Xadrez do dia do pesadelo

Independentemente do resultado da votação do impeachment, a jovem democracia brasileira ingressa no dia da vergonha, pela mera possibilidade que abriu de se tirar uma presidente do cargo atropelando a Constituição.

Como chegamos a isso

Há um conjunto de fatores a serem elencados.

O mais relevante foi a incapacidade das forças políticas nacionais – governo e oposição – entenderem a natureza das transformações ocorridas na última década.

A economia tem uma visão mecanicista da história. Os economistas analisam a história como um processo cumulativo, uma série estatística que ignora as grandes mudanças estruturais.

Entendem melhor os processos os analistas que vão buscar na física ou na química o padrão de análise. Tem-se um determinado corpo. Muda-se uma molécula. A molécula altera o funcionamento das todas as demais, resultando dai uma realidade inteiramente nova.

As mudanças sociais

Foi o que ocorreu com a inclusão de 40 milhões de pessoas saídas da linha da miséria, outros tantos milhões que passaram a ter acesso ao ensino técnico ou às universidades. Da nova realidade nasceram novos cidadãos em tudo diferente do que eram anteriormente, com novas demandas, novos princípios, novas inquietação, agora não mais a superação da fome, mas o espaço para manter o crescimento.

Alguns estudos da época indicavam o novo caminho, mas ninguém pensou que as transformações pudessem ser tão rápidas. Era ilusória a ideia de que os novos incluídos manteriam uma relação de gratidão com o partido e o governo que asseguraram a inclusão.

Estimulados pelas redes sociais, pelo tráfego intenso de informações e conceitos, a nova geração nasceu confiando no próprio taco e jogando toda sua energia nas novas possibilidades que lhes foram abertas.

A pulverização partidária

Era hora de se adaptar partidos e governos aos novos tempos, criar o discurso e as bandeiras para a nova realidade.

Nem governo nem oposição foram capazes.

Mais ainda, no momento em que as redes sociais ampliavam geometricamente as expectativas de participação, o sistema político brasileiro se fechou, preso a uma gerontocracia dos principais partidos, que não quiseram abrir mão de poder, com uma legislação que facilitava a pulverização partidária.

O próprio Lula tornou-se vítima da armadilha do sucesso total.

As grandes transformações são facilitadas por momentos de bonança. Mas, nesses momentos, a praga da visão de curto prazo impede qualquer mudança, para não colocar em risco o sucesso.

Foi assim que se foi empurrando com a barriga a reforma política, permitindo a multiplicação dos partidos, aumentando a dificuldade da montagem de pactos e, por errs políticos sucessivos,  permitindo a formação de bancadas na Câmara que acabaram levando as rédeas aos dentes.

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A perda do discurso unificador

O que garante a solidez de país é um Executivo forte, com um discurso legitimador. É o discurso, a perspectiva de médio prazo, que amarra o poder político e a unificação das ações na área pública.

O mensalão provocou uma devastação nos quadros principais do PT, levando Lula a escolher Dilma Rousseff para presidente. Tinha-se, de um lado, uma presidente sem experiência na baixa política – que garante a governabilidade -, na alta política – o manejo do imaginário nacional -, e no uso das ferramentas de poder de que dispõem o presidente.

Do outro, um partido em crise, incapaz de desenhar um novo projeto nacional, e duramente marcado a ferro em brasa pelo julgamento do mensalão.

No início, esse modelo capenga foi sustentado pelos resquícios de crescimento, vindos da recuperação histórica da crise de 2008 – na qual Dilma teve papel relevante. Quando a economia começou a balançar, influenciada pelos ventos externos, Dilma perdeu o rumo.

Desse momento valeu-se a grande mídia para estimular a mais deletéria campanha de destruição da autoestima nacional –para poder se contrapor ao momento gigantesco de autoestima em alta que a antecedeu.

O momento máximo foi na Copa do Mundo, um trabalho tão pertinaz de destruição do sonho, que conseguiu até eliminar as bandeiras e uniformes das ruas das principais capitais.

Na cabeça de seus leitores uma Copa impecavelmente bem organizada foi transformada em desastre nacional.

Com o início da crise, a perda do discurso legitimador, a impaciência para as pequenas negociações políticas que garantem a governabilidade – e uma teimosia fatal -, o governo Dilma foi sendo corroído.

E, aí, apareceu o terceiro problema: o poder das corporações públicas.

O reinado das corporações

Valendo-se dos tempos de bonança facilitados pelo boom dos commodities, Lula pensou o país de forma integral. Ao lado das políticas sociais, estimulou a expandão dos grandes grupos nacionais, a multiplicação das universidades públicas, as novas políticas tecnológicas, e o fortalecimento do setor público – depauperado no período FHC.

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Melhorou os salários, conferindo um status econômico ao emprego público e, em muitas áreas, garantiu o profissionalismo e a blindagem contra aparelhamentos. O aparelhamento ocorreu em áreas periféricas ou em cargos comissionados.

O Estado passou a contar com uma nova geração de funcionários, cujo salário inicial, passando no concurso, superava os R$ 15 mil mensais – muito mais do que receberiam, na fase inicial, em qualquer emprego privado.

Junto com o status econômico veio o status político. Jovens advogados e procuradores do TCU (Tribunal de Contas da União), auditores da Receita, advogados da União, procuradores da República empenharam-se em uma luta por mais e mais condições salariais.

De um lado, jovens ambiciosos e bem preparados tecnicamente. De outro, um Congresso com o pior nível da história. No meio, um governo perdido, sem entender as nuances mínimas do poder. Nas pontas, políticas sociais abrindo alguma forma de protagonismo aos movimentos sociais. No topo, uma elite jurídica – nos tribunais superiores e no Ministério Público Federal (MPF) – a exemplo da própria Presidente da República, também incapaz de entender os novos tempos e se considerar como coparticipante da estabilidade política e legal do país.

Tudo isso poderia ter sido canalizado para uma oposição minimamente aparelhada para apresentar um projeto alternativo. Mas o que se via era apenas a vendeta de FHC, um político mesquinho, velho de alma, uma alma dura como pão mofado atrás de sua vendeta eterna com Lula.

Assim, o amálgama que juntou todos foi o ódio, o preconceito, o urro animalesco que tomou conta das ruas durante algum tempo.

O fator Lava Jato

Em cima dessa instabilidade aguda entra o fator Lava Jato e o Procurador Geral da República comportando-se como aprendiz de feiticeiro.

Abriu a caixa de Pandora da opinião pública, sem ao menos avaliar as consequências políticas.

Foi o fator final, o mote central da maior crise política do pós-redemocratização, que deixa o país a um passo de ser controlado pelos próprios réus da operação.

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A irresponsabilidade se manifestou desde o primeiro momento, com o anúncio de centenas de parlamentares suspeitos e a blindagem de alguns nomes centrais da oposição – como Aécio Neves. Deixaram-nos pairando no limbo, mas preservando os poderes no Congresso e vendo a presidência sendo corroída diariamente pelo noticiário alimentado pela Lava Jato.

Some-se a incapacidade + temor do STF, fugindo da análise de situação e tratando a questão atual com as lentes da normalidade. Adiaram até hoje o julgamento de Eduardo Cunha para não criar o precedente de um conflito entre poderes que poderia criar uma instabilidade institucional futura.

Um álibi convencional para a menos convencional das situações políticas da história: o país à mercê do mais suspeito e atrevido dos parlamentares brasileiros.

A defesa da democracia

E a quem cabe a defesa da democracia?

Aos jovens, aos pobres, aos negros, aos artistas, poetas cantando a democracia. É o o máximo a que um país pode aspirar de nível civilizatório.

O fato dos de baixo entenderem a democracia como valor maior, como possibilidade, como oportunidade, é o ponto central da consolidação civilizatória de um país. São eles que saíram à rua para defender uma conquista, pressentindo os dias sombrios que se sucederiam a uma queda da democracia.

Na outra ponta, o grupo de Eduardo Cunha, a Força Tarefa da Lava Jato, o Procurador Geral da República, as novas corporações públicas enaltecendo seu poder, exibindo a musculatura em uma aliança dantesca e irreal, estimulada por uma organização de mídia, a Globo, sem limites.

Daqui a pouco o país passará pelo maior desafio da sua história moderna.

Caindo o impeachment, retoma-se o processo civilizatório, buscando-se o grande pacto nacional, convencida a presidente que não foi uma vitória pessoal dela, mas da nacionalidade.

Passando o impeachment, haverá dias de pesadelo, conflitos, instabilidade. Mas será por algum tempo. Haverá uma dura autocrítica nacional, um acerto de contas com a história por parte dos principais protagonistas do golpe, e um aprendizado rápido sobre as consequências de se brincar com a planta tenra da democracia.

 

 

 

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116 comentários

  1. Durante a minha graduação em

    Durante a minha graduação em finais dos anos oitenta e início de noventa, nos ventos que culminaram com o impedimento de Collor, eu, juntamente com meus colegas do ICHS de Mariana, acompanhamos atentamente suas análises econômicas na Folha, e hoje, não me arrenpendi do rico aprendizado que acumulei naqueles anos me deliciando com a tamanha perspicácia política-econômica de suas reflexões. Creio que, de longe, vc. passou a ser uma referência de lucidez na análise da poítica brasileira. Concordo que sairemos fortalecidos dessa aventura golpista. Termino com Mario Quintana: aqueles que aí estão atravancando o nosso caminho, eles passarão, e eu (a democracia), passarinho…

  2. Durante a minha graduação em

    Durante a minha graduação em finais dos anos oitenta e início de noventa, nos ventos que culminaram com o impedimento de Collor, eu, juntamente com meus colegas do ICHS de Mariana, acompanhamos atentamente suas análises econômicas na Folha, e hoje, não me arrenpendi do rico aprendizado que acumulei naqueles anos me deliciando com a tamanha perspicácia política-econômica de suas reflexões. Creio que, de longe, vc. passou a ser uma referência de lucidez na análise da poítica brasileira. Concordo que sairemos fortalecidos dessa aventura golpista. Termino com Mario Quintana: aqueles que aí estão atravancando o nosso caminho, eles passarão, e eu (a democracia), passarinho…

  3. 7×1
    bem colocado o ponto da

    7×1

    bem colocado o ponto da copa do mundo. De certo modo o 7×1 representou um novo no ponto de enxergar (ou não) esse processo Dinâmico de mudanças.

  4. “Eis que chega a roda viva…”

    Prezados Amigos do Blog,

     

    Apesar de adorar ler o Luis Nassif, os comentários e o blog todo, estou um pouco mais pessimista.

    Acredito que, ou as forças civilizatórias e progressistas freiam o golpe hoje, ou teremos uns 30 anos de miséria humana pela frente. Se os golpistas passarem, eles serão guindados ao poder por uma parcela minoritária mas barulhenta da sociedade brasileira que não tenho orgulho de chamar de irmã. Estamos falando do “Obscurantis Order”, do que existe de mais grotesco e canhestro no ser humano brasileiro. Sairão à luz alguns monstros de películas de terror capazes de deixar envergonhado o pessoal técnico da IL&M.

    Isso não pode avançar!

    Na minha leitura pessoal, se a sandice farsesca não parar, viveremos um período muito pior que o período pós-64.

    Os militares, com todas as suas bizarrices, ainda tinham pelo menos noção de país!

    Se essa bomba não for desarmada hoje, não haverá mais país num futuro bem próximo.

    Raciocinem comigo: A guerra fria foi, como o próprio nome indica, um esforço de guerra! E teve um vencedor. E o resultado prático para o perdedor foi muito similar ao de um processo de “aquisição hostil”: Ao invés de um país gigante, sobreveio um caldeirão fervente de republiquetas beligerantes, todas engajadas na mútua destruição. Assim fica fácil de comprar recursos naturais a preço de banana! E ai? Alguém já viu ou está vendo o mesmo filme? Me digam: porque a superpotência que gestou o mecanismo de guerra econômica capaz de vencer a guerra fria e que detêm todas as ferramentas de inteligência para tal feito aceitaria outro polo de poder mundial ascendente, leia-se BRICS?

    O que acredito estar em jogo é importante demais para não ser brecado agora.

    Abraços,

    Gilberto.

     

     

     

  5. Não precisa tanta firula pra

    Não precisa tanta firula pra dizer o que todo mundo está vendo: o que ocorre no Brasil é o acirramento da velha luta de classes. Simples assim.

  6. Para a Democracia hj é um

    Para a Democracia hj é um pesadelo,mas para o jornalismo será uma ressureição

    proponho a vcs dos blogs impinchados de “sujos”,formarem uma REDE JORNALISMO DO BEM,

    pois de fato praticam um jornalismo do bem, e nós estamos sedentos por este jornalismo,

    Vcs são o contraponto,peço que ASSUMAM ESTA BANDEIRA que são legítimo de vcs e do povo!

    Diria até como slogan AQUI TEM O JORNALISMO DO BEM!(em particular,no ggn),peço encarecidamente

    para não deixarem a outros a assumirem isso,tipo MBL assumir nacionalismo com bandeira nacional

    e tudo,depois virar esse fascismo que está aí,vaaleu!!!!(se isso acontecesse o PIG ficaria doido,kkkkk!!)

  7. “Passando o impeachment,

    “Passando o impeachment, haverá dias de pesadelo, conflitos, instabilidade. Mas será por algum tempo. Haverá uma dura autocrítica nacional, um acerto de contas com a história por parte dos principais protagonistas do golpe, e um aprendizado rápido sobre as consequências de se brincar com a planta tenra da democracia.”

    Porém não é demais lembrar que o impeachment não passa hoje, mesmo que a Câmara vote “sim”.

    Acho que estamos tomando o impeachment de Fernando Collor como precedente. Ali a votação da Câmara, encaminhando a denúncia ao Senado, foi decisiva; o então presidente não tinha como se defender das acusações e sabia disso, motivo pelo qual renunciou ao mandato enquanto o Senado votava a admissibilidade da denúncia, para tentar ao menos escapar da cassação dos direitos políticos.

    Pior, acho que a oposição se ilude, tomando o impeachment de Collor como regra geral. Sonham com a possibilidade de Dilma renunciar ao ser aberto o processo no Senado.

    Mas a situação hoje é muito diferente. A denúncia contra a presidente é – para ser indevidamente generoso – muito frágil, juridicamente falando. A personalidade dela não indica uma aversão ao confronto à maneira de Jango – que preferiu entregar a rapadura a “derramar sangue”. E ela tem um partido político que está longe de estar morto. Em 1992, todo o processo corria dentro dos limites da política parlamentar até que Collor cometeu o erro crasso de apelar para as massas. Reuniu trinta pessoas em seu apoio na Granja do Torto, manifestação que foi atropelada quase imediatamente pela reação popular em grande escala, no país inteiro. Hoje a direita tomou a iniciativa nas ruas, mas tudo indica que já a perdeu. Nos últimos dias, a massa de manobra iludida pela “luta contra a corrupção” parece ter começado a entender que Temer na presidência – ou, ainda pior, Cunha – não é exatamente freio para o mau uso de dinheiro público. E a militância de esquerda parece ter acordado do seu torpor. A relação de forças na rua mudou, muito provavelmente até se inverteu (hoje à tarde veremos, comparando os dois lados do “Muro de Rollemberling”).

  8. De uma coisa eu tenho

    De uma coisa eu tenho certeza, a República de 1985, tal como pensada e arquitetada desde o governo Sarney, na eleição de 1986 para o congresso constituinte, acaba hoje. O que vai substituí-la é que tenho dúvida. Um cenário possível (e infelizmente mais provável) é a generalização do vale-tudo na política atentando para a segurança jurídica do país. Um outro cenário possível (e mais desejável) é que os blocos antagônicos respeitem o ordenamento jurídico e passem a atuar prioritariamente no campo parlamentar, mantendo certa distância de soluções extremistas. Para isso, não só seria necessária a saída de Cunha da presidência da câmara, como que cerca de metade do congresso, composto por partidos políticos sem ideologia clara, se posicionem a favor de um dos lados. De preferência sem que um dos lados tenha maioria avassaladora, tal como ocorre hoje na Venezuela.

  9. Tenho dúvidas !

    Nassif,

    Análise correta quanto a fundamentos e perspectivas históricas. Por outro lado, erros quanto ao que poderá vir pela frente, ou face a problemas que temos no momento.

    Primeiro, hoje. Mais uma vez o país fracassa institucionalmente e mais uma vez falha em seu projeto civilizacional baseado na inclusão. Entendo que um país precisa de um executivo forte e capaz de conduzir o país em grandes projetos, entretanto, sozinho pouco pode fazer. Neste caso, a quadrilha de desclassificados que se tornou o Congresso é reflexo direto de um outro poder que igualmente fracassou no Brasil: o judiciário. Pela enésima vez o STF se omite, omite-se, a bem da verdade, desde a independência, que alcançará seu duocentésimo ano em 2022.

    Segundo, o fortalecimento das corporações públicas, na verdade, agiu contra elas: ao que parece, dado que a maioria de seus integrantes são da classe média (juízes e procuradores, principalmente), houve uma “privatização” destes poderes e órgãos em favor de si mesmos e do poder que representam. Outra maneira de ilustrar: houve uma “peemização” destas instituições. Explico: aqui na Bahia, terra de greves ocasionais da PM, não existe confiança relativa à corporação, que também é preguiçosa. Bem, a Constituição proíbe expressamente as greves das polícias militares, mas, se insatisfeitos com os governantes de plantão, entram em greve e a cidade é saqueada. Uma vez que consigam o que querem, voltam às ruas, mesmo que seja para espancar manifestantes sob o comando de quem detenha o poder. É exatamente este o discurso: entro em greve porque não tive meus pleitos satisfeitos, espanco porque tenho que obedecer uma cadeia de comando. Acredito que este procedimento se espalhe por outras corporações públicas. Acrescento a estes fatores um outro de caráter deletério: membros de cargos públicos se acham donos e senhores deles, nunca meros e temporários ocupantes. Além disso, dada a inércia interesseira do judiciário, exonerar um membro do MPF, PF ou mesmo do Judiciário é muito difícil haja vista nosso sistema processual no qual se permitem décadas para a decisão de um caso, enquanto o mundo se move em velocidade digital. Como disse antes, mas não tão claramente, não teremos democracia com as instituições acima, que são uma lástima.

    Terceiro, nossa classe média, que se acha aristocrática, mas é apenas uma “elite de agregados”, se me permite a licença poética, é cúmplice ignorante do poder econômico. Creem que a liberalização da economia os favorecerá, enquanto agem como galinhas que convidam a raposa para um banquete. Se considerarmos a classe média baiana, em sua maioria composta de analfabetos funcionais, veremos que esta nem sabe ao certo o porquê do impeachment ! Acham que a Dilma e o PT são corruptos sem nunca ter lido uma linha sequer dos processos judiciais em cursos. Pior, se nascidos brancos, pensam que já detém direitos adquiridos às melhores escolas, universidades, empregos, casamentos e privilégios. Para lhe dar uma ideia de como pensa esta gente, o grande conhecimento em voga hoje é o chamado “coaching” e, neste caso, não faltam pessoas que pretendem fazer cursos de coaching (nome que nem sabem pronunciar, pois o chamam de “coachi”) pensando que isto lhes abrirá as portas de oportunidades.

    Finalmente, não nos enganemos: dado o que escrevi acima, não tenho certeza, ou melhor, tenho muitas dúvidas que, se passado o golpe, o que, para mim é improvável, a médio prazo a democracia volta a se firmar. A história nem sempre caminha para a frente! As corporações acima citadas somente permitiriam isso, como sói acontecer na história do Brasil, se não lhe forem tirados os muitos privilégios, entre eles, auxílio-moradia e queijandos. As corporações privadas, farão tudo para que retornemos ao status quo ante de uma sociedade estratificada e plena de privilégios. O conflito está posto. Tal ocorre em momento de grande instabilidade econômica mundial, com outra crise financeira para ainda este ano. A tempestade perfeita, diriam alguns. Não nos esqueçamos, last but not least, que a elite brasileira não permite qualquer mudança ( a história o comprova) a não ser sob ameaça de violência. Se houver golpe e como não vejo vontade dos golpistas em cederem, já que se associaram a gente como Jovair, Cunha e Temer, vejo bem colocadas as condições para uma guerra civil, o que pode se tornar a única solução.

    • Longo, longo, looooooongo prazo…

      Panorama preocupante. Infelizmente concordo.

      A pesada herança escravocrata – vejam entrevista do Prof. Alencastro ao Nassif no Brasilianas aqui no blog – deixa ainda suas marcas. Como diz o professor, em nenhuma sociedade desde a Roma antiga a escravidão era a mão-de-obra predominante como o era no Brasil-Colônia/pós-Independência.

      Heranças malditas por ela deixada: banalização da violência e do valor da vida (pelas punições corporais aos escravos), racismo e “classismo” (será um neologismo?) – que defino como o preconceito de classe mais tacanho e míope que não consegue ver dinâmicas de interação entre as classes da modalidade ganha-ganha, mas apenas ganha-perde, resultando em apego exagerado a qualquer privilegio e reação violenta a qualquer tentativa de mudança na pirâmide social, por mais débil que seja.

      Esses elementos “deveriam estar” apenas na cabeça dos “1%” – os reais beneficiários do status quo. Mas quem dá peso político a essas patologias é não outra que a classe média. Os membros da classe média se apegam aos “querequeques” que caíram para si de cima da mesa do banquete do “1%” e aferram-se a eles para se diferenciar do “povão” (p.e., nível superior, poder de consumo, emprego bom, emprego no funcionalismo, plano de saúde, escola particular, viagem para fora…). São os campeões da (falsa) meritocracia: veem como justíssimo terem seu lugar ao sol, pois “chegaram na frente”. Só não levam em conta que deram a largada 1 minutos antes dos que ficam embaixo.

      Contra isso – valores profundamente arraigados –  apenas anos e anos e mais anos de políticas públicas voltadas para a reparação e o avanço social (políticas distributivas e ações afirmativas). E, por que não dizer, a morte de quem pensa dessa maneira pelo passar do tempo. E sua substituição por filhos e netos – oxalá não contaminados na infância e no aprendizado com os pais por esses preconceitos daninhos.

      Infelizmente, quanto a essa mudança de pensamento da classe dominante e da classe media tradicional, sou bastante cético. Creio que é coisa para longuíssimo prazo.

      Voltando ao aspecto míope dessa visão, permito-me repetir um chavão: o pobre não é problema. O pobre é solução. Porque é justamente a avareza da classe média e do “1%” em sua prática pessoal – mas principalmente em seu controle político sobre a repartição do orçamento do Estado – que trava o desenvolvimento mais célere do Brasil.

      A marginalização – antiga e mantida! – de um enorme contingente da população é que impede a consolidação de um grande mercado de massas, requisito fundamental para um capitalismo moderno e sofisticado. Sem consumo não há investimento. Sem escala no consumo, não há escala no investimento. Perde-se, assim, em spill-overs (respingos) positivos, externalidades, sinergias e inovação, que beneficiariam toda a sociedade, porque falta escala nos investimentos a permitir o grande salto.

      O maior bem de um pais é o seu povo. E a maior “sorte” de um país é ter uma elite com um projeto nacional e com visão estratégica e de longo prazo. Não é generosidade não… é esperteza. Da mais pura e simples, pois os ganhos de escala beneficiam o próprio “1%” e a classe média tradicional. Infelizmente para nós é esperteza mais sofisticada que a “lei de Gerson”, pelo Brasil tão difundida, pois requer inteligência para enxergar bem adiante – e não apenas o custo do aumento do salário da empregada doméstica por agora a lei trabalhista protegê-la.

      Nem preciso dizer se acho que o Brasil deu essa sorte quanto a elite que tem, não é mesmo?

      Pensemos num ponto positivo: a passagem do tempo é inexorável. Basta hoje plantar as sementes e cuidar para que se desenvolvam bem. Um dia, oxalá, chegaremos lá.

      ************

      Caraca… me empolguei.

      Olha o q vc fez comigo, Ivan Pedro?

      Perdi um tempao daqueles maravilhosos discursos na TV Camara!

      Poxa…

      Bom, isso que vai ai resume simplificadamente grande parte do meu pensamento sobre (falta de) justiça distributiva no Brasil. Vou ate postar no meu blog.

      Abs e sigamos juntos contra o golpe. Na Bahia e na Suiça.

  10. ESPELHO QUEBRADO NAO SE REMENDA

    (comentário ao post, “Xadrez do dia do pesadelo“, de Luis Nassif, aqui no GGN)

    Nassif,

    Você articulou grande parte dessas ideias ontem no “Hangoug (do fim do mundo?)”, por isso me permito repetir aqui o comentário que deixei lá, por ainda válido.

    Mesmo assim, recomendo a quem leu este post que assista ao Hangout (“Hangout de um dia decisivo“). Essas ideias são mais ali mais detalhadas em meia hora. Meia hora de discurso sereno e ponderado, o tom certo a adotar diante da infâmia. Pois embora a indignação absoluta seja totalmente justificada, o que vai nos levar a sair do atoleiro – qualquer que seja o resultado – surgirá de profunda reflexão. Essa reflexão deve ser justamente pautada por…

    – ponderação e serenidade.

    Nao se pensa o país do futuro com os olhos injetados de sangue e a faca nos dentes. Foi esse tipo de casuísmo ditado pelo fígado e pela bile que nos trouxe até aqui. Que ele seja a última vítima desta maldita crise.

    A democracia pode estar em coma, mas acordará um dia, com eleições gerais limpas. Já sobre o Estado de direito e a institucionalidade tenho dúvidas. Creio que isso depende sim do resultado. Não da partida de hoje necessariamente, mas do final do campeonato.

    Se hoje o impeachment passar e ele não for revertido – com o menor prejuízo à vida real do país e no menor tempo possível – pelas demais instituições da República, aí o Estado de Direito morrerá em definitivo. Poderá renascer, como renasceu em 88, mas será algo novo. A contagem dos anos de vigência voltará a 0. Isso porque para toda a geração que assiste a esse lamentável espetáculo – aí me incluindo – golpes e rupturas institucionais, travestidos do que quer que seja, terão saído dos livros de História para voltar ao noticiário político e às nossas vidas.

    Na cabeça do povo – e principalmente da elite política – o golpe mais uma vez deixará de ser tabu e voltará a ser sempre um plano B na eventualidade de uma derrota eleitoral apertada. É um regresso considerável!

    Como vi Ciro Gomes dizer uma vez, introduz-se um elemento de instabilidade política de grande magnitude para os próximos 20 anos – uma geração – da vida nacional. Estou de acordo com essa avaliação. Será a venezuelização suprema, passando a dinâmica política a golpes e contra-golpes (ou ameaça de).

    Deus queira que isso continue algo somente hipotético e que Senado (incerto), PGR (mais incerto ainda) e STF (infelizmente hoje também o coloco na categoria de incerto) tragam uma boa surpresa e não deixem o Estado de Direito morrer em 2016.

    Sim, ele pode renascer no ano que vem ou daqui a 5 anos, com uma nova Constituição. Mas por que deixar que, pensando em termos bíblicos, a presente geração seja tocada pelo “pecado capital”? Por que, neste momento de maior perigo desde 1988, não mostram as instituições a todos JUSTAMENTE que, apesar da ousadia de um Temer e de um Eduardo Cunha, os golpes continuam sim como um TABU e não tem mais lugar? A não ser nos livros de História?

    A prova definitiva da nossa (maior) maturidade será justamente mostrar que nosso sistema está consolidado e à prova de Temer’s e Cunhas. Infelizmente gente desse tipo sempre existirá. A salvação contra elas estará necessariamente na Lei e nas instituições.

    Pois estão as nossas agora na berlinda. Resistirão?

    Espelho quebrado não se conserta. Há que se adquirir um novo, sem rachaduras e remendos.

    Ainda há tempo de salvar o espelho da queda.

    Haverá vontade e coragem?

    A ver.

    *************

    Obrigado, Nassif, pelo Hangout sereno!!

    _______dom, 17/04/2016 – 05:45

    Acho q falo por tds qndo te agradeço p/ esse hangout – em tom tao sereno – em data de tanta tensao.

    Concordo com td n sua avaliaçao.

    So me pergunto se nessa luta do Brasil moderno contra o golpe (caso este vença), poderemos contar com a PGR e o STF na luta inedita na Nova Republica contra uma virtual fusao entre Executivo e Legislativo. Pois agora os 2 Poderes estarao nas maos de uma mesma facçao do PMDB, o que nao ocorreu nem no governo Sarney.

    Isso acaba com todo o sistema de freios e contra-pesos da Constituiçao. Podem intervir no STF e na PGR, p.e.

    Dias atras escrevi post sobre isso, que reproduzo abaixo.

    (…)

    Para dar um tom mais positivo, quero registrar que nao é só o samba, o funk e os pobres em geral que introjetaram a democracia e levantaram-se em sua defesa. Modestamente aponto o meu proprio exemplo. Tinha as mesmas opinioes de hoje sempre. Mas meu publico era apenas familia e amigos. Desde o “wake up call” da conduçao coercitiva de Lula vi que tinha que fazer mais. Comecei a comentar no seu blog, que antes so lia, e isso me levou a agora ter um blog tb onde milito por aquilo em que acredito. Pela democracia, Estado de Direito e pelas instituiçoes acima de tudo.

    Sem esta crise isso nunca teria acontecido. Nunca – avido consumidor de – pensei eu um dia virar blogueiro.

    Pois saibam voces que valeu muito a pena. A resposta tem sido incrivel! Alem de respostas aos conteudos do post, desde 6a recebo apelos para que “nao ouça o meu pai e nao pare de escrever”. Sao reaçoes a um post mais pessoal em que relato as dificuldades de militar tendo um pai tucano. Creio que muita gente se identificou (“Relato Pessoal: como com Ministros/STF, para nós questionamentos também começam em casa“). Alias, esse post surgiu de uma mensagem endereçada a vc que eu mesmo “vazei” nao acidentalmente no meu blog.

    A seguir extratos dos posts a que me referi acima (integralidade la no meu blog aqui no GGN):

     

    (…)

    “Tá Tudo Dominado” – PMDB “profissional” (ou cínico) subverte e funde Poderes ROMULUS ____________QUA, 13/04/2016 – 18:17__________ATUALIZADO EM 14/04/2016 – 13:31

    Após a obrigatória leitura do mais recente capítulo da série “Xadrez”, de Luis Nassif (link aqui), ofereço humildemente as reflexões abaixo. Tratam principalmente das perspectivas futuras sob um eventual governo Temer, em que a banda do PMDB a que pertence, junto a Cunha, estará casada com a de Renan e a de Jucá para – pela primeira vez na Nova República – ter um grupo coeso controlando as duas Casas do Legislativo e a Presidência da República.

    Segue:

    – Esse PMDB de Temer/Cunha/Juca/(Renan?) na cabeça de um Executivo do presidencialismo combinado com controle total das duas casas do Legislativo vai levar a uma “fusão de fato” dos 2 poderes, inédita na nova república.

     

    • Muito bom

      Excelente análise, Romulus ! Não acho que necessariamente haverá um retorno democrático, principalmente porque a polarização é extrema e os atores golpistas não veem limites. Acredito que estejam postas as condições para uma guerra civil se o golpe passar !

    • Jogando em tabelinha

      Mais uma vez Nassif me proporciona “food for thought” para eu por minha vez fazer um post tb.

      Elaborei um pouco mais o que vai aí em cima e coloquei como post no meu blog:

      Estado de Direito e Democracia – Espelho quebrado não se remenda

       ROMULUSDOM, 17/04/2016 – 10:59ATUALIZADO EM 17/04/2016 – 11:10

      (comentário ao post, “Xadrez do dia do pesadelo“, de Luis Nassif, aqui no GGN)

      – o que está realmente em jogo na votação de hoje e nos dias que se seguirão;
       – Por que é tão importante derrotar o golpe?
       – Dilma Roussef, Lula e o PT são o de menos nessa história.

      Nassif,

      Você articulou grande parte dessas ideias ontem no “Hangoug (do fim do mundo?)”, por isso me permito repetir aqui o comentário que deixei lá, por ainda válido. LEIA MAIS »

       

       

       

  11. Trocando em miudos, a nossa

    Trocando em miudos, a nossa midia mafiosa parou nos anos 60, vai precisar de um choque de realidade, aprender por bem ou por mal que não mandam mais no país, nem que alguns dentes tenham que ser quebrados, a oligarquia é medieval desde sempre, querem o povo escravizado, a classe média (velha ou nova) é obtusa, não enxerga um palmo diante do nariz, todos vão aprender pela dor ou pelo amor.

    • Vc toca num ponto

      Vc toca num ponto importante.

      Justamente uma das coisas que tem que ser afirmada pelas instituiçoes é:

      – Rede Globo, não lhe toca escolher quem é o presidente nem quanto tempo dura o seu mandato.

      De fato, so venceremos quando golpe tb for tabu nas reunioes dos editores na Globo.

  12. Esse golpe foi pensado, foi

    Esse golpe foi pensado, foi planejado nos mínimos detalhes. Se o impeachment e até mesmo o plano B (a cassação via TSE, com uma nova infâmia sendo gestada: a separação das contas da presidente e do vice), se tudo isso for superado, um golpe já foi dado: o Congresso Nacional em sua atual composição. Ja estão demolindo tudo que podem.

    Não consigo entender como tanta figura abjeta foi colocada no parlamento por escolha de eleitores. É qdo lembro dos alertas do Nassif sobre a vulnerabilidade das urnas eletrônicas.  Algo aconteceu. A Dilma virou o jogo na reta final da apuração. Deve  ter sido auxiliada por peritos angelicais que, espero, estejam ainda em atuação.

    Que Deus nos ajude.

     

  13. já tive pesadelos desse

    já tive pesadelos desse golpe, mas hoje acordei commais esperanças….

    espero não dormir hoje envergonhado de ser humano´..

  14. Como iremos explicar

    para o mundo, se o atentado á democracia passar, que 2/3 do congresso se submete a um malfeitor? Com que cara iriam os eventuais governantes, que tem seus mandatos manchados por um golpe, representar o país? Certamente sseriam olhados com deconfiança, porque nada entendem de diversidade e democracia, colocando seus interesses pessoais acima dos da nação, Fora golpe, para que não passemos vergonha perante a civilização..

  15. A atuação das “corporações” começou antes.

     

    Pode não ser justo afirmar que todos se acomodaram com a colossa algazarra das sopas de letrinhas em que a proliferação das chamadas legendas de aluguel transformou o cenário político brasileiro. A reforma política foi bloqueada sistematicamente pelo jogo coordenado das elites e não travada por acomodação de parlamentares negligentes da base aliada do Governo, como leva a entender essa afirmação:

    “Foi assim que se foi empurrando com a barriga a reforma política, permitindo a multiplicação dos partidos, aumentando a dificuldade da montagem de pactos e, por errs políticos sucessivos,  permitindo a formação de bancadas na Câmara que acabaram levando as rédeas aos dentes.”

     

    Pode-se mencionar, com um simples exercício de memória, sem necessitar da ajuda do Google, apenas um caso para exemplificar iniciativas malogradas, que o Deputado Henrique Fontana (PT-RS) propos em março de 2013 projeto de lei que estabelecia, entre outras medidas, a introdução na regra eleitoral das chamadas cláusulas de barreira que ajudariam a evitar a degradação do ambiente de negociação política no Congresso. No dia seguinte a edição do Estadão estampou artigo do hoje Senador Jose Serra chamando de golpe a iniciativa. A emenda foi engavetada imediatamente por não encontrar apoio político para sua tramitação.

    E, mais importante, a atuação deletéria das corporações públicas, que no texto só entram em cena no terceiro tema da degradação moral que o país enfrenta, começou muito antes. No próprio julgamento da AP 470 as tais corporações passaram sete anos atuando abertamente movidas por interesses partidários, montando a fraudulenta peça acusatória de autoria do, então, PGR Antônio Fernando de Souza, de 2005 a 2012. Tanto que o texto reconhece que o cenário decorrente dessa intervenção partidária do judiciário forçou a escolha de um chamado “poste” porque os quadros políticos mais qualificados haviam sido inviabilizados politica e legalmente no famigerado julgamento (?).

     

    Também, para citar apenas um caso exemplar de interferencia direta do judiciário, o Ministro (SIC) Gilmar, o polemico juíz partidário, MANDOU PARAR a tramitação no Senado Federal de proposta que tratava de matéria convergente a limitação da proliferação de legendas de aluguel.

    http://g1.globo.com/politica/noticia/2013/04/stf-manda-congresso-suspender-projeto-que-prejudica-novos-partidos.html

     

    Na verdade, aparentemente, uma análise mas profunda e científica deve demonstrar que é e foi a atuação partidária de agentes do judiciário, por ação ou por omissão, que teve papel mais relevante na formação dessa crise que o país enfrenta.

     

     

     

  16. Nassif faz uma vez mais um de

    Nassif faz uma vez mais um de suas análises nassifescas. Coloca a culpa no PT e Lula (ou Dilma) de não ter visão, de não ter feito mais pela governabilidade como se isso aqui no Brasil teria sido possível. Com opositores como o pdsb-dem? Com aliados como o pmdb, pendurados desde os tempos de Cabral na teta grande, nas trambicagens? Com uma imprensa partidária que nunca deu sossego aos governos trabalhistas? Talvez se Lula ou Dilma tivessem feito como Chávez, aí sim seria possível alguma coisa. Mas aí aposto que Nassif os criticaria por isso.

      • Ninguém falou isso, seu Luis.

        Ninguém falou isso, seu Luis. Vc sempre acusa Dilma de falta de traquejo político, como se o tal traquejo fosse algo natural. O mesmo Lula só aprendeu a negociar depois de 3 duríssimas derrotas e isso porque contava com o apoio de Zé Dirceu. Mas, que outro político tem esse traquejo? FHC? Serra que nunca escutou ninguém? Aécio com o trator passando por cima? Alckmin? Richa? E indo mais longe, Brizola? Ulisses Guimarães?

    • Editorial do Mino Carta “O Golpe ou a lei?”

      Pegue a última edição da CC que está nas bancas. Vá à página 16, leia o quinto, sexto e sétimo parágrafos. Não é preciso espremer as meninges, como diz o Mino. 

    • Metendo a colher

      A história fará justiça a Dilma, e não vai demorar muito. 

      Na minha opinião a frase de Darcy Ribeiro: ““Fracassei em tudo o que tentei na vida.

      Tentei alfabetizar as crianças brasileiras, não consegui. 
      Tentei salvar os índios, não consegui. 
      Tentei fazer uma universidade séria e fracassei. 
      Tentei fazer o Brasil desenvolver-se autonomamente e fracassei. 
      Mas os fracassos são minhas vitórias. 

      Eu detestaria estar no lugar de quem me venceu”, diz muito sobre como pensa e age Dilma Roussef. No caso em questão, combater a corrupção e mudar as práticas políticas que é o objetivo dela e por isso é vítima de um massacre pela plutocracia nacional.

      Quanto a meu Cândido Nassif, ele é da opinião de fazer como Lula fez: Conciliou, não combateu o sistema. E o que ganhou com isso? Hoje é ainda mais perseguido.

      Vá em frente Dilma, você está absolutamente correta.

       

    • Gancho

      Vou pegar o gancho do Mário, até porque não discordo dos seus argumentos.

      E vou além.

      Em quinhentos anos, quantos anos vivemos num estado democrático?

      Alguém ai deve ter a resposta, mas seguramente é menos de cem anos, em períodos descontínuos.

      O projeto progressista do PT, Zé Dirceu e Lula, conseguiu ascender o poder dentro de uma estrutura política que só possibilitava os conservadores, que hoje se revelam fascistas, assumirem o poder, pois as regras eram para isso mesmo. Fazer aliança com uma penca de partidos para tirar proveito do poder.

      O dilema do PT foi esse.

      Em três oportunidades, e Lula não se cansa de dizer, perdeu as eleições. Ficou na oposição, e fez oposição ferrenha como sempre, não negando o perfil do partido.

      Mudar o sistema, o PT sozinho jamais teria condições.

      Desde a sua fundação o partido sofreu várias defecções, que a meu juízo foi benéfico, pois se verificarmos quem foram eles, poderíamos perguntar como era possível um partido conviver com tantas ideias antagonicas.

      Praticamente todo o Psol, PSTU, PC do B, só para ficar nos mais de esquerda.

      Do outro lado temos a Marina com a sua Rede de pescar trouxa, Cristovam Buarque, que nem sei mais a que partido pertence, Hélio Bicudo, nonagenário batendo palmas para maluca…E por ai vai.

      Nesse amontoado de estruturas institucionais viciadas herdadas da ditadura, e isso o ministro da Justiça Eugênio Aragão disse com todas as palavras na entrevista concedida a voce, no brasilianas, não se mexeu. O único exemplo que ele deu, porque se organizou durante a Constituinte, foi o MP, que gerou esse monstro dentro de um arcabouço institucional totalmente incompatível com as suas funções.

      O poder da mídia sempre foi o mesmo e nisso qualquer um que quisesse mexer, era preferível mexer com vespeiro, continua até hoje.

      Mas Zé Dirceu e Lula resolveram apostar e deu no que deu.

      Devemos condená-los por isso?

      Eu jamis fiz isso.

      E conseguiram governar, bem ou mal, durante doze anos e com todos os tipos de gente dentro e fora do partido que vão até empresários corruptos.

      Todos ganharam, mas os banqueiros foram os mais, e mesmo assim não ficaram contentes.

      Lula, eu costumo dizer, fez uma política feijão com arroz e conseguiu revolucionar o seu governo, mais pelos ataques que recebeu das oposições do que pelo ser caráter de excepcionalidade. Era o mínimo que se poderia fazer. Dar condições para um contigente de esfamiados(sic).

      Por outro lado, teve grandes méritos, porque se assim não fosse não seria o líder que é hoje.

      E o Lula e seus ideólogos não tiveram capacidade de prever o futuro?

      É muito simplista essa questão.

      Por que não culpar todos nós, idealistas progressistas.

      Jogar a culpa nas costas dos outros é mais cômodo.

      Prever um catastrofismo a partir de amanhã é mera consequencia do que ocorre ao longo da nossa história, mas houve um motivo para isso, e sobre isso ninguém pode negar que o motivo foi Zé Dirceu e Lula.

      Portanto, eu digo que somos nós que devemos tomar as rédias agora, pois teve alguém que se predispuseram e tiveram coragem de fazê-lo.

      Se alguém se omitir, não vá jogar a culpa neles, porque agora é com a gente.

      PT, Zé Dirceu e outros como Lula, estão pagando o preço.

      E nós, que preço estamos pagando?

  17. Vamos vencer essa batalha! Tenham ânimo !!

    Pois é….apesar de todo o pessimismo, acredito que o impeachment não vai passar, gente….,,E que a luta pela manutenção dos direitos conquistados até então é que será a notícia que dominará o cenário político até a eleição de 2018. Aliás, o meu otimismo é tanto que arrisco a dizer que a esquerda inteira, ou aqueles que se dizem de “progressistas”, vão, sim,  eleger em 1° turno o Ciro Gomes/PDT, porque é este o candidato que Lula vai apoiar incondicionalmente….

    É nisso que eu acredito nesse domingo. Não por acaso, já comprei carne, cerveja, chamei uns amigos do coração e sei que vou comemorar essa virada, disso tenho certeza. 

    Saímos muito mais foralecidos dessa situação, podem acreditar…. Nunca imaginei ver tanto engajamento da sociedade civil como ví nessas últimas semanas. Foi nessa crise que presenciei a maior demonstração de forças dos últimos tempos. Isso quer dizer muita coisa…

    Estou tranquila, estou confiante. Não desanime porque vamos vencer e sair fortalecidos dessa loucura toda. Sinto um cheiro de virtória contra o impeachment e uma maravilhosa constatação deque essa crise trouxe boa parte dos  jovens para a discussão política dos rumos do Brasil que queremos para nós  e para os nossos descendentes.  

    Deixo à todos o vídeo que, para mim, representa a nossa mior conquista dos últimos tempos, sob o título : O Recado dos Filhos De um Novo Brasil [http://jornalggn.com.br/noticia/o-recado-dos-filhos-de-um-novo-brasil]  Assinstam ! Sei que voces vão entender do que eu estou a falar. Sugerido por SergioMedeirosR

    [video:https://www.facebook.com/Lula/videos/980112365391097/%5D

     

     

     

    • Luiza, uma sugestao

      Sempre q vc indicar um link, use o botao apropriado para isso, aquela bolinha azul depois da seta para a esquerda. Assim quem quiser seguir sua indicaçao só precisa de clicar no link. Se vc nao faz isso, a pessoa tem que cortar e colar para conseguir ver o link.

  18. Os tempos são de terror.
    As
    Os tempos são de terror.

    As relações ficaram claras e estampadas.

    Problemas sempre escondidos vieram à tona.

    Casa Grande e Senzala

    Tão claro quanto

    Petismo e anti petismo

    Direita e esquerda

    A direita não recuará,

    como comprovado desde a não aceitação do resultado das urnas de 2014.

    A senzala aguentará, de novo, o açoite, agora na forma de derrubada do governo que elegeram?

    Tempos sangrentos.

  19. Dois a zero !!

    Depois de longos anos em que influenciou o imaginário e a cultura política do país, hoje será o glorioso e histórico dia em que a Globo sofrerá sua segunda e flagorosa derrota política e econômica frente a uma das mais lindas reviravoltas dos verdadeiros patriotas e defensores da democracia. Todo seu poderio de comunicação e chantagem não conseguirá, pela segunda vez em 2 anos, derrubar o progressismo. Mas certamente, terá reforçada sua imagem de golpista da democracia e defensora de interesses anti nacionalistas. Já está, e continuará por muitos anos, no lixo da história deste país.

    * * * * * * *

    NÃO VAI TER GOLPE !!!                   VIVA A DEMOCRACIA BRASILEIRA !!

    • Tomara

      Não podemos esquecer como andou tudo isso:

      Começou com Aécio, um irresponsável playboy de 5ª categoria, já na noite em que foi anunciada a vitória de Dilma no 2º turno,

      e continuou cotidianamente em alto e bom som principalmente na Globo.

      Essa história de “pacto para reconciliação nacional” (se não for afastada)e Dilma pra mim não tem que existir para essa gente; chega de fazer conceções e esses canalhas.

  20. Democracia X Democracia

    Qual democracia devemos preservar?

    Há duas “democracias” em jogo!

    Há uma democracia das FORMALIDADES, DAS INSTITUIÇÕES, DAS ESTRUTURAS DE PODER.

    Há outra FUNDADA NA COERÊNCIA, NO RESPEITO, NA VERDADE.

    Qual delas queremos preservar?

    A Democracia na Forma e a Democracia na essência DEVEM EXISTIR JUNTAS, a grosso modo seriam CORPO E ALMA!

    Neste momento as duas ESTÃO DISSOCIADAS, UMA TERÁ QUE SUPERAR A OUTRA, SEM DESTRUÍ-LA, PARA QUE POSSAM SE REUNIR NOVAMENTE!

    POIS SE TORNAM PODEROSAS, CRIATIVAS E VIBRANTES QUANDO JUNTAS!

    Mas qual delas devemos preservar?

    Serão o EXECUTIVO, LEGISLATIVO E JUDICIÁRIO INSTITUIÇÕES PODRES SEM A COERÊNCIA, RESPEITO E VERDADE!

    E a COERÊNCIA, RESPEITO E VERDADE SERÁ APENAS UM INVENTÁRIO DE BOAS INTENÇÕES SEM O “CORPO” DAS INSTITUIÇÕES!

    Talvez a Força Divina que rege o Brasil, nos fez chegar a este ponto de escolha – SEREMOS NÓS QUE ESCOLHEREMOS E CERTAMENTE ESCRITO COM SANGUE!

    Poderemos sair desta “crise” para nos tornarmos UMA GRANDE NAÇÃO FUNDADA NA COERÊNCIA, RESPEITO E VERDADE E INSTITUIÇÕES FORTES OU CAIR NO FOSSO DA HISTÓRIA DAS NAÇÕES!

    E a beleza deste momento é que não há opções intermediárias!

    Ou os golpistas serão presos ou sairão como heróis com futuro de bilionário – a globo foi uma das que venceu no passado, ela e o cunha sabem o caminho!

  21. Um poema

    Parabéns, Nassif, por sua análise…

    A seguir, deixo apenas um poema 

    complementar…

     

    APOTEOSE

    by Ramiro Conceição 

     

     

    Se não crês em mim tal qual amigo

    então não me vês, mas um inimigo

    que carregar dentro e que te devora,

    que, a te furtar, está neste teu agora.

     

    Amar é não plantar carências…

    Ah, essas farpas da existência! 

    Rascunhos são a nossa essência.

    Dos fracassos…      se faz ciência.

     

    Trocar amigos por inimigos

    é do mar, com o mal, roubar o sal

    no escuro d’estrelas embrulhadas.

     

    Para provar que sou amigo, digo:

    Amar ė crer… em nossa hipótese 

    e às cegas ver a nossa apoteose.

     

  22. zadrez do dia do pesadelo

    Parabéns pela análise impecável. Me sinto esperançoso porque mesmo se o impedimento passar, consigo agora ver que estamos mais maduros e que somos nós os pobres, negros e marginalizados que estamos defendendo o que todos devem defender – a democracia e o respeito às instituições.

  23. Nem lambida, nem lambada

     

    A análise do nobre jornalista é um chamamento a reflexão. Assim como ele, acredito que consertar  erros pressupõe reconhecê-los. Lamber a  ferida pode infeccionar e dar pancada pode piorar. Sejamos sensatos,  os erros (feridas) desse governo não foram poucos.

    É importante que não esqueçamos o quão  submetidos estamos  às forças internas e  externas de neutralização geopolitica. Precisamos de  bom senso e clareza, e neste aspecto o bom  e honesto jornalismo desse blog é fundamental.

    Parabéns!

     

     

  24. O que é Democracia ?

    É consenso mundial que a democracia é tão mais efetiva quanto maior for a ascendência do poder do poder legislativo sobre o poder executivo.

    Desde a Revolução Gloriosa, passando-se pela Revolução Francesa, passando-se pela Conferência da Filadélfia que deu os contornos ao Estado americano, está estabelecido que a precedência do poder popular através daquilo que se chamou de Câmara dos Comuns, Assmbléia Nacional, Casa dos Representantes, Congresso Nacional ou qualquer outra nomeclatura, sobre o poder executivo é o termômetro, o medidor do nível de Democracia alcançado por uma nação.

    O inverso confirma. Em todas as ditaduras o Poder Legislativo é mero referendor dos atos do déspota. O recrudescimento do poder congressual seria o caminho de volta ao absolutismo.

    Em algumas nações, a maioria das européias, chegou-se ao estágio maior da Democracia através do Parlamentarismo, que reconhece como único poder aquele que emana dos parlamentos.

    Em outras nações, como nos Estados Unidos e na França, prevalesce a figura presidencial com determinados poderes, muito embora sempre sob um alto controle do Parlamento.

    No Brasil, e isso se deve historicamente ao nosso passado Imperial e à República nascida nas casernas, e obviamente para atender aos interesses das elites, dos poderosos, daqueles que detém o poder de fato, persistimos há mais de um século com a ideia do poder Executivo forte, superior, todo-poderoso e, incrivelmente ainda retratado como a maior expressão do poder popular.

    Tomemos por base os Estado Unidos, em vista de ser um regime Presidencialista como o brasileiro.

    Lá, embora o Artigo II da Constituição estabeleça que o Presidente deva sofrer Impeachment por corrupção ou traição à Patria, desde Nixon, a Suprema Corte decidiu que o Presidente pode ser acusado pela Casa dos Representantes e julgado pelo Senado por qualquer crime que estes entendam como graves naquele momento político. Deixou implícito na decisão que o termômetro do Impeachment é a popularidade do governo. E mais, decidiu que a Suprema Corte NÂO pode interferir no processo. 

    Clinton foi a julgamento de Impeachment no Senado por injúria e foi absolvido.

    Bush não foi a julgamento no Senado, porque venceu por 255 a 161 na Câmara em Junho de 2008. Ou seja, enfrentou exatamente o mesmo processo que a Câmara dos Deputados decide hoje. E sabem por que ? Porque falhou no caso do Furacão Katrina, deixando à mercê da sorte a população de Saint Louis.

    Obama também esteve próximo do Impeachment algumas vezes. A que mais se aproximou do desfecho foi a acusação de negligência na defesa dos diplomatas americanos em Benghazi, quando o Presidente supostamente teria como ter evitado.

    Assim sendo, retirar o poder do Congresso, dos representantes do povo, isto sim é um golpe na Democracia.

    Deveríamos ter aprendido isso com os maquiavélicos Atos Institucionais 1,2,3,4 e 5. Foram eles que decretaram o período de trevas, praticamente sem representação popular que durou até 1978. Muito mais que a própria queda do Presidente eleito. E foi graças a luta de alguns no Congresso que retornamos à um período mais democrático. E talvez por isso, o grande baluarte da resistência democrática à Ditadura do Executivo, Ulisses Guimarães buscou fazer uma Carta que dava amplos poderes ao Congresso, menos até do que ele desejou.

    Mas de lá para cá, a Carta vem sendo distorcida, governo após governo, buscando concentrar novamente o poder na mão do Execuitvo.

    Portanto, independente da “cara” deste Congresso, e os que hoje lá estão não me agradam nem um pouco, precisamos ter em mente que não há caminho para a Democracia plena senão pelo fortalecimento do Congresso e pelo enfraquecimento do Executivo perante os Congressistas.

    Não é possível, e não há em çugar nenhum do mundo um país democrático onde o Executivo tenha a seu dispor mais de 20mil cargos, o poder de governar por medidas provisórias e muito menos o poder descricionário sobre o orçamento.

     

    •  Muito bem. Mas “por qualquer

       Muito bem. Mas “por qualquer crime “.  Senão basta não gostar da cor do cabelo, usar um jurisdiques e está feito , 

      como agora ocorre, o golpe.

    • Posso até concordar com seu

      Posso até concordar com seu raciocínio em tese.  Porém porque então não mudar o processo?  Simplesmente instituir um processo de recall do executivo analogo ao voto de desconfiança iniciado pelo legislativo seria muito mais legítimo do que tentar criar um processo jurídico fictício para aparentar uma legitimidade jurídica a um fato que é essencialmente político.

      Deve-se lembrar que existe diferenças fundamentais entre o processo de impeachment norte-americano e o brasileiro.  No processo norte americano o presidente não é afastado e assim a possibilidade dele ser absolvido no senado é concreta (isso para além do bi-partidarismo).  Em segundo lugar o único processo de impeachment que realmente teria ido mais longe se não houvesse acontecido a renuncia seria o de Nixon com tipificação clara de um crime real.

      Porém para ir ainda mais longe, o processo de impeachment americano que chegou mais próximo a ser efetivado foi o impeachment de Andrew Johnson.  Vice presidente de Lincoln, assumiu quando este foi assassinado e tentou reverter compromissos de campanha entre os partidos republicano e parte do partido democrata que se coligaram. Johnson era contra criar proteções constitucionais para os negros recém-alforriados e atuou para retirar poder do partido republicano após a morte de Lincoln.  Congresso passou uma lei que o proibia de demitir ministros sem a autorização do Senado (uma lei feita para ser ignorada por Johnson) que a ignorou.  Trava-se a batalha legal e Johnson, após ser derrotado na camara foi absolvido no senado por um único voto.  Na próxima legislatura, repeliu-se a lei em questão. Foi essencialmente uma crise presidencialista entre congresso e presidente (amplamente considerado um dos piores da história dos EUA).

      Se vamos ter presidencialismo (e devo lembrar que esse sistema foi escolhido pelo povo em plebiscito) e se queremos instituir um mecanismo de recall político, é melhor abandonar as jabuticabas jurídicas do impeachmente e criar um mecanismo novo.  PECs existem para isso.

       

    • Poder descricionário sobre o

      Poder descricionário sobre o orçamento? A LDO é enviada ao Congresso e lá é enormemente alterada para ser sumetida a aprovação. O Executivo é o que, atualmente, detém menos poder no Brasil. Esse processo todo que vivemos mostrou isso claramente e não tínhamos visto isso antes porque não tinha sido necessário para as elites dominantes. Veja o que acontece no país quando o Congresso é comandado pela corja de deputados como Cunha e o judiciário resolve participar da cena. O Executivo literalmente parou; claro que agravado pelo fato de ter uma chefe sem habilidades políticas. O executivo é tão menos poderoso que vige esse ajeitadinho de governo de coalizão; quando a coalização é impossível, quem perde? O Executivo, claro.

      Não adianta ficar comparando com o modelo americano porque nós apenas o imitamos em algumas coisas. O Brasil construiu um regime híbrido que gerou poderes-monstros. Não se iluda, o golpe não ficará em tirar Dilma porque eles sabem que da forma como está não é interessante continuar. O Judiciário vai ser reformado e também o MP (mas quanto a isso eu quero assitir de camarote, confesso), pois eles tomaram gosto por governar também e terão que ser parados. Republicanismo e democracia não são e nunca foram atributos da direita do Brasil e não será diferente agora.

  25. Boa análise

    Nassif

     

    Muito boa análise. Quero somente acrescentar alguns pontos:

    Já defendi muito a Dilma, mas recentemente mudei de opinião, e considero seu governo incompetente, mas não no sentido usado pelos “coxinhas”. O problema é que perceber o que acontece ao seu redor e reagir de acordo com o ambiente, apaziguando e unindo as pessoas é uma das principais funções de qualquer lider, e principalmente de um presidente. Então falhar nesse ponto deve ser considerado sim como incompetência. Não adianta dizer que a culpa é dos outros, pois um dos maiores problemas do Brasil é que a política não mudou, ou seja, ja era assim antes e tanto o Lula quanto o FHC souberam manejá-la, e ela não. Então esse é o seu pecado, a incapacidade de interagir e adaptar-se ao mundo.

    Quanto à votação de hoje, infelizmente sou pessimista, e discordo da sua ideia de que haverá um autocritica, pois acho que o resultado será irrelevante. Se passar, teremos o caos até as próximas eleições, com um governo ilegítimo e sem a menor capacidade de manobra, e se não passar, a oposição e a mídia vão continuar promovendo o caos até as próximas eleições da mesma forma, interditando o país e afundando ainda mais a economia.

    Mas a aprovação seria uma desmoralização para o país, pois provaria que ainda somos uma república de “bananas”, onde a constituição significa muito pouco, e criaria um precedente de que para retirar um presidente eleito do poder só precisa ter maioria no congresso, o que criaria inúmeros problemas no futuro para todos os lados. A única chance de isso não ocorrer é se o STF resolvesse atuar e reorganizar a casa, mas não acredito que eles tenham essa intenção ou capacidade.

    Realmente o único ponto positivo da situação atual é que os principais defensores da democracia estão sugindo da “senzala”, através de manifestações espontâneas e conscientes, o que me dá alguma esperança de um futuro melhor. Quanto à “casa- grande”, eles são o que são, e vão continuar assim, ou como diz o Mino, a “elite” mais atrasada do planeta.

     

  26. A minha esperança é que o

    A minha esperança é que o governo tem três possibilidades para matar o golpe, possibilidades frágeis, mas não deixa de ser possibilidades.

    Perdendo hoje, ainda tem o senado  e o STF, as duas instituições serão dirigidas pelo juiz imparcial Ricardo Leandros.

    O governo ganhando hoje mata o jogo para oposição.

    O Cunha já disse que se perder hoje vai aceitar um novo pedido de impeachment, dessa vez da OAB.

    Resta saber se a sociedade vai aceita mais uma palhaçada do Cunha.

  27. Tudo bem. Apenas uma

    Tudo bem. Apenas uma observação: as forças que estão tentando impor esse golpe de estado através do impedimento da Presidente Dilma vem mostrando, num crescendo, que vem de longe (desde a eleição de Lula em 2002), que em 2014 foram derrotadas (oitava derrota) mais uma vez nas urnas, mas passaram com mais força para chegar ao seu objetivo de poder, aproveitando os problemas econômicos internacionais, suas repercussões no Brasil e os erros do Governo.  Os mais graves: manter o atual e competente Avogado Geral da União, José  Eduardo Dutra, por tanto tempo como um incompetente Ministro da Justiça, com um  republicanismo desligado do poder, e sem controlar seus subordinados na Polícia Federal; e o mais grave, ter nomeado um quadro da oposição econômica, um economista neoliberal, Joaquim Levy, para o Ministério da Fazenda, que aumentou juros, a taxa de câmbio, derrubou ainda mais a economia e passou a desempregar. Só o aumento dos juros consumiram mais de R$ 100 bilhoes de recursos fiscais, muito mais do que todos os programas sociais que a oposição, contradizendo-se agora, diz não querer acabar, mas na realidade quer. Qanto ao pacto nacional, a não ser que todos caiam na real, será difícil com esses que querem sem modos retornar  ao poder, perdido em 2002 por práticas incopetentes quando detinham a Presidência. Aliás, na realidade querem é pactuar o poder, que Dilma passe a adotar no seu Governo as premissas econômicas que defendem. Pacto, pacto mesmo, só um é possível sem maiores perdas econômicas e políticas, saia ou nãoi o impedimento da Dilma, já que para tudo mudar de direção nos caso de impedimento, faltaria ainda muito tempo.  A oposição deixar o Governo seguir seu rumo e governar, corrigindo aspectosincontroversos  impostos pela política, preparando-se para o embate em 2018. Há dificuldades, incertezas, claro, mais muito menores do que continuar esse enfrentamento sem limites,  esperarando sua vez, que é pelo que têm que lutar, e isso não significa eliminar o adversáio, que na realidade será necessário para bem govcernar.

  28. O Gato no Escuro

    Sobre tudo o que vem acontecendo me ocorre o livro O Gato no Escuro de Mia Couto. Quando é que nosso Brasil entrou nessa situação ambigua que vive atualmente? Foi o julgamento do mensalão ? Foram as manifestações de 2013 ? Foi a terrivel manipulação da Lava-Jato ? Ou, apesar dos avanços desde a redemocratização, nos sempre tivemos um pé no autoritarismo, que nem mesmo a Constituição Federal consegue segurar ? Constituição essa quase sempre vilipendiada.

    Como o gato da historia de Mia Couto, o Brasil atravessou a “tênue linha onde o dia faz fronteira com a noite” e não sabemos se ele saira dela com mais consciência sobre si mesmo ou preso mais uma vez à sua historica dominação pelos que consideram saber melhor que o povo “o que é bom para o povo” e, sobretudo, para si mesmos.

  29. problema todo é que nosso povo está sendo guiado para escolhas

    e não para o que é certo e o que é errado, por culpa da Globo e de mais ninguém (BBB)

    escolha ou esqueça

    e com qualquer uma dessas opções, erramos duas vezes

    vamos aguardar

    foi com as manifestações de junho que passei a ter certeza de que Dilma nunca teve apoio de nenhum dos que a cercam, no ato de governar

    nestas condições, estivesse eu em seu lugar, erraria só para mostrar o que é certo

    e o certo, acredito eu, não é nada disso que está acontecendo

    desenhando: Lula plantou pessoas e Dilma regou com o seu suor, e lágrimas, para que crescessem tranquilamente

    em flores e em frutos

    • incialmente pensei…

      acredito ser humanamente impossível entender Dilma via ou a partir do Lula

      mas como foi o Nassif que tentou, grande fera cabeça e coração, retirei o impossível e coloquei muito difícil

  30. “Melhorou os salários,

    “Melhorou os salários, conferindo um status econômico ao emprego público e, em muitas áreas, garantiu o profissionalismo e a blindagem contra aparelhamentos. O aparelhamento ocorreu em áreas periféricas ou em cargos comissionados.”

     

    Errado. O aparelhamento existiu e foi forte, prejudicando atividades. Veja a situação dos Auditores Fiscais do Trabalho em São Paulo.

    Para que se entenda, o cargo de Superintendente do Trabalho e Emprego é de indicação política. O atual superintendente no estado de São Paulo é indicado por um deputado do PT. No dia 14/04/2016 ele exonerou a auditora-fiscal Viviane Forte da chefia estadual de fiscalização de segurança e saúde, numa clara interferência nas atividades de fiscalização. Conheço Viviane pessoalmente e posso atestar tanto sua capacidade técnica bem como a idoneidade com que conduzia o cargo. Segue abaixo nota de repúdio do Sindicato Nacional dos Auditores.

    NOTA DE REPÚDIO A EXONERAÇÃO ARBITRÁRIA EM SÃO PAULO

    O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho – Sinait repudia a exoneração da Auditora-Fiscal do Trabalho Viviane Forte do cargo de Chefe da Seção de Saúde e Segurança do Trabalho da Superintendência Regional do Trabalho de São Paulo – SRTE/SP, anunciada no final da tarde desta quinta-feira, 14 de abril. A alegação do superintendente Luiz Marcolino foi de que havia dificuldades para realizar o trabalho conjunto com a chefia.

    Entretanto, sabemos que a história é outra. As tentativas de interferência na estrutura da fiscalização foram corajosamente enfrentadas pelas chefias na SRTE/SP, contrariando quaisquer que fossem as intenções do Superintendente, mais um que ocupa o cargo por indicação política. Negou-se ao diálogo quando foi procurado pelas chefias. É, portanto, uma clara medida de retaliação.

    A indignação dos Auditores-Fiscais do Trabalho de São Paulo é do Sinait e de todos os Auditores-Fiscais do Trabalho do Brasil!

    O Sinait fará tudo o que for possível para enfrentar esta situação, que se repete ciclicamente, em razão da ocupação política dos cargos. O governo se recusa a adotar as medidas que impedem o clientelismo, como é o caso da Lei Orgânica, que poderá garantir, definitivamente, a autonomia e independência da Auditoria-Fiscal do Trabalho.

    De todo o país os colegas de São Paulo recebem manifestações de apoio neste momento delicado e de repúdio ao ato do Superintendente. Cresce a exigência pela revogação do ato administrativo, uma vez que a colega tem o respeito e reconhecimento de profissionalismo e correção na conduta de seu trabalho, em nível nacional.

    O Sinait denuncia o assédio, a retaliação e o clima de terror instaurado pelo Superintendente, levando o temor de que mais Auditores-Fiscais sejam exonerados. Isso, de maneira alguma, contribui para o restabelecimento da normalidade neste período pós greve da categoria e é rechaçado pelos Auditores-Fiscais do Trabalho. A defesa do Sindicato, desde sempre, são as chefias técnicas, a autonomia e independência da fiscalização e dos Auditores-Fiscais do Trabalho, a despeito de quem esteja ocupando cargos por indicação política. A fiscalização e os Auditores-Fiscais do Trabalho são pautados pela lei e somente a ela devem obediência.

     

    Carlos Fernando da Silva Filho

    Presidente do Sinait

     

  31. Uma das melhores análises que

    Uma das melhores análises que li do Nassif,objetiva e bem clara

    o desafio para nós brasileiros é o “PÓS DOMINGO” ,terá de haver grandes

    AÇÕES de mudança em nossa sociedade,com Dilma ou sem ela!!!

    O mais importante é essa nossa conscientização sobre isso,o passo terá q ser dado!!!

     

  32. ERROU Feio Nassif . Sao os 40% de sempre.

    Nassif em todas as eleições o Anti Petismo sempre teve 40% dos votos. Mesmo na eleição do Imaculado Lula em 2002. Também foi assim em 2006. Também foi assim em 2010, mesmo Lula tendo consigo mais de 80% de aprovação nesta época.

    Esse é o Brasil do conservadorismo latente, pessoas que viviam em bons padrões durante a ditadura e replicam  o imaginário fascista deste período: despolitizados, viralatismo e o cinismo dos 90 (ou os 20% destes) milhões em ação pra frente Brasil da seleção.

     

    Foram estes retrofascistas que assumiram o poder das corporações. E hoje buscam o retorno daquele Brasil do passado expressado em cinismos como o do “naquela época podia se sair na rua”  Moro filho da cidade planejada riquíssima do agronegócio da decada de setenta é filho disso.

    Idolatram os anos 80 numa época onde se podia chingar e debochar de viado e praticar Bullying sem a “censura do politicamente correto”.

    Essa gente é o atraso, o país das domésticas, dos remediados do Milagre econômico. Não é a nova classe média que cortou o umbigo com Lula e chutou a escada pros de bbaixo, é a velha classe média que cortou o umbigo com Vargas e chutou a escada em 1964, e esperou durante 13 anos a chance de fazer de novo.

    Sao só setores vira latescos, que se identifica com o Brasil branco das novelas Globais e suas mucamas, vestindo verde e amarelo das aulas de moral e cívica.

    Não se identificam com Brasil real mestico, sao filhos e netos de imigrantes que idolatram seus sobrenomes estrangeiros que os diferenciam da negrada favelada. Que Ascederam por serem brancos no respasto da politica de embranquecimento que vigorou ate 1930.

    Ver o conservadorismo forte em Estados de forte imigração tardia?

    É essa turma e os contaminados por seu pensamento, que acharam na escrombos da estrutura escravocrata, no corte duro de classes, no mandonismo Português, da carteirada, no coronelismo, no bacharelismo o campo ideal pra extravasarem seu Fascismo, muita vezes herdado de suas ”terras mães “, esse antigo Brasil nada mais é que um facismo cultural , soft, sem o aparato estatal, replicado nas relações de hierarquia de social de domínio e desigualdade.

     

    E velho Brasil que agora toma o poder é a união dos fascismo latente dos imigrantes ascendindos com a estrutura escravocrata dos brancos portugueses que já estavam aqui. e seu ponto de consolidação foi a chegada da Ditadura no campo institucional e a chegada da Globo no campo cultural.

     

    (O novo Brasil da Classe C mestiça do lula, vai se resumir ao vôo de galinha graças a reestruturação familiar dos centros de probreza, quantas meninas do Bolsa Familia, tiveram que abortar seus estudos e sua ascencao devido a gravidez precoce, ainda na adolescência? quantas outras se licham pra universidade e só querem saber de Funk. Os homens jovens da periferia vivem da “ostentação” Parcelada e da promiscuidade com estas. Os que se salvam são gado neopetencostal verdadeiros Anti cidadães na concepção mais pura da cidadania)

    Os quarenta por cento que o Anti Petismo tem todas eleições. Sao os filho e netos deles que hoje manejam exércitos Fascista seja nas corporações, seja nos MBLs da vida.  Ou você acha que Dellagnol e Carta preta algum diferente disso?

    • Só posso bater palmas de pé,

      Só posso bater palmas de pé, Henrique. Seu texto é completo. Gostei especialmente de: “Não se identificam com Brasil real mestico, sao filhos e netos de imigrantes que idolatram seus sobrenomes estrangeiros que os diferenciam da negrada favelada. Que Ascederam por serem brancos no respasto da politica de embranquecimento que vigorou ate 1930.”  São os mesmos que inventaram uma novilíngua onde todas as palavras se não estiverem recheadas de “ês” e “ôs” não são chiques, porque se não for assim, é jeito de falar de pobre, mesmo que os “pobres” falem as palavras como são faladas em Portugal, a pátria da língua.

  33. A DEMOCRACIA VENCERÁ

    A esperança de que o golpe do impixe não passará na câmara vem da percepção de que o povo não é bobo, e isto significa que será difícil reunir 342 deputados para botar a cara na tela e votar numa farsa tosca e grotesca, cujas consequências nefastas seriam depois atribuídas a seus executores. E é óbvio que o loteamento de um pretenso governo golpista, negociado por políticos pouco confiáveis, ambiciosos e desesperados, tem grandes chances de resultar em mais instabilidade e sucessivas traições.

    Além disso, um improvável governo golpista viria a impor uma agenda de retrocessos, políticas recessivas, restrição de direitos e privatizações, cujas consequências seriam mais desemprego, precarização do mercado de trabalho e instabilidade.

    Por outro lado, as evidências da farsa golpista do impixe sem crime de responsabilidade, perpetrada por políticos historicamente acusados de corrupção, contra uma Presidente da República contra a qual não existe nenhuma acusação de ilicitude, nem muito menos comprovação de crime, constituiu uma ópera bufa de muito mau gosto, que atraiu a atenção da imprensa internacional e da comunidade acadêmica, artística e intelectual.

    Até mesmo alguns veículos de linha bastante conservadora afirmar com todas as letras nos últimos dias as evidência da farsa do impixe, com grande destaque para a falta de idoneidade dos principais golpistas. E isto demonstra que, apesar de toda a arenga da grande mídia em favor da farsa do impixe, não será possível impedir que a maioria das pessoas saiba perfeitamente o que significa o golpe contra a democracia e quais foram os responsáveis pela tentativa de impor retrocessos.

    Com todo o destaque que tem sido construído pela militância progressista, apesar da torpe e ridícula campanha da mídia golpista, já ficou muito evidente quem é uem nesta para de hoje. Os nobres parlamentares que subscrevem a frente ampla contra o impixe inscrevem seus nomes no Panteão da História como Heróis da Resistência Democrática. E aqueles que cometem o gravíssimo erro de apoiar a tentativa de golpe parlamentar travestida no processo de exceção contra a Presidente Dilma Roussef arrastam seus nomes para a lama fétida dos traidores da Pátria.

    A clareza meridiana das assertivas supra referenciadas resulta na probabilidade maior de insucesso do torpe golpe do impixe, pois a maioria dos parlamentares sabe que o povo brasileiro não é tão bobo quanto a direita golpista gostaria. E sabe que todos sabem ser o processo de impixe uma farsa grosseira, indigna e vergonhosa.

  34. Nassif, penso que qualquer o

    Nassif, penso que qualquer o resultado, ainda persistirá o alto risco de ruptura institucional. Se a possibilidade de impedimento for derrubada, os golpistas não irão frear suas ambições, até pelo motivo que a mentalidade desse pessoal é bem anacrônica mesmo. Na hipótese de sucesso do golpe, o programa golpista – a tal ponte para o futuro – irá levar o outro lado para o combate. Estamos em um momento grave sem dúvida alguma e não enxergo no curto prazo uma solução.

  35. Parabéns, Luis Nassif.

    Felicitações pela análise, Luis Nassif.

    Texto brilhante, de um equilíbrio inigualável de ponderação e crítica.

    Márcio Suzuki

     

     

  36. Na verdade tudo isso do que

    Na verdade tudo isso do que está acontecendo é culpa exsclusivamente da presidente Dilma.

    Muito lerda para tomar decisões. Muito relutante. Sempre tomando decisões políticas com um ano de atraso.

    Muita BURRICE POLÍTICA.

     

     

  37. Apego-me nas consequências econômicas do impeachment

     

    Luis Nassif,

    Um post excepcional este “Xadrez do dia do pesadelo” de domingo, 17/04/2016 às 09:35. Gostaria de ser capaz de escrever um post assim. Ainda que pensasse como você, eu se fosse tentar fazer algo parecido, acabaria perdendo-me em detalhes sem fim numa profusão confusa de idéias.

    De todo modo, depois de colocado o ovo em pé é possível ver nele algumas rachaduras. Foi como uma rachadura que eu vi o seguinte parágrafo do seu longo texto, o quarto parágrafo da parte que foi intitulada “A perda do discurso unificador”. Diz você:

    “No início, esse modelo capenga foi sustentado pelos resquícios de crescimento, vindos da recuperação histórica da crise de 2008 – na qual Dilma teve papel relevante. Quando a economia começou a balançar, influenciada pelos ventos externos, Dilma perdeu o rumo.”

    A crise que ocorreu no final de 2008 foi bem enfrentada pelos países que implementaram uma política de maior presença estatal e dentre as grandes economias, o Brasil pontificou, praticamente só perdendo para a China, com economia planificada, e a Índia, que é um caso mais específico sendo um país que aceitou uma taxa de inflação maior e só agora está partindo por uma inflação inferior a 5% ao ano e assim pode construir um país com um endividamento menor e, portanto, menos sujeito ao fluxo de moeda externa.

    O Brasil enfrentou a crise de 2008 com relativa correção, pois o melhor seria ter optado por manter o dólar nos 2,4 que ele chegou no final de 2008, embora essa alternativa fosse muito arriscada para a eleição de 2010. De todo o modo havia alguns problemas na economia brasileira que cresceram bastante em 2009. Já existia por parte dos técnicos do Banco Central a percepção de que havia no Brasil bolhas em algumas áreas em especial no setor da construção civil. O governo enfrentou esse problema e foi reduzindo o crescimento vagarosamente de tal modo que do terceiro trimestre de 2011 até o segundo trimestre de 2012, o crescimento foi de 0,1% quando se compara um trimestre com o trimestre imediatamente anterior retirando da comparação a dessazonalidades.

    No segundo semestre de 2012, a presidenta Dilma Rousseff enfrentou o julgamento da Ação Penal 470, ainda assim, com o governo tendo em sua defesa apenas pífias taxas de crescimento econômico e com toda a divulgação da Ação Penal 470, imputando ao PT completa responsabilidade do ocorrido, ela conseguiu terminar o ano com índices de aprovação em torno de 70%.

    Só que no quarto trimestre de 2012, a economia brasileira, que já começara a crescer no terceiro trimestre de 2012 (Crescimento de 0,6% no trimestre ou de 2,4% quando anualizado), inicia um processo de recuperação dos investimentos. Não se tratava, entretanto, de uma recuperação percebida pela população, pois era uma recuperação pelo lado dos investimentos que demora mais a dar a sua notícia à população. Enquanto o crescimento dos investimentos no quarto trimestre de 2012 foi de 1,8% (Correspondendo a um crescimento de quase 7,4% ao ano), o crescimento do PIB quando comparado com o trimestre anterior foi de 0,9% (Correspondendo a um crescimento de 3,6% ao ano quando anualizado).

    No primeiro trimestre de 2013, o crescimento dos investimentos em ritmo muito maior que o crescimento da economia se mantém. Assim, enquanto o crescimento dos investimentos no primeiro trimestre de 2013 foi de 1,8% (Correspondendo a um crescimento de cerca de 16,5% ao ano), o crescimento do PIB quando comparado com o trimestre anterior foi de 0,4% (Correspondendo a um crescimento de 1,6% ao ano quando anualizado).

    E só no segundo trimestre de 2013 que o crescimento do PIB começa a ganhar vulto. Assim, o crescimento dos investimentos no segundo trimestre de 2013 foi de 3,4% comparando o segundo trimestre com o trimestre imediatamente anterior (Correspondendo a um crescimento de cerca de 14,3% ao ano), o crescimento do PIB quando comparado com o trimestre anterior foi de 2,1% (Correspondendo a um crescimento de cerca de 8,6% ao ano quando anualizado).

    Ai aparecem as manifestações de junho de 2013 e a popularidade da presidenta Dilma Rousseff cai de 70% para 40%. A queda de popularidade não traria maiores consequências se a economia mantivesse o crescimento que parecia que estava se consolidando. E aqui cabe um lembrete. Nunca na história da humanidade em tempos de paz a popularidade de uma presidenta caia de forma tão expressiva sem que se tenha uma só acusação contra ela, a não ser de incompetência que é uma acusação que qualquer criança pode fazer e não há como alguém demonstrar cientificamente que a criança está equivocada.

    Só que os dados do terceiro trimestre foram um desastre. Algo que parecia bem planejado desabou. Assim, no terceiro trimestre de 2013, os investimentos que vinham em uma recuperação exagerada sofreram um baque e houve queda de -1,7% comparando o terceiro trimestre de 2013 com o trimestre imediatamente anterior (Correspondendo a uma queda de 6,7% ao ano), enquanto o PIB, quando se compara o terceiro trimestre com o trimestre imediatamente anterior, sofreu também uma queda, ainda que menor, de – 0,5% (Correspondendo a uma queda de cerca de 2,0% ao ano quando anualizado).

    Diante dessa situação, a impressão que fica pelas críticas que o governo da presidenta Dilma Roussef sofreu em relação ao seu primeiro governo é que se sugere que no fim de 2013, ao perceber que a economia já não atendia ao planejado, o governo deveria renunciar.

    Esses dados foram obtidos no boletim “Indicadores IBGE – Contas Nacionais Trimestrais Indicadores de Volume e Valores Correntes” buscando os dados quando ele aparece pela última vez no boletim do IBGE. Assim para obter a taxa de investimento para o quarto trimestre de 2012, eu fui no boletim do terceiro trimestre de 2013 e para obter a taxa de evolução do PIB do quarto trimestre de 2012, eu fui no boletim do quarto trimestre de 2013 e assim por diante. Essa opção pelas informações quando elas aparecem pela última vez decorre que logo quando aparecem os dados são ainda um tanto precários.

    Bem, ao não especificar o período a que você se referia você poderia alegar que a crítica no paráfgrafo ao apontar para a perda de rumo do governo dizia respeito não ao primeiro governo da presidenta Dilma Rousseff que, deve ser ressaltodo, foi criticado durante todo o tempo por você, mas sim ao segundo governo. Bem aqui lembro que a crítica à política econômica do segundo governo da presidenta Dilma Rousseff foi antes de ontem também feita de modo arrasador pelo economista José Carlos de Assis Brasil em carta que ele endereçou ao Deputado Leonardo Quintão e que foi transcrita aqui no seu blog no post “Ao deputado Leonardo Quintão, por J. Carlos de Assis” de sexta-feira, 15/04/2016 às 10:13, e que pode ser visto no seguinte endereço:

    http://jornalggn.com.br/noticia/ao-deputado-leonardo-quintao-por-j-carlos-de-assis

    A carta é uma crítica ao impeachment. José Carlos de Assis faz a crítica não com base em razões econômicas, em que ele é doutor, mas sim por motivos políticos, Logo no início da carta assim José Carlos de Assis se expressa:

    “Conversamos sobre isso longamente e estivemos de acordo quanto às enormes deficiências da Presidenta nas relações com o Congresso e a sociedade. Nas suas palavras, a arrogância dela é intolerável”.

    Logo em seguida, José Caros de Assis diz:

    “Propus que você coordenasse uma tentativa de articulação de um pacto social que contivesse elementos básicos de um Programa Econômico de Emergência para salvar o Governo de sua própria incompetência”.

    As deficiências da presidenta na relação com o Congresso e com a Soiciedade são conhecidos, mas a incompetência em relação à política econômica é da conta de José Carlos de Assis. É claro que junto com José Carlos de Assis se encontra mais de 60% da população brasileira que consegue equivocada a política econômica da presidenta Dilma Rousseff.

    Mais à frente ele insiste na incompetência da presidenta Dilma Rousseff no que diz respeito à política econômica quando diz:

    “Eu próprio escrevi dezenas, na verdade centenas de artigos contra a política econômica dos governos do PT, inclusive de Dilma. Em nenhum momento, porém, me passou pela cabeça que incompetência de uma presidenta justificasse sua deposição sem crime de responsabilidade”.

    Com esse tipo de crítica fica difícil argumentar contra o impeachment no seu aspecto político que é para onde se tenta levar o julgamento. A incompetência da política econômica da presidenta Dilma Rousseff no seu segundo governo, que excluindo o primeiro governo, supõe-se que é o que você se refere no trecho em que você fala da perda de rumo da presidenta Dilma Rousseff foi tema constante de crítica de José Carlos de Assis. É basicamente o entendimento dele dessa política econômica que o permite acusar o governo de incompetência.

    Não sou economista enquanto o José Carlos de Assis é doutor. E mesmo você sem ser economista tem contato diário com os melhores economistas do Brasil e não podem fazer uma avaliação muito longe da realidade. No entanto, não só na análise do primeiro governo da presidente Dilma Rousseff como desse segundo governo, eu vejo como despropositada às críticas que são feitas à política econômica dela.

    A minha análise sobre o primeiro governo e sobre o segundo além do que eu já disse e direi aqui e ainda que de modo incompleto foi bem detalhada em dois comentários que eu enviei para Romulus junto do post “Porque o STF precisa apreciar o impeachment, por Romulus” de terça-feira, 12/04/2016 às 07:20, aqui no seu blog e que pode ser visto no seguinte endereço:

    http://jornalggn.com.br/noticia/porque-o-stf-precisa-apreciar-o-impeachment-por-romulus

    E os meus dois comentários foram ainda completados por um ótimo comentário enviado terça-feira, 12/04/2016 às 08:12 por Cícero Lobato, e colocado junto ao primeiro comentário meu enviado sexta-feira, 08/04/2016 às 01:46. E ontem, sábado, 16/04/2016 às 19:13, enviei um comentário para você junto ao post “Porque o Supremo precisa analisar o mérito do impeachment” de quarta-feira, 06/04/2016 às 21:01, de sua autoria e que foi onde Romulus havia postado previamente o comentário dele que virou o post “Porque o STF precisa apreciar o impeachment, por Romulus”. Em meu comentário, eu volto a mencionar a questão econômica que é a razão do impeachment ter ganhado força e fiz um elogio por considerar bem consistente a sua argumentação favorável ao STF apreciar juridicamente o impeachment.

    Chamo atenção para os dois posts assim como outro mais recente de Romulus intitulado “STF, Gilmar e a negação do voto em manada, por Romulus” de sexta-feira, 15/04/2016 às 12:09, aqui no seu blog porque neles se discute a questão jurídica do impeachment. E em meu entendimento, há que se descrever a conduta de responsabilização, há que existir um tipo penal e há que se ter a subsunção da conduta de responsabilização no tipo penal. Não há o tipo penal, o que, portanto, não permite a subsunção. O endereço do post “STF, Gilmar e a negação do voto em manada, por Romulus” é:

    http://jornalggn.com.br/blog/romulus/stf-gilmar-e-a-negacao-do-voto-em-manada-por-romulus

    Essa questão jurídica, para mim, entretanto, é secundária. Secundária no sentido de que não há nada que eu possa fazer que modifique o entendimento que outros tenham. O que me interessa é a discussão política porque com o impeachment passará a ser considerado errada a política econômica do primeiro e do segundo governo da presidenta Dilma Rousseff.

    E o que me faz ficar adstrito à questão econômico é que eu tenho a percepção e me dedico a tentar convencer as pessoas de que elas estão equivocadas nas críticas tanto ao primeiro governo da presidenta Dilma Rousseff como ao segundo governo. Agora, admito ser convencido do contrário. Se um economista destrinçar o que ocorreu com os investimentos no período de retomada e explicar que a causa da queda dos investimentos no terceiro trimestre de 2013, decorreu da própria política econômica do governo ai eu serei obrigado a rever a minha opinião. Só que nenhum economista assumiu essa tarefa. Vencendo o impeachment a versão que prevalece é a do vencedor. A presidenta Dilma Rousseff cometeu crime, o governo e a eleição dela foi fruto da corrupção e a política econômica dela, no primeiro e no segundo governo, estava equivocada.

    Quanto ao segundo governo da presidenta Dilma Rousseff não se pode esquecer que em 2014 nós tivemos três problemas que afetaram bastante a economia brasileira. Primeiro o esforço que o governo fez para recuperar a economia, esforço que não foi compensado ao sofrer o revertério da queda dos investimentos no terceiro trimestre de 2013, não findou ali. O governo não podia desistir sem saber o que realmente aconteceu e a continuidade do esforço do governo levou a economia a enfrentar uma grave crise nas transações correntes que ficaram bastante deficitária.

    E a situação piorou logo no início do ano de 2014, quando houve uma corrida para desvalorização das moedas dos países emergentes. E aqui cabe lembrar que enquanto os bancos centrais eram acusados de serem seguidores ou Mavericks, o Banco Central do Brasil e o Banco Central da Índia foram chamados de “bancos líderes” porque não precisaram tomar nenhuma medida brusca nas taxas de juros como outros países adotaram. Esse problema era decorrente da perspectiva de subida da taxa de juros pelo FED que sempre que ocorre causa dificuldades em todos os países emergentes.

    E no final de 2014, há uma queda forte dos preços de commodities. Assim as exportações que foram de 19,7 bilhões de dólares em abril de 2014 e de 20,7; 20,5; 23,0; 20,4 e 19,6 bilhões de dólares respectivamente nos meses maio, junho, julho, agosto e setembro de 2014, caíram para 18,3, 15,6 e 17,4 bilhões de dólares respectivamente em outubro, novembro e dezembro de 2014.

    E todos esses percalços eram reforçados pela perspectiva de subida de juros nos Estados Unidos. E a única alternativa ao Brasil era voltar a criar saldo na Balança Comercial. E para criar o saldo era preciso desvalorizar o real. E a desvalorização do real iria causar mais inflação e, portanto, era preciso diminuir a demanda interna.

    Em meu entendimento não havia alternativa e dai a política econômica do segundo governo da presidenta Dilma Rousseff. O problema do segundo governo é que em decorrência da dificuldade econômica ao longo de 2014, não tendo existido a recuperação com a qual o governo contava para enfrentar a crise cíclica das moedas dos países emergentes diante da valorização do dólar, foi eleito a mais conservadora Câmara de Deputados da nossa história. Tudo isso, entretanto, é opinião de leigo sem o conhecimento econômico de um doutor como José Carlos de Assis ou sem a assessoria de primeira grandeza como a que você pode contar na sua análise econômica.

    Clever Mendes de Oliveira

    BH, 17/04/2016

  38. 1) Independentemente do

    1) Independentemente do resultado da votação do impeachment, a jovem democracia brasileira ingressa no dia da vergonha, pela mera possibilidade que abriu de se tirar uma presidente do cargo atropelando a Constituição.

    Em 1992 o Collor foi submetido à mesma coisa e ninguém estrebuchou, fez sambinha ou se vestiiu de vermelho pra protestar…

    2) O Estado passou a contar com uma nova geração de funcionários, cujo salário inicial, passando no concurso, superava os R$ 15 mil mensais – muito mais do que receberiam, na fase inicial, em qualquer emprego privado.

    Eu sou professor de Medicina numa Universidade Federal do norte do Brasil e para exercer minha função de grande relevância ganho R$ 2.500,00 líquidos. Como sou médico e tenho outros rendimentos eu vou ensinar por missão e vocação. 

     

    3) O momento máximo foi na Copa do Mundo, um trabalho tão pertinaz de destruição do sonho, que conseguiu até eliminar as bandeiras e uniformes das ruas das principais capitais.

     

    O “momento máximo” foi a convicção por parte do povo de que o Governo Federal estava disposto a gastar bilhões em estádios e se ajoelhar perante aqueles corruptos da FIFA com renúncias fiscais absurdas mas não estava disposto a gastar nenhum centavo pra melhorar escolas e hospitais. Vc sabia que na cidade em que eu vivo (Porto Velho, 650.000 habitantes) não existe um Pronto Socorro decente? E que quando o governador pede auxílio ao Governo Federal este é negado?

     

    4) Foi o que ocorreu com a inclusão de 40 milhões de pessoas saídas da linha da miséria, outros tantos milhões que passaram a ter acesso ao ensino técnico ou às universidades

     

    Estas pessoas se instruiram e viram que o PT se transformou no partido da Odebrecht, OAS e Camargo Gutierrez.

     

    Agora chorem na cama que é lugar quente. Ganhando ou perdendo hoje vcs já perderam porque este governo acabou. 

    Publique se quiser…

     

     

     

     

    • Para começar, mentiroso (ou incapaz) E de uma má-fé danada

      Por piores que sejam os salários de professores universitários, vc nao pode receber isso. Só se, cumulativamente, for professor novo, sem anuênios, só de 20 horas e SEM MESTRADO. Nesse caso nao deveria é estar lecionando numa universidade.

      Quanto à má-fé, comparar uma tentativa de impedimento de Dilma, que nao cometeu nenhum dos crimes tipificados na Constituiçao como causa para isso, com o de Collor, afastado com provas, só mesmo com muita cara de pau.

      O resto é blablablá de troll.

      • Então saia da beira da praia

        Então saia da beira da praia e venha aqui pra Rondônia ensinar Medicina.

        QUASE NINGUEM AQUI tem Mestrado ou estas frescuras que a “sacrossanta comunidade acadêmica” sempre inventa pra dificultar as coisas…

        Aqui existem 3 Faculdades de Medicina: 1 pública (UNIR) e 2 privadas ( São Lucas e FIMCA). As privadas são um lixo absoluto, com professores desqualificados. As 2 têm turmas de 100 alunos e a grande maioria é bolsista do FIES (esta excrescência que o seu Governo desenvolveu). A FIMCA pertence a um médico daqui. Se vc quiser eu posto uma foto da mansão onde ele vive. Ele adora seu governo porque ficou podre de rico enganando alunos…

        A UNIR tem 45 alunos, e eles são os melhores porque foram selecionados no ENEM. É claro que os melhores do ENEM não vão querer estudar aqui, mas eu lhe garanto que muitos dos meus alunos são muito bons e serão bons médicos. 

        Vcs dos Mestrados e Doutorados (em Marxismo) não fazem absolutamente NADA pelo Brasil. Vem pra cá, anarquista, vc vai ver como o Brasil REALMENTE é… se vc quiser eu abandono minha docência, porque tenho muito trabalho pra fazer. Trato câncer em adultos e crianças e NUNCA  recebi um afago sequer de Dilma, Lula ou qq um da sua turma. 

        Sou médico com M maiúsculo e me orgulho disso…

        Bye bye,

          • Não pense que eu estou feliz

            Não pense que eu estou feliz com o que está acontecendo.

            Eu vejo estes deputados e choro…

            Cada um parece mais despreparado que o outro. Gente que vota pro papai de 97 anos ou pro curral dele. 

            Será que há democracia representativa de fato no Brasil?

            COMO SAIR DISTO E CRIAR UM PROJETO DE PAIS QUE INCLUA TODOS?

            PORQUE O BANCO DO BRASIL E A JUSTIÇA FEDERAL CHEGA EM TODOS OS CONFINS E A CIDADANIA NÃO?

            Se alguém me oferecer uma alternativa euu me engajo na luta…

             

          • Vocês ainda têm que evoluir

            Vocês ainda têm que evoluir culturalmente. Em um país verdadeiramente democrático a democracia funciona porquê apesar das diferenças entre si as pessoas pensam de forma democrática. Enquanto que no Brasil vocês pensam de forma feudal, eu vejo muitos de vocês acreditando serem parte de algum tipo de “nobreza moderna” que só teria privilégios e nenhuma responsabilidade, aonde também tratam todos os outros como “vassalos” ao invés de semelhantes. Esse modo de pensar não é compatível com uma democracia e por isso que vocês vivem sofrendo golpes de estado

        • Poxa, o problema agora são os

          Poxa, o problema agora são os mestrados e doutorados? Então você acha que seus colegas médicos com M maiúsculo que fazem essa besteira de mestrado e doutorado deveriam ter o mesmo salário que você? E o tempo de ensino, conta para alguma coisa ou você é a bala que matou Kennedy?

          Parabéns por sua autoestima, parabéns pela competência que você afirma ter. Mas você tem também outra coisa: a lógica da farinha pouca meu pirão primeiro.

          Você não é o único professor ou médico que conhece o Brasil real; na ânsia de criticar o governo, assume a velha arrogância médica conhecida. O Brasil real não se limita a Rondônia, desculpe acabar com seu sonho. O Brasil real inclui o circo de horrores que ontem assistimos. Aquele é o Brasil real que vai piorar muito o seu Brasil real. Aguarde sua vez, porque chegará a hora de todos: das federais, do FIES, dos alunos, dos pacientes. Talvez seu Brasil fique um pouquinho mais real do que já é; o seu e o de todos nós.

      • Então saia da beira da praia

        Então saia da beira da praia e venha aqui pra Rondônia ensinar Medicina.

        QUASE NINGUEM AQUI tem Mestrado ou estas frescuras que a “sacrossanta comunidade acadêmica” sempre inventa pra dificultar as coisas…

        Aqui existem 3 Faculdades de Medicina: 1 pública (UNIR) e 2 privadas ( São Lucas e FIMCA). As privadas são um lixo absoluto, com professores desqualificados. As 2 têm turmas de 100 alunos e a grande maioria é bolsista do FIES (esta excrescência que o seu Governo desenvolveu). A FIMCA pertence a um médico daqui. Se vc quiser eu posto uma foto da mansão onde ele vive. Ele adora seu governo porque ficou podre de rico enganando alunos…

        A UNIR tem 45 alunos, e eles são os melhores porque foram selecionados no ENEM. É claro que os melhores do ENEM não vão querer estudar aqui, mas eu lhe garanto que muitos dos meus alunos são muito bons e serão bons médicos. 

        Vcs dos Mestrados e Doutorados (em Marxismo) não fazem absolutamente NADA pelo Brasil. Vem pra cá, anarquista, vc vai ver como o Brasil REALMENTE é… se vc quiser eu abandono minha docência, porque tenho muito trabalho pra fazer. Trato câncer em adultos e crianças e NUNCA  recebi um afago sequer de Dilma, Lula ou qq um da sua turma. 

        Sou médico com M maiúsculo e me orgulho disso…

        Bye bye,

  39. Você deve ter sido um dos
    Você foi um dos maiores ufanistas do período lulista (embora inúmeras advertências publicadas NO SEU PRÓPRIO BLOG) e pelo visto continua cego em torno do que é a complexidade de um Estado – estrutura e processos – e como de fato ocorre o processo transformador.

    Justamente porque do seu bumbo ressoou bem forte a ideia do herói messiânico, continua preso a essa ideia ridícula do “Lula pensou o país integralmente”.

    Uma vez te falei “você se enganou em relação ao Serra”. Pediu desculpas várias vezes por isso achando que é um gênio incapaz de erros.

    E completei dizendo seu maior erro foi entretanto considerar o Lula um “grande estadista”.

    Jamais entenderá que é na verdade um político medíocre.

    Assim, sua missão será produzir e reproduzir a ilusão do “país que estava pronto” e falhou.

      • Mesmo se fosse um gênio, qual
        Mesmo se fosse um gênio, qual seria a necessidade de ser reconhecido? Nenhuma.

        Eu adoro futebol. Porque o atacante do meu time não faz gol significa que devo ir lá para resolver o problema?

        Sou um reles cidadão, assim como você. Significa que sou obrigado a considerar o Lula um gênio porque foi presidente?

        Como fica claro, sua lógica é pobrezinha.

        O Lula pode ser até considerado ótimo, mas com uma única condição: comparando-o com outros que são péssimos.

        Ele E o PT alteraram para melhor a vida de milhões de pessoas? Sim.

        As esquerdas são progressistas e propensas a beneficiar o vasto grupo de carentes. Aqui e em qualquer lugar do mundo.

        As carências são inclusive tantas no nosso caso que 100 reais por mês a mais no orçamento pode significar para fins de indicador de bem-estar social um miserável deixar a pobreza.

        Continua sem escola, segurança, habitação, lazer, emprego de boa qualidade.

        Mas faz um político medíocre ser um estadista.

        Porem, numa análise individual de sua conduta o que se vê é um indivíduo com imensas dificuldades para praticar ações decisivas para o Estado.

        Ora, não sou quem diz, são os fatos.

        Comunicação pública, sistema político, tributação, estrutura federativa, regiões metropolitanas, infraestrutura económica e social…

        Depois de 14 anos continua tudo – ou quase tudo – tão ruim – ou quase tão ruim – quanto antes.

        Governar REdistribuindo renda da valorização de bens primários é relativamente facil.

        Assim como achar que genialidade é se juntar com Malufs, Sarneys, Pmdbs, Sachezs…

        Perdoe se a verdade incomoda.

          • Então um político que se
            Então um político que se ocupa de realizar o fácil deve ser considerado ótimo por qual motivo?

            Você se contradiz.

            E, outra pergunta: o que é difícil dever ser deixado de lado?

            É extremamente difícil alterar a realidade estrutural de uma dada sociedade.

            Os capazes de tais feitos são por este motivo considerados – aí sim, devidamente – os políticos de altíssima qualidade.

            Eu ACHO que jamais tivemos um desta envergadura.

            Tenho entretanto absoluta certeza que a primeira década deste século nos proporcionou ótima oportunidade.

            Continuaria extremamente difícil? Sim.

            Porém, devia ter PELO MENOS tentado – este que considero MEDÍOCRE.

            Nem isso foi capaz.

            O cara tornou-se um indivíduo obcecado com a própria imagem.

            Ps: se de algum modo alguma força não alterar certas estruturas deste país daqui a não muito tempo o futuro estará comprometido.

  40. dia do juízo (2)

    neste dia do juízo, aproxima-se a hora do pesadelo. não se iludam, já não existe Democracia no Brasil, o STF rasgou a Constituição, da qual deveria ser o guardião, Cunha é, de fato, o Presidente da República, as instituições faliram, os grandes empresários conspiram abertamente.

    seja qual for o resultado da votação do impeachment, não há retorno. a Democracia terá que ser reconstruída e a República refundada. vai ter luta!

    e o Povo sem Medo prossegue nas ruas, mesmo sob o escaldante sol do meio-dia no tórrido asfalto da Av. Atlântica, Copacabana, num baile de favela com o batidão do funk carioca.

    num jogo sujo com regras sujas, a banca sempre vence. sem o Povo não há como vencer esta batalha. abra as portas do Palácio do Planalto, Dilma. deixe o Povo sem Medo entrar e ocupar.

    .

     

  41. Não foi a mídia quem destruiu o sonho, foi a política econômica

    A mídia não nomeou Mantega e Arno Augustin para destruirem o país. Foi Dilma quem colocou eles lá, inclusive para violar a lei mascarando a contabilidade do governo. O resto é mistificação.

  42. Vendeta de FHC com Lula? Não é o contrário?

    Ninguém mais se lembraria de quem é FHC se não fosse a insistência de Lula e PT em relembrá-lo. Nem aconteceu o impeachment ainda e já estão falseando a história novamente? 

    •   Sua memória seletiva é

        Sua memória seletiva é espetacular.

        Só digo uma coisa: eu não lembro de jornais abrirem espaço a Lula. Já FHC não sai deles, ora criticando Dilma, ora criticando Lula.

        Mas você é teleguiado e só vê o que mandam, então não adianta discutir.

  43. ROMPENDO MEU SILÊNCIO.

    SÓ UMA GUERRA CIVIL COM DEZENAS DE MILHARES DE MORTOS RESOLVE O IMPASSE POLÍTICO DO BRASIL!!!

    Porque não é luta contra a corrupção

    Porque não é luta pela moralidade

    Porque não é luta pela salvação da pátria

    É LUTA DE CLASSES SOCIAIS!!! POBRES CONTRA RICOS!

    PAUPÉRRIMOS CONTRA RIQUÍSSIMOS!!!

    COM REFLEXOS NAS PELES DE MESTIÇOS CONTRA BRANCOS!

    Não haverá conciliação, nem acordo, nem perdão, NUNCA!

    Nunca houve na história dos povos.

    Quando uma crise política ultrapassa certo limite…

    E o Direito já não é mais o instrumento reconhecido da civilidade para resolver o conflito…

    PORQUE AS FORÇAS ANTAGÔNICAS, FINALMENTE, SE EQUIVALEM EM FORÇA

    França, 1789 (nº de mortos impreciso – só guilhotinados 22.000)

    Estados Unidos, 1861 (550.000 mortos)

    Rússia, 1917 (sabe-se lá. talvez 5 milhões, ou 20 milhões)

    Espanha, 1936 (600.000 mortos)

    China, 1945 (impossível saber-se, mas mais de 30 milhões)

    Grécia, 1947 (50 mil mortos)

    Coreia, 1950 (150.000 mortos)

    Hungria, 1956 (4.000 mortos)

    Iugoslávia, 1990 (60.000 mortos)

    Síria, 2016 (mais de 150.000)

    Para ficar só nos mais conhecidos e relevantes!

    O Brasil chegou novamente ao limite de seu impasse!

    Brasil mal desenvolvido!

    Brasil mal resolvido!

    Que criou uma das mais despudoradas desigualdades sociais do planeta!

    Sobre um vasto paraíso de recursos naturais.

    E chega, enfim, aonde quem nunca fez sua reforma de contenciosos sociais, chega!

    Não haverá Paz e nem Tranquilidade!

    Pena que os que são a favor do Golpe na Democracia não entendam que são eles que têm tudo a perder!

    Imaginem-se como refugiados de uma Guerra Civil…

    Como o povo sírio das imagens terríveis…

    Famílias de luto; lares destruídos; prejuízos materiais incalculáveis!!

    Sangue, morte, dor, desespero…

    Não sabem…

    Não desconfiam…

    Nunca estiveram nem perto de uma guerra..

    Leio muito sobre elas…

    É a situação humana que mais revela as verdades do homem…

    O campo mais rico de significados sobre o homem…

    Quem quiser, coloco à disposição trechos dos livros que contam as experiências das Guerras Civis narradas só por crianças…

    Por isto, na cura de um amor puro pela vida, odeio a vida!

  44. Brasil vai ficando pequeno

    Á cada voto na Câmara o Brasil vai ficando menor. 64 retorna. Vamos unificar a esquerda e reagir já na segunda-feira. 

    Miséria política entregar o poder à Temer e Cunha em nome da ética. Parabéns ao Psol, PDT, Pcdo B, Pco, caminharemos juntos. 

  45. Não tenho esta visão tão

    Não tenho esta visão tão otimista com relação ao despertar pela democracia.

    Estive nas manifestações em São Paulo de 18/3, 31/3 e de hoje.

    Concordo que tem jovens, pobres, negros, e até nós os velhos manifestantes das diretas já. Mas acho o país dividido em 3 partes. Uma minoria contra o golpe e consequentemente a favor da democracia, outra minoria a favor do golpe, e uma imensa maioria nem ai com nada e incrédula com o que o impedimento ou não da Dilma poderia mudar nas suas vidas.

    Me parece um jogo de FlaxFlu, no qual quando o juiz apitar o final do jogo, quem perder tem uma noite de sono mal dormida, mas no dia seguinte acorda e a vida segue.

    Eu acho que estes desapegos pela legalidade, uma história de golpes, de idas e vindas é um reflexo de duas características de nossa cultura (não quero discutir aqui o por que destas características):

    1) Despolitização. Uma imensa maioria, dos 3 grupos que mencionei acima, despolitizadas. Não falo de política somente partidária. São pessoas que não entendem minimamente como se dão os processos políticos dentro de uma empresa privada, dentro de uma competição capitalista, dentro de um coalização de governo.

    2) Misticismo.Talvez uma das causas da despolitização. Somos uma sociedade de crentes altamente convictos. Nossa crença pelo sobrenatural em relação ao uso da razão e altamente desproporcional. Esta crença se reflete no alto grau de religiosidade de uma boa parcela da população, indepedentemente de classe social, que leva muitos a crenças em boatos, crenças em coisas que não são evidenciadas pelos fatos ou pela ciência.

  46. Congratulações
    Quanta hipocrisia.
    Quanta desfaçatez.

    Ontem, uma notícia dava conta de ameaças de morte dirigidas ao Sr. Cunha. Ri. Se nem ameaça de cadeia há, ainda que com sua folha corrida, porque a Boa Dama o visitaria?

    Nassif, está tudo dominado!

    Parabéns ao Sr. Cunha. Nunca dantes tão livre para voar.

    E depois que Dilma sair do cenário vai ficar ainda melhor. Sua dobradinha com o “cumpadre”, “amigo de infância” Temer promete. Ocupação dos cargos, fatiamento e venda das riquezas e muito, muito champanhe e charuto, que ninguém é de ferro… Ela atrapalhava demais. Honesta demais, Caxias demais. O negócio é a gente se lambuzar, sem ter que se preocupar com o amanhã; e Dilma querendo o melhor para os “pobres”… Chhhaaattttaaa!!!

    Não me lembro, em 50 anos, de ter vivido um dia tão triste. E eles não me faltaram.

    Boa Noite.

    • Congratulações

      Pleno acordo, Estou enojado. E Nassif está tendo um papel crucial (além de confortador) nestes Primeiros Tempos de Nojo por nos permitir, pelo menos, avaliar a extensão deste Nojo.Já é alguma coisa.

  47. Eu cansei de falar que tem

    Eu cansei de falar que tem muita gente que vive num mundo de ilusoes aqui, onde a classe media acordou e ficou contra o golpe. Ficou tudo na mesma, a diferença eh que os movimentos pro impeachment sao mto mais organizados e foram pressionar os deputados, enquanto a esquerda ficou na dependencia do lula inverter os votos.

    muita gente caiu da cama hj.

  48. EMBRIAGADOS
    A alma gela ao constatar a indiferença de quem pode fazer o certo e opta, por vingança e/ou por conveniência, agir ao arrepio não somente da lei, mas da justiça, do bom senso e da humanidade.
    Presenciamos estes dias o que a embriaguez do poder faz a homens e mulheres que, detentores de conhecimento e abraçados às suas vivências, JAMAIS imagináramos capitularem a um equívoco tão fragoroso.
    Homens e mulheres que testemunharam a mão autoritária agindo sobre a nação, viram os tentáculos do patrimonialismo e da opressão sobre amigos, parentes, conhecidos, cidadãos… Vidas perdidas, ceifadas, obliteradas em cemitérios clandestinos, em valas, em quartos escuros. E estas pessoas, reproduzem tudo aquilo, hoje, de suas cadeiras, de suas canetas, de seu “minúsculo poder”. Que motivos, que devaneios, que idéias persecutórias a embalar a inveja, a cobiça, a vingança?
    Cunha está, desde sempre, salvo. Livrará a todos os seus das “garras” de Dilma e sua paga será a liberdade concedida pelo Conselho de Ética. Liberdade para rir da cara de quem o expôs, liberdade para prosseguir ascendendo, liberdade para agir como queira. Sempre a rir.
    Hoje dar-se-á a Cunha o salvo conduto definitivo para o achincalhe e o deboche. E sabemos bem, desde muito, a quem agradecer.
    Depois de livre, será ele realmente grato? Compartilhará efetivamente do butim?
    A ver.
    Este é um dia frio. Tenha o Sol dissolvido os miasmas que pairam em nossa psicosfera e que o bom combate não seja, ele próprio, abatido também.
    Que prevaleça a Luz.

  49. Os Progressistas
    Enquanto todo e cada partido dito progressista disputava para ver quem tinha mais críticas a fazer ao governo – para descolar de Lula/Dilma sua imagem AGORA que a economia vai mal -, disputava para saber quem sabe mais, leu mais e luta mais, disputava cada milímetro de espaço para se manter diferente e melhor, a Malta, que não está nem aí se o outro sabe ou não – as vaidades são outras – se uniu, se pagou e fechou questão.
    É muito bom e saudável criticar, ler, saber, ser bom (competência é um puta afrodisíaco!)! Ou não estaria eu deste lado.
    Mas quando sob ataque, esteja de verdade com o teu aliado. Deixe para resolver em casa as diferenças, não puxe a orelha do teu irmão frente ao teu inimigo. Você tendo, não perde a razão, mas evita fragilizar a TUA aliança. Quando o inimigo percebe que nem o teu aliado está 100% contigo, fareja a tua fraqueza e te derruba.
    É isto que estamos presenciando hoje.
    Ciúme de Lula. Ressentimento com Dilma.
    Todos perdemos! Miseravelmente e irreparavelmente.
    Simples assim.

  50. O povo não tem vez nas

    O povo não tem vez nas análises do Nassif, somos apenas expectadores e não o principal ator politico.

    Como gaúcho penso que é uma boa época para exercer o direito universal da secessão, mas este direito não é garantido pela nossa republica democracia federalista .

    Não é para tanto e so uma provocação.

    Mas que a republica extruturada ainda com base na ditadura ou seja centralizadam sem voto distrital, com divisão politica injusta (tem voto com mais valor que outros).necessita de reforma federalista tenho certeza que precisa.

     

     

     

     

    • A razão pela qual o povo não

      A razão pela qual o povo não tem vez no xadrez do Nassif é que, simplesmente, ele não vota agora.  Só vota em 2018.  Até 2018 muita gente esqueceu e o sistema político atual que resiste a qualquer reforma está desenhado para tirar o povo do cenário.

      Trata-se de uma eleição indireta.  A razão maior pela qual paira o espectro do golpismo.

      A única hipotese atual em que o povo pode contar atualmente é a conflagração social aberta.  E acho que essa hipótese todos os lados que ainda tem um pingo de responsabilidade para com o país querem evitar a qualquer custo.

      De fato, a esquerda reagiu a esse processo com as ferramentas que aprenderam a usar – a campanha eleitoral e o jogo político nas ruas – e o fez com uma capacidade fenomenal.  Fui a manifestações e digo que se há alguma coisa de positiva em toda essa história é justamente ver que independente de qualquer coisa, esse lado tem companias bem mais interessantes.

      E o PMDB reagiu também com suas ferramentas, bastidores e negociação congressual.  E nisso o PMDB é expert e tem em sua frente dois habilíssimos articuladores – Cunha e Temer (que também foi extremamente hábil como presidente da camara). Competir com isso é difícil, especialmente depois de anos de uma presidenta que não cumpria os acordos articulados por seus articuladores.

      Quem votou foram os deputados, não o povo.

      Cabe agora ao povo não esquecer.  Talvez não seja difícil depois de viver um governo Temer.

  51. Fica comprovado: fornecimento

    Fica comprovado: fornecimento de crédito fãcil para compra de casa e carro, facilitação de acesso ao ensino superior, leis de cotas. bolsa família, ascensão social baseada no consumo, atendimento de demandas de minorias étnicas, sociais, sexuais, nada disso resolve – resolveu- o grande obstáculo à democracia no Brasil, a ALIENAÇÃO.

    A imensa maioria dos beneficiados por essas políticas permaneceu hoje apalermada diante da TV de tela plana comprada em prestações vendo a passagem da História e ,depois, deve ter saido  ás ruas no seu carrinho financiado, que tem o adesivo da faculdade na qual o filho estuda pelo Fies.

    É pecado pensar: que se ferrem?!!!

    • Isso mesmo. Hj to vendo um

      Isso mesmo. Hj to vendo um monte de “anti comunistas” comemorando no whatsapp e q amanha vai pegar o carro financiado e vai pra faculdade de medicina paga com fies. 

      Mas o pt tem culpa disso por nunca ter tido dialogo com essa massa que beneficia, q mtas vezes repetem o que os pais tucanos votam. 

      Avisei: temer tem carta branca pra mexer no que quiser quando assumir e nao adianta reclamar. Falarao sobre a necessidade de cortes no fies, programas sociais, cortes esses que nunca serao “descortados”. Os medicos reclamam da saude… Nos vemos daqui 3 anos…

      a classe media vai relembrar os tempos de fhc e eu ate riria e acharia bom, se eu nao fizesse parte da parte mais humilde dela… 

      Quem sabe apos mtas pedradas nao aprendam algo sobre consicencia de classe, em outras palavras, que classe media nao tem os mesmo interesses que os ricos e sim que os pobres

  52. Eu avisei… O mbl pressionou

    Eu avisei… O mbl pressionou juizes, deputados e o q fez a esquerda? Shows, manifestos, protestos. Pq a esquerda nao parou o trabalho? Pq nao fechou as estradas? Pq nao comecou a espalhar boatos sobre ministros do stf que decidiam contra, como fazia a oposiçao?? Eles encararam como guerra, nós como politica pura e simples, como democratas, sem sermos reconhecidos como tal.

    e digo mais: preferia ter perdido em 2014 do que tomar essa agora…

    • Uma corja de desqualificados

      Claro que sabia do nível de conservadorismo dessa Câmara que foi eleita no último pleito, e da presença de deputados totalmente oportunistas e desonestos.

      Mas fiquei chocado ao ver a quantidade de bandidos e desqualificados, com discursos fascistas, que formam a enorme tropa de choque dos deputados eleitos pelo poder econômico, e todos fidelíssimos ao bandido-mór, Eduardo Cunha. Muito triste.

      Um país refém de uma tropa de desqualificados, golpístas e fascistas

      Nunca foi tão urgente uma profunda reforma política.

  53. Precisamos agora falar das bananas

    Escrevi, ainda em 2012 do golpe que já estava sendo armado ( http://www.oemporiodocesar.blogspot.com.br  ). 
    O duro é percebermos a fragilidade manipulável das nossa instituições. O STF teve a chance na 5°feira passada de colocar ordem no país e resolveu enfiar a cabeça no buraco para colocar o país em picaretas que votam por susa respectivas famílias, bem à maneira da máfia. Que destino este!

  54. Já vai tarde

    Bom, como sempre, eu não concordo inteiramente com voce Nassif.

    Vejo o momento atual por uma outra ótica, a ótica da causa e do efeito sim, mas acima de tudo a ótica das consequências.

    Da metade de seu 1o mandato em diante, Dilma introduziu na economia os erros que iriam desestabilizar seu último ano de governo dos primeiros quatro anos, e o primeiro ano de seu segundo mandato.

    Tendo observado um aumento da inflação, que foi causado principalmente pelos aumentos salariais obtidos pela categoria dos prestadores de serviços, Dilma tentou controlar a economia retendo aumentos de preço no campo da energia, eletricidade e gasolina. Tentou compensar os aumentos excessivos nos salários dos prestadores de serviços criando a desoneração.

    Foi então que a má sorte de Dilma fez-se presente. Um clima seco trouxe a necessidade de gerar energia com termo-elétricas e o escândalo da Petrobrás impediu que se fizessem políticas de controle de preços de combustíveis sob pena de quebrar empresa comprometida com desmandos e corrupção.

    Salários melhores fizeram com que prestadores de serviços fossem para o consumo, esta nova demanda criada pressionou os preços dos ítens de supermercado, principalmente, e a inflação fugiu ao controle.

    Mesmo diante deste cenário desfavorável, programas sociais foram ampliados, aumentando os gastos de governo.

    A demora para tomar decisões importantes impediu que soluções imediatas pudessem ser aplicadas, agravando o problema econõmico do caixa federal. Aumentos e contratações tornaram a folha de serviços públicos mais pesada.

    Chegamos à campanha. Eleições à vista. Mentir foi a solução escolhida.

    Logo que foi eleita, nomeia Levy, um auxiliar que recomenda implementar medidas que um PSDB implantaria. Aumento de juros, arroxo, aperto no crédito, diminuição de incentivos, enxugamento da liquidez, e a maldita CPMF.

    O país foi perdendo o embalo. Começou a parar. Dilma, como sempre, demorou demais para decidir exonerá-lo. Quando finalmente resolvou afastá-lo, o estrago já tinha sido feito. Mas trocou-o por um eunuco.

    A Copa foi um verdadeiro fiasco, esportiva e economicamente falando. Num ano marcado por vários eventos fez-se de tudo, menos trabalhar. 2014 foi o ano da vagabundagem. E já que ninguém estava a fim de trabalhar mesmo, quem tem dinheiro para comprar, aproveitou o ano parado para gastar dinheiro no exterior, com cartão de crédito. Sacoleiros internacionais.

    No mês da Copa, as saídas em moeda por gastos com cartão mais os gastos com infraestrutura foram maiores que as entradas geradas pelo evento esportivo. Hotéis e comércio não tiveram sequer uma parcela dos negócios esperados. Foi um evento medíocre em termos econômicos. 

    Nas Olimpíadas vamos repetir esse efeito.

    Mas esses fatos são complicações que fazem parte da via de um país. O que surge como agravante no caso de Dilma é a vacilação, a teimosia, o pensamento de que em si se basta, a soberba em relação à classe política.

    Poderíamos escrever um livro sobre os erros de seu governo, mas de que adiantaria. O fato é que agora existe um problema que precisa ser resolvido. Ela é o problema.

    E não vejo nenhum cataclisma à frente. Ela, que já não é do batente, vai-se encolher em seu palácio e não fará mais nada de produtivo. Ao menos não deve cometer mais erros. Nomeações e cargos que foram distribuídos deverão ser devolvidos, seus ocupantes, trocados. Ministros também. Resumindo: será mais um ano perdido.

    Restará apenas a vantagem de que não precisaremos mais conviver com a mente confusa e obcecada de Dilma. 

     

     

  55. Esquizofrenia Social

    Caríssimo Nassif

    Parabéns pelas suas lúcidas e inteligentes análises. Tens, a meu ver, feito as melhores análises de momento ao qual denomino de esquizofrenia social.

    Tenho me tornado um fiel leitor de suas profundas e sábias análises.

    Acho, que, infelizmente, a possibilidade de eleições no final deste ano, possa ser, realmente a saída. O governo Dilma, se exauriu. A falta de comunicação e do trato político da Dilma é muito forte. Não fosse o amparo de Lula e da esquerda, a Dilma já teria sido afastada. Sei que o objetivo pode ser também o Lula, mas as causas snao mais complexas como diz Luiz Nassif.

    A imagem do circo de horrores que foi a votação de ontem no congresso foi deprimente.

    Um congresso, como diz Nassif, simplório. 

    O Brasil é muito maior que esse congresso e muito maior inclusive que suas instituições públicas pqueno-burguesas com um pensameno racista e conservador.

    Essa crise vai nos trazer um país melhor.

  56. Bom texto para discussão

     

    Nassif! O texto é bom para discussão. É também nisso que a democracia existe, pois o debate é público, na busca de soluções e um texto não pode ser a útima verdade, mas o importante é que potencializa as refleões e práticas políticas sobre o país. Tenho uma questão sobre a possibilidade dos que tramaram essa situação vão fazer uma reflexão sobre o que fizeram. Não vejo a menor possibilidade disso ocorrer, pois a autocrítica não faz parte da natureza (formação) desses agentes. A visão de mundo desse pessoal é restita à sua condição de soberba e só enxegam a sociedade através desse ponto de vista. Um ponto que achei interessante é a questão da economia ser mecânica, em não ver a qualidade da situação, mas sim somente a acumulação.

    abraço

  57. Hipócritas e estúpidos
     
    Os

    Hipócritas e estúpidos

     

    Os Hipócritas passaram e levaram junto uma multidão de estúpidos.

     

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