucionalizada, mas o novo não vai aparecer disso. A politica institucional hoje é conservadora, no sentido literal da palavra. Todos que estão lá querem conservar seu poder, não querm mudar nada. Com ou sem impechment e com acordão, a sociedade civil vai continuar como antes. Acordão é “mudar tudo para tudo continuar o mesmo”.

    A politização irracional da sociedade pode ser muito ruim, mas o fato da sociedade civil estar mais politizada pode apontar a saida. A saída pode ser boa ou ruim, demorar muito ou pouco, mas não é nos acordos de gabinetes que a saida vai surgir. Afinal, “o novo sempre vêm” (e que ele venha bem, porque pode vir muito mal…)

     

     

  117. Xadrez 2 rodada

     Diferente de vc Nassif  não vejo poassibilidades de pacto principalmente quando as elites estão apavoradas com possivel confronto entre as massas populares organizadas e a  classe média desesperada por perda de privilegios, é o filho do pedreiro virando engenheiro, da domestica advogada …, e justamente os rejeitados a seculos da sociedade que irão fazer a diferença se manifestarem sua opinião, os beneficiarios dos bolsas familia, em minha opinião se forem as ruas acabam com impeachment. Caso contrario dia 21 teremos novo presidente e nuvens negras seguiram até o fim do governo

     

  118. IA COMENTAR ONTEM MAS DESISTI…

    Amigos,

    Ontem ao terminar de ler o “xadrez”, logo depois que Nassif o publicou, confesso que me senti cansado. Nao pela leitura do post – no nível excelente de toda a serie “xadrez” – mas por ter aceitado o desafio do Nassif na parte final e tentado pensar no pos-impeachment. Sugou todas as minhas energias e logo desisti de publicar minhas tentativas frustradas de comentario.

    O que me cansou tambem, me desculpem, foi ler alguns comentarios reprovando-o por mencionar novamente Lula 2018 como moeda de troca para a repactuaçao. Nao vamos matar o mensageiro porque nao gostamos da mensagem. Há apenas o relato do que ele, em sua analise, enxerga como barganhas possiveis capazes de resolver o impasse atual.

    Para mim fica claro da leitura que em nenhum momento aponta a entrega dessa “moeda” como (1) soluçao de que goste, (2) que considera “correta” em um juízo moral ou (3) que a considere como estritamente legal de acordo com as regras que existem hoje.

    É evidente que ele sabe que isso nao deixa de ser uma mudança nas regras do jogo. Mas (1) se aplica para a frente e (2) é bem menos agressiva que o impeachment sem crime. Nada que nao tenha acontecido antes. Nao se aprovou a reeleiçao mudando a regra do jogo? A logica agora seria a inversa: aprova-se uma emenda impedindo mais de 2 mandatos para chefes do Executivo federal. Provavelmente essa é a oferta na mesa.

    Gosto dela? Nem um pouco. Acho “certa”? Nunca. Acho que viole o Direito? Nao necessariamente, porque vai mudar uma regra para aplicaçao apenas futura e muda questoes nao abarcadas por clausulas petreas.

    É “golpe”? Diria que sim, mas agora um golpe – no sentido de mudança das regras do jogo pre-estabelecidas – que é apenas politico. Ou seja, muda-se a regra do jogo que permitia a Lula concorrer novamente. Muda-se a configuraçao politica por meio de uma intervençao direta e sob medida.

    Eu aceitaria isso? Sinceramente nao sei a resposta. Ainda bem que nao toca a mim decidir!

    Vejam: tambem nao toca ao Luis Nassif!

    Como observador externo ele apenas descreveu para nos o que viu ou imagina estar sobre a mesa de negociaçao. Ponto.

    Ontem acabei pensando (talvez demais) sobre diferenciaçoes entre o que sao preferencias pessoais idiossincraticas, o que é ditado pela moral e o que é ditado pelo Direito. Ensaiei ontem ainda colocar um comentario falando sobre isso. Desisti. Ate eu achei muito chato. Rs

    O que fiz em vez disso foi tranformar aquelas ideias numa parabola, que acabei transformando em post. Reproduzo aqui embaixo. Nao é pequena mas por favor leiam antes de criticar o Nassif quando ele falar novamente em “repactuaçao” e “Lula 2018” como elemento em uma grande barganha politica. Todos somos livres para gostar ou nao, achar certo ou nao e – acredito que numa visao bem minoritaria – dizer que seria inconstitucional.

    É isso. Ao post:

     

    Parábola Multi-Sincrética de Duas Tribos em Guerra

    Parábola Multi-Sincrética de Duas Tribos em GuerraROMULUSSEG, 11/04/2016 – 16:06

    Ao ler o “Xadrez” de hoje de Luis Nassif, lembrei-me de algo que aconteceu comigo algum tempo atrás. Ainda não consegui determinar exatamente a relação entre as duas coisas. Talvez os leitores do blog possam me ajudar. Se estiverem dispostos e sentindo-se generosos para comigo, após lerem o post “O xadrez da segunda rodada do impeachment”, por favor passem ao relato que segue.

    *********

    Um índio velho, “aculturado” desde que veio para a “civilização” na meia idade, decidiu permitir-se um capricho na senioridade: pegar um avião para vir conhecer, in loco, o chocolate suíço. Ouvira dizer que o cacau a 100% dos Alpes era o que mais lembrava a bebida sagrada dos primos Astecas de outrora.

    Sabia que haveria de ter nessa terra estranha alguém que falasse a sua língua. Resolveu procura-lo então nas redes sociais e em blogs (eta, índio antenado!). O destino fez com que de todos os muitos lusófonos vivendo nestas paragens, ele viesse a encontrar não outro que a mim, imaginem vocês. Ficamos amigos e tivemos longas conversas depois que ele aqui chegou em sua busca pelo chocolate.

    Vendo minha angústia atual, acendeu o inseparável cachimbo e contou-me uma parábola, uma dessas histórias cheias de simbologias e significados ocultos. Histórias das quais extraímos metáforas e extrapolamos algumas conclusões. Talvez para a vida. Ou quem sabe não. Como quem me contou é índio sim mas também brasileiro – e aculturado – a parábola está banhada no sincretismo, esse dom do nosso povo de sintetizar a tese e a antítese e criar algo novo, que não é nem uma coisa nem outra. Não estranhem: por sincrética, a parábola tem floresta, índio, cruzada santa, cemitério indígena amaldiçoado, almas penadas, exorcismos neopentecostais de TV e outros encontros fortuitos que só se dão no Brasil.

    Ainda interessados? Então vamos à história que me contou o sábio índio, vovô Jararaca-sentada:

    Duas tribos lutavam com unhas e dentes por uma mesma floresta. Os dois povos se odiavam desde tempos imemoriais. Mas, temendo a mútua aniquilação, os respectivos caciques e xamãs encontravam-se secretamente na cachoeira, onde o barulho das águas abafava as conversas que não deviam dali escapar. Formulavam versões sucessivas de um pacto de sangue que finalmente pudesse ser aceito pelos dois caciques.

    A guerra era “santa”. Uma cruzada do “bem contra o mal”. Mas poderia trazer também a aniquilação total. Com o pacto de sangue que propunham, a guerra poderia ser evitada. Guerra de extermínio, bem entendido, mas um extermínio em uma gloriosa causa. Os mártires haveriam de ir todos para o céu, cria a maioria.

    A partir do tal pacto, as perdas humanas das tribos dali por diante seriam limitadas a pequenas rusgas na mata fechada. Somente quando houvesse encontros fortuitos entre os respectivos grupos de caçadores. Mas isso era algo do jogo desde que Tupã Krishina criara o mundo.

    A (re-)”pactuação” entre caciques e xamãs não seria vitória nem derrota total. Era meia vitória / meia derrota – para ambos os lados. Ninguém sairia com o que queria. Ao contrário, todos sairiam meio vencedores e meio perdedores. Mas sairiam. Ponto.

    O prêmio por lutar exclusivamente pela “vitória total” – causa justa e permitida pelas regras e costumes das tribos – poderia (disse-me o índio: “poderia”… no condicional…) ser a vitória naquela “cruzada”… mas vitória de Pirro. Quem viesse a ser a reencarnação amazônica desse antigo general continuaria cacique, caso fosse o único que continuasse de pé ao final. Isto é: depois de lavar o pecado da terra com o sangue dos índios justos naquela luta infernal. Esse seria o sacrifício supremo a Tupã Krishina, que criara seu povo num porre de cauim.

    – Sim, continuaria cacique. Mas agora de um cemitério. E cemitério indígena, vejam bem.

    Nota: Para que eu compreendesse melhor as implicações de morar em um “antigo cemitério indígena”, o velho índio recomendou que assistisse ao filme “Poltergeist” no Netflix (eta, índio antenado! (2))

    Voltando à história, havia mais um detalhe: o “cacicado” tinha tempo marcado para terminar: dali a dois anos e meio. Em tal data o próprio Tupã Krishina ameaçava voltar, desgostoso com o conflito que se arrastava e não saia do impasse.

    Em tom solene o meu amigo índio proclamou: “aos homens não é dado conhecer o que Tupã Krishina fará”. Dessa forma, não havia xamã que pudesse afirmar com tanta antecedência o que o severo deus faria dali a dois anos e meio.

    Para dificultar ainda mais a decisão, havia riscos mesmo na vitória total na tal guerra santa. Os xamãs dos dois lados mandavam avisar que depois da guerra, independentemente de qual cacique fosse o último a ficar de pé, as almas penadas daqueles que caíssem ao longo dos dias de batalha voraz voltariam para atormentar o cemitério.

    O cacique tinha grandes planos para o local. Sonhava vê-lo coberto de verde novamente. Mas a assombração das almas penadas não permitiria que um vasto pomar, sonhado pelo cacique, crescesse no local. Em vingança, essas almas malditas fariam tudo gorar e secar… todas as mudinhas de árvore.

    Os caciques sabiam por relatos da oralidade que a oferta de frutos tinha o condão de pacificar muitas almas em tribos conflagradas. Dos dois lados. De forma que os índios a quem não faltassem frutas costumavam voltar ao seu juízo habitual. Não se esperava desses índios que apelassem para alternativas amalucadas diante do desespero da ausência de frutos.

    Os caciques imaginavam que, comendo apenas milho velho naqueles anos até o fim do cacicado, não havia pajelança ou tele-exorcismo neopentecostal capaz de impedir as almas penadas voltarem com tudo, incorporarem nos índios sobreviventes e exilarem o cacique e sua família por 20 anos no mínimo. O tempo de uma geração.

    Assaltavam o cacique grandes dúvidas: o que seria melhor para o ele? E para sua família? E para toda a tribo? O cacique teria de escolher escolheria entre: (1) a “cruzada”, justíssima e moralíssima, ou (2) aquele pacto que faria até sua mãe cuspir em seu rosto quando voltasse com a “boa” nova. Escolheria entre a bendita “vitória total”, de Pirro, ou uma meia vitória / meia derrota, desde logo alcunhada de “A Grande Covardia” ou “A Vergonha”.

    Não pensem que a decisão do cacique era fácil. Muito pelo contrário. Anos e anos de imbróglio já se somavam, com perda gradual de sangue de lado a lado.

    Antes de decidir, ele procurou filósofos na “civilização” para aconselhar-se. Ao ouvir o relato do cacique, vieram eles com nomes estranhos para encaixar nas opções, mas cujos significados o cacique estranhamente compreendia. Enunciava um dos filósofos: “a Política, goste-se ou não, é terreno para considerações alheias à Lei e à moral – com limites, bem entendido. É para os fortes de estômago e de fígado leve, com pele grossa e memória fraca, que facilmente esquecem estocadas dos que até ontem eram tidos como inimigos”.

    O cacique compreendeu, mas disse que seria difícil explicar isso aos seus na tribo. O filósofo ofereceu então uma tradução metafórica para aquela tal de política: “é a arte de intuir – olhando tudo em volta – quando se está cacifado para meter o dedo no olho do adversário e ganhar terreno e quando se está cacifado apenas para levar dedada no próprio olho e recolher-se ao seu canto. E em silêncio. Inclusive momentos há em que não se furam os olhos de ninguém, porque ambos concordam em amarrar as próprias mãos e a ficar parados no mesmo lugar.

    E, de repente, sem me contar o final daquele conflito, o índio partiu para os finalmentes. Arrematou ele o relato com uma “moral” da história: “quem tem dificuldade de aceitar essa realidade, que não se aventure nessa tal política. Que não peça para ser cacique. Preserve a liberdade de se limitar a jogar o jogo de acordo com o que os seus filósofos chamam de moral e Lei”.

    Ao ouvir o fim do relato do velho Jararaca-sentada, já com os lábios e a língua enegrecidos pelo cacau amargo a 100%, cheguei a uma conclusão. Disse-lhe: “olha, ‘seu’ Jararaca-sentada, o chocolate fica por minha conta. Foi mais do que pago por esse seu relato tão cheio de peso. Não consigo nem sorrir nem chorar ao ouvi-lo. Mas ele me traz uma conclusão: essa tal de política não é mesmo para mim. Odeio injustiças. Não consigo vê-las e aceitá-las calado. Para mim a escolha sempre seria fazer o que ‘é certo’, não o que é ‘necessário’. Aliás, ‘seu’ Jararaca-sentada, concluo nossa conversa dizendo que a sua narrativa me fez lembrar do nosso país natal no momento atual. Não sei por que, mas enquanto o Sr. falava eu sonhava acordado e via a floresta como o Brasil. Que loucura, não? Deve ter sido esse vinho branco de Valais que pedimos para acompanhar o chocolate”.

     

    Fim?

     

     

     

    Imagens

     

  119. Os ânimos belicosos afloraram

    Os ânimos belicosos afloraram de vez no GGN. Já estou afiando a minha peixeira. 

    Estão parecendo a juventude sulista americana os meados do século XIX e a européia do começo do século XX, ambas ávidas por uma guerrinha para satisfazerem seus sonhos de glória. 

    Viva la muerte!

    •   Colega JB, o que vc

        Colega JB, o que vc sugere?

        Mais um recuo? Não só Lula, não só o PT, nem só a esquerda. Estamos todos encurralados, postos contra a parede. Nossa derrota é a “Ponte para o futuro”, que prefiro chamar “futuro debaixo da ponte”. 

        Abaixo inclusive sugeri a intragável possibilidade de pacto COM LULA, a única possivel. Deletar Lula, além de inviável até para garantia aos golpistas, é dar exatamente o que tentaram em 4 de março. 

      Ou seja: além da rendição incondicional, o que vc sugere? O lobo nem mais conversar quer com o cordeiro, rio abaixo. Só resta lutar, e somos todos testemunhas de quem vem há anos aumentando a fervura.