Xadrez da Petrobras e a maior corrupção do planeta, por Luis Nassif

Peça 1 – as investigações sobre a Trafigura

Esta semana fui procurado por um jornalista inglês que veio ao Brasil com uma missão especial: investigar os motivos que levaram a Lava Jato a ignorar as operações da área internacional da Petrobras, poupando das investigações dois dos mais notórios corruptores corporativos do planeta: a Trafigura e a Glencore, tradings de comercialização de petróleo que negociam com a Petrobras.

/var/folders/hy/dl8cpd596lx8m5wsqntm05c40000gp/T/com.microsoft.Word/Content.MSO/D74D7250.tmpÉ um trabalho ao qual dedicará seis meses. Já teve acesso a documentos internos da Petrobras, nos quais se vê Jorge Zelada, ex-diretor da área internacional defendendo propostas da Trafigura, e o presidente José Gabrielli e Almir Barbassa negando.

Não apenas isso.

Sabia-se desde sempre que a área de comercialização de petróleo e derivados é aquela onde corre mais dinheiro.

Na delacão de Nestor Cerveró [2], ele fala dos negócios que aconteciam  na área de comercialização. Diz que as tradings de combustíveis movimentavam valores muito maiores do que os afretamentos de navios. Ambas as operações não necessitavam de aprovação prévia da diretoria. A Petrobras chegou a negociar 300 mil barris de petróleo e 400 mil barris de diesel por dia. Segundo ele, centavos nessa operação podem render milhões de dólares em propina ao final do mês.

Na delação, ele aponta Mariano Marcondes Ferraz como o intermediário das propinas da Trafigura. Na época Marcondes Ferraz fazia parte do board internacional da empresa.

Em sua delação, Paulo Roberto Costa, que recebeu mais de US$ 800 mil de Marcondes Ferraz, também liga os valores à Trafigura. Informa que o procurou em nome da Trafigura, pagando inicialmente US$ US$ 600 mil em propinas através de uma conta em nome da off-shore OST Invest & Finance Inc., em um banco em Genebra, Suíça.

Também o operador Fernando Soares [2], o Fernando Baiano, atribui à Trafigura o controle da empresa de tancagem Decal, em Suape, beneficiada pelas propinas de Marcondes Ferraz.

Na busca e apreensão realizada na residência de Paulo Roberto Costa [3], aparecem anotações “Trafigura – Aluguel do Terminal de Tancagem (Suape)”.

A prisão de Mariano ecoou nos principais jornais econômicos do mundo, por jogar a Trafigura no centro da Lava Jato.

A própria Lava Jato sabia estar entrando em um novo terreno “fértil de ilicitudes”.

Segundo um dos porta-vozes da Lava Jato na imprensa;

Com a prisão preventiva do empresário Mariano Ferraz, detido no aeroporto de Guarulhos nesta quarta-feira, 26, quando estava prestes a embarcar para Londres, a força-tarefa da Lava Jato avança sobre uma área ainda não investigada na Petrobrás: o setor de compra e venda internacional de combustíveis e derivados que pode atingir, além do PT, o PMDB e o PSDB.

Segundo a Lava Jato, o grupo internacional Trafigura, do qual Ferraz é executivo, movimentou US$ 8,6 bilhões em compras e vendas de derivados de petróleo com a Petrobrás entre 2003 e 2015. Não é a primeira vez que a área de trading de combustíveis e derivados do petróleo, que é submetida à Diretoria de Abastecimento, aparece na operação.

Em suas delações premiadas, o ex-diretor Internacional da Petrobrás, Nestor Cerveró, e o ex-senador Delcídio Amaral relataram que essa área era um “terreno fértil para ilicitudes”, pois os preços poderiam variar artificialmente gerando uma “margem para propina”. O próprio Cerveró disse que a a Trafigura era uma das principais empresas atuantes neste setor na estatal e que as negociações diárias “podem render milhões de dólares ao final do mês em propina”.

Mencionada nos documentos iniciais da Lava Jato, gradativamente a Trafigura some das peças divulgadas, a Lava Jato não aprofunda as investigações sobre a área internacional da Petrobras e os crimes de Marcondes Ferraz ficam restritos à Decal, uma pequena empresa italiana (perto da gigante Trafigura), para quem ele fazia bico.

https://www.youtube.com/watch?v=B4zbqDWgTHg]

Essa mesma blindagem se observou na Suiça. As primeiras investigações sobre a corrupção em Angola foram encerradas em 2004 pelo Ministério Público suíço. Uma nova denúncia, em 2006, não levou à retomada das investigações. Mesmo porque envolvia a União de Bancos Suíços (UBS). 

A partir de 2013 o Ministério Público da Suíça foi provocado  a retormar as investigações sobre o “Angolagate”. A base da nova denúncia foi o dossiê levantado pela Corruption Watch UK, e o grupo anticorrupção angolano Mãos Livres. O relatório implicava diretamente a Glencore, mas também não foi adiante.

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Em 21 de novembro de 2016 a Reuters ouviu procuradores suíços sobre o envolvimento da Marcondes Ferraz e da Trafigura na Lava Jato.

“Eu posso confirmar que o Ministério Público abriu uma investigação criminal sobre um funcionário da empresa que você conhece”, disse uma porta-voz em resposta enviada por e-mail para uma consulta sobre relatórios de mídia de tal investigação sobre um ex-executivo sênior da Trafigura. “Esta investigação faz parte do complexo de processos da Petrobras”.

Apesar da estreita colaboração entre Ministérios Públicos brasileiros e suíços, desde então, nada mais se soube sobre as investigações envolvendo a Trafigura. A última notícia que se tem é de 1º de fevereiro de 2017, quando o MPF de Curitiba solicitou autorização para prisão preventiva, bloqueio de bens e busca e apreensão de Jorge Antônio da Silva Luz, Bruno Gonçalves e Apolo Vieira Santana, funcionários da Petrobras que atuavam na área internacional.

É esse o mistério que o jornalista inglês pretende desvendar.

Peça 2 – as comercializadoras de petróleo

Antes de avançar no escândalo, um pequeno levantamento sobre o papel das comercializadoras de petróleo.

Historicamente, o petróleo mundial foi explorado pelas chamadas Sete Irmãs, as grandes petroleiras, as majors que dominaram o setor até os anos 70 e operavam na exploração e na distribuição. A partir de então, começam a crescer as empresas estatais dos países produtores do Oriente Médio, África e América Latina.

As novas companhias não faziam a comercialização e, por isso, passaram a recorrer a tradings. Duas se destacaram como os piores exemplos da financeirização da economia global e do uso da corrupção em larga escala: a Glencore, de cujas entranhas nasceu a Trafigura – montada por ex-operadores da trading mãe.

Ambas deixaram um rastro de corrupção incomparável, especialmente em suas negociações com África e América Latina.  Ao contrário da Petrobras, vítima de corrupção, nas duas tradings a corrupção fazia parte de seu modelo de negócio.

Fundador da Glencore, Marc Rich conseguia que ditadores vendessem óleo através da Glencore, pagando um “por fora” de 5 a 10 dólares por barril. Com isso, ocupou o espaço de majors, como a Shell, que não pagavam comissão.

Até então, a negociação era feita com contratos de longo prazo. Rich ajudou a formar o mercado à vista. Foi condenado a 300 anos de prisão nos Estados Unidos por sonegação fiscal. Fugiu dos EUA, se escondeu na Suíça. Como fugitivo, chegou a ser considerado um dos dez mais procurados do planeta.

Como relatou nosso colunista André Araújo,

“seu mandado de captura internacional ficou circulando até 20 de janeiro de 2001, último dia do mandato do Presidente Bill Clinton, que lhe deu completo perdão criminal e fiscal, mandou encerrar todos seus 65 processos. A decisão de Clinton foi legal, mas ele sofreu uma bateria de críticas violentas, especialmente porque Rich e sua esposa Denise foram grandes doadores de campanha para Bill Clinton”.

Hoje em dia, a Glencore negocia US$ 800 bilhões por ano, atuando na área de petróleo e no setor de não ferrosos, através de sua subsidiária Xstrata.

A Trafigura foi montada por um grupo de operadores que havia trabalhado na Glencore, liderados por Claude Dauphin, falecido em 2015, e um corruptor à altura de Rich. Foi condenado na Costa do Marfim por jogar lixo tóxico no mar, passou seis meses na cadeia. Foi acusado de ter desviado recursos de fundos humanitários da ONU.

Nos últimos anos associou-se a fundos russos para investir pesadamente na Índia, em refinarias, tanques de armazenamento e infraestrutura de importação e exportação estrategicamente relevantes para Vladimir Putin.

O auge da corrupção foi a conquista da Angola. E aqui se juntam os destinos da Trafigura e do ex-playboy Mariano Marcondes Ferraz, que se tornou um dos meninos de ouro de Claude Dauphin.

Peça 4 – a disputa pelo petróleo em Angola

Descobertos os campos de petróleo de Angola, imediatamente a UNCTAD enviou um grupo de consultores para preparar o país para a nova realidade que se abria. Ensinaram a montar contratos com empresas estrangeiras, cantaram as vantagens de trazer o capital internacional para ajudar a desenvolver o país.

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Nos anos seguintes, o que se assistiu foi o maior processo de corrupção do planeta, conduzido pela Trafigura com o presidente angolano. Foi uma corrupção praticada por majors e até pela estatal norueguesa Statoil. Do lado de Angola, a intermediária de todos os negócios era Isabel dos Santos, filha do presidente,

A vencedora foi a Trafigura. O instrumento de corrupção da Trafigura em Angola foi a Puma Energy, proprietária da distribuidora Pumangol, tendo como acionistas a estatal Sonangol (30%) e a Chochan (15%), cujo diretor- executivo é o general Leopoldino Fragoso do Nascimento ‘Dino’, consultor do general Hélder Vieira Dias “Kopelipa”, antigo ministro de Estado e chefe da Casa de Segurança do ex-Presidente José Eduardo dos Santos.

/var/folders/hy/dl8cpd596lx8m5wsqntm05c40000gp/T/com.microsoft.Word/Content.MSO/3F474BB4.tmpSantos comandou por quarenta anos a política angolana e montou vários esquemas de corrupção, o mais evidente dos quais foi o de tentar reduzir o refino interno para poder importar todo combustível – beneficiando obviamente as grandes comercializadoras. O Ministro dos Petróleos, José Maria Botelho de Vasconellos, chegou a contratar uma consultoria com a missão específica de elaborar um “estudo de viabilidade técnico-económico de processamento de petróleo bruto angolano numa refinaria fora do país”.

No ano passado, o novo governo decidiu romper de vez com o antigo padrinho. O acordo com a Trafigura foi interrompido e aberta uma nova licitação. E o petróleo de Angola saiu das mãos da Trafigura e foi para as da Glencore e da Total

Peça 5 – Petrobras na África

Quando o pré-sal de Angola foi descoberto, a Petrobras estava em condições de ocupar um espaço privilegiado.

Conforme a delação de Nestor Cerveró (1) a diplomacia brasileira havia sido eficaz. O Brasil foi dos primeiros países a reconhecer a independência de Angola, desde 1975 a Petrobras tinha representação no país, vários engenheiros da estatal angolana Sonangol vieram ao brasil fazer cursos na Petrobras.

Em 2005 a Petrobras participou de leilão do pré-sal angolano, investindo US$ 400 milhões.

Uma joint-venture formada pela Petrobras (50 por cento), BTG Pactual E&P B.V. (40 por cento) e Helios Investment Partners (10 por cento), montou a Petrobras Oil & Gas B.V. Provavelmente o ponto de contato com Isabel Santos foi o BTG-Pactual.

Além de Angola, a empresa adquiriu dois blocos em águas profundas de classe mundial na Nigéria, com início de produção previsto para o fim deste ano.

/var/folders/hy/dl8cpd596lx8m5wsqntm05c40000gp/T/com.microsoft.Word/Content.MSO/FBB6D2C9.tmpCom a entrada de Pedro Parente, a Petrobras definiu uma estratégia que caía como uma luva para as comercializadoras de petróleo e derivados.

  1. A Petrobras reduziu o refino, aumentou as importações de derivados e está colocando suas refinarias à venda.
  2. Colocou à venda sua participação na África. Segundo a Reuters, empresas nigerianas se candidataram cacifadas pela Vitol (outra comercializadora) e pela Glencore, que está por trás da nigeriana Seplat.
  3. A Petrobras vendeu seus ativos na Argentina para a empresa Pampa Energia. Algum tempo depois, a Pampa Energia é vendida para a Trafigura.

Obviamente esse desmonte e esses negócios não teriam sido possíveis sem a participação ativa da Lava Jato, destruindo a ofensiva da Petrobras na África, afastando os principais concorrentes da Trafigura (Petrobras e empreiteiras brasileiras) e da mídia, com o fake News de que a empresa estaria quebrada.

Ambos, Parente e Moro, se tornaram comensais constantes nos regabofes bancados pelos grandes centros de lobbies internacionais, como a Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos, principado de Mônaco etc.

Peça 6 – O caso Angolagate

As semelhanças entre Angola e o Brasil são óbvias e humilhantes para nós, da venda do pré-sal à redução do refino e ao aumento das importações de refinados. Mais ainda, na maneira como as receitas do petróleo não chegaram à população, devido aos cortes dos gastos sociais.

Em 2016, o The New York Times produziu uma reportagem acachapante sobre as riquezas de Angola e as condições de vida de sua população.

https://www.youtube.com/watch?v=BLAAkKOXZGM]

Entre cenas chocantes de crianças morrendo, subnutridas, doentes, a informação de que Angola é o país com maior índice de mortalidade no planeta. A mortalidade infantil chega a 12,5 por cada 100 nascituros. E tudo isso em um país riquíssimo, com reservas bilionárias de petróleo e diamante.

Na capital, há grandes hospitais modernos, porque construir hospitais permite a cobrança de propinas, mas sem médicos e sem atendimento. A reportagem informava que o governo havia cortado 30% das já escassas verbas para saúde. E mostrava aldeias onde não se via a presença de médicos.

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Dizia mais. Só em carros de luxo, os governantes gastam US$ 50 milhões por ano. “Aqui, os juízes conduzem Jaguares enquanto as crianças morrem no ritmo mais acelerado do mundo”, diz o repórter.

Uma das entrevistas mostra uma angolana que perdeu dez filhos para doenças e subnutrição e que usa gasolina para desinfetar a boca. A reportagem acusa as companhias de petróleo ocidentais de terem “as mãos sujas de sangue”.

As informações que chegaram ao mundo partiram de um blogueiro independente, Rafael Marques de Morais, que está sendo processado pelas autoridades angolanas.

Em um grau mais agudo de miserabilidade e contrastes, lembra em muito o Brasil.

Em 2002, a ONG inglesa Global Witness divulgou um trabalho devastador sobre a corrupção das empresas petroleiras e dos traficantes de armas em Angola. Foi um trabalho que durou dois anos e se concentrou no “Angolagate”, o escândalo com venda de armas e exploração do petróleo nacional que atingiu assessores do presidente francês François Miterrand e financiadores da campanha do então presidente norte-americano George Bush Jr.

Nas anotações do trabalho você confere:

[2] Três quartos da população vivem em pobreza absoluta. Apenas em 2001 foram desviados mais US$ 1,4 bilhão em empréstimos bancários ruinosos para um PIB de US$ 5,1 bilhões.  Naquele ano, Angola precisou de US$ 200 milhões para ajuda internacional alimentar à sua população.

[3 Um dos principais responsáveis pela corrupção em Angola foi também um dos principais financiadores da campanha de George W. Bush. (Mas, como dizem Barroso e Dallagnol, o Brasil é o país mais corrupto do planeta).

[6 Os indicadores sociais de Angola apontam:

  • população 12,4 milhões de habitantes;
  • expectativa de vida de 48,9 anos;
  • 82,5% da população em pobreza absoluta;
  • 76% sem acesso a saúde;
  • 62% sem acesso a água potável;
  • Taxa de desemprego em 80%.

Peça 7 – ONGs, blogs e a indústria do fake news

Todo o aparato convencional – Ministérios Públicos e Judiciários nacionais, grupos de mídia – tratou de blindar a corrupção das petroleiras e das comercializadoras de petróleo em Angola e até agora no Brasíl.

É uma corrupção que já envolveu, em algum momento, Bill Clinton, George W. Bush, Françoise Miterrand, perto da qual a corrupção brasileira representa trocados. Em Portugal, o esquema conseguiu subornar o então procurador do departamento central de investigação e ação penal (DCIAP).

No Brasil, o tema passou ao largo da Lava Jato, da Procuradoria Geral da República e da cobertura ostensiva da imprensa.

Internacionalmente, as denúncias foram levantadas por ONGs e por sites independentes na Suíça e na Inglaterra. O mesmo ocorreu em Angola, com o blogueiro Rafael Marques de Morais. O jornalista inglês, que veio ao Brasil, foi atraído para o tema devido ao trabalho de blogs, dentre os quais o GGN. E tudo isso foi possível devido aos sistemas de busca na Internet, dentre os quais o Google.

Por aí se entende a estratégia do Atlantic Council – que tem no seu conselho o ex-PGR Rodrigo Janot – em criar uma fantasia em torno dos fake news, para lhe permitir monitorar as redes sociais, conforma denunciamos na reportagem “Xadrez do Jogo Político do Fake News”.  

Quanto uma Trafigura, Glencore, Total, Statoil pagariam para que, mediante uma mera indicação de uma agência de checagem, as informações sobre suas atividades fossem excluídas das redes sociais e jogadas no caldeirão dos fake news?

Hoje em dia está em jogo o papel central da imprensa livre para enfrentar os grandes esquemas globais de corrupção. A cooperação internacional envolvendo procuradores de vários países não chegou perto da Trafigura e da Glencore. Mas a cooperação informal entre blogs e ONGs independentes, sim.

 

 

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32 comentários

  1. As agencias de “checagem” sao
    As agencias de “checagem” sao homologas das agencias de classificaçao de risco. Sao puxadas elo nariz pelos mesmos mecanismos economicos. Finanças e cominicaçao sao as duas pernas da dominaçao, que já há tempos vem sobrepassando os Estados Nacionais.

    Os molecoes da lava jato acham que encontram alguma teoria politica em gremio estudantil, jornais e revistas e cursinhos preparatorios.

  2. “Constituição Federal impõe

    “Constituição Federal impõe que a ordem econômica, fundada na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa, tem por fim assegurar a todos existência digna, conforme os ditames da justiça social, observado o seguinte conjunto de princípios gerais (topoi) que devem reger a atividade econômica (art. 170, I a IX, da CF): a) princípio da soberania nacional: significa que nenhuma vontade pode se impor de fora do pacto constitucional; b) princípio da propriedade privada: tido como condição inerente à livre iniciativa e lugar de sua expansão; c) princípio da função social da propriedade: impõe a valorização do trabalho humano e confere o conteúdo positivo da liberdade de iniciativa; d) princípio da livre concorrência: significa que a livre iniciativa é para todos, sem exclusões e discriminações; e) princípio da defesa do consumidor: significa que a produção deve estar a serviço do consumo e não este a serviço daquela; f) princípio da defesa do meio ambiente: entende-se que uma natureza sadia é um limite à atividade econômica e também sua condição de exercício; g) princípio da redução das desigualdades regionais e sociais e princípio da busca do pleno emprego: são princípios programáticos que se ajustam à noção de justiça como voluntas: vontade perpétua e constante (de reduzir desigualdades e dar emprego a todos)”.

    Ou seja, um eventual novo governo progressista já tem instrumentos constitucionais de sobra para cortar as duas pernas de “agências de checagem” a serviço de interesses escusos, em prejuízo aos brasileiros e em contradição escancarada em relação aos fins aos quais, alegadamente, se destinam.

    Apesar das tesouradas, a Constituição brasileira é linda. O que falta são as “excelências” venais do STF darem suporte ao seu fiel cumprimento.

  3. Trocando em miúdos… .
    É
    Trocando em miúdos… .

    É obrigação desse país desmontar o atual sistema judiciário e refaze-lo nos moldes que sirva ao país…..o problema é, quem terá coragem para mexer com o monstrengo?

  4. Prezado Nassif e camaradas do

    Prezado Nassif e camaradas do blog

    1 – Grande post, muito interessante. Jornalismo de primeira, o que o PiG é incapaz de fazer (por interesse e por falta de competência)

    2 – Um aspecto interessante: a blindagem não é eita apenas com regabofes (como o idiota de curitiba, que arrasteja por uma foto ao lado de um principe presepeiro e uma nota no PiG), mas com GRANA. Quantos estes corruptores desembolsaram para comprar a “justissa” e o PiG no Brasil?

    3 – Como bem vc disse, há semelhanças entre o caso de Angola e as patifarias de moro e seus parças aqui. Lá, parece que sai um ladrão e entraram outros (da Trafigura para Glencore e Total). Espero que aqui não ocorra o mesmo

    4 – e esses noruegueses, cheios de moral com o discurso para investir em ONG´s, preservar o planeta, salvar as baleias; praticam corrupção deslavada, não é mesmo? Se fossem honestos e probos, não teriam surrupiado parte do pré-sal (onde, pelo valor de compra, um litro de pet´roleo custou menos que uma garrafa de águamineral). Na hora de defender seus interesses, fo**-se o discurso; a prática é outra e bem pesada

  5. Por que será?

    Por que será que a Lava Jato não se aprofundou sobre a tal Trafigura?  E o sr. Mariano Marcondes Ferraz continua preso ou já foi solto? E não acredito no que disse o porta-voz da Lava Jato de que a investigação sobre “o setor de compra e venda internacional de combustíveis e derivados pode atingir o PT”. Porque se fosse atingir  “Sejumoro” não pouparia o PT para jogá-lo na fogueira. De qualquer forma essa revelação sobre a Trafigura é excelente e explosiva.  Só espero que esse jornalista inglês consiga fazer o seu trabalho, pois, com toda certeza, vai entrar em rota de colisão com “Sejumoro” e aí, sabe-se lá o que poderá acontecer a ele. Todo cuidado é pouco nessa situação. E por essa revelação deu para perceber quem é que dá a devida guarida para o “Sejumoro” se sentir tão poderoso e intocável.

  6. Angola também é aqui

    Excelente xadrez do corajoso Luis Nassif !

    O que me deixa estupefata é a velha imprensa nacional se outorgar a voz da verdade unica e incondicional do Pais, criticar os blogs e fazer um jornalismo mixuruca, que envergonha até mesmo seus incondicionais coxinhas. 

    Que termos jornalistas sérios na internet que têm de fato mostrado o que acontece no Pais para que possamos entender o xadrez que é o intrinseco jogo politico-econômico, que acontece sob nosso nariz e do qual os empresarios da imprensa também são partes interessadas.

    E o Judiciario brasileiro jogando esse jogo putrefato desse velho mundo e ao “respeitavel publico” se mostrando o paladino da moral e das novas virtudes nacionais. Para quando um documentario bem embasado sobre como funciona o Judiciario à brasileira? 

    Angola parece uma copia em relevo do que é o Brasil e seus politicos e juizes tão ostentarios e sem pudores.

  7. Finalmente se deram conta de

    Finalmente se deram conta de que vocês são a nova Angola? E adiciono que não adianta nada vocês continuarem esperando até o final dos tempos que a sua justiça patética e corrupta resolva a situação para vocês, essa é uma situação que só se resolve pegando em armas.

    • Barbárie?

      Não importa quanto “moderna”, tecnológica seja a arma. Armas são “solução” bárbara. Não à toa: é que nesse campo, a barbárie, os anglo-estadunidenses-sionistas são imbatíveis, por isso ficam chamando os outros para esse campo. “Funcionou” por um tempo contra os povos originários, apaches e guaranis, mas hoje não funciona mais: não há mais povos originários, a Terra toda está colonizada.

      O problema das “soluções” baseadas na violência é que nunca são soluções sustentáveis, são sempre provisórias. A violência terá que ser constantemente aumentada para se manter. Ou seja, acaba protelando mais ainda a solução.

      A China tirou o protagonismo do eixo anglo-estadunidense-sionista sem disparar um tiro contra eles.

       

      • Eu concordo que violência é

        Eu concordo que violência é uma solução bárbara. Porém você notou que vocês ficaram sem qualquer outra opção?

        O judiciário brasileiro é composto por criminosos;

        O executivo brasileiro foi tomado por criminosos e aonde os poucos que não são criminosos são covardes demais para agir contra os criminosos;

        O exército brasileiro foi tomado por cúmplices dos criminosos;

        Nenhuma instituição brasileira irá desfazer os atos dos escravocratas e devolver a democracia para o Brasil. Vocês, a população, é que terão que lutar de verdade nas ruas para recuperá-la.

  8. O artigo do Nassif expõe uma

    O artigo do Nassif expõe uma guerra, de um lado as corporações e os governos que elas dominam, usando a mídia e o judiciário para manter e consolidar o poder no mundo e, de outro, os blogs que buscam a verdade. As corporações são muito mais poderosas, mas a verdade e o que resta de humanidade estão do lado oposto a elas. Somente mais violência e ditaduras podem seguarar a verdade.

  9. O problema é global e,por

    O problema é global e,por isso,de difícil solução.

    Com o crescente acúmulo de capital nas mãos de poucos,o poder do caapital ficou exponencialmente maior.

    Essa gente tem,com seus dólares,uma força corruptiva sem a menor possibilidade de quantificação.

    Eles podem realizar estudos,criar provas,difundir sua “tese” nos mais diversos meios midiáticos etc,etc.

    O que resta para para nós?

    Diante do cerco em que o mundo não participante do 1% está colocado,a  única solução possível terá de vir destes acumuladores ao perceberem que estarão matando a galinha dos ovos de ouro e sua sustentação.

     

  10. Neste artigo fica claro o

    Neste artigo fica claro o padrão suiço de cooperação judiciaria internacional. São “entregues” os bagrinhos que deixam de ser

    CLIENTES POTENCIAIS porque já foram liquidados em seus paises MAS se preservam as grandes contas que continuam a

    gerar receitas. A Suiça preserva assim as GRANDES TRADINGS de petroleo, minerios e grãos, os magnatas angolanos da

    SONANGOL, esta aliás NÃO tem processo no Departamento de Justiça dos EUA, tendo assinado em 2016 um MEGA CONTRATO com a americana EXXON para explorar o pre-sal angolano, mas cadê o compliance do DofJ?

    A Suiça repete assim o padrão de comportamento dado pelo  desaparecimento dos ativos depositados pelos mortos de Auschwitz, que nunca mais ninguem achou, apesar das tentativas dos herdeiros. A “cooperação” suiça é seletiva.

    • Pois é…

      Trouxeram pro Brasil o maior esquema de corrupção do planeta, o angolano, e noutra frente, cuidam da aniquilação da rede proteção  social. Em breve, também nesse tópico, chegaremos ao IDH daquele país, enquanto nossos togados desfilam pelo mundo, expondo as maravilhas do combate à corrupção promovido pela Lava Jato, sem abrir mão, claro, de suas nababescas vantagens remuneratórias e de outras coisitas mais. 

      E o Lula é quem está na prisão.

       

      PS: Impressionante essa foto do casal Moro ao lado do demolidor da Petrobrás, em regabofe na Metrópole. O olhar de veneração do Juiz ao Parente salta aos olhos. Só é comparável a foto em que o Moro, homenageado pelo exército brasileiro junto com outros, cumprimenta o Presidente Temer de forma igualmente reverencial, algo que não dispensa a nenhuma outra autoridade em fotografias que vi.

  11. Este é o verdadeiro objetivo do golpe.

    Porque nos surpreendemos agora. Um golpe que desde o principio objetiva a desnacionalização e privatização da Petrobrás. A corrupção da Petrobrás foi o foco, no caso eletroNuclear, correram para  condenar a mais de 40 anos  o Almirante Othon. Destruiram o projeto de uma Usina de Refinamento de Urầnio. Para isto tinha que retirar do poder Dilma e o PT.  Um dos primeiros atos foi a PEC, que colocou uma camisa de força no estado brasileiro, a seguir foi a colocação de Parente, um conhecido malfeitor. Um Meirelles, na economia ( homem do Mercado) e e um Goldfajn no Banco Central. Isto é colocaram raposas para tomar conta do galinheiro. E na frente de tudo isto figuras do nosso judiciário, fazem a cortina de fumaça ,  ajudados pelo difusor Globo de Fumaça transformam o país em notícias policiais.  E para destruir a Educação colocaram Mendoncinha Frota de Barros. QUe no momento vende o ministério da Educação aos grandes grupos privados, que viram mais rentabilidade na educação do que na cerveja. E enquanto nós ladramos a caravana dos quarenta ladrões passam.  E o juiz Moro corre atras de Pedalinhos e de figuras desmorolizadas como Palloci, enquanto foge de Tacla Duran, encobertos pelo Obscurantista juiz Barroso, o nosso principal candidato a Inquisidor.

  12. Era projeto de Lula transformar o Brasil
    Era projeto de Lula, no momento preso do Império, transformar o Brasil num grande pais de classe média, como bem nos lembrou o spin boleiro Roberto Carlos em entrevista a Rafael Correa, jornalista e ex-presidente do Equador (https://www.instagram.com/p/BkcqgFHBTfo.)

    Prosseguindo com base na fala do spin: agora [com o golpe] e suas políticas regressistas, teremos apenas duas classes: pobres e ricos. A África hoje é o Brasil amanhã: aos dados sócio-econômicos de Angola, pais rico em recursos naturais, assim como também o é a Nigéria, mas nada que pertença àquelas populações e sim às oligarquias nacionais e internacionais e, assim sendo, tudo bem para o imperialismo ianque:

    Expectativa de vida de 48,9 anos;
    82,5% da população em pobreza absoluta;
    76% sem acesso a saúde;
    62% sem acesso a água potável;
    Taxa de desemprego em 80%.

    Epa! 80 porcento de desempregados? Sim, pelo menos na província que produz 80% de diamantes do país

    https://correiokianda.info/2018/03/15/80-porcento-da-populacao-da-lunda-sul-e-desempregada

  13. moral da história: o capital

    moral da história: o capital capturou a democracia..

    Nassif, eu enviei uma email, mas vou repetir o pedido aqui, porque não sei o volume de que coisas que vc tem para administrar aí e as vezes não dá prá ler tudo:

    Prezados, sem querer abusar da boa vontade, será que dava para dar uma patrocinada neste texto que escrevi no blog, de repente colocando na home? Eu acho uma discussão tão fundamental, pode dar uma forcinha? Abraços:

    Porque Não Reagimos

    https://jornalggn.com.br/blog/jruiz/porque-nao-reagimos

    • muito bom…

      como também acredito que tem muito de cérebo, desconfio que os veículos independentes estão precisando de uma melhor sincronização……………………………

      muitos dados importantes, mas com pouquíssimo tempo para que sejam registrados como informação

      repare como a mídia tradicional se repete no decorrer do dia

      redes sociais foram criadas para isso mesmo, para que internauta local fique sem tempo de registrar o que acontece ao seu redor e passe a se sentir um cidadão do mundo, não do seu país

      somos muitos sim, mas o lado que se repete soma muito mais

  14. Quem é o juiz de Curitiba?

    Nassif, depois de ler sua coluna e a do Joaquim de Carvalho no DCM* me veio uma velha dúvida.

    Quem é o juiz de Curitiba?

    Um provinciano ideologicamente vinculado ao PSDB que se deixa cooptar inconscientemente (pela fama e prestígio), pelo Departamento de Estado Americano e o capital internacional (empresarial e de rapina) a ele associado;Um ator consciente de seu papel, que luta para conquistar poder (por dentro do aparelho judiciário do Estado) para ser um representante desses interesses estrangeiros em território brasileiro.

     

    *https://www.diariodocentrodomundo.com.br/messer-quer-falar-tudo-que-sabe-mas-por-que-no-parana-ninguem-quer-ouvi-lo-por-joaquim-de-carvalho/

  15. Acho interessante que o

    Acho interessante que o amálgama que une essas aves de rapinas brasileiras, que por sua vez são unidas/subordinadas às aves de rapinas estrangeiras, jamais é atacado.

    Jamais é contestado ou exposto pra valer este amálgama que, até a queda da Dilma andou bem barulhento (com páginas de facebook, protestos em Brasília e tudo) e agora está em sepulcral silencio.

  16. E essa imprensa imunda

    E essa imprensa imunda brasileira coloca Sério Moro como um super herói… é de dar nojo…

  17. revoltante…

    está aí o que motiva o vergonhoso “não vem ao caso” dos que investigam e dos que julgam, como se tudo tivesse acontecido de repente ou só ou a partir dos governos petistas

  18. Tanta patifaria …

    E Lula preso por causa de um apartamento mequetrefe, que não nada a ver com a Prtrobras, e outras acusações ridiculas … Escolheram Lula como bode expiatoriuo cujo objetivo é omitir a sujeira do mercado, que esta por tras de tudo isso. 

  19. bom post.

    Bom post. 

    Quem quiser saber mais sobre os tentaculos da corrupção das familia Santos é só ler os jornais portugueses;

    A sra Isabel dos santos é hoje uma grande investidora em Portugal em diferentes ramos de negocios.

    E devido à fragilidade da economia portuguesa têm que aguentar calados. Quase um tabu. 

    Existe uma pendência judicial (MP portugues x governo angolano) que tem azedado as relaçãos entre os dois paises e que envolve ex- vice presidente angolano. 

    Se pesquisarem bem, ela e outros “generais” devem ter muitos recursos aplicados por terras tupiniquins.

  20. Glencore, Xtrata e Vale.

    Não vamos esquecer que a Xtrata, por muito pouco, não fica com a Vale.

    Um empréstimo maluco antes da quebra americana, em 2008.

    100 bilhões, do HSBC.

    Avisei ao Lula, claro. Dilma também deve te avisado.

    Lula vetou.

  21. Xadrez da Petrobras e a maior corrupção do planeta

    em 15/11/2017 aqui postamos:

    {nota: e aqui agora repostamos não para nos vangloriarmos de algo que nunca nos orgulharia, e sim como subsídio de conexão com e para este excelente artigo}.

    não restará pedra sobre pedra. em todos os níveis tudo virá abaixo. até se atingir as raízes profundas do Deep State, para expor quem formulou, financia e comanda o Golpe de 2016 no Brasil.

    uma heróica força tarefa da blogosfera da resistência travando nas redes  uma parte decisiva da épica Batalha do Brasil. no epicentro de uma Guerra Mundial Híbrida deflagrada pelo Império contra o mundo multipolar, ou lutamos ou não sobreviveremos.

    o desGoverno Temer é o governo que mais representa os Donos do Dinheiro no Brasil: esta lumpenburguesia que vê o Povo sob a ótica da escravidão e a Nação da perspectiva de colônia.

    Guinle, Simonsen, Klabin, Lafer, Gerdau, Bouças, Marinhos, Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, Mendes Júnior, Odebrecht, Moreira Salles, Setúbal, Aguiar, Villela, Sarney, Lemann, Armínio Fraga, Goldfajn, Safra, Steinbruch, Henrique Meirelles…

    são os legítimos herdeiros dos primeiros “empresários” que aqui aportaram para pilhar e saquear. escravizando os povos originários, envenenando o solo, nenhuma intenção em desenvolver uma sociedade.

    um imutável fluxo exportador para alimentar a fome de lucros fáceis das grandes traders globais: Vitol, Glencore, Cargill, ADM, Gunvor, Trafigura, Mercuria, Noble Group, Louis Dreyfus, Bunge, Wilmar International, Arcadia, BlackRock…

    sem compreender quem é nosso inimigo principal, jamais o Golpe de 2016 será derrotado. enquanto nos deixarmos iludir com o jogo de espelhos, confundidos por heterônimos e pseudônimos, tomando os operadores pelos formuladores, vagaremos pelo deserto das miragens infinitas.

    é preciso nomear com definição e determinação. para que todos saibam, de uma vez por todas. nosso inimigo principal não é a Globo, a “classe média”, os patos amarelos, o PSDB e o PMDB, etc… nosso inimigo principal é a lumpenburguesia brasileira. o inimigo interno sempre sabotando e traindo o Brasil e sua população.

    ou chegou o momento dos Brasis finalmente bradarem: não esquecemos, não temos misericórdia. quem deve morrer são nossos inimigos. 

    .

  22. Sobre Angola, em 2015 fui à

    Sobre Angola, em 2015 fui à uma reunião com um diretor de uma grande empreiteira, que estava construindo 12 hospitais em Angola, tinhamos a lei do conteúdo nacional, ele precisava de monitoramento para containers, com EPIs que eram enviados para lá

    . Me descreveu entusiasmado todo o mercado que haviam conquistado por lá, ao mesmo tempo discorria sobre a abertura de uma agência da Volks que seria de grande interesse, pois poderiam adiquirir, veículos e maquinas por lá mesmo. Na sala de negociações todos com aquele orgulho do Brasil, um certo ufanismo por ajudar no desenvolvimento, de um país até então na nossa visão “arrasado”…Naquele momento nenhum de nós imaginou que no futuro o arrasado seria nós.

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