No momento, o quadro político que se prenuncia é o seguinte
Peça 1 – o candidato da Globo
O fator Luciano Huck sempre esteve no horizonte da Globo desde as primeiras manifestações do golpe. Tinha-se claro:
· A ampla e completa desmoralização da classe política;
· Caminho aberto para as celebridades televisivas, fenômeno ocorrido na Itália das “mãos limpas” e nos Estados Unidos, país onde a insatisfação generalizada com a política tradicional gerou Donald Trump
No começo do processo, aventou-se o nome de Huck. Depois, ele foi prudentemente poupado. Até as eleições havia dois riscos pela frente.
Risco 1 – outro aventureiro lançar mão da bandeira anti-política
O primeiro a se lançar nos ventos da anti-política foi o prefeito de São Paulo João Dória Júnior. Não por coincidência, os dois primeiros veículos a torpedear seus factoides foram o Jornal da Manhã, da Globo, e a rádio CBN.
Risco 2 – o fator Lula
Tudo indica que a candidatura de Lula será impedida. A esta altura, o golpe já prescinde de qualquer veleidade de aparência democrática. Lula vai ser impedido porque – como diz a brilhante Rosa Weber – o poder permite que ele o seja. Simples assim. Séculos de avanço do direito, conceitos civilizatórios basilares, como o da presunção da inocência, cláusulas pétreas da Constituição, como o de ninguém ser preso antes de esgotada a última possibilidade judicial, o poder do voto, nada disso importa. Agora, não se tem nem o disfarce canhestro de “pedaladas” e quetais. É arbítrio na veia. O máximo que os 11 do Supremo ousarão será impedir sua prisão. Ou melhor, permitir apenas um ou dois dias de prisão, para sustentar a reportagem principal do Jornal Nacional.
Têm-se a favor da tese a certeza de que a única reação da população será o de aumentar o ceticismo e os votos em branco. E preparar-se para o próximo carnaval.
Peça 2 – as eleições em Lula
Sempre tenho dificuldade em entender Ciro Gomes, devido à sua enorme imprevisibilidade.
No entanto, saindo Lula, seu nome ganha peso. Em parte, devido à dificuldade do PT e do próprio Lula em indicar um nome de expressão – em que pese o poder de transferência de votos de Lula. Mas, principalmente, porque o impedimento de Lula será o ponto de corte em qualquer veleidade de eleição civilizada. A indignação de seus eleitores os levará em grande parte a procurar o candidato vestido para a guerra. E ele atende pelo nome de Ciro Gomes.
Nos últimos tempos Ciro vem ensaiando aproximação com o Ministério Público e o Judiciário, a ponto de montar uma enorme ginástica mental para se solidarizar com Lula, após a condenação pelo TRF4, sem desautorizar o tribunal. Fica claro que pretende selecionar os inimigos.
Sua estratégia será a de mirar o canhão no presidencialismo de coalizão, especialmente no PMDB e PSDB, tentando capturar para si o sentimento da anticorrupção do sistema judiciário. E se lançar com a bandeira do momento, mas temperada com veleidades sociais e propostas industrializantes.
Tem discurso eficiente para tanto. Falta controlar seu temperamento. Sua maior arma, em todo caso, será o rascunho do que será o Brasil, sob o controle final da Globo.
Peça 3 – o que seria o liberalismo econômico de Huck
O liberalismo à brasileira poderá ser melhor compreendido na entrevista que Fernando Henrique Cardoso me deu em 2005 para o livro “Os Cabeças de Planilha”. Não tinha a menor ideia e/ou preocupação sobre políticas sociais, políticas científico-tecnológicas, papel da pequena e microempresa, desenvolvimento regional.
Lá pelas tantas indaguei, afinal, qual era seu projeto de país. E ele: fortalecer os grupos internacionalizados (leia-se, o grande capital) e eles, crescendo, levarão o país junto.
Esse simplismo assustador é o retrato desse liberalismo à brasileira.
É a face igual e oposta ao da esquerda estatista. Move-se por ideologia, sem nenhuma preocupação com resultados finais, com impactos na vida das pessoas, no emprego, no bem-estar social, no desenvolvimento.
É só conferir as medidas que implementou, de carona no governo Temer.
· Teto de gasto, independentemente de uma análise detalhada do orçamento e das necessidades nacionais, demonstrando que a única prioridade é a preservação da solvência da divida pública, para permitir a manutenção de taxas de juro real elevadas;
· resistência a qualquer forma de equidade fiscal, seja da ótica da receita ou das despesas públicas;
· manutenção de taxas de juros reais elevadas; nenhum movimento para reduzir o peso da dívida pública;
· privatização selvagem, sem a menor preocupação em analisar sistemicamente os setores afetados, como é o caso da Petrobras e Eletrobras;
· queima de ativos nacionais que não se enquadrem em sua visão de economia, como foi o caso da industria naval e do complexo de petróleo e gás;
· nenhuma preocupação com o ensino superior e com pesquisa e desenvolvimento;
A experiência no governo Temer mostrou também que o grupo recorre a táticas de guerra:
· Tentativa de desmonte total da estrutura sindical;
· Uso da prisão e do punitivismo como instrumentos de combate às tensões sociais.
Peça 4 – a cara do liberalismo jurídico à brasileira
A eleição de Huck significaria o aprofundamento inédito do estado de exceção.
A Constituição está sendo desvirtuada, grandes negociatas avançam sem resistência, há uma truculência latente da Polícia Federal e do Ministério Público. Mas se tolera porque o governo Temer promete, em troca, o desmonte do incipiente estado de bem estar social brasileiro.
Tudo isso ainda é relativamente contido pela ilegitimidade do quadro atual, pela percepção de que o poder de Temer derivou de um golpe, e pelos 3% de aprovação do governo.
Hoje em dia, esse estado de arbítrio é bem representado por quatro personagens de estaturas similares, cada qual alimentando a exceção com slogans vazios, visando atingir o chamado senso comum.
No STF, o Ministro Luís Roberto Barroso, ao lado de Carmen Lúcia, um notável cultivador de frases banais, tipo “precisamos refundar o Brasil”, à altura de um Conselheiro Acácio dos tempos modernos. Ele é uma espécie de Kim Kataguiri do Judiciário; ou Kim é um Barroso das redes sociais.
Ainda nesse campo dos estereótipos conservadores, Deltan Dallagnol é a melhor síntese do punitivismo misturado com o redentorismo religioso.
Ele foi Procurador Regional dos Direitos do Cidadão em Goiás, notabilizando-se pelo combate aos direitos das pessoas com deficiência, por ter investigado banheiros unissex e intimado o Itamaraty a investigar a cooptação de jovens brasileiros pelo regime da Venezuela. Descobriu, depois, que a tal cooptação não passava de uma convocação do governo venezuelano a jovens da Vila Brasil, em Caracas.
No ano passado, Ailton foi eleito pelos colegas Procurador-Chefe da Procuradoria da República, em Goiás. Vale a menção a ele apenas por representar um tipo hoje hegemônico no MPF.
Os quatro têm em comum uma profunda ignorância histórica, um enorme descomprometimento com os avanços civilizatórios dos últimos séculos. O paradoxo de Barroso, de esposar todas as teses anti-iluministas e se autoproclamar um arauto do iluminismo valeu-lhe um epíteto campeão, da parte do jurista Conrado Hubner: o Príncipe dos Ilusionistas.
Participa desse jogo a Procuradora Geral da República Raquel Dodge. No final do ano, ela e Barroso foram os principais adversários de uma das raras prerrogativas constitucionais do Presidente da República: o indulto de Natal.
Diz o artigo 84 da Constituição:
Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República:
(…) XII – conceder indulto e comutar penas, com audiência, se necessário, dos órgãos instituídos em lei;
A pretexto de que o indulto poderia beneficiar réus da Lava Jato, impediram que centenas de presos, muitos deles condenados a penas injustas, pudessem se beneficiar do indulto. E definiram amplamente um dos princípios do Estado de Exceção: criar uma categoria de presos sem os direitos dos demais. Não foi apontado um réu sequer da Lava Jato que pudesse ter sido beneficiado pelo indulto.
Dentro da complexidade do golpe, fica cada vez mais nítida a montagem de um dos pilares centrais do jogo: a aliança Globo-mercado-Judiciário-MPF.
Peça 5 – as perspectivas de Huck
De qualquer modo, mesmo tendo o poder da Globo por trás, será um desafio fazer a candidatura Huck alçar voo.
Os recentes tiros que levou, em cima do financiamento obtido junto ao BNDES para a compra de helicópteros, dão uma ideia das dificuldades que terá pela frente. A notícia foi um furo do Tijolaço, mas repercutido da Folha à Zero Hora de Porto Alegre demonstrando, pelo menos nesse início, a dificuldade da Globo em montar uma frente midiática em torno de um projeto que poderá ampliar ainda mais seu poder. Com a crise dos demais grupos, da Abril ao Estadão, passando pela Folha e redes de TV, percebe-se que a concentração de poder na Globo é uma ameaça aos demais grupos.
Por outro lado, o fator Huck desestabiliza completamente a estrutura partidária, do PMDB ao PSDB, cristianizando o candidato Geraldo Alckmin. Será maus uma frente de desgaste.
Além disso, a desastrada operação JBS trincou a aura de onipotência da Globo.
No final do governo Collor, Octávio Frias Filho produziu um editorial de primeira página que, pela primeira vez, mostrou que o tigre da presidência tinha pés de barro. E enfrentando o mais imperial dos presidentes brasileiros.
Agora, o mais desacreditado dos presidentes brasileiros, o minúsculo Michel Temer, o suspeitíssimo Temer, o mais impopular presidente da história, saiu incólume da investida da Globo e da Procuradoria Geral da República, no episódio da JBS, simplesmente manobrando os instrumentos de poder da Presidência, algo que Dilma Roussef jamais ousou experimentar. E ainda se permite contar prosa para os colegas sobre o encontro que teve com João Roberto Marinho no Palácio.
Começa a conversa, e Marinho indaga:
– Bom, Presidente, soube que está chateado conosco. O que o senhor teria a dizer?
E Temer, o poderoso:
– Nada. Você é que tem a dizer, pois foi quem pediu a audiência.
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1 2 3 … 6 Próximo »Xadrez do Huck
A unidade da midia so contra o PT. Fora isso cada uma luta desesperadamente pela sua sobrevivencia.
Sobrevivencia para a globo é aécio, eternamente blindado ou um clone tipo huck.
Em SP a unidade é em torno do psdb. Qualquer tucano paulista é melhor que qualquer outro brasileiro para a bril, fsp e estadão pois é esta mão amiga que asssina o cheque da propaganda oficial e das assassinaturas. E eles são amigos dos amigos..
É pura disputa por $$$$ . E o PT encheu os caras de dinheiro ao longo do tempo. Parabéns. Alimentou a cobra peçonhenta que envenenou a sociedade brasileira.
Nassif,
E se a tentativa de
Nassif,
E se a tentativa de lançar Huck como candidato tenha finalidade de ampliar uma frente de direita? Somando com aqueles que irão disputar o pleito em outubro - Bolsonaro, Alvaro Dias, falam de Henrique Meirelles, até o apresentador Ratinho já é mencionado. Frente de direita para contrapor uma frente de esquerda. FHC não está gagá, e sim cada vez mais ardiloso.
Alguém se interessa em investigar essas "coincidências"?
Correios pega fogo em todo o Brasil. https://www.sintect-sp.org.br/noticias/boca-no-trombone/incendio-destroi-o-cdd-itapecerica-da-serra http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2018-02/incendio-destroi-encomendas-no-centro-de-distribuicao-dos-correios-no-rio https://180graus.com/ronda-180/incendio-atinge-deposito-dos-correios-na-zona-sul-de-teresina-e-destroi-materiais http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/cadernos/cidade/online/incendio-nos-correios-veja-como-ficou-o-centro-de-triagem-1.1894151
Mais dois
Mais dois incêndios...
domingo, 21 de janeiro de 2018Incêndio atinge centro de distribuição dos Correios em Parauapebas
http://girosnacidade.blogspot.com.br/2018/01/incendio-atinge-centro-de-distribuicao.html
04/01/2017 08h03 - Atualizado em 04/01/2017 12h02
Incêndio atinge centro de distribuição dos Correios em Santarém, no PA
Prédio que fica na Av. Anísio Chaves pegou fogo na noite de terça-feira (3).
Combate às chamas durou cerca de uma hora; não houve registro de vítimas.
http://g1.globo.com/pa/santarem-regiao/noticia/2017/01/incendio-atinge-centro-de-distribuicao-dos-correios-em-santarem-no-pa.html
Que interessante!
O que exatamente eles querem queimar?
quem sabe se nãp querem
quem sabe se nãp querem queimar a empresa e vendê-la baratinho.
são muitas as coincidências além do prejuízo com as indenizações o que impacta nagativamente na imagem da empresa.
Sabotagem e uma conhecida
Sabotagem e uma conhecida tåtica da rapinagem para desacreditar empresas de todo o povo para que elas sejam transferidas aos donos do golpe....na época da privataria afundaram a P 36 uma plataforma da Petrobrås....nem se importam com a vida alheia: querem eh o butim....que fase
https://mobile.opovo.com.br/noticias/fortaleza/2018/02/correios-devem-ressarcir-carga-destruida-em-incendio-no-centro-de-tria.html
A briga entre os dois tá
A briga entre os dois tá grande....a de Carmem Lucia hoje:
"Superação da violência pasas por ver o outro como irmão e não como inimigo"
https://g1.globo.com/politica/noticia/carmen-lucia-diz-que-superacao-da-violencia-passa-por-ver-o-outro-como-irmao-e-nao-como-inimigo.ghtml
O alvo de Ciro
Me parece que o alvo de Ciro Gomes, seu principal inimigo, será o mercado financeiro.
Daí ele não querer arrumar problemas outros com setores do judiciário (algo asssim como, "não dá pra comprar todas as brigas").
A questão é que o judiciário, como bem já escreveram, é apenas um reflexo da infraestrutura da sociedade. E na nossa sociedade atual, é o mercado financeiro o grande ator econômico, ao qual todos os outros prestam vênia e, em última instância, para quem se ajoelham.
Desta forma, é inevitável que o mercado financeiro - através de seus porta-vozes (a velha mídia) e sua posterior repercussão no judiciário - bata de frente com as propostas de Ciro.
A forma como Ciro foge de criticar Gilmar Mendes, por exemplo (algo similar a Lula, diga-se de passagem), não é coerente com seu perfil.
Este choque contra o judiciário vai acontecer.
O que o Ciro deveria fazer era se precaver contra o choque, e não tentar evitá-lo (tarefa impossível).
Ciro Gomes tem uma ética
Ciro Gomes tem uma ética estranha. E já provou, ao menos para mim, que fala mentira. Ciro, por exemplo, pelo menos em dois eventos diferentes, disse que "Lula em 1999 entregou na mão do então presidente da Câmara, Michel Temer, o pedido de impeachment de FHC". Isto para dizer que Lula é incoerente quando diz que o impeachment de Dilma foi golpe. Até aqui "tudo bem". Esta não é uma mentira inventada por Ciro Gomes. A mentira partiu da senadora Ana Amélia em sessão plenária do Senado, em 2016. Já desmontei esta mentira de Ana Amélia (clique AQUI). Ciro, portanto, tem o direito de ser incauto e espalhar uma mentira que não partiu dele. Sobre o "pedido de impeachment de FHC" em 1999, escrevi (e provei) que aconteceu o contrário no que tange à posição dos líderes do PT na época, como Lula e José Dirceu. Este, rechaçando o mote "Fora FHC", chegou a afirmar para um jornal: "vivi 24 anos de ditadura e tenho preocupação com a legalidade e com a democracia". Bom, daí que Ciro, num recente evento, insinuou que teria aconselhado diretamente Lula a demover a ideia (do pedido o impeachment de FHC). Segue o trecho com a transcrição da fala de Ciro (Clique AQUI para assistir, a partir dos 2 minutos do vídeo):
"E eu dizia 'Lula, não faça isso, meu irmão (nós somos amigos há muitos anos), não faça isso porque remédio pra governo ruim não é impeachment; não é interromper a democracia; na hora que você faz uma coisa dessa, amanhã vem um desses e vai fazer conosco'; isso eu escrevi [na época], não é uma coisa que eu possa dizer hoje não; eu tenho artigos escritos".
É a tal retórica falaciosa. Ciro realmente pode provar que era contra o impeachment de FHC, pois esta era sua posição na época e há registros na imprensa nesse sentido. Mas nunca poderá provar que "aconselhou Lula". Porque é mentira. Lula, diferente de setores mais radicais do PT na época, nunca defendeu publicamente o impeachment de FHC. E também há registros na imprensa que confirmam.
Participei de múltiplos
Participei de múltiplos protestos ao longo do trágico governo FHC e, na maior parte deles, o mote era "Fora FHC / Fora FMI".
Havia até o bordão: "Fora já / fora já daqui / o FHC / e o FMI".
E nestes protestos havia sempre lideranças do PT com o mesmo discurso (que até hoje techo convicção da correção, frise-se).
Para citar um protesto que teve maior repercussão e abrangência, cito a marcha dos 100 mil em Brasília.
O pessoal do Ciro pode tirar
O pessoal do Ciro pode tirar o cavalinho da chuva, a esquerda não vai embarcar na candidatura dele. O Ciro vem se mostrando como uma pessoa muito pouco confiável, especialmente depois de quase que apoiar abartamente a condenação do Lula. Apesar de um dia o ter tratado como uma possibilidade, o meu voto, ao menos no primeiro turno, ele não terá em hipótese alguma.
Apesar de você (Tuiuti)
[video:https://www.youtube.com/watch?v=xNhydXp6Ls&feature=youtu.be%5D
Vamos verbse vai haver xadrez
Vamos verbse vai haver xadrez sobres as lambanças do braço direito do trapalhão
http://painel.blogfolha.uol.com.br/2018/02/15/novas-mensagens-mostram-que-miller-usou-jbs-como-trunfo-para-contrato-milionario-na-advocacia/
Huck não é candidato.Vamos,
Huck não é candidato.Vamos, comecem as explicações motivos, etc e tal.
Uma dica: o narigudo não é bobo.