Raio X do Caged, um índice falho sobre o emprego no país, por Luis Nassif

Em relação à redução de empregos, o setor mais afetado foi Educação - a maior redução em 4 estados - seguido por Administração Pública, Defesa e Seguridade Social, com 3 estados.

Foto: Reprodução

Ontem saíram os resultados do Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). Em outros tempos, registrava os empregos formais, com carteira assinada.

Desde o governo Temer, houve mudanças metodológicas que passaram a mascarar a verdadeira situação do emprego. A partir de 2017, com a Reforma TRabalhista do governo Temer, o Caged passou a incluir na contagem trabalhadores em regime intermitente, trabalho parcial e teletrabalho. O bico, a subutilização, o subemprego passaram a enriquecer as estatísticas.

Em 2020 passou a incluir trabalhadores desligados e, depois da pandemia, trabalhadores desligados por acordo com trabalhador. Portanto, as comemorações são apenas jogo de cena em cima de dados precários.

Mesmo assim, vamos a um Raio X dos últimos dados, fechados em junho.

Dos 40.899.685 registrados, 19.151.470 são do setor de Serviços, seguido por Comércio e Reparação de Veículos e Informação, Comunicação e Atividades Financeiras.

De junho de 2020 a junho de 2021 foram criados 2.914.885 empregos. Desse total Serviços responderam por 1.017.532, ou 34,5%, seguido por Comércio e Reparação de Veículos e Indústria.

Em junho o saldo de empregos foi de 309.114 empregos.

Dos 28 grupos analisados – 27 estados, mais uma coluna de não identificados -, para 22 estados a maior geração de empregos foi do setor de Serviços. Agricultura, INdústria, Construção e Comércio e Reparação de Veículos registraram o maior saldo de empregos em 1 estado.

Em relação à redução de empregos, o setor mais afetado foi Educação – a maior redução em 4 estados – seguido por Administração Pública, Defesa e Seguridade Social, com 3 estados. 

Por região,o Sudeste respondeu por 43% dos novos empregos, seguido pelo Sul com 19%.

Em relação aos municípios brasileiros, os maiores aumentos de emprego obviamente são das regiões metropolitanas. 

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