Xadrez da teoria que sustenta o golpe

Peça 1 – as ideias e a conspiração

Nessa geleia geral em que se transformou o golpe, uma boa análise estratégica exige a tipificação mais detalhada do papel de cada personagem.

O poder de fato está em uma entidade chamada mercado.

É o mercado quem forneceu o fio agregador do golpe, o objetivo final, o componente ideológico capaz de criar uma agenda econômica alternativa, em torno dos quais se agruparam a mídia, o PSDB e se induziu à politização de instituições, como o STF (Supremo Tribunal Federal) e o MPF (Ministério Público Federal), montando o círculo inicial que passou a dar as cartas no governo Temer e, possivelmente, no pós-Temer.

É a parte mais eficiente do golpe, seguindo um roteiro fartamente descrito em obras como “A Teoria do Choque” de Naomi Klein. Confira, a propósito, o “Xadrez da Teoria do Choque e do Capitalismo de Desastre” ( https://goo.gl/vZYVzy).

Dado o golpe, reza a teoria (importada da Escola de Chicago), se tem seis meses para emplacar as medidas mais drástica e consolidar o novo modelo.

A nova equipe econômica avançou como um bólido sobre os instrumentos econômicos do Estado, com um plano de ação completo, meticulosamente preparado desde que o PMDB apresentou a tal Ponte Para o Futuro.

Não se trata de um plano de estabilização, capaz de reverter a crise, mas de um desmonte do Estado que aprofundará a crise. É a estratégia da terra arrasada, visando sepultar qualquer vestígio do antigo modelo, independentemente dos custos para o país e seu povo.

·      Apresentou a PEC 55 que, aprovada, acaba com qualquer possibilidade de política fiscal anticíclica e manieta todos os futuros governos.

·      Se vale da crise fiscal para garrotear os governos estaduais.

·      Esvaziou o BNDES, fazendo-o pagar antecipadamente R$ 100 bilhões ao Tesouro.

·      Ampliou a degola das empreiteiras nacionais, proibindo financiamento à exportação de serviços e às empresas mencionadas na Lava Jato.

·      Prepara-se para vender a carteira de ações do BNDES na bacia das almas.

·      Montou uma queima de ativos da Petrobras, em um momento em que todos os ativos nacionais estão depreciados pela crise e os ativos petrolíferos depreciados pelas cotações de petróleo. Vende para reduzir passivo. Deixa de lado todos os investimentos na prospecção, nas refinarias e nos estaleiros (que garantiriam a expansão imediata e a longo prazo) para quitar antecipadamente (!) financiamentos contratados junto ao BNDES. Nenhuma empresa com crise de liquidez quita antecipadamente financiamentos. No máximo, reestrutura passivos.

·      Começou a esvaziar o FGTS, facilitando o saque das contas.

·      Com a ajuda da Lava Jato, jogou a pá de cal na cadeia produtiva do petróleo e gás, no sonho dos estaleiros nacionais, na expansão do capitalismo brasileiro para África e América Latina. Busca a destruição da maior empresa privada brasileira, a Odebrecht, a empreiteira que mais incomodava os concorrentes norte-americanos.

·      Na diplomacia, acabou de matar o protagonismo do Itamarati.

Para atingir seus objetivos, o sistema tem permitido a proliferação das maiores jogadas que o Congresso e o Executivo já ousaram em sua história recente:

·      A iniciativa de entregar às teles os ativos acumulados durante o período de concessão. Aliás, o senador Jorge Viana (PT-Acre) deve explicações a seus eleitores e admiradores.

·      A jogada de transformar multas das teles em obrigação de investimento, reeditando estratagema utilizado pelo inacreditável Paulo Bernardo, quando Ministro das Comunicações. Na prática, equivale a perdoar as dívidas, já que os investimentos teriam que ser feitos de qualquer maneira, por obrigação contratual ou exigência de mercado.

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·      A compra gigantesca de produtos Microsoft, interrompendo o trabalho de disseminação do software livre.

·      As jogadas escandalosas do senador Romário, de depositar nas mãos das APAEs e das Sociedades Pestalozzi o controle de toda a educação inclusiva.

·      A tentativa de emplacar os cassinos e casas de bingo.

·      A enxurrada de dinheiro público despejado nos veículos de mídia, cujo melhor exemplo é a campanha milionária de prevenção da Zika e falta de remédios para as grávidas.

·       A MP 754 que faculta à CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos) autorizar reajustes a qualquer momento. A lei que criou a CMED, em 2003, autorizava-a a determinar apenas reajustes anuais de preços. Agora, haverá reajustes, a qualquer momento, dependendo de uma plêiade de Varões de Plutarco: Ricardo Barros, Ministro da Saúde, Alexandre Moraes, da Justiça, Henrique Meirelles, da Fazenda, o pastor Marcos Pereira, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, e Eliseu Padilha, da Casa Civil, todos homens piedosos.

·       A tentativa de jogar a Fiocruz sob o comando de Ricardo Barros e Temer.         

Peça 2 – a economia de um país retardatário

Toda essa conspiração política repousa em um edifício teórico que está sob forte processo de questionamento em países culturalmente mais avançados. No Brasil, os temas se tornaram matéria de fé.

Os ideólogos desse manual – tão velho quanto a Escola de Chicago – são os economistas Marcos Lisboa e Samuel Pessôa, ambos competentes em suas funções.

Lisboa é um brilhante economista que, na gestão Antônio Palocci, foi responsável por vários avanços microeconômicos relevantes. Foi alçado à condição de guru pelo megainvestidor Jorge Paulo Lehman. Ao perceber que as eleições de 2002 marcariam o fim do período tucano, Lehman enganchou Lisboa na campanha de Ciro Gomes, por indicação de Alexandre Scheinkman, o brasileiro que dirigia o prestigioso Departamento de Economia da Universidade de Chicago. Depois, coube a mídia o trabalho de, em pouco tempo, torna-lo conhecido e com fama de gênio – seguindo o roteiro conhecido de criação de gurus, mesmo sem uma produção acadêmica robusta.

Eleito Lula, o primeiro aceno de seu Ministro da Fazenda Antônio Palocci ao mercado foi a nomeação de Lisboa como Secretário Executivo da Fazenda. Quando canalizou seu talento para as questões microeconômicas, conseguiu feitos notáveis, como o de destravar o Sistema Financeiro da Habitação.

Agora, seu papel é o desmontar o Estado nacional e implementar um modelo de mercado, não um plano de estabilização, menos ainda um projeto de desenvolvimento equilibrado, que junte as virtudes de mercado com a de Estado. O objetivo único é ideológico, impor terra arrasada em todos os instrumentos de intervenção do Estado na economia – mesmo aqueles consagrados em todos os países civilizados, e peças centrais na recuperação da economia, como bancos de desenvolvimento, ou de comércio exterior, compras públicas, financiamentos à inovação etc. – ainda que à custa de um aprofundamento maior da crise.

Dilma não soube transformar o Estado em um articulador do mercado. Lisboa simplesmente quer abolir o Estado, como se fosse possível a um país da dimensão do Brasil depender do mercado como agente originário das expectativas, algo que nem os Estados Unidos ousam. E tudo isso jogando com o destino de milhões de trabalhadores, de empresários, jogando fora anos de investimento em novos processos, novas tecnologias.

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É chocante como a chamada pós-verdade se infiltra até nos círculos tidos como bem informados, com afirmações sobre o ajuste fiscal na União Europeia, quando o próprio FMI está revendo os problemas dos ajustes recessivos.

Peça 3 – a política econômica de manual

Durante o longo período de neoliberalismo – que se inicia em 1972, com a desvinculação das cotações do ouro e do dólar – criou-se a fantasia de que a economia global se articularia passando ao largo das políticas nacionais. Aboliu-se a história econômica como vetor de análises. E, com o advento dos microcomputadores e das planilhas, entrou-se na era do uso abusivo de estatísticas e fórmulas ilusórias em cima de macro-números que encobrem as realidades nacionais e de blocos, e que só trabalham um conceito de equilíbrio utópico, sem nenhum diagnóstico para os grandes stress econômicos.

Especialmente nas ciências humanas –a medicina, as ciências sociais ou a economia – as teorias são instrumentos para se analisar a realidade local e suas circunstâncias. Não existem regras universais. O exame de laboratório não substitui a análise do paciente pelo médico, assim como a teoria econômica não é um manual de aplicação universal. Para cada circunstância, há um conjunto de medidas específicas.

A crise de 2008 abriu os olhos do primeiro time de economistas dos países centrais. Percebeu-se que a economia é muito mais complexa do que as realidades captadas em modelos matemáticos que compensavam a escassa sofisticação analítica com excesso de estatística.

Vale a pena ler a entrevista de Eric Beinhocker na Carta Capital (https://goo.gl/DirQsb). Para cada circunstância, há que se apelar para os instrumentos de política econômica adequados, sem part-pris ideológico. E recorrer também ao conhecimento empírico, especialmente nos casos de stress agudo da economia que criam situações não identificadas na história econômica recente. De tal modo, que o exercício da política econômica é um misto de técnica e arte, de teoria e intuição.

Nos 8 anos de Fernando Henrique Cardoso, por exemplo, todas as crises econômicas, quase todas nas contas externas, eram tratadas do mesmo modo, com ajustes fiscais severíssimos, que apenas agravavam a recessão. A política de juros e de câmbio produziu um dos períodos de maior estagnação econômica da história.

Em 2008, Lula decidiu enfrentar a mega-crise que se avizinhava recorrendo a todos os instrumentos possíveis para reanimar a economia. Saiu consagrado. E também deu sorte. Se a crise não catapultasse o dólar para as alturas, provavelmente o país teria quebrado em 2008, tal o rombo nas contas externas promovido por uma política cambial imprudente que, além disso, prorrogaria estagnação do período FHC.

A crise do governo Dilma foi decorrência da incapacidade de montar cenários e estratégias alternativas para o fim do ciclo das commodities. Deveu-se também à elevação imprevista de juros em 2013, à sucessão infindável de subsídios que fragilizaram a parte fiscal e, depois, um ajuste fiscal severíssimo, pró-cíclico, que aprofundou a crise: medidas tomadas nos momentos errados.

Em fins de 2015, quando aparentemente conseguira chegar a um diagnóstico mais razoável, com uma estratégia racional de saída da crise, e os analistas previam a recuperação a partir do segundo semestre, foi fuzilada pela ação conjunta da Lava Jato e do Procurador Geral da República, associados ao boicote do PSDB e de Eduardo Cunha na Câmara e no Senado.

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As lições que ficam é que as medidas econômicas não são virtuosas em si: dependem das circunstâncias em que são implementadas. Há um conjunto de princípios de responsabilidade fiscal a serem seguidos por qualquer governo. Mas, em períodos de recessão, a política fiscal precisa ser anticíclica – através do aumento dos gastos públicos -, caso contrário a cada corte de despesas se seguirá uma queda maior da receita. Em tempos de economia aquecida, pratica-se política fiscal mais severa. Nenhum economista com um mínimo de bom senso deixaria de considerar essas questões. 

Esse quadro era nítido no início de 2015, quando Joaquim Levy deu inicio a seu plano suicida. Uma dose de conhecimento empírico seria suficiente para mostrar que os cortes fiscais aprofundariam ainda mais a recessão, ampliando o déficit fiscal via queda de receita.

Levy preferiu acreditar em estudos dos anos 90, que supostamente atestariam que cortes de despesas têm pouco impacto no PIB. Nem se deu conta que, em 2012, o próprio FMI tinha revisto essas conclusões.

Para os cabeças de planilha, conhecimento empírico não é ciência e as experiências históricas não tem validade. Valem apenas as estatísticas baseadas em séries históricas contemporâneas.

A cada situação nova, criam desastres monumentais pela incapacidade de só recorrer a manuais montados em cima de situações passadas. Os desastres só serão inteiramente compreendidos quando estudados a posteriori. E, como aqui é o país do Macunaíma, nem mesmo grandes erros recentes – como o pacote Levy – servem de lição para o pacote Lisboa.

Peça 4 – próximas etapas

A fantasia do pote de ouro no fim do arco-íris acabou. A história de que bastaria tirar Dilma para a economia se recuperar já está sendo percebida como blefe pelo cidadão comum.

Tem-se um presidente tão desmoralizado que, a maneira que a revista Veja encontrou para retribuir o megapacote publicitário, foi uma capa-fantasia com a senhora Temer, tal a falta de atratividade em qualquer outro aspecto do primeiro marido.

A economia não irá se recuperar com esse viés ideológico predominando na política econômica. Pelo contrário, há no horizonte próximo o pior dos mundos: o default dos Estados.

Em março o STF (Supremo Tribunal Federal) deverá liberar os inquéritos contra políticos. A quantidade de jogadas planejadas pela camarilha de Temer e pelo Congresso aumentará ainda mais a fragilidade do governo.

A oposição vê nas eleições diretas a saída para a crise. Ocorre que Sérgio Moro, os procuradores da Lava Jato e o TRF4 têm lado político. Ao menor sinal de renascimento de Lula, tratarão de impugnar sua candidatura através da condenação relâmpago em 1a e 2a instância.

Por outro lado, o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Gilmar Mendes, deixa transparecer seu cansaço com o Supremo e a possibilidade de aceitar algum cargo executivo futuramente.

No momento, a aposta com maior probabilidade é a degola de Michel Temer seguido de eleições indiretas sob controle do mercado-PSDB, com o PGR cumprindo o papel de agente intimidador de políticos recalcitrantes.

Há muita confusão e poucos personagens, para permitir a montagem de cenários mais precisos.

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143 comentários

  1. Realmente… Há um cenário de

    Realmente… Há um cenário de fim de mundo… Me parece que nada há o que salvar… Senão, arrancar o mercado e seus representantes da jogada… Já fizeram estragos demais… Se a mídia tivesse um poquinho de compromisso com a verdade, admitiria a culpa… E reconheceria os erros de Levy e desta política do PMDB… Mas ainda insistirão… Mesmo com a eventual saida do vice-presidente, em continuar com esta política anti-cíclica e destruidora do orçamento nacional… Se o povo falasse e pudesse responder em uníssona… Seria com um texto deste do Nassif… Aí o país se concertaria amanhão mesmo… Nem esperaria para mudar…

  2. Os guris que saem das escolas

    Os guris que saem das escolas de medicina hoje saem com protocolos na cabeça: doi aqui e ali e o ultra som e a tomografia mostraram isto receita-se x se deu aquilo se prescreve y. Nada de raciocínio. Podem acreditar, sou amiga de vários professores de medicina, em diversas universidades. É lastimável. Então na economia não é diferente, nada de ver a realidade, palpável, mas sim protocolos, planilhas, estatísticas,  do passado.Estamos  mal. Há fórmula para tudo . E os bobinhos as seguem, religiosamente.

  3. Meirelles é o personagem oculto

    Excelente xadrez.

    O mercado prepara seu candidato para qualquer cenário (diretas ou indiretas) já há algum tempo: Meirelles…

    Ele é quem comanda agora o desmonte (temer é seu mero marionete, Meirelles é o preposto do mercado) e prepara-se para continuar comandando no futuro, talvez até como presidente mesmo (afinal, já tem o empresário topetudo na Casa Branca, o almofadinha que combina a gravata com o lenço no bolso do paletó em SP, por que não um banqueiro no planalto?)

    O PSDB já sentiu e lançou seus canhonaços…

    Meirelles comanda de acordo com o interesse do mercado; o pmdb – padilha-temer-angorá – fica com as “migalhas” de sempre, mas o mercado faz uma concessão para afagar-lhes o ego: eles são “cabeça-de-chapa”…

     

  4. Degola à vista.

    “…Gilmar Mendes, deixa transparecer seu cansaço com o Supremo e a possibilidade de aceitar algum cargo executivo futuramente.”

    Para que isso ocorra, um tucano necessariamente terá de estar ocupando a cadeira do Palácio do Planalto. Logo, degola do Temer e  eleição indireta na pauta. E Gilmar na confortável posição de eminência parda do futuro governo do PSDB, e do próximo que vier a partir de 2018, se houver eleição, porque a oposição não leva nem a pau. 

  5. Com 46 deputados federais e

    Com 46 deputados federais e 11 senadores, o PSDB não elege nem o síndico do prédio onde se localiza a sede do partido em Brasília. O mercado está muito mal representado.

    O centrão, PMDB e demais partidos podem estar cheios de canalhas, canalhas e canalhas, mas não são ingênuos, idiotas e burros.

    Com as delações da Odebretch e a luta interna no partido, o PSDB vai ficar em frangalhos, 

    Tem gente que vê o PSDB como aquele partido de Franco Montoro, Covas e Teotônio Vilela e que foi hegemônico em virtude de deter a Presidência da República.

    Agora, o jogo é outro. O centrão, o PMDB e demais partidos conservadores tem a oportunidade histórica de colocar um dos seus como Presidente da República (como fizeram com o Temer), caso haja eleição indireta, não só para garantir o projeto de desmonte do Estado de Bem Estar Social construído pelo PT, como para capitalizar junto às forças externas que promoveram o golpe parlamentar a execução desse projeto.

    Por que eles vão entregar de bandeja para o PSDB o papel de canalhas e traidores do povo e da nação, se eles mesmos tem votos para exercer esse papel, conduzir o projeto de desmonte do Estado e auferir pagamentos em dinheiro, recursos, facilidades, vantagens e benefícios ?

    Só um notável idiota abriria mão de ser o canalha perfeito, tendo a chance, ainda, de ser eleito heroi (ou seja, o patife do ano) pela mídia chapa branca e sair na Quanto É como capa de revista.

    Percebe-se que o Nassif não conhece os limites que podem atingir a degeneração do carater humano.

    Isto não significa que a canalhice vai dar certo.

    Entretanto, eles acham que tem o projeto certo, os financiadores certos, estão no lugar certo e na hora certa.

    Agora, cantem comigo: Por que não eu, haha, por que não eu ?

     

    • Por que senão o PSDB taca

      Por que senão o PSDB taca todo mundo na cadeia.

      O PSDB é dono do judiciário… E é uma ingenuidade enorme achar que a delação da oderbrecht vai dar alguam coisa para o PSDB.

      • Eu não disse que as delações

        Eu não disse que as delações premiadas da Odebretch vão dar alguma coisa para o PSDB. Não vão dar alguma coisa para todos os partidos, exceto o PT e alguns gatos pingados de meia tigela para dar impressão de isenção por parte do Judiciário.

        Eu estou dizendo que os canalhas do PSDB, após as delações, não terão condições políticas para indicar alguém para a Presidência da República e conseguir votos dos demais canalhas do parlamento interessados em colocar alguém dos seus à frente da Presidência.

        Por que centrão, PMDB e demais partidos conservadores vão querer dar de mão beijada a Presidência para o PSDB. A lógica da máfia nao é esta. O PMDB vai querer substituir Temer por alguém do Partido. Talvez Jobim.

        O PSDB pode tentar emplacar Gilmar (o nosso Pinochet) desde que ele garanta abafar a Lava-Jato, tendo como limite a condenação de Lula. Lula impedido e a Lava-Jato encerrada é o sonho de consumo de todos os parlamentares conservadores corruptos.

        Jobim talvez não tenha cacife para encerrar a Lava-Jato.

        Aí, sim, haveria um acordão PSDB e demais partidos conservadores em torno de Gilmar.

        Fora deste cenário, o PSDB não emplaca ninguém. 

  6. Enfim, sem horizonte de
    Enfim, sem horizonte de melhora. Só desgraça atrás de desgraça.
    Eu jamais aceitarei um governo do PSDB eleito indiretamente. Jamais aceitarei nem mesmo via eleição direta depois desse golpe.
    A solução seria mesmo anular esse impeachment da Dilma e deixá-la governar.

  7. O império não quer mais sócios, quer servos.

    Vou ficar rouco de tanto gritar, pois o que escrevi há dois anos e foi considerada uma verdadeira teoria da conspiração cada vez mais se aproxima da realidade. Vou mudar um pouco a redação sem mudar o sentido principal:

    O Império não quer mais sócios, ele quer servos.

    A maioria dos artigos de todos os economistas, políticos de esquerda dos mais diversos matizes ou comentaristas econômicos partem de uma hipótese totalmente equivocada, que o Imperialismo Internacional quer dominar o mercado interno para dele retirar lucros.

    Esta hipótese esta completamente equivocada, pois o Imperialismo não quer mais sócios nem novos negócios no Terceiro Mundo, eles querem somente matéria prima e produtos primários com baixo valor agregado, e o mais absurdo que possa parecer, que o consumo destes países se reduza a níveis pré-industriais.

    Vou de novo bater na mesma tecla, países do terceiro mundo com uma mínima capacidade de consumo pode esgotar e com isto encarecer os valores destes produtos primários. É simples e lógico, reservas de minérios, de qualquer outra commodity são finitas, e se os sete bilhões deste planeta (7.000.000.000) resolverem ter no mínimo três refeições por dia, ter uma casa para morar, e ter algo para se deslocar de um ponto a outro, o próprio consumo básico destes sete bilhões de pessoas inviabiliza as sociedades ocidentais dentro da lógica do consumo capitalista.

    Caso notarmos a forma que o Império invade e ocupa os diversos países nas últimas décadas é para simplesmente reduzir as economias locais a Idade Média. Isto foi feito no Afeganistão, no Iraque, na Líbia e agora tentam na Síria.

    Vamos voltar um pouco na história e lembrar o que Churchill desejava para a Alemanha, a redução do país a uma mera grande fazenda, como Roosevelt não permitiu isto à Alemanha se reindustrializou-se. O fato em si não tem relação à política atual, mas mostra que quando há uma intenção de algo o Império não tem a mínima vergonha em fazê-lo.

    O comportamento do Império nos países do terceiro mundo que tinham alguma condição de vida razoável de reduzi-los a barbárie foi perpetuado de forma cirúrgica. Depois a infraestrutura dos países serem destruídas, movimentos de caráter medieval como Taliban e DAESH (Estado Islâmico) são implementados e mantidos pelo Império para terem a certeza que não consigam retornar a idade moderna.

    O que é previsto na economia brasileira segue exatamente nesta direção, e até movimentos fundamentalistas religiosos ganham força.

    O cenário é catastrófico e de difícil assimilação pelas pessoas bem informadas no país, que veem mais como uma teoria da conspiração do que outra coisa, porém a cada passo que todo o processo de desmonte da economia nacional progride fica mais claro este cenário, passando de uma teoria da conspiração para uma realidade.

    Venho com esta mesma teoria, considerada da conspiração há mais de dois anos, e naquele tempo ainda tinha dúvidas, entretanto observando a cada passo, infelizmente acho estar com a razão.

    • Como dizia Darcy Ribeiro, o
      Como dizia Darcy Ribeiro, o ruim de conspirar com os americanos é que, depois de alguns anos, eles confessam tudo.
      Daqui a alguns anos, os arquivos referentes a essa depravação toda virão à tona.
      Mas aqueles que deveriam enfiar o rabo entre as pernas e sair de fininho, não o farão. Continuarão com ele empinadinho, e abanando.

      • O problema é como rasgar

        O problema é como rasgar conttratos do pré-sal daqui há 20 anos ??? Se é que vai restar algum ??

         

    • O império não quer mais sócios, quer servos.

      Eu tinha esta impresão, a de que o Império queria destruir-nos. Sem embasamento, somente impressão, advinda da análise das pretensões dos golpistas. Seus textos embasaram a minha impressão, e a cada dia esta é confirmada no anúncio das medidas do governo. Algumas simples, ingenuas, mas altamente destruidoras.

      Se continuarmos pensando que trata-se de medidas meramente neo-liberais, toria do choque, ou coisa que o valha, jamais conseguiremos resistir a isso. A escalada para acabar com o Brasil já começou. Só acordaremos quando começar o tumulto. Primeiro as falhas nos serviços públicos, incluindo água, energia, atendimento médico. Depois faltará alimentos, depois conflitos nas ruas Será um filme de ficção científica.

      O problema é como enfrentar politicamente esta situação. Os partidos de oposição, e os prováveis líderes de uma oposição de massa estão quitetos, como que aguardando uma mudança súbita, ou as eleições, que se acontecerem serão farsa eleitoral. Ou quem sabe, são sebastianistas, acham que o rei D. Sebastião aparecerá e nos conduzirá ao nosso destino imperial.

       

      • O PT nos largou a própria

        O PT nos largou a própria sorte. Primeiro por ter praticamente se negado a evitar o impeachment, aqgora por ser o grande sabotador da reação ao golpe.

        A turminha do Aldo Fornazieri quer cargo em mesas, quer se reeleger e ser a oposição cordata aos golpistas. Faz parte dela o grande sabotador geral da república, o Zé daJustiça.

        PT sofre com feroz fogo amigo.

         

         

  8. .

     

    Fora a explanação sobre o “golpe”, desabafo sobre uma frase citada no texto:

    “Especialmente nas ciências humanas –a medicina, as ciências sociais ou a economia – as teorias são instrumentos para se analisar a realidade local e suas circunstâncias. Não existem regras universais. O exame de laboratório não substitui a análise do paciente pelo médico, assim como a teoria econômica não é um manual de aplicação universal. Para cada circunstância, há um conjunto de medidas específicas. (grifo meu)

    (O exame de laboratório não substitui a análise do paciente pelo médico, (…)

    – Estou indo, por recomendação, de um médico a outro para saber a causa de uma dor que me tem atormentado…nenhum médico tocou no local ou fez perguntas sobre: como é, quando e/ou sinto a dor… parece algo combinado, para que vários especialistas ganhem dinheiro da consulta e sobre exames e remédios indicados.

    Atendimento por planos de saúde hoje é igual ao SUS.

    Quem “toca em mim” são as máquinas, que apontam problemas já conhecidos.

    Poucos médicos, que, ainda, não tive a sorte se ser atendida, se dedicam a conversar com o paciente.

    É a divisão do “bolo”, um verdadeiro comércio…

    E, ainda, “dizemos” que médico não quer trabalhar (em hospitais públicos ‘batem o ponto” e, claro, conforme mostrado na mídia, de lá vão para seus consultórios atenderem pacientes particulares e poucos de planos de saúde (risos).

    A dor continua…

  9. Nöis ė caipira mais ė jöia – II
    Quem olhar o momento com lupa vai perceber que em nada difere do Iraque sob poder das forças de ocupação, que foi um momento que se seguiu ă “vitória da democracia” com o povo nas ruas saudando os marines americanos: quando caiu a ficha era tarde demais e hoje tem um ditador em cada quarteirao e sem a qualidade de vida que antes da invasão, processo que se repetiu na Libia e estå se tentando na Siria…no Brasil foi batata…pra que misseis se temos uma elite tão bizarra…ah sim, da mesma forma que no Iraque, nem a impressao da Moeda escapou da fome de setores do mercado

    https://www.brasildefato.com.br/2016/12/09/da-moeda-a-previdencia-brasil-segue-em-marcha-re

  10. O Golpe sem freios antes e depois de consumado

    Poderíamos pensar em uma associação: a ausência de limites a serem impostos para as oposições aos Governos petistas federais numa sociedade civilizada e o Golpe de Estado, que é a mais fidedigna imagem da ausência de limites tornando-se uma ausência de civilidade, de noção de freios, do que seria convívio social e do que seria um País.

    Como se deu tanta liberdade para a mídia, para políticos oposicionistas, para a direita na Internet e nas ruas o Golpe não teve freios.

    Tiro ao alvo na imagem de Dilma; Lula e Dilma enforcados em uma ponte; adesivo com a “vagina de Dilma” para colocar no tanque de gasolina; manifestação da extrema-direita, onde se pedia Ditadura Militar e integralistas pediam assinatura de abaixo-assinado sendo considerada democrática pelo Ministro da Justiça, e o pior, manifestação com mídia convocando, por dias seguidos, as pessoas para ir às ruas em um domingo pra derrubar a Presidenta legitimamente eleita e transmitindo por horas seguidas; prisão de petistas sem provas no “Mensalão” transmitido ininterruptamente em TV Aberta o Julgamento como se fosse um Reality Show e em consonância direta com o período eleitoral; as prisões espetaculosas de petistas e do empresariado nacional pela Lava-Jato transmitidas como se fosse uma aventura imperial: uma caça aos “animais corruptos”, etc.

    E, o silêncio do Governo Federal, da sociedade organizada, do meio empresarial, da Justiça em sua grande maioria.

    Dessa ausência de limites, de controles sociais por parte da própria sociedade e seus representantes eleitos no Executivo, Legislativo e nomeados no Judiciário veio este caos.

    Podemos dizer que houve o Golpe de Estado, porém, anterior a ele não se coibia a seletividade da Justiça, não se tinha a preocupação com os rumos do Judiciário, se tornando partidário a olhos vistos, nem se coibia os pitbulls da Veja, de partes da velha mídia e de sites da extrema-direita nem os jabores da Vida de criarem esse Estado de cizânia nacional nos seus textos, discursos e apelidos depreciativos de governantes da esquerda no Poder.

    Vencemos 4 eleições mas não civilizamos a sociedade. Ensinamos, certamente, ela a ser idêntica ao mundo da classe média tradicional: viver na esteira do consumo se fixou o brasileiro da ascensão, da inclusão social. Moldado muito mais para reproduzir um conceito de meritocracia e menos de solidariedade e de consciência social e Política.

    Um equilíbrio seria necessário. Consumir e Educar ao mesmo tempo, talvez, uma lição para todos nós.

    Justo dar bens materiais a quem nunca teve, injusto não dar Educação crítica, Política a quem precisa.

    Assim, quando a situação degringola total como agora não se tem um exército de brasileiros para dar um basta ao caos, eles – os brasileiros – não sabem muito do que está acontecendo – os que percebem/ sabem, não se consegue juntá-los nas ruas: nem os enganados dos verde-amarelos nem os da classe C nem o povão, porque o Golpe de Estado foi feito, também, para dividir o Brasil em classes opostas, criar inimizades e retrocesso ao tempo dos menos de 30% de incluídos, se possível, agora, muitos menos do que antes: os incluídos.

    Todos pobres e alienados é um dos lemas do pós-Golpe.

    Não terá Educação Política e mídia para barrar o Golpe e nem o Golpe dentro do Golpe.

    Destruir a Indústria derivada do Petróleo, entregar o Pré-Sal de graça, acabar com a Petrobrás, com as grandes empreiteiras, com as Indústrias de defesa e naval não se faz perceber.  A população alienada em uma narrativa de corrupção, se tanto. E o Golpe avança.

    Infelizmente, e é interessante observar, derrubarão o Temer se necessário for para manter o controle da situação pós-Golpe sem a presença de nenhuma manifestação de rua. Nenhuma mídia irá convocar o povo às ruas.

    Temer, se cair, será via TSE ou Impeachment, mas sem a participação do povo na decisão e será eleito um novo Presidente via Congresso Nacional do Golpe.

    Manifestação convocada seria um tiro no pé do Golpe, porque poderiam sair com cartazes dizendo bem assim: DIRETAS JÁ!

    E, não teremos manifestação, nesta nossa sociedade, neste silêncio das panelas e do controle das emoções e ações pelos meios de comunicação.

    Se precisarem derrubar Temer, será com 100% de aprovação e com o povo parado, inerte na TV, até soltando fogos, mas, destituído de participação.

    O Brasil de hoje é fruto da Política de viés eleitoral das esquerdas no Poder; acima de um Projeto de Nação havia um Projeto de Poder, Projeto de Poder exitoso e vencedor, porém, muito frágil nas suas estruturas circundantes.

    Não ter mídia, ter o Judiciário elitizado e a maioria do Congresso no fisiologismo do toma lá dá cá não pôde evitar o desfecho da derrubada de Dilma.

    A concessão além da conta, a busca pelas beiradas sem enfrentar de frente a Elite Midiática e o Mercado, numa Política de cálculo eleitoral, onde, se pensava vencer e aos pouquinhos ir modificando a estrutura de castas da pirâmide social brasileira perdeu no caminho o seu Norte.

    Uma queda no preço das commodities, as desonerações e a diminuição da arrecadação do Governo, a crise do sistema financeiro internacional chegando ao país pra lá de atrasada e a Lava-Jato patrocinada pelo Imperialismo e pronto, nos vimos na inversão da curva, o trabalhador perdendo o seu poder aquisitivo e se silenciando diante do Governo.

    Pesquisas de opinião referendando o discurso midiático do caos econômico e o povo comendo as últimas carnes do churrasco semanal e pagando a última viagem CVC em 10 vezes para Nova Iorque. Depois ficamos nus.

    Temer é um aventureiro? Lógico que não! Ele faz o que a correlação de forças lhe podem oferecer: não tem rua, mas têm mídia, Judiciário, Imperialismo e Mercado dando as cartas em união mútua.

    E, assim, Temer não teme e nem treme. 

    Se não formos mais fortes que estes 4 elementos: Velha mídia capitaneada pela Rede Globo, Judiciário, Imperialismo e Mercado a realidade não poderá mudar.

    Ainda mais nestes tempos da liberdade absoluta para eles em uma Terra sem Leis e sem Constituição para se seguir a não ser o que esses 4 elementos considerarem Lei e Constituição para o Brasil seguir.

    Aonde foram parar as esquerdas e os patriotas/defensores dos interesses nacionais? Chegamos até o povo um dia? São as perguntas que ficam. 

    • “Como se deu tanta liberdade

      “Como se deu tanta liberdade para a mídia, para políticos oposicionistas, para a direita na Internet e nas ruas o Golpe não teve freios.”

      Pergunte ao Zé da justiça !!!

  11. Nöis é caipira mais é jöia – III
    Impressões do Sul do MA onde estou numa deriva: lembro que na Era FHC quando vinha do Planalto Central pra cá me chamava a atençao as crianças nas beiras das estradas tapando buracos e esmolando, paisagem que foi alterada pelo Bolsa Familia uma Bolsa Escola que retirou as crianças da marginalidade, de forma que a partir de Lula, ao passar pelo mesmo caminho, via onibus escolares saindo das estradas vicinais transportando crianças animadas rumo a escola….outra mudança foi a quantidade de carros e motos na cidade…o problema é que as pessoas năo se lembram dessa trajetória, para elas as mudanças aconteceram como que por inércia e que as conquitas permanecerăo intactas, até mesmo porque não informadas pelos meios de comunicaçao o que de fato acontece. As pessoas tem assim uma visão distorcida dos fatos, a ponto de crerem que Lula inventou a corrupçao e que basta prende lo para que o pais melhore pq livre dos corruptos…ta bom….

    Sei lá pq a frase Nóis é caipira mais é jöia năo sai da minha cabeça…mas acho que é isso: a tal “Cooperaçao Internacional” venceu…as pessoas nao tem ideia do que estao perdendo…nao sabem que os verdadeiramente corruptos tomaram de assalto o poder….nao sabem que consequencias todos nos sofreremos com a interrupcao da democracia…nem se as teles recebem de lambuja mais de 100 bi depois de terem sido privatizadas por 20 bi….para o povo, 1 trilhao de reais em perdao de dividas aos empresarios da agroindustria não merece destaque e muito menos o desvio de 500 bi em sonegaçao de impostos somente no ano passado..a midia se encarrega de convencer que 5 bi que circulou entre empreiteiros grana do cofre deles e nao da Petrobras, é o maior caso de corrupçao do planeta…ou seja, é tudo muito distorcido o que é veiculado na midia…criam-se versoes em cima dos fatos e Lula aparece como responsavel por todos os males e atos de corrupçao quando o que ocorreu foi exatamente o contrario: ele foi responsavel pelas mudanças na Era Pós FHC, bem como tomou medidas para o combate a corrupcao…mas nada disso importa se a Globo verbaliza a realidade conforme seus proprios interesses, que sao os mesmos do mercado a que serve e nao os do povo brasileiro…afinal de contas mercado nao tem patria nem coraçao: que o diga os sirios, iraquianos, libios…

    Ainda sobre a paisagem: as pessoas desfrutam da rebarba dessa Era interrompida com o golpe…e uma coisa me deixou cabreiro: aqui na regiao a mandioca faz parte da alimentaçao…mas quando o tuberculo é arrancado vem escaldado como se estivesse sido cozinhado: e eu que pensava que, em caso de desemprego, poderia vir plantar mani oca por aqui: nem isso serå possivel!

    Tå bom, posso me manter em permanente atividade, talvez pincelando um quadro mesmo que sem foco, so para estar em atividade…

    Acho que estou variando…

    Variar por aqui quer dizer estar fora de si…caducar…

    Talvez eu esteja precisando variar mesmo…sair desse estado normal…ontem na beira do rio que tambem esta morrendo vi uma janela que me lembrou a grade de uma prisao…pensei em realizar uma performance la como parte de uma deriva sei la sobre o que….

    Esse estado de arte nao quero

    Ou quero

    Ou seria melhor ser concreto….

    No momento são 3.30…meu pai tem mais de 90 anos e está caducando…as 19.00 horas eu estava sentado na porta da rua ao zap zap e ele me mandou entrar pra dentro de casa….e eu tranquilo deitado numa rede quando ele chega e me manda ir pra cama…

    Me poupe…o velho está caducando…pra isso a memoria dele estå perfeita: para lembrar de coisas antigas de um tempo em que eramos crianças…ah meu pai…

    Ja nem sei mais se é bom ser concreto ou enloquecer assim como meu pai aprisionando como forma de protege los

    Acho que ser concreto está me cansando: ou enlouqecendo…preciso enlouquecer…talvez realizar a performane na beira da cidade: nem que seja somente para mim ja que o povo aqui ja me ve como louco mesmo sendo normal

    Q vis

    Q vuda

    Vida

    Visão.forma.conhecimento

    Mas é tão concreto trabalhar dentro deste enquadramento….sim, o mundo ruiu porque as pessoas se tornaram normais…

    • Exílio

      Eu entendo você, é como estar no exílo estando aqui mesmo. Pode ser que isso ajude:

      Canção do exílio

      Gonçalves Dias

      Minha terra tem palmeiras,Onde canta o Sabiá;As aves, que aqui gorjeiam,Não gorjeiam como lá.Nosso céu tem mais estrelas,Nossas várzeas têm mais flores,Nossos bosques têm mais vida,Nossa vida mais amores.Em cismar – sozinho – à noite –Mais prazer encontro eu lá;Minha terra tem palmeiras,Onde canta o Sabiá.Minha terra tem primores,Que tais não encontro eu cá;Em cismar – sozinho – à noite –Mais prazer encontro eu lá;Minha terra tem palmeiras,Onde canta o Sabiá.Não permita Deus que eu morra,Sem que eu volte para lá;Sem que eu desfrute os primoresQue não encontro por cá;Sem qu’inda aviste as palmeiras,Onde canta o Sabiá.

       

       

  12. Discordo quando chama Marcos

    Discordo quando chama Marcos Lisbora de “economista brilhante”. Se tem uma coisa que esse país produziu em abundância foram os economistas medíocres, totalmente alienados a nossa história e nossos problemas.

    Esses dias o ex-desembargador Paulo Bisol deu uma longa entrevista onde afirmou que o país vai precisar de um século para se recuperar do estrago que essa gente está fazendo. Concordo com ele. E até acho um preço baixo para pagar por tanta estupidez.

    Enquanto isso que seja o que Deus quiser, mas não sei se Deus vai poder nos ajudar ante o caos social, guerra civil não declarada que inevitavelmente afetará o país, onde cada um vai fazer o que for preciso para se manter vivo. Estado de Natureza mais selvagem nos aguarda. 

    Em tempo: descobri que Deus não ajuda quem não se ajuda… E tem horror aos idiotas.

  13. o PSDB é messiânico
    Partido acha que o “jeito” dele é o certo e que todos os outros estão errados. Da mesma forma que as igrejas ditas evangélicas acham que Israel é o melhor dos mundos (esquecendo que la são judeus e não cristãos)

    Depois de 14 anos de bonança petista teremos 20 anos de atraso golpista apenas porque Lula e Dilma foram inocentes com seu republicanismo em não exigir conduta ética da justiça e da imprensa, achar que podia governar com eles apesar deles. Ao contrario de nossos heróis, a direita não perdoa!

    Brizola é que estava certo. “Ou o Brasil acaba com a Globo ou a Globo acaba com o Brasil”.

  14. De mais uma brilhante análise

    De mais uma brilhante análise desse que tem sido o melhor intérprete da crise política desencadeada pelo golpe da turma da maçonaria vem uma incrível sensação de ‘deja vu’ ou segundo Marx uma grande farsa que é a repetição de fatos históricos.

    Para além do entreguismo e do viralatismo que são características atávicas da plutocracia brasileira o que mais assombra é a absoluta sensação de INSEGURANÇA JURÍDICA que toma conta do país nas mais variadas áreas: o seu emprego pode virar fumaça do dia para a noite, as suas economias podem ser surrupiadas por algum plano econômico messiânico, o seu filho pode ser defenestrado da universidade pública por uma MP ideológica formulada no almoço de domingo na casa do ministro da educação, o STF pode se reunir e decidir que a partir de agora condenação de segundo grau já basta para o suspeito ir para a cadeia.

    Me digam que país pode dar certo diante de um quadro desse? Chamar o Brasil de republiqueta de bananas já é uma imprecisão técnica nos dias de hoje, estamos mais para uma monarquia absolutista do século XVII/XVIII com a diferença que no lugar do monarca temos um consórcio golpista (mídia/STF/MPF/OAB/FIESP/maçonaria…) que embora saiba o resultado a conquistar age intuitivamente na execução.

     

  15. De uma vez por todas.
     
    Eu

    De uma vez por todas.

     

    Eu vou repetir pela última vez: Ou vocês liquidam os conspiradores que estão ativamente destruindo o país diante dos seus olhos,  ou eles liquidam vocês. Não existe mais espaço para “jeitinhos”, acordos ou pactos, vocês estão sob ataque cerrado e enfiar a cabeça em um buraco para fingir que não está acontecendo, como vocês fazem desde a fundação do país, não vai ajudar. Se o Brasil fosse a casa de vocês seria como se esta casa estivesse sendo saqueada por bandidos enquanto vocês assobiam fingindo que não está acontecendo nada por se cagarem de medo de tomar uma atitude contra os ladrões.

    Resolvam, ou vocês tomam uma atitude ou para todos os efeitos vocês voltarão a serem uma colônia agrícola.

  16. Nassif, o ajuste do Levy

    Nassif, o ajuste do Levy sequer foi implementado. Desde o início, e não “em fins de 2015”, o governo foi sabotado.

    A situação no Congresso já estava deteriorada desde 2012. A ascensão de Cunha e sua eleição à Presidencia da Camara no inicio de 2015 é prova cabal disso. Queria o quê, que o cabeça de planilha Levy batesse de frente com os cabeças de planilha do mercado quando o Congresso de picaretas já estava todo amotinado? Assim ela cairia já no primeiro trimestre do proprio ano de 2015.

    O fato é que 2014 terminou com emprego recorde e a inflação dentro do combinado. Uma rápida recomposição de receitas seria suficiente para a vida seguir em frente. Mas o golpismo já estava a todo vapor. Vários comentadores daqui do blog falam isso desde 2012 – setembro de 2012 – quando o Sr. FHC já percorria todos os salões pregando o todos contra o PT, PT, PT, e a urgência de “bater bumbo pra classe média”.

    Um dia, espero, essa história vai ser desenterrada.

  17. INTRODUÇÃO AO MÉTODO DE

    INTRODUÇÃO AO MÉTODO DE MARX

     

     

    http://mundovelhomundonovo.blogspot.com.br/2017/01/introducao-ao-metodo-de-marx.html

     

    “A vida social é muito mais ampla, muito mais complexa que as condições materiais que a propiciam. Marx está cansado de saber disto. Não precisa de aula de antropologia moderna. A vida social, a vida da sociedade burguesa é extremamente diferenciada, desenvolvida, complexa. Marx tem clareza dessa complexidade. Marx afirma textualmente que a sociedade burguesa é a mais complexa e diferenciada das formas societárias que os homens produziram até hoje. Então não me venha chatear com métodos da complexidade. Eu estou velho demais pra essa banalidade. Mas Marx tem inicialmente como pressuposto e depois como princípio de análise que eu só posso compreender a vida social… (Atenção! A vida social, essa que é riquíssima, diferenciada, complexa, que envolve da formação para o trabalho ao lazer, que envolve a constituição dos …” J. P. Netto

          

  18. Como não entendo esse jargão

    Como não entendo esse jargão economês, ficaria grato se alguém me explicasse o que seria esse default dos EUA – que, pelo que entendi, seria a cereja do bolo pra ferrar de vez com a economia do Brasil 

    • Quebra dos Estados brasileiros, não dos Estados Unidos

      (…) Pelo contrário, há no horizonte próximo o pior dos mundos: o default dos Estados.

      default – calote, insolvência, falência. E não é dos Estados Unidos, mas dos Estados brasileiros, como os quebrados e falidos Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, etc. A brutal queda na arrecadação de impostos em 2015 e 2016, a contração da Economia, que vai se estender por 2017 e 2018, acarreta uma menor distribuição de recursos aos Estados e Municípios. Não demora, e todos os Estados vão se declarar insolventes, ou seja, o pior dos mundos. A situação das Prefeituras é dramática, excelente prefeito será considerado aquele que conseguir manter em dia o pagamento dos servidores, porque dinheiro não vai haver nem para pintar o meio-fio de cal no desfile de Sete de Setembro. Veja aqui, uma ideia do que está acontecendo pelo Brasil: 

      29/12/2016 15p5 – Atualizado em 29/12/2016 15p7

      Casa de prefeita é incendiada e destruída durante protesto no AM

      Manifestantes cobravam pagamentos de salários atrasados, diz polícia.
      Polícia diz que suspeitos estão sendo identificados e serão ouvidos.

       

      Do G1 AM

       

      Casa de prefeita foi incendiada durante protesto (Foto: Arquivo Pessoal)

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

      A casa da prefeita da cidade de Jutaí, Marlene Gonçalves, foi incendiada e destruída durante um protesto na noite de quarta-feira (29). De acordo com a Polícia Civil, manifestantes cobravam o pagamento de salários atrasados há três meses de funcionários municipais. O caso está sendo investigado.

      saiba maisManifestantes tentam invadir casa de prefeito reeleito em protesto no AMGrupo ateia fogo em casas de prefeito e depreda Câmara de Coari, no AM

      Segundo a 56ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP), o fato ocorreu por volta das 20h e teve a participação de aproximadamente 300 pessoas.

      “Os protestantes causaram danos, ainda, em duas janelas do estabelecimento comercial do marido da prefeita. O incêndio se estendeu por cerca de duas horas, sem registro de feridos”, informou a polícia.

      A ocorrência foi registrada na 56ª DIP. Os participantes do delito estão sendo identificados e serão ouvidos no prédio da unidade policial, segundo a assessoria da Polícia Civil.

      De acordo com o delegado da cidade, Genilson Parente Arruda, a prefeita não estava na cidade no momento em que teve a casa destruída. O G1 tentou contato com a Prefeitura do município, mas não obteve sucesso.

      Manifestantes cobravam pagamentos de salários atrasados há três meses (Foto: Arquivo Pessoal)

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

      Resumo da trgédia: Estados e municípios brasileitos estão FALIDOS, por causa da brutal recessão do País.

  19. Nossa Soberania está sendo Demolida!

    Nassif que em tempos passados apostou muitas fichas no PSDB, como economista, percebeu que a guinada deste partido “Social” para a direita, com políticas neoliberais desastrosas, com políticos precocemente decrépitos, entreguistas e antinacionais, não tinha mais condições de servir ao Brasil Potência que queremos e esperamos.

    Os golpistas, oportunistas que se aproveitaram da falta de visão de Dilma para, na queda dos preços de nossas commodities no mercado externo, dar a solução imediata que a situação carecia, preferiu ceder, como muitas vezes Lula também teve que ceder às “forças de mercado”, elegeu o desastroso Levy para conduzir nossa economia. A partir daí não conseguiu mais governar, sendo sabotada pelo Congresso, pela Mídia partidária, por Funcionários de Instituições da República que deveriam permanecer apartidários e pelos politiqueiros que viram a oportunidade de acabar com os muitos anos de governo trabalhista em benefício próprio.

    Governo que, quer queiram ou não, fez muito bem para o Brasil que queremos e sonhamos.

    Não podemos esquecer que no resultado das últimas eleições o número de antitrabalhistas cresceu de forma significativa. Esta quase igualdade de, digamos assim, “liberais” e “conservadores”, facilitou e incentivou os golpistas de ocasião.

    E o que eles têm para oferecer ao crescimento do Brasil Potência? Nada, absolutamente nada. A volta da política de terra arrasada, da privataria canalha, da submissão do nosso país aos interesses estrangeiros. Tudo o que nos orgulhávamos de ter superado.

    E o que devemos esperar para o futuro, já que pouco podemos fazer para melhorar o presente e estancar esta sangria desatada de nossa soberania?

    Esperar que nas eleições de 2018 possamos mostrar o que queremos e desejamos para o Brasil, nas urnas. Mas para isso precisamos de um líder carismático, que catalise uma enorme quantidade de votos. Existe este líder? Existe, mas vai ser covardemente abatido antes de levantar voo. Quais seriam outras opções? Ciro? Haddad? Pouco carismáticos.

    Triste constatar, mas me vejo num mato sem cachorro. Não creio que verei, ainda em vida, a solução deste desastre político-econômico em que as forças do atraso nos meteram.

    • Urnas não são solução para

      Urnas não são solução para nada

      1- primeiro que o PRé-sal já foi todo licitado, é o PT jamais terá coragem para reverter isso.

      2- O PT Eleito, ao invés de tacar os golpistas na cadeia e na forca, vai ter que compor com eles. Simplesmente, os golpistas farão parte do novo governo, só ficando de fora os do PSDB/DEM.

      3-Governar com a PEC55 é impossível. O PT só derruba isso comprando o centrão inteiro. Mensdalão 2.0

      4-Algum Filho da puta vai dar com a língua nos dentes, e recomeçará ao ciclo do mensalão, o PT terá aberto flanco para ser atacado pela justiça de novo, e o STF ainda vai ser esse.

      Não existe saída nas urnas. A saída está com o povo. Ou o povo ACORDA e nos tira desse buraco, ou ele realmente merece morrer !!!

      • Devagar se vai ao Longe!

        Se a URNA não é solução, que tal milícias armadas como na Síria e no Oriente Médio!

        Sabemos onde vamos acabar com “Salvadores da Pátria”. Tanto à esquerda como à direita.

        As urnas também podem renovar o Legislativo! Se o povo não souber fazê-lo, como acreditar que corrigirão o mal com as revoltas e revoluções armadas?

        Sem a manifestação da vontade popular através das urnas, só nos resta a guerra civil sem fim (óbvio com o “generoso” fornecimento de armas pelas potências estrangeira)

        • A Urna só é solução no dia em

          A Urna só é solução no dia em que a esquerda tiver votos para conseguir 2/3 da câmara e do Senado. 

          Lembrando que em 2018, só renovamos 2/3 do Senado e que a turma de 2014 é a mais reaça do Senado, para adiantar alguma coisa, a esquerda precisa eleger pelo menos 50, dos 54 senadores que serão trocados. É mais fácil o PCO ganahr a eleição presidencial do que a esquerda fazer 50 de 54 senadores. 

          A ordem de 1988 foi rasgada. Só tem saída é botar milhões nas ruas, de 5 a 10 milhões, para a esquerda ou fazer a sua ruptura e emendar as coisas, ou negociar um pacto que não seja uma rendição condicional, como foi a Anistia.

          O PT ganhou a presidência em 2002, e reverteu a privatização da Vale ??? Não lembro dele ter feito isso. Quem garante que o PT rasgará os contratos do pré-sal ???

          E a EC 95 ??? Vamos comprar o centrão inteiro para revertê-la ??? Quem vai ser o Roberto Jefferson da vez ??

          E principalmente ??? Como evitar de compor com golpistas, ao invés de tacá-los na forca, que é o lugar deles ??

          Não aceito uma solução pactuada. Prefiro que isso aqui vire uma Síria do que uma anistia 2.0

           

  20. Xadrez da teoria que sustenta o golpe

    Lula e Marcos Lisboa: de como chegamos até aqui

    “Voltamos ao Brasil de Geisel: estamos pagando o preço de 5 anos de populismo”

    Marcos Lisboa – 17/12/2015

    “Não consigo fazer um contraste entre os governos do PT e de FHC. Não consigo ver uma ruptura.”

    Marcos Lisboa – 06/05/2015

    Marcos Lisboa em resumo:

    – atual diretor presidente do Insper, de 2013 a abril de 2015 atuou como vice-presidente;

    – de 2006 a 2009 foi diretor executivo do Itaú-Unibanco, e de 2009 a 2013, vice-presidente;

    – de 2005 a 2006 foi presidente do IRB (Instituto de Resseguros do Brasil);

    – secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda de 2003 a 2005.

    em 20/11/2003, o secretário de Política Monetária Marcos Lisboa, disse que a equipe econômica do governo Fernando Henrique Cardoso, chefiada pelo ex-ministro Pedro Malan, merece uma “estátua em praça pública” por “ter promovido os acordos com os governos estaduais e municipais na negociação da dívida e também por ter criado a Lei de Responsabilidade Fiscal.”

    além de Marcos Lisboa, foram integrantes da equipe econômica do governo Lula outros “Chicago’s Boys” vinculados a FHC, como: Bernard Appy, Murilo Portugal, Henrique Meirelles, Joaquim Levy e Alexandre Tombini. 

    Antonio Palocci está preso desde 26/09/2016. Lula aguarda julgamento. a Lava Jato & Associados prossegue solta. Marcos Lisboa também.

    a teoria que sustenta o golpe tem nome, chama-se: Lulismo.

    .

    • Caro Arkx, sem dúvida que os

      Caro Arkx, sem dúvida que os erros que o “lulismo”, mas também o “dilmismo”, cometeram facilitaram o golpe. São vários e nem vou entrar no mérito deles. Mas de forma como voce coloca é aquela coisa de culpar a vítima. 

      Está quase que nem os indivíduos que comentando o massacre de Campinas nas redes sociais, botaram a culpa na ex-mulher, a primeira a ser assassinada. Se Lula for preso sem prova de crime a culpa será dele? 

      • Xadrez da teoria que sustenta o golpe

        se Lula é vítima, é vítima do Lulismo. ou seja, vítima de uma posição política da qual ele mesmo sempre foi o maior fiador e incentivador. portanto, enquanto não romper com ela, continuará sendo “vítima”.

        mas como ser “vítima”, tendo adotados os “meninos dos banqueiros” em seu governo? como ser vítima, tendo indicado 13 Ministros para o STF?

        e aqui vem a grande questão: para quê “Lula 2018” ou “Lula Já”, para continuar sendo “vítima”?

        a dura e triste verdade, meu caro, é que Lula, Dilma, PT e CUT devem um pedido público de desculpas ao povo brasileiro. e a melhor maneira de fazer isto seria não apenas admitir seus erros, mas pactuar com a Nação o retorno à Democracia.

        só que o Brasil se meteu num impasse como nunca antes em sua História. só haverá retorno da Democracia com a anulação do impeachment ilegítimo, punição de todos osgolpistas e revogação de todos os atos do governo usurpador.

        e o que Lula está fazendo? lutando por isto? ou selando um acordo com FHC?

        .

    • Se assim for, a esquerda é nula, sem a direita via o lulismo

       

      Arkx (terça-feira, 03/01/2017 às 09:04),

      Segundo você:

      “a teoria que sustenta o golpe tem nome, chama-se: Lulismo”.

      Bem, você já escreve o lulismo com inicial maiúscula. Significa que pelo menos o lulismo para você não é algo corriqueiro, mas ao contrário algo de extrema importância e extremamente poderoso. Nesses termos eu passo entender um pouco melhor a sua crítica ao lulismo que eu via antes nos seus escritos como algo rastaquera.

      Não via lógica em atribuir tudo ao lulismo e ao mesmo tempo tratar o lulimo como algo sem valor. Agora, seu argumento parece ter mais consistência. Sim, o lulismo não é algo rastaquera, mas ao contrário é algo poderosíssimo. Agora fico imaginando que você se sente como o jogador de damas que está no curé, afinal como destruir algo poderoso se esse algo poderoso é de interesse da direita e a esquerda sem esse algo poderoso não passa de meia dúzia de gatos pingados.

      Não me parece ter fundamento acreditar que a assunção ao poder pela esquerda ainda que tenha sido uma assunção mitigada, mas que durou 12 anos, tenha sido um logro que a direita nos tenha pegado. O índice de Geni e o nível de escolaridade diferenciado nesses 12 anos para mim seriam provas mais que suficientes para considerar sem sustentação ver nesses 12 anos uma estratégia da direita.

      E como diria Millor Fernandes: “livre pensar é só pensar”. Sendo assim não é impossível acreditar nesse logro. No entanto, para o seu bem, eu torço para que você nunca tenha votado no lulismo, a menos que você fosse da direita, o que não me parece, pois, eu, sendo de esquerda, jamais conseguiria dormir imaginando que eu me revelara incapaz de perceber a estratégia da direita e votara nela para destruir a esquerda.

      Clever Mendes de Oliveira

      BH, 03/01/2017

      • Xadrez da teoria que sustenta o golpe

        Clever,

        enquanto vc insiste em focar questões absolutamente “rastaqüeras”, como iniciais em maiúsculas ou não, persiste sem sequer tocar no ponto principal. uma simples pergunta para a qual nenhum dos adoradores do mito Lula tem qualquer resposta razoável:

        se Dilma, Lula e PT realmente acreditam ter sido um golpe de Estado, por que não estão nas ruas liderando uma resistência popular não-violenta contra o governo ilegítimo?

        tupi or not tupi. that is the question.

        .

        • O lulismo que você tanto apedreja ou é nada ou é tudo

           

          Arkx (terça-feira, 03/01/2017 às 15:25),

          Eu procuro consistência no que você diz. Dizer que o lulismo é tudo e é nada ao mesmo tempo é estéril, inepto e infantil. Se o lulismo não for nada, o que você diz vale tanto quanto o que você critica. Se o lulismo não é nada, criticar o lulismo é como chutar cachorro morto: é um grande desperdício.

          Então a melhor alternativa para dar valor ao que você diz é considerar o lulismo como algo importante. E ai se cai na esparrela: se o lulismo é importante e ele é a causa da desgraça da esquerda, ele só pode ser obra de estratégia da direita. E sofre as angúrias de se sentir ludibriado quem crer nessa possibilidade e participou da construção do lulismo por menor que seja a participação configurada em mero voto em uma campanha eleitoral.

          Assim, se o lulismo for algo muito importante a sua crítica só faz sentido se o lulismo for uma quinta coluna. Não há nada que impeça alguém de acreditar que o lulismo é uma quinta coluna. E quem acredita nisso e se votou no lulismo deve viver um grande sofrimento. O que eu tenho insistido nos comentários que eu envio para você é que a menos de um masoquista que sente prazer se fragelando, a crença do lulismo como quinta coluna requer uma direita de competência excepcional e uma esquerda desprovida de sensibilidade e de raciocínio. Há gente extremamente capaz na direita e néscios na esquerda e vice versa, mas generalizar essa crença não revela razoabilidade.

          E quanto a questão que você propõe e que eu reproduzo a seguir:

          “Se Dilma, Lula e PT realmente acreditam ter sido um golpe de Estado, por que não estão nas ruas liderando uma resistência popular não-violenta contra o governo ilegítimo?”

          Eu diria que ela primeiro representa uma questão de quem não vê a realidade como ela é. E se não bastasse isso sua questão também revela alguém que quer que se vá para a luta política inerme, desprovido de qualquer armadura na expectativa de que do outro lado o inimigo também agirá do mesmo modo.

          Digo que a pergunta é de quem não enxerga a realidade porque depois das duas grandes manifestações da direita em 2015 e 2016 qualquer manifestação da esquerda servirá apenas para enfraquecer a esquerda ainda mais nacionalmente. A direita, com as grandes manifestações dela, desmoralizou todos as manifestações da esquerda. Se você quiser enterrar o Lula e a ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff basta os colocar liderando manifestações nanicas. Quem morre na véspera, como o diz o ditado, é o peru, então não espere que Lula nem que a ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff se imolem para gaudio da esquerda. Eles não parecem ter o espírito masoquista.

          E a pergunta é também de quem não entende que a política não é feita como um ideal platônico, mas ao contrário, é feita por representantes de interesses que defendem de toda a forma os interesses que representam. Dai nada impede que a ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff, Lula e o PT digam algo que politicamente traz dividendos, mas ao mesmo tempo eles realmente NÃO acreditam ter sido um golpe de Estado, e sim um processo previsto na Constituição. Se for assim porque eles deveriam participar das manifestações contra o governo que eles não consideram ilegítimo. Só um prosélito da direita é que gostaria de ouvir a ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff, Lula e o PT dizerem que o governo é legítimo.

          Enfim, sua pergunta não faz sentido, como não faz sentido acusar o lulismo daquilo que o lulismo não é. Aliás, reclamar a presença de Lula nas manifestações e ao mesmo tempo fazer pouco caso do lulismo é o que eu denominei lá no post “Xadrez do Hommer Simpson e do desmonte nacional” de quinta-feira, 29/12/2016 às 06:57, em comentário que eu enviei quinta-feira, 29/12/2016 às 02:30, para Luis Nassif, a respeito de muitas idéias dele, como ideias “inconsistentes e desarrazoadas”. Deixo a seguir o link para o post “Xadrez do Hommer Simpson e do desmonte nacional” na segunda página

          http://jornalggn.com.br/noticia/xadrez-do-hommer-simpson-e-do-desmonte-nacional?page=1

          Deixei o link para a segunda página porque em comentário que eu enviei para você sexta-feira, 30/12/2016 às 12:45, junto ao seu comentário de quinta-feira, 29/12/2016 às 20:44, na sequência de uma troca de comentários entre você e Zuleica Jorgensen Malta Nascimento que inicia com o seu enviado quinta-feira, 29/12/2016 às 10:09, eu também deixei a entender que suas ideias eram um tanto estrambólicas e estapafúrdias.

          Clever Mendes de Oliveira

          BH, 03/01/2017

          • Xadrez da teoria que sustenta o golpe

            Clever,

            vc daria uma ótimo assessor para a Dilma. assim como ela na entrevista à Al Jazeera, esta sua réplica é prolixa, confusa, esbanja uma “pretensão de saber”, mal disfarça o tom autoritário e tergiversa completamente para escapar daquilo que é o foco da questão.

            ainda assim, as palavras nunca deixam de expor quem escreve. vejamos.

            -> A direita, com as grandes manifestações dela, desmoralizou todos as manifestações da esquerda. Se você quiser enterrar o Lula e a ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff basta os colocar liderando manifestações nanicas.

            -> mas ao mesmo tempo eles realmente NÃO acreditam ter sido um golpe de Estado, e sim um processo previsto na Constituição. Se for assim porque eles deveriam participar das manifestações contra o governo que eles não consideram ilegítimo.

            os números das “grandes” manifestações da Direita foram descaradamente inflados pela grande mídia. jamais estiveram 1 milhão de pessoas na Av. Paulista em 2015, por exemplo. além disto, a presença (porque não é participação, é simples presença) nestas manifestações caiu a tal ponto e agora nem mais ousam convocá-las. ainda assim, Lula prefere se dedicar a política de cúpula, negociando uma saída impossível através de algum pacto maldito com FHC.

            por outro lado, classificar as inúmeras e massivas manifestações contra o golpe de “nanicas” é coisa de quem apenas assiste via grande mídia. e nunca põe de fato os pés nas ruas. as expressivas e vibrantes manifestações (e todo tipo de protestos e ocupações) não tem sido ainda maiores e mais efetivas, justamente porque grande parte daquilo que ainda é denominado de “Esquerda” se recusa a catalisá-las, a elas se integrando de corpo e alma. vide a presença de Lula no Nordeste durante a campanha municipal em 2016. ficou patente que o lugar de Lula é nas ruas junto com o povo, e não se escondendo e chorando com medo da Direita.

            e ainda pior é a hipótese de Lula/Dilma não considerarem o impeachment como golpe. neste caso, seriam nada menos do que cúmplices da grande traição ao Brasil e ao Povo.

            nunca como antes o Lulismo se desmascarou como agora. e é esta a resposta para a pergunta: o Lulismo sempre foi um instrumento a serviço da Direita para neutralizar os movimentos sociais e amortecer a luta de classes.

            Lula e Dilma não estão liderando uma movimento de oposição aos usurpadores porque jamais fariam isto. porque toda a lógica do Lulismo, e tudo o que ele fez em seus  longos e desperdiçados 13 anos, sempre foi sentido contrário: a política de gabinete e não de massas, o acordo, o conchavo, a conciliação, o pacto, a capitulação, a rendição, a covardia e a traição.

            assim como fica claro para cada vez maiores parcelas da população que o impeachment foi um golpe da plutocracia contra o povo, também se está progressivamente compreendendo que Lula não tem sido a liderança capaz de conduzir um luta pela libertação do Brasil.

            Lula ainda tem uma chance de se reconciliar com a História. ainda pode de novo caminhar pelas ruas junto com as massas. seria um gesto tão decisivo quanto foi o tiro no peito desfechado por Getúlio.

            mas caso continue sendo o velho e desprezível “Lulinha Paz e Amor”, com sua patéticas súplicas por algum tipo de pax inviável, Lula passará à História como um dos grande traidores do Brasil. aquele que num momento decisivo de nossa História, abandonou a luta e se entregou às lágrimas.

            lamentavelmente, posturas como a sua apenas contribuem para mais este anunciado fracasso.

            .

          • Insisto: são despropositadas suas avaliações da nossa realidade

             

            Arkx (quarta-feira, 04/01/2017 às 16:48),

            Você por diversas vezes se manifesta preocupado com a minha forma de escrever, com o meu estilo prolixo, como se isso tivesse alguma relação com o conteúdo. Se fosse assim bons escritores tinham deixado boas teorias. A redação aprazível é mais das vezes resultado de falta de conteúdo lógico ou verdadeiro. A mente fantasiosa tem muito mais facilidade de escrever um texto que atrai o leitor do que quem quer se apegar aos fatos. Em especial quando os fatos não são de interesse de quem os lê.

            Suas inúmeras referências ao meu estilo e forma ou mesmo falta dele fazem contraste com seu reclame sobre a minha atenção com sua escrita com maiúscula. Dei atenção ao uso da maiúscula na palavra lulismo porque pensei se tratava de um novo enfoque que você dava ao termo. Vejo, entretanto, que não é nada disso. Você apenas reflete a expressão que João Camilo Penna, ministro da Indústria e Comércio no governo de João Figueiredo, disse que revelaria a alma do brasileiro: balançar entre a terça feira gorda e a quarta-feira de cinza.

            Uma hora Lula é Deus que tudo pode, logo em seguida Lula é o diabo. Você quer dar grandeza a tudo, mas o mundo é basicamente atos de seres humanos que como tal são atos de seres medíocres. Lula, a ex-presidenta às custas do golpe, Dilma Rousseff, você, eu somos medíocres no exato sentido do termo, isto é, seres humanos medianos.

            Essa mania de querer dar dimensão transcendental a gestos humanos que são gestos por natureza medíocres leva você a escrever frase como a seguinte:

            “Lula ainda tem uma chance de se reconciliar com a História. ainda pode de novo caminhar pelas ruas junto com as massas. seria um gesto tão decisivo quanto foi o tiro no peito desfechado por Getúlio”

            Que história é essa ou que História é essa? É a que você está escrevendo? Porque você imagina que Lula vai querer conciliar com a sua História ou a sua história. É claro que uma frase assim só sai da cabeça de quem sobrevaloriza Lula. Lula e só Lula para você seria capaz de nos livrar da enrascada em que nós, como esquerda, encontramo-nos.

            Lula é apenas um hábil negociador trabalhista com facilidade de comunicação com as massas como a frase dele – “a inflação, essa desgraça” – em discurso dele em frente a inauguração de uma loja das Casas Bahia revela. Essa frase é tão falsa como a frase do PSDB: “a inflação é o mais injusto dos impostos, pois atinge os mais pobres”. Só que as massas têm empatia com a frase de Lula e pouco entendem da frase do PSDB.

            Se Lula sabe comunicar com as massas e desenvolveu habilidades de negociador, a ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff nem isso tinha. Considero, entretanto que os cinco anos de governo dela foram mais assentados na racionalidade do que os oito anos do governo de Lula. E é a racionalidade que eu prezo.

            Não vejo racionalidade nos que não são capazes de perceber que as manifestações da direita, independentemente de os números de participantes terem sido insuflados pela mídia, tiveram um apoio numeroso que nunca manifestações semelhantes apresentaram em qualquer tempo no Brasil. Partir para a luta sem saber a força do inimigo nem a sua própria força, não é tática nem estratégia. É no máximo apenas o instrumento ou o caminho para o cadafalso.

            Por estratégia política Lula não ficou contra o Plano Cruzado, em um comportamento exatamente o oposto do assumido por Leonel Brizola. Por estratégia política, Lula também não ficou contra o Plano Real e de novo em conduta oposta Leonel Brizola ficou contra o Plano Real. Por estratégia política Lula nunca se manifestou a favor do aumento da carga tributária ao contrário de Leonel Brizola que sempre defendeu o aumento da carga tributária.

            O Plano Cruzado destruiu a recuperação brasileira puxada pelo mercado externo. O Plano Real levou-nos a uma dívida pública assombrosa para um país em desenvolvimento. Sob o aspecto da realidade econômica brasileira a postura de Leonel Brizola seria a mais correta, mas do ponto de vista eleitoral as duas posturas em relação aos planos Cruzado e Real decretaram o fim dele. E defender aumento da carga tributária, por mais acertada que seja a medida, nunca foi argumento que levasse a eleição de quem quer que seja.

            Eu não sou assessor nem de Lula nem da ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff, mas os consideraria dois pobres coitados se os visse tentando comandar as massas na rua e, portanto, se lhes fosse assessor não recomendaria que eles participassem dessas manifestações dos que se insurgem contra o que eu considero golpe, mas não preciso do posicionamento de Lula ou da ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff para me posicionar.

            Qualquer participação deles nessas manifestações com quórum insignificante que permite que elas sejam chamadas de nanicas quando comparadas com as manifestações da direita, principalmente quando comparadas com a grande manifestação de 15 de março de 2015, apenas os levaria mais rapidamente ao ostracismo.

            A única chance de Lula, pois como a própria ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff disse, ela, após o impeachment, era carta fora do baralho, é ter cacife eleitoral em 2018. E para isso ele precisa conseguir a aprovação da candidatura dele no STF, pois provavelmente não estará na condição de ficha limpa e não se expor muito para ser mais antipatizado do que ele já é.

            E eu reclamo de falta de racionalidade nos seus argumentos porque se o lulismo é tudo isso que você acusa o lulismo de ser, não há porque você ver necessidade da participação de Lula nas passeatas que você deflagrar. A participação de um Lula, tal como você o pinta, nas passeatas desmoralizam as passeatas. E se o lulismo não for isso que você acusa, e for do interesse de Lula preservar essa imagem do lulismo que não seria a que você pinta, então o melhor que Lula faz é ficar longe dessas passeatas, pois o tamanho delas desmoralizariam Lula.

            E que fique bem claro: só votei em Lula em 98 porque Brizola era candidato a vice na chapa do Lula. Não faço parte do que você chama de adoradores do mito Lula. Volto a mencionar que considerei mais racional os cinco anos do governo da ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff do que os oito anos do governo de Lula. Tenho mais admiração pelas ideias da ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff do que pelas ideias de Lula.

            Reconheço, entretanto que há apenas Lula como alternativa para a esquerda recuperar o poder. Como desiderato talvez eu optasse por uma disputa em que Lula fosse em uma chapa puro sangue, sujeitando a perder, mas ao mesmo tempo formando uma grande bancada. Na política, entretanto, a oportunidade é de ouro para que se a possa descartar de antemão e assim tão longe das eleições por apego a desideratos impossíveis.

            Clever Mendes de Oliveira

            BH, 04/01/2017

          • Xadrez da teoria que sustenta o golpe

            Clever,

            como já lhe tentei fazer ver anteriormente, eu compreendo seus argumentos mas vc demonstra mal conseguir entender um ponto sequer do que escrevo. uma coisa é discordar das posições de alguém, como discordo de muitas das suas. outra é não entender o ponto de vista alheio. ou se recusar a fazê-lo. vou resumir por uma última vez:

            1. o que se denomina “Democracia”, de Democracia pouco, ou nada, tem. a mãe de todas as democracias modernas, a Democracia dos EUA, já é concebida com uma série de filtros para evitar até mesmo a soberania do voto popular. um regime político voltado para proteger uma minoria de proprietários contra a maioria de trabalhadores e excluídos;

            2. portanto, só a ingenuidade, ou a má-fé, poderia levar a se supor que alguma mudança efetiva da sociedade, para atender as demandas da maioria, se dá através desta “Democracia dos Plutocratas”. nada é mais contrário aos interesses da maioria do que uma política focada na via parlamentar. é um caminho ilusório e fadado ao fracasso. a Democracia se constrói nas ruas, nas greves, nas ocupações e em todo tipo de ação direta. só através do poder popular uma sociedade de fato se democratiza. foi exatamente por isto que o PT nasce como partido eminentemente não parlamentar. a participação nas eleições é importante, mas secundária;

            3. Lula começa sua carreira como um obscuro burocrata sindical. é na greve de 1979 que se dá os nascimento de Lula como “grande líder”. após a intervenção nos sindicatos, Lula estava pronto a retornar ao seu emprego na Villares (sempre fugindo, sempre chorando). mas a greve prosseguiu. depois de dois dias sumido, Lula reapareceu num estádio lotado. foram os peões do chão de fábrica que seguraram a greve. foi assim que a multidão de anônimos metalúrgicos transformou um obscuro dirigente da burocracia sindical na maior liderança dos trabalhadores brasileiros. foi assim que começou a gestação do único partido no Brasil nascido dos movimentos sociais. foi assim também que a Ditadura começou a ruir;

            4. após o segundo turno das eleições presidenciais de 1989, há um segundo giro de Lula. desta vez, à direita. na última semana daquele segundo turno, Lula mais uma vez se acovardara, se escondera, se entregara às lagrimas. a partir de então, Lula e o PT, sob a mão de ferro stalinista de José Dirceu, começam seu longo e nefasto retorno ao peleguismo e à burocracia. pouco a pouco, o PT se torna uma máquina institucional, até abandonar definitivamente a política de massas pela base, para ser apenas mais um partido da ordem. progressivamente, o culto à personalidade do “grande líder” Lula se impõe, asfixiando completamente o surgimento de novas lideranças;

            5. ao se consolidar, o Lulismo se converte na mais poderosa arma que a Direita já teve neste país para controlar o movimento de massas e para amortecer a luta de classes;

            6. não haverá nenhum avanço para a Esquerda no Brasil enquanto o mito Lula não for destruído. assim como não haverá retorno à Democracia enquanto o impeachment não for anulado;

            7. nem Lula, nem Dilma, nem PT ou CUT, nenhum dos agentes políticos vinculados ao Lulismo lutarão (como já está provado) pela anulação do impeachment. apenas dedicarão todos os seus esforços a suplicar por algum tipo de acordo. numa reedição do patético caminho que nos trouxe à situação atual. não superaremos este golpe pela via hipotética de “Lula 2018”, ou “Lula Já”. o golpe só será derrotado nas ruas. ou não será;

            8. Lula, Dilma e o Lulismo precisam ser cobrados em público, nas manifestações e em cada ato contra o golpe, para se explicarem dos motivos de sua omissão na luta, em sua ausência das ruas e em sua insistência por pactos palacianos e acordos de gabinete. mais do que nunca é necessário a todos os que estão em movimento contra o governo usurpador e suas medidas anti Povo e Nação, denunciar Lula, Dilma e o PT como nada mais que pelegos traidores, que não querem “se desmoralizar” se juntando aos que enfrentam a repressão nas ruas;

            9. cada vez mais será impossível esconder como falta a Lula envergadura, e mesmo apetência, para liderar uma guerra pela libertação do Brasil. Lula é apenas um entrave, uma enorme pedra no caminho, daqueles que de fato querem um Brasil livre, soberano e priorizando os interesses da maioria;

            10. recentemente, foi a própria Dilma quem expôs a enorme fragilidade de Lula como liderança de lutas populares. após a votação da admissibilidade do impeachment, conduzida por Eduardo Cunha: “Ela também recorda a reação do ex-presidente Lula, que estava junto com ela no momento. “Ele chorou e me abraçou. Ele disse ‘chore, Dilma, chore!’.

            .

  21. BOA análise  ..td bem que

    BOA análise  ..td bem que você fez caber MUITO MAIS na mochila do que ela deveria suportar (tipo o caso Romario/APAE, Microsoft x livres e dinheiro pra mídia)..

    ..mas no atacado (embora esquecesse questões triviais como a dos investimentos estratégicos tb sabotados, tipo submarino e Angra 3), principalmente no tocante ao DESMONTE atabalhoado e CRIMINOSO do Estado, sua análise esta lamentavelmente (pro país) precisa e pertinente

    .

    Em tempo ..o BRASIl só vai acordar quando se der conta do tamanho da conta ABSURDA de juros que paga (quase 4 vezes, anualmente, o que gasta com saúde e educação JUNTAS)

    .

    e aqui é de nos perguntarmos  ..quem poderá parar com este festival de exageros e de atos que lesam de forma indelével esta jovem e irresponsável pátria ?! 

    • No caso das Apaes,

      quem acompanha o Nassif há mais tempo sabe que a educação inclusiva é tema rrecorrente e caro ao nosso editor chefe.

  22. A direita brasileira não tem discurso, muito menos projeto eleit

    A direita brasileira não tem discurso, muito menos projeto eleitoralmente viável. O único argumento que dá alguma viabilidade para a direita é ser anti-Lula e anti-PT. Se o Lula não se candidatasse em 2018 a direita simplesmente perderia o rumo e a lava jato perderia seu objeto. Toda a campanha de destruição causada pela lava jato visa destruir o Lula eleitoralmente, mesmo que para isso tenham que destruir o país.

    Também, enquanto reinar o impasse dentro da esquerda não haverá possibilidade de reação ao desmonte do país que presenciamos. É preciso urgente que uma frente de esquerda se forme para ampliar as mobilizações e as campanhas de conscientização da população. A narrativa forjada pela mídia não pode prevalecer, sob pena de debitarem a causa da crise aos governos petistas, como tem ocorrido com êxito.

    É preciso que setores progressistas encampem de vez campanhas pelo “Pré-sal é Nosso”, contra o desmonte do SUS, contra o desmonte da Educação, da Cultura, da Ciência, da Previdência, da CLT. Enfim, é preciso união de todo o campo progressista e o Lula pode liderar essas mobilizações mesmo não sendo candidato.

    A política não se resume a disputa eleitoral, muito pelo contrário, a verdadeira política tem sido feita de fora para dentro. Os principais atores políticos da esquerda já não estão mais dentro do Congresso Nacional e sim nos movimentos sociais, como MST, MTST, estudantil e feminista. Essa é uma realidade que os dirigentes dos partidos políticos não conseguem entender, não querem enxergar o novo.

    O que é preocupante é a falta de reação ao que está ocorrendo. Está todo mundo perplexo com o nível de escárnio de todos os envolvidos no golpe. Inclusive no supremo o escárnio venceu o cinismo. 

    • Wilton, você defende a

      Wilton, você defende a candidatura de um sujeito que fala, contra o golpe, mas que o partido dele inteiro é a favor !!!

      O Lugar de LAsier Martins é na Forca !!!! Não na liderança do governo pós-golpista no Senado.

      Eu me recuso a votar em candidato de partido golpista. Que o Lula ceda a candidatura para Ciro no PT, pq esse partido do Ciro não vale nada !!!

      Ciro é um Bravateiro !! Fala muito e não faz nada de útil.

      • Para muita gente não caiu a ficha do que aconteceu nas eleições

        Para muita gente não caiu a ficha do que aconteceu nas eleições municipais de 2016. O PT saiu de 17 milhões de votos em 2012 para um pouco mais de 6 milhões; perdeu metade das suas prefeituras e metade dos seus vereadores; deixou de ser o segundo maior partido em prefeituras para sexto, inclusive menor que o PDT. O Haddad teve 3 milhões de votos em 2012, em 2016 teve apenas 700 mil votos. O PT não chegou no segundo turno em nenhuma cidade da grande São Paulo, reduto do partido conhecido como cinturão vermelho.

        Se continuar insistindo nessa lógica repetirá a derrota em 2018 perdendo metade de sua bancada na câmara de 50 deputados e elegendo um ou outro senador. O PT corre o sério risco de se tornar um partido irrelevante. A classe média brasileira passou a odiar a legenda, que se transformou no partido mais odiado do país.

        O que estou dizendo é para o PT deixar de ser cabeça de chapa para não ficar tão exposto a mídia golpista que ajudou a criar. O partido tem de pensar agora em formar uma bancada forte no legislativo, pois se assumir o Planalto novamente terão um ambienta ainda mais hostil do que no passado. Se a centro-esquerda não tiver pelo menos 1/3 do parlamento para barrar Emendas Constitucionais qualquer governo será inviável daqui para frente. 

        Se a esquerda errar a mão agora,poderá ser irreversível os desmontes que presenciamos. E mais do que isso poderá levar décadas para recuperar força política. 

        • “O que estou dizendo é para o

          “O que estou dizendo é para o PT deixar de ser cabeça de chapa para não ficar tão exposto a mídia golpista que ajudou a criar. O partido tem de pensar agora em formar uma bancada forte no legislativo, pois se assumir o Planalto novamente terão um ambienta ainda mais hostil do que no passado. Se a centro-esquerda não tiver pelo menos 1/3 do parlamento para barrar Emendas Constitucionais qualquer governo será inviável daqui para frente. “

          Ah sim, até pq é bom que o PT foque o máximo no legislativo, pq não dá para contar com os outros partidos para nada, notadamente o PDT…

           

        • Acompanho o relator em cada palavra, sem exceção

          Petistas lunáticos ainda – ainda – se jactam nas redes sociais de que “somos o maior partido de esquerda da América Latina”. Estão vivendo ainda – ainda – a fase de negação da realidade. NENHUM  partido vai querer se coligar com o PT em 2018, o próprio PCdoB, eterno aliado do PT desde 2002, está se despregando da “legenda maldita”, e quer lançar o Flávio Dino em 2018. 

          Há um vácuo geracional, o PT hoje é formado por “jovens entre 50 e 80 anos”, onde me incluo, perdeu completamente a conexão com a juventude, não houve renovação da militância. Nos últimos 10, 12 anos, formaram-se inúmeros, dezenas, centenas de núcleos, coletivos, movimentos de toda ordem, cada qual com sua bandeira, com uma característica comum a todos: são jovens. E o que faz a militância cabeça branca ( e dura, duríssima) do PT? Hostiliza esses meninos. Exemplo: o Levante Popular da Juventude é diariamente escrachado nas redes pelos demiurgos do PT, os que se acham donos do Partido, porque começaram láaaaaaa atrás. Procurar uma aproximação com esses movimentos que estão todos aí? Nem pensar, vamos ficar no mundinho fechado, rechaçando tudo, afinal a situação é bastante confortável, né não? E para ajudar, a direção do PT empurra para abril a renovação/troca da direção do partido para que tudo fique como está. 

          A situação é dramática demais para ficar escolhendo aliados. Há um claro, claríssimo conflito de gerações entre a militância cabeça branca do PT e os meninos que estão aí. E, pior, não vejo horizonte para essa situação se reverter. Em 2016, houve uma guerra de infantaria, o PT restou estraçalhado no campo de batalha. Em 2018, virá a solução final, com a execução piedosa dos feridos, deputados e senadores. 

          Nunca contei com Lula em 2018, porque procuro me manter dentro da realidade dos fatos, descarto o campo da fantasia, do delírio, ficção. Lula será condenado a toque de caixa em 1ª e 2ª instância, como diz o Nassif, daí a defesa vai, é claro, recorrer ao STF. Lá, o julgamento da apelação vai se arrastar até 2019, 2020, 2021, pra que pressa? Um pedido de vistas do Fux por 8 meses, mais um do Gilmar por 1 ano, por exemplo, sob o aplauso do Bento Carneiro. E por aí vai. (mesmo que o Gilmar saia do STF, continuará mandando lá dentro, ainda mais se for o ministro da Justiça do governo indireto tucano). 

          Laerte Coutinho, hoje

          José Trajano, em 21.11.2016, na Carta Capital

          JC: Dentro do campo da esquerda, fala-se muito da necessidade de se construir uma Frente Ampla. Qual é a chance?
          JT: Nenhuma. A esquerda agride-se demais. Há diferenças enormes, filosóficas, políticas, pessoais. De modo geral, os dirigentes partidários são arrogantes. Todos se acham donos da verdade, ninguém dá um passo à frente. Seria importante que os partidos de esquerda se entendessem, mas acho quase impossível.

  23. Em vez de enfrentar, eles vão aprofundar a crise

    Com suas políticas anti-cíclicas de austeridade e concentração brutal da riqueza, eles vão aprofundar a crise, fazendo o Brasil recuar para a idade da pedra fudida.

    Esses golpistas e seus lambe-sacos merecem a forca

    • Corrigindo o comentário das 09:39hs

      Com suas políticas PRÓ-cíclicas de austeridade e concentração brutal da riqueza, eles vão aprofundar a crise, fazendo o Brasil recuar para a idade da pedra fudida.

  24. Algo que não está nesta equação:

    a declaração de Donald Trump de que “não deixaria mais os Estados Unidos intervirem em outros países”. 

    Me parece que esta declaração foi dada após a eleição estadunidense. 

    Se verdadeira, eu me pergunto como é que esses “Arschkriecher” brasileiros vão ficar por aquelas bandas ? 

    Penso que esta camarilha ora mandante por aqui vai se decepcionar bastante com o Trump.

    Quem sabe, ele solta um tipo “I want talk with President(a) Dilma, not with this usurpator. “

    E aí, como é que fica ? 

    Depois do próximo dia 20 teremos novidades nesta a´rea. 

  25. Como diz Fernando Morais, na

    Como diz Fernando Morais, na hora em que aparecer um bando de barbudinhos que coloquem um monte de gente no paredão, vai ter gente os chamando de assassinos. A pior parte é ter muito pouco esperança, quase nenhuma, de que haverá justiça contra estes que podem ser chamados de modernos joaquins silvérios dos reis.

  26. Foco no congresso em 2018

    O cargo de presidente ja esta perdido em 2018 para esqueda seja com Lula ou com quem for… Nao existe chance nenhuma de vencer. O foco deveria ser em eleger o maior numero possivel para o congresso e construir um congresso mais equilibrado. Se o congresso tiver uma configuracao parecida com a atual o estado brasileiro acaba nos proximos 5 anos… Com um congresso mais equilibrado a historia seria bem diferente.

  27. Contraponto
    Não é exata a afirmação de que “A crise do governo Dilma foi decorrência da incapacidade de montar cenários e estratégias alternativas para o fim do ciclo das commodities.”

    Não se pode analizar a política dos governos do PT de forma separada e estanque. Lula e depois Dilma seguem, ou tentam seguir, um moderno desenvolvimentista, portanto, inclusivo, redistributivo da economia.

    As obras do PAC que começam com Lula e seguem no governo Dilma são algumasma das expressões de que os governos do PT procuraram diversificar a economia por setores e por regiões.

    O maior investimento na abertura de novos pólos no nordeste e norte, a obrigatoriedade de tecnologia e de conteúdo nacional, a preocupação em resguardar a utilização das tecnologias nacional nos estaleiros, nos campos de petróleo confirmam que os governos de Lula e Dilma procuraram fazer o diferente.

    Os fortes investimentos em educação, levando UF’s e Campus avançados para regiões do interior do Brasil, investimentos recordes em tecnologia, em novas matrizes energéticas, investimentos recordes em TI.

    O forte incentivo fiscal na tentativa de fazer o empresariado nacional investir e produzir.

    A preocupação de transferência de tecnologia na fabricação de helicópteros no interior de Minas Gerais e a exigência de transferência de tecnologia na compra dos caças.

    A tentativa de Dilma de diminuir a taxa SELIC, a sua luta para manter a geopolítica sul/sul.

    Enfim, enumerei apenas algumas das políticas dos governos do PT que procuravam orientar o país para um desenvolvimentismo que sequer atacava frontalmente o mercadismo.

    Espero que os colegas do Blog tragam outros elementos para desmistificar a afirmação do texto de que “A crise do governo Dilma foi decorrência da incapacidade de montar cenários e estratégias alternativas para o fim do ciclo das commodities.”

    • Concordo

      Posso acrescentar que a atitude dos empresários já era golpista muito antes das patifarias no Congresso. Hoje muito se fala do erro das desonerações tributárias: IPI, Pis/Cofins na cesta básica e Contribuição previdenciária sobre faturamento. Alguns elos da cadeia produtiva trataram de repassar as reduções de impostos para frente, mas no final os benefícios não chegaram ao consumidor, impedindo o efeito de desinflação de preços mas garantindo ganho de competividade aos produtores e comerciantes.

      A atitude dos empresários foi canalha. Aplaudiram de pé a adoção das medidas e apoiaram as tramóias do golpe, inclusive com suborno de dePUTAdos no fatídigo 17 de Abril.

      Isto, para mim, revela que o comando do golpe, que Nassif atribuiu ao Mercado no post, deve ser de outro agende. Chego a desconfiar que confrarias de homens bons e de bens estejam funcionando como organização, verdadeiros partidos políticos clandestinos e ilegais, agindo nas espreitas para encurralar a ralé que eles tanto temem pertencer. Por mero instinto de agentes de mercado, uns já teriam comidos os outros.

    • DIlma e Haddad afundaram o PT

      DIlma e Haddad afundaram o PT em SP  

      ..no CP só um milagre

      Haddad falou nas ciclovias, nas faixas exclusivas, nas bolsas pra pixador, travesti e estrangeiro por  exemplo, na diminuição da velocidade e na CRIMINALIZAÇÂO do motorista  ..na mobilidade e cracolandia foi OUTRO FIASCO que a população não perdoou 

      Mama Vana congelou cambio, tarifas ..artificioalizou políticas ..negligenciou os gastos e investimentos, o CONGRESSO e a base  ..turbinou consumo imediatista endividando empresas e famílias ..arrombou com contas Internas e Externas, carga e divida  ..plantou vento, sexismo, colheu tempestade  ..dela se salvou um Mias médicos e olhe lá sabe Deus até quando

      Lula no seu tempo revolucionou, inovou, inventou  ..catapultou linhas de crédito, ganho de renda  ..no social trouxe o Bolsa família  ..não se esqueceu da educação, da PF, das filas na Previdência, da inflação, das contas internas e externas, das relações internacionais  ..deu recordes no crescimento, geração de emprego, no comércio externo, na AGRICULTURA  ..reinventou o ESTADO investidor, INDUTOR  ..perdeu-se sim nos métodos JÁ estabelecidos embora com sua marolinha e redescobrimento do Brasil pelos brasileiros via AUTO ESTIMA, a tal opção e/ou censura pelo seu paz e amor passa batido, fica coisa diminuida

      Por favor não misturem LULA e DILMA

      • Para os que acreditam em
        Para os que acreditam em governos de um homem (mulher) só, você está certo.

        O governo foi do PT (?), como agora o governo não é de Temer (ou é?), é do mercado.

        Quem perdeu as ruas, a classe média e os empresários?

    • A Culpa é do PT, do LULA e da DILMA

      É fato que os culpados pelo Golpe de Estado foram o LULA e a DILMA.

      Muitos comentários aqui concordam com o discurso da mídia, das ratazanas do congresso e da oligarquia.

      Culpados, sim, por terem revolucionado o Brasil em 12 anos.

      Uma revolução sem uma gota de sangue e um único tiro.

      Culpados por nos tornarmos a sexta ou a quinta maior economia do planeta.

      Culpados por terem conseguido, pela primeira e única vez, que o povo brasileiro tivesse orgulho de si e do seu País.

      Foram 12 anos de um hiato na mesmice dos quinhentos anos de vira-latismo e colonialismo subserviente.

      Chegamos a um pequeno passo de uma real soberania e de nos libertarmos do Grande Império do Mal.

      A culpa é do PT, e toda a desgraça vivida hoje, como no futuro próximo, tem o seus responsáveis.

      A culpa é do mocinho. Ou: ¨Me perdoa por me traíres.¨

      Muito obrigado LULA. Muito obrigado DILMA.

       

       

       

       

       

  28. Pelo visto é melhor desistir

    Pelo visto é melhor desistir dessa merda toda. Desculpe, mas parece que não há saída…

  29. A PEC 55 já virou a EC 95

    Nassif,

    o seu artigo só merece uma correção, a PEC 55 já foi aprovada e virou a Emenda Constitucional 95 em 15 de dezembro passado.

     

    Ou seja, “acabou com qualquer possibilidade de política fiscal anticíclica e manieta todos os futuros governos”.

     

    • “Basta” um novo governo forte

      “Basta” um novo governo forte (quando um houver) decretar a inconstitucionalidade da EC95 e desafiar o STF. Mas isso só poderá acontecer depois da austeridade destruir o governo Temer, derrubar mais a economia (talvez inviabilizando os estadoss?) e finalmente, a muito contragosto,perder apoio na elite e opinião publicada brasileira. 

  30. Republica do Coqueiral

    Esse golpe so foi possivel porque Temer é um rato. Também acho um perigoso escroque. Toda essa turma que esta por detras desse senhor, vai cair, igual coco em coqueiral. Um acompanhando o outro. A terra arrasada que vira talvez sirva para a massa de manobra refletir um minuto no quanto foram manipulados. Cairam como patos no conto dos eternos vigarios.

    Quando Michel Temer escreveu aquela carta ridicula ao povo braisleiro (via Dilma), pensei em quanto mediocre era esse senhor e quanta coisa Dilma Rousseff suportava, sabendo das conspirações e da figura nefasta que é Michel Temer. Apesar de tudo o que propagaram sobre Dilma (burra, incompetente, inapta, etc), ela segurou um rojão enorme entre ambição de Michel Temer e os seus com o projeto enganoso da Ponte para o Futuro, com a imprensa caluniando seu governo cotidianamente e o Congresso a chantageando. E ainda tinha-se o fator judiciario e Sérgio Moro manipulando a Lava Jato contra Dilma e o PT.

    Não sei como se darão as proximas eleições presidenciais, mas temo que talvez não tenhamos eleições “livres”, com condições egualitarias entre os candidatos e partidos, mas sim um simulacro de eleições, com a imprensa, o judiciario e o PSDB comandando – mais uma vez – a massa. Os patos adoram.

  31. Pitaco
    O tempo de Temer será suficiente para implantar tudo o que o mercado quer; o desmonte do estado e redução drástica dos Direitos trabalhistas e das conquistas sociais dos últimos anos.

    • Levanta, Sacode a Poeira e dá a Volta por Cima!

      Se o povo tiver juízo, como normalmente tem, recuperamos tudo em seguida.

      Precisamos é óbvio de uma mídia de massa que apresente o contra-ponto e faça frente à mídia totalitária e hegemônica que defende os interesses mercantilistas, pessoais e do mercado e até, pasmem, de interesses estrangeiros.

      Construir este Poder de Comunicação, que contrabalance o atual desiquilíbrio, já que os preceitos constitucionais não são obedecidos, descuidado até pelo governo trabalhista, é essencial, não só para corrigir o desgoverno atual, mas até para o progresso natural e sem atropelos da nossa Democracia.

  32. “No momento, a aposta com

    “No momento, a aposta com maior probabilidade é a degola de Michel Temer seguido de eleições indiretas sob controle do mercado-PSDB, com o PGR cumprindo o papel de agente intimidador de políticos recalcitrantes.”

    Sim, caro Nassif. Mas tem uma coisa que os golpistas, os do golpe no golpe, precisam resolver: 2018.

    Será que basta impedir a candidatura do Lula? Qualquer um que pegar esse abacaxi chega em 2018 estoporado, não se elege nem síndico do prédio do FHC.

    Nesse sentido, o Temer tem um pouco de razão, ele também apanha injustamente. Apanhar do pig, FHC e demais tucanos é injustiça. Foi colocado para fazer isso aí. Está cumprindo seu papel.

    Voltando a 2018. Será que eles conseguem forjar uma eleição em que não exista candidato competitivo da oposição? Para mim se eles pegarem o governo agora, com FHC por exemplo, vão estender o mandato e/ou impor um semi-parlamentarismo.

    Nesse caso vão ter que usar a força. E no limite chegar ao estado de sítio. A agenda deles não é compatível com a democracia. 

  33. A dama de azul

     

     

    Não entendo por que quase todos articulistas políticos lançam suas análises do cenário caótico brasileiro num curto espaço de poucas décadas. A verdade é mais sombria, pois o governo federal plutocrático, quer pespegar a desigualdade social a todo custo tipo ” jogos vorazes”, isso sempre será a única política milenar do status quo: isolar os miseráveis e limitar a classe média a uma mucama universitária de seus casarões. O colapso está por vir, porque neste País, não há religião que segure o povo, ao contrário de países como a Índia em que a ideologia transcendente do regime de castas, mesmo com uma enorme desigualdade social, contempla a paz, além do que, neste mesmo Brasil de 2017, está incutido na mente da maioria dos brasileiros o poder de prosperidade que tivera a poucos anos atrás. O nó górdio da inércia do povo vai se desfazer, só precisa de uma forçinha, e se dará através da ruptura do presidencialismo, fator Lula, algum sincericida tipo a dama de azul ou facções descontentes com o sistema prisional. Afinal, a conta da guerra vai sempre para o mesmo partido. 

  34. Uma questão muito assustadora

     

    A gritante fragilidade dos governos capitalistas, contém todo tipo e modalidades de roubalheiras com siderais prejuízos sociais aos cofres públicos, decorrentes de superfaturamentos,  privatizações a preços de bananas, propinas, compras e construções desnecessárias, paralisações, indevidas isenções fiscais, abandonos de importantes empreendimentos, projetos mal concebidos, fiscalizações corruptas e outros incontáveis indevidos. Propicia também, inacreditáveis golpes, como este de agora que depôs a Presidente Dilma/PT, mulher honrada e nacionalista. Tudo, visando atender a interesses de poderosas oligarquias interna aliadas aos interesses prioritários dos EUA. Nunca poderemos esquecer que até junho de 2013, quando começaram as gigantescas badernas, o governo PT exibia seguidas pujanças econômicas e sociais, como nunca antes vistas.

    Por tudo que já foi publicado e analisado, leva a crer que este sujo golpe é parte de um projeto maior, contendo prioridades econômicas e estratégicas dos EUA focado na América Latina. Por isso mesmo, impõem urgentes reflexões sobre os possíveis desdobramentos e consequências de ordem econômica, territorial, social e militar. Enquanto isso é possível fazer.

     De um lado, encontra-se a conhecida política externa dos EUA, de devastadoras invasões, golpes, sabotagens, torturas, assassinatos, manipulações financeiras e de mercados, etc., fazendo inimigos por todo o mundo. Do outro lado, poderosas forças continuam ganhando importantes espaços nesses 10 últimos anos, especialmente, a China e a Rússia.  Para não falar na índia, Coréia do Norte e Irã. Comercialmente e tecnologicamente, a poderosa China prossegue tomando conta dos mercados nas mais diversas áreas. A Rússia de Putin, continuando com o crescente desenvolvimento tecnológico na área bélica, inclusive, demonstrando poder na anexação da Crimeia e forte presença militar na Síria. Continua questionando o poderio político e militar dos EUA em áreas que até pouco tempo eram de seu  exclusivo domínio, como no Oriente Médio, Filipinas, Turquia e outras mais.

    Em paralelo as importantes mudanças dos centros de gravidades econômicos e militares, o sistema capitalista vai rumando para a falência global por conta de suas incontáveis contradições. Dentre elas, o sideral desemprego causado por Dona Tecnologia, se tornando mais e mais poderosa, sem limites algum, principalmente, na inteligência artificial e na robótica. Se depender das projeções impressionantes reservadas para os próximos 6 anos, estarão fora do trabalho, milhares e milhares, trabalhadores braçais e intelectuais, acelerando a corrosão do polo consumidor mundial, a cada dia mais enfraquecido pelos desempregados e  trabalhadores de baixos salários. Também, a gigantesca concentração de rendas em mãos de poucos, com sérios transtornos para o capitalismo.

    Diante de semelhante panorama, parece que os EUA estariam decididos a recuperarem, a qualquer custo, o seu antigo domínio econômico e militar em toda a América Latina. Se isso é verdade, não medirão esforços e consequências para a realização desse macabro projeto, sobre um continente riquíssimo em reservas naturais, inclusive petróleo, e tradicionais áreas produtoras dos mais diversos tipos de alimentos. Um bilionário continente sem defesa alguma. Afinal, as duas maiores potências da América Latina, Brasil e Argentina, não possuem a bomba atômica.  Não possuem a formidável arma de defesa e de respeito mundial, que poderiam ter se não fosse à velha e conhecida traição à Pátria. No Brasil, por Collor e FHC.

    Na Argentina, o desmonte econômico, social e tecnológico da era Kirchner, prossegue a toda força com a eleição de Macri, que contou com semelhante escancarado apoio da grande mídia ”livre”com fartas e cínicas mentiras, fazendo a cabeça do povão, bem parecidas as empregadas no golpe contra a Presidente Dilma/PT. Só que no Brasil, entraram em cena, as gigantescas seguidas impunes badernas por todas as grandes capitais, comandadas pela turma de preto (informação) junto com a CIA, em insuperável esforço para concretização do golpe contra o vitorioso governo do PT, desmascarando mais outra vez, a desmoralizada democracia capitalista.

    É bom ter em foco, que dependendo do caos gerados pelas prometidas privatizações e ações políticas dos corruptos golpistas, acelerando o desmonte econômico, social e tecnológico, em plena crise mundial, o Brasil poderá ser lançado nas fronteiras da guerra civil. Se isso acontece, provavelmente, os EUA adotariam maiores providências de controles. Não ficariam restritos aos serviços das diversas facções da turma de preto (informação) presentes em todos os locais e ambientes possíveis, fornecendo os mais diversos tipos de informações sobre pessoas e  empresas, inclusive, sobre as Forças Armadas, contando com intercepções telefônicas, invasão de computadores, e outras mais. Fariam mais ainda.

    Diante de um Planeta prestes a ser fragmentado pela inevitável falência do capitalismo, os EUA poderão ser tentados a fazer uso de meios mais eficientes e truculentos para monitoração e controle das massas. Quem sabe, até mesmo, instalando uma unidade micro eletrônica fixada no lóbulo da orelha das pessoas, físicas, jurídicas e militares, objetivando transmitir toda a conversa desenvolvida e pronta localização do indivíduo. Quem sabe, aptas a receberem recados e instruções, inclusive, para se deslocarem ou afastarem dessa ou daquela área. Nada mais escaparia ao controle e monitoração dos EUA, nem mesmo, as nossas Forças Armadas, que em semelhante ambiente, seriam comandadas por oficiais norte-americanos, com a possível mudança da bandeira e do hino brasileiro para a bandeira e hino dos EUA. Se semelhante tragédia acontece, não haveria mais espaço algum para qualquer tipo de insurgentes, heróis, revoltosos e combatentes. Seria a plena capitulação, humilhante, vergonhosa, total e definitiva, sem um único tiro. Seria o próprio Anticristo.

    Garantido a inviabilidade de qualquer tipo de movimentos e revoltas, estará concluída a “pacificação da América Latina”. A população de cada país poderia ser dividida em classes e categorias, de acordo com aptidões de cada um, atendendo interesses e necessidades da ordem norte-americana implantada. A essa altura, o sistema capitalista mundial já teria se desintegrado por completo. Escravidão total.

    No surpreendente golpe contra a Presidente Dilma/PT, sob a cínica bandeira de combate a corrupção, ficou muito claro o insuperável poder dos EUA no comando e monitoração das  complexas operações de desmonte econômico e de fulminantes desmoralizações de importantes e estratégicas empresas estatais e privadas, notadamente, a Petrobras e a Odebrecht. Abrindo espaço para empresas estrangeiras, em setores até então pertencentes a experientes e notáveis empresas brasileiras, estatais e privadas. O clima de variadas sabotagens, da força total conferida à grande mídia “livre”, somado aos corruptos e entreguistas políticos, juízes e altos funcionários do Poder, muitos deles, envolvidos com a CIA, estão tornando a América Latina um perigoso explosivo paiol de pólvora. 

  35. BOVESPA

    Há alguns meses , num desses xadrezes , você disse – Nassif – que o ibovespa começaria a despencar quando os investidores começassem a se dar conta da inviabilidades do governo golpista . 

    Entretanto o indice não para de subir . Os investidores estão animados com a perspectiva de consolidação desse estado que só mira seus interesses financeiros , ou não se dão conta de que as empresas vão despencar com a destruição da demanda ? 

  36. A lavagem cerebral feita pela

    A lavagem cerebral feita pela mídia foi tão grande que será difícil reverter este quadro.

    Numa conversa de final de ano, uma amiga (que apoiou o golpe) me desejou feliz ano novo, mas se mostrou preocupada com aleppo e com os índios no Brasil (?????? é isso que dá assistir a GloboNews toda hora)

  37. Temer n caira

    Obvio que Temer n vai cair. Segue ate 2018, a agenda vai ser implementada com ele. tudo q se quer aprovar vai ser aprovado em 2017 e sem o desgaste do psdb precisar tomar a frente e poder eleger o presidente tranquilamente em 2018, a esquerda precisa cair na real, na mente das pessoas tudo esta como esta por culpa do PT e isso vai pedurar mais alguns anos assim. O foco da esquerda deve ser o congresso. equilibrar o jogo no congresso.

    • Concordo com você, engana-se

      Concordo com você, engana-se profundamente quem acredita que o Temer caíra, pois, ninguém moverá uma palha para isso. A parte indginada da população que ajudou a derrubar a Dilma não tem a menor vontade de se manifestar contrariamente ao governo atual, eles sentem-se responsáveis por ele e creditam todos os problemas ao “desgoverno do PT”. Além disso, o Congresso concede total respaldo ao Temer, tudo o que ele quer será aprovado, apenas farão suas bargalhas como de costume. Precisaria ocorrer uma tragédia colossal para o Congresso desembarcar do governo Temer e, mesmo assim, ainda teria gente jogando a responsabilidade no colo do PT (dirão que o que está acontecendo é fruto do erro do governo anterior).

      E sim, demorará mais de uma década para o PT se recuperar (se conseguir), basta ver a dificuldade do PSDB em viabilizar-se nacionalmente depois do governo FHC, no qual o PT colocou a pecha de responsável por todos os problemas do País na época. Até a eleição de 2014 (12 anos depois) eles continuaram vítimas do governo FHC. Vejo a situação do PT muito pior do que a do PSDB pós FHC porque o partido foi despedaçado com inúmeras lideranças totalmente destruídas moralmente e criminalmente. Os elos fortes do PT estão quase todos mais preocupados com processos criminais próprios do que em combater o atual governo/grupo de poder, outra parcela consideravel pulou fora do partido (turma da Marina, turma do PSOL, turma da Marta, outros independentes como Walter Pinheiro/BA, Cristovan Buarque muito tempo atrás, etc.). O desmonte do PT foi muito grande e será sentido por um longo tempo.

      Em minha opinião o PT precisa trabalhar para criar uma nova identidade e laços com a população, começando em nível municipal para aumentar o número de vereadores com bandeiras antenadas com o novo (não esquecendo do velho), desta forma, gerando uma quantidade significativa de representantes para extrair seus novos expoentes que buscarão ganhar novas prefeituras, depois buscarão ganhar governos estaduais e construirão uma base parlamentar forte para buscar o governo federal novamente. Esse será um processo de 20 anos ou mais.

      O PT levou um pouco mais de 20 desde a sua criação para chegar ao governo federal e, creio que neste momento, será a mesma coisa agora. Para retomar o poder agora com o Lula, o desastre do governo atual precisaria ser algo sem comparação na história do mundo. Lembro novamente, tudo de errado que ocorrer no governo Temer será facilmente jogado no colo do PT e, pelo outro lado, tudo de bom que ocorrer será responsabildiade dos golpistas.

      A realidade é dura, mas para quem está acostumado a lutar é isso que temos. A luta é para manter-se como partido forte enquanto outra conjuntura é construída com a cara dos que tomaram o poder e, então, não cole mais dizer que a culpa é do PT. O PSDB conseguiu isso com o golpe, resta apenas verificar se conseguirá tomar o poder de volta (eles correm o risco de uma terceira via levar a rapadura em 2018).

      Minha opinião era que o PSDB bastaria ficar sentado assistindo tranquilamente a Dilma se complicar com a crise econômica para ganhar a eleição de 2018 (em 2014 faltou pouco e com o aprofundamento da crise seria fácil conseguir os voltos que faltaram). Com o golpe eles anteciparam a saída do PT, mas correm o risco de ficarem pelo caminho.

  38. Há uma peça nesse xadrez que

    Há uma peça nesse xadrez que deve ser levada em conta. Essa peça é a própria troca do PGR, que deve ser feita por volta de setembro de 2017, quando Janot termina seu segundo mandato. É muito óbvio para mim que, quem quer que esteja ocupando a presidência da república nesse momento, vai indicar um PGR absolutamente fiel ao seu grupo político. Além disso, a partir deste momento, as investigações da lava-jato e de outros escândalos poderão tomar outro rumo ou até radicalizarem o partidarismo que já é latente. Temer tem até setembro para se aguentar na presidência e conseguir indicar um PGR fiel e do gosto de seu grupo político. Isso poderá a ser o grande trunfo que ele tem nas mãos para virar o jogo político a seu favor. O problema é que 7 meses na conjuntura atual é uma eternidade que estará jogando contra ele, dado que nada nos leva a crer que haverá uma recuperação econômica no horizonte próximo.

  39. Uma peça a mais no xadrez

    Nassif e amigos:

    A meu ver, enquanto as alternativas do campo progressista se limitarem, na teoria e na prática, a vingar o “golpe” sofrido por Dilma, acabar com a Lava Jato e lançar Lula em 2018, o que restará para nós é o fracasso. 

    O que levou à queda de Dilma não foi a adoção de uma política contrária ao neoliberalismo, mas exatamente o contrário, sua capitulação completa ao ideário da recessão, do desemprego e dos juros. Não será negando a realidade – já falei isso aqui várias vezes – que iremos fazer avançar a luta política. Não fosse por conta de não estar mais no poder, quem estaria – porque já estava – adotando as políticas recessivas e de destruição do Estado que hoje vemos aplicadas por Temer seria a própria Dilma.

    Anotei aqui algumas das maldades listadas pelo Nassif para que nos lembremos a origem delas: 1) PEC 55: foi instaurada agora, mas gestada, e por escrito, por Nelson Barbosa, que inclusive apresentou a ideia no Congresso. Foi aqui mesmo no GGN que a notícia foi dada. 2) Garrote nos Estados: a atual política segue à risca a anterior (Dilma), que seguia à risca a predecessora (FHC). Não é de hoje que Estados e grandes municípios (procurem a opiniao de Haddad à respeito) tentam renegociar suas dívidas, infladas criminosamente pelos juros durante o Governo FHC. Nunca conseguiram. 3) Petrobrás: não foi Temer quem iniciou seu desmonte, foi Dilma: vendeu o Campo de Libra, parte das redes de gás, e, o principal crime, permitiu que se instalasse na empresa simbolo do Brasil o maior esquema de corrupção já visto. 4) Lava Jato, engenharia e outros: não vejo como defender que a “engenharia nacional” foi “desmontada” pela ação da Lava Jato. O que a Lava Jato desmontou foi a engenharia da bandidagem, que lucrou bilhões fraudando, cartelizando, inventando despesas, superfaturando projetos, enfim, uma quadrilha. A Petrobrás inteira foi construída sem a Odebrechet e a OAS, só para lembrar.

    Fiz este pequeno histórico não com o intuito de provocar, mas de recolocar o debate em outra condição: não será pelas mãos de Lula e do PT que vamos retomar o caminho do desenvolvimento. Primeiro, porque eles nos deve explicações sobre como se meteram na situação em que estão, assim como ao Brasil. Segundo, porque a esquerda não se resume ao PT, não pode se resumir e, caso se resuma, o Brasil já perdeu: se não der Lula, seguiremos no caminho do neoliberalismo; se der Lula, também seguiremos, porque o PT já não tem mais proposta diferente para a economia que não seja aplicar o receituário neoliberal, ainda que com um pouco de gelo para aliviar a dor. 

    O que precisamos é construir um novo caminho econômico que consiga ir além do que já é praticado no Brasil há décadas. O Nassif já apontou o caminho várias vezes: menos juros, investimentos públicos para alavancar a economia, fomento da atividade econômica interna, da indústria, das pequenas empresas, entre outras soluções que não são mágicas. São, como bem colocou o post na “peça 3”, medidas já comprovadas na história da economia.  

    Este novo caminho não passa agora pelas mãos de Lula e do PT, nem será defendido ou implantado para vingar a Presidente Dilma. Eles tiveram sua chance. Agora, a fila presida andar para frente, porque acima dos interesses do PT e de Lula estão os interesses do povo brasileiro. 

    MOACIR DE FREITAS JUNIOR

  40. A miséria da Economia

    A miséria da Economia contemporânea é o desfecho de um processo que a dissocia da Política, ou seja, o desfazimento do duo Economia-Política, a partir do final dos anos oitenta. Saíram de campo os “craques”, os visionários, os formuladores, os de visão sistêmica, para adentrarem em campo as suas contrafações: os tecnocratas, os engomadinhos de gravatas; hábeis em diferenciações, integrações e álgebra linear, mas incapazes de apreenderem o lado político e humano dos fenômenos econômicos.

    Não se trata de desconhecer a importância da técnica e seus apanágios teóricos, no caso as Matemáticas e da Estatística, mas de reafirmar a verdadeira natureza e substância de uma disciplina que tem por objeto pessoas. Se agregarmos a esse exagerado viés tecnicista a arrogância e mediocridade intelectual, então fica mais fácil entender o porquê dos nossos melhores economistas ou já estarem mortos, a exemplo de Celso Furtado(o melhor), Eugênio Gudin, Octávio Gouveia de Bulhões, Roberto Campos ou então fora do proscênio, como Delfim Netto, Maria Conceição Tavares, Paul Singer e outros ora não lembrados.

    A nossa tragédia é maior, assume tons apocalípticos, quando se constata que esse vácuo de formuladores também alcança a própria Política enquanto práxis e doutrina. Política que nos últimos tempos se amesquinhou se apresentando sempre com a sua face mais vulgar e estereotipada: a busca e o exercício do Poder pelo Poder. O Brasil pós redemocratização, exatamente quanto despontavam as grandes inflexões geopolíticas, os espantosos avanços tecnológicos e as complexas interações e mutações sociais, não vai contar com lideranças políticas a altura de entenderem e fazerem acontecer consoantes esses novos tempos. Aliás, as exceções, a exemplo de Leonel Brizola, foram alijadas exatamente por pensarem e agirem fora do padrão. 

    E Lula, Fernando Henrique Cardoso? Fizeram governos medianos,  o último, e bons, o primeiro.Nada mais que isso. Igualaram-se na pequeneza; se deixaram envolver pela “pequena” política. Governaram para o hoje com os olhos no ontem. Foram decerto menores que os desafios a que se tributam aos grande formuladores. Lula, sem sombra de dúvidas detentor de uma história de vida heroica e sublime, um incomparável líder de massas e um político sensível e inteligente, somente aqui e ali, pensou um pouquinho fora do quadrado quando buscou redesenhar a nossa ignóbil pirâmide social através de ações de curto e médio prazo. Para o Brasil do Futuro, infelizmente, até agora nada teve a dizer. 

    Na gênese das crises econômicas e/ou políticas há sempre um fator comum: a imprevidência, a falta de visão de futuro e antecipação de cenários. Resolvê-las, então, é impossível se as abordagens forem do mesmo padrão, seguirem o mesmo roteiro. Nesse sentido, são os formuladores, os que tem sensibilidade de apreenderem corretamente o presente e projetarem o futuro. 

    Nossa crise maior não é de matiz econômica-social, mas de valores, de auto-confiança. É pela indigência de ideias e ações corajosas, visionárias que bem são próprias dos formuladores. 

     

     

     

     

     

    • JB Costa: Apoiado!

      Tudo que escreveu eu faço minhas palavras.  Expressou o que eu mesma não conseguia expressar, mas sentia algo faltando na análise de nosso querido Nassif…

      E acrescento…

      Nassif, não consigo fazer esse corte temporal Lula/Dilma e Temer/Aécio… é tudo imbricado desde 2002/2003 na mesma lógica de fundo: orçamento público, inclusive drenando para o sistema financeiro qq superávit para que nada possa ser sustentável nos serviços públicos de saúde e educação.

      O mercado também não vejo separado do Estado em ambos.  O quanto que o mercado mamou e ainda mama nas benesses da grande demanda do orçamento público para obras, compras, publicidade, subsídios para indústrias não inovadoras, não investidoras em novos segmentos… Até poderia ser relevante ocupar o Estado por um mandato se o sistema tributário fosse direcionado para aliviar quem produz, quem trabalha, quem emprega e quem consome.  Só que se passaram mais de doze anos e o PT não encarou, não peitou, não promoveu transformação nesse sentido.

      E nesse modelo de Estado que infla valores, lamento, só cortando o que é para ser cortado e só tributando o que já está acumulado em patrimônio de capital em ativos mobiliários e imobiliários.  Que todas as cortinas se abram para nos esclarecermos que não houve diferença substancial em Lula/Dilma Temer/Aécio quanto ao (ab)uso dos recursos públicos, pelo que vi até agora.

      Consultem mais até o fim dos detalhes o Portal da Transparência que foi uma luta da CGU para sua existência.  Dilma para mim foi e é a menos mal de todos e com certeza só não fez mais por impedimento do PT e de Lula.  Ela conseguiu baixar a taxa de juros SELIC para menos de 8% ao ano e daí lembrem-se quando começaram os ataques do PT e Lula.

       

  41. teoria economica ou ganância?

    a minha pergunta é muito simples.

    o mercado citado por nassif está fazendo esse estrago todo no país por que razão ?

    1) acreditam num modelo economico falido e acham que ele levará a uma melhora do país.

    2) fazem de conta que acreditam mas na verdade estão querendo mesmo é a volta dos seus lucros faceis e o povo que se dane (principalmente os mais pobres). (vide por exemplo a lei das empresas de telecomunicações que está sendo votada e que vai transferir cerca de 100 bi para eles)

  42. Meu amigo Luis Nassif está

    Meu amigo Luis Nassif está devendo a publicação de um livro a toda sua legião de fãs,que eu,um simples não cadastrado integro.Se não me engano,Os Cabeças de Planilha foi o ultimo deles.Por sugestão,toda serie Xadrez que ele escreveu até aqui,e outros textos que por certo advirão,devem ser compilados em livro.Nassif não é o maior jornalista de sua geração,por obra e graça da naturaza.A serie Xadrez que produziu e produz,são amostras claras disso.É um trabalho de profunidade que merece uma reflexão mais amiude,mais detalhada,ir a fundo,para o perfeito entendimento do que ele traz a luz do sol.Não conduz a um trabalho desta evergadura,pinçar uma frase do texto e dela tecer comentarios,o que está sendo feito pela grande maioria dos que aqui aportam.Nada contra,vamos combinar.Nassif é um jornalista brilhante,nenhum outro tem traduzido de forma  tão avassaladora e verdadeira,a debacle que aniquilou o País,e destruiu todos os valores e virtudes de uma sociedade civilizada.Nassif produz e faz historia,e ela nos é legada por livros.È isso que ele deve fazer,e é exatamente isso que todos nós dele esperamos.

      • Outra retificação.Não é não
        Outra retificação.Não é não conduz,e sim não CONDIZ.Escrevo de improviso,e por um dos mais perfeitos comentários já produzido s por mim,tenho por dever deixa-lo redondinho.

  43. Só tenho uma certeza.
    A via

    Só tenho uma certeza.

    A via pacífica é um mentira. Não existe. A direita não aceita nem jamais aceitará a democracia.

    Somente uma revolução de verdade, que pela primeira vez na História do Brasil derrame o sangue da elite, de modo a finalmente acabar com a impunidade que essa elite sempre teve em relção a todos os seus abusos, é que pode mudar alguma coisa neste País.

    E revolução não se faz pela metade. Tem que virar tudo de cabeça para baixo, acabar com esse passado escravagista que domina o Brasil até hoje.

    É provável? Acho que não. Mas também não é impossível. A direita está esticando a corda como se não houvesse amanhã. Não seria de se estranhar se um dia a corda arrebentar.

     

  44. A dama de azul
    Não entendo por que quase todos articulistas políticos lançam suas análises do cenário caótico brasileiro num curto espaço de poucas décadas. A verdade política é mais sombria, pois o governo federal plutocrático quer pespegar a desigualdade social a todo custo tipo ” jogos vorazes”, isso sempre será a única política milenar do status quo: isolar os miseráveis e limitar a classe média a uma mucama universitária de seus casarões. O colapso nacional está por vir, porque neste País, não há religião que segure o povo, ao contrário de países como a Índia em que a ideologia transcendente do regime de castas, mesmo com uma enorme desigualdade social, contempla a paz, além do que, neste mesmo Brasil de 2017, está incutido na mente da maioria dos brasileiros o poder de prosperidade que tivera a poucos anos atrás. O nó górdio da inércia da manifestação do povo vai se desfazer, só precisa de uma forçinha e se dará através do fim do presidencialismo, fator Lula, algum sincericida tipo a dama de azul ou facções descontentes com o sistema prisional. Afinal, a conta da guerra vai sempre para o mesmo partido. 

  45. Uma pergunta bem singela, mas

    Uma pergunta bem singela, mas que o setor progressista parece desconsiderar:   com maioria absoluta (melhor se for de 2/3) em ambas as casas do Congresso, por que não reverter as medidas que agora estão sendo implementadas? É interessante observar como esses abutres fazem o que quer qd tomam o governo, e a gente parece aceitar as medidas como algo irremediável.  A PEC 55 se tornou cláusula pétrea, por exemplo?    O problema é que ninguém atenta que o foco para 2018 e eleições seguintes deveria ser o legislativo. É uma cegueira política impressionante e o resultado é esse: o golpe, mas parece que nem a história serve como alerta e como apontador de solução.

  46. Gilmar é o nosso Pinóquio.

    Os boatos de que Gilmar Mendes deixaria o STF já é a preparação do caminho para  a entronização dele na Presidência da República.

    O primeiro lance concreto desta caminhada foi o debate proporcionado por Renan Calheiros, no Senado, em que foi preparado um confronto de posições entre Gilmar e Sérgio Moro. Gilmar posava de garantista e Moro de justiceiro. Neste momento, Gilmar acenava para os políticos corruptos (maioria do Congresso), mostrando que ele seria a única  salvação para “estancar a porra dessa sangria”, conforme declarações de Cajú (senador Jucá) gravadas pelo ex-Presidente da Transpetro.

    Gilmar continuou nessa estratégia, fustigando sempre que podia os procuradores justiceiros da Lava-Jato e Sérgio Moro.

    Recentemente, um novo sinal foi dado, quando Gilmar, aproveitando-se do imbroglio Marco Aurélio Melo/Renan Calheiros desancou o Ministro do Supremo provocando reações de crocodilo de alguns  outros Ministros do Supremo contra ele, em solidariedade a Marco Aurélio. Gilmar começou a preparar um acordo para deixar o STF.

    Paralelamente, Gilmar trabalha a todo vapor no TSE para cassar a chapa Dilma/Temer e se colocar, como militante do PSDB, como o nome viável para a Presidência da República, numa eleição indireta, com um objetivo imediato de curto prazo: abafar a Lava-Jato assim que Lula for condenado, tornando inviável a candidatura do ex´Presidente em 2018 e um objetivo de médio prazo: preparar as condições do ambiente político-econômico para uma candidatura viável do PSDB em 2018. 

    Gilmar, em tese, reuniria as condições demandadas pelos políticos conservadores corruptos:

    1) seria garantista, o que significaria condenar e impedir as práticas ilegais e heterodoxas de Sérgio Moro e dos procuradores e policiais federais da Operação Lava-Jato;

    2) como ex-Ministro do STF reuniria condições para dar respaldo ao próprio STF para que o tribunal voltasse a práticas garantistas utilizadas antes do julgamento do mensalão;

    Assim, praticamente, encerraria a operação Lava-Jato.

    3) não agiria politicamente contra uma condenação de Lula por Sérgio Moro, na 1ª instância, e pelo TRF-4, na 2ª instância, obtendo a inviabilização da candidatura de Lula em 2018.

    4) reuniria em torno de si o apoio de todos os políticos conservadores corruptos, inclusive, naturalmente, os do PSDB, com a promessa de que as investigações continuariam para inglês ver;

    5) aprofundaria, com mais respaldo perante a opinião pública conservadora, já que, em tese, não é corrupto, o desmonte do Estado de Bem Estar Social construído pelo PT, dando a resposta demandada pelos financiadores externos do golpe parlamentar;

    6) e, além do mais, nomearia um Ministro do Supremo na vaga deixada por ele mesmo.

    Entretanto, enganam-se aqueles que vêm em Gilmar aquela subserviência aos políticos do PSDB como militante disciplinado. Naquela alma penada e psicopatizada pulsam ambições as mais tenebrosas.

    Entronizado na Presidência da República, a alma política e a ambição de Gilmar pelo poder vão, imediatamente, colocar em curso um plano para estender o seu mandato até 2022. Ele terá a faca e o queijo nas mãos e políticos amedrontados prontos a lhe servir o que ele desejar.

    E não deixará de lançar mão da repressão, se e quando for necessário, para impedir que o populacho levante a voz.

    Ao cabo e ao fim, o Poder Judiciário assume o Poder Executivo e mantém sobre controle o Poder Legislativo. É o golpe perfeito.

    Saem derrotados: os trabalhadores, os setores democratas e progressistas da classe média, da academia, das artes, da ciência e tecnologia, os estudantes, etc, a engenharia nacional e suas empresas e a indústria nacional, construção civil, defesa, naval, etc.

    Se reduzem ao mínimo os partidos de esquerda, inclusive o PT, com o banimento de Lula da vida política.

    E o país volta a ser, depois de 14 anos de protagonismo internacional relevante, um protetorado norte-americano.

    Saem derrotados, também, os bois de piranha injuiz Sérgio Moro, o beato batista Deltan Dellagnhol, os minions procuradores imberbes, os policiais federais aecistas, a cúpula do PSDB, o PMDB, o centrão e outros partidos conservadores que voltam à sua condição histórica de baixo clero.

    Os grandes vencedores: o Império e o capital internacional.

  47. Engana-se profundamente quem

    Engana-se profundamente quem acredita que o Temer caíra, pois, ninguém moverá uma palha para isso. A parte indginada da população que ajudou a derrubar a Dilma não tem a menor vontade de se manifestar contrariamente ao governo atual, eles sentem-se responsáveis por ele e creditam todos os problemas ao “desgoverno do PT”. Além disso, o Congresso concede total respaldo ao Temer, tudo o que ele quer será aprovado, apenas farão suas bargalhas como de costume. Precisaria ocorrer uma tragédia colossal para o Congresso desembarcar do governo Temer e, mesmo assim, ainda teria gente jogando a responsabilidade no colo do PT (dirão que o que está acontecendo é fruto do erro do governo anterior).

    E sim, demorará mais de uma década para o PT se recuperar (se conseguir), basta ver a dificuldade do PSDB em viabilizar-se nacionalmente depois do governo FHC, no qual o PT colocou a pecha de responsável por todos os problemas do País na época. Até a eleição de 2014 (12 anos depois) eles continuaram vítimas do governo FHC. Vejo a situação do PT muito pior do que a do PSDB pós FHC porque o partido foi despedaçado com inúmeras lideranças totalmente destruídas moralmente e criminalmente. Os elos fortes do PT estão quase todos mais preocupados com processos criminais próprios do que em combater o atual governo/grupo de poder, outra parcela consideravel pulou fora do partido (turma da Marina, turma do PSOL, turma da Marta, outros independentes como Walter Pinheiro/BA, Cristovan Buarque muito tempo atrás, etc.). O desmonte do PT foi muito grande e será sentido por um longo tempo.

    Em minha opinião o PT precisa trabalhar para criar uma nova identidade e laços com a população, começando em nível municipal para aumentar o número de vereadores com bandeiras antenadas com o novo (não esquecendo do velho), desta forma, gerando uma quantidade significativa de representantes para extrair seus novos expoentes que buscarão ganhar novas prefeituras, depois buscarão ganhar governos estaduais e construirão uma base parlamentar forte para buscar o governo federal novamente. Esse será um processo de 20 anos ou mais.

    O PT levou um pouco mais de 20 desde a sua criação para chegar ao governo federal e, creio que neste momento, será a mesma coisa agora. Para retomar o poder agora com o Lula, o desastre do governo atual precisaria ser algo sem comparação na história do mundo. Lembro novamente, tudo de errado que ocorrer no governo Temer será facilmente jogado no colo do PT e, pelo outro lado, tudo de bom que ocorrer será responsabildiade dos golpistas.

    A realidade é dura, mas para quem está acostumado a lutar é isso que temos. A luta é para manter-se como partido forte enquanto outra conjuntura é construída com a cara dos que tomaram o poder e, então, não cole mais dizer que a culpa é do PT. O PSDB conseguiu isso com o golpe, resta apenas verificar se conseguirá tomar o poder de volta (eles correm o risco de uma terceira via levar a rapadura em 2018).

    Minha opinião era que o PSDB bastaria ficar sentado assistindo tranquilamente a Dilma se complicar com a crise econômica para ganhar a eleição de 2018 (em 2014 faltou pouco e com o aprofundamento da crise seria fácil conseguir os voltos que faltaram). Com o golpe eles anteciparam a saída do PT, mas correm o risco de ficarem pelo caminho.

  48. Ás ruas

    Temos uma reposta democratica para o descrito ( que sou obrigado a concordar).

    Vamos para as ruas!

     O que estão esperando as lideranças politicas, sindicais, de aposentados, de bairro.

    As ruas!

    Ficar com a bunda sentada no computador não resolve nada!

  49. Primeiro ponto: é preciso tratar inflação como problema político

     

    Luis Nassif,

    Há uma questão central para compreender a força do mercado, e que é omitida no seu texto. A questão central é saber por que o mercado tem tanto poder em uma democracia. E em meu entendimento, a força do mercado decorre do fato de que o combate à inflação é uma prioridade política, isto é, os governantes para permanecerem no poder precisam de contar com o apoio popular e para contar com o apoio popular é preciso manter a inflação baixa.

    Não levar em conta esse desiderato popular pela inflação baixa em qualquer escrito político produz um texto fragilizado no seu conteúdo, pois o texto só conseguirá atingir o objetivo pretendido, se o objetivo pretendido for o que se deseja como verdade e não o que se sabe como verdade.

    Clever Mendes de Oliveira

    BH, 03/01/2016

    • Respondo ao lúcido comentário
      Respondo ao lúcido comentário de Clever Mendes de Oliveira,03/01/2017,às 14:00-Por que o mercado tem tanto poder em uma democracia?Pelo pouco que entendo desta josta,nenhum regime que vigore o parlamentarismo,sobrevive com a taxa de desemprego que ronda o Brasil.No presidencialismo,ouço dizer que se transformam em um tal pato manco.

      • Em outras palavras
        Em outras palavras Clever,dizia Papai,que adorava simplificar as coisas,quem ganha eleição ou perde,por óbvio,é a barriga.Cheia ou vazia.

        • A inflação tem desdobramentos que são esquecidos

           

          Júnior Sertanejo (terça-feira, 03/01/2017 às 17:10),

          A questão central que Luis Nassif omitiu tem mais desdobramentos do que se imagina. Um é esse que você salientou: para as pessoas a inflação corresponde a barriga vazia. E o desdobramento disso para o político é a queda de popularidade.

          Outro desdobramento da inflação foi o percebido por Jânio Quadro na campanha eleitoral de 1960, em que ele associa a inflação com a corrupção. Quando há escândalo de corrupção e a inflação aumenta nenhum governante resiste à acusação de corrupto que o povo brada com vigor.

          Se a inflação boa para o povo é a baixa, qual será a inflação boa para a economia de um país: a baixa (abaixo de 3%) ou é alta (entre 6% e 10%)? Para responder essa questão é sempre bom lembrar que ao fim da Segunda Grande Guerra a dívida pública americana era de 130% do PIB e no fim da década de 70 após 35 anos de inflação alta principalmente na década de 70 quando chegou a 12% ao ano, a dívida pública americana voltar ao patamar de 30%.

          Clever Mendes de Oliveira

          BH, 03/01/2016

          • Agradeço a você Clever,pelas
            Agradeço a você Clever,pelas suas considerações,como tambem pela maneira sempre cavalheiresca como se reporta às pessoas,coisa rara por aqui.

    • Pergunta do século: quanto vai piorar antes de melhorar??

      Romulus, aqui estamos mais uma vez, direto de “A Ilha”

      -> – Ou seja, precisamos do trauma para aprender.

      “Uma educação pela pedra: por lições;
      para aprender da pedra, freqüentá-la;
      captar sua voz inenfática, impessoal
      (pela de dicção ela começa as aulas).”
       

      a educação pela pedra tem sido a opção. isto é… quando há aprendizagem. mas o trauma só se torna uma caminho de aprendizado, quando se inicia um processo para superá-lo. não é o que está acontecendo ainda no Brasil. ao contrário, ainda se está na fase de “negação”. o que impede qualquer aprendizado.

      -> QUANTO VAI PIORAR ANTES DE MELHORAR??

      vai depender, né. de quanto tempo ainda se vai ficar no estágio de negação. antes de todas as ilusões serem abandonadas e de uma dura aterrissagem no deserto do real, pode levar uma eternidade.

      leia mais

       

  50. Voldemort

    Primeiro, importante repetir: há Golpe. E, portanto, vivemos em Estado de Exceção.

    Segundo, só Jesus salva. Esses caras terão que se ver com Deus por conta do sofrimento imposto ao povo brasileiro. Eles e todos os idiotas de amarelo.

    Quando o Brasil retomar a normalidade democrática, não só Sérgio Moro, Janot, Mendes e Roberto Marinho deverão ser punidos como traidores da Pátria, mas esses cabeças de planilha todos. O remédio vai ter que ser amargo para nunca mais passarmos por isso.

    • Segundo eu aprendi na igreja,

      Segundo eu aprendi na igreja, eles vão para o céu por que livraram o Brasil do comunismo.

      “Quando o Brasil retomar a normalidade democrática, não só Sérgio Moro, Janot, Mendes e Roberto Marinho deverão ser punidos como traidores da Pátria, mas esses cabeças de planilha todos. O remédio vai ter que ser amargo para nunca mais passarmos por isso.”

      Punir o Roberto Marinho vai ser impossível, os outros é quase impossível. Até pq os cabeças de planilha passam mais tempo nos EUA que aqui.

  51. O boato de que Gilmar Mendes

    O boato de que Gilmar Mendes deixaria o STF já é a preparação do caminho para  a entronização dele na Presidência da República.

    O primeiro lance concreto desta caminhada foi o debate proporcionado por Renan Calheiros, no Senado, em que foi preparado um confronto de posições entre Gilmar e Sérgio Moro. Gilmar posava de garantista e Moro de justiceiro. Neste momento, Gilmar acenava para os políticos corruptos (maioria do Congresso), mostrando que ele seria a única  salvação para “estancar a porra dessa sangria”, conforme declarações de Cajú (senador Jucá) gravadas pelo ex-Presidente da Transpetro.

    Gilmar continuou nessa estratégia, fustigando sempre que podia os procuradores da Lava-Jato e Sérgio Moro.

    Recentemente, um novo sinal foi dado, quando Gilmar, aproveitando-se do imbroglio Marco Aurélio Melo/Renan Calheiros desancou o Ministro do Supremo provocando reações de crocodilo de alguns  outros Ministros do Supremo contra ele, em solidariedade a Marco Aurélio. Gilmar começou a preparar um acordo para deixar o STF.

    Paralelamente, Gilmar trabalha a todo vapor no TSE para cassar a chapa Dilma/Temer e se colocar, como militante do PSDB, como o nome viável para a Presidência da República, numa eleição indireta, com um objetivo imediato de curto prazo: abafar a Lava-Jato assim que Lula for condenado, tornando inviável a candidatura do ex´Presidente em 2018 e um objetivo de médio prazo: preparar as condições do ambiente político-econômico para uma candidatura viável do PSDB em 2018. 

    Gilmar, em tese, reuniria as condições demandadas pelos políticos conservadores corruptos:

    1) seria garantista, o que significaria condenar e impedir as práticas ilegais e heterodoxas de Sérgio Moro e dos procuradores e policiais federais da Operação Lava-Jato;

    2) como ex-Ministro do STF reuniria condições para dar respaldo ao próprio STF para que o tribunal voltasse a práticas garantistas utilizadas antes do julgamento do mensalão;

    Assim, praticamente, encerraria a operação Lava-Jato.

    3) não agiria politicamente contra uma condenação de Lula por Sérgio Moro, na 1ª instância, e pelo TRF-$, na 2ª instância, obtendo a inviabilização da candidatura de Lula em 2018.

    4) reuniria em torno de si o apoio de todos os políticos conservadores corruptos, inclusive, naturalmente, os do PSDB.e

    5) aprofundaria, com mais respaldo perante a opinião pública conservadora, o desmonte do Estado de Bem Estar Social construído pelo PT, dando a resposta demandada pelos financiadores externos do golpe parlamentar;

    6) e, além do mais, nomearia um Ministro do Supremo na vaga deixada por ele mesmo.

     

    Entretanto, enganam-se aqueles que vêm em Gilmar aquela subserviência aos políticos do PSDB como militante disciplinado. Naquela alma penada e psicopatizada pulsam ambições as mais tenebrosas.

    Entronizado na Presidência da República, a alma política e a ambição de Gilmar pelo poder vão, imediatamente, colocar em curso um plano para estender o seu mandato até 2022. Ele terá a faca e o queijo nas mãos e políticos amedrontados prontos a lhe servir o que ele desejar.

    E não deixará de lançar mão da repressão, se e quando for necessário, para impedir que o populacho levante a voz.

    Ao cabo e ao fim, o Poder Judiciário assume o Poder Executivo e mantém sobre controle o Poder Legislativo. É o golpe perfeito.

    Saem derrotados: os trabalhadores, os setores democratas e progressistas da classe média, da academia, das artes, da ciência e tecnologia, os estudantes, etc, a engenharia nacional e suas empresas e a indústria nacional, construção civil, defesa, naval, etc.

    Se reduzem ao mínimo os partidos de esquerda, inclusive o PT, com o banimento de Lula da vida política.

    E o país volta a ser, depois de 14 anos de protagonismo internacional relevante, um protetorado norte-americano.

    Saem derrotados, também, os bois de piranha injuiz Sérgio Moro, o beato batista Deltan Dellagnhol, os minions procuradores imberbes, os policiais federais aecistas, a cúpula do PSDB, o PMDB, o centrão e outros partidos conservadores que voltam à sua condição histórica de baixo clero.

    Os grandes vencedores: o Império e o capital internacional.

     

    • Me permita companheiro João
      Me permita companheiro João Jorge:os que aqui aportam,não gostam muito de mim.Sabe por que?Eu não deixo de colocar minha opinião,o que acho certo ou errado,nem debaixo de raios e relâmpagos sobre as minhas costas.Eu já não tenho a devida paciência para ler comentários enumerando que fulano fará isso,sicrano àquilo,beltrsmo aquiloutro.Achou pouco.Tem mais.Enumeram redondinhos as consequências que dão como favas contadas:1)O Brasil vai construir suas ogivas nucleares,2)A camarilha de Don Altobello sera obrigada a doar todo produto das propinas que surrupiaram dos cofres públicos,as Obras Assistenciais de Irmã Dulce;3)Da.Marcela Temer,pelo belíssimo trabalho em favor dos desvalidos,entrará na lista para receber o Prêmio Nobel da Paz,4)O Juiz Sérgio Moro poderá a contragosto,engaiolar FHC,Serra e Aécio;5)Com as medidas econômicas recém anunciadas,fatalmente,o Brasil crescerá a taxad de 10%aa.Ainda estamos respirando ares natalino,mas vou lhe confessar com a permissão da sua infinita paciência:não tem saco de Papai Noel que suporte mais esses malditos comentários.Agora vem o pior.Cada comentarista quer demonstrar mais sapiência que o outro.Tá de lascar,como diz Luiz Marinho.

    • Tá bem! E a economia?

      Tá bem! E a economia?

      O jogo é perfeito, porém nada é estático neste mundo e não são todos que vão ficar esperando.

      Sempre que se analisa um golpe, como já fiz há anos sobre o golpe-Temer, não podemos contar somente com os aliados, pois além destes existem os adversários.

      Na minha análise o contra-golpe passou do ponto, e passou do ponto exatamente no que é simplesmente impossível de se comandar por acordos palacianos, a economia!

      Por mais que venha repressão sobre o povo, fica mais patente a perda do controle da política econômica, e não será um bando de palhaços assessorados por um neo-liberal de plantão que conseguirão reverter o processo de recessão brasileiro.

      Não pense que 2017 será igual a 1964, naquele ano através de uma política de arrocho salarial, diminuição no crédito, AUMENTO DE IMPOSTOS e créditos internacionais que eram abundantes, conseguiram os militares depois de algum tempo de recessão retomarem o investimento. Isto até pode parecer engraçado, porém Bob Fields, o nome carinhoso que a esquerda deu a Roberto Campos, que se dizia um liberal, conseguiu um aumento de impostos significativo no início dos governos militares, ou seja, havia espaço de manobra para eles (baixando o porrete na população). Agora espaço de manobra para políticas liberais, para aumento de impostos sem onerar o capital e crédito abundante do Império, não existe mais, ou seja, não se iludam não tem saída econômica sem reformas reais.

      • Ôxente, Chê, concordo

        Ôxente, Chê, concordo contigo.

        Faltou o Gilmar combinar com os russos.

        Lembra o que o Garrincha disse para o Feola quando este mandou o Mané driblar os russos, entrar na pequena área e fazer o gol.

        Feola não conhecia Stalin..

        O projeto do Gilmar é este.

        Resta saber  o que vão fazer os que se opõem a ele.

        Derrotas em política nem sempre são definitivas.

        Um abraço.

      • Boa crítica e oportuna além de auspiciosa na defesa do tributo

         

        Rdmaestri (terça-feira, 03/01/2017 às 23:16),

        Gostei muito desta sua crítica ao comentário de João Jorge enviado terça-feira, 03/01/2017 às 15:37, que embora bem elaborado pecava por não levar em conta todas as circunstâncias, sendo a maior delas a econômica. Por mais político que Gilmar Mendes seja, ele seria um peixe fora d’água como presidente da República, ainda que delegasse todos os poderes para os ministros dele. Além disso, como você salientou ele sabe que o que espera para o presidente do Brasil nos próximos dois anos no campo econômico é algo ainda tão obscuro que precisaria ser um incauto para trocar uma cadeira no STF por uma na presidência da República.

        E ainda mais me chamou a atenção no seu comentário a sua defesa do aumento da carga tributária, que é o elemento mais imprescindível na construção do Estado moderno e que a atual onda direitista por incompetência não está sabendo como tratar.

        Agora penso que você pisou na bola em comentário anterior seu aqui neste post “Xadrez da teoria que sustenta o golpe” de terça-feira, 03/01/2017 às 00:06, aqui no blog de Luis Nassif e de autoria dele, e que agora com 105 comentários é aproximadamente pouco mais do 40º da segunda página. Em seu comentário enviado terça-feira, 03/01/2017 às 02:36, você faz uma afirmação que não tem muita base nos fatos ao dizer que não interessa ao imperialismo o crescimento econômico de países como o Brasil, pois haveria encarecimento das commodities.

        Tal afirmação podia ser verdade em um passado longínquo, mas em duas décadas, se a China mantiver a atual taxa de crescimento, o PIB dela seria o dobro do PIB americano. E se juntarmos a China e a Índia, teremos uma população 15 vezes maior do que a brasileira.

        Então, proporcionalmente, o efeito nos preços das commodities, caso o Brasil venha a se constituir em potência, é irrisório, perto do efeito que o desenvolvimento que já acontece na China produz e que também espalha pela Índia. Isso sem contar que há diversos países no oeste da Ásia bastante populosos, como Paquistão (Quase 200 milhões), e o sudeste da Ásia com a Indonésia (Mais de 250 milhões), o Vietnam e Camboja (Mais de 100 milhões), a Filipinas (Mais de 100 milhões), Mianmar (mais de 50 milhões), Tailândia e Malásia (Mais de 100 milhões) que devem crescer com o crescimento da economia chinesa.

        Clever Mendes de Oliveira

        BH, 03/01/2017

  52. O pt é o único que não dá golpe.

    Porque tanto pessimismo sobre o pt se ele é perseguido por aqueles que querem destruir tudo e levarão o país ao desastre? E o legado brilhante do pt de tratar o país como nação.

    O golpe será esclarecido, ainda não é (quem (who)  sabe quem mandou nesta joça?) mas será e os inimigos do pt têm chance de acabar na cadeia.

    E o LULA é o único que enfrenta os bandidos, todos. E tem o que dizer, tem mensagem. Ficará mal depois???? Duvido.

    E os bandidos têm eleições pela frente. Eles tem mais medo de eleição que o temer do povo. Foi estratégico não votar no pt,  e nem no psdb, mas nos trumps da vida, mas isto perdurará?

    Quando virar, o pt do LULA deve vir na crista da onda.

    Quando? Pode ser amanhã, em política nada se prevê.

  53. Caro Nassif,
    Pensando no

    Caro Nassif,

    Pensando no mundo real:

    * 60 % da PEA do mundo sofre com doenças relacionadas ao trabalho (dados da OIT), com impactos significativos à produtividade, com tendência a agravamento da situação

    * Com a necessidade de trabalhar cada vez mais para manter os rendimentos familiares, homens e mulheres do mundo inteiro se vêem sem condições de dar suporte a seus filhos e idosos dependentes, criando um ambiente de hostilidade e tensão constante na convivência familiar

    * A alta ansiedade reinante na família e no ambiente de trabalho tornou a obesidade e a depressão pandemias globais, a despeito das campanhas em favor da “qualidade de vida”

    * No esteio dessa vaga, níveis de violência crescentes, muito além das manchetes sensacionalistas de cada massacre isolado, aqui ou no exterior

    * A escravidão (ou o “trabalho em condições análogas à escravidão”), o tráfico de pessoas (mulheres em especial, mas também crianças e adolescentes, para fins de exploração sexual, sendo estimados 50.000 mulheres nessa condição apenas nos EUA!) são uma realidade social e econômica, já que os ganhos auferidos dessa tragédia também participa do Sistema Financeiro Internacional.

    Então eu me lembro do matemático Renne Thom, que formulou a Teoria da Catástrofe, no início da década de 1970, que diz que mínimas alterações ou flutuações na entrada de matéria ou energia em um determinado sistema levam, inexoravelmente à transformação ou colapso desse sistema. A crise de 2008 pode ser explicada, em parte, por essa teoria.

    Sempre que eu vejo as “análises econômicas” eu me lembro dessas e outras coisas e me pergunto, esses caras não sabem disso?

    Por fim, para ir descansar disso, eu volto meu pensamento para Yellowstone, Campi Flegrei, La Cumbre Vieja e peço que esperem um pouco mais, pois talvez ainda tenhamos tempo de melhorar como seres humanos…

     

    • Nassif, apenas para

      Nassif, apenas para esclarecer:

      Yellowstone (EUA) e Campi Flegrei (Itália) são dois dos supervulcões ativos no mundo, sendo que uma eventual erupção de um ou de outro, mesmo de menor intensidade que as anteriores, terá como efeito uma devastação similar ao de uma guerra nuclear sobre a América do Norte ou a Europa, com efeitos igualmente devastadores sobre o clima do restante do planeta. Ambos são constantemente monitorados e, no caso de Yellowstone, há evidências de que a atividade magmática nessa imensa caldeira vulcânica vem aumentando nas últimas décadas, mas ainda não se sabe quando vai entrar em erupção. Considerando a notável regularidade das erupções ocorridas no passado geológico, há um atraso de 50.000 anos…

      La Cumbre Vieja também é um vulcão, este situado nas Ilhas Canárias, que apresenta indícios de um processo de colapso, com o deslizamento da imensa montanha dentro do Oceano Atlântico, o que provocaria uma onda gigante estimada em 20 m de altura que devastaria todo o litoral desde o Mar do Norte até a cidade de Natal, no Rio Grande do Norte.

    • Passou-me incólume

       

      Doney (terça-feira, 03/01/2017 às 17:54),

      Não tinha percebido no item “Peça 4 – próximas etapas” no final do parágrafo a expressão que lhe chamou a atenção. Reproduzo todo o parágrafo, negritando a expressão:

      “Tem-se um presidente tão desmoralizado que, a maneira que a revista Veja encontrou para retribuir o megapacote publicitário, foi uma capa-fantasia com a senhora Temer, tal a falta de atratividade em qualquer outro aspecto do primeiro marido.”

      O Romanelli em comentário enviado terça-feira, 03/01/2017 às 09:09, e que agora com 105 comentários está na segunda página deste post tem uma crítica interessante ao Luis Nassif em que ele diz:

      “BOA análise  ..td bem que você fez caber MUITO MAIS na mochila do que ela deveria suportar (tipo o caso Romario/APAE, Microsoft x livres e dinheiro pra mídia)..”

      O Romanelli tem um pouco de razão, mas não se deve esquecer que ele recebeu boa resposta em relação a APAE e que ele destacou o dinheiro para mídia e não a capa da Veja. É claro que ele pode argumentar que o dinheiro da mídia era excesso, já a capa da Veja não.

      Clever Mendes de Oliveira

      BH, 03/01/2017

  54. O neoliberalismo é um projeto

    O neoliberalismo é um projeto de transformação psicológica das sociedades – essa é a grande conspiração seu Nassif; 

    os cabeças de planília são pessoas que sabem tirar proveito das políticas neoliberais para obter lucros na física – nós temos que aprender admirar a elegância do oponente;

    passa, então, a surgir por toda parte sujeitos desejosos de contribuir para implementação do neoliberalismo, uma vez que eles sabem como lucrar com isto – é a conspiração mais elegante já criada;

    de repente, essas pessoas se tornam voluntários para conspiração porque, para eles, lucrar a partir da desgraça alheia os faz se sentir ainda mais empoderados do que simplesmente lucrar – os voluntários se tornam fiéis soldados da conspiração sem jamais conhecerem pessoalmente idealizadores da mesma

    A conspiração mais elegante já criada e o grupo de oponentes mais sofisticados que já existiu – o mecanismo de ação da conspiração está diante dos seus olhos, seu Nassif, assim como o está diante dos olhos dos cientistas sociais do mundo inteiro, mas eles não conseguem ver porque os oponentes protejeram seu investimento investindo nos dois lados – literalmente.   

  55. Modelo matematico

    Prezado Nassif,

    Modelo matematico é modelo, assim como modelo metal e todos os outros modelos. São representações aproximadas de uma realidade SEMPRE muito mais complexa. E quando a realidade a modelar depende da vontade se seres humanos o modelo será muito impreciso. Utilizar um modelo sem conhecer as limitações é um ato de burrice ou de ma fe, assim como não validar o modelo com dados experimentais. Se os modelos economicos fossem confiaveis não existiriam modelos diametralmente opostos, algo esta muito errado e sempre querem que a população acredite que os resultados previstos com um modelo vão efetivamente acontecer. Não ao menos se coservarmos nossa liberdade de decidir.

     

     

  56. E as mídias?

    Na maioria das anáilses, só há espaço para falar da economia como determinante da sequência do golpe. Contudo, há um determinante que considero essencial: o papel da opinião publicada. Os veículos de comunicação de massa têm posição ideológica, tanto quanto interesses econômicos. Pensar apenas nos segundos interesses joga no oblívio o papel da primeira condição, que não raro decide o rumo das ações dos grandes grupos. Ou alguém acha que o Grupo Globo faz o que faz apenas pelo bolsa-mídia temerário, quando já detinha os maiores investimentos publicitários nos governos Lula e Dilma? Principalmente sabendo que governos populares estariam mais expostos às ações destes grupos que os tucanos, que realmente sabem (e sempre souberam) blindar-se melhor? Não, meus caros, não há como desenvolver consciência política em um País com tanta gente, espalhada em tanto território, sem o domínio hegemônico da informação. E, enquanto as pessoas continuarem se informando principalmente através do Jornal Nacional e pela Folha de São Paulo, nenhuma chance de virar este jogo. No peito, é onde a mídia mata; na marra, é quando o poder financeiro chama os gendarmes…

  57. Leio com incontida alegria
    Leio com incontida alegria que o Xadrez de Nassif tomou conta da blogosfera dita suja,principalmente quando aborda apropriadamente a questão de que a sociedade começa a perceber que o golpe,nada mais foi do que um golpe.Venderam gato por lebre.Como disse,Nassif,o extraordinário Moreno de Poços de Caldas,faz história.

    • 2016-2017: Gópi.
      ¯_(ツ)_/¯ ©  JÚNIOR:      2017     Viva 2016! Em 2016 houve fato fabuloso sim, apesar de Vanessa Grazziotin falar que não, dessa forma equivocada assim: “O ano de 2016 é, sem dúvida, daqueles que dificilmente será esquecido. Ficará marcado na história pelos acontecimentos negativos ocorridos no Brasil e no mundo. Esse é o sentimento das pessoas”, diz Grazziotin. Mas, por outro lado, nem que seja apenas 1 fato positivo houve sim! É claro! Mesmo que seja, somente e só, um ato notável, de êxito. Extraordinário. Onde a sociedade se mostrou. Divino. Que ficará na história para sempre, para o início de um horizonte progressista do Brasil, na vida cultural, na artística, na esfera política, e na econômica. Que jamais será esquecido tal nascer dos anos a partir de 2016, apontando para frente. Ano em orientação à alta-cultura. Acontecimento esse verdadeiramente um marco histórico prodigioso. Tal ação acorrida em 2016 ocasionou o triunfo sobre a incompetência. Incrementando sim o Brasil em direção a modernidade, a reformas e mudanças positivas e progressistas. Enfim: admirável. Qual foi, afinal, essa ação sui-generis? Tal fato luminoso foi o: — «Tchau querida!»* [ (*) a «Coração Valente©» do João Santana; criada, estimulada e consumida. Uma espécie de Danoninho© ‘vale por um bifinho’. ATENÇÃO: eu disse Jo-ã-o SAN-TA-NA]. Eis aí um momento progressista, no ano de 2016. Sem PeTê. Sem baranguice. Sem política kitsch do Petismo. A volta de decoro ao Brasil. Feliz 2017 a todos.  [P.S.: a todos do blog, que fiquem  atentos à picaretagem em 2017 & que vossas mentes permaneçam rápidas  perante ao ilusionismo do PT. Um sublime 2017!].

  58. Cont…
    Cont…

    Atento aos sinais emitidos por Gabriel, 3 anos

    https://www.instagram.com/p/BO1ae0nAhO5/

    As taperas sem cor, muitas de taipa e cobertas de palha, deram lugar a casas de alvenaria e pintadas…foi outra coisa que notei ao obervar a mudança de paisagem no Sul do MA…vi que, para que isso ocorresse, desencadeou-se um processo lento que, ao invés de se manter, está sendo descontinuado de forma veloz e incontrolåvel…,,.. as conquistas sociais viram pó da noite pro dia…nem mesmo a Carta Magna escapa: a troupe golpista quer uma Construição para chamar de sua, de forma que atė nisso ficamos parecidos com o Iraque em poder das forças de ocupação cuidando do combate ă resistência ao mesmo tempo em que os Chicagos Boys intermediavam a rapinagem denominada de “reconstrução” em que dezenas de bilhões de dólares foram roubadas por corporações americanas…até mesmo a impressăo da moeda deixou de ser feita no Iraque…lå como cá, só falta o retorno daqueles puliças fantasiados de marines americanos, mais de 200, que mostraram a cara quando da desastrada prisão de Lula.

    Conversando com uma lider politica local a mesma disse-me que as casas melhoraram de aspecto por causa da mudança do poder aquisitivo ….lamentável perceber que isso está tendo fim, basta ver que o SM teve aumento abaixo da inflaçāo e a previdencia social, um meio de se levar ao povo o dinheiro que lhe pertence, está sendo desmontada para ser abocanhada pelo pra lá de faminto Mercado que articulou o golpe mas que, como força oculta que é, năo aparece como ator de desgovernança e da injustiça social e já que o JN não mostra, nāo existe….

    Fico me perguntado como foi possivel que essa descontinuidade se intalasse se o projeto era tornar-nos num grande pais de classe media, o que beneficiaria a todos, inclusive nossa bizarra zelite zelote…o que esperar de um empresario que foi para ruas apoiar o golpe e que agora teve queda de 44%, mais um sinal de que o vibrante mercado interno está dando lugar aos caos e ao retorno das taperas no Sul do MA: era uma vez um povo que melhorou de vida e que rodava por ai de avião e era reconhecido mundo afora como pais de sucesso e não mais como povo sem futuro…

    Ao invés de se continuar a democracia, veio o golpe de Estado para instalar a descontinuidade de tudo…pelo menos 8 milhões de brasileiros já trocaram o aviăo e planos de viagem a Orlando pelo velho ônibus, na viagem pra cå um deles me fez companhia…notei que ele nem percebeu porque estava ali…vi que o ódio antipetê continua intacto, pois ao passar em frente a um acampamento do MST bradou: vc viu…ninguém no acampamento…acabou a mamata…não vai mais ter dinheiro publico pra esses vagabundos…ouvindo aquilo fiquei vermelho de vergonha e emudeci…

    Aobouvir aquilovperdi a voz, sei lå…o mundo ordinário cortou minha viz minha lingua: aquele indigente intelectual nem se deu conta de ele também e nāo apenas o pessoal do MST havia caido de posiçăo social e perdido com o golpe…

    ah sim, tive que mudar de lugar de tanto ouvi lo repetir: nossa, há anos que não viajava de ônibus…que viagem horrivel…essa deve ser a terceira vez que viajo de ônibus…
    Eu: vc tá vindo de onde…
    Ele: to vindo de Macapá e estou indo pra Belém…jå passei dos 50 anos de idade…năo tenho mais idade pra isso
    Eu(pensando estar ao lado de um ex-classe media e agora canditato à sarjeta dos sem previdęncia etc fiquei em silêncio)

    A previdencia: como é e como pode ficar

    https://www.instagram.com/p/BO1Ii0EDtSK

    ..e saber que ainda não chegamos nem na metade da tal “Ponte para o Futuro” dos golpistas

    De repente o meu silêncio foi interrompido pelo discurso de uma obreira neopentecostal rogando pragas contra adoradores de santos…

    Acho que a escrita tem essa função de antídoto: neste momento só consigo gargalhar horrores: será que estou variando…ixi, por falar nisso, no começo da noite, antes que meu pai me mandase ir pra cama por ter se esquecido que já não sou mais criança, uma pessoa que conheço há anos e que a via como normal, passou falando sozinho: eram palavras de ordem tipo Viva Sérgio Moro….fora comunistas

    Amanhã vou procurar saber dessa história: dizem meus botões que a psicose coletiva tende a se alastrar

    ..e saber que ainda não chegamos nem na metade da tal “Ponte para o Futuro” dos golpistas

    Onde está escrito Amanhã leia-se Ao amanhecer

    Talvez eu use a arte da Deriva como meio de elaborar tudo isso..

    Não sei como será….eu deveria ter aproveitado a presença das crianças meus sobrinhos e sobrinhas para realizar algumas performances e assim apreender alguns sinais…nada disso fiz…somente ontem registrei o Gabriel, de 3 anos de idade, apagando o fogo olimpico: mau presságio

  59. Alvíssaras meu Capitão,terra
    Alvíssaras meu Capitão,terra á vista de óculos.Se não estou enganado,o Moreno de Poços parece que trocou de óculos.Se verdade for,os cadastrados vão ficar mais tiririca comigo.Há anos peço para ele trocar,sinal que costuma atender os meus pedidos.

  60. O xadrez do golpe
    Assim…
    A maçonaria nunca engoliu o Estado social de direito.
    Assim com o crescimento da Esquerda no mundo en diversos países estratégicos principalmente no controle de comódites importantes, estes organizam-se para destruir e aniquilar tudo que venha pomover algum risco no sentido de ter algum privilégio perdido.
    Assim usaram de forma maestral todos os intrumentos de controle do estado à seu favor, tendo como cartilha Maquiavel puro e absoluto com um toque sutil de Hitler e om o controle que levra Nero e o Estado.
    As colulas do pós neoliberalismo chegaram ao seu ápice…
    Aora nos resra lutar permanentemente e resistir!!!

  61. Mentira e tapeação, as armas do governo e seus asseclas

    Entrevista do Ciro Gomes acabando com o Mailson.

    Ciro Gomes responde Maílson da Nobrega: “é uma audácia falar em déficit na Previdência”

    Em resposta às críticas recebidas, Ciro disse que é um erro falar em déficit nas contas previdenciárias; “Qualquer pessoa que tenha um mínimo de decência e não esteja a serviço da manipulação de informações vê isso. É só fazer a conta”, disse ao InfoMoney

     

    SÃO PAULO – As polêmicas sobre as mudanças nas regras da Previdência Social foram assunto de mais uma divergência acalorada entre nomes conhecidos da política. Em entrevista exclusiva ao InfoMoneypublicada na última terça-feira, o ex-ministro da Fazenda Maílson da Nobrega (veja aqui) considerou “irresponsável” um vídeo no qual o ex-governador do Ceará e ex-ministro Ciro Gomes (PDT) afirma não existir déficit nas contas previdenciárias.

     

    Poucos minutos após a publicação da entrevista, a assessoria de imprensa de Ciro entrou em contato com o InfoMoney para responder aos comentários de Maílson. Em entrevista por telefone na última terça-feira, Ciro explicou por que acredita ser uma “audácia” falar em déficit na Previdência. Diz ele que o governo considera apenas a contribuição dos trabalhadores e empresas para calcular o resultado da Seguridade Social, sem levar em conta a parcela proveniente de contribuições sociais, como CSLL (Contribuição Sobre o Lucro Líquido), Cofins (Contribuição para Financiamento da Seguridade Social) e PIS/Pasep. “É só fazer uma conta simples: a soma dessas receitas menos as despesas do presente exercício mostra que a Previdência ainda tem um pequeno superávit”, alegou.

     

    O ex-ministro diz não ser contra uma reforma previdenciária, apenas não apoia mudanças nos moldes propostos pelo atual governo. “É necessário compreender as diferenças do País. Considero uma aberração estabelecer uma idade mínima igual para um trabalhador engravatado, como eu, e um professor, que, no modo como Temer vê as coisas, precisaria trabalhar ao menos 49 anos para ter aposentadoria integral”, disse.

     

    A resposta de Ciro gerou uma entrevista por telefone com duração de 52 minutos ao InfoMoney, que será publicada na íntegra na próxima quinta-feira (5). Abaixo, é possível conferir o trecho da conversa que aborda o assunto Previdência. Confira:

    InfoMoney: O senhor defende que não há rombo na Previdência. As estimativas de que o déficit do INSS vai chegar a R$ 181,2 bilhões em 2017 estão erradas? O que explica esse número?

    Ciro Gomes: Todas as vezes em que se reflete sobre um problema complexo no Brasil, os oportunistas a serviço dos interesses prevalecentes no País acabam reduzindo opiniões que deveriam ser complexas. A grande questão básica hoje é que, se você tem as receitas destinadas pela lei versus as despesas para a Previdência, não há déficit. Se somar CSLL, PIS, Cofins, as contribuições patronais do setor privado e público e as contribuições dos trabalhadores menos as despesas do presente exercício, temos ainda um pequeno superávit. Qualquer pessoa que tenha um mínimo de decência e não esteja a serviço da manipulação de informações vê isso. É só fazer a conta. 

    IM: Mas o senhor acredita que seja necessária uma reforma? Se sim, qual seria a reforma “ideal”, na sua visão? 

    CG: Eu defendo a necessidade de uma reforma previdenciária, inclusive já detalhei propostas sobre isso no livro “O Próximo Passo: Uma Alternativa Prática ao Neoliberalismo”, escrito em 1995. O problema da Previdência hoje deriva, em grande parte, da demografia e do fato que as maiores pensões levam mais da metade das despesas, como de políticos e procuradores precocemente aposentados. É só lembrar que, quando o sistema foi criado, tínhamos seis pessoas ocupadas para um aposentado, com expectativa de vida de 60 anos. Hoje, temos 1,7 trabalhador ocupado para cada aposentado, com expectativa de vida superior a 73 anos. Então, evidentemente, para resolver a equação precisamos avançar com grande prioridade na reforma da Previdência, mas nunca em direção ao que está sendo proposto.

    Acredito que temos que evoluir do regime de repartição [em que as contribuições dos trabalhadores em atividade pagam os benefícios dos aposentados] para o de capitalização [em que cada trabalhador poupa para sua aposentadoria]. Todos os países do mundo moderno utilizam esse regime. A parte mais complexa disso é a transição de um sistema para outro, mas há como fazer isso.

    IM: Mas o senhor é a favor de uma idade mínima na Previdência?

    CG: Sou a favor, desde que se compreenda as diferenças do país. Por exemplo, considero uma aberração estabelecer uma idade mínima igual para um trabalhador engravatado, como eu, e um professor, que, no modo como Temer vê as coisas, precisaria trabalhar ao menos 49 anos para ter aposentadoria integral. A expectativa de vida no semiárido do Nordeste, por exemplo, não chega a 62 anos. Um carvoeiro do interior do Pará também não. É preciso evoluir para um padrão que conheça o País. Há de se estabelecer uma idade mínima, mas não pode ser por um modo autoritário e elitista, ditado pelos setores privilegiados da sociedade.

    ***

    A TESE DO SUPERÁVIT
    A argumentação de Ciro Gomes dialoga com documentos apresentados por grupos como a Anfip (Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita), que questionam a existência de um déficit na Previdência. Na exposição deles, os governos desconsideram renúncias fiscais nas fontes de receita da Seguridade Social, assim como as próprias transferências de recursos de políticas sociais para a implementação de medidas de política econômica. É o caso do mecanismo da DRU (Desvinculação de Receitas da União), adotada pelos gestões FHC, Lula e Dilma.

    “A construção de um conceito deficitário para a Seguridade Social cumpre o papel de motivar questionamentos sobre o crescimento dos gastos sociais e sua inviabilidade frente à economia e ao conjunto das receitas públicas. Se, por outro lado, a sociedade tivesse consciência do superavit da Seguridade Social, estaria em uma luta permanente por mais recursos para a Saúde ou ampliação dos direitos sociais. Em relação à previdência, ao invés de cortes em benefícios, ganhariam força os embates pela universalização da cobertura ou por maiores reajustes para os aposentados e pensionistas”, defendeu a associação de auditores em relatório referente às contas da Seguridade em 2015.

    Eles alegam que a leitura de que hoje existe um déficit na Previdência distorce o que determinaram os constituintes da Carta de 1988, quando foi estabelecido um sistema de financiamento tripartite (art. 195), no qual contribuem empregados, empregadores e o próprio Estado. Pela Constituição Federal, a Seguridade Social — na qual estão inseridos, além da Previdência, a oferta de serviços universais como o SUS (Sistema Único de Saúde) e o FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) — conta com recursos da CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido das Empresas), do Cofins (Contribuição Social para o Financiamento da Seguridade Social) sobre o faturamento das empresas e da contribuição para PIS/Pasep (Programa de Integração Social/ Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público).

    Com tal base de cálculo, a Anfip defende que “mesmo com renúncias fiscais, queda na economia e no emprego, o resultado foi superavitário em 2015, assim como nos anos anteriores”. “Para amparar o discurso do deficit, o governo desconsidera dezenas de bilhões de reais das receitas de contribuições sociais e ainda acresce outros bilhões de reais em despesas que não poderiam entrar nessas contas”, escreveram os auditores. Seria o caso da DRU, que conforme eles lembram subtraiu R$ 63 bilhões na conta da Seguridade Social em 2015, e da desconsideração de recursos resultantes de aplicação financeira de autarquias, fundações e fundos. Um vídeo produzido pela mesma Anfip explicando o raciocínio foi amplamente compartilhado nas redes sociais e exigiu que o governo convocasse uma coletiva de imprensa, em dezembro, para rebater as alegações.

    Na ocasião, ele divulgou um balanço que mostrava um déficit de R$ 243 bilhões na Seguridade Social em 12 meses até outubro, sendo R$ 135,7 bilhões na Previdência. O titular da pasta argumenta que o crescimento do gasto previdenciário é um dos principais motivos do aumento do déficit da seguridade social que, entre 2002 e 2016, passou de 1,5% a 3,9% do Produto Interno Bruto. Oliveira nega que a retirada de desonerações concedidas pelo governo resolveria o problema do déficit. Segundo ele, as desonerações às empresas na área previdenciária não são computadas para o saldo negativo, pois são compensadas pelo Tesouro Nacional. O ministro alegou ainda que outras desonerações – das exportações, a entidades filantrópicas e ao microempreendedor – “são justificáveis do ponto de vista do mérito social”.

     

  62. Sobre o Homer Simpson
    Pra vocês terem uma ideia das loucuras que tenho que aguentar no facebook, reproduzo a fala de um cientista brasileiro com quem travei um diálogo desagradável. Do perfil de Gyorgy Magyary:

    “Tem primata Homo que se sente bem como insetos gregários, como as formigas, abelhas e cupins obedecendo comandos e manipulados por palavras de ordem de Ditaduras Absolutistas.. Realmente erram de Espécie o primata homo (em inúmeros níveis de capacidade criativa e cognitiva) é SINGULARIDADE capaz de sobreviver em família e genos, que de passagem é a solução biologicamente mais correta e evolucionária. Tudo que nivelar decai pela maior força da natureza a Entropia… Marx e burros amestrados que o seguiram não entendiam porra alguma de Física, Química, Biologia, Lógica Evolução portanto progresso e se meteram a Urdir uma nova Religião Universal (Conjunto de Crenças, Taras, Fetiches, ignorâncias, baseados na ferramenta ódio e inveja alimentado complexos de inferioridade por antagonismos classistas de realismo fisicamente impossível). Só Apedeuta e Predador prega vida que não passe por IMPERATIVOS da EXISTÊNCIA fisica, a qual na vida animal não passa da capitalização temporária de potencial em forma de Proteínas que tá se lixando em que tara o humano acredita”.

  63. Direto do Zero Humberto Eco ”
    Direto do Zero Humberto Eco ” … os americanos já não precisam dos partidos que podiam manobrar e os deixaram na mão dos magistrados, ou talvez , poderíamos arriscar, os magistrados estão seguindo um roteiro escrito pelos serviços secretos americanos,mas por enquanto não vamos exagerar.” ( pag 53 -primeira edição).

    poxa! qualquer semelhança não é mera coincidência

  64. Os prefeitos perfeitos.

    Eu não entendi. Fiquei perplexo. Não que acompnhasse, nem sabia quem eram os candidatos. Votei na Civilização, votei pró-São Paulo. Mas a maioria pensou diferente, Elegeram o júnior prefeito da maior cidade do Brasil. O júnior é perfeito para essa Era Fascista que se instalou no Brasil. Durante a Ditadura Militar, os fascistas não se manifestavam, apoiavam silenciosamente. Daí as vitórias acachapantes da ARENA, em pleno arrocho salarial, retirada de direitos trabalhistas, censura e assassinato de inimigos políticos.

    Em dois mil e treze eles se revelaram. Foram às ruas contra os vinte centavos de aumento nas passagens de ônibus de São Paulo. Mas se manifestaram até em Poços de Caldas! Epa, alguma coisa esquisita estava acontecendo. Então, o mais fraco e estúpido de seus membros, o júnior, que não “era político”, mas era filho de vereador e ficou rico ocupando cargos públicos (presidente da Paulistur sem concurso público, presidente da Embratur sem concurso público, filiado a partido político, disputou com outros políticos do PSDB a indicação para candidato, sem nunca ter feito nada pela cidade e tudo para seus “negócios”, o júnior, filho de polít6o que não era político e venceu as eleições graças ao votos dos fascistas estúpidos “não políticos” também.

    Ser candidato é um ato político, mas esses cabeças de bagre, ah, esses cabeças de bagre comandam a nação hoje. Esta é a competência do PSDB: 15 milhões de desempregados. Para criar desemprego, esse partido é imbatível. E nossos heróis que já foram Tiradentes, Santos Dumont, Osvaldo Cruz, agora são Temer (ou é a mulher dele?:), Moro, que mora mais nos USA do que na República de Curitiba, jornalistas calhordas tomando o chá das cinco na ABL e outras atrocidades. Mas Crivella, júnior, o ex-presidente do Atlético-MG e outros menos conhec idos são prefeitos perfeitos para este momento de embuste e miséria.

  65. Mais mentiras
    Passamos três anos (2013,14 e 15) ouvindo as mentiras dá Dilma. Passaremos mais três (2016, 17 e 18) ouvindo as mentiras de Temer. Ou seja, esse é um país de Pinoquios, palhaços e panacas (povo).

  66. Enquanto nos relacionamos

    Enquanto nos relacionamos entre si, até quando não levaremos a sério o Estado?

    O poder é dos farsantes do mercado financeiro, cujo dinheiro quantitativo tem o ponto de partida das dividas públicas, porque essa pressuposição não tem sequer um fator real; e a multiplicidade da moeda surge do nada para cobrar juros pela harmonia natural da vida.

    Todo dinheiro que faltou ao governo nunca criou bens; se encontram perdidos em falsas pesquisas. Atuar no tempo é tratar da natureza espacial que controla o ponto chave por inferir-se nas relações sociais.

    Tudo que nos interessa agora é ter no outro ser uma troca de utilidade social para evitar que soframos o ódio dos capitalistas. Façamos as transformações da propriedade civil!!!

    A formula teórica do objeto sim pode criar valor gratuitamente no tempo, pois teremos dimensões idênticas – o real – para se alternar no poder dos direitos sociais que se encontram perdidos em falsas pesquisas.

    Esta determinação coordenada não implica relações internacionais; mas provoca a passagem da inerente ausência do movimento real do mundo para exteriorização econômica; em parte sob a forma do movimento interno da produção, em parte como resultante do primeiro movimento derivar de uma exigência do homem pelo seu contrário – se quiser que sejam satisfeitos os investimentos para o controle público, e, dos meios de publicação, encerrados em si fundamentos, de si mesmos não se baseiam.

    Em qualquer projeção de poder, o valor do trabalho é a solução intermediária e não o mercado financeiro; considerando que no jogo de forças o trabalho é a gênese comum de todas as atividades do homem. 

  67. Xadrez da teoria que sustenta o golpe

    Então, Nassif, como sempre uma aula para os leigos saberem o que tem por trás desta densa cortina de fumaça dos banqueiros sionistas – todos FDP … muitos exemplos estão por aí no dia a dia e nós, prisioneiros deste sistema não enxergamos absolutamente nada, e é com isso que eles contam, claro fomos educados e treinados para consumirmos as verdades dos RENTISTAS como sendo a ordem natural das coisas. Sabe, Nassif, por acaso, e depois de muito fui ver os “filminhos do MATRIX”, e claro o que vejo: todo o “SISTEMA baseado no TREINAMENTO SKINNERIANO”, que na verdade nos torna uma SOCIEDADE DE BATRÁQUIOS e socialmente ficamos assistindo a globo – do PIG, e vendo as barbaridades dos três poderes a trabalharem para nos ferrar cada dia mais. E o pior que contemplamos a tudo com a maior naturalidade possível dentro dos dógmas milenares da “Santa Inquisição” porque pensar diferente nos torna pecadores e passível de sermos excomungados … AI, AI, AI … vamos levar umas 10 gerações (três séculos) para avançarmos socialmente, então só nos resta acreditar na TEORIA DO CAOS …

     

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