Xadrez do dia do pesadelo

Independentemente do resultado da votação do impeachment, a jovem democracia brasileira ingressa no dia da vergonha, pela mera possibilidade que abriu de se tirar uma presidente do cargo atropelando a Constituição.

Como chegamos a isso

Há um conjunto de fatores a serem elencados.

O mais relevante foi a incapacidade das forças políticas nacionais – governo e oposição – entenderem a natureza das transformações ocorridas na última década.

A economia tem uma visão mecanicista da história. Os economistas analisam a história como um processo cumulativo, uma série estatística que ignora as grandes mudanças estruturais.

Entendem melhor os processos os analistas que vão buscar na física ou na química o padrão de análise. Tem-se um determinado corpo. Muda-se uma molécula. A molécula altera o funcionamento das todas as demais, resultando dai uma realidade inteiramente nova.

As mudanças sociais

Foi o que ocorreu com a inclusão de 40 milhões de pessoas saídas da linha da miséria, outros tantos milhões que passaram a ter acesso ao ensino técnico ou às universidades. Da nova realidade nasceram novos cidadãos em tudo diferente do que eram anteriormente, com novas demandas, novos princípios, novas inquietação, agora não mais a superação da fome, mas o espaço para manter o crescimento.

Alguns estudos da época indicavam o novo caminho, mas ninguém pensou que as transformações pudessem ser tão rápidas. Era ilusória a ideia de que os novos incluídos manteriam uma relação de gratidão com o partido e o governo que asseguraram a inclusão.

Estimulados pelas redes sociais, pelo tráfego intenso de informações e conceitos, a nova geração nasceu confiando no próprio taco e jogando toda sua energia nas novas possibilidades que lhes foram abertas.

A pulverização partidária

Era hora de se adaptar partidos e governos aos novos tempos, criar o discurso e as bandeiras para a nova realidade.

Nem governo nem oposição foram capazes.

Mais ainda, no momento em que as redes sociais ampliavam geometricamente as expectativas de participação, o sistema político brasileiro se fechou, preso a uma gerontocracia dos principais partidos, que não quiseram abrir mão de poder, com uma legislação que facilitava a pulverização partidária.

O próprio Lula tornou-se vítima da armadilha do sucesso total.

As grandes transformações são facilitadas por momentos de bonança. Mas, nesses momentos, a praga da visão de curto prazo impede qualquer mudança, para não colocar em risco o sucesso.

Foi assim que se foi empurrando com a barriga a reforma política, permitindo a multiplicação dos partidos, aumentando a dificuldade da montagem de pactos e, por errs políticos sucessivos,  permitindo a formação de bancadas na Câmara que acabaram levando as rédeas aos dentes.

A perda do discurso unificador

O que garante a solidez de país é um Executivo forte, com um discurso legitimador. É o discurso, a perspectiva de médio prazo, que amarra o poder político e a unificação das ações na área pública.

O mensalão provocou uma devastação nos quadros principais do PT, levando Lula a escolher Dilma Rousseff para presidente. Tinha-se, de um lado, uma presidente sem experiência na baixa política – que garante a governabilidade -, na alta política – o manejo do imaginário nacional -, e no uso das ferramentas de poder de que dispõem o presidente.

Do outro, um partido em crise, incapaz de desenhar um novo projeto nacional, e duramente marcado a ferro em brasa pelo julgamento do mensalão.

No início, esse modelo capenga foi sustentado pelos resquícios de crescimento, vindos da recuperação histórica da crise de 2008 – na qual Dilma teve papel relevante. Quando a economia começou a balançar, influenciada pelos ventos externos, Dilma perdeu o rumo.

Desse momento valeu-se a grande mídia para estimular a mais deletéria campanha de destruição da autoestima nacional –para poder se contrapor ao momento gigantesco de autoestima em alta que a antecedeu.

O momento máximo foi na Copa do Mundo, um trabalho tão pertinaz de destruição do sonho, que conseguiu até eliminar as bandeiras e uniformes das ruas das principais capitais.

Na cabeça de seus leitores uma Copa impecavelmente bem organizada foi transformada em desastre nacional.

Com o início da crise, a perda do discurso legitimador, a impaciência para as pequenas negociações políticas que garantem a governabilidade – e uma teimosia fatal -, o governo Dilma foi sendo corroído.

E, aí, apareceu o terceiro problema: o poder das corporações públicas.

O reinado das corporações

Valendo-se dos tempos de bonança facilitados pelo boom dos commodities, Lula pensou o país de forma integral. Ao lado das políticas sociais, estimulou a expandão dos grandes grupos nacionais, a multiplicação das universidades públicas, as novas políticas tecnológicas, e o fortalecimento do setor público – depauperado no período FHC.

Melhorou os salários, conferindo um status econômico ao emprego público e, em muitas áreas, garantiu o profissionalismo e a blindagem contra aparelhamentos. O aparelhamento ocorreu em áreas periféricas ou em cargos comissionados.

O Estado passou a contar com uma nova geração de funcionários, cujo salário inicial, passando no concurso, superava os R$ 15 mil mensais – muito mais do que receberiam, na fase inicial, em qualquer emprego privado.

Junto com o status econômico veio o status político. Jovens advogados e procuradores do TCU (Tribunal de Contas da União), auditores da Receita, advogados da União, procuradores da República empenharam-se em uma luta por mais e mais condições salariais.

De um lado, jovens ambiciosos e bem preparados tecnicamente. De outro, um Congresso com o pior nível da história. No meio, um governo perdido, sem entender as nuances mínimas do poder. Nas pontas, políticas sociais abrindo alguma forma de protagonismo aos movimentos sociais. No topo, uma elite jurídica – nos tribunais superiores e no Ministério Público Federal (MPF) – a exemplo da própria Presidente da República, também incapaz de entender os novos tempos e se considerar como coparticipante da estabilidade política e legal do país.

Tudo isso poderia ter sido canalizado para uma oposição minimamente aparelhada para apresentar um projeto alternativo. Mas o que se via era apenas a vendeta de FHC, um político mesquinho, velho de alma, uma alma dura como pão mofado atrás de sua vendeta eterna com Lula.

Assim, o amálgama que juntou todos foi o ódio, o preconceito, o urro animalesco que tomou conta das ruas durante algum tempo.

O fator Lava Jato

Em cima dessa instabilidade aguda entra o fator Lava Jato e o Procurador Geral da República comportando-se como aprendiz de feiticeiro.

Abriu a caixa de Pandora da opinião pública, sem ao menos avaliar as consequências políticas.

Foi o fator final, o mote central da maior crise política do pós-redemocratização, que deixa o país a um passo de ser controlado pelos próprios réus da operação.

A irresponsabilidade se manifestou desde o primeiro momento, com o anúncio de centenas de parlamentares suspeitos e a blindagem de alguns nomes centrais da oposição – como Aécio Neves. Deixaram-nos pairando no limbo, mas preservando os poderes no Congresso e vendo a presidência sendo corroída diariamente pelo noticiário alimentado pela Lava Jato.

Some-se a incapacidade + temor do STF, fugindo da análise de situação e tratando a questão atual com as lentes da normalidade. Adiaram até hoje o julgamento de Eduardo Cunha para não criar o precedente de um conflito entre poderes que poderia criar uma instabilidade institucional futura.

Um álibi convencional para a menos convencional das situações políticas da história: o país à mercê do mais suspeito e atrevido dos parlamentares brasileiros.

A defesa da democracia

E a quem cabe a defesa da democracia?

Aos jovens, aos pobres, aos negros, aos artistas, poetas cantando a democracia. É o o máximo a que um país pode aspirar de nível civilizatório.

O fato dos de baixo entenderem a democracia como valor maior, como possibilidade, como oportunidade, é o ponto central da consolidação civilizatória de um país. São eles que saíram à rua para defender uma conquista, pressentindo os dias sombrios que se sucederiam a uma queda da democracia.

Na outra ponta, o grupo de Eduardo Cunha, a Força Tarefa da Lava Jato, o Procurador Geral da República, as novas corporações públicas enaltecendo seu poder, exibindo a musculatura em uma aliança dantesca e irreal, estimulada por uma organização de mídia, a Globo, sem limites.

Daqui a pouco o país passará pelo maior desafio da sua história moderna.

Caindo o impeachment, retoma-se o processo civilizatório, buscando-se o grande pacto nacional, convencida a presidente que não foi uma vitória pessoal dela, mas da nacionalidade.

Passando o impeachment, haverá dias de pesadelo, conflitos, instabilidade. Mas será por algum tempo. Haverá uma dura autocrítica nacional, um acerto de contas com a história por parte dos principais protagonistas do golpe, e um aprendizado rápido sobre as consequências de se brincar com a planta tenra da democracia.

 

 

 

116 comentários

  1. O povo não tem vez nas

    O povo não tem vez nas análises do Nassif, somos apenas expectadores e não o principal ator politico.

    Como gaúcho penso que é uma boa época para exercer o direito universal da secessão, mas este direito não é garantido pela nossa republica democracia federalista .

    Não é para tanto e so uma provocação.

    Mas que a republica extruturada ainda com base na ditadura ou seja centralizadam sem voto distrital, com divisão politica injusta (tem voto com mais valor que outros).necessita de reforma federalista tenho certeza que precisa.

     

     

     

     

    • A razão pela qual o povo não

      A razão pela qual o povo não tem vez no xadrez do Nassif é que, simplesmente, ele não vota agora.  Só vota em 2018.  Até 2018 muita gente esqueceu e o sistema político atual que resiste a qualquer reforma está desenhado para tirar o povo do cenário.

      Trata-se de uma eleição indireta.  A razão maior pela qual paira o espectro do golpismo.

      A única hipotese atual em que o povo pode contar atualmente é a conflagração social aberta.  E acho que essa hipótese todos os lados que ainda tem um pingo de responsabilidade para com o país querem evitar a qualquer custo.

      De fato, a esquerda reagiu a esse processo com as ferramentas que aprenderam a usar – a campanha eleitoral e o jogo político nas ruas – e o fez com uma capacidade fenomenal.  Fui a manifestações e digo que se há alguma coisa de positiva em toda essa história é justamente ver que independente de qualquer coisa, esse lado tem companias bem mais interessantes.

      E o PMDB reagiu também com suas ferramentas, bastidores e negociação congressual.  E nisso o PMDB é expert e tem em sua frente dois habilíssimos articuladores – Cunha e Temer (que também foi extremamente hábil como presidente da camara). Competir com isso é difícil, especialmente depois de anos de uma presidenta que não cumpria os acordos articulados por seus articuladores.

      Quem votou foram os deputados, não o povo.

      Cabe agora ao povo não esquecer.  Talvez não seja difícil depois de viver um governo Temer.

  2. Fica comprovado: fornecimento

    Fica comprovado: fornecimento de crédito fãcil para compra de casa e carro, facilitação de acesso ao ensino superior, leis de cotas. bolsa família, ascensão social baseada no consumo, atendimento de demandas de minorias étnicas, sociais, sexuais, nada disso resolve – resolveu- o grande obstáculo à democracia no Brasil, a ALIENAÇÃO.

    A imensa maioria dos beneficiados por essas políticas permaneceu hoje apalermada diante da TV de tela plana comprada em prestações vendo a passagem da História e ,depois, deve ter saido  ás ruas no seu carrinho financiado, que tem o adesivo da faculdade na qual o filho estuda pelo Fies.

    É pecado pensar: que se ferrem?!!!

    • Isso mesmo. Hj to vendo um

      Isso mesmo. Hj to vendo um monte de “anti comunistas” comemorando no whatsapp e q amanha vai pegar o carro financiado e vai pra faculdade de medicina paga com fies. 

      Mas o pt tem culpa disso por nunca ter tido dialogo com essa massa que beneficia, q mtas vezes repetem o que os pais tucanos votam. 

      Avisei: temer tem carta branca pra mexer no que quiser quando assumir e nao adianta reclamar. Falarao sobre a necessidade de cortes no fies, programas sociais, cortes esses que nunca serao “descortados”. Os medicos reclamam da saude… Nos vemos daqui 3 anos…

      a classe media vai relembrar os tempos de fhc e eu ate riria e acharia bom, se eu nao fizesse parte da parte mais humilde dela… 

      Quem sabe apos mtas pedradas nao aprendam algo sobre consicencia de classe, em outras palavras, que classe media nao tem os mesmo interesses que os ricos e sim que os pobres

  3. Eu avisei… O mbl pressionou

    Eu avisei… O mbl pressionou juizes, deputados e o q fez a esquerda? Shows, manifestos, protestos. Pq a esquerda nao parou o trabalho? Pq nao fechou as estradas? Pq nao comecou a espalhar boatos sobre ministros do stf que decidiam contra, como fazia a oposiçao?? Eles encararam como guerra, nós como politica pura e simples, como democratas, sem sermos reconhecidos como tal.

    e digo mais: preferia ter perdido em 2014 do que tomar essa agora…

    • Uma corja de desqualificados

      Claro que sabia do nível de conservadorismo dessa Câmara que foi eleita no último pleito, e da presença de deputados totalmente oportunistas e desonestos.

      Mas fiquei chocado ao ver a quantidade de bandidos e desqualificados, com discursos fascistas, que formam a enorme tropa de choque dos deputados eleitos pelo poder econômico, e todos fidelíssimos ao bandido-mór, Eduardo Cunha. Muito triste.

      Um país refém de uma tropa de desqualificados, golpístas e fascistas

      Nunca foi tão urgente uma profunda reforma política.

  4. Precisamos agora falar das bananas

    Escrevi, ainda em 2012 do golpe que já estava sendo armado ( http://www.oemporiodocesar.blogspot.com.br  ). 
    O duro é percebermos a fragilidade manipulável das nossa instituições. O STF teve a chance na 5°feira passada de colocar ordem no país e resolveu enfiar a cabeça no buraco para colocar o país em picaretas que votam por susa respectivas famílias, bem à maneira da máfia. Que destino este!

  5. Já vai tarde

    Bom, como sempre, eu não concordo inteiramente com voce Nassif.

    Vejo o momento atual por uma outra ótica, a ótica da causa e do efeito sim, mas acima de tudo a ótica das consequências.

    Da metade de seu 1o mandato em diante, Dilma introduziu na economia os erros que iriam desestabilizar seu último ano de governo dos primeiros quatro anos, e o primeiro ano de seu segundo mandato.

    Tendo observado um aumento da inflação, que foi causado principalmente pelos aumentos salariais obtidos pela categoria dos prestadores de serviços, Dilma tentou controlar a economia retendo aumentos de preço no campo da energia, eletricidade e gasolina. Tentou compensar os aumentos excessivos nos salários dos prestadores de serviços criando a desoneração.

    Foi então que a má sorte de Dilma fez-se presente. Um clima seco trouxe a necessidade de gerar energia com termo-elétricas e o escândalo da Petrobrás impediu que se fizessem políticas de controle de preços de combustíveis sob pena de quebrar empresa comprometida com desmandos e corrupção.

    Salários melhores fizeram com que prestadores de serviços fossem para o consumo, esta nova demanda criada pressionou os preços dos ítens de supermercado, principalmente, e a inflação fugiu ao controle.

    Mesmo diante deste cenário desfavorável, programas sociais foram ampliados, aumentando os gastos de governo.

    A demora para tomar decisões importantes impediu que soluções imediatas pudessem ser aplicadas, agravando o problema econõmico do caixa federal. Aumentos e contratações tornaram a folha de serviços públicos mais pesada.

    Chegamos à campanha. Eleições à vista. Mentir foi a solução escolhida.

    Logo que foi eleita, nomeia Levy, um auxiliar que recomenda implementar medidas que um PSDB implantaria. Aumento de juros, arroxo, aperto no crédito, diminuição de incentivos, enxugamento da liquidez, e a maldita CPMF.

    O país foi perdendo o embalo. Começou a parar. Dilma, como sempre, demorou demais para decidir exonerá-lo. Quando finalmente resolvou afastá-lo, o estrago já tinha sido feito. Mas trocou-o por um eunuco.

    A Copa foi um verdadeiro fiasco, esportiva e economicamente falando. Num ano marcado por vários eventos fez-se de tudo, menos trabalhar. 2014 foi o ano da vagabundagem. E já que ninguém estava a fim de trabalhar mesmo, quem tem dinheiro para comprar, aproveitou o ano parado para gastar dinheiro no exterior, com cartão de crédito. Sacoleiros internacionais.

    No mês da Copa, as saídas em moeda por gastos com cartão mais os gastos com infraestrutura foram maiores que as entradas geradas pelo evento esportivo. Hotéis e comércio não tiveram sequer uma parcela dos negócios esperados. Foi um evento medíocre em termos econômicos. 

    Nas Olimpíadas vamos repetir esse efeito.

    Mas esses fatos são complicações que fazem parte da via de um país. O que surge como agravante no caso de Dilma é a vacilação, a teimosia, o pensamento de que em si se basta, a soberba em relação à classe política.

    Poderíamos escrever um livro sobre os erros de seu governo, mas de que adiantaria. O fato é que agora existe um problema que precisa ser resolvido. Ela é o problema.

    E não vejo nenhum cataclisma à frente. Ela, que já não é do batente, vai-se encolher em seu palácio e não fará mais nada de produtivo. Ao menos não deve cometer mais erros. Nomeações e cargos que foram distribuídos deverão ser devolvidos, seus ocupantes, trocados. Ministros também. Resumindo: será mais um ano perdido.

    Restará apenas a vantagem de que não precisaremos mais conviver com a mente confusa e obcecada de Dilma. 

     

     

  6. Esquizofrenia Social

    Caríssimo Nassif

    Parabéns pelas suas lúcidas e inteligentes análises. Tens, a meu ver, feito as melhores análises de momento ao qual denomino de esquizofrenia social.

    Tenho me tornado um fiel leitor de suas profundas e sábias análises.

    Acho, que, infelizmente, a possibilidade de eleições no final deste ano, possa ser, realmente a saída. O governo Dilma, se exauriu. A falta de comunicação e do trato político da Dilma é muito forte. Não fosse o amparo de Lula e da esquerda, a Dilma já teria sido afastada. Sei que o objetivo pode ser também o Lula, mas as causas snao mais complexas como diz Luiz Nassif.

    A imagem do circo de horrores que foi a votação de ontem no congresso foi deprimente.

    Um congresso, como diz Nassif, simplório. 

    O Brasil é muito maior que esse congresso e muito maior inclusive que suas instituições públicas pqueno-burguesas com um pensameno racista e conservador.

    Essa crise vai nos trazer um país melhor.

  7. Bom texto para discussão

     

    Nassif! O texto é bom para discussão. É também nisso que a democracia existe, pois o debate é público, na busca de soluções e um texto não pode ser a útima verdade, mas o importante é que potencializa as refleões e práticas políticas sobre o país. Tenho uma questão sobre a possibilidade dos que tramaram essa situação vão fazer uma reflexão sobre o que fizeram. Não vejo a menor possibilidade disso ocorrer, pois a autocrítica não faz parte da natureza (formação) desses agentes. A visão de mundo desse pessoal é restita à sua condição de soberba e só enxegam a sociedade através desse ponto de vista. Um ponto que achei interessante é a questão da economia ser mecânica, em não ver a qualidade da situação, mas sim somente a acumulação.

    abraço

  8. Hipócritas e estúpidos
     
    Os

    Hipócritas e estúpidos

     

    Os Hipócritas passaram e levaram junto uma multidão de estúpidos.

     

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