Xadrez do esperto e do sabido na cooperação internacional

Os mineiros velhos costumam dividir os especialistas em dois tipos: os sabidos e os espertos. Vale para a atual fase do país e do Ministério Público Federal com a cooperação com autoridades de outros países, visando coibir as organizações criminosas internacionais.

Vamos ver como se comportam os dois personagens do Ministério Público Federal e da Polícia Federal.

Antes da análise, algumas obviedades para desbastar a teoria da conspiração e nos fixarmos nos aspectos concretos do mundo da geopolítica.

Constatação 1 – Sérgio Moro não é agente da CIA.

A ideia de que Moro fez um curso nos Estados Unidos e voltou cumprindo ordens é bobagem. Na geopolítica, a cooptação é mais sutil.

Constatação 2 – os EUA tiveram papel secundário em 1964 e no golpe do impeachment

Em 1964, ajudaram na cooptação de jornais; em 2014 no apoio oficial à Lava Jato e no provável apoio de grupos privados aos MBLs da vida. Mas, em ambos os casos, a conspiração foi nacional, coisa nossa.

Constatação 3 – a geopolítica é mais sutil do que imaginam os adeptos da teoria da conspiração e os céticos da conspiração.

Constatação 4 – não se pode considerar os interesses americanos como homogêneos.

Há nuances variadas entre interesses e alianças do presidente da República, dos estamentos do Departamento de Estado, do FBI, CIA e NSA, e dos grandes grupos privados. Nem de longe o Brasil é visto como inimigo dos EUA. As intervenções foram focadas em pontos específicos, da lei do petróleo e dos avanços das multinacionais brasileiras no mundo.

E aí entra em cena o MPF sabido, mas que não é esperto.

Não estou me referindo a procuradores individualmente, mas à corporação como um todo.

Personagem 1 – o lado sabido do MPF

Sabidos são os procuradores e delegados que se especializaram na cooperação internacional. São funcionários de alto nível, que se embrenharam pela quebradas da lavagem de dinheiro e, através dela, do tráfico de drogas, de pessoas e armas, do terrorismo e dos crimes financeiros e políticos.

Acompanhei de perto essa evolução, em longas conversas com o desembargador Walter Maierovitch, ainda nos anos 90, quando começou a trabalhar o tema do crime organizado, e colaborei ajudando a entender as operações esquenta-esfria dos diversos mercados, desde a zé-com-Zé no mercado de ações às jogadas com títulos estaduais não Cetipados.

De lá para cá houve um avanço fantástico, em grande parte devido à cooperação internacional. Foi através do contato direto especialmente com o FBI, com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos e com a NSA que a Polícia Federal e o MPF lograram uma competência inédita no combate ao crime organizado.

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Ao mesmo tempo, a cooperação internacional tem permitido que procuradores brasileiros levem princípios básicos de direitos difusos aos MPs de países menores, já que a cooperação não é exclusivamente penal.

Eles são sabidos. Mas não é seu papel serem espertos – isto é, entender os desdobramentos mais amplos dessa parceria desequilibrada, com um parceiro muito mais forte, preparado e formado dentro de conceitos de interesse nacional que ainda não foram assimilados pelo MPF. Caberia à cúpula do MPF desenvolver esse entendimento.

Personagem 2 – o lado pouco esperto do MPF

Os negócios privados e públicos têm zonas cinzentas, algumas que arrostam os limites da legalidade, outras francamente ilegais. Todo regime democrático está sujeito à praga do financiamento de campanha, à troca de favores. E todo projeto de país necessita de políticas proativas de apoio a empresas e setores, muitas vezes com razoável grau de subjetividade.

Países mais desenvolvidos já sabem como tratar essas nuances. Há clareza sobre o papel legítimo do lobista – como prospectador de novos negócios, colocando investidores privados em contato com a área pública – e o papel deletério – de corruptor de agentes públicos.

Mesmo em decisões de políticas públicas que claramente beneficiam empresas aliadas de governos, há uma noção muito clara do que é interesse nacional, afim de preservar as medidas em que esses interesses são comtemplados.

Países mais liberais e mesmo os mais restritivos trabalham com alguns conceitos, que certamente não foram assimilados pelo MPF e que deveriam entrar em sua pauta interna de discussões

1. Toda empresa é um ativo nacional que deve ser preservada.

É na empresa que são geradas inovações, empregos, receita, investimentos. A preservação de empresas é questão nacional. Por isso mesmo, nos EUA, em casos de corrupção, age-se prontamente punindo gestores, acionistas ou impondo multas às empresas, mas preservando sua solidez, especialmente grandes empresas em setores estratégicos. Por aqui, punem-se empresas, lembranças da Inquisição, onde se queimavam livros.

Mesmo para garantia dos credores e dos débitos trabalhistas, uma empresa parada perde a maior parte do seu valor – representado pela marca, tecnologia, pontos de venda, redes de fornecedores.

Paralisada, é apenas um conjunto de balcões e armazéns. Essa mesma simplificação, de ataque às empresas envolvidas com corrupção, foi adotada por procuradores da Lava Jato, mesmo aqueles com doutorado nos Estados Unidos.

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2. Nenhum país sério aceita que suas empresas (ou cidadãos) sejam submetidos à jurisdição estrangeira.

Por aqui, a visão penal tosca do MPF – e do país em geral – não internalizou esses conceitos.

3. É parte integrante das políticas públicas a promoção do desenvolvimento, o apoio às empresas – especialmente as que se aventuram na competição global -, o financiamento do investimento.

Exigir dos procuradores da Lava Jato, fundamentalmente penalistas, compreensão sobre os fenômenos econômicos e sociais, sobre disputas entre países, relações internacionais, construção de projetos nacionais, é muito.

Eles são especializados na arte de prender e condenar. O salvacionismo com que levantam essas bandeiras é tosco, mas é essa sua missão.

Caberia à cúpula do Ministério Público, junto com o STF e o Ministério da Justiça levantar essa discussão, sobre os limites do interesse nacional. Mas os sabidos ainda não entraram na era da esperteza.

Personagem 3 – as táticas da geopolítica

Desde os velhos tempos do imperialismo britânico, ainda no século 18, as nações praticam o chamado soft power – que consiste na cooptação das elites dos países com cursos, visitas, viagens. Montam-se políticas de boa vizinhança, apresenta-se o país moderno e conquistam-se corações e mentes.

Depois de conhecer o céu do desenvolvimento, de volta à terra subdesenvolvida, espíritos mais fracos se considerarão portadores das boas novas, com corações e mentes alinhados com o pensamento do país central.

A maneira como entram os interesses geopolíticos está na seleção dos malfeitos a serem investigados. Na era da telemática, do mapeamento das redes de offshores e paraísos fiscais, quem detém as informações – o FBI e o Departamento de Justiça norte-americano – detém o poder. Basta centrar as pesquisas no partido-alvo e poupar o partido aliado. É simples assim.

No caso da cooperação internacional, a análise de caso da Lava Jato permitiu mapear algumas das formas de impor os interesses geopolíticos norte-americanos:

Forma 1 – o combate à corrupção que interessa diretamente os EUA.

Três  casos saltam à vista. O primeiro, obviamente, as informações sobre a Petrobras e o pré-sal. Depois, as informações sobre a Eletronuclear, que o Procurador Geral da República trouxe de sua visita ao Departamento de Justiça norte-americano. O terceiro, e-mails de um executivo da Odebrecht a outro, solicitando que convencesse Lula a tratar de casos de interesse da Odebrecht em encontro com o presidente do México. Os hackers da NSA conseguiram entrar nos servidores da Odebrecht, retirar os e-mails e encaminhá-los a seus parceiros na Lava Jato.

Esses são os atos que puderam ser mapeados, provavelmente parcela mínima dos resultados da cooperação.

Forma 2 – a criminalização de atitudes proativas de políticas públicas.

Ficou nítida a exploração ampla da ignorância de delegados e procuradores, quando se tentou criminalizar ações diplomáticas na África e em países parceiros, os financiamentos à exportação, os próprios financiamentos do BNDES.

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No trabalho que fez sobre a Lava Jato, o componente ideológico-primário estava nítido em Sérgio Moro: a corrupção existe em economias fechadas; basta abrir a economia para espantar os malfeitos.

Forma 3 – a deferência em relação às autoridades norte-americanas.

O episódio máximo foi a visita do PGR aos órgãos do governo norte-americano levando informações contra a Petrobras e outras empresas brasileiras, visando instruir processos contra elas.

Personagem 4 – os legionários da Lava Jato

Não se julgue, portanto, os legionários da Lava Jato como quintas colunas, espiões, agentes da CIA e quetais. O diagnóstico sobre eles é de outra natureza:

1.     São competentes.

Se se analisar a Lava Jato apenas pelos objetivos diretos pretendidos, incluindo a derrubada de umas presidente da República, a operação foi sucesso total, ainda que à custa de 5 pontos de queda do PIB.

2.     São idealistas.

São imbuídos da visão missionária de que a ação penal limpará o país. Não lhes peça estudos sobre o papel da transparência, da accountability, dos modelos de gestão. A única maneira de combater o mal é através da punição dos pecados. Junto com os pecadores, há que se dar o fim aos templos de perdição: as empresas que foram instrumento do pecado. Costumam dizer que se todo mal for erradicado, os pecadores presos e as empresas destruídas, desse caos nascerá um país mais forte e mais justo. As aulas na West Point da cooperação não incluíram conhecimentos mínimos sobe processos de desenvolvimento,

3.     São partidários.

O grupo de Curitiba tem lado: é ostensivamente tucano e atua com o objetivo claro de interferir nas disputas políticas.

4.     Tornaram-se prepotentes.

Esse é o ponto mais vulnerável, que ainda irá se refletir sobre o grupo. De delegados a procuradores de Curitiba, ao contrário da banda brasiliense da operação, todos eles se consideram dotados de poderes superiores, como se viu na tentativa de ficar com parte dos recursos recuperados, ou de afrontar os tribunais superiores. Deslumbramento com poder quase nunca termina bem.

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124 comentários

  1. Essa Lava Jato (Moro,

    Essa Lava Jato (Moro, Procuradores Fanfarrões, Delegados aecistas, Janot et Caterva) são a máxima desgraça para o país.

    Ainda serão lembrados por séculos na História brasileira como os responsáveis pela total entrega e aniquilação de soberania do país, Joaquim Silvério dos Reis será apenas uma nota de rodapé.

  2. E quem é que vai conseguir enquadrar

    e colocar no seu devido lugar todo esse pessoal?

    E quando isso vai acontecer? Será que somente depois que o Brasil virar terra arrasada?

    Óbvio , arrasada para nós brasileiros , e um paraíso para os de fora que virão pegar a preço de banana as nossas riquezas e nosso futuro.

    E arrasada , claro , não para todos os brasileiros , pois sempre tem a minoria puxa saco eleita pelos de fora que aceita trocar o futuro de um país pelos espelhos e outros badulaques oferecidos em troca dessas riquezas.

  3. Não interessa a esta turma…

    … desmontar os fatores que efetivamente permitem e incentivam as relações incestuosas entre políticos e empresas, sejam públicas, sejam privadas.

    O que eles realmente querem é que nunca jamais faltem bandidos para eles combaterem. Como nos gibis da Marvel com super heróis. Se parassem de aparecer vilões, o que seria do Super Homem, do Batman e do Homem Aranha?

    No que depender desses caras, seremos eternamente crianças num colégio interno, tutelados por eles, rezando para que nunca cismem de nos considerar culpados de alguma coisa. Consideram-se ungidos por Deus, portadores de um mandato sagrado para limpar o Mal prendendo e condenando os maus (sobretudo, e quase exclusivamente, petistas e simpatizantes, ora!).

    Autoritarismo, punitivismo, extrema limitação cognitiva (são concurseiros que lêem o mundo pelo viés de suas decorebas), viés ideológico reacionário, moralismo, carolice, cooptação para funcionar como capitães do mato dos gringos. Estamos fritos debaixo das botas desses cretinos.

    • Exatamente. Por isso foram
      Exatamente. Por isso foram direto reinterpretar o parágrafo único da CRFB: “Todo poder emana do povo, em seu lugar será exercido pelo MPU, PF, Judiciário e pelos irmãos Marinho até que lei complementar estabeleça concurso publico para cidadania que deverá constar obrigatoriamente de prova objetiva, discursivas, oral e de titulos. Os aprovados serão sabatinados por uma assembléia de bandidos após o que, aqueles que forem aprovados, receberão um titulo de eleitor que os autorizará votar quando houver eleição. Os titulos serão entregues na rua Von Martius no Rio de Janeiro, ocasião na qual será realizada uma bonita festa de entrega de título de cidadãos do ano (as mulheres, gays, pretos, pobres (alfabetizados) e prostitutas receberão seus títulos nos termis da lei.

  4. Moro: a doi$ pa$$os do paraí$o.

    Sei não, seu Nassif, mas acho que essa gente toda do MPF, Moro, Janot e procuradores já está com a vida feita. Depois da entrega do pré-sal, da privatização da Petrobras e do desmonte da Eletronuclear, vão receber a sua parte em algum tax heaven. Em 64 se dizia que os militares, mesmo equivocados, agiram pelas motivações “patrióticas”, lá deles. Até se descobrir que o Kruel tinha levado U$ 1,5 milhão para trair o Jango. E que o DEA irrigava campanhas pelo golpe com muitos milhões de dólares, comprando o que fosse preciso via IPES-IBAD.

    Essa turma já negociou tudo com a matriz. O Temer já está pagando o pessoal daqui, congressistas e juízes, em reais. Moro e os procuradores vão receber em boa moeda e local seguro.

  5. O Brasil não é para “amadores”…

    Caro Nassif, você é um fera!

    A gente, os comentaristas, os administrados, a  massa de manobra, fica aqui lhe provocando para que você possa nos mostrar a bagagem estupenda!

    Então, vamos nessa!

    Ajude-nos Nassif! 

    Ajude esse país com a sua percepçao, sua reputação, sua história, enfim sua experiéncia jornalística!

    Ajude os “garotos”que alcançam ( com méritos, tudo bem)  um certo poder estatal ( acúmulo de soberania individual) mas  sem se preocuparem  com o resto do povo, ou se preocupam, não sabem agir nesse sentido.

    Vale dizer que um  “país” não se resume em  provas de múltipla escolha, aberta, oral e de “títulos”.

    Esse país necessita de gente boa!

    Gente que exerce um cargo público em prol do bem comum mesmo e de fato. Real!.

    Gente que compreende isso! Gente que sabe que enquanto uns furtam o erário e dormem com tornozeleiras eletrônicas,  outros dormem na rua, com o tornozelo e o resto do corpo  no frio!

    Precisaos de gente que,  mesmo com cheiro de “leite”,  sabe que para concorrer ao  cargo de presidente da repúbica, precisa ter 35 anos!

    Ops, Desculpem-me a “geração Y”!!!!

    É porque vocês não têm autorização legal para exercerem determinados cargos. São bons! Mas são incapazes, perante esse cargos.

    Indaga-se: como alguém que não tem 5 naos,  portanto, que  ocupa um cargo que não requer certa idade,  pode propor ou condenar alguém que só pode exercer um cargo cuja idade é superior à daquele?

    Vale a reflexão….

    Como disse alguém: o Brasil não é para “amadores”…

     

     

  6. Tudo que “eles” queriam.

    Entrega da petrobrás, paralização do submarino nuclear, criminalização das empresas nacionais no exterior, destabilzação do pais emergente e lider na região, destruição do pt e do maior dos brasileiros, o lider LULA: tudo o que os eua sonhavam.

    Quem fez o trabalho? 

  7. tem apoio dos EUA sim

    E graúdo. Não é atoa que o navio de guerra deles estava agora a pouco fazendo manobras no Rio de Janeiro, assim como em 64 chovia malas de dólares e houve também a esquadra Americana pronta para invadir e dividir o Brasil.

     

    com uma mala de dólares compraria todos os jornais da minha cidade, isso é fato.

     

     

  8. Tucanos, coxinhas e

    Tucanos, coxinhas e provincianos. Ou seja, agentes da CIA e quinta coluna em potencial, e de fato, quando lhes aparece a oportunidade. Não precisa ser espião de carteirinha emitido pela CIA para ser um traidor de seu país. Na prática o resultado para o Brasil é esse.

     O próprio Nassif afirma com grande propriedade:

    “Nenhum país sério aceita que suas empresas (ou cidadãos) sejam submetidos à jurisdição estrangeira.”

     A respeito disso, o departamento de estado americano está, em “competente” cooperação com a força tarefa da lava a jato, providenciando um greencard para o Youssef. O que terá que fazer o famoso doleiro? Simples, atuar como testemunha a favor dos investidores americanos no litigio contra a Petrobrás.

    Chamar os moços de idealistas ou de quinta coluna dá na mesma, o resultado não muda. É esse mesmo que a agente está vendo aí.  

  9. Nassif, a Globalização sempre

    Nassif, a Globalização sempre foi  um fenômeno que os EUA mantiveram sob seu controle com punhos cerrados, em todas as frentes possíveis: na  geopolitica desde há muito facilita a vida dos inimigos naturais da Rússia e China (japão, Taiwan) e mais um livro de coisas. Na globalização da  informação  controla a internet e as informações que ela oferece, foi o pioneiro dos sistemas  “GPS”, dos códigos de criptografia, aprendeu a controlar, a partir da crise de 2007, o “descontrole” do mercado de capitais,de forma a não arrasar a aposentadoria dos seus velhinhos e desestabilizar as economias dos outros.  Mapeou o planeta e até as ruas com seus satelites e google,  sempre um passo à frente na detecção de recusos naturais e gestão política dos locais onde eles se encontram, na utilização da cultura como porta voz do “destino manifesto”.

    Quanto ao Moro, pegue-se um juiz rígido, trabalhador e inteligente, que terá uma carreira medíocre pela frente e lhe dê a oportunidade de protagonismo na história de seu país. Devem ter tido outros candidatos a Moro por aí que não vingaram. Mostre-lhe óbvio: se for lutar contra todos vai perder e sutilmente sugira um alvo que  permita formar aliados fortes e vender à opiniao pública a ideia de lider da luta contra a corrupção. Por coincidência o lado sugerido é o alinhado aos interesses dos EUA. E seu bando, representado pela classe política e setores jurídicos, vêm sim sendo orientado, senão comandado com rédea curta e pouco capim desde os EUA.

  10. Alguns de nos velhos mineiros

    Alguns de nos velhos mineiros ainda nos lembramos da palavra “jeca” tambem.

    Os procuradores da LavaBunda sao jecas.

  11. Discordo da conclusão geral:

    Discordo da conclusão geral: “Não se julgue, portanto, os legionãrios da Lava Jato como quintas colunas, espiões, agentes da CIA e quetais”. Para mim, querendo ou não, eles são exatamente isto. Os resultados demonstram que nenhuma outra conclusão é possível. É o que são e assim devem ser lembrados.

    • Fascistas do Paraná

      Como disse o poeta, existe uma distância entre intenção e gesto.

      Se não houve a intenção de trair a soberania do Brasil, o gesto foi nessa inequívoca direção.

  12. Se não são quinta-colunas

    Se não são quinta-colunas entreguistas por que adoram comprar imóveis no estaites, fazerem cursos, receberem homenagens por lá??? Se não são agentes traidores da patria como aceitam informações de orgãos de espionagem estadunidenses contra cidadãos e empresas brasileiras?? Dizer que esse pessoal não sabe o mal que erstão fazendo ao país é chama-los de toscos, se são partidários até a medula o objetivo é claro; e preparados?? Não conseguem acabar com o crime organizado tupiniquim, de periferia, se arvoram a entrar no crime organizado internacional?? Vamos lá: quem está preso no caso helipóptero?? De quem era a ma=uamba? Quem pagou? De onde saiu a grana?? Esqueçam, na hora H são bagrinhos e começam a falar fino……

  13. ação americana

    Creio que relegar a ação americana a segundo plano é um equívoco. No livro “Legado de Cinzas- Uma história da CIA” são relatados os métodos de há muito usados pela CIA para desestabilizar governos pelo mundo afora; o enredo foi todo seguido na situação atual do Brasil.

    • ser sabido e ser esperto

      Entendi o que o Nassif quis defender. O jogo brasileiro até então era geopolitico onde o governo brasileiro falava de igual para igual com o governo americano, cada qual defendendo seus interesses. Porem, nesse jogo, nem todos aprenderam o valor das peças. Dilme, nesta visão, foi uma republicana sabida, deixou os peões correrem para matar a rainha e, na verdade um cavalinho (Aésnio) abriu a jogada que derrubou o rei, o estado e a soberania brasileira.

  14. Não cometi nenhum crime, pelas leis do meu país

    A alegação acima contém uma enorme dose de hipocrisia, mas é um conceito aceito nos EEUU e na Europa. Ou, pelo menos, era, até a Sarbane-Oxley.

    Ou seja, se um americano subornar um agente público nos EEUU isso é crime. Agora, se um americano sobornar um agente público estrangeiro no estrangeiro não deixa de ser corrupção, mas não há previsão na legislação americana para que ele seja punido no EEUU. Na Europa, até anos atrás, era inclusive possível descontar do imposto de renda os valores utilizados para corromper estrangeiros no estrangeiro. Chamavam-se “custos de promoção de negócios”.

    Para americanos e europeus, no terceiro mundo, ou seja, no resto do mundo, a corrupção de agentes públicos é parte do negócio. Pode ser até imoral, mas não é ilegal. Basta lembrarmos como é tratada a questão do turismo sexual, é análogo.

    Não existe pecado do lado de baixo da linha do Equador.

    Com os grandes escândalos na bolsa de valores americana do início dos anos 2000 houve um aperto nisso, inclusive com a legislação Sarbane-Oxley que exige auditoria e certificação para negociar no mercado de capitais americanos. Essa legislação prevê a aplicação de código de ética proibindo essa prática.

    Porém, não sei se a legislação penal desses países mudou, imagino que quando questionado publicamente, um corruptor americano ou europeu responda: não cometi nenhum crime, pelas leis do meu país.

    E tudo acabe por aí mesmo.

  15. Pena que não dão espaço ao

    Pena que não dão espaço ao Nassif pra ele expor suas análises – por exemplo, uma entrevista numa rádio bandeirantes num programa com o moderno josé paulo de andrade [rs] – e assim ela ser ouvida por pessoas que não leem o blog ou não fazem parte da internet – que é boa parte da população. 

    Sobre a diferença dos EUA e Brasil, lembro de 2008, com a crise americana, e o governo salvando a gm da falência. Aqui, no BRasil, provavelmente iam fazer uma festa a gente do MP no dia do fechamento da empresa. Enfim, um país sub como o nosso é guiado por ideologia – seja qual for. Lá, nos EUA, acima de tudo está o pragmatismo. 

    E como bolo de cereja ainda temos as análises refinadas duma Marilena Chauí – e aí você entende porque a esquerda aqui sempre dá com os burros n’água. rs 

  16. André Araújo no tabuleiro do Nassif

    Nassif consegue colocar os melhores comentários do André Araújo sobre o tema neste tabuleiro de Xadrez.

    O texto começa tentando suavizara a teoria da conspiração contra os EUA, mas, com os seus próprios argumentos se termina contradizendo, ao descrever a personagem 3, logo abaixo. A chave sempre foi a cooptação das elites dos países (cursos, viagens e etc.). A raposa não vê um inimigo na galinha, mas apenas uma presa. EUA não tem papel secundário não, mas um papel fundamental, como campo “magnético” que seduz as nossas elites.

    Não acho nada de sabidos aos procuradores e muito menos o Moro, que tiveram chances de aplicar isso muito tempo atrás e não apenas agora, para ferrar com o PT, pois, na era tucana, abafaram toda a operação do Banestado no Paraná, cujo epicentro estava nas mesmas mãos do Moro e Yussef.

    http://www.ocafezinho.com/2015/10/03/requiao-relembra-banestado-roubalheira-tucana-desviou-meio-trilhao/

    • André Araújo no tabuleiro do Nassif

      Concordo.

      A cooptação soft também é interferência. É óbvio o interesse americano nos “cursos” ministrados por lá aos “ignorantes do quintal”.  Melhor faria o governo brasileiro em trazer técnicos estrangeiros, não só americanos, para ministrar cursos aqui e sob a supervisão direta de brasileiros.

      Todo comerciante sabe que o grande problema é levar o consumidor até a loja. Lá ele pode ser seduzido pelos vendedores. O trabalho da propaganda é esse.

      Boa o lance da raposa, perfeito para a situação.

      Discordo de Nassif quanto ao papel secundário americano na queda tanto de Getulio, Jango como agora Silma. A chamada “elite” nacional entrou a defender seus interesses potencializada por agentes estrangeiros. Tanto que os alvos sempre o foram quando tivemos o erguimento da Petrobras e o desenvolvimento da nação. Não interessa competidores aqui no quintal. Ainda mais integrando o BRICS…

       

      • Ainda

        Aquele assunto da quebra das empresas brasileiras por conta da forma radical com que a corrupção está sendo combatida é tudo o que AA tem comentada aqui, desde sempre. Muita arma em punho, prisões midiáticas, mas, pouca inteligencia em fazer o seu trabalho em forma discreta e eficiente, preservando os empregos e as empresas. Isso demonstra o fundo político do trabalho do MPF e do Moro.

    • As elites daqui já são

      As elites daqui já são cooptadas a tempos.

      Os EUA já conquistaram os corações e mentes da nossa elite e classe média a mais de 50 anos.

  17. Atualmente, para uma

    Atualmente, para uma conspiração dar certo, dada a enorme quantidade de informações disponíveis na internet e a velocidade com que circulam, os conpsiradores primeiro precisam fazer as pessoas acreditarem que tudo não passa de uma teoria da conspiração. Honduras – Paraguai – Brasil – primavera arábe: mera coincidência?

    • Adivinha quem criou a

      Adivinha quem criou a expressão “teoria da conspiração”?

      Um lance genial. Funciona que é uma maravilha. Nas análises, rodeios e mais rodeios para evitar o enquadramento na categoria de adeptos da teoria, mesmo em situações óbvias.

  18. Mais uma análise certeira e

    Mais uma análise certeira e um texto maravilhoso. 

    Fica a sensação de que o viralatismo e o complexo de colonizado é forte nos integrantes da lava a jato, provincianismo que se manifesta numa praga brasileira conhecida como messianismo.

    Embora, devamos admitir que a operação trouxe boas coisas para o país forçado admitir que na área penal e processual penal trouxe retrocessos flagrantes como a banalização da prisão e a tortura psicológica como métodos de investigação.

    Uma coisa é certa ninguém suporta mais a arrogância da turma da república do paraná.

  19. Esse texto é sem dúvida a

    Esse texto é sem dúvida a melhor defesa dos agentes externos idealizadores e dos agentes internos executores do plano golpista.

    A sofisticação da intelingência da nação imperial é de tal magnitude que ela consegue conquistar mentes de alto nível do jornalismo nativo para esculpir com a máscara de inocentes heróis idealistas e competentes os agentes golpistas, cooptados e infiltrados no aparelho estatal nacional e, ainda, de bandeja, culpabilizar a alta cúpula do Estado e do governo anterior de não saber defender a nação.

    É óbvio que os agentes externos do golpe tinham outros objetivos além de combater seletivamente a suposta corrupção  de um partido no poder e de seus membros.

    É mais do que óbvio que eles visavam obliterar a continuidade do desenvolvimento econômico nacional,  o fortalecimento de mecanismos de defesa dos recursos naturais e da soberania nacional e o desenvolvimento de uma política externa voltada para tornar a nação um dos grandes players do mundo, ousando até propor modificações no Conselho de Segurança da ONU.

    Envolveram os imberbes concursados em cursos de treinamento, mestrado e doutorado, financiados pela nação hegemônica, no combate seletivo à corrupção e, praticamente, conseguiram destruir o país, jogando no lixo da história as grandes empresas de engenharia nacional, entregando a preço vil a maior riqueza nacional e o patrimônio estatal, fragilizando o poder militar como mecanismo maior da defesa nacional e fazendo retornar a política externa que, no passado, nos caracterizava como uma republiqueta de bananas.

    Além de achacados, pisoteados, humilhados, é de doer termos que ler, em nome de uma pretensa leitura factual e isenção jornalística, textos em defesa da inocência daqueles que agiram premeditadamente para nos levar à situação atual.

    O combate à corrupção é uma atividade contínua e permanente do Estado. Não pode ser transformado num projeto político de tomada de poder sem a legitimidade do voto popular, para permitir o alinhamento de uma nação com o projeto geopolítico do império.

  20. Samba do crioulo doido. Muitos e erros e acertos.

    Prezao Nassif, prezados leitores.

     

    Sempre leio com atenção as crônicas desta série, intitulada “O xadrez…”.

    A crônica de hoje começa mal, com três constatações absolutamente falsas, as de números 1, 2  e 3. A prova de que são falsas está na constatação de número 4 e na análise dos ‘personagens’.

    Fico surpreso quando leio tolices toscas como as elencadas nas ‘constatações’ 1, 2 e 3, sobretudo porque escritas por um jornalista experiente como Luís Nassif. Essas constatações são tão verdadeiras como uma cédula de R$7,00, assim como aquelas manifestações de 2013 eram apenas o protesto de ‘jovens descontentes’ com os serviços públicos e com o sistema de representação política. Cai na real, Luís Nassif. Esta tua crônica é um samba do crioulo doido, cheia de absurdos e de análises acertadas. Não consigo entender tua obsessão em agradar todos os lados. Sê claro e objetivo, como o subprocurador geral da república, Eugênio Aragão. Aliás, deverias tê-lo ouvidos, antes de escrever esta crônica sem nexo, lógica ou unidade.

    Por fim lembro que o MP, muito mais do que sabido e esperto, deveria ser sábio. Mas sabedoria não combina com prepotência e messianismo; daí que com essses procuradores da ORCRIM da Farsa a Jato jamais teremos um MP sábio, preocupado com os interesses nacionais – sobretudo os estratégicos -, com a preservação da ordem democrática e com a inclusão social. A corrupção só será extinta quando o último representante da espécie humana o for.

  21. Já que se falou no idealismo

    Já que se falou no idealismo dos integrantes da lava jato e, na conclusão, acrescenta que a prepotência lhes subiu às cabeças, vamos lembrar de uma frase de Thomas Merton sobre a ética como ciência prática. A ética existe para a pessoa atingir seus fins como ser humano. “A sua ética dependerá, então, de sua antropologia e de sua metafísica. Quando nunca se ouviu falar de antropologia ou de metafísica, a ética não será nada mais do que um conjunto  de slogans destinados a simplesmente justificar a conveniência.” *A Fisosofia do Direito pode muito bem esclarecer os dilemas de um julgador e integrar à sua própria  condição de cidadão como outro qualquer do planeta. Pela mostra paulista da lava jato, alguns não diferenciam Hegel de Engels.

    “Merton, Thomas. Amor e Vida. Martins Fontes.2004.

  22. Nem uma coisa nem outra

    Nem sabidos nem espertos. Idiotas mesmos. Uma simples aula sobre as mazelas sistema politico brasileiro, sobre a importancia estrategica das empresas privadas e estatais seria suficientes. Se não entenderam, é por que não querem. É por que agem de maneira corporativista e lutam por poder e fama. Mal sabem eles, o lugar que a história lhes reserva, e o desprezo que boa parte da população pensante desse pais, lhes dispensa. Idealistas meus ovários …

  23. Contradição

    Nassif,

    Há muito você fala do idealismo dos participantes da Lava Jato.

    Haverá idealismo? A força tarefa da Lava Jato – parte de seus membros – e o Juiz Sérgio Moro participaram da investigação do Banestado. Vale lembrar: essa investigação envolvia a alta cúpula do governo tucano de FHC, e os valores desviados, de tão exorbitantes, motivaram a justiça americana a tomar uma atitude inédita na história dos Estados Unidos. Ela mandou quebrar o sigilo bancário de TODAS as contas no estado de Nova Iorque, de forma a viabilizar o rastreamento que a PF realizava – sendo, obviamente, interrompida.
     
    Uma nota da IstoÉ na época da CPI do Banestado apontava que ao menos um (ela cita-o nominalmente, porém menciona um número maior de procuradores) dos membros da força tarefa da Lava Jato trabalhava para obstruir as investigações.

    O idealismo teria surgido desde aquele momento?

    O pior tipo de corrupção é aquela que se espalha no poder Judiciário. 

     

  24. Nassif, é por tudo isso que o

    Nassif, é por tudo isso que o essencial ao País neste momento é a derrubada da LJ.

    Se Lula, Dilma e o PT tivessem um mínimo de noção de Estado, eles ja teriam feito uma aliança tática com Temer, Renam, Gilmar, talvez até com Cunha, vizando esse fato.

    Dilma deveria reconhecer  a sua burrice extrema ao dar força a este monstro e sair de cena.

    Temer ficaria até 2018 para tentar  recolocar o País em ordem. Daí haveriam novas eleições e pronto. Se Lula quisesse poderia ser candidato.

    Mas estão todos loucos, querendo levar o País para o buraco nesta guerra insana. Desse jeito vamos ficar 4 anos em recessão, o País vai definhar.

    Até por que não há outra opção. Dilma não vai voltar de qualquer maneira. E, se continuarmos assim, Temer vai capengar até 2018, com o País em ruínas. É muito pequeno esse pensamento de esperar Temer afundar o País para o PT voltar em 2018, é ridículo, é muito tempo.

    Outro ponto equivocado, através do xadrez de ontem, é quem está “torcendo” para a lava jato contra o Darth Vader.

    Esse cidadão apesar de deletério tem visão de Estado muito mais apurada que estes loucos da LJ. No mínimo ele tem compromisso com seus próprios negócios, seria como um Cunha mais refinado.

    Já os maluquetes não tem compromisso com nada, a não ser com sua estabilidade no emprego e as próximas férias em Miami.

     

     

    PS: Ontem em Ribeirão Preto houve mais umm assalta espetacular a uma dessas empresas de valores. Falam em 60 milhões de roubo e milhares de tiros disparados de fuzil. Um Policial Rodoviário morto. A politica do Chuchu tadinha, nem viu a cor do escapamento dos 10 carros utilizados na ação. Pensei que o Governo Temer deveria deslocar a nossa valoroza PF para combater esses marginais. Não é a PF que está limpando o Brasil ? Não são eles que gostam de levar fuzis para prender velhinhos desarmados ? Será que não gostariam de usar os fuzis que portam, dessa vez contra fuzis de verdade ?

    Fica a dica.

     

    • Daniel P, a sua visão de

      Daniel P, a sua visão de Brasil implica na destruição de direitos trabalhistas e entrega do pré-sal, pq na verdade, se for feito o que vc propõe, Temer destrói todo e qualquer futuro do Brail até 2018, e Lula entra precisando de 2/3 de congresso que ele jamais terá para reconstruir o Brasil destruído por Temer. 

      A sua proposta é deixar Tmer destruir o país em paz e entregar tudo o que é nosso, com Lula candidato para a tarefa IMPOSSÍVEL de desfazer o que temer Fez. 

      Na prática, temer destrói qualquer esperança de autonomia para o país (Que acho que no fundo é uma ideia que você defende), o PT e o PMDB se implodem politicamente para anular a lava-jato, e no fim, depois do PMDB aplicar o programa do PSDB, o “Ético” PSDB ganharia em 2018, dizendo que não teve anda a ver com isso…

      Sinceramente, eu preferiria uma guerra civil ao cenário que você propõe. Melhor ver o país morrer de pé do que ser eternamente arepública bananeira que vc propõe. Prefiro arriscar o Brasil virar uma Síria do que ser um Paraguai ou Honduras. O Povo Brasileiro é um povo debosta, extremamente pacífico, que aceita tudo. Queria que esse povo dissesse basta. 

      Aí nosso futuro seria decidido de vez, se viraríamos um país de verdade, ou se acabariamos de vez. A sua opção favorita, de sermos uma república bananeira, eu decididamente recuso.

  25. Não fica bem a um jornalista
    Não fica bem a um jornalista conceituado como o Nassif se expor à pecha de “radical”, “esquerdista”, por isso ele utiliza artifícios de retórica: as quatro constatações iniciais, aparentemente ingênuas, de quem parece nunca ter lido o Prof. Moniz Bandeira ou outros analistas de geopolítica, são uma atenuante, para em seguida falar todas as verdades que necessitam ser faladas. Engenhoso.

  26. É o petróleo, idiotas!

    Os EUA não pouparão esforços para se apoderarem das reservas de petróleo do pré-sal. E o motivo é simples: não existe, até hoje, substituto para o produto que toca todos os parques industriais ao redor do mundo. Qualquer país com parque industrial necessitará de fornecedores confiáveis ou acesso garantido a reservas dessa commodity no futuro. Sem isso estarão fadados a verem seus parques industriais paralisados. Os EUA sabem disso e há muito tempo. Por isso eles gastam o dinheiro que for necessário para evitar essa previsível tragédia futura. E eles possuem uma vantagem única sobre todos os demais países do mundo. Explicando melhor: todos os países do mundo são obrigados a extrair e vender matérias primas e produtos para obterem a moeda US$, para, com ela, honrarem seus compromissos internacionais e formarem reservas. O único país que não está obrigado a essa prática são os EUA porque são eles os donos da máquina que fabrica essa moeda, que possuí curso forçado garantido pelo acordo de Bretton Woods, NH, EUA, 1944. E ainda tem gente que acredita nas boas intensões dos EUA em termos de “cooperação”. É o petróleo, idiotas!

  27. Nassif, no conjunto a obra

    Nassif, no conjunto a obra são 5ª coluna sim. Não dá para poupa – los, principalmente depois que o resultado conquistado foi alcançado de colocar a turma mais corrupta e vendilhões no poder.

  28. O mundo é complicado e o simples e elegante não é para todos

    Na verdade, para conduzir o mundo você não precisa deter todos os conhecimentos, basta ser melhor do que os outros.

    A cibernética e a telemática nos dias de hoje, junto com os computadores de grande capacidade, grandes bancos de dados e os algorítmos de inteligência artificial só confirmaram o que os que já controlavam o planeta já sabiam desde antes do Egito Antigo há 10.000 anos atrás: 

    a) Que o mundo é complicado;

    b) Que existem várias formas de tentar entendê-lo e controlá-lo;

    c) E que uma destas formas é melhor do que todas as outras.

    Concluo, alô Bill Bonner rsrsrsrs.. (se tem uma coisa que ele fala é não conclua, não conclua,…, deixe os outros concluirem por si só) é que a Dona Dilma poderia ter usado a Astrologia, o Tarot e a Geometria para dar Rumo, Norte e Estrela para o Brasil, mas não acordou a tempo para o contra-ataque dos que nos exploram e escravizam, assim, continuamos esperando Godot.

  29. Nassif, não é papel dos

    Nassif, não é papel dos promotores e procuradores “ser esperto” simplesmente porque entre as atribuições destes especialistas em acusação não está “pensar o país”. Ministério Público serve para apoiar o Judiciário no processo de depuração dos costumes, denunciando, em nome da sociedade, aquilo que está fora da lei – e só.

    Quando perguntamos a um membro do MP se ele acha que está melhorando o país com sua conduta, é claro que ele falará que sim, porque “os políticos passarão a agir com honestidade”, ou porque a sociedade, com medo de uma punição, pensará duas vezes antes de agir de forma corrupta. Ele não está preparado para pensar fora da caixa das punições – isso é coisa para mediadores, ou conciliadores, que tem que ser políticos desde o princípio, a fim de levar interesses conflitantes a um denominador comum.

    Esperar do MP que pense o país como um todo é inútil. Eles acham que depurar os costumes é o mais importante, e que um país honesto, porém desigual e falido, é muito mais importante que um país desenvolvido, porém cheio de “safados”.

    Que os malandros nos salvem, portanto.

  30. Nenhum governo americano se intrometeu no Brasil

    Nenhum governo americano se intrometeu no Brasil ou se intrometerá, a questão é basicamente empresarial, com os grandes conglomerados mandando tanto no governo brasileiro quanto americano

    Obama é uma figura simbólica, não consegue mudar nem mesmo a questão do porte de armas para cidadãos americanos, lá o congresso é muito mais forte que o presidente, e as empresas são muito mais fortes que o Congresso

    Não há motivos para crer que o Juís Sérgio Moro trabalhe para os americanos, a sua ideologia política em favor do PSDB, como ressaltou o nassif, já deixa claro o uso do Judiciário como instrumento de troca de poder no país

    Mas se a justiça e as elites do país têm um problema com o PT o PSDB tem um problema com a população em geral, pois nunca mais vai ter votos suficientes para comandar o país, não depois que foi o desatre do governo FHC onde só ganhou dinheiro quem tinha dinheiro e o resto da população foi jogada na miséria

    A sutileza dos movimentos políticos internos não passa de uma briga das empresas americanas com as empresas brasileiras, todas as áreas de atuação mundial das empreieterias nacionais estão recuando por conta do abate de seus gestores, são empresário há anos acostumados a mamar nas tetas do governo desde a ditadura, mas que com o Lula viram a oportunidade de expansão de seus negócios mundo afora, uma expansão genuinamente brasileira

    É isso que as empresas norteamericanas não devem e nem podem permitir: a ascensão de uma burguesia nacional sem comprometimento com suas políticas de expansão, os negócios feitos com a China, Venezuela, Rússia e demais permitiu ao Brasil alçar o seu maior vôo desde os tempos de Cabral, e se os brasileiros, não os lesa-pátria (coxinhas), tivessem se dado conta do quanto de dinheiro foi perdido pela Odebrecht e demais empresas depois da perseguição política do Moro, não teriam dado apoio incodicional à lava-jato, ou teriam dado, mas sem comprometer as empresas, por outro lado a mídia chamou a essas alianças estratégicas de Bolivarianismo, pode?

    Não tem nada a ver com política, tudo sempre foi a luta pelo lucro, o Brasil de hoje pode ser comparado ao Maranhão: quando acusaram Flávio Dino de querer implantar o socialismo no Maranhão, o mesmo respondeu que para implantar o socialismo no Maranhão teria primeiro que implantar o capitalismo porque o maranhão ainda não saiu do patrimonialismo clássico: confusão do privado e a subsmissão do público a famílias tradicionais do maranhão, com o resto do Brasil é isso: a submissão dessas famílias patriminialistas aos interesses estrangeiros, passando pelos marinho, civita, barbalhos, neves, sarneys e por ai vai, em detrimento dos interesses de quem realmente trabalha pelo país.

    Falta-nos uma burguesia nacional para chamar de nossa e por isso que fede tanto…

     

    http://exame.abril.com.br/revista-exame/edicoes/1093/noticias/o-risco-odebrecht

    http://www.pragmatismopolitico.com.br/2016/03/sergio-moro-e-as-perguntas-que-nao-querem-calar.html

    http://eleicoes.uol.com.br/2014/noticias/2014/10/08/comunista-dino-promete-choque-de-capitalismo-no-ma.htm

  31. O artigo esgota o tema. E

    O artigo esgota o tema. E pratica dos EUA desde a Segunda Guerra uma pratica de doutrinação , na visão deles no bom sentido, para abraçar corações e mentes de estrangeiros em relação ao “American way of life” em todos os campos da cultura, da economia, da politica, das profissões. Há dois tipos de sensibilidade em relação a cursos e treinamentos nos EUA: pessoas de formação mais sofisticada, que já saem do Brasil com boa base cultural e visão de mundo com certo grau de informação ampla, são menos sensiveis a esses “cursos”. O perigo está nas pessoas mais simples que tem uma visão de vida e de mundo limitada ou provinciana. Ai o efeito dessa dutrinação é devastador porque age como se o paraiso fosse revelado, uma uma lavagem cerebral evidente sobre mentes virgens de maiores conhecimentos.

    Tive uma experinecia propria sobre esse tema, em 1974 a empresa de minha familia foi vendida a uma multinacional americana, das maiores naquele tempo e hoje, com sede em St.Louis, no Missouri. Depois da compra eu continuei como diretor presidente por contrato e no segundo mês começaram a levar gerentes para cursos nos EUA. Era uma empresa familiar e os gerentes eram pessoas simples do ABC paulista, voltaram completamente transformados, outros pessoas, falando exaustivamente sobre a viagem, sobre o que viram, pareciam convertidos em uma nova religião,

    entusiasmados com tudo o que vivenciaram, não só nos cursos ma tambem na cidade, na organização da vida, ficaram “americanizados fanaticos” , deslumbrados porque o choque entre sua vivencia simples e uma civilização mais avançada foi muito grande e dado de uma só vez sem tempo para absorção e reflexão.

    Essa “doutrinação” levada a cabo nos centros de ensino, governamentais ou privados, nas empresas, nos “think tanks”m

    não se resume apenas à tecnicas mas inclue, de proposito, a transferencia de valores e posturas da civilização americana, sua ética que tem pontos positivos e negativos, como toda civilização tem, ao proporcionar cursos

    eles fazem isso na melhor das intenções, não é algo maligno na visão deles, mandaram 400 mil jovens ao exterior nos PEACE CORPS, para regiões inospidas e perigosas, é uma visão de pregador que quer ganhar convertidos, se isso faz mais mal do que bem, na percepção dos americanos eles só estão promovendo o bem.

    Essa leitura pode ser feita de varias formas, a mais simploria delas é manejar “teorias da conspiração” que são falsas.

    O apoio tem sim valor geopolitico mas os EUA acham que estão ajudando e não atrapalhando os paises receptores. Foi assim no Plano Marshall, foi assim no Acordo do Trigo com o Brasil na decada de 40, desse acordo e da Missão Abbink e da Missão Cooke saiu a ideia e os recursos para criar o BNDE e o primeiro plano de desnvolvimento integrado.

    Um caso famoso desse processo citado por George Kennan em seu primeiro livro A RUSSIA E O OCIDENTE, um classico, narra a ação da Comissão Hoover, no fim da Primeira Grande Guerra, que levou trigo à uma Europa devastada e faminta. Hoover, que depois seria Presidente dos EUA, ofereceu enviar grande volume de alimentos à Russia então recem convertida ao comunismo, Lenine agradeceu a generosidade mas não aceitou as condições da Comissão Hoover. Os americanos queriam controlar a distribuição da farinha dentro da Russia e Lenin não aceitou essa condição,

    o povo continuou faminto mas Lenine tinha sua propria logica de poder, disse ” se nós não podemos controlar a distribuição de que nos serve a farinha?”.

    Há sim uma logica de poder nesses cursos nos EUA, mesmo que na visão deles exista boa intenção. Esses cursos para procuradores e juizes nos EUA deveriam a meu ver ser totalmente vedados a nossos operadores do Direito porque se aproximam muito dos riscos geopoliticos de doutrinação real. Uma coisa é dar cursos para médicos, outra coisa muito mais perigosa e dar cursos para procuradores e juizes porque ai não se trata de técnica e sim de VALORES E PRINCIPIOS e isso diz respeito à politica, estamos submetendo funcionarios brasileiros à doutrinação politica e isso vai contra os fundamentos de grandes Estados nacionais que tem seus proprios objetivos geopoliticos, ai incluindo principios de aplicação do direito sobre a sua realidade nacional que não é a mesma dos Estados Unidos.

    • Perfeito AA, inclusive o

      Perfeito AA, inclusive o exemplo que voce vivenciou. Agora um “adendozinho”. Fica muito dificil ver “boa intensão” ou achar que está ajudando, quando os EUA instruem juizes e procuradores brasileiros para “combater” corrupção na Petrobrás e nas grandes empreiteiras multinacionais brasileiras.

      Aí o objetivo é óbvio e cristalino, acabar sim com a concorrência ( a unica a ameaçar na AL) e abrir caminho para as empresas americanas no pré-sal. Estão errados? Não, cabe ao governo defender os interesses nacionais. Não tem bonzinho nem mauzinho. 

      Nesse sentido nossos provincianos concursados, aqui e lá, jamais entenderam direito o que é o american way of life. Se entendessem seriam lulistas de carteirinha.

    • Muito bom o aparte do A.A.

      Muito bom o aparte do A.A.

      Só não leva as 5 estrelas pois me pareceu que esta “doutrinação bem intencionada” dos americanos também o contaminou, pois achar que um país imperialista, fomentador de guerras, desrespeitador da não ingerência contumaz, faz filantropia inocente é um pouco demais…

    • …”os EUA acham que estão

      …”os EUA acham que estão ajudando e não atrapalhando os paises receptores.”

      O que eles acham é problema deles, caro André. Não dá para “comprar” a visão que esse país tem exceto se você for cidadão de lá.

      A meu ver é preciso manter o foco no que é bom para nós, discernir o que é ponto de vista deles e o que é ponto de vista nosso.

      Desde quando o que diz um “americano” pode ser interpretado como verdade para todos. Não que não seja da cultura daquele país a assertividade inclusive agressiva e até violenta de seus piontos de vista. Mas entre um bater e o outro aceitar apanhar vai uma distância enorme, hein?

      Sei que há até quem dê credibiliadde e importância só de ouvir a pessoa falando no idioma inglês dos EUA, como se nesse idioma não coubesse bobagens, mentiras, ignorância… Só pelo som do idioma, mesmo. Mas veja, as enormes bobagens ditas naquele idoma:

      [video:https://www.youtube.com/watch?v=odKBE22yaPA%5D

      Lembrei de Caetano Veloso, em “Língua”:

      “Nós canto-falamos como quem inveja negros que sofrem horrores nos guetos do Harlem…”

    • …”os EUA acham que estão

      …”os EUA acham que estão ajudando e não atrapalhando os paises receptores.”

      O que eles acham é problema deles, caro André. Não dá para “comprar” a visão que esse país tem exceto se você for cidadão de lá.

      A meu ver é preciso manter o foco no que é bom para nós, discernir o que é ponto de vista deles e o que é ponto de vista nosso.

      Desde quando o que diz um “americano” pode ser interpretado como verdade para todos. Não que não seja da cultura daquele país a assertividade inclusive agressiva e até violenta de seus piontos de vista. Mas entre um bater e o outro aceitar apanhar vai uma distância enorme, hein?

      Sei que há até quem dê credibiliadde e importância só de ouvir a pessoa falando no idioma inglês dos EUA, como se nesse idioma não coubesse bobagens, mentiras, ignorância… Só pelo som do idioma, mesmo. Mas veja, as enormes bobagens ditas naquele idoma:

      [video:https://www.youtube.com/watch?v=odKBE22yaPA%5D

      Lembrei de Caetano Veloso, em “Língua”:

      “Nós canto-falamos como quem inveja negros que sofrem horrores nos guetos do Harlem…”

    • Abraçando corações mentes

      O colunista Araujo não mede esforços para distribuir abobrinhas: ”Desde a Segunda Guerra a doutrina do governo dos EUA é para abraçar corações e mentes de estrangeiros em relação aos campos da cultura, da economia, da politica, das profissões e do estilo de vida deles.”  Noam Chomsky também concorda que a Segunda Guerra seja um divisor de águas: ”os EUA promoveram o enfraquecimento ou a literal destruição de todos od rivais industriais. Nunca foram atacados em casa e triplicaram a própria produção industrial às custas dos rivais.” Para tanto, a ordem de direita tinha de ser restabelecida a qualquer custo (dominação dos empresários, enfraquecimento dos sindicatos, com o peso da reconstrução inteiramente nas costas da classe trabalhadora e operária. O principal obstáculo dessa ”doutrina” foi a resistência antifascista. Para contê-la, os EUA reprimiram meio mundo, instalando colaboradores fascistas e nazistas, sempre corruptos. Chomsky considera ser esse o primeiro capítulo de qualquer libro de história, sério, do período pós-guerra.

      As duas correntes na gestão da doutrina citada pelo colunista AA:

      A corrente dos Falcões reunidos no Memorando 68 do Conselho de Segurança Nacional (de 1950) com as idéias do Dean Acheson e Paul Nitze: “Empurrar para trás”. Armar continuamente barracos dentro da URSS, para negociar um pacto futuro, ”em nossos termos.”
      A corrente das Pombas-rolas reunidas com George Kennan. Criaram uma rede liderada por Reinhard Gehlen, que havia dirigido a inteligência militar nazista na Frente Leste. Essa rede de aliança EUA-nazistas, absorveu os piores criminosos de guerra e estendeu suas operações para a América Latina e outras partes do mundo. Incluíam um exército secreto, patrocinado pela aliança EUA-nazistas, encarregado de fornecer agentes e provisões militares a exércitos que tinham sido criados por Hitler e que, no início da década de 1950, ainda estavam operando na União Soviética e no Leste Europeu. Chomsky: ”esse fato é conhecido nos EUA, mas considerado insignificante. Imaginem se descobríssemos, por exemplo, que a URSS enviara agentes e provisões a exércitos comandados por Hitler, operantes nas Montanhas Rochosas…”  

      A titulo ilustrativo e sempre no âmbito da doutrina citada por André Araujo (abraçar corações e mentes de estrangeiros em relação ao “American way of life”) é preciso conhecer o que escreveu o major Ralph Peters em 1997, no  “Constant Conflict: a look behind the philosophy and practice of the US push for domination of the world’s economy and culture”. US Army War College: Parameters, Summer 1997, pp 4-14. : ”Não existirá paz. O escopo das FFAA estadunidenses é o de manter o mundo desimpedido para a nossa economia e de abri-lo ao nosso assalto cultural. Para isto deveremos matar uma discreta quantidade de pessoas.”

      Nove fatos da doutrina de ”abraçar corações e mentes”:

      1.   Os EUA decidiram que grande parte do mundo era fonte de matérias–primas e mercado pras empresas deles. Ponto. Numa reunião de embaixadores latinoamericanos, em 1950, George Kennan declarou que chegara a hora de combater “A idéia absurda de governo com responsabilidade direta pelo bem do povo.”  O que fazer: pau neles  —  porque os comunistas são essencialmente traidores. Não era novidade. O governo do Woodrow Wilson já havia declarado o significado prático da ”Grande Caceta” na doutrina Monroe. E agiu de acordo com esse pensamento ao invadir, entre outras coisas, o Haiti e a República Dominicana, onde seus soldados assassinaram, destruíram e demoliram o sistema político vigente, deixando as empresas dos EUA no controle e preparando o cenário para futuras ditaduras, sempre brutais e absolutamente corruptas, de direita.

      2. Itália  —  Seguindo o conselho dos ingleses (que não queriam abraçar corações e mentes de ninguém), os EUA impuseram uma ditadura de direita liderada pelo fascista marechal Badóglio e pelo baixinho Vittorio Emanuele III, também colaborador fascista.  Na Itália, um movimento de base operária e camponesa, liderado pelo Partido Comunista, havia enfrentado, ”no tapa”, seis divisões alemãs durante a guerra e libertado o Norte da Itália. Quando as forças estadunidenses avançaram pelo sul, tirando fotografia e posando para cinegrafistas, sabiam que o serviço já estava feito; imediatamente disarmaram e dispersaram a resistência antifascista e restauraram a estrutura básica do regime fascista anterior à guerra.

      Curiosidade italiana em 1964: talvez muitos brasileiros não saibam mas o primeiro personal computer da história é invenção exclusivamente italiana. Foi imaginado, progetado e realizado por quatro rapazes piemonteses e depois comercializado pela Olivetti. Alta traição: Em 1964, os FHC e Temer italianos, blocaram a novidade obedecendo ordens expressas da Casa Branca: venderam o progeto pra General Electric e destruiram a Olivetti. O PC chamava-se PROGRAMMA 101 e foi usado até num programa espacial da NASA.  –   PS: Em 1971, o italiano Federico Faggin, trabalhando na Intel Corp. (fundada em 1968 por Robert Noyce e Gordon Mure), criou o Intel 4004, o primeiro microprocessor da história e bisavô do Pentium. Os desinformados ao redor domundo consideram Steve Jobs engenhoso como Leonardo da Vinci!!

      3. Grécia  —   Os nazistas retiraram-se e os britanicos ocuparam o lugar. Impuseram um regime tão corrupto que provocou nova resistência. Em 1947, os EUA, para abraçar corações e mentes de gregos e troianos, apoiaram uma guerra assassina, que resultou em 160.000 mortes. Foi uma guerra repleta de torturas, exílios políticos de dezenas de milhares de gregos, e aquilo que chamaram “campos de reeducação” para outras dezenas de milhares de pessoas, destruição de sindicatos e nenhuma possibilidade de independência política.  A Grécia foi decididamente colocada nas mãos de investidores estadunidenses e empresários locais, enquanto grande parte da população teve de emigrar para sobreviver. Os beneficiários foram aqueles de sempre: os colaboradores nazistas. As principais vítimas foram os trabalhadores e os camponeses da resistência antinazifascista, liderada pelos comunistas. A Grécia continua na merda.

      4. Japão  —   Em 1947, o governo dos EUA imbuido – sempre –  das melhores intenções, reprimiu os sindicatos, forças democráticas e colocou o Japão firmemente nas mãos dos fascistas que apoiaram o malvadissimo regime imperial japonês e criaram um sistema misto de poder estatal e privado que dura até hoje, praticando revisionismo histórico. Ser prisioneiro politico (comunista) no Japão é pior que viver no tempo da ”santa inquisição”.

      5.  —   Coréia. Quando Os EUA entraram na Coréia, em 1945, dissolveram o governo popular local, composto basicamente de antifascistas, que resistiram aos japoneses. Para abraçar corações e mentes, os EUA inauguraram alí uma repressão brutal, usando a polícia fascista japonesa e coreanos que haviam colaborado com os japoneses durante a ocupação. Cerca de cem mil pessoas foram assassinadas na Coréia do Sul antes daquilo que foi chamado Guerra da Coréia. Inclusive, foram mortas entre trinta e quarenta mil pessoas durante repressão a uma revolta camponesa, na pequena região da Ilha de Cheju: ”uma prática de doutrinação para abraçar corações e mentes de estrangeiros em relação ao American way of life”.

      6. — Guatemala, o país mais importante da America Central. O primeiro governo democrático da história da Guatemala, inspirado no New Deal de Roosevelt, provocou o grande antagonismo dos EUA. Em 1954, com Eisenhower, a CIA transformou a Guatemala num inferno em terra. Desde então, manteve-se assim, com intervenção e apoio regular durante os governos Kennedy, Johnson, Carter, Reagan e Bush. O ator Reagan disse recitando, ao receber as credenciais do embaixador da Guatemala, em janeiro de 1984, ”Os nossos dois países tendem aos mesmos fins: pluralismo, respeito dos direitos humanos, paz, justiça social e progresso econômico.” Até o criminoso Kissinger, contendo a gargalhada, reconheceu que as FFAA guatemaltecas cometeram ”massacres moralmente inaceitáveis” contra os civis.


      De 1954 até o final da década de oitenta, morreram cerca de 83 mil pessoas, 100 mil refugiaram-se no Mexico e cerca de 1 milhão foram transferidas. A Guatemala tornou-se o açougue que é até hoje, com a intervenção regular dos Estados Unidos sempre que as coisas ameaçam sair fora da linha. A Igreja do Verbo, seita fundamentalista estadunidense, apoiada por seitas protestantes, transformou-se em centro de poder; os EUA continuam influentes graças ao abraço dos corações e mentes das oligarquias corruptas locais.

      7. — Grenada. Ilha caraibica na época tinha cerca de 100 mil habitantes. Produz noz-moscada, e mal pode ser encontrada no mapa. Quando Grenada iniciou uma tímida revolução social, presidida pelo jovem advogado Maurice Bishop (obtendo resultados positivos na finança, no trabalho, na saúde, na educação, na luta contra a droga, com taxa de crescimento na ordem de 5,5% e construção de um aeroporto internacional para dinamizar o turismo e favorecer uma economia autonoma), a Casa Branca agiu imediatamente ”contra a séria ameaça à segurança nacional dos EUA.”

      Para abraçar corações e mentes dos locais, chegaram a violar todos os tratados internacionais e por isso condenados mundialmente. Somente os governos lacaios de El Salvador, Costa Rica, Guatemala, Honduras e Paraguai, concordaram com o dos EUA. Na verdade a invasão fora planejada pelo Pentagono mais de três anos antes do assassinato de Bishop. Simplesmente aproveitaram a ocasião do atentado ao Comando Geral dos Marines em Beirut para agir. A ação criminosa e covarde foi pensada pra testar a reação da URSS e das FFAA cubanas, além de servir de teste para uma eventual invasão da Nicaragua. Mesmo com todo a pose de Rambo, 7.500 soldados bem armados pela maior potência militar da Terra, suaram muito. Precisaram de uma semana inteira de duro combate!!

      8. — Nicarágua. A Nicarágua é tão importante para o empresariado americano que ela poderia sumir do mapa que ninguém perceberia. A mesma coisa com El Salvador. Mas ambos foram submetidos a assaltos homicidas pelos EUA, com o custo de centenas de milhares de vidas e muitos bilhões de dólares. A razão? Perigosos como exemplo. Se uma ilha pequena e pobre como Grenada pode ser bem-sucedida, alcançando um melhor nível de vida para seu povo, em outro lugar que tenha mais recursos as pessoas poderão perguntar: “E nós, por que não?”
Esse foi exatamente o caso da Indochina, que é bastante extensa e tem importantes recursos. O medo era que, se o povo da Indochina conseguisse independência e justiça, o povo da Tailândia iria imitá-la, tentariam na Malásia, na Indonésia. O Chile de Allende foi um “vírus” que “infectaria” a região, com reflexos até na Itália.
      Figueres, Bishop, Allende, Ortega — Na Nicarágua houve real e substancial esforço em resolver as injustiças da posse da terra e em estender serviços médicos, educacionais e agrícolas às famílias de camponeses pobres. No início da década de 1980, o Banco Mundial considerou “alguns setores da Nicarágua extraordinariamente mais bem-sucedidos que qualquer outra parte do mundo”. Em 1983, o Banco Interamericano de Desenvolvimento concluiu que “a Nicarágua fazia notáveis progressos no setor social e estava lançando bases para um desenvolvimento socioeconômico a longo prazo”.

      O sucesso das reformas sandinistas aterrorizaram os estrategistas estadunidenses. Eles sabiam que, “pela primeira vez, a Nicarágua tinha um governo que se interessava pelo povo , como afirmou José Figueres, o pai da democracia na Costa Rica. O ódio provocado pelos sandinistas por dirigirem recursos aos pobres (sendo até bem-sucedidos) foi realmente magnífico de se observar. Praticamente todos os estrategistas políticos dos EUA compartilharam desse ódio, atingindo um verdadeiro frenesi.

      9. — Panamá. Tradicionalmente controlado pela sua minúscula elite européia, menos de 10% da população. Isso mudou em 1968, quando Omar Torrijos, general populista, que liderou um golpe que permitiu aos negros e mestiços pobres partilharem uma fatia mínima do poder, sob sua ditadura militar. Em 1981, Torrijos morreu num acidente aéreo suspeito. Até 1983, o governante efetivo do Panamá foi Manuel Noriega, um criminoso que havia sido aliado de Torrijos e da CIA.

      O governo estadunidense sabia que Noriega traficava drogas, desde pelo menos 1972, quando o governo de Nixon considerou a possibilidade de eliminá-lo. Contudo, continuou na folha de pagamentos da CIA. Em 1983, o Panamá havia se tornado um grande centro de lavagem de dinheiro e de tráfico de drogas. A Casa Branca, mesmo assim, continuou a prestigiar os serviços do ”nosso filho da puta” (ajudando os EUA na guerra contra a Nicarágua, fraudando eleições com a aprovação da Casa Branca e servindo de modo satisfatório aos interesses stadunidenses.

      Em 1984, a eleição presidencial panamenha foi vencida por Arnulfo Arias. A eleição foi roubada por Noriega com violência e fraude consideráveis. O partido de Arias foi julgado por ter perigosos elementos do “ultra-nacionalismo”. O governo Reagan aplaudiu a violência e a fraude, e despachou o secretário de Estado, George Shultz, para legitimar a eleição roubada e elogiar a versão da “democracia” de Noriega como um modelo para os errantes sandinistas.

      

Em dezembro de 1989, os EUA comemoraram a queda do Muro de Berlim invadindo o Panamá de modo fulminante, matando centenas ou talvez milhares de civis inocentes (ninguém sabe ao certo). Os covardes do Pentagono usaram até o sofisticado Stealth para bombardear bairros pobres da perferia. Com isso, restauraram o poder da direita branca e corrupta, que havia sido destituída por Torrijos, assegurando-se um governo lacaio na mudança administrativa do Canal.

      Fonte: What Uncle Sam Really Whants, Noam Chomsky, 1992

      Apoio dos EUA a golpe no Brasil

      O objetivo do PGR poderia ser de promoção pessoal, porém tanto ele como o juiz Sérgio Moro atuam, praticamente, para desmoralizar ainda mais todo o Estado brasileiro, como se estivessem a serviço de interesses estrangeiros.

      Moniz Bandeira: ”Esse golpe deve ser compreendido dentro do contexto internacional, em que os EUA tratam de recompor sua hegemonia sobre a América do Sul, ao ponto de negociar e estabelecer acordos com o presidente Maurício Macri para a instalação de duas bases militares em regiões estratégicas da Argentina. O processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff não se tratou, portanto, de um ato isolado, por motivos domésticos, internos do Brasil”, afirmou Moniz Bandeira, em entrevista concedida por e-mail ao PT na Câmara.

      Muito dinheiro correu na campanha pelo impeachment. E a influência dos EUA transparece nos vínculos do juiz Sérgio Moro, que conduz o processo da Lava-Jato. Ele realizou cursos no Departamento de Estado, em 2007. No ano seguinte, em 2008, passou um mês num programa especial de treinamento na Escola de Direito de Harvard, em conjunto com sua colega Gisele Lemke. E, em outubro de 2009, participou da conferência regional sobre “Illicit Financial Crimes”, promovida no Rio de Janeiro pela Embaixada dos Estados Unidos.

      A Agência Nacional de Segurança (NSA), que monitorou as comunicações da Petrobras, descobriu a ocorrência de irregularidades e corrupção de alguns militantes do PT e, possivelmente, passou informação sobre o doleiro Alberto Yousseff a um delegado da Polícia Federal e ao juiz Sérgio Moro, de Curitiba, já treinado em ação multi-jurisdicional e práticas de investigação, inclusive com demonstrações reais (como preparar testemunhas para delatar terceiros). Não sem motivo o juiz Sérgio Moro foi eleito como um dos dez homens mais influentes do mundo pela revista Time.

      Ele dirigiu a Operação Lava-Jato, coadjuvado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, como um reality show, sem qualquer discrição, vazando seletivamente informações para a mídia, com base em delações obtidas sob ameaças e coerção, e prisões ilegais, com o fito de macular e incriminar, sobretudo, o ex-presidente Lula. E a campanha continua.

      Fonte: http://www.viomundo.com.br/denuncias/moniz-bandeira-eua-apoiaram-golpe-de-temer-para-recompor-hegemonia-sobre-america-do-sul.html
       

    • Abraçar corações e mentes estrangeiras. Na marra.
      Para o colunista Araujo desde a Segunda Guerra a doutrina dos EUA é para abraçar corações e mentes de estrangeiros em relação aos campos da cultura, da economia, da politica, das profissões e do estilo de vida deles. Noam Chomsky também concorda que a Segunda Guerra seja um divisor de águas (os EUA promoveram o enfraquecimento ou a total destruição de todos os rivais industriais, nunca foram atacados em casa e triplicaram a própria produção industrial às custas daqueles rivais). Para tanto, a ordem de direita tinha de ser restabelecida por eles a qualquer custo (dominação dos empresários, enfraquecimento dos sindicatos, com o peso da reconstrução inteiramente nas costas da classe trabalhadora e operária). Mas faltou ”combinar com os russos”: a resistência antifascista foi a pedra no caminho. Para contê-la, os EUA reprimiram meio mundo, instalando colaboradores fascistas e nazistas, sempre corruptos e sanguinários. Chomsky considera ser esse o primeiro capítulo de qualquer libro de história –sério– do período pós-guerra.

      Foram duas as correntes politicas na gestão da doutrina para abraçar corações e mentes:

      A corrente dos Gaviões – reunidos no Memorando 68 do Conselho de Segurança Nacional (de 1950) com as idéias do Dean Acheson e Paul Nitze: “Empurrar para trás”: armando continuamente barracos e destruição dentro da URSS, para negociar um pacto futuro, ”em nossos termos.”

      A corrente das Pombas-rolas – reunidas no Estudo de Planejamento Político 23 do George Kennan. Para isso foi criada uma rede liderada por Reinhard Gehlen, que havia dirigido a inteligência militar nazista na Frente Leste. Essa rede de aliança EUA-nazistas, absorveu os piores criminosos de guerra e estendeu suas operações para a América Latina e outras partes do mundo. Incluíam um exército secreto, patrocinado pela aliança EUA-nazistas, encarregado de fornecer agentes e provisões militares a exércitos que tinham sido criados por Hitler e que, no início da década de 1950, ainda estavam operando na URSS e no Leste Europeu. Chomsky: ”esse fato é conhecido nos EUA, mas considerado insignificante. Imaginem se descobríssemos, por exemplo, que os russos enviavam agentes e provisões a exércitos comandados por Hitler, operantes nas Montanhas Rochosas…”

      A titulo ilustrativo da doutrina para abraçar corações e mentes estrangeiras, é necessario saber o que escreveu o major Ralph Peters, em 1997 e publicado no “Constant Conflict: a look behind the philosophy and practice of the US push for domination of the world’s economy and culture”. US Army War College: Parameters, Summer 1997, pp 4-14. Peters: ”Não existirá paz. O escopo das FFAA estadunidenses é o de manter o mundo desimpedido para a nossa economia e de abri-lo ao nosso assalto cultural. Para isto deveremos matar uma discreta quantidade de pessoas.”

      Comprovando as melhores intenções ao agir, nos ultimos 60 anos:

      1. Decidiram que grande parte do mundo era fonte de matérias–primas e mercado pras empresas deles. Ponto. Numa reunião de embaixadores latinoamericanos, em 1950, George Kennan declarou que chegara a hora de combater a idéia absurda de um governo com responsabilidade direta pelo bem do povo. E disse o que fazer: PAU NELES — porque os comunistas são essencialmente traidores. Nada de novo. O Woodrow Wilson já havia declarado o significado prático da ”Big Caceta” na doutrina Monroe. E agiu de acordo com esse pensamento ao invadir, entre outras coisas, o Haiti e a República Dominicana, onde seus soldados assassinaram, destruíram e demoliram o sistema político vigente, deixando as empresas dos EUA no controle e preparando o cenário para futuras ditaduras, sempre brutais e absolutamente corruptas.

      2. Itália — Seguindo o conselho dos ingleses (que não queriam abraçar corações e mentes), os EUA impuseram uma ditadura de direita liderada pelo fascista marechal Badóglio e pelo baixinho Vittorio Emanuele III, também colaborador fascista. Na Itália, um movimento de base operária e camponesa, liderado pelo Partido Comunista, havia enfrentado, ”no tapa”, seis divisões alemãs durante a guerra e libertado o Norte da Itália. Quando as forças estadunidenses avançaram pelo sul, tirando fotografia e posando para cinegrafistas, sabiam que o serviço já estava feito; imediatamente disarmaram e dispersaram a resistência antifascista e restauraram a estrutura básica do regime fascista anterior à guerra.
      Curiosidade: Talvez muitos brasileiros não saibam mas o primeiro personal computer da história é invenção exclusivamente italiana. Foi imaginado, progetado e realizado por quatro rapazes piemonteses e depois comercializado pela Olivetti. Alta traição: em 1964, os FHC e Temer italianos, blocaram a novidade obedecendo ordens expressas da Casa Branca. Venderam o progeto pra General Electric e destruiram a Olivetti. O PC chamava-se PROGRAMMA 101 e foi usado até num programa espacial da NASA. – Em 1971, o italiano Federico Faggin, trabalhando na Intel Corp. (fundada em 1968 por Robert Noyce e Gordon Mure), criou o Intel 4004, o primeiro microprocessor da história e bisavô do Pentium. Os desinformados ao redor domundo consideram Steve Jobs engenhoso como Leonardo da Vinci!!

      3. Grécia — Os nazistas retiraram-se e os britanicos ocuparam o lugar. Impuseram um regime tão corrupto que provocou nova resistência. Em 1947, os EUA com intenção de abraçar corações e mentes gregas, apoiaram uma guerra assassina, que resultou em 160.000 mortes. Foi uma guerra repleta de torturas, exílios políticos de dezenas de milhares de gregos, e aquilo que chamaram “campos de reeducação” para outras dezenas de milhares de pessoas, destruição de sindicatos e nenhuma possibilidade de independência política. A Grécia foi decididamente colocada nas mãos de investidores estadunidenses e empresários locais, enquanto grande parte da população teve de emigrar para sobreviver. Os beneficiários foram aqueles de sempre: os colaboradores nazistas. As principais vítimas foram os trabalhadores e os camponeses da resistência antinazifascista, liderada pelos comunistas. A Grécia continua na merda.

      4. Japão — Em 1947, o governo dos EUA imbuido das melhores intenções, reprimiu os sindicatos, forças democráticas e colocou o Japão firmemente nas mãos dos fascistas que apoiaram o malvadissimo regime imperial japonês e criaram um sistema misto de poder estatal e privado que dura até hoje, praticando revisionismo histórico. Ser prisioneiro politico (comunista) no Japão é pior que viver no tempo da ”santa inquisição”.

      5. — Coréia. Quando Os EUA entraram na Coréia, em 1945, dissolveram o governo popular local, composto basicamente de antifascistas, que resistiram aos japoneses. Para abraçar corações e mentes, os EUA inauguraram alí uma repressão brutal, usando a polícia fascista japonesa e coreanos que haviam colaborado com os japoneses durante a ocupação. Cerca de cem mil pessoas foram assassinadas na Coréia do Sul antes daquilo que foi chamado Guerra da Coréia. Inclusive, foram mortas entre trinta e quarenta mil pessoas durante repressão a uma revolta camponesa, na pequena região da Ilha de Cheju: ”Uma prática de doutrinação para abraçar corações e mentes de estrangeiros em relação ao American way of life”.

      6. — Guatemala, o país mais importante da America Central. O primeiro governo democrático da história da Guatemala, inspirado no New Deal de Roosevelt, provocou o grande antagonismo dos EUA. Em 1954, com Eisenhower, a CIA transformou a Guatemala num inferno em terra. Desde então, manteve-se assim, com intervenção e apoio regular durante os governos Kennedy, Johnson, Carter, Reagan e Bush. O ator Reagan, com aquela cara-de-cú penteado, disse recitando, ao receber as credenciais do embaixador da Guatemala, em janeiro de 1984, ”Os nossos dois países tendem aos mesmos fins: pluralismo, respeito dos direitos humanos, paz, justiça social e progresso econômico.” Até o criminoso Kissinger, contendo a gargalhada, reconheceu que as FFAA guatemaltecas cometeram ”massacres moralmente inaceitáveis” contra os civis.
De 1954 até o final da década de oitenta, morreram cerca de 83 mil pessoas, 100 mil refugiaram-se no Mexico e cerca de 1 milhão foram transferidas. A Guatemala tornou-se o açougue que é até hoje, com a intervenção regular dos Estados Unidos sempre que as coisas ameaçam sair fora da linha. A Igreja do Verbo, seita fundamentalista estadunidense, apoiada por seitas protestantes, transformou-se em centro de poder; os EUA continuam influentes graças ao abraço dos corações e mentes das oligarquias corruptas locais.

      7. — Grenada. Ilha caraibica na época tinha cerca de 100 mil habitantes. Produz noz-moscada, e mal pode ser encontrada no mapa. Quando Grenada iniciou uma tímida revolução social, presidida pelo jovem advogado Maurice Bishop (obtendo resultados positivos na finança, no trabalho, na saúde, na educação, na luta contra a droga, com taxa de crescimento na ordem de 5,5% e construção de um aeroporto internacional para dinamizar o turismo e favorecer uma economia autonoma), a Casa Branca agiu imediatamente ”contra a séria ameaça à segurança nacional dos EUA.” Para abraçar corações e mentes dos locais, chegaram a violar todos os tratados internacionais e por isso condenados mundialmente. Somente os governos lacaios de El Salvador, Costa Rica, Guatemala, Honduras e Paraguai, concordaram com o dos EUA. Na verdade a invasão fora planejada pelo Pentagono mais de três anos antes do assassinato de Bishop. Simplesmente aproveitaram a ocasião do atentado ao Comando Geral dos Marines em Beirut para agir. A ação criminosa e covarde foi pensada pra testar a reação da URSS e das FFAA cubanas, além de servir de teste para uma eventual invasão da Nicaragua. Mesmo com todo a pose de Rambo, 7.500 soldados bem armados pela maior potência militar da Terra, suaram muito. Precisaram de uma semana inteira de duro combate!!

      8. — Nicarágua. A Nicarágua é tão importante para o empresariado americano que ela poderia sumir do mapa que ninguém perceberia. A mesma coisa com El Salvador. Mas ambos foram submetidos a assaltos homicidas pelos EUA, com o custo de centenas de milhares de vidas e muitos bilhões de dólares. A razão? Perigosos como exemplo. Se uma ilha pequena e pobre como Grenada pode ser bem-sucedida, alcançando um melhor nível de vida para seu povo, em outro lugar que tenha mais recursos as pessoas poderão perguntar: “E nós, por que não?”
Esse foi exatamente o caso da Indochina, que é bastante extensa e tem importantes recursos. O medo era que, se o povo da Indochina conseguisse independência e justiça, o povo da Tailândia iria imitá-la, tentariam na Malásia, na Indonésia. O Chile de Allende foi um “vírus” que “infectaria” a região, com reflexos até na Itália.

      Figueres, Bishop, Allende, Ortega — Na Nicarágua houve real e substancial esforço em resolver as injustiças da posse da terra e em estender serviços médicos, educacionais e agrícolas às famílias de camponeses pobres. No início da década de 1980, o Banco Mundial considerou “alguns setores da Nicarágua extraordinariamente mais bem-sucedidos que qualquer outra parte do mundo”. Em 1983, o Banco Interamericano de Desenvolvimento concluiu que “a Nicarágua fazia notáveis progressos no setor social e estava lançando bases para um desenvolvimento socioeconômico a longo prazo”.

      O sucesso das reformas sandinistas aterrorizaram os estrategistas estadunidenses. Eles sabiam que, “pela primeira vez, a Nicarágua tinha um governo que se interessava pelo povo , como afirmou José Figueres, o pai da democracia na Costa Rica. O ódio provocado pelos sandinistas por dirigirem recursos aos pobres (sendo até bem-sucedidos) foi realmente magnífico de se observar. Praticamente todos os estrategistas políticos dos EUA compartilharam desse ódio, atingindo um verdadeiro frenesi.

      9. — Panamá. Tradicionalmente controlado pela sua minúscula elite européia, menos de 10% da população. Isso mudou em 1968, quando Omar Torrijos, general populista, que liderou um golpe que permitiu aos negros e mestiços pobres partilharem uma fatia mínima do poder, sob sua ditadura militar. Em 1981, Torrijos morreu num acidente aéreo suspeito. Até 1983, o governante efetivo do Panamá foi Manuel Noriega, um criminoso que havia sido aliado de Torrijos e da CIA. O governo estadunidense sabia que Noriega traficava drogas, desde pelo menos 1972, quando o governo de Nixon considerou a possibilidade de eliminá-lo. Contudo, continuou na folha de pagamentos da CIA. Em 1983, o Panamá havia se tornado um grande centro de lavagem de dinheiro e de tráfico de drogas. A Casa Branca, mesmo assim, continuou a prestigiar os serviços do ”nosso filho da puta” (ajudando os EUA na guerra contra a Nicarágua, fraudando eleições com a aprovação da Casa Branca e servindo de modo satisfatório aos interesses stadunidenses. Em 1984, a eleição presidencial panamenha foi vencida por Arnulfo Arias. A eleição foi roubada por Noriega com violência e fraude consideráveis. O partido de Arias foi julgado por ter perigosos elementos do “ultra-nacionalismo”. O governo Reagan aplaudiu a violência e a fraude, e despachou o secretário de Estado, George Shultz, para legitimar a eleição roubada e elogiar a versão da “democracia” de Noriega como um modelo para os errantes sandinistas.

Em dezembro de 1989, os EUA comemoraram a queda do Muro de Berlim invadindo o Panamá de modo fulminante, matando centenas ou talvez milhares de civis inocentes (ninguém sabe ao certo). Os covardes do Pentagono usaram até o sofisticado Stealth para bombardear bairros pobres da perferia. Com isso, restauraram o poder da direita branca e corrupta, que havia sido destituída por Torrijos, assegurando-se um governo lacaio na mudança administrativa do Canal.

      PS. Foi citado Lenin e a farinha. O colunista faz passar a imagem de um Lenin canalha e de americanos generosos. E’ mais um falso nos textos desse colunista. De Gasperi, o presidente italiano, foi chantageado também com a farinha, contra o PCI. — Chomsky: ”O principal obstáculo era a resistência antifascista. Nós, então, a reprimimos no mundo inteiro […]. Às vezes, isso requeria extrema violência, mas, em outras, isso era feito por meio de medidas mais suaves, como subverter eleições ou esconder alimentos extremamente necessários.”

      Fonte: What Uncle Sam Really Whants, Noam Chomsky, 1992

    • Abraçar corações e mentes estrangeiras. Na marra.

      Para o colunista Araujo desde a Segunda Guerra a doutrina dos EUA é para abraçar corações e mentes de estrangeiros. Noam Chomsky também concorda que a Segunda Guerra seja um divisor de águas (os EUA promoveram o enfraquecimento ou a total destruição de todos os rivais industriais, nunca foram atacados em casa e triplicaram a própria produção industrial às custas daqueles rivais). Para tanto, a ordem de direita tinha de ser restabelecida por eles a qualquer custo (dominação dos empresários, enfraquecimento dos sindicatos, com o peso da reconstrução inteiramente nas costas da classe trabalhadora e operária).  Mas faltou ”combinar com os russos”: a resistência antifascista foi a pedra no caminho. Para contê-la, os EUA reprimiram meio mundo, instalando colaboradores fascistas e nazistas, sempre corruptos e sanguinários. Chomsky considera ser esse o primeiro capítulo de qualquer libro de história –sério– do período pós-guerra.

      Foram duas as correntes politicas na gestão da doutrina para abraçar corações e mentes:

      A corrente dos Gaviões – reunidos no Memorando 68 do Conselho de Segurança Nacional (de 1950) com as idéias do Dean Acheson e Paul Nitze: “Empurrar para trás”: armando continuamente barracos e destruição dentro da URSS, para negociar um pacto futuro, ”em nossos termos.”

      A corrente das Pombas-rolas – reunidas no Estudo de Planejamento Político 23 do George Kennan. Para isso foi criada uma rede liderada por Reinhard Gehlen, que havia dirigido a inteligência militar nazista na Frente Leste. Essa rede de aliança EUA-nazistas, absorveu os piores criminosos de guerra e estendeu suas operações para a América Latina e outras partes do mundo. Incluíam um exército secreto, patrocinado pela aliança EUA-nazistas, encarregado de fornecer agentes e provisões militares a exércitos que tinham sido criados por Hitler e que, no início da década de 1950, ainda estavam operando na URSS e no Leste Europeu. Chomsky: ”esse fato é conhecido nos EUA, mas considerado insignificante. Imaginem se descobríssemos, por exemplo, que os russos enviavam agentes e provisões a exércitos comandados por Hitler, operantes nas Montanhas Rochosas…”  

      A titulo ilustrativo da doutrina para abraçar corações e mentes  estrangeiras, é necessario saber o que escreveu o major Ralph Peters, em 1997 e publicado no “Constant Conflict: a look behind the philosophy and practice of the US push for domination of the world’s economy and culture”. US Army War College: Parameters, Summer 1997, pp 4-14. Peters: ”Não existirá paz. O escopo das FFAA estadunidenses é o de manter o mundo desimpedido para a nossa economia e de abri-lo ao nosso assalto cultural. Para isto deveremos matar uma discreta quantidade de pessoas.”

      Comprovando as melhores intenções ao agir, nos ultimos 60 anos:

      1.   Decidiram que grande parte do mundo era fonte de matérias–primas e mercado pras empresas deles. Ponto. Numa reunião de embaixadores latinoamericanos, em 1950, George Kennan declarou que chegara a hora de combater a idéia absurda de um governo com responsabilidade direta pelo bem do povo. E disse o que fazer: PAU NELES  —  porque os comunistas são essencialmente traidores. Nada de novo. O Woodrow Wilson já havia declarado o significado prático da ”Big Caceta” na doutrina Monroe. E agiu de acordo com esse pensamento ao invadir, entre outras coisas, o Haiti e a República Dominicana, onde seus soldados assassinaram, destruíram e demoliram o sistema político vigente, deixando as empresas dos EUA no controle e preparando o cenário para futuras ditaduras, sempre brutais e absolutamente corruptas.

      2. Itália  —  Seguindo o conselho dos ingleses (que não queriam abraçar corações e mentes), os EUA impuseram uma ditadura de direita liderada pelo fascista marechal Badóglio e pelo baixinho Vittorio Emanuele III,  também colaborador fascista.  Na Itália, um movimento de base operária e camponesa, liderado pelo Partido Comunista, havia enfrentado, ”no tapa”, seis divisões alemãs durante a guerra e libertado o Norte da Itália. Quando as forças estadunidenses avançaram pelo sul, tirando fotografia e posando para cinegrafistas, sabiam que o serviço já estava feito; imediatamente disarmaram e dispersaram a resistência antifascista e restauraram a estrutura básica do regime fascista anterior à guerra.

      Curiosidade: Talvez muitos brasileiros não saibam mas o primeiro personal computer da história é invenção exclusivamente italiana. Foi imaginado, progetado e realizado por quatro rapazes piemonteses e depois comercializado pela Olivetti. Alta traição: em 1964, os FHC e Temer italianos, blocaram a novidade obedecendo ordens expressas da Casa Branca. Venderam o progeto pra General Electric e destruiram a Olivetti. O PC chamava-se PROGRAMMA 101 e foi usado até num programa espacial da NASA.  –  Em 1971, o italiano Federico Faggin, trabalhando na Intel Corp. (fundada em 1968 por Robert Noyce e Gordon Mure), criou o Intel 4004, o primeiro microprocessor da história e bisavô do Pentium. Os desinformados ao redor domundo consideram Steve Jobs engenhoso como Leonardo da Vinci!!

      3. Grécia  —   Os nazistas retiraram-se e os britanicos ocuparam o lugar. Impuseram um regime tão corrupto que provocou nova resistência. Em 1947, os EUA com intenção de abraçar corações e mentes gregas, apoiaram uma guerra assassina, que resultou em 160.000 mortes.  Foi uma guerra repleta de torturas, exílios políticos de dezenas de milhares de gregos, e aquilo que chamaram “campos de reeducação” para outras dezenas de milhares de pessoas, destruição de sindicatos e nenhuma possibilidade de independência política.  A Grécia foi decididamente colocada nas mãos de investidores estadunidenses e empresários locais, enquanto grande parte da população teve de emigrar para sobreviver. Os beneficiários foram aqueles de sempre: os colaboradores nazistas. As principais vítimas foram os trabalhadores e os camponeses da resistência antinazifascista, liderada pelos comunistas. A Grécia continua na merda.

      4. Japão  —   Em 1947, o governo dos EUA imbuido das melhores intenções, reprimiu os sindicatos, forças democráticas e colocou o Japão firmemente nas mãos dos fascistas que apoiaram o malvadissimo regime imperial japonês e criaram um sistema misto de poder estatal e privado que dura até hoje, praticando revisionismo histórico. Ser prisioneiro politico (comunista) no Japão é pior que viver no tempo da ”santa inquisição”.

      5.  —   Coréia. Quando Os EUA entraram na Coréia, em 1945, dissolveram o governo popular local, composto basicamente de antifascistas, que resistiram aos japoneses. Para abraçar corações e mentes, os EUA inauguraram alí uma repressão brutal, usando a polícia fascista japonesa e coreanos que haviam colaborado com os japoneses durante a ocupação. Cerca de cem mil pessoas foram assassinadas na Coréia do Sul antes daquilo que foi chamado Guerra da Coréia. Inclusive, foram mortas entre trinta e quarenta mil pessoas durante repressão a uma revolta camponesa, na pequena região da Ilha de Cheju: ”Uma prática de doutrinação para abraçar corações e mentes de estrangeiros em relação ao American way of life”.

      6. — Guatemala, o país mais importante da America Central. O primeiro governo democrático da história da Guatemala, inspirado no New Deal de Roosevelt, provocou o grande antagonismo dos EUA. Em 1954, com Eisenhower, a CIA transformou a Guatemala num inferno em terra. Desde então, manteve-se assim, com intervenção e apoio regular durante os governos Kennedy, Johnson, Carter, Reagan e Bush. O ator Reagan, com aquela cara-de-cú penteado, disse recitando, ao receber as credenciais do embaixador da Guatemala, em janeiro de 1984, ”Os nossos dois países tendem aos mesmos fins: pluralismo, respeito dos direitos humanos, paz, justiça social e progresso econômico.” Até o criminoso Kissinger, contendo a gargalhada, reconheceu que as FFAA guatemaltecas cometeram ”massacres moralmente inaceitáveis” contra os civis.


      De 1954 até o final da década de oitenta, morreram cerca de 83 mil pessoas, 100 mil refugiaram-se no Mexico e cerca de 1 milhão foram transferidas. A Guatemala tornou-se o açougue que é até hoje, com a intervenção regular dos Estados Unidos sempre que as coisas ameaçam sair fora da linha. A Igreja do Verbo, seita fundamentalista estadunidense, apoiada por seitas protestantes, transformou-se em centro de poder; os EUA continuam influentes graças ao abraço dos corações e mentes das oligarquias corruptas locais.

      7. — Grenada. Ilha caraibica na época tinha cerca de 100 mil habitantes. Produz noz-moscada, e mal pode ser encontrada no mapa. Quando Grenada iniciou uma tímida revolução social, presidida pelo jovem advogado Maurice Bishop (obtendo resultados positivos na finança, no trabalho, na saúde, na educação, na luta contra a droga, com taxa de crescimento na ordem de 5,5% e construção de um aeroporto internacional para dinamizar o turismo e favorecer uma economia autonoma), a Casa Branca agiu imediatamente ”contra a séria ameaça à segurança nacional dos EUA.” Para abraçar corações e mentes dos locais, chegaram a violar todos os tratados internacionais e por isso condenados mundialmente. Somente os governos lacaios de El Salvador, Costa Rica, Guatemala, Honduras e Paraguai, concordaram com o dos EUA. Na verdade a invasão fora planejada pelo Pentagono mais de três anos antes do assassinato de Bishop. Simplesmente aproveitaram a ocasião do atentado ao Comando Geral dos Marines em Beirut para agir. A ação criminosa e covarde foi pensada pra testar a reação da URSS e das FFAA cubanas, além de servir de teste para uma eventual invasão da Nicaragua. Mesmo com toda a pose de Rambo, 7.500 soldados bem armados pela maior potência militar da Terra, suaram muito. Precisaram de uma semana inteira de duro combate!!

      8. — Nicarágua. A Nicarágua é tão importante para o empresariado americano que ela poderia sumir do mapa que ninguém perceberia. A mesma coisa com El Salvador. Mas ambos foram submetidos a assaltos homicidas pelos EUA, com o custo de centenas de milhares de vidas e muitos bilhões de dólares. A razão? Perigosos como exemplo.

      Se uma ilha pequena e pobre como Grenada pode ser bem-sucedida, alcançando um melhor nível de vida para seu povo, em outro lugar que tenha mais recursos as pessoas poderão perguntar: “E nós, por que não?”

      
Esse foi exatamente o caso da Indochina, que é bastante extensa e tem importantes recursos. O medo era que, se o povo da Indochina conseguisse independência e justiça, o povo da Tailândia iria imitá-la, tentariam na Malásia, na Indonésia. O Chile de Allende foi um “vírus” que “infectaria” a região, com reflexos até na Itália.
      Figueres, Bishop, Allende, Ortega — Na Nicarágua houve real e substancial esforço em resolver as injustiças da posse da terra e em estender serviços médicos, educacionais e agrícolas às famílias de camponeses pobres. No início da década de 1980, o Banco Mundial considerou “alguns setores da Nicarágua extraordinariamente mais bem-sucedidos que qualquer outra parte do mundo”. Em 1983, o Banco Interamericano de Desenvolvimento concluiu que “a Nicarágua fazia notáveis progressos no setor social e estava lançando bases para um desenvolvimento socioeconômico a longo prazo”.

      O sucesso das reformas sandinistas aterrorizaram os estrategistas estadunidenses. Eles sabiam que, “pela primeira vez, a Nicarágua tinha um governo que se interessava pelo povo , como afirmou José Figueres, o pai da democracia na Costa Rica. O ódio provocado pelos sandinistas por dirigirem recursos aos pobres (sendo até bem-sucedidos) foi realmente magnífico de se observar. Praticamente todos os estrategistas políticos dos EUA compartilharam desse ódio.

      9. — Panamá. Tradicionalmente controlado pela sua minúscula elite européia, menos de 10% da população. Isso mudou em 1968, quando Omar Torrijos, general populista, que liderou um golpe que permitiu aos negros e mestiços pobres partilharem uma fatia mínima do poder, sob sua ditadura militar. Em 1981, Torrijos morreu num acidente aéreo suspeito. Até 1983, o governante efetivo do Panamá foi Manuel Noriega, um criminoso que havia sido aliado de Torrijos e da CIA. O governo estadunidense sabia que Noriega traficava drogas, desde pelo menos 1972, quando o governo de Nixon considerou a possibilidade de eliminá-lo. Contudo, continuou na folha de pagamentos da CIA. Em 1983, o Panamá havia se tornado um grande centro de lavagem de dinheiro e de tráfico de drogas. A Casa Branca, mesmo assim, continuou a prestigiar os serviços do ”nosso filho da puta” (ajudando os EUA na guerra contra a Nicarágua, fraudando eleições com a aprovação da Casa Branca e servindo de modo satisfatório aos interesses stadunidenses.

      Em 1984, a eleição presidencial panamenha foi vencida por Arnulfo Arias. A eleição foi roubada por Noriega com violência e fraude consideráveis. O partido de Arias foi julgado por ter perigosos elementos do “ultra-nacionalismo”. O governo Reagan aplaudiu a violência e a fraude, e despachou o secretário de Estado, George Shultz, para legitimar a eleição roubada e elogiar a versão da “democracia” de Noriega como um modelo para os errantes sandinistas.

      Em dezembro de 1989, os EUA comemoraram a queda do Muro de Berlim invadindo o Panamá de modo fulminante, matando centenas ou talvez milhares de civis inocentes (ninguém sabe ao certo). Os covardes do Pentagono usaram até o sofisticado Stealth para bombardear bairros pobres da perferia. Com isso, restauraram o poder da direita branca e corrupta, que havia sido destituída por Torrijos, assegurando-se um governo lacaio na mudança administrativa do Canal.

      PS. Foi citado Lenin e a farinha. O colunista faz passar a imagem de um Lenin canalha e de americanos generosos. E’ mais um falso nos textos desse colunista. De Gasperi, o presidente italiano, foi chantageado também com a farinha, contra o PCI.   — Chomsky: ”O principal obstáculo era a resistência antifascista. Nós, então, a reprimimos no mundo inteiro […]. Às vezes, isso requeria extrema violência, mas, em outras, isso era feito por meio de medidas mais suaves, como subverter eleições ou esconder alimentos extremamente necessários.”

      Fonte: What Uncle Sam Really Whants, Noam Chomsky, 1992

  32. Na minha humilde opinião, o

    Na minha humilde opinião, o processo de formação e seleção de servidores do Judiciário deveria ser alterado para evitar esse tipo de aberração.

    Exercício rápido (e bem simplista, admito), considerando um estudante que entra na faculdade de Direito aos 18 anos:

    – Graduação em 4 anos;

    – 1 Ano para obter licença da OAB

    – 2 anos fazendo cursinhos preparatórios de concurso público

    – Sendo aprovado, 2 anos para nomeação

    – Mais 2 anos de período probatório antes de assumir funções plenas

     

    E pronto, temos um indivíduo de 29 anos, que nunca trabalhou um dia sequer na vida, apenas viveu imerso na teoria de seu ramo de atuação, com parco (se algum) conhecimento de administração pública/privada e que ganha mais do que diretores de empresas privadas com múltiplos anos de experiência!

    Pior: com tudo isso e alguns cursinhos a mais de especialização, ele é capaz de investigar e tirar conclusões sobre atividades que gente altamente especializada em Gestão de Empresas, Contabilidade, Finanças e outras áreas têm extrema dificuldade em detectar problemas!

    Posso estar completamente errado, e correções por parte dos comentaristas são muito bemvindas, mas me parece óbvio que um profissional gerado neste tipo de cenário vai gerar os resultados que estamos vendo hoje.

  33. Há uma contradição

    O texto é muito bom, coerente e destrincha bem o assunto. Contudo, não achei este ponto claro:

    “2.     São idealistas.

    São imbuídos da visão missionária de que a ação penal limpará o país.”

    Ora, se olharmos as penas dadas, os acordos de delações e os alvos atingidos, veremos que não há este propósito. O único propósito era atingir o PT, as penas foram mínimas para quem colaborou nos termos impostos por eles, o dinheiro devolvido foi ridículo e a maioria já está solta. Ou seja, não quiseram limpar país nenhum, quiseram acabar com o PT e derrubar a presidenta. 

  34. “Traição à Patria”

    Peço desde ja desculpas pelas palavras pouco diplomaticas a seguir

    Tenho evitado fazer comentarios. Mesmo em temas que mais diretamente me dizem respeito

    No entanto esse texto acima me obriga:

    Desde os primeiros bancos escolares, que frequentei na escola publica do interior, o que esta dito tem um nome preciso: Traição à Patria.

    Em qualquer pais que tenha uma identidade nacional ( USA/Rússia/China – só para citar os maiores) esse grupo de funcionarios publicos seriam severamente punidos como traidores ( Quinta Colunas como se dizia antigamente)

    O artigo me pareceu propositadamente provocativo e mostra o eterno lado Vira Latas de nossa cultura que atinge os melhores. Sempre pedindo desculpas e se explicando sobre temas incomodos mas que estão viziveis de forma cristalina.

    • E, se nesses países, se os

      E, se nesses países, se os esquemas descobertos aqui, fossem descobertos ali, o que seria dos empresários, políticos e funcionários públicos pegos com a boca na botija? Pelo menos na China a gente sabe como coisas do tipo acabam: com uma bala na cabeça, sendo esse instrumento de redençao cobrado da família…

      Na boa, acho que o que se esquece aqui é que a Lava Jato não opera no vazio: existiu (e ainda existe), mais do que comprovado, um gigantesco esquema de cobrança de propina, de tráfico de influência, de desvio de verbas locupletando parte da populaçã, envolvendo empresários, políticos e funcionário públicos.

      Esse esquema (ou esquemas, pois como se pode ver, a partir da Lava Jato e de seus filhotes) torna o nosso Estado  ineficiente, espoliador e corrupto. Não venham me dizer que o responsável por esse Estado ser assim é  quem o está investigando e o desnudando. 

      No passado, quando descobria-se megaesquemas de corrupção (Satiagraha, Banestado, anões do orçamento, escãndalo dos precatórios) e taisoperações não tinham continuidade, denunciávamos a inoperância das instituições, a leniência da justiça, o acobertamento dos grandes corruptos e corruptores que iam aparecendo.

      Agora, que esses mesmo corruptos e corruptores são novamente desnudados, expostos, presos, fala-se em sabotagem de um país e de suas forças produtivas. Por que tal percepção mudou? Tá aí um ponto para reflexão.

      Fala-se em seletividades das denúncias; mas esquecem que há 13 anos um grupo político assumiu o poder e que é de uma ineficiência porcessual tremenda focar também em crimes que até podem estar prescritos; além de os que o faziam e talvez ainda façam serem muito mais sofisticados, sem essa toscalidade de petistas que, no dizer de Jauqes Wagner, comeram mel e se lambuzaram, deixandos os beiços sujos à vista. Os tucanos, em geral, têm lenços de linho guardados nos bolsos para, educadamente, limparem suas boquinhas… Ou, se não, sabem ostentar um certo pudor na roubalheira.

      Muito bem: fala-se aqui na aplicação de técnicas empregadas em regimes juríidcos estranhos ao nosso, common law X direito romano. Tem no Tijolaço uma crítica, de hoje, acerca disso. Na boa? Dentro da legalidade, e já existem leis aqui no Brasil que assim o permite, o que deve ser buscado é a eficência na apuração de ilegalidades . A delação premiada, que de uma maniera ou de outra sempre existiu, está sendo usada com essa eficiência, o que nos causa espécie, porque recai sobre figuras caras às nossas utopias. Acontece que esses canais de corrupção são como vasos intercomunicantes; e aí, quando vc pega uma esquema aqui, ali adiante há um reflexo dele e, aí,a coisa assume uma proporção arrasadora. E só tende  apiorar, sinto dizer, porque a cada dia novos softwares que cruzam dados são elaborados e as investigações tendem a ser mais aprofundadas.

      Temos que nos conscientizar que não cabe ao Ministério Público, nem à PF e nem ao Judiciário se responsbailizar pelas ações individuais dos atores dos mal feitos. O pensar o país é tarefa de cada um, no seu dia a dia, no seu trabalho, nas suas ações pessoais e públicas. Cada um, no seu metier, é responsável pelo destino do todo, no final das contas. Cada aum tem o seu papel, tem sua responsabilidade. Não sãoos procuradores, nem o juízo de Curitiba, nem o STF quem vem espoliando a Petrobrás.

      Ao invés de nós nos horrorizarmos com as minhocas monstruosas que vêm aparecendo, a gente foca a vista na enxada responsável pelo monstro que vem ao sol… É de se perguntar: que país queremos, afinal?

       

       

      • Se na China

        Pegam juizes chines destruindo empresas estratégicas provocando um prejuíso de 5 pontos no PIB e milhões de desempregados, entregando empresas para serem processadas e planos estratégicos como da Petrobras e Eletrobras nas mãos de americanos, estes juizes também agora estariam cavando a própria cova e a família recebendo a conta da bala. Esta é a diferença entre Brasil e um páis sério.

        • Num país sério, é sério,

          Num país sério, é sério, esquemas assim não existiriam.

          Agora,o que espanta, é que a gente cobra seriedade em nosso país e, quando ela começa, a genet quer que tudo continue a bandalheira de sempre. Torno a perguntar: que país queremos afinal? Enquanto a gente não se encontrar com nossas aspirações, continuaremos a rodar que nem peão. Se a gente não saber o rumo, como vamos saber que caminho tomar?

          Queremos um país com menos desigualdade, mas estamos aqui, aplaudindo os esquemas quer permitem que as desigualdes aumentem… ou vc acha que a ineficiência do Estado acontece graças a quê? A uma mera falha de gestão  -supondo a boa fé de todos os gestores – ou aos desvios absurdos que existem no caminho e faz com que as verbas vão escapandos para os bolsos de alguns ao longo de seu percurso? Ou ainda, ao fato de que qualquer obra encareça horrores porque há o sobrepreço a ser pago, há a burocracia interminável justamente criada para vender as facilidades?

           

          • Cite um país ou estado nacional

            Que não tenha corrupção? Se FHC não tivesse engavetado toda sua roubalhiera na década de 90, talves hoje a corrupção da petrobras e outras empresas estaria bem menor. Então, por sua lógica FHC seria o primeiro da lista.

  35. Ótima análise
    O comentário do AA traz um novo ingrediente: nem sabidos, nem espertos, tão somente caipiras deslumbrados ou fascinados. Um perigo, portanto.

    Concordo com quase todo o post, menos no ponto “legalistas”.

    A operação promoveu tortura na forma de prisões preventivas, achacou familiares de presos e corrompeu operadores da imprensa para vazar documentos protegidos por sigilo jurídico, sem conhecimento ou anuência dos acusados. Fora o grampo ilegal na presidência, um atentado à Segurança Nacional (Moro poderia, se já não o fez, vender segredos de Estado).

  36. 1.”… a conspiração foi

    1.”… a conspiração foi nacional, coisa nossa”. Sim. Foi coisa nossa mas operada pelos cachorrinhos amestrados por eles.

    2. O Brasil não é inimigo mas todos cuidado é pouco. Dai essa vigilância, esse acompanhamento, esse cerceamento. Se çrescer um pouquinho deve ser sabotado para que não crie autonomia.

     

  37. No futuro todos que quiserem

    No futuro todos que quiserem vão ficar sabendo do papel do escandalo FIFA que prendeu o pessoal da CBF e “aliviou” a rede globo.

    Pra mim ficou claro: pegaram pela gravata, botaram o dedo no nariz e disseram: ou vocês mostram serviço ou o que é de vocês sai da gaveta!

    O mesmo com FHC (mais a patota tucana) e aquele ridículo “premio” de” homem do ano”, pretexto pra mais um dedaço…

    … Achar que isso é “papel secundário” é direito de cada um. Ver a Suiça fornecendo dados não tem nenhum significado, né?

  38. A culpa é nossa.
    Os americanos não tem culpa a culpa é nossa. Temos uma elite medíocre que não é nacionalista. Temos uma classe média ignorante e má que se ressentiu com um governo que fazia mais para os pobres. Temos uma imprensa e judiciário que transita entre a elite e a classe média. Então esperar o que de um país desses?

  39. Então o pessoal da Lava Jato

    Então o pessoal da Lava Jato é bem intencionado e competente. Uiiii, que nessa o Nassif relativizou até.

    Bom, depende da perpectiva que se vê a questão.Os militares brasileiros  foram competentes e bem intencionados em 64. Derrubaram o governo do Jango e acabaram, matando e torturando,  com a ameaça comunista no Brasil. Os nazistas também foram bem intencionados e competentes.  Inventaram até fornos crematórios eficientes para dizimar judeus e comunistas mais rapidamente. Stalin, na mesma linha, mandou os inimigos da Revolução para a Sibéria.Mesma coisa na Inquisição. Salvaram o mundo dos hereges mandando-os para a fogueira. Mais atrás Tibério e Calígula também foram bem intencionados e competentes. Ambos até recorreram ao mesmo método, a delação, para dizimar com os inimigos do Império Romano nos seus respectivos períodos de poder. 

    E dessa perpectiva não há como negar competência aos pequenos ditadores, alguns messiânicos, da Lava Jato. Derrubaram o governo de hereges, inimigos do povo, esquerdistas ou seja lá como os pequenos déspotas de uma república criada por eles mesmos se propuseram. E vão matar o José Dirceu, eleito por eles inimigo número1 do país, sem culpa definida.

    Eu me pergunto, como considerar bem intencionados e competentes agentes da lei que agem à margem da lei? Como recuperar os institutos jurídicos desrespeitados pela Lava Jato? Como considerar bem intencionados e competentes agentes da lei que agem com viés político? Como agentes da lei competentes e bem intencionados não conseguem encontrar uma só  mentira, contradição ou incoerência nas confissões dos Costas, Cerverós e delatores assemelhados e fazê-los pagar pelo roubo da Petrobrás?

     

    • Foram competentes

      Competentes para reduzir o PIB em 5% não só agora, mas por vários anos no futuro. Foram competentes para a banalização dos vazamentos, das prisões preventivas injustificadas e longas. E o resultado? Um governo de usurpação cheio de corruptos de carteirinha.

  40. MPF.
    Muito conveniente esses sabidos do MPF não serem esperto. É tão bom ser amigo de americanos, você ganha presentes reconhecimento internacional, prêmios. Chega a bolita dos olhos saltão de tanta alegria.

  41. O bacana deste post é o que ele não diz
    Ontem o Twitter foi varrido por um ataque à Marilena Chauí por conta desse assunto.

    Tudo começou com uma postagem de R. Azevedo, o Champinha da direita brasileira, atacando a filósofa. O que motivou um contra ataque do Wikileaks divulgando que Moro frequentou um 2o curso do Departamento de Estado norte-americano dado em Curitiba.

    Chauí desperta ódios na direita fascista ainda mais recalcados que o ódio que sentem por Paulo Freire. Não pelo que escreveram (duvido que tenham lido), mas pelo humanismo que representam e pelo melhor preparo intelectual de ambos.

  42. Os sabichões e os sabidinhos

    Faço concursos a décadas. Uma coisa que notei, desde o começo, é que os aprovados são, em sua grande maioria, pessoas com algumas características pessoais comuns. A maioria é daquilo que os americanos chamam de nerds. Pessoas inteligentes, muitas vezes gênios, mas via de regra incapazes sociais. Têem amigos e tudo mais, mas sua superioridade intelectual os condena a um isolamento quase natural. E pessoas isoladas costumam desenvolver fantasias próprias sobre o mundo, os erros humanos e sua correção. Quase todos são conduzidos a pensamentos salvacionistas, messiânicos. E quase todos, conscientemente ou não, se situam no centro da salvação, como seu agente único ou fundamental. É sua muleta para se relacionar com um mundo de pessoas comuns, incapazes de alcançar sua clareza mental.

    Junte essas pessoas numa corporação (ou em algumas – MP, PF, Judiciário). Com o passar dos anos, se tornarão um corpo social orientado por uma visão de mundo e de missão dominados pelo salvacionismo e messiânismo.

    Associe a isto uma pitada de política, e, ou emergem carbonários, ou, o mais comum, fascistas extasiados.

    Os Americanos aprenderam dos ingleses e franceses o uso do soft power, e levaram isto ao último degrau da competência. Eles sabem que é a captura de corações e mentes dos estamentos burocráticos e militares que assegura o controle de um Estado por dentro, no boots on the ground. Todas as experiências invasivas foram negativas, custaram vidas e zilhões de dólares, e tinham que ser feitas diante dos olhos do mundo e dos próprios americanos. Éé muito mais barato e eficaz investir no soft power. E lá se vão nossos meninos concursados fazer cursos no FBI, no Dpto. de Justiça, nas universidades de lá. São um bando de jecas na cidade grande, babando diante das montanhas de recursos à disposição do aparato penal, da sofisticação dos métodos e equipamentos (e que não questionam jamais o porque de lá não terminar nunca o tráfico, a corrupção, a bandalheira). E voltam cheios da certeza de que algum deus supremo os escolheu para essa missão, salvar as almas desse povo corrupto, mulato, pobretão e fedido. Dessa gente que gosta mesmo é de cachaça e samba, sexo e pilantragem. A harpia – aquilo não é uma águia – ri por dentro, vendo os meninos fazerem crescer o delírio e o caos.

    Duvido muito que sejam, de fato, agentes da CIA / NSA / Dpto. de Estado. Mas não tenho qualquer dúvida de que seus interlocutores lá sejam eles próprios agentes ou intruídos por.  Não são agentes, mas sua total incapacidade de pensar o interesse nacional, ou reduzi-lo a tão somente um penalismo primário e canhestro, associada a toda a história de vida e formação da maioria desses cidadãos, especialmente o deslumbre provocado pela metrópole, os levam a servir aos interesses de uma potência estrangeira, em detrimento dos nossos.

    Ao final, chega-se à situação atual. O impasse é tal que ou vencem os corruptos e vendilhões descarados, ou vencem os messias de fundo de quintal, e em qualquer caso, perdem o Brasil e seu povo não-rico. Qualquer outra saída vai requerer muita energia política e provavelmente algum grave grau de ruptura institucional.

     

  43. Foram competentes?

    Precisamos relativizar o conceito de competência. O estrago feito na justiça com a banalização dos vazamentos, das prisões preventivas injustificadas e longas, o desrespeito à presunção de inocência, a seletividade das investigações vão ter efeitos ruins e longos. A queda do PIB, como Romulus salientou, não é só momentânea. Pode durar mais de uma década, já que essa tecnologia pode ser perdida. Tenho colegas engenheiros que depois de um ano de desemprego, desistiram da carreira de projetos e vão viver de bicos sabe-se lá onde. Tudo isso para quê? O governo interino de usurpação está cheio de corruptos de carteirinha. Se o MP tentar mexer com eles, vão cortar logo as asinhas dos arrogantes procuradores e juízes. 

    Nassif, seu artigo foi bom, mas o elogio à competência deles precisa ser relativizado. Se não, fica parecendo um artigo do Eugênio Bucci.

  44. Aqui, o mote é “corrupção”.

    A Halliburton de Dick Cheney, CEO da empresa e ex vice presidente na administração Bush, está faturando bilhões no Iraque. O discurso de combate ao terrorismo e a busca de armas de destruição em massa foram os pretextos usados pelos americanos para justificar a invasão. 

    Tudo mentira. Em jogo, simplesmente, os interesses das corporações do setor de construção e petróleo. 

    Haverá algum juiz, delegado ou procurador para investigá-los com a mesma régua utilizada pela lava jato contra o Lula? 

     

  45. imperialismo e teorias da conspiração

    Admiro os texto do Nassif. Um oásis em meio aos dejetos produzidos pela grande imprensa burguesa de nosso pobre país.

    Mas algumas mediações e esclarecimentos tem de ser feitos no que diz respeito ao imperialismo.

    O imperialismo existe, não vê quem não quer ou olha o real com as lentes ideológicas da direita. Só que deve haver uma qualificação importante: o imperialismo não se propaga no váculo, trata-se sempre de uma articulação entre as elites subservientes de países atrasados – do ponto de vista do capital- como o Brasil e setores do capital internacional. Isso ocorre pois há uma tendências estrutural do capital na busca de novos mercados e aplicação de capitais na sua ânsia por valorização. Lênin e Rosa de Luxemburgo são leituras essenciais nesse aspecto.

    Isso posto: 1964 teve participação direta e ativa sim do Império. Já ouviu falar da Operação Brother Sam? Isso não é teoria da conspiiração, está provado documentalmente. Se precisasse os EUA iriam intervir sim no Brasil. Claro, com todo o apoio da nossa burguesia e seus estafetas de sempre. (por exemplo, pulhas como Carlos Lacerda, Magahaẽs Pinto e Adhemar de Barros, só para citar alguns nomes….)

  46. Em 1964, depois da

    Em 1964, depois da quartelada, o embaixador americano avisou a Jango que se ele não saísse do governo, Washington reconheceria o. governo paralelo formado pelos militares. Não sei como isso pode ser definido como participação secundária.

    Também não vejo como secundária a atuação da Escola das Américas na conspiração que resultou no golpe de 1964.

  47. Acho que a análise é correta

    Acho que a análise é correta em relação aos procuradores, mas não em relação ao papel do governo americano. Em entrevista dada ao jornal La Stampa, o embaixador americano na Itália entre 1993 e 1997 critica a Operação Mãos Limpas por violar o direito de defesa dos acusados, mas admite o envolvimento do seu predecessor. Só que, de acordo com ele, sua orientação seria outra:

    “Se fino a quel momento il predecessore Peter Secchia aveva consentito al Consolato di Milano di gestire un legame diretto con il pool di Mani Pulite, «d’ora in avanti tutto ciò con me cessò», riportando le decisioni in Via Veneto. Fra le iniziative che Bartholomew prese ci fu «quella di far venire a Villa Taverna il giudice della Corte Suprema Antonino Scalia, sfruttando una sua visita in Italia, per fargli incontrare sette importanti giudici italiani e spingerli a confrontarsi con la violazione dei diritti di difesa da parte di Mani Pulite». Bartholomew non fa i nomi dei giudici italiani presenti a quell’incontro nella residenza romana, ma ricorda bene che «nessuno obiettò quando Scalia disse che il comportamento di Mani Pulite con la detenzione preventiva violava i diritti basilari degli imputati», andando contro «i principi cardine del diritto anglosassone».”

    A troca de embaixadores no Brasil já aconteceu. Acho que o fim da Lava Jato já estava em curso, mas foi suspenso até o final definitivo do impeachment, “just in case”.

    http://www.lastampa.it/2012/08/29/italia/cronache/cosi-intervenni-per-spezzare-il-legame-tra-usa-e-mani-pulite-tTSX3uC51vAtqfACDDKGUI/pagina.html

     

  48. Americanos

    Acho que a análise é correta em relação aos procuradores, mas não em relação ao papel do governo americano. Em entrevista dada ao jornal La Stampa, o embaixador americano na Itália entre 1993 e 1997 critica a Operação Mãos Limpas por violar o direito de defesa dos acusados, mas admite o envolvimento do seu predecessor. Só que, de acordo com ele, sua orientação seria outra:

    “Se fino a quel momento il predecessore Peter Secchia aveva consentito al Consolato di Milano di gestire un legame diretto con il pool di Mani Pulite, «d’ora in avanti tutto ciò con me cessò», riportando le decisioni in Via Veneto. Fra le iniziative che Bartholomew prese ci fu «quella di far venire a Villa Taverna il giudice della Corte Suprema Antonino Scalia, sfruttando una sua visita in Italia, per fargli incontrare sette importanti giudici italiani e spingerli a confrontarsi con la violazione dei diritti di difesa da parte di Mani Pulite». Bartholomew non fa i nomi dei giudici italiani presenti a quell’incontro nella residenza romana, ma ricorda bene che «nessuno obiettò quando Scalia disse che il comportamento di Mani Pulite con la detenzione preventiva violava i diritti basilari degli imputati», andando contro «i principi cardine del diritto anglosassone».”

    A troca de embaixadores no Brasil já aconteceu. Acho que o fim da Lava Jato já estava em curso, mas foi suspenso até o final definitivo do impeachment, “just in case”.

    http://www.lastampa.it/2012/08/29/italia/cronache/cosi-intervenni-per-spezzare-il-legame-tra-usa-e-mani-pulite-tTSX3uC51vAtqfACDDKGUI/pagina.html

     

  49. Como assim?

    “Constatação 2 – os EUA tiveram papel secundário em 1964 e no golpe do impeachment

    Em 1964, ajudaram na cooptação de jornais; em 2014 no apoio oficial à Lava Jato e no provável apoio de grupos privados aos MBLs da vida. Mas, em ambos os casos, a conspiração foi nacional, coisa nossa.”

    Rubens Paiva, IPES e IBAD…

    A responsabilidade pelo uso nefasto da máquina pública estadunidense pela iniciativa privada daquele país não pode ser negada, nem em ’64 nem agora, nem no nosso país nem no estabelecimento de rebeldes ou do Estado Islâmico na Síria e adjascências.

    Se há “espíritos fracos” nativos, locais, isso não diminui em nada a responsabilidade dos EUA. Nem o apoio dos EUA diminuem a responsabilidade dos locais “espíritos fracos”. Cada um tem suas responsabilidades.

    Mas de que EUA estamos falando? Daquele que abriga cientistas e artistas do mundo todo e lhes alicia para que abram mão de seus patriotismos? Da iniciativa privada de rapina que tem sua matriz lá? Do estado nacional dos EUA?

    O poder do capital estadunidense se confunde com o poder político desse país de propósito, um se esconde atrás do outro a depender do momento e ambos se escondem através da produção artística e científica. Que cidadão estadunidense, por mais bacana que seja, está disposto a abrir mão das relativas facilidades que esse país lhe proporciona para, em troca, impedir que seus governos avancem sobre outros países? Assim todos os cidadãos, cientistas e artistas baseados nos EUA são cúmplices das barbaridades que esse país provoca e causa, impõe aos outros paises do mundo.

  50. Viva Brasil!

    Muito bom post e bons comentarios, parabéns a todos. Lembro apenas que o MPF é mais diversificado e plural do que temos tratado em nossa tendência de generalização. Eh claro que o viés extremamente politico-partidario da Lava Jato nos levou para esse caminho, mas acredito que para muto além dos pequenos nerds, que estudaram para “chegar la”, ha muita gente com uma visão muito mais critica do papel que o procurador e promotor publico pode e deve ter. A esse proposito, esse é um debate para as escolas de Direito, que formam essa gente, o de acrescentar à grade curricular muito mais Historia, filosofia, sociologia… enfim, cursos que levem à reflexão, com base teorica nos grandes pensadores, para muito além de cartilhas e resumos.

    Acho também que Rodrigo Janot é quem deu essa linha primaria pela qual o MPF tem seguido. Ao meu ver, o grande elo entre os Estados Unidos e essa nova forma de atuar do MPF, é ele. Parece-me que Janot também tem muita ambição em sua carreira, assim como o juiz Sérgio Moro (pelo que ja li, se for vero, os dois não se dão tão bem assim), portanto, além de chegarem ao MP e ao Judiciario, eles almejam mais e jogaram todas as fichas na derrubada de Dilma e na prisão de Lula, como uma catapulta para a fama no cenario politico nacional. Onde pretendem chegar? Como tratarão (ou trataram) as delações que alcançam em juizes do STJ e do STF? Até onde irão… O PSDB não foi e não parece que sera incomodado em momento algum pela Lava Jato, Aécio foi um acidente (muito provavelmente provocado por aqueles que discordam do ultra-partidarismo da força-tarefa da LV). Temer poderia ter sido derrubado com um simples vazamento de suas conversas, no entanto…

    De toda forma, esta tudo muito polarizado. Penso que precisamos um pouco de recuo para conseguirmos enxergar para onde estamos sendo levados. Acho muito importante o momento que estamos vivenciando e espero que esses ventos nos leve enfim a um novo ciclo e que todo esse bolor que chegou com o governo interino ao centro do poder e que se mantém nas mais diversas instituições, seja varrido do mapa do Brasil.

  51. Afinal, o que são???

    Jecas ou sabujos? Sabido é o que se conhece como público, o contrário, no sentido figurativo, seria: velhaco, esperto, trapaceiro.  É o que eles são! Sabujos incontroláveis e vaidosos…Estão ainda com o espírito do homem que sabia javanês! De engano em engano, se vão…

  52. O que Nassif fez aqui foi

    O que Nassif fez aqui foi dissecar para os incrédulos não só como é a atuação do tal “softpower” que os americanos fazem há muito tmepo, vide escola das américas, mas como os tais “deslumbrados”, e na nossa classe média o que não falta é gente desse tipo, são capturados nesse processo. Só faltou bater em um ponto: quem tem que ter a visão grande das coisas ? É óbvio que procuradores não vão a estes cursos pensando além de seus horizontes, assim como os militares não o fazem, estudantes universitários de pós-graduação idem, etc. Mas a cúpula do estado tem que ter essa visão estratégica de nação e essa é a razão última de todas estas categorias, que no caso do Brasil são amplamente corporativistas também, tem que esteram suborninadas ao comandante da nação, que é a pessoa responsável por ter esta visão. Daí que nunca se deve pensar em dar autonomia para o MPF, nem forças armadas ou outros órgãos estratégicos do estado. Só neófitos o fazem, como os nossos aqui fizeram.

  53. Para resumir, que sejam todos

    Para resumir, que sejam todos postos no olho da rua! O cara faz concurso público, passa mediante o infame QI – e não se trata de inteligência pois no judiciário essa prática é a regra! – e depois fica se achando deus? Ora façam-me o favor! Desfaçatez tem limites!

  54. O “roteiro”

         Após estes cursos e demais encontros – todos publicos – em 2010 foi publicado um “roteiro”, tambem publico/ não reservado, pelas instituições multilaterais americanas ( de Norte a Sul ), as pouco conhecidas fora do meio do contra-terrorismo, a “GAFILAT/GAFISUD” e seus orgãos mãe, a FATF – GAFI

          Trata-se do relatório ” Anti Lavado de Activos y Control el Financiamiento del Terrorismo ” , cada País teve suas instituições escrutinadas, e ao final deste relatório existem “recomendações”, que quado lidas qualquer um, nem precisa ser advogado ou de algum orgão de inteligência, percebe um roteiro primário da “Lava Jato”.

          Quem tiver paciência deve le-lo na integra, são mais de 300 páginas, nas quais existe uma visão do exterior sobre nossas instituições, e ao final um “roteiro” ( recomendações ).

           O do Brasil está em : 

     www.gafilat.org/UserFiles/documentos/pt/evaluaciones_mutuas/Brasil_3era_Ronda_2010.pdf

  55. máquina de propaganda

    Os objetivos antinacionais são atingidos com o concurso do maior partido do Brasil, PIG Partido da Imprensa Golpista cujo presidente Globo dirige com mão de ferro.

    Dioturnamente “Faz a cabeça” do povo brasileiro que vem saindo do analfabetismo. Qualquer coisa anunciada 24 horas por dia durante 40 / 50 anos vende!

    Existe porém um outro partido tão deletério e obscuro quanto, que em breve alcançará a hegemonia. Trata-se do Partido Evangélico do Brasil,  PEB, cujos precursores Malacraias, Felicianus, etc ja fazem estragos pela módica taxa de 10%.

    Quando chegará a vez do PPB  Partido Patriótico do Brasil? 

  56. Claro que há

    Claro que há poderosos interesses geopolíticos em jogo quanto ao golpe no Brasil, mas o Capital é principalmente transnacional, e responsabilizar “os-Estados-Unidos” (como uma espécie de entidade una) pela “conspiração” contra os “interesses-nacionais” (como se estes também correspondessem a outra unidade) é uma atitude compensatória e ilusória frente a nossa derrota. Os conspiradores e golpistas estão aqui mesmo, entre nós, no Brasil, e não têm muito muito de “idealismo”. Entre esses golpistas estão principalmente os empresários do país: a antiga “burguesia nacional” que a esquerda e os trabalhistas julgavam ser “progressista”, em relação aos latifundiários, desde os anos 50 até pouco tempo, nos governos do PT, sendo traídos e golpeados, desde antes de 64 até agora, tanto pelo empresariado urbano quanto rural.

    É a essas oligarquias, velhas e novas, que se ligam esses bacharéis dos MPs, das PFs, do Judiciário, etc, deslumbrados, como grande parte de nós brasileiros, pelo “desenvolvido” american way of life, e muito bem pagos pelo pobre povo pobre do Brasil, através do Estado. Mas indo além do que Nassif aponta em seu artigo de hoje: quando questionaremos o alcance profundo, em nós, da ideologia desenvolvimentista, tão característica do dito “Primeiro Mundo”, principalmente dos Estados Unidos? Estamos mesmo no beco sem saída do capitalismo: do, até certo ponto, inescapável desenvolvimentismo. O PT errou muito, mas herdou a máquina do Estado e suas engrenagens viciadas, tendo que administrar as crises capitalistas e lidar com sua corrupção sistêmica, tentando melhorar as vidas dos mais pobres e desvalidos. Mas isso não interessa às oligarquias “nacionais”, e à classe média tradicional que as apoia, pois essas só cuidam mesmo de si.

  57. A geopolítica americana nunca

    A geopolítica americana nunca foi sutil.  A primavera árabe não foi sutil, golpe em Honduras e no Paraguai não foram sutis.  Treinar juízes nacionais, premiar os mesmos e fornecer informação da NSA não é sutil.  Forçar compras gigantescas e contratos de segurança de bilhões para a Copa e Olimpíada também não é sutil. A intervenção americana no Brasil data do Império e a “cooperação” também, mas mais perdemos que ganhamos, basta ver a nossa falta de poder frente ao nosso principal ativo – nossas reservas minerais e nossa produção agrícola.  O que acontece no Brasil é muito maior que MPF, PF e Moro, é o desmonte completo, uma demolição sem aviso prévio, um apocalipse.  

    Como falar que os EUA tiveram papel secundário se Petrobras, Eletrobras, submarino nuclear, etc estão em jogo?????  Como falar que os EUA tiveram papel secundário no Golpe de 64, se sem eles não teríamos nem pistolas para o exercito ??? Como os EUA tiveram papel secundário se parte da PF é financiada pelos EUA ????

    Os interesses dos EUA (establishement) não são homogêneos com relação ao mundo, Ok.  Mas com relação ao Brasil, ainda não vi um único momento da história com dois grupos (do core esablishement, tipo CFR) americanos defendendo interesses divergentes no Brasil.  Gostaria que alguém citasse algum.

    Muita gente séria e especialistas em suas áreas já mostraram e demonstraram que realmente não há uma teoria da conspiração, mas uma conspiração de fato contra todos os países ricos em recursos naturais.  Na Europa eles chamam isso de maldição dos recursos naturais.  O Brasil, e o seu jornalismo, insiste em se fingir de inocentes.

  58. INGENUIDADE EM CAIXA ALTA.

    Nassif agora se superou! Destaco apebas dois pontos:

    1) O papel supostamente secundário dos EUA no golpe de 1964 e no de agora. Por favor, Leia os dois livros de Dreifuss “1964 – a conquista do Estado” e “A internacional capitalista”. Sobre a cruzada antinacional, antipovo e antiesquerda liderada por obscuras figuras da PF, do MPF e por este juiz concurseiro moro, o grau das imbricações com os EUA será  revelado pelos historiadores no futuro. Agora, Nassif, não se pode dizer nada, embora os indícios da íntima interação sejam muito fortes.

     

    2) competência dos integrantes da lava jato. NASSIF, ESSES DELEGADOS, PROCURADORES E O JUIZ COMEREM TODAS TODAS REPITO ILEGALIDADES E ARBITRARIEDADES POSSÍVEIS  E IMPOSSIVEIS. NÃO FOSSE UM EVIDENTE COMPLÔ, COM TOTAL E IMPRESCINDÍVEL INTERVENIÊNCIA DO STF, AMPLA DIVULGAÇÃO GLOBAL E INSTRUMENTALIZAÇÃO POR PARTE DOS PARTIDOS VENAIS PSDB-DEM-PMDB E AS LEGENDAS E LIDERANCAS EVANGÉLICAS VENAIS, NADA SEGUIRUA ADIANTE. IMAGINA VC ALGUM RESULTADO NA LAVA JATO SEM AS TAIS DELAÇÕES PREMIADAS CONSEGUIDAS POR MEIO DE PRISÕES LEGAIS, ESCUTAS PLANTADAS POR PROCURADORES E CHANTAGENS DE TODA ORDEM? ENFIM, COMPETÊNCIA ZERO.

    • E  bota elegância nisso!
      Se o

      E  bota elegância nisso!

      Se o caso é de falta de esperteza, essa “ingenuidade” já entrou no terreno das patologias mentais. E por aí vem à tona os informes sobre o avanço dos gringos  nas “técnicas” de controle da mente. Imagino que em ” pacotes de treinamento” esse “recurso” pode, dependendo da “missão”, ser incluído no kit pedagógico. 

  59. Uma outra visão
    O modelo científico, meritocrático e elitista engabela os nobres jovens que partem para a matriz, ops!, para o berço do conhecimento, acreditando que por lá avançarão em seus conhecimentos.

    Como já estão treinados desde o berço para seguir em linha reta que é o trajeto mais rápido e prático para se alcançar os objetivos traçados pelo modelo, vestem a indumentária e se acomodam no papel de títeres.

    Esse modelo, que não admite dissidência de pensamento, coopta facilmente os nossos “brilhantes” jovens e os torna, eficazmente mascarados pelo brilho, sabujos dos interesses dos refletores da madrasta hollywoodiana.

    O que se pretende ensinar nessas extensões de aprendizado não são apenas técnicas científicas que poderiam vir em compêndios.

    A função principal é a doutrinação.

    Tal como feito na economia pela escola de Chicago, nas Forças Armadas pela Escola das Américas, os atuais “instruídos” estão na área de Direito. Trata-se do novo modelo de propaganda e dominância.

    Portanto, é doutrinação, é ideológico, e por isso mesmo pode-se denominar parte da geopolítica soft de domínio de mente e submissão de ideias.

    Estes cursos atuais não são atualizações meramente acadêmicas, orientados por universidades. São particionados pelo governo dos EUA e por corporações privadas com altos interesses nas riquezas dos países de origem dos aprendizes.

    O objetivo é claro, mesmo que em segundo plano, que é a de exercer o comando direto com orientação “full time”, ou indireto através da cooptação doutrinária e ideológica determinante de um modelo.

    Não é à toa que as ações da Força Tarefa burlou a normatização pátria utilizada nas demandas judiciais. Também, misteriosamente, não encontrou um agente estrangeiro nas extensas investigações, enquanto todas as grandes empresas brasileiras caíram na malha. Não foi em vão a descoberta que o governo americano fazia escutas telefônicas ilegais ao governo brasileiro, à Dilma, e na Petrobrás.

    Para que sejam alcançados objetivos de dominância, controle e exploração, derrubam-se Presidentes, se assim for necessário. É o que eu chamo de justiciamento da política em países rebeldes ao modelo traçado.

    Por isso podem também ser entendidos como ações de conspiração no sentido de “Maquinação; ação de construir um plano que prejudica alguém, geralmente um governante ou uma pessoa poderosa: conspiração contra a presidente.
    Conluio; ação de quem busca prejudicar alguém, com a ajuda de uma outra pessoa.”, como definido pelo Dicionário Online de Português.

  60. Não subestime a capacidade da CIA e NSA

    Entre 12 de setembro (dia seguinte ao golpe militar que derrocou Allende no Chile) a 9 de novembro de 1973, o Estádio Nacional do Chile foi usado como campo de prisioneiros do regime ditatorial de Augusto Pinochet.

    Os prisioneiros eram separados por sexo e presos em seis camarotes. Os interrogatórios eram feitos no velódromo.

    Por lá passaram certa de 40.000 prisioneiros, de onde foram mandados, a maioria, para o Campo de Prisioneiros de Chacabuco, a 110 km de Antofagasta. Muitos foram torturados e assassinados. Foi nesse campo de concentração, que o “Chanceler” José Serra foi recrutado pela CIA, e enviado para os EUA, com a família. Valeu a pena o investimento da Agência de Inteligência dos EUA: Vai receber todas nossas reservas de petróleo na “bacia das almas”. 

    PS.: Se alguém duvida da impossibilidade do José Serra sair do Chile com a família pelo aeroporto assista o filme “Em teu nome”… O personagem principal é o estudante de engenharia João Carlos Bona Garcia, que estava exilado no Chile, e que quando houve o golpe do Pinochet, não consegui se refugiar numa embaixada como dezenas de refugiados fizeram. Como ele, o José Serra também não conseguiu refúgio, e pior que isso, foi preso e encaminhado para o estádio prisão. O João Bona Garcia, vive hoje no RGS aposentado como juiz do Tribunal de Justiça Militar.

  61. Por que não?
    Nassif, observo uma contradição entre suas primeiras definições, sobre as relações entrecruzadas do sr. Moro e os interesses americanos, e suas conclusões: você destaca que o interesse USeiro seria no petróleo e na competição com empresas brasileiras, com uso de ferramentas de espionagem, fala de táticas de convencimento que seUS órgãos de investigação e inteligência aplicam a estrangeiros despreparados e “idealistas”, como se tudo isso fosse aleatório e coincidente! Isso pra desbaratar uma pretensa teoria da conspiração… Se fosse mera teoria você não atribuiria o golpe contra a presidenta eleita à “competência” da lava jato, suponho, mesmo que nisso houvesse ironia. E acho que os USA não tem amigos ou inimigos, apenas parceiros ou adversários geopolíticos; nesse sentido, o Brasil e sua atuação político – econômica e diplomática se tornou, nos últimos 14 anos, uma pedra no sapato USeiro no seu quintal latinoamericano e nas potências emergentes que não conseguiram submeter à sua influência, hard ou soft: os Brics são, sim, uma potência multicontinental real e só no Brasil não se enxerga sua relevância e influência a médio e longo prazo.
    Acho que seu xadrez pecou pela necessidade de rebater uma suposta teoria da conspiração, descartando peças que a tornam nitidamente “by USA” e altamente factível, se analisada com profundidade e abrangência sob a perspectiva das relações internacionais, e que já é uma evidência pra especialistas e jornalistas estrangeiros que acompanham o assunto.
    A guerra contra o Iraque também fabricou armas de destruição em massa que até hoje ninguém encontrou, e os USA continuam querendo governar o mundo que acha que invasão por interesse USeiro só acontece no país dos outros. Como se ajudar a derrubar uma presidenta eleita pra tomar o pré-sal fosse coisa banal, corriqueira e sem maiores envolvimentos e desdobramentos.
    Pergunto, seguindo seu raciocínio: acredita mesmo no idealismo dos frentistas desse lava jato, sedentos de holofotes e comissões em Delações, cujas técnicas foram aprendidas nos cursos que benevolentes e desinteressados USeiros lhes ministraram? Delações que têm sido utilizadas como arma na desestabilização política do país de modo a gerar incerteza e paralisia na sociedade perplexa, que não reage enquanto os saqueadores correm pra desmontar o Estado e permitir a devassa do patrimônio nacional. Hipocrisia e partidarismo que você também mencionou.
    Quando há um crime, pergunta-se: quem seriam os maiores interessados ou beneficiários do ato? Faça-se o mesmo com a lava jato e sua maior conquista, segundo seus próprios argumentos, a retirada de uma presidenta eleita e honesta e se poderá aferir a precisão potencial da “teoria da conspiração”.
    Os golpistas brasileiros sozinhos não teriam essa competência, basta ver como não conseguem esconder seu descompasso e despreparo pra executar o plano do qual são apenas os ventríloquos do interesse internacional, claro, garantida sua comissãozinha em dinheiro e status/poder, a cobiça e a vaidade que movem o mundo dos sem voto nem ideal.

    • por que não!

      1. ainda pior do que teorias da conspiração é a narrativa da vitimização. não somos objetos passivos do imperialismo Made in USA. sempre fomos sujeitos de nossa própria espoliação. desde nosso surgimento como uma empresa transcontinental da cana-de-açúcar até a SELIC como a mais valiosa de nossas commodities. a maior taxa de juros reais do mundo, cuidadosamente assim mantida pelo lulismo em 13 anos de servidão ao mercado financeiro global;

      2. sem a participação ativa dos gestores locais, não se implementa a transnacional governança mundial. foi desde Washington, em 12/12/2002, após um calorosos aperto de mãos com Bush Filho, que Lula-Lá anunciou a Wall Street que seus interesses, seus juros, estavam garantidos pela indicação do insípido Meirelles para o BC petista. o mesmo Meirelles agora Ministro interino golpista de um vice também votado pelos 54 milhões de eleitores de Dilma;

      3. quando em Junho de 2013, e não apenas um mera coincidência, Snowden vazou farto material revelando que a NSA espionava a Petrobrás e grampeara a própria Presidência da República, o lulismo pregava que seria pelos mega eventos que as cidades brasileiras alcançariam a pacificação do desenvolvimento e da inclusão social;

      4. após ser reeleita por uma pequena margem, mas com poderoso apoio popular, Dilma nem ainda inicia o segundo mandato e trai seus eleitores. nomeia um preposto dos banqueiros para o Ministério da Fazenda, aplicando “medidas impopulares” derrotadas nas urnas. começa a erosão de sua base social e fica aberto o caminho para o golpeachment;

      5. não é o “imperialismo ianque” não! é o Alzheimer político sim!

      .

      • Interessante que a base dos
        Interessante que a base dos seus argumentos é que os governos progressistas não teriam rechaçado exatamente os interesses USeiros no nosso playground e permitido sua viabilização definitiva através do golpe. Pergunto: se foram apenas interesses e operadores nacionais, e os Yankees são inocentes passivos beneficiados pela nossa eterna incompetência, por que não antes, já que você disse, a presidenta implantou política econômica de mercado que agradaria a elite logo no início deste mandato enquanto a oposição de direita apenas recrudescia? Seu raciocínio não fecha com os fatos. A jóia da coroa é o pré sal e este não entrou na negociação do pacote de austeridade…, pra não falar das verbas de publicidade reduzidas drasticamente e da reorganização econômica sob o ministro Nelson Barbosa, que eliminaria o pretexto econômico pro convencimento sobre a necessidade do vergonhagate. Nunca disse que o golpe é exclusivamente americano, exatamente porque política é sempre algo multifatorial, mas que resulta da conveniência proativa e compartilhada de setores oligárquicos nacionais e internacionais, NSA mostrou mais do que espionagem ilegal…

        • por que não! (2)

          ->”Seu raciocínio não fecha com os fatos.”

          fecha sim, mas não vou, no momento, polemizar sobre isto.

          -> “Nunca disse que o golpe é exclusivamente americano”

          compreendi perfeitamente isto. assim como vc tb compreendeu perfeitamente que não nego uma importante participação dos EUA no golpe. veja bem, a discordância é não qto ao “imperialismo ianque”! ele existe! mas sim como ele se exerce hoje! como o poder global se exerce atualmente? com certeza não cfe um paradigma da Guerra Fria. e nem mesmo do período de ascensão do neoliberalismo nos anos Thatcher. naqueles idos tempos o padrão Dólar se consolidou e atingiu seu ápice. hj os EUA já não conseguem exercer hegemonia (entendida como a potência que governa a economia política mundial), principalmente pq o padrão Dólar faliu. a crise de 2008 tornou o duplo déficit norte-americano completamente disfuncional como mecanismo global de reciclagem do superávit comercial da China e da Alemanha. hj são o Google e o Facebook os principais instrumentos do “imperialismo ianque”. num contexto em que os EUA já não são exatamente um Estado-Nação, tornaram-se USA Incorporation, com a Europa como um modelo de pós Estado Nacional. claro que este tema ultrapassa em muito algumas poucas linhas de comentário.

          abraços e Fora Temer! Fora Cunha! Fora Gilmar Mendes!

          .

           

          • À parte muitas diferenças de
            À parte muitas diferenças de pontos de vista e algumas concordâncias, acho que o ponto da divergência está entre confundir desejo de fazer com poder de realizar. É óbvio que a direita nacional reacionária e as oligarquias sócio econômicas, partidárias ou não, queriam e realizaram o golpe contra o projeto de poder e de país representado pela esquerda pós redemocratização: a manipulação do debate em favor de Collor e a compra da reeleição de FHC são pontos altos mas estes foram minigolpes que respeitavam o voto e, por isso, tentavam coagi-lo, ou vice-versa. No caso de 1964 como no atual, querer apenas não bastava porque o poder, constitucionalmente popular, pelo voto, foi e tendia a continuar progressista, nos períodos mencionados. Daí a necessidade de um agente, externo, que viabilizasse estrutura suprainstitucional que rompesse, sob alegação paradoxal de defesa democrática, a consciência popular sobre a relevância de seu poder de escolha: “você votou mas nós dizemos – e dizemos que provamos mas no final isso, quando mentiroso, não importa… – que você foi traído, roubado e está sob ameaça; por isso, nós, apelando (e alimentando) pro falso moralismo e desinformação popular, vamos resolver por vocês”.
            Interesses internacionais, principalmente USeiros, sobre o país sempre houve mas, quando as oligarquias nacionais que os representam, porque compartilham meios e fins, conseguem o poder de modo democrático, ainda que manipulado, pra que pedir auxílio ao Grande irmão? Quando o acesso, de modo popular ou populista, ao poder fica comprometido, por qualquer motivo, pede-se ou aceita-se a interferência de quem tem know-how e why-no? em realizar seu destino manifesto de liderar o mundo e, olha outra coincidência, em defesa da democracia e do combate à corrupção! Born in USA!
            #Forausurpador
            #VoltaQuerida
            #Vivaasociedadeprogressista

          • quebra de paradigmas

            ->” À parte muitas diferenças de pontos de vista e algumas concordâncias”

            não é uma questão de concordâncias ou discordâncias. a Crise de 2008 marca uma ruptura mundial. Junho de 2013 marca o esgotamento de um modelo no Brasil. meu ponto de vista: é preciso pensar e agir de acordo com estes dois grandes marcos. e o atual golpe é a mais incisiva demonstração disto. não sairemos deste golpe repetindo os erros pelos quais chegamos a ele. não lutaremos contra este golpe sob o marco do mesmo arcabouço institucional e teórico.

            é indiscutível que as mega corporações transnacionais (e não exatamente os EUA cfe. o paradigma da Guerra Fria) querem abocanhar o pré-sal, o nióbio, o coltan, o mapeamento genético da biodiversidade, os aquíferos…

            por outro lado, a CNI quer a volta da escravidão. não é só com o Cunha que é impossível um acordo, como corretamente afirmou Dilma. não há acordo com a FIESP, tampouco com a fração hegemônica do setor dominante brasileiro: banqueiros, rentistas, exportadores de commodities, grande mídia. estas famiglias são a cosa nostra: os sócios internos do golpe, sem os quais ele jamais aconteceria.

            abraços

            .

  62. Moro é agente da UNCLE. Temer é um reles informante.

    Nassif é categorico:  tudo bobagem.

    Me impressiona constatar que o Nassif, olhando por baixo do seu obló privilegiado, contraria o mais importante analista politico brasileiro, Moniz Bandeira, que já escreveu o contrário, do alto da sua janela panorâmica, internacionalmente reconhecida. Na entrevista do Bandeira concedida ao Nassif com Patricia Faermann, isso ficou claro no terceiro paragrafo. Mas Nassif ”esqueceu”.

    Samuel Pinheiro Guimarães, entrevistado pelo O Cafezinho, confirma o que disse Moniz naquela entrevista: ”segundo depoimento do Presidente das entidades da Polícia Federal na Câmara dos Deputados, a Polícia Federal recebe regularmente recursos da CIA, do FBI e da Drug Enforcement Administration – DEA, no montante de USD 10 milhões anuais, depositados diretamente em contas individuais de policiais federais.”  (25 agosto 2015, http://www.ocafezinho.com/2015/08/25/samuel-pinheiro-guimaraes-a-ofensiva-conservadora-e-as-crises/#more-31389

    Se não erro, Luis Nassif escreveu o prefácio do livro de um tal de Totta, sobre Nelson Rockefeller, atribuindo-lhe a modernidade de São Paulo!!! 

    No livro lançado no Brasil em 1998, “Seja Feita a Vossa Vontade”, dos jornalistas Gerard Colby e Charlotte Dennett , foi revelado com detalhes os métodos e a intensidade das violações cometidas por Rockefeller, para avaliar e controlar recursos brasileiros.  Os autores mostram o entrelaçamento entre a cobiça privada de Nelson e os serviços de espionagem dos EUA na rapinagem das riquezas do Brasil. Os golpes, de 1954, contra Getúlio, frustrado pelo seu suicídio, e aquele contra Jango, dez anos mais tarde, tiveram os 10 dedos de Rockefeller diretamente.  —  Colby e Charlotte: ”Como presidente do Grupo Especial do Conselho Nacional de Segurança, (Nelson Rockefeller) conhecia todos os segredos da CIA e suas atividades, incluindo tentativas de assassinatos, experimentos de controle da mente, envolvimentos em golpes.”  –  ”Em cada país, incluindo o Brasil, Rockefeller instaurou um conselho local administrativo formado por empresários dos países latinos e empresários americanos que nesses países residiam. Eram essas pessoas que passavam a ele informações sobre como atuar no país e como implementar seus programas. Mas o mais importante era como ganhar suporte dos governos para seus projetos. Esses contatos que ele fazia se estenderam para a área militar, como com o general Eurico Gaspar, que foi operacional no golpe de 1945 contra Vargas.”
     
    Colby cita um memorando do Rockefeller ao presidente Roosevelt: “Independente do resultado da guerra, com uma vitória alemã ou aliada, os EUA devem proteger sua posição internacional através do domínio do comércio mundial, da ocupação dos mercados e da posse das principais fontes de matéria-prima.”  Anos mais tarde o ex-secretário de imprensa do Congresso, Gerald Colby, sentenciava sobre Rockefeller: “no esforço para extrair os recursos mais estratégicos da América Latina com menores custos, ele não poupava meios.”

    Comentando três dos quatro pontos do Nassif:

    1. Os objetivos diretos (claramente) pretendidos é perseguir o PT e o Lula. A operação não foi um sucesso total. E não o será.
    2. São párias. Se fossem imbuidos na limpeza, não teriam deixado os Marinho e a tucanalha fazer e acontecer.
    3. Confirma o que foi escrito no ponto 2.

  63. Pripyat

    serão necessários 900 anos para a radiação se dissipar e a cidade de Pripyat voltar a ser habitável. onde antes do acidente de Chernobil viviam 50 mil pessoas restou o abandono e a mortal contaminação nuclear. após a catástrofe, Pripyat jamais será como era. nem mesmo Pripyat será…

    após 13 anos de Alzheimer político, os afetados pela Síndrome do Crepúsculo anseiam voltar para um Brasil que já não existe. o lulismo expirou sua validade. e com ele o paralisante paradigma do pensamento binário. tudo que se apresentava como tão sólido, agora  desmanchou-se na fluidez de um caleidoscópio de multifacetadas forças políticas, lutando entre si para estabelecer uma nova hegemonia.

    em 1964, Brother Sam articulou a logística do golpe de dentro da Embaixada dos EUA. mas foi o Gal. Mourão Filho quem iniciou de véspera o levante militar. chegou ao Rio de Janeiro sem encontrar qualquer resistência, para no 1º de Abril, o dia da mentira, entregar a “revolução” a Costa e Silva, que ainda estava dormindo, de cuecas (link 00:39:00)

    hoje, são pegos de calça curta o príncipe da privataria, desmascarado na Al Jazeera por seu inglês disléxico, e a bruta flor do servil empresariado jeca paulistano (link).

    é óbvio que os interesses geopolíticos dos EUA são parte importante do golpeachment. na cena do crime está presente DNA externo, não apenas a CIA e a NSA, também o  Mossad. além do histórico de atrito entre o governo Dilma e Israel, sublinhe-se a especial deferência com que o muy amigo Eduardo Cunha foi recebido no Knesset.

    mas não nos enganemos, temos sido autônomos e competentes o suficiente para não improvisarmos nas diversas vezes que a Nação e o Povo foram golpeados. é cosa nostra: uma expetise Made in BraZil, desenvolvida ao longo de séculos por uma plutocracia colonial e escravagista.

    Wall Street não é uma ave de rapina celestial dominando o mundo dos céus. não existe nenhum governo mundial, o que existe são dispositivos locais de governança. uma rede global de contra insurreição, sendo esta o atual princípio de governo. já não se pode falar de uma crise do capitalismo, e sim de um capitalismo de crise, sendo esta a atual forma de governo.

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    • À parte sua verborragia que
      À parte sua verborragia que insinua teorias ainda mais conspiratórias do que a que tenta desqualificar, seu raciocínio fica precário quando critica grosseiramente a escolha política que transformou esse país nos últimos 14 anos – não apenas mérito do lulismo mas de vastas camadas da sociedade civil progressista e suprapartidária, em risco sob o golpe – e não junta as pontas com o argumento de que os golpes, de 1964 e 2016, são apenas obra da política interna. Ninguém que tem falado da interferência americana neste último seria ingênuo ou imbecil de descartar a não apenas inegável responsabilidade mas indispensável articulação da classe política e da oligarquia sócio econômica nacionais no cenário. O problema, que você não analisa, é que ambos aconteceram em momentos de amadurecimento político do país em direção contrária aos interesses geopolíticos e econômicos americanos, o que explica sua intervenção sem a qual os golpes não teriam sido viáveis. Se dependesse apenas dos interesses e força política da oposição interna, no golpe em curso, porque “deixaram” o povo escolher nas urnas seu modelo de governança se tinham condições de manipulá-lo antes, dentro da legalidade? Não poderiam, sozinhos, ter impedido a esquerdização da América Latina, como parece ser o interesse (“apenas”?) do interino no MRE? E tudo isso sem recorrer ao desgastante processo, até pros golpistas!, de tomada de poder inconstitucional? Faltam peças, muitas, no seu argumento, de resto, meramente antipetista.
      Não misture sua antipatia com o lulismo ou com a política progressista nos últimos governos legítimos eleitos com interpretação “objetiva” de fatos ainda em desdobramento, como a aprovação do fim da partilha do pré sal e responsabilização de empresários brasileiros em cortes de justiça americanas: ainda acha que isso é só “coisa nossa”?
      Preocupe-se menos com articulação de palavras e atente mais à conjugação de idéias baseadas em fatos, brincar de quebra cabeças pode lhe ajudar a compreender que o que faz sentido retoricamente pode ser apenas um sofisma e não montar uma imagem compatível com a realidade. No país do “pensamento seletivo”, pensar com abrangência pode ser uma ofensa mas sugiro acompanhar o noticiário e abandonar sua muleta intimidatória contra esquerdopetistas ou progressistas: lutar contra evidências com compulsiva enumeração de fatos desarticulados e teses discutíveis como se fossem consensos pacificados parece relutância de ignorantes. Respeite, se possível, problemas de saúde – ataques fáceis e duvidosos – pois você poderá a vir sofrer deles (quem sabe, voluntariamente, pra não lembrar de certos comentários seus).
      Grata pela atenção.

      • verborragia

        ->” Não misture sua antipatia com o lulismo ou com a política progressista nos últimos governos legítimos”

        não é uma questão de “antipatia”. é uma profunda discordância política. e não foram exatamente “governos progressistas”, se o tivessem sido não estaríamos neste abismo em que agora afundamos. e muito menos sou anti-petista. ao contrário, participei ativamente, como militante de base do movimento sindical, do processo de fundação do PT. mas nunca abdiquei daquilo que é o motor da transformação social: o exercício da crítica, principalmente da auto-crítica. entre 2006 e 2009, e mais recentemente a partir de maio de 2015, em muitos comentários e postS aqui neste Blog do Nassif abordei os descaminhos da Esquerda brasileira. Lula traiu sim! Dilma traiu sim! pelo menos esta última parece ter recuperado a sensatez, como demonstram suas últimas entrevistas. e como fui um dos primeiros a frisar , a partir da participação de Dilma no ato da Praça XV, no Rio.

        o seu problema, o problema do lulismo e o problema da quase totalidade da Esquerda é que vcs detestam auto-crítica. por isto chegamos ao desastre atual. mas com um pouco de boa vontade vc supera isto fácil.

        mas em algo concordo 101% contigo. não devemos ser verborrágicos – aliás, algo que evito ser. imagens e atos sempre valem mais do que um milhão de palavras.

        http://jornalggn.com.br/blog/arkx/resistencia-ao-golpe-sul-de-minas

        [video:https://www.youtube.com/watch?v=ukdhbZIaeTE%5D

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        • Debate de ouriços
          Verborragia se mede pela qualidade do que é dito, não necessariamente pela quantidade de palavras.
          Ter sido petista não lhe dá atestado de superioridade moral pra criticar sem ser contestado.
          Autocrítica também não parece uma qualidade que você pratique habitualmente, portanto, use do remédio que prescreve pra garantir sua eficácia.
          Quem replicou com agressividade desnecessária e inexplicável foi você; meu primeiro comentário sobre o assunto foi combativo no argumento pois não gosto nem costumo debater na base da troca de farpas, menos ainda pessoais: se a troca de idéias não vale a pena, encerro a conversa, como faço agora, por absoluta desnecessidade de insistir no que não pode haver, compreensão mútua independente de consenso. Grata pelo tempo perdido.

          • sem ouriços

            ->”Ter sido petista não lhe dá atestado de superioridade moral pra criticar sem ser contestado.”

            calma. sem stress. não que é eu tenha sido petista, o PT é que deixou de ser petista, faz bastante tempo. se hoje somos espinho, é sempre bom não esquecer que espinho não machuca a flor. a troca de idéias sempre vale a pena. estou super acostumado a ser contestado. tenho um bom relacionamento com o pessoal do PT – que muitas vzs não gostam de minhas críticas e posições, embora cada vez mais concordem comigo.

            ontem à noite estive na platéia de um debate, realizado no Rio de Janeiro, na Pça. São Salvador – onde tem um Coletivo muito legal denominado de “À Esquerda da Praça”. a exposição da Ivana Bentes foi reveladora. contou que em sua passagem pelo MinC esteve numa reunião no Ministério das Comunicações. aguardando na sala de espera, se deparou na mesinha com vários exemplares de edições diferentes da revista “Veja”. e este é apenas um diminuto exemplo dos erros cometidos pelos quais chegamos ao golpe.

            abraços

        • O governo do PT Lula/Dilma é um desastre mesmo

          O Lula teve a chance de corrigir a rota do Brasil, tinha tempo e dinheiro para isto, cedeu a um populismo barato que está se mostrando insuficiente para mantê-lo como o “melhor presidente de todos os tempos do Brasil”. A dona Dilma até tentou baixar a SELIC mas com um voluntarismo infantil, sem antecipar as reações que ocorreriam e de fato ocorreram.

          Tivesse se preocupado com a reforma ministerial com 14 pastas, tendo por gabarito o uso da Astrologia, Tarot e Geometria e o Brasil teria conseguido um Rumo, um Norte e uma Estrela que o protegeriam desta barafunda de imperialistas e vigaristas que estão a nos assaltar agora.

          São incompetentes com I maiúsculo sim.

          • Sobre debates, Olavo de Carvalho e sua verve…

            Devastação cultural encarnada

            Olavo de Carvalho
            Diário do Comércio, 28 de junho de 2016

                      

            Nada pode estar tão distante de alguma outra coisa como o intercâmbio intelectual genuíno está do debate político-partidário e ideológico tal como se trava na nossa mídia e nas nossas instituições universitárias.
            Não é exagero dizer que, fora de uns círculos privados muito pequenos, quase microscópicos, o intercâmbio intelectual desapareceu deste país. Desapareceu a tal ponto que o debate político tomou o seu lugar e acredita piamente ser ele.
            Grosso modo, a diferença consiste no seguinte: o intercâmbio intelectual pressupõe a efetiva interpenetração das consciências, a participação comum dos interlocutores num mesmo conjunto de experiências cognitivas.
            O debate político (no sentido acima) compõe-se apenas da adesão ou repulsa superficiais a “teses” ou “opiniões” estereotipadas, no mais das vezes apenas inventadas e projetivas, às  quais pareça bonito, no momento, lançar flores ou pedradas.
            No intercâmbio intelectual, a compreensão e o enriquecimento mútuos são muito mais importantes do que a concordância ou discordância, que em geral acabam sendo quase sempre parciais e condicionais.
            No debate político, concordar ou discordar é tudo, com o agravante de que a adesão ou repulsa não é nunca puramente intelectual, mas se multiplica pela exaltação ou condenação morais, que, dirigidas aos alvos convenientes, valem também, por extensão ou por inversão, como descarada “captatio benevolentiae” para fazer do opinador um modelo de virtudes, a personificação suprema da democracia, do patriotismo, do progresso, do socialismo, dos sentimentos cristãos ou de qualquer outro valor que se imagine compartilhado pela audiência.
            Não é preciso dizer que, no debate político brasileiro, o compartilhamento de experiências cognitivas é não apenas desnecessário, mas inconveniente.
            Compreender as idéias, as intenções profundas ou, mais ainda, a alma do interlocutor pode paralisar o impulso de deformar, caricaturar e falsificar, que, em tão nobre atividade humana, é a essência e a meta do que se pretende.
            Numa sociedade normal, há os dois tipos de debates, mas permanecem em terrenos distintos, e a presença vizinha do intercâmbio intelectual, que é de conhecimento público tanto quanto o debate político, funciona como um freio aos arrebatamentos erísticos e demagógicos deste último.
            Desaparecendo o intercâmbio intelectual, o debate político, sem parâmetros regulatórios exceto o Código Penal, os interesses empresariais e partidários em jogo e os padrões de gosto de uma platéia volúvel e ignorante, se encontra livre para impor-se como modelo de todas as discussões possíveis e até recobrir-se da aura de “atividade intelectual” aos olhos de quem nunca teve – nem viu — atividade intelectual nenhuma.
            Não deixa de ser sintomático que, nessa atmosfera, as regras de polidez mais vulgares, grosseiras e pueris – mesmo elas constantemente violadas pelos seus propugnadores – se transfigurem no símbolo convencional, no sucedâneo mais aceitável de elevação intelectual e moral.
            Foi assim que tipos como os srs. Reinaldo Azevedo, Rodrigo Constantino, Marco Antonio Villa, Caio Blinder e outros tantos vieram a parecer intelectuais, quando até mesmo no exercício do mero jornalismo são tão claramente deficientes, sem comparação possível com os seus antecessores de três ou quatro décadas atrás.
            Para quem cresceu lendo os artigos de Julio de Mesquita Filho, Nicolas Boer, Gustavo Corção, Paulo Francis, Otto Maria Carpeaux, Álvaro Lins, Arnaldo Pedroso d’Horta e muitos outros do mesmo calibre –todos eles intelectuais de pleno direito exercendo “ad hoc” as funções de jornalistas –, ler o que se publica hoje sob o nome de “comentário político” é ver diariamente a devastação cultural brasileira encarnada com plena fidelidade aos traços simiescos que a definem.

            Ps. No elenco nomeado pelo Olavo faltou o nome atual do Luis Nassif junto aos de Julio de Mesquita Filho, Nicolas Boer, Gustavo Corção, Paulo Francis, Otto Maria Carpeaux, Álvaro Lins, Arnaldo Pedroso d’Horta , nós aqui no blog somos privilegiados por participar de um ambiênte onde o debate intelectual é a norma e não a exceção.

  64. AIG e Itaú/Unibanco

    O Meirelles abortou o fim-de-semana para correr para Washington e maquiar o enrosco.

    Os USA são donos de muito mais coisas por aqui no Brasil do que a população sequer sonha.

    Quem é o dono do Itaú?

  65. Lula e Bernie

    Eu acho que o presidente Lula devia articular um encontro, ainda que apenas privado, com o  Bernie Sanders. Os assessores de Lula com os assessores de Sanders. Discutir a social democracia nas Américas. Traçar um caminho para que os social democratas se articulem e fortaleçam, e alcancem os governos, do Canadá ao Chile. Como promover a igualdade e a justiça social, o fortalecimento e ampliação da classe média, no Brasil e nos Estados Unidos. Penso que os dois se dariam muito bem, tem muito em comum.

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