O xadrez das tacadas financeiras

Como era de se esperar, há uma corrida do grupo de Temer para dar o maior número possível de tacadas antes de serem apeados do poder.

“Tacadas” é o termo utilizado pelo jovem cunhado de Rui Barbosa para definir as jogadas feitas com o erário público e o mercado.

A jogada consiste em aprovar um limite de déficit orçamentário muito além do necessário para ser administrado pelos Ministros.

A estratégia está posta na mesa:

1.     Amplia-se o déficit este ano, disponibilizam-se recursos para os Ministros financiarem as eleições municipais para contentar a base de Temer.

2.     Mantem-se a Selic no espaço, apesar da economia entrar no segundo ano de recessão profunda, para contentar o mercado.

3.     Com as duas frentes pacificadas, montam-se as “tacadas”.

Há as tacadas grosseiras, de uso do orçamento para manobras políticas. E as tacadas sofisticadas, que passam léguas além do conhecimento da Justiça.

Há quatro tipos dessas “tacadas”:

Tacada 1 – a venda de ativos.

Tacada 2 – as legislativas, que precisam passar pela Câmara e Senado.

Tacada 3 – as regulatórias, que dependem da caneta do Executivo, mas que, por vezes, precisa o aval do Congresso.

Tacada 4 – as arbitragens entre juros e câmbio.

Vamos a alguns exemplos de tacadas tradicionais que deverão ser repetidas no interinato e que fazem parte do enorme espólio de ações deletérias contra o orçamento e o país.

Tacada 1 – as tacadas com juros e ativos

A tacada com juros é simples. O preço dos ativos varia de acordo com a taxa de retorno (ou rentabilidade esperada). E essa taxa de retorno se baseia no nível da taxa Selic, fixada arbitrariamente pelo Banco Central.

A lógica é mais ou menos essa:

1.     Quero um rendimento de R$ 1.000,00 por ano por dez anos.

2.     A taxa de juros é de 10% ao ano.

3.     Quanto preciso investir para ter esse rendimento? R$ 6.145.

Se a taxa de juros subir para 15% ao ano, com mais juros será necessário investir menos para se ter o mesmo rendimento. No exemplo, o investimento cai para R$ 5.019,00.

Essa lógica vale para os preços dos ativos. Quanto maior a taxa de juros, menor o preço do ativo. E a taxa de juros referencial é a Selic.

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Exemplo 1 – o preço de empresas

Suponha uma empresa que tenha um resultado anual de R$ 10.000.000,00.

Com a Selic a 8% ao ano, seu valor de mercado será de R$ 67.100.813,99.

Basta a Selic saltar para 14,5% para o valor da mesma empresa, com o mesmo resultado anual, cair para R$ 51.159.076.00 – uma queda de 25%.

Quem ganha – o comprador capitalizado.

Quem perde – o dono da empresa que precisou vender seu negócio.

Exemplo 2 – o preço dos imóveis.

Pela Tabela Price (simplificando a conta), uma prestação de R$ 5 mil mensais, por 240 meses, a uma taxa de juros de 8% ao ano permitiria tomar um financiamento de até R$ 610.388,65. Se a taxa do financiamento subir para 11,5% ao ano, o valor financiado máximo cairá para R$ 486.492,12.

Essa queda no valor do financiamento se refletirá na queda no valor dos imóveis. Mediante a mera elevação dos juros de financiamento de 8% para 11,5% ao ano, houve um impacto de 20% no valor dos imóveis.

Quem ganha – o investidor que compra à vista.

Quem perde – o dono do imóvel.

Exemplo 3 – o preço de uma estatal privatizada

O padrão adotado no período Collor-Itamar-FHC consistia em dois estratagemas combinados para diminuir o preço de referência.

1.     Consideravam a empresa como se apresentava, em geral com problemas de gestão e de capitalização, e não seu valor potencial, operando após os ajustes.

Suponha uma empresa cujo resultado fosse de R$ 1 milhão/ano. Com uma TIR de 8% ao ano, o valor da empresa seria de R$ 6,7 milhões. Mas suponha que com investimentos de R$ 300 mil mais mudança de gestão os resultados pudessem aumentar em 20%. Nesse caso, o valor da empresa saltaria para R$ 7,8 milhões, ou 16% a mais/

2.     Aumentavam a TIR para reduzir o valor.

Não se ficava nisso. Na hora de calcular o preço, utilizavam TIRs elevadas. Se a TIR considerada fosse de 14% ao ano, o preço de referência cairia para R$ 5,2 milhões.

Com esses dois estratagemas combinados, derruba-se em até 49% o valor da companhia.

Quem ganha – os compradores e os intermediários

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Quem perde – a viúva e, eventualmente, o consumidor.

Exemplo 4 – as concessões

Aqui há três tacadas mais usuais.

A primeira consiste na manipulação da TIR (a Taxa Interna de Retorno).

A segunda, na subestimação do faturamento futuro.

A terceira, na superestimativa dos investimentos e gastos em manutenção. Esta é a mais facilmente identificada.

Por exemplo, com dois anos de recessão, houve uma queda óbvia no movimento das estradas. No caso de uma concessão rodoviária, basta tomar por base o movimento atual, projetá-lo pelos próximos 25 anos.

Confira no quadro um pequeno exemplo de como manipular concessões.

Imagine uma rodovia na qual o concessionário se propõe a investir R$ 100 milhões. A uma TIR de 8%, supondo que por ano trafeguem 1 milhão de veículos, o valor do pedágio deveria ser de R$ 9,37 para garantir a TIR.

Mas suponha que, além do aumento da TIR, o ínclito Moreira Franco, Secretário Especial de Concessões e outras Matérias, permita uma previsão de 800 mil veículos/ano. E que a TIR seja ampliada para 14% ao ano. Esses dois movimentos, combinados, farão o preço do pedágio saltar para R$ 18,19.

Mas confiemos na imaginação criadora desse pessoal. Suponha que o movimento ereal das estradas fique de fato em 1 milhão de carros/por ano. Com o pedágio a R$ 18,19, o faturamento anual será de R$ 18,2 milhões e a TIR saltará para 17% ao ano.

Peça 2 – as tacadas com câmbio

O novo presidente do Banco Central Ilan Goldfjan nem precisou esquentar a cadeira para promover o jogo de juros e câmbio.

Com o PIB caindo mais de 3 pontos pelo segundo ano consecutivo, fez questão de montar uma política monetária visando a manutenção da atual taxa Selic. Não há nenhuma lógica macroeconômica na medida, mas todas as razões de ordem financeira. Trata-se da tacada mais velha que o BC aplica desde o plano Real.

O efeito imediato foi a derrubada da taxa de câmbio.

O mero fato do dólar cair de R$ 3,60 para R$ 3,20 possibilita um ganho de 12,5% para quem trouxe a R$ 3,60 e retirou a R$ 3,20.

A conta é simples

Momento 1 – trouxe US$ 1 milhão a R$ 3,60 = R$ 3,6 milhões

Momento 2 – converteu R$ 3,6 milhões com o dólar a R$ 3,20 = US$ 1,125 milhão.

Mas não se fica nisso. Todo investidor que sabia antecipadamente a estratégia monetária de Ilan, apostou em negócio ainda mais lucrativo.

Leia também:  O fracasso da política protecionista de Trump, por Luis Nassif

Imagine que o sujeito traga US$ 10 milhões com o dólar a R$ 3,60. Ficou com R$ 36 milhões. Ai ele deixa o dinheiro aplicado por um ano na taxa Selic de 14,5%. No final do período, estará com R$ 41,2 milhões. Se o dólar estiver em R$ 3,20 ele converte o saldo em dólares e retirará do país US$ 12, 9 milhões, um lucro de 29% ao ano em dólares.

Se der sorte e o dólar estiver em R$ 3,00, o lucro será de 37% ao ano. Simples, limpo e merecendo todos os elogios da República do Paraná já que, segundo os grandes pensadores locais, é a abertura da economia que permite espantar a corrupção do país.

A conta será jogada nas costas da dívida pública, já que o BC recorrerá aos títulos do Tesouro para absorver os reais adquiridos com os dólares que entram.

Quem ganha – os investidores com dólares.

Quem perde – o Tesouro e o orçamento público.

Peça 3 – as tacadas com a repatriação de recursos

A lei de repatriação de recursos definiu uma alíquota de 15% sobre o total de recursos repatriados, mais 15% a título de multa. No total, 30%.

Só que fixou como base de cálculo, o dólar do último dia de 2014, no valor de R$ 2,66. Com o dólar a R$ 3,60, que trouxe recursos acabou pagando uma alíquota de apenas 22%.

Confira a conta.

O cidadão traz US$ 10 milhões. Com o dólar a R$ 3,60, converteu em R$ 72 milhões. A alíquota de 30% significaria uma tributação de R$ 21,6 milhões.

Mas, de acordo com a lei, a Receita irá tributar apenas R$ 53,1 milhões – porque os US$ 10 milhões foram convertidos pelo dólar a R$ 2,66. Assim, a tributação caiu para R$ 15,9 milhões, ou 22% de alíquota.

 

 

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69 comentários

  1. “á uma corrida do grupo de

    “á uma corrida do grupo de Temer para dar o maior número possível de tacadas antes de serem apeados do poder.”

    Depois de todas essa tacadas, até o Nassif acha que os golpistas não passarão.

    Tomara !

    Vamos aproveitas as tacadas, e vamos tacar esses safados traíras fora do poder.

  2. Será que sérgim moro conhece

    Será que sérgim moro conhece todas essas tacadas?

    O conhecimento dele no campo do Direito é mais do que precário. Será que consegue enxergar os crimes das tacadas?

    • Ele lá precisa se preocupar comisso

      o juiz de curitiba e sua corte não precisam de preocupar com essas questões mundanas. Mesmo pq eles só devem satisfação aos filhos do roberto marinho e aos agentes americanos que os recrutaram. O erário com todas as perdas advindas dessas jogadas, vai ter que continuar pagando os seus nababescos salários.

      Tem assessores desses caras lá de curitiba comentando aqui no blog. Vamos esperar pra ver se dão o ar da graça nessa matéria. 

      • Faz algum tempo que detectei

        Faz algum tempo que detectei isso, não só assessores como gente que faz parte do MPF comentando aqui. Já tive embate com alguns, dá para saber pela falta de lógica e pelo uso raso do Direito sem nenhum, repito, nenhum uso da sociologia, da filosofia em concatenação. Mas esse pessoal se acha deuses e provavelmente não comentará nessa materia já que mercado financeiro não está no patamar de merecer uma resposta no entender dos novo iluminados. É a mesma lógica rasa da imbecilidade de quebrar empresas  e promover desemprego em massa com o argumento de “acabar a corrupção”. São médicos que a pretexto de curar o paciente com doenças dão remédios tão fortes que o matam. Acham que o Direito é um fim em si mesmo. 

        • Questão de nomes

          É Sérgio,

          Na Bretanha temos o Brexit e nós aqui nos trópicos somos  tão “mudernos”  e essa rapaziada das araucárias, a globells e o Temer  estão conseguindo transformar o bananal em    B r a z s h i t.

  3.  
    Nassif, sua conta não

     

    Nassif, sua conta não bate.

    se como vc disse alguém entra com 10 milhões com o dólar a 3,60, ele aplica esses 36 milhões de reais na selic e tem ao fim de 1 ano  41 milhões, recompra os dólares a 3,20 e tem de lucro um pouco mais de 2 milhões de dólares . Mas ele fez hedge, e comprou dólar no mercado futuro e esse dólar caiu de 3,6 para 3,2, assim ele perdeu 4 milhões de reais no mercado futuro,

    Dos 5 milhões que ele ganhou na selic, ele perdeu 4 milhões no hedge e a diferença, 1 milhão, cotado ao dólar de 3,20 dáo pouco mais de 300 mil.

    A conta é bonita sem hedge, sem comprar dólar no mercado futuro. Quando se coloca o hedge na equação tudo volta ao normal.

     

    • Não confunda risco com proteção ao risco.

      1) Quem precisa fazer hedge é quem tem dívidas em dólar (a memos que seja maluco), ou o objetivo do investimento é prefixado, minimizando riscos . A análise do Nassif é sobre quem tem capital de risco e busca lucros elevados correndo riscos calculados em parte da carteira de investimentos. É o perfil de investidor agressivo em renda variável, derivativos, etc.

      2) Esse tipo de investimento fica com risco cambial reduzido quando conhece a previsibilidade da nova gestão do BC sobre a tendência do câmbio, tornando-se mais atraente.

      3) Outra tacada possível, principalmente conhecendo a tendência é aproveitar momentos em que há diferença de cotação nos mercados à vista e futuro (ou opções) devido às “expectativas de mercado” para fazer operação de arbitragem que amarra um lucro fixo, ou de financiamento vendendo e comprando em vencimentos diferentes.

      4) Com a raposa tomando conta do galinheiro do BC, quem é profissional do ramo tem “n” alternativas para fazer a festa. Principalmente quem tem mais força  para fazer as “expectativas do mercado” se realizarem.

      • Brasileiros que tem dívida em

        Brasileiros que tem dívida em dólares precisam de hedge cambial tanto quanto estrangeiros que trazem seus dólares pra cá para investir e sair.

        Quem investiu 10 milhões de dólares em janeiro de 2015 comprou o dólar a 2,66. Um ano depois o dólar estava em acima de 4 reais. Ele teve um baita de um prejuízo em dólar. Ele entrou com 10 milhões e saiu com 8,44 milhões.

        Essas tacadas financeiras só são possíveis de serem feitas em momentos de instabilidade.

        Hoje com o dólar a 3,20 não existe espaço para fazer isso.

        Os únicos que se deram bem foram os que entraram no começo do ano de 2016 e compraram o real a 4 por dólar. Mas isso é de qualquer mercado, compra-se na baixa e revende-se na alta.

        • “… precisam de hedge

          “… precisam de hedge cambial tanto quanto estrangeiros que trazem seus dólares pra cá para investir e sair”.

          Você está confirmando o que eu disse: estrangeiros que querem proteção ao risco fazem hedge para se proteger das variações do mercado. Ex: fundos de pensão que desejam apenas a renda fixa da taxa de juros.

          Quem quer lucrar muito (correndo o risco de perder muito) opera justamente explorando as variações de mercado. De novo concordando com você, quando fala em instabilidade.

          Em janeiro de 2015 a tendência do dólar esperada pelo mercado era subir (Luis Stuhlberger nesta época já previa que o dólar chegaria a R$ 4,00 e seus fundos ganha). Especuladores operavam em cima destas expectativas.

          Hoje o Dólar Futuro em julho de 2017 está cotado em R$ 3,62. O especulador comprador no mercado futuro aposta que a cotação estará acima disso no vencimento. O especulador vendedor aposta que a cotação estará abaixo. (Detalhe: no mercado futuro o vendedor não precisa ter os dólares na mão para fechar os contratos, apenas precisa manter depositado a margem de garantia que é em valor bem menor do que o total da venda, e pode ser na forma de títulos públicos, ações, CDB, etc permitindo fazer estratégias casadas). 

          Se o dólar estiver a R$ 4,02 daqui a um ano, o comprador pagará ao vendedor R$ 3,62 e ganhará 0,40 por dólar. Prejuízo do vendedor.

          Se o dólar estiver a 3,22 o comprador terá de comprar pelos R$ 3,62 contratado e perderá 0,40 por dólar. Lucro do vendedor.

          • Seu primeiro exemplo
            Esta incorreto.

            Fundos de pensão de qualquer país Tem regras mais rígidas de investimento.

            Não podem aplicar onde o marcado varia. Normalmente saem fora na hora.

          • Fundos de pensão dos países ricos exigem grau de investimento.

            Fundos de pensão dos países ricos não aplicam em papéis de países ou instituições financeiras que não tem grau de investimento. Tendo grau de investimento podem aplicar. E se o investimento for de renda fixa é recomendável fazer hedge cambial, porque garante não haver perdas. O fundo de pensão traz 10MM de dólares e vende a R$ 3,20 aplicando em títulos da dívida em reais. Então o ideal é já comprar no mercado futuro a R$ 3,20 para ter a garantida que terá os 10MM+taxa Selic quando sair.

  4.  
    Mansão para abrigar

     

    Mansão para abrigar seguranças de Temer viola lei em SP e custa R$ 23 mil de aluguel

    30 de junho de 2016 às 21p6

    GALERIA DOS HIPÓCRITAS – uma produção blogue ‘VioMundo’ dos eminentes e impávidos jornalistas Luiz Carlos Azenha e Conceição Lemes

    O presidente interino Michel Temer faz cortesia com o chapéu alheio de forma contumaz. Ele prometeu austeridade ao mercado, mas promoveu um “pacote de bondades” de mais de R$ 100 bilhões para consolidar o golpe e comprar dois anos de governo.

    (…) o vice mantém em São Paulo uma mansão para acolher seus seguranças alugada por R$ 23 mil mensais. O casarão tem quatro suítes com banheiras, vagas para dez automóveis, piscina e jardins. Fica na rua Umburanas, alto dos Pinheiros, vizinha à residência do agora presidente interino em São Paulo. O locador da casa é Orlando Corraini Filho.

    (…) O mais grave é que a ocupação do imóvel viola a lei do Zoneamento de São Paulo, já que se trata de um bairro estritamente residencial. (…)

    FONTE [LÍMPIDA!]: http://www.viomundo.com.br/galeria-dos-hipocritas/mansao-para-abrigar-segurancas-de-temer-viola-lei-em-sp-e-custa-r-23-mil-de-aluguel.html#comment-971563

  5. Esqueceram de falar do aumento obsceno dos servidores

    Os servidores do judiciário são pessoas de classe média alta, com salário muito acima da média do brasileiro, estabilidade no emprego e regime de aposentadoria que nada mais é que um privilégio em relação ao regime de aposentadoria do restante da população. O cidadão normal está PERDENDO O EMPREGO, enquanto os servidores do judiciário, com estabilidade, estão RECEBENDO AUMENTO, às custas do emprego dos outros. E mesmo que fosse realmente justo o aumento desses servidores, todas as demais classes sociais estão fazendo sacrifícios, de maneira que não há nenhuma explicação para que eles não façam o sacrifício deles também (já têm uma grande tranquilidade em não perder o emprego, não vão morrer se o aumento for adiado para um período mais oportuno). Sobre os juros (vamos lá repetir o que já era para todos saberem), eles são altos porque o único ente do governo que faz algo para combater a inflação é o Banco Central. O restante do governo não faz sua parte, de ondes os juros deverem ser mantidos nas nuvens. Lei de oferta e demanda: muita demanda com baixa capacidade de oferta = inflação. O governo passou uma década incentivando o consumo (nada contra isso) sem se preocupar em aumentar a produtividade (infra-estrutura, reduzir burocracia, racionalizar o caos tributário). O resultado óbvio é inflação. Outro exemplo: o estado brasileiro gasta uma proporção irracional em salários e aposentadorias (alô servidores do judiciário) em relação ao que investe de fato prestando serviços à população ou melhorando as condições de infra-estrutura. Resultado: mais uma vez, menos aumento de produtividade e mais liquidez para aumentar a inflação. Ninguém quer juros altos, nenhum empresário-malvado-comedor-de-crianças gosta de juros altos, mas para reduzir os juros sem gerar hiper-inflação, somente fazendo reformas estruturais no estado, coisa apenas feita, timidamente e em partes, nos governos pré-Lula (e por isso digo que ele é reacionário).

    • Cala a boca, Magda!!
      Ridículo este comentário de que o aumento de salários é obsceno. Estamos sem aumento há mais de 8 anos, meu senhor!!

      Que sacrifício a mais a Sr. quer????

      • É OBSCENO SIM.

        Por que um funcionario de nivel fundamental do Judiciario ganha mais que a maioria que as carreiras de nivel superior da iniciativa privada, mesmo que eatas sofram com presoes por metas, risco de semprego e etc?

        Os salarios do servidores devem ser menores que de seus pares na iniciativa privada e ponto final. O Andre foi bem claro quando a isso, esse era o acordo que vinha vigorando deste o Estado Novo e que se perdeu com tempo.

         

        Um Assistente Administrativo de um Tribunal federal  com Nivel Medio, vai passar a ganhar 7 MIL por mes, em inicio de carreira, salario de engenheiro, enquanto a 90% dos Assistentes Administrativos de Nivel Medio na iniciativa Privada ganham em torno de 1 MIL.

         

        SIM, ISSO É OBSCENO. 

      • Esses funcionários são parte da elite privilegiada

        Não venha defender privilégios enquanto a população desfavorecida paga por isso com o próprio emprego. Os servidores têm inúmeros direitos que os demais trabalhadores não têm, além de salários acima do restante da população. Você é quem deveria se calar por defender uma imoralidade mesquinha como essa. Haja hipocrisia. 

    • Olá debatedor, gostei do seu

      Olá debatedor, gostei do seu comentário. Simples e direito ao ponto.( sério, sem ironias)

      Mas, para um bom debate, sem ironias digo o seguinte:

      É preciso compreender que o “empresário” , antes de “ser empresário” é ser humano. É gente. É pessoa. Nesse casso, pessoa natural que se “transforma” em jurídica, dentro DESSA sociedade civil.

      Logo, o ’empresário, assim com qualquer outro cidadão, é  pessoa e vai contribuir para a formação da  “sociedade”. Portanto, invevitavelmente, dentro desse conjunto  é a RESPONSÁVEL  por “dar ou não o aumento salarial para quem quer que seja.

      E mais.

      Também é responsável  pela lei da oferta e da procura.

      Igualmente responsável pelo “Estado” do que jeito que ele “é”.

      Quanto à burocraicia, idem. Aliás, a burocrácia não passa de mais uma “explicação” do que ê a própria sociedade, do que vem a ser  a própria “família” , ao cabo, a própria forma de escolher como “devemos ser”.

      Produtividade? Nós a escolhemos dá forma que ela “é” hoje.

      O resultado é inflação? Não.

      O resultado é fruto de nossa escolha. Uns escolhem ou só podem escolher o “comprar” sem “bala na agulha”, por exemplo. Outros “escolhem” vender “com bala na agulha para “estabelecer” o preço do “escambo”. Se este consegue vender com um preço real mais caro, ponto pra ele. O outro é que se dane.

      Afinal, é do “egoísmo” de uns que a “sociedade” receberá os “frutos”. 

      E nada disso “é” natural. Tudo “artificial.  Tudo criado por nós mesmos( humanos).No fundo, criado pelo “Estado” do jeito que ele “é” e do jeito que ele “está”, isto é, do jeito que o concebemos.

      Em suma, do jeito da “sociedade” e por sua vez, no jeito individual de cada um.

      Somam-se as vontades e chegamos à lei da oferta e da procura, NADA natural.

      Alguém quer mudar alguma coisa. Mude-se, sem, contudo, emudecer-se. Como você fez, por exemplo.

      Eu, por exemplo, quero usar os mesmos “jargões”( no bom sentido, compreenda que você usou para aumentar a  minha fatia nesse “bolo”, cujo espírito que se diz  “protestante”  e , essencialmente, “burocrático”.

      O resto  não passa de “análise do tipo “econômico”, qual seja, o de “observar uma certa realidade, retirar aquilo que não lhe interessa, pensar “coeteris paribus” e tocar o barco.

       

      Saravá!

       

       

       

  6.  
    … Ou seja, aplicação da

     

    … Ou seja, aplicação da Lei de Segurança Nacional na QUADRILHA do usurpador nazigolpista TEMERário/TEMERo$o do ‘CU(Nha)’!… E JÁ passou da hora!…

    ***

     

    EM TEMPO:

    parabéns ao catedrático, eminente pensador e brilhante jornalista Luis Nassif.

    A nação agradece, penhordamente!

  7. Dilma

    Dilma presisa, desde já, deixar claro que todos os atos do interinato serão revisados e que, em princípio são ilegais, já que fruto de um golpe de estado. Este é um dos primeiros pontos de um “projeto para o Brasil”.

  8. A grande tacada

    O que pesa em todas as ações do Temer é o seu evidente interinato, seja por pouco tempo e com mais cuidado nas decisões (com a eventual volta de Dilma); ou até 2018, onde haverá maior condição para aprofundar o mesmo, em forma mais radical – sabendo que o Temer já falou que não será candidato. A ideia será passar o bastão para o PSDB, a la “Itamar”.

    Quando alguém é interino, com o perfil usurpador do Temer e com a sua vocação de eterno vice ou mordomo, o motor que move as suas ações é a pressa e o exagero, como ejaculação precoce, como o canto final do Cisne, tentando em curto tempo que a sua obra seja eterna (enquanto dure). É como a lista de coisas para fazer no filme “Antes de Partir”, de Morgan Freeman e Jack Nicholson. As eventuais tacadas vão surgindo por essas aberturas de espaço que as ações do Temer estão gerando. Essas tacadas fazem parte da grande tacada, que é a volta total e submissa do Brasil à praia do neoliberalismo de Washington. Temer quer ficar no “seu lado” certo da história, imortalizado.

    O resto é consequência, são tacadas equivalentes às mordidas de tubarão tucano no peixe do Hemingway, enquanto este grande peixe Brasil é arrastado de volta para a praia da globalização.

    • OFF TOPIC: Um desabafo pessoal

      Putz… quando será que essa “coxinharada” vai parar de encher o saco?

      Ok, liberdade de expressão. Tentar zoar um debate é também uma forma de dele participar… Mas, pô!

      Eu ia apelar ao sentimento patriótico mas lembrei-me de que faz parte do ideário neoliberal a mais absoluta cegueira para tudo o que se pareça com comunidade, sociedade… Então apelo ao individual: será que vocês não vêem que prejudicam a si mesmos com essas tentativas de sabotagem da Democracia? Vocês agem como se não tivessem nada a perder só porque perderam as eleições para presidente do Executivo… A vida é muito mais que isso. Cresçam!

      Se tiverem algo realmente importante e que contribui para a Democracia, ok, coloquem com seriedade, assertividade e serenidade, a serenidade dos razoáveis. Mas para ficar nesse lero-lero, nesse terrorismo de bombas de São Joaõ, como vem acontecendo desde a proclamação do resultado das urnas em 2014, não precisa.

      Acabo de ler que nosso colega Romulo viu o golpe na tentativa de condução coercitiva de Lula a Curitiba. Na minha desimportante visão pessoal esse golpe ficou claro na fala de Aloysio Nunes Ferreira dando o tom e o ritmo aos coxinhas: “Não quero que Dilma saia, quero vê-la sangrar.”

      Então fica o apelo: virem-se com suas loucuras e, podendo, parem de encher o saco… pô!

    • Trollagem exasperada

      A trollagem bravateira está contando com uma “bala de ouro”. Nem de prata, eles já admitem que tem que ser de ouro.

      Esse termo, bala de prata, é usado para uma reviravolta inesperada que encerraa hist´roia de uma forma abrupta e surpreendente. O temo teatral é “Deus ex machina”.

      Sintomático que a trollagem admita a necessidade de uma “bala de ouro” (porque nem a de prata teria força suficiente) em suas bravatas toscas habituais.

      Sinal claro de que a coisa não está favorável a eles.

       

  9. O dinheiro recuperado por

    O dinheiro recuperado por moro e seus rapazes não cobre 10% das pedaladas ‘dentro da lei’ da turma da maçonaria.

     

    • ASSALTANTES DO PODER

      A maçonaria assaltou de vez o poder. Assentou-se e mostrou a sua cara. Agem de forma sorrateira, desde quando apearam D. Pedro I do poder. São os senhores da casa-grande, tratando todo o resto – sim, o resto – da população como seres de segunda classe e servis aos seus interesses econômicos e de poder. Paredón é pouco para essa gentália!

       

       

       

       

       

  10. As velhas tacadas em cima de um Pais

    A representividade politica esta deteriorada em praticamente todas as democracias, e não sera supresa se daqui para frente os “brexits” passarem a ganhar vez na maioria dos Paises e se, no Brasil, representantes do tipo Bolsonaro nas proximas décadas chegarem ao Executivo.

    Essas tacadas em cima do povo um dia ainda cairião em cima desses que ha tanto tempo vem ganhando com especulação em cima de quem produz.

    Quanto ao grupo de Curitiba, parece-me que este esta longe de entender o que é uma Republica, Democracia e até, o que mais surpreende, o que é Estado de Direito. Ou eles simplesmente ignoram todo esse conjunto que mantem em pé um Pais a seu bel prazer e, sobretudo, por seus multiplos e velhos interesses.

  11. “Tacadas” é o termo utilizado

    “Tacadas” é o termo utilizado pelo jovem cunhado de Rui Barbosa para definir as jogadas feitas com o erário público e o mercado.

     

    Pois é, a versão moderna do termo chama-se pedalada fiscal.

    • Pelo visto pedalaram em cima
      Pelo visto pedalaram em cima do seu cérebro.

      O post fala a respeito de DIVERSAS formas de lesar o PAÍS INTEIRO, e você prefere continuar a praticar um jogo politiqueiro tão asqueroso quanto raso.

      Ademais, sua referência tácita a Dilma nem no mundo das taras políticas se mantém mais, pois quem entende de contas públicas já ATESTOU que ela não praticou qualquer medida nesse sentido.

      Quer saber? Vou te dar o benefício da dúvida e dizer: ou é ignorante, ou dono de uma má-fé que te faz ser um exemplar e voluntário poodle do que há de mais cafajeste na política nacional.

  12. Tem sido um prazer ler os

    Tem sido um prazer ler os artigos do Nassif onde a argumentação usada para análise da conjuntura econômica do país tem base histórica. Ao mesmo tempo que nos informamos conhecemos a história econômica do país. Duvido que qualquer comentarista econômico da grande imprensa tenha esse conhecimento histórico e a honestidade intelectualde usa-lo para explicar de onde vem a espoliação do país. O que esses jornalista tem são relações promíscuas com completa submissão os poderosos que sempre espoliaram esse país a custa de uma imensa massa de desinformados.

    Mas ler esses artigos ao mesmo tempo me dá uma angústia danada. E eu fico feito o brasileiro retratado na música Cuitelinho: “O coração fica aflito/Bate uma, a outra faia/ Os óio se enche d’agua/ que até a vista se atrapaia, ai, ai, ai”

    É sentimental, choroso demais? Talvez seja. Mas eu fui jovem na década de 70 e a gente tinha tanta esperança de construir um país melhor e tivemos alguns lampejos de que isso era possível nesses anos de governos petistas e agora, em questão de meses, foi tudo destruido. E o que é pior, com apoio da maioria da populaçao. 

    Foi terrível olhar no espelho e ver aquela sessão de impeachment da Câmara dos Deputados e saber que aquilo foi feito por nossa elite política, jurídica, empresarial, econômica e midiática? Se bem que antes já tinha levado um susto ao assistir o julgamento do mensalão e ver como funciona o Poder Judiciário brasileiro. Ontem vieram me falar que Dilma é culpada do preço do feijão porque mandou um navio carregado do produto para ser doado na África. O que a gente faz com um povo que prefere acreditar nesse tipo de bobagem, que provavelmente foi propagado na internet por agentes pagos pelos golpistas, e  que não vê o desmanche que esta sendo feito dos seus direitos básicos em educação, saúde e previdência?

    Essa elite deletéria aliado a um povo bovino como diz o Mino Carta …. Só chorando.

     

     

    • Vera

      É exatamente assim como eu me sinto, tanto em relação aos Posts do “Seo” Nassif, como pela tristeza de ver nossos sonhos serem levados ao chão, por pessoas que, simplesmente, só querem o poder, como os donos do PSDB e do PMDB.  E o Brasil, continua sendo o eterno “país do futuro”, principalmente agora que eles tomaram o poder novamente e estão sequiosos para fazer o que não foi feito pelo FHC.

      Abçs

  13. Outros fatores devem ser considerados

    Prezado Jornalista Luis Nassif

    Tratando-se de empresas construídas com o dinheiro do povo, ao longo de muitos anos, de muito trabalho e sacrifícios do trabalhador, dinheiro do contribuinte, dinheiro do Brasil, não é conveniente vende-la unicamente com base na simplista matemática financeira, tendo em conta momentos singulares e passageiros da economia, como taxa de juros, podendo acarretar gigantescas perdas para o Estado, muito bem explicitado por você.

    Além dos juros, existem outros fatores, extremamente importantes e merecedores de atenta análise estratégica, social e de segurança, a serem levados em conta no médio e no longo prazo. Caso contrário, qualquer privatização trará sérias consequências para o Brasil, de ordem econômica, social e estratégica, tudo, como no desastrado governo FHC/PSDB.

     

  14. obrigada pelas aulas, muito

    obrigada pelas aulas, muito claras sobre os verdadeiros ganhadores nessa maluquice que se chama economia. E tem gente que acha vantagem o dólar baixo, pra ir comprar tranqueira em Miami, made in Tawain. E Nassif dá exemplos com valores modestos. Não consigo nem pensar nos grandes valore

  15. Por favor explique uma coisa:

    Só não entendi o trecho “antes de serem apeados do poder”. Quando seria isso? A depnder do tempo,  pode haver tempo de salvar a res publica, ou não …

  16. Nassif, obrigado por tornar

    Nassif, obrigado por tornar explícito as maracutaias mercantilistas,  globalizantes, financeiras e   “meritocráticas”  

    Valeu. 

    Estou compiando e colando no meu caderno de “conhecimentos gerais do Brasil”.

    Abraços do seu leitor.

  17. “A conta será jogada nas

    “A conta será jogada nas costas da dívida pública, já que o BC recorrerá aos títulos do Tesouro para absorver os reais adquiridos com os dólares que entram.”

    Por estes retornos a si próprio,  o BC recorre a entradas de dólares, quer dizer,  o conceito de “valor” do país é uma negação de constituir uma coisa padrão para fazer outras coisas mediatizadas; se os dólares suprimem esta mesma coisa que o tesouro existe para guardar em si, imprime-se o resultado de representações compostas que não o deixa utilizar abstração da produção para a sua unidade real.

    O BC é uma desgraça enquanto constitui a unidade especifica do valor no escuro e compreende no dinheiro uma oposição entre a razão social e o espírito dos homens, supostamente indiferente a reciprocidade de um em outro; mas sim considera as dominações realizantes que levam a rutura da unidade daqueles ideais isoladamente.

    Por esta infidelidade em si, os títulos públicos – e já por si mesmos – se tornam uma totalidade que permanece através de todas as modificações do mercado e o BC, e, por conseguinte, implicam a liberdade que permite que toda negação do tesouro nacional seja uma autodeterminação da forma de limitação imposta do exterior.

    Portanto, a mediação de dividas externas fará regressar a unidade nacional para àqueles que usam a idela de valor como algo exterior à riqueza concreta, e sabem representar o dinheiro substituindo um modo de compreender uma unidade abstrativa.

  18. Nem precisa publicar…

    É preciso corrigir um erro na Peça 3 do Exemplo 4. 10.000.00 x 3,60 = 36.000.000 e não 72.000.000.

    São vinte milhões, para a contar fechar certinha.

     

  19. Perfeito.

    Nem desenhando fica melhor.

    A questão do hedge: se a lógica norteando o investidor é a demonstrada na peça 3, exemplo 4, e a expectativa, dadas as informações disponíveis (por exemplo, o presidente do BC é uma raposa no galinheiro?), proteger-se do que? A não ser que haja um alentado risco de variação positiva do câmbio, maior do que a diferença entre a SELIC e outras aplicações (sic) seguras, por exemplo Tesouro Americano, qualquer aplicação aqui, ainda que com câmbio estável, é, em dólares, bem mais rentável do que nesses ativos. Se a taxa de juros for zero, e o câmbio variar negativamente, o ganho, em dólares, é a variação cambial. Esta é um “prêmio” extra, um bônus que o capital predador procura sempre. A simples expectativa de que será possível realizar lucros da ordem de 30% a.a. já é motivo suficiente para que haja uma enxurrada de capitais voláteis, ainda mais que há uma reserva de 300 bilhões de dólares para garantir a devolução dos dólares que entrarem.

     

  20. o xadrez das tacadas financeiras

    estarrecedor. mais difícil é saber que algumas destas tacadas já estão acontecendo e, pior ainda, que a bandidagem no poder prepara o campo para realizar as jogadas que ainda não tiveram espaço para fazer. esse texto do nassif devia ser distribuído para toda a blogosfera, pois a ignorância sobre os bastidores do mercado financeiro não é exclusividade minha. todas as pessoas com quem compartilhei a análise – e incentivei que também compartilhassem – demonstram o mesmo espanto que eu. a boa notícia é que, depois de recebida, a análise está sendo discutida e divulgada em vários grupos de debates – inclusive de universitários. a má notícia é que parece cada vez mais distante a possibilidade de acabar com o golpe. o pessimismo da razão está vencendo o otimismo da ação porque tudo indica que a “ação” cansou. talvez o sumiço tenha a ver com o que ouço boas de fontes sobre grandes acordos de bastidores que livrariam a cara de muita gente. pode ser teoria da conspiração, claro, mas, caso seja verdade, o artigo do nassif vai preparar muita gente para os novos – e sombrios – tempos que virão.   

  21.  
    PRESIDENTA DILMA ROUSSEFF

     

    PRESIDENTA DILMA ROUSSEFF AO DCM: “EU COMETI ERROS, MAS NÃO FUI INSENSATA” Presidente afastada concedeu entrevista exclusiva ao programa do DCM na TVT; confira a primeira parte (texto e vídeo) Por eminente e intrépido jornalista Kiko NogueiraPostado em 01/07/2016 (…) FONTE [LÍMPIDA!]: http://www.diariodocentrodomundo.com.br/exclusivo-dilma-ao-dcm-na-tvt-eu-cometi-erros-mas-nao-fui-insensata-por-kiko-nogueira/

  22. Da Série ‘A sequência canalha

    Da Série ‘A sequência canalha das manchetes do PIMG (Partido da Imprensa Mafiosa &$ Golpista)’

    ***

    Cunha ficou com 80% das propinas de esquema da Caixa, diz delator

    (http://www1.folha.uol.com.br/poder/2016/07/1787628-cunha-ficou-com-80-das-propinas-de-esquema-da-caixa-diz-delator.shtml)

    Cunha é alvo de nova denúncia no STF por esquema de corrupção na Caixa

    (http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2016/07/01/teori-cunha-e-alvo-de-nova-denuncia-no-stf-por-esquema-de-corrupcao-na-caixa.htm)

    STF autoriza que Cunha vá à Câmara, mas só para se defender de acusações (http://www1.folha.uol.com.br/poder/2016/07/1787613-stf-autoriza-que-cunha-va-a-camara-mas-so-para-se-defender-de-acusacoes.shtml)

    [Conclusão] Governo Temer é desaprovado por 39% e aprovado por 13%, diz Ibope (http://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2016/07/01/governo-temer-pesquisa-ibope.htm)

    CACHOEIRA – perdão, ato falho -, FONTE [IMUNDA!]: http://www.uol.com.br/

  23.  
    … Mais um senador [hã

     

    … Mais um senador [hã senador!] da República [hã República!] que, a plenos pulmões, irá gritar “sim, sim, sim, sim, sim, sim, sim, mais do que nunca eu voto SIIIMMM pelo fim da corrupção, pela moralidade pública, pela ética na política, pelos(as) meus/minhas “meritocratos(as)” bisnetinhos(as), muitos(as) dos(as) quais ainda não vieram ao mundo! SIM, eu voto SIM! SIM!”

    Conheça mais um senador velhaco moralista sem moral alguma!

    $$$$$$$$$$$$$$$$$$

    Delator diz que pagou R$ 5 milhões em caixa dois para senador Eunício Oliveira (PMDB/CE)

    01/07/2016

    (…)

    FONTE, pasme: http://www1.folha.uol.com.br/poder/2016/07/1787666-delator-diz-que-pagou-r-5-milhoes-em-caixa-dois-para-senador-eunicio.shtml

    • Este senador foi candidato a

      Este senador foi candidato a governador do Ceará nas últimas eleições. Perdeu a eleição para o candidato do Partido dos Trabalhadores. E na campanha, queria que Lula e Dilma o apoiassem, ou pelo menos ficassem neutros, o que não aconteceu. E ele perdeu. Seu coração está até assim de mágoa contra Lula, contra Dilma, contra o PT. É isso.

  24. Derrubar o preço do dólar

    Derrubar o preço do dólar neste momento crítico é talvez um dos maiores crimes que se poderiam cometer contra a economia do país. É aí que se vê com clareza a dicotomia gritante entre os interesses do setor produtivo e os interesses dos manobristas de finanças. Enquanto os últimos enchem as burras de dinheiro propiciado pela política escandalosa do Banco Central temerista, os primeiros vêm desaparecer pela janela suas últimas esperanças de fazer frente à acirrada competição internacional. Está-se a perder uma imensa vantagem que é perseguida pelo mundo inteiro, a desvalorização da moeda local frente ao dólar. Mas os estrategistas da bolsa estão muito felizes. Quanto ao superávit que vinha crescendo na balança, este também irá para o espaço. Por aí se percebe a natureza rentista do golpe, inocentemente apoiado pelos que ainda acreditam que se possa produzir alguma coisa no Brasil.

  25. a reprendre, depuis le début

    “Diante do erro, a pessoa insistiu no erro. Ela sabia que era erro, ela foi lá e insistiu. A insensatez é isso. É você sabendo que é erro. Você vai lá e faz.”

    “Agora, se eu estiver cometendo algum erro, eu falarei dele, porque eu vou tentar corrigir na hora.”

    Dilma Roussef, entrevista ao DCM, 01/07/2016

    nada mais do que um mordomo no festim de hienas prontas a atacar os ativos brasileiros depreciados, o usurpador Temer já não consegue disfarçar sua culpa: seu índice de aprovação é de apenas 13%. além de inelegível e impopular, o interino se vê naufragando ainda na provisoriedade, antes mesmo da conta do golpeachment ser paga através das “tacadas financeiras”.

    na outra ponta, Dilma, a ressurecta, dá seguidas provas de que nada mais será como antes. a Presidenta notabilizada pela dificuldade de expressão cada vez mais se apresenta com uma impressionante capacidade de raciocínio político e clareza na exposição de suas idéias (link).

    embora ainda na escuridão, enquanto tentam nos aniquilar pelo fogo destruidor do dragão, já não perambulamos. uma fênix flamejante renasce das cinzas. vai ter volta!

    .

    .

    • Estou contigo nesta arkx – Têm que ter volta

      Não vai ficar barato de jeito nenhum. É muita sacanagem e cara de pau, sujeito com capivara kilométrica se reunindo escondido à noite…. tramando contra o povo e a Nação e ninguém faz nada?????!!!!!!

  26. Que situação… ninguém merece

    O Duro é a Cara de Pau do BC que não se defende, muito pelo contrário, faz porque pode, doa a quem doer, reclame quem quiser. E olha que eles têm um exército de doutores  para assessorá-los, mas nenhum produz nem se arrisca num paper oficial para ser massacrado,

    Quando um perde outro ganha.

    O bom é estar sempre na posição ganhadora, lembram aquele anúncio, “O bom do Capitalismo é ser Capitalista” rsrsrsrs…

    O Temer está mais para camareiro do que mordomo, pois prepara a cama para os outros deitarem    e       rolarem, rindo da cara do povo brasileiro, até quando??????

    O post didático do Nassif mostra de forma insofismável que o golpe foi dado para acerto de dívidas de campanha, com o deslocamento de riquezas do Brasil para as mãos dos que o financiaram e foram pegos no contra-pé com a eleição da dona Dilma, como a riqueza no planeta não esta produzindo lucros suficientes para manter os atuais esquemas de poder, fica muito difícil encobrir as tacadas que são usadas para o acerto de contas e a expoliação cruel e desumana dos que manipulam as pornográficas taxas de juros a que somos submetidos.

    O brasileiro é cordial e pacífico, mas tudo têm limites. Penso que estamos nos aproximando rapidamente do ponto de ruptura.

    • Epifania – Para os Puros de Espírito e Simples nos pensamentos

      Nem preciso dizer que o Brasil é o único país que valoriza a moeda, por que será ?! KKKK!!!!

       

      But the punchline is beyond gold, beyond China, beyond even investing, and has to do with something a central banker once told Bass in what the hedge fund manager describes as an “out of body” epiphany:

        

      Grant: this idea of helicopter money, and the idea of banning cash, and all these things that, when you sit here in the cold like that, you can see exactly why they need to do these things. You watch the narrative unfold in the media, and then the trial balloons get floated. But you’re right, they have to go to helicopter money, they’re really not going to have a choice. And it seems to me that they are going to have to try to ban cash. Because, as you say, the U.S. savings rate has tripled since 2007, and that’s literally the last thing they want or need. So is there any way out for these guys? Because that’s the thesis that I keep checking. I can’t see a way out, absent cold fusion.

       

      Kyle: Look, I had a fascinating out of body experience meeting with one of the world’s top central bankers in a private meeting about three years ago. And he said, “You know Kyle, quantitative easing only works when you’re the only country doing it.” He would never say that publicly. And I’ll protect his name, because it was a private meeting. But it was one of those moments where I…it was one of those epiphanies almost, where it’s something you and I knew, but hearing him say it, call it one of the four top central bankers in the world, it was a jarring experience for me, because when I look around the world  today, everyone’s in the same boat. So we’re all trying…we’re attempting through our treasury and our Fed to get the rest of the world to not devalue against us, while we quietly attempt to devalue ourselves against them, and it’s all this…it is the race to the bottom, it is the beggar thy neighbor policies that we all talk about. And I believe that there is no way out.

      http://www.zerohedge.com/news/2016-07-01/kyle-bass-shares-stunning-thing-central-banker-once-told-him

  27. COMPROMISSO DE CAMPANHA

    Pobre Pais, pobre povo… orfãos de representantes sobretudo.  Desse governo interino nem cabe comentários mas onde estão os nacionalistas os desenvolvimentistas; onde esta o governo sobre julgamento.  Tivessemos lideres que pensassem realmente no Pais e em seu povo estariam questionando no STF a legalidade de medidas sem ligação alguma com compromissos de campanha. Tivessemos o governo sobre julgamento pensando em retomar a presidencia ja teriam se manifestado com a certeza e o compromisso de um plebicito e de anularem as medidas tomadas por essa quadrilha na calada do impeachmant.

  28. Boa análise! Mas,
    Faltou dizer que o aumento nos juros dos financiamentos imobiliários, a taxa selic a 14,5% e a lei de repatriação tiveram origem no governo Dilma.

    • Pois é, eu lendo o texto

      Pois é, eu lendo o texto pensei a mesma coisa e me perguntava em que mês e ano eu estava. 

  29. Compartilho Roberto Requião

    Blog do Esmael

    O senador Roberto Requião (PMDB-PR), reuniu ontem à noite (29), em Brasília, o G-30 — grupo de 30 senadores éticos e desenvolvimentistas — num jantar contra o golpe de Estado.

    Requião, que é uma espécie de embaixador informal da luta pela legalidade democrática no país, citou o escritor e poeta curitibano Paulo Leminski para resumir o resultado do encontro: “distraídos venceremos!”.

    “Reunimos ontem em jantar senadores éticos indignados com o que acontece. Como diria Leminski: distraídos venceremos!”, informou animado. Ele não quis nominar os presentes, mas assegurou que o grupo acolheu três novos senadores…

    O senador do PMDB comparou o sucesso do jantar em sua casa com o fiasco do jantar pró-golpe realizado anteontem na casa do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), com a presença do ministro da Fazenda Henrique Meirelles.

    “Consenso entre os senadores que Meirelles foi vazio e inconsistente no jantar do Renan. Afinal esperavam o quê?”, comparou Requião.

    O G-30 reagiu positivamente à entrevista de Dilma Rousseff concedida ao jornalista Kennedy Alencar, do “SBT Brasil”, ainda na noite de ontem.

    A presidente eleita confirmou apoio à proposta de realização de um plebiscito sobre novas eleições, caso o Senado rejeite o impeachment.

    Dilma também falou o que o G-30 do Senado queria ouvir: a divulgação de uma carta de intenção ao povo brasileiro anunciando mudanças na economia e redução de juros.

  30. Mas Ilan não era “o cara”?

    Mas não foi daqui, deste mesmo espaço, que saíram rasgados elogios esperançosos a Ilan, Meirelles e, em paralelo, a Parente? Como disseram por aí, nada como um dias atrás de outro vindo…

  31. Estas predições não são

    Estas predições não são profecias, mas antevisão realista. Torrar o que foi conseguido em muito tempo, é fácil e rápido. Com a política criminosa do Banco Central, voltará o tempo idílico em que a classe média poderá viajar com pouco dinheiro e despejar bilhões de dólares na Europa e em Miami. A crescente indústria interna do turismo vai retroceder. Os mecanismos protetores da indústria nacional de grande porte vão desaperecer, e com eles os empregos. O resultado será que a desnacionalização crescente já não terá mercado para sugar o país. Os parasitas internacionais vão abandonar o corpo exangue. O país vai arrebentar, mas a classe média estará feliz até o momento em que perceber que faltará grana e faltará fontes de rendas até mesmo para eles. O país marcha para o momento em que a farra perdulária da classe média vai transformá-lo em um marcado esgotado e em processo terminal de atrofiamento.

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