Xadrez do fator militar, por Luís Nassif

Peça 1 – sobre os cenários improváveis

Até a posse de Dilma Rousseff, já havia ocorrido os seguintes fenômenos, que passaram despercebidos dos partidos políticos e dos analistas em geral:

1      A montagem da bancada de Eduardo Cunha e Michel Temer, com recursos obtidos dos cargos públicos que receberam do PT.

2      As ligações entre a Lava Jato, a Procuradoria Geral da República (PGR) e o Departamento de Estado norte-americano.

3      A parceria Mídia-Ministério Público Federal (MPF), criada com a AP 470, do “mensalão”.

4      A parceria mercado-PMDB, em torno da “Ponte para o Futuro”.

5      A entrada de novos militantes de direita nas redes sociais.

Consumado o impeachment, em pouco tempo ocorreram fatos impensáveis, até então:

1.     Um golpe jurídico-midiático-parlamentar.

2.     A tomada do Legislativo e do Executivo pela pior organização política da história.

3.     Em pouquíssimo tempo, a liquidação da engenharia nacional, junto com cadeia do petróleo e gás e os estaleiros implantados no período pela ação da Lava Jato.

4.     A destruição das principais multinacionais do país e a criminalização da diplomacia externa.

5.     O desmonte do Estado.

6.     A tentativa de privatização selvagem.

7.     Aumento da repressão em todos os níveis, de mortes de lideranças sociais à caçada aos dissidentes, fossem delegados da PF, jornalistas ou militantes.

8.     Avanço da intolerância religiosa e moral em todos os níveis, com partidarização inédita da Justiça e do MPF.

Entrou-se em um novo normal, no qual não é possível mais estimar o fundo do poço. Desde que se implodiu o edifício democrático, com o impeachment, instaurou-se o imprevisível, com um amplo leque de possibilidades.

Em alguns momentos, é possível vislumbrar algum refluxo da intolerância. No momento seguinte, aparecem novas nuvens toldando o horizonte. Mas as razões estruturais permanecem apontando para desfechos pouco otimistas. `

Peça 2 – o fator militar

As declarações do general do Exército Antônio Hamilton Martins Mourão, mencionando possibilidade de uma intervenção militar, definiram uma nova etapa, um novo normal em cima do anterior.

Depois das intervenções das Forças Armadas em várias capitais do Nordeste, em Vitória e no Rio de Janeiro, devido à perda de controle dos respectivos governos sobre a segurança interna, se poderia considerar a afirmação apenas uma constatação óbvia.

Disse o general: “Então no presente momento, o que que nós vislumbramos, os Poderes terão que buscar a solução. Se não conseguirem, né?, chegará a hora que nós teremos que impor uma solução. E essa imposição ela não será fácil, ele trará problemas”.

Partindo de um oficial da ativa, ganha outro significado. E os desdobramentos do episódio mostram o novo cenário.

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Houve grita da mídia, por uma resposta do governo ao militar. O Ministro da Defesa Raul Jungman chegou a anunciar que cobraria providências. Ontem à noite, no programa de Pedro Bial, o chefe do Estado Maior das Forças Armadas, general Villas Boas, declarou em alto e bom som que não haveria punição, que o general falou em ambiente fechado, provocado pelas perguntas etc.

Ali, encerrou-se a fase de subordinação das Forças Armadas ao poder civil.

Obedeceu a uma lógica óbvia: como vai punir um companheiro de fardas, que expressou o sentimento do Alto Comando, se o próprio presidente da República é reconhecidamente corrupto e o Congresso Nacional está dominado por um grupo de parlamentares denunciados?

Peça 3 – as características do pensamento militar

Para se avaliar desdobramentos do episódio, é necessário um mergulho, ainda que superficial, no pensamento militar.

Disciplina

Quando o general menciona que, nas Forças Armadas, tudo é organizado e planejado, vale para a estrutura administrativa e vale para a cabeça do militar. O positivismo dos tempos do Império continua entranhado na cultura militar. Tudo tem que ser previsto, calculado, hierarquizado, branco no preto. Por isso mesmo, há uma dificuldade enorme em entender processos sociais ou a balbúrdia inerente aos processos democráticos, ou mesmo os sistemas mais fluidos do mercado.

Anticorrupção

Funcionários públicos costumam se valer de muitas carreiras de Estado como trampolim para o mercado. No caso dos militares, é dedicação para toda vida, com exceção de algumas áreas tecnológicas. Por isso mesmo, a corrupção é o maior inimigo vislumbrado. Aliás, o regime militar entrou na reta final quando foram revelados os escândalos da Capemi, batendo na corporação militar.

O noticiário exaustivo sobre corrupção calou fundo nas Forças Armadas. A Lava Jato é aceita; o Ministério Público Federal, não, em parte devido às suas políticas ambientais e de defesa de direitos humanos.

A política tradicional é execrada, mas Lula e o PT também.

Interesse nacional

Para as Forças Armadas, a Amazônia Verde é tema tabu, quase tão relevante quanto a Amazônia Azul, da costa brasileira e do pré-sal. Entendem que grande parte das disputas geopolíticas se dá pelo controle das últimas reservas de matéria prima do planeta. E o Brasil tem que aproveitar seu potencial para fazer valer o Poder nacional.

Sua posição sobre a produção interna estratégica, o mercado interno e as estatais aproxima-se bastante das teses desenvolvimentistas, com o desenvolvimento sendo subordinado a visões sobre segurança nacional.

Peça 4 – vivandeiras e interesses setoriais

Em 1964, ficou famoso o termo “vivandeiras”, para caracterizar os que iam bater à porte dos quartéis, exigindo intervenção militar.

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Hoje em dia, os apelos provem de uma minoria barulhenta. Mas há um conjunto de fatores que poderá pressionar os militares:

1.     Vendeu-se a ideia de que bastaria a saída de Dilma para tudo entrar nos eixos. O choque representado pela entrada de Temer e pela adesão a ele dos baluartes da anticorrupção praticamente exterminaram a credibilidade de todos os partidos políticos. Praticamente a única figura que restou da atual geração política foi Lula, e submetido a ameaças crescentes.

2.     Os negócios que estão sendo armados na Eletrobrás e outros setores, a Lei do Teto e o esvaziamento do BNDES são ameaças concretas a diversos setores relevantes da economia. Já caiu a ficha da indústria e comércio que a atual política econômica beneficia exclusivamente o grande capital e as grandes negociatas  

3.     Os problemas crônicos de segurança pública, que serão agravados pela PEC do Teto. A crise fiscal, que bateu fundo também nas Forças Armadas.

4.     A perspectiva de novas eleições com as regras atuais, permitindo a volta de parlamentares denunciados.

5.     As ameaças sobre a Amazônia e o pré-sal.

Some-se a isso esses tempos de redes sociais, que estão permitindo a diversos oficiais generais contato direto com a massa made in Twitter. Ou se julgava que, depois do opinionismo desvairado e sem controle de juízes, procuradores, Ministros do Supremo, a corporação militar ficaria de fora. São tão classe média quanto os outros. E, dentro do caos institucional dos demais poderes, como exigir que, em algum momento, os militares não se apresentassem nas discussões?

Peça 5 – a lógica dos regimes de exceção

A lógica dos regimes de exceção é sempre a mesma.

Primeiro, a ideia de intervir, limpar a política dos “maus políticos” e devolver o poder aos civis. Depois, o tempo vai passando e decidem ampliar o salvacionismo, prorrogando a intervenção. É questão de tempo para a lógica do poder se impor.

Na hipótese de um reavivamento do poder militar, quais seriam as consequências?

Movimentos sociais – reprimidos, assim como Lula e o petismo.

Direitos humanos – reduzidos, mas provavelmente com a implantação de algumas políticas distributivistas.

Setores estratégicos – revigorados, sob controle direto do Estado, infraestrutura (energia, transportes).

Mercado – restrito às empresas do setor privado, sem nenhuma chance de entrar em infraestrutura e outras áreas críticas. O pensamento militar entende muito melhor modelos como Telebras, Eletrobras, Petrobras, do que agências reguladoras, em geral capturadas pelo mercado.

Política econômica – levaria algum tempo para perceber o efeito deletério da política monetária sobre a atividade e o orçamento. Mas o modelo chinês seria de fácil assimilação, especialmente para o raciocínio militar.

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Meio ambiente – terceiro plano, assim como as populações indígenas.

Campeões nacionais – estariam de volta, já que as multinacionais brasileiras são vistas, pelo pensamento militar, como extensão do Poder nacional.

Limpeza política – de cambulhada, iria metade da Câmara. Os corruptos serviriam de álibi para decapitar as principais lideranças da oposição.

Mídia –  a Globo fecharia o dia criticando o poder militar. Ao primeiro clarim da manhã, os bravos colegas mudariam de opinião, como tropa bem disciplinada. No pós-1964 ainda havia algumas referências liberais civis, como o Jornal do Brasil e o Correio da Manhã. Hoje em dia, não existe mais o chamado caráter editorial. Mudar de um barco para outro seria medida rápida. Em qualquer hipotese acaba o poder desestabilizador da mídia.

Liberdade de expressão – seria suprimida gradativamente, em nome do interesse nacional, assim como liberdade de organização, sindicatos etc.

Geopolítica – sairiam procuradores e juízes alinhados com os EUA e voltariam as políticas diplomáticas soberanas.

Supremo Tribunal Federal – não resistiria ao primeiro toque de clarim.

Peça 6 – os desdobramentos possíveis

No fim do túnel há três possibilidades:

Possibilidade 1 – os militares assumindo o controle do país. Probabilidade baixa.

Possibilidade 2 – alinhados com alguma candidatura bonapartista, com a re-centralização do poder no Executivo (leia, a propósito, o artigo de André Araújo no GGN, “Sem estado forte, outro poder mandará”). Falta identificar o Bonaparte. Bolsonaro atrai o baixo clero militar. Mas é uma ameaça permanente.

Possibilidade 3 – eleições em 2018, com recomposição do centro democrático, e as Forças Armadas retomando seu papel constitucional.

Hipótese difícil. O quadro político está tão fragmentado que, do lado do pessoal do impeachment, não há um interlocutor sequer. E, do lado, das esquerdas, apenas uma liderança, Lula, ameaçada em várias frentes. E as novas forças que surgem, de forma autônoma ou atreladas aos partidos tradicionais, não encontram ainda oxigênio para ganhar dimensão nacional, com as regras políticas enfeixadas nas mãos da geração que não quer ir embora.

De qualquer forma, o jogo político está mais propenso para uma candidatura de confronto, do que de conciliação.

2017-09-20 23:11:53

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153 comentários

  1. Engana-se, o Nassif, em

    Engana-se, o Nassif, em relação ao final do seu xadrez: não haveria qualquer eleição em 2018; permaneceriam os atuais governadores e prefeitos; congresso fechadíssimo, até que o “caos” fosse controlado. Generais e generais e generais, em cargos de comando. Obviamente que todas as reformas hoje tocadas pelos temeristas-golpistas-ladrões seriam implantadas por atos institucionais. O restante, é só lembrar l964 e, principalmente, a partir do AI5. Vivandeiros há aos montes. Não nos iludamos, o desMoronado será ministreco do “novo” stfezinho, junto com o moraeseado, a rosa, a carminha e o gilmar. 

  2. Não há como ter um líder pra

    Não há como ter um líder pra conciliar, pois quem manda no Brasil não quer conciliação mínima entre o 1/5 que vive num padrão quase nórdico e os 4/5 num padrão sórdido. Quem manda é o rentismo, encarnados nos bancos[Itaú e Bradesco] que com o país quebrado todo trimestre tem lucros bilionários. O rentismo internacional usa o Brasil como cobaia assim como a Argentina foi nos anos 90 até 2000 para a loucura da paridade peso-dólar, que significa que a elite argentina renunciou emter uma moeda própria e se atrelou ao dólar americano. Essa demência até hoje custa caro muito caro aos nossos vzinhos. Quem manda é uma elite do funcionalismo público que não obedece a mais elementar regra que é não ganhar mais que o presidente da república. Nossa elite está deixando bem claro que ela não quer fazer um novo pacto pra que o Brasil pare de ser o campeão mundial de má distribuição de renda. Acho que o mais provável é as forças armadas apoiarem um bolsonaro ou um bolsonaro mais light se surgir um até lá. Os militares  não vão tentar tomar o poder não por amor à democracia [aliás, aviso a quem opinião no blog e é apoiador duma intervençao militar = pode crer que o GGN estaria na lista dos que teriam restrições de liberdade de expressão] mas pelo temor de passar a vergonha de darem um golpe fracasso como foi o exército turco – muito mais poderoso hoje que o brasiliero – e estarem comendo na mão do Erdogan.  

     

  3. Se os militares decidirem

    Se os militares decidirem assumir, não creio que farão acordo com a globo. Pelo contrário, em 64, fecharam a excelsior e não fecharam com os diários associados. Preferiram criar a globo. Acho que fariam isso de novo. fazer acordo com a blobo pareceria que teriam que receber a bênção da empresa para governar e seu apoio. Seria um sinal de fraqueza. Ou eles quebram a globo ao assumirem, ou abandonam e deixam morrer de inanição.

    Claro que a globo fará a aproximação, mas é grande demais para se encaixar. Seria vista como sócia do governo. Além disso, fechara globo seria visto com simpatia pela esquerda e pela direita.

  4. O caos institucional no qual

    O caos institucional no qual o país se encontra é um claro sinal para mudarmos de estratégia: o que nós somos não funciona e a organização do Estado brasileiro precisa mudar. 

     

    O ideal seria um contra-peso ao poder da Polícia Federal e do Ministério Público que fosse personificado na figura de um ou uma estadista popular – figuras de grande força simbólica como foi D. Pedro II, Getúlio Vargas e – como hoje é o caso do Lula. Esse contra-peso seria mais uma espécie de acionador de freios, impedindo abusos como a Lava-Jato ou a permanência de congressos corruptos como o atual, do que aquele que controla os rumos do país (como é o caso do Presidente da República na atual conformação do Estado brasileiro).

    Seria poder demais nas mãos de uma pessoa só se o Presidente da República distribuísse cargos no executivo em meio às alianças com o congresso, organizasse a política econômica e intervisse no judiciário ou na polícia – uma figura pública responsável por impedir que órgãos governamentais de outros países se entranhem no nosso judiciário deveria guardar certo distanciamento das questões de governo, sendo, de alguma forma, análogo ao Poder Moderador do Império, mas, no lugar do direito divino, a vontade do povo. 

    Um mandato de dez anos, sem reeleição, para um cargo com ascendência sobre o Itamaraty, a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e as Forças Armadas, juntamente com o direito de convocar eleições para o parlamento quando achar que este está corrompido, alimentando o descrédito da população com relação à democracia e à política de modo geral, atentando contra a soberania nacional ou contra cláusulas pétreas da constituição – assim como um Poder Moderador, o ocupante de tal cargo teria autoridade para resolver crises e dissolver governos, mas sua autoridade seria decorrente do voto e, no caso de eleições para o parlamento, sua autoridade se resumiria a chamar a população para expressar sua vontade nas urnas, assim como iniciar grandes debates sobre o rumo do país no contexto desses “chamamentos ao voto”.

    Restrições deveriam ser impostas para aqueles que desejassem se candidatar ao cargo, de modo a evitar aventureiros e outsiders: possíveis candidatos deveriam ser pessoas com vasta experiência em cargos no Estado, com forte exposição de suas vidas e sua imagem pública – pessoas conhecidas da população e cujo caráter foi testado ao longo de décadas. Tais restrições poderiam ser rígidas a ponto de permitir que apenas ex-senadores acima de uma idade mínima, como 60 anos, pudessem se candidatar a vaga, ou mais permissivas de modo ampliar o rol de possíveis candidatos a membros do STF, das universidades federais, do alto escalão do Exército ou do Itamaraty. O importante seria a renúncia, no ato da candidatura, de vínculos partidários e de participação em qualquer outra eleição para cargos políticos pelo resto da vida – isto exigiria a seriedade necessária por parte daqueles que desejassem se candidatar, assim como favoreceria certo distanciamento da política partidária ou, pelo menos, de seus aspectos mais vulgares e cotidianos. O foco de tal Poder Moderador deveria ser a manutenção da soberania do país diante de atores estrangeiros e a manutenção da soberania do povo diante do parlamento, sendo que ficaria sob a responsabilidade deste último a formação do gabinete de governo. 

     

    Esse é o momento para uma grande discussão de país – ideias novas precisam surgir e circular; é sobre o que fazer com o Estado brasileiro que as pessoas deveriam estar conversando em botecos, centros acadêmicos ou reuniões partidárias. Com as ideias que temos, as massas se mantém inertes diante da destruição do país – somente com ideias novas é possível dar esperança às massas de que há algo pelo qual valeria a pena lutar.

    O que nós somos hoje não é suficiente – nós precisamos ir além.   

     

  5. Acho triste que o Nassif

    Acho triste que o Nassif delire sobre um suposto pensamento estratégico militar, um suuposto nacionalismo, até mesmo um retorno dos “campeões nacionais” e de uma política de inserção internacional, do tipo Geisel. 

    A imensa maioria dos militares não tem problema algum em submeter o Brasil aos EUA e ao livre-mercado internacional, desde que “us cumunista” sejam presos e mortos.

    Vide o general Etchegoyen – que até sionista é.

    Deixemos de buscar nacional-desenvolvimentismo onde ele não existe. 

    O grosso dos militares é americanófilo, fã do Olavo de Carvalho, puxa-saco dos EUA, odeia o PT, odeia os “esquerdistas baderneiros” e vê a economia como tema de segundo plano. 

    O importante é a ORDEM. E, para mantê-la, o mais importante é acabar com os agentes da suposta desordem, ou seja, a esquerda. 

    Se, para isso, for preciso venderem o Brasil aos EUA, que se venda o Brasil aos EUA, escravize-se o povo, acabe-se com a CLT, etc, etc. 

    Um governo militar seria apenas um governo Temer 2.0, só mais violento e com menos atenção aos direitos humanos.

    Deixemos de delirar.

    • Sim, pena que nossos

      Sim, pena que nossos militares são mais vassalos ainda dos EUA.

      Eles vão intervir para garantir que o serviço seja entregue.

  6. Prezado senhor Luis
    Prezado senhor Luis Nassif

    Precioso e preciso.

    Considere a hipótese 2, com um Bonaparte quase exilado, quase embarcado, quase massacrado, recém regresso da ilha de Alba nos mares revoltos de Barigui.

    Entre bonapartistas de TODOS os períodos, república ou não, AINDA não há um representante consolidado.

    Há, assim como na sociedade civil, uma cisão, onde o regresso de Barigui lidera.

    E há também, para auxiliar na observação do tabuleiro, a fábula do sapo e o escorpião.

    Quem melhor nos representou, quem melhor nos aparelhou, quem mais nos participou, quem mais fez feição e projeção de país, desde Geisel, Juscelino ou até mesmo Getúlio nos proporcionou. Preciso o texto sobre cria e criatura. A separação entre Napoleão e seus outrora liderados.

    Aí, vem a fábula, há, varandas e panelas.. E somos fundamentalmente classe média.

  7. Balanço do que ainda resta

    Alguem estaria fazendo esses calculos ?  ;

    O que possivelmente ja perdemos

    1) ja temos problemas com o estado de direito e com os direitos humanos , aqui no blog mesmo o sr tem dado enfase nessa questao.

    2) O poder judiciario esta sem freios  e nao se importam com a soberania do estado, mesmo que a destruiçao do mesmo comprometa a manutençao dos seus privilegios nem com as garantias constitucionais ou seja importam se apenas com seus salarios e privilegios, ou seja nao é o poder que amenizou a crise politico economica em que vivemos.

    3)Segredos tecnologcos possivelmemte  entregues a competidores internacionais graças a inaçao do judiciario ex:

    a Anos em estudos geologicos de bacias sedimentares que resultaram no presal 

    b)Perfuraçao e  exploraçao de poços de petroleo sseguros em aguas ultra profundas 

    c) enriquecimento de uranio a custo baixo se comparado a tecnologia disponivel dos outros paises. 

    4) Financiamento da infra estrutura e estimulos a atividade economica via BNDES.

     

    O que vamos perder 

    A) exploraçao do presal 

    B) sistema eletrobras com a inclusao dos rios que tocam as pidreletricas e linhas de transmissao que integram o pais

    C) ensino superior de qualidade

    D) Encolhimento total do estado

    E) Pesquisade ponta 

    F) duvidas da manutençao do nossso territorio uma vez que esse g5overno pretende vender terrras a quem quer que pague alguns dinheiros.

     

    Enfim talvez para se manter  o que resta do Pais os militares tenham que sair da caserna e frear esse judiciario que nao cumpre seu papael de g5uardiao da constituiçao .

  8. Em parte, 1964 foi resultado

    Em parte, 1964 foi resultado da doutrina de segurança nacional, da ESG, e etc. 2017 não tem isso. Não há base doutrinaria para intervensão militar, o que não a impede. Mas o talvez que exista seja um grave inconformismo militar pela vergonhosa venda do Brasil na feira do rolo por ladrões. O grande salvador Lula é no fundo o grande culpado. 1989, 1994, 1998, 2002 e 2006. Cinco eleições para se calibrar e não foi fácil governar. Em 2010 inventa uma gerentona, não política e tal para ser Presidente (O Alckmin foi mais modesto lançando o Dória). Allende sai morto do Palácio La moneda. Peron se entrega diante dos militares com canhão apontado para a capital. Vargas sai com um tiro no peito e por aí vai. A Dilma, dentro do Senado, no seu depoimento, em rodinhas sorrindo junto com Aécio, Renan, Levandowisk e etc. Não estou nem pedindo pra que se matasse ou qualque outro ato eróico. Mas sorrir e aceitar cassação sem perda dos direitos políticos. Quer desqualificar o impedimento com isso. Ou aceitou pensando em quem sabe se candidatar de novo. Estamos no fundo de um profundo poço vazio e o Temer é aquela água suja que sobra no fundo desse profundo poço e que deixa o ambiente mais insalubre, fético e sem esperança.

    • Concordo, Dilma foi um

      Concordo, Dilma foi um desastre e não defendeu o país, pensou apenas em salvar a própria pele. A Sarjentona deverá prestar contas por sua covardia e conveniência com os Vende Pátria. Lula você jamais deveria ter permitido que Dilma, A nulidade governamental, concorresse à reeleição!!!

      • Elza culpa a vítima e absolve os criminosos

        Então a culpa é da Dilma, que foi golpeada, e não dos golpistas?

        Tome tento, Siá!

      • Elza, o que um dia talvez

        Elza, o que um dia talvez saibamos é por que Lula não conseguiu impor sua candidatura no lugar de Dilma para 14, quando estava claro que a situação econômica era uma bomba prestes a explodir e só alguém com a experiência e competência de Lula teria condições de impedir o estouro. Fico me perguntando o que Dilma disse a Lula pra que este não disputasse no lugar dela. Porque se fosse uma situação em que o presidente fosse o Dirceu, eu entenderia, pois Dirceu é um nome forte do partido, fundado do PT. Será que ela disse que Lula tinha problemas com a justiça e ela não? Sei lá.  E ele claramente ganharia, pois Dilma, com toda sua incompetência para política ganhou de Aécio. Esse momento foi crucial, aquela encruzilhada emque um caminho levava a um país melhor e  o outro a esse caos. 

  9. Fora de pauta urgente:

    “Cura gay” (?!) e o Golpe: por que NÃO mudarei o meu avatar no Facebook! – um alerta para a esquerda

    Por Romulus

    SÚPLICA (!) CÍVICO-PATRIÓTICA DE… CASSANDRA!

    – Ei, você de esquerda!

    – Ei, você com esse coraçãozinho… ENORME!

    (um oximoro?)

    – Ei, você “prafrentex”!

    – Ei, você com as melhores intenções do mundo!

    – Ei, você…

    – Ei…

    Faz um favorzinho pra mim??

    (e pro Brasil??)

    – LÊ O ARTIGO ABAIXO??

    E, depois, responde se, como eu, você tampouco vai morder a…

    – … isca DA VEZ?

    E tampouco vai mudar o seu avatar no Facebook??

    *

    – “Obrigado!”

    – “De nada!”

    *

    Mas…

    Antes…

    Um pequeno pedido:

    (adicional)

    – Não (me) odeie!

    (ainda…)

    – PENSE!

    😉

  10. Jogo ensaiado

    Nesse jogo ensaiado está a mão do EUA. Combinado com os procuradores caipiras, deslumbrados, ignorantes e entreguistas aterraram as instituições e as empresas nacionais, todos envolvidos em alguma forma em corrupção. Algo não muito diferente do que acontece por lá e que é devidamente regulada por uma legislação estranhíssima e suspeita. Os projetos de grande nação com interlocução no mundo acabaram.    Nesse jogo geopolítico a intenção é afastar a China do quintal dos EUA, subordinar o mercado às regras neoliberais e tornar o Brasil dependente da indústria e visão militar dos gringos do norte. Resta escolher  a opção do que sobrará: Eletrobrás e Petrobrás esqueléticas? Democracia regulada por forças armadas / braços militares e paramilitares do estado? Demonização da esquerda e criminalização do PT, agora devidamente criminalizada por alguma decisão judicial? Veremos… mas o golpe virá.  É a última “esperança branca” da burguesia e os altos escalões civis e militares.

  11. De que adiantou trasvestir um

    De que adiantou trasvestir um golpe de estado de impeachment, sem afastar os opositores? Onde foi urdido este tipo de golpe, quem financiou e acreditou que desse certo, simplesmente estão dando com os burros n´água. As evidências são de que o básico do golpe foi urdido, preparado e treinado os participantes, executores em todos os níveis (procuradores, juízes, parlamentares, escondidinhos e fingindo-se de mortos os militares, e os militantes partidários e de diversas organizações criadas para deflagrar a patranha, melhor dizendo mercenários, que atuaram nas praças e esquinas na preparação ao longo dos anos, depois que se refizeram das perdas sofridas em 2002) pelos EUA. Todos contando com a aliada de sempre, a mídia (Organizações Globo à frente) que atua no Brasil em defesa do capital multinacional e seus sócios internos, encastelados principalmente nos bancos como um todo, empresas que atuam no brasil, entes esses que participaram do financiamento do golpe do impeachment. Antes o golpe foi testado em alguns pequenos países, que aos trancos e barrancos vão absorvendo o caminho imposto. Muitos dos golpistas já viram que o caminho escolhido não está dando certo. O poder representativo (Governo e Parlamento) caiu em mãos de políticos, cuja ação e comportamento não se coadunam com o discurso moralista do próprio golpe, mesmo tendo todos, todos mesmo participado de todas as fases desse movimento político. O curioso é que ninguém, exceto Lula e quem o apoia, está vendo o único caminho capaz de pôr o país nos trilhos da governabilidade e da atual Constituição, porque o golpe afronta essa Lei maior, que mesmo mutilada pelos próprios golpistas, ainda está em vigor, por mais que os doutos tentem dourar a pílula: recorrer ao voto, ao povo. Não há saída na legalidade com militares no poder, é afastar a Constituição, abandonar a Democracia, e este filme nós já vimos, não foi um bom filme, nos levou às lágrimas e ao sofrimento.  Não adianta tentar dar um nó na consciência procurando justificar o injustificável, procurar apoios. Quem tem poder, tem poder, é só assumirem o risco e irem em frente. O melhor, o correto é afastar Temer e sua camarilha, partir de alguma forma para um governo que permita a volta da legalidade.

  12. Isso não é jogo de XADREZ

    Isso não é jogo de XADREZ  ..é jogo de PALITO, aonde se puxa um e logo vem outro atrás  ..Deus me livre

    De td o que vc falou, pra mim, o mais importante é o que faz referência a influência dos EUA nisso tudo  ..este país que há dois séculos, em busca de seus interesses econômicos, o que mais sabe fazer é levar a cizânia a todo o PLANETA

    Pra mim, tb faltou o jornalista TER A CORAGEM de denunciar os EXAGEROS havidos antes de DILMA 2a..

    ..como com algumas provocações DESNECESSÀRIAS que apressaram o esgarçamento da amalgama NACIONAL  ..tipo a constante tentativa pela revisão da lei da Anistia  ..a comissão da verdade criminalizando mais os militares ..o estabelecimento de critérios RACIAIS em detrimento dos sociais e meritórios pra correção de descompassos econômicos de fundo étnico ..a introdução de termos polêmicos como o “casamento gay”, ao invés de se tratar o tema naturalmente como uma união civil,  ..enfim..

    ..temas polêmicos e BARULHENTOS que se somados à ADOÇÂO de novas ferramentas de manifestação cibernética  e a massificação com ASCENÇÂO POLÌTICA de pensamentos conservadores e avessos a dialética, como com os evangélicos (que hj representam 35% do Congresso) acabaram insuflando toda sorte de aglutinação corporativa, tudo na base de “se farinha pouca, meu pirão primeiro”

     

  13. E a tortura?

    Faltou falar na tortura!

    Se o problema em 1964 eram os “comunistas”, aqueles que acreditavam no desenvolvimento e igualdade social, o problema de hoje são os deslumbrados e entreguistas sem eira nem beira.

    Será que os nacionalistas militares torturariam e eliminariam os entreguistas irresponsáveis de hoje como fizeram com os ativistas de esquerda de ontem?

    Tem muita coisa agradável na descrição do Nassif!

    1. A ativação das “…BRAS” como fator de desenvolvimento.

    2. O investimento em infra-estrutura.

    3. Mandando às favas as forças do mercado.

    Assim vai ter muita gente torcendo para estes “pestes” assumirem e varrerem o deplorável cenário nacional.

    • Eu torco muito por isso.  Se

      Eu torco muito por isso.  Se for para consertar  esse estrago todo que essa corja imunda fez ao pais, que venham os militares!

  14. Qual a real nesse xadres?
    O Brasil está podre. Lula, a unica liderança civil ainda existente, está anulada pelo golpe. Vai preso, e nao conseguirá ser candidato.
    Villas Boas é o Castelo Branco atual. Prestigiado por Lula, manteve sempre uma postura republicana. Mas tudo tem um limite. A gangue ligada a interesses estrangeiros, vai destruir o país. Perdidos por um, perdidos por mil.
    A democracia esta destruida no Brasil. Se os militares buscarem apoio na concepção chinesa de meritocracia, reforçar os Brics, e retomar o pais, teremos de volta o Brasil. Do contrario, a podridão nos levará à fragmentacao tipo Iuguslavia, Ucrania, que os USA tanto querem.

  15. Fui ler as razões do prof

    Fui ler as razões do prof Moniz Bandeira para apoiar a intervenção militar. Não quero nem pensar nessa possibilidade. Também não me iludo: se isso acontecer mais de um vai dar Graças a Deus.

    Mas que está cada dia mais difícil ver o fundo do poço, isto está.

    A que ponto chegamos…

  16. Os militares foram

    Os militares foram classificados no próprio texto como pessoas de classe média. Infelizmente devem ter a mentalidade muito parecida com a maioria das pessoas de classe média paneleira, com algumas opiniões muito parecidas. A partir do golpe de 1964, aliaram-se aos políticos da casa grande para governar. Caso venha a ocorrer outro golpe militar, eles provavelmente irão se aliar a gente do judiciário, já que os políticos da casa  grande estão mais sujos que pau de galinheiro. Um quadro destes é assustador. Militares e Judiciário juntos, governando o país.

  17. Xadrez do fator militar

    temos girado em círculos num vazio, sem outra perspectiva além do cenário de um mundo já morto mas que se recusa a ser enterrado. quanto mais giramos neste vazio, mais fundo se cava o abismo no qual afundamos.

    em 07/05/2016, arkx aqui comentou no artigo: Xadrez do governo Temer e o fator militar

    as 3 camadas da arquitetura do caos

    1. a interna e imediata: um setor dominante historicamente escravagista e colonial tem como único projeto manter sua subserviente condição de sócio minoritário do grande interesse internacional. negociam o pré-sal e almejam o fim dos direitos trabalhistas;

    2. a externa e geopolítica: redefinição da institucionalidade mundial sob a égide da tirania financeira. o espectro da dominação total: um mundo pós nacional, prescindindo da democracia, com uma governança global e a serviço de mega corporações cartelizadas. ordenação jurídica através de acordos trans-nacionais: TTIP (Acordo de Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento), TPSEP (Acordo de Parceria Econômica Estratégica Trans-Pacífico) e TISA (Acordo sobre o Comércio de Serviços);

    3. Millenium: neo-fascismo, capitalismo como religião, zumbificação, anomia, admirável mundo novo, robótica, engenharia genética, nanotecnologia, singularidade científica, anti-Cristo…

    Millenium

    – os Anglo-SioNazi se auto-intitulam como os Proprietários da Humanidade (Masters of Mankind) e defendem  que a raiz do problemas mundiais advém, principalmente, do excesso populacional.

    – várias de suas Estratégias de Redução Populacional (ERP), já estão sendo implementadas nas últimas décadas por todo o planeta. privatizações selvagens, expropriação dos recursos minerais (inclusive água), epidemias provocadas (inclusive AIDS), guerras sem fim, engenharia social da fome, eliminação dos “inúteis e defeituosos”, etc…

    – os Anglo-SioNazi através de sua Guerra sem Fim empurram o mundo para um confronto termonuclear e uma selvagem redução populacional. estão convictos de que é possível sobreviver ao Armagedon e consideram obsoleta a doutrina do MAD (Mutual Assured Destruction).

    – Millenium é a atual doutrina dos Proprietários da Humanidade.

    .

  18. Em 64 o golpe militar teve

    Em 64 o golpe militar teve como ponto central o combate “ao comunismo” dentro de um contexto de guerra fria, hoje, temos uma conjuntura totalmente diferente a intervenção militar seria para “limpar a corrupção” e recolocar o país nos eixos.

    Há no pensamento militar imensas lacunas: desejar um país soberano no flanco militar e econômico e ocupar o espectro político conservador que é no Brasil por natureza entreguista e detesta o estado a não ser para mamar.

    O próprio general Golbery, tido como o grande estrategista dos anos de chumbo, era empregado da empresa norte-americana dow chemical deixando em dúvida o propalado nacionalismo dos militares.

    Penso que a histeria anti-comunista ainda está muito presente no imaginário militar e caso haja mais uma aventura golpista sou capaz de prever que quem pagará mais uma vez serão os setores progressistas, justamente, os que em tese, seriam aliados dos militares na construção de um país verdadeiramente soberano.   

    • Isso vem desde 1935(Intentona

      Isso vem desde 1935(Intentona comunista). Acirrou-se a partir do término da segunda guerra quando se instalou a bipolaridade geopolítica Capitalismo x Comunismo, materializada pela Doutrina Truman. 

      Acho até que usam o episódio de 1935 mais como desculpa do que realmente fato motivador para essa esquizofrenia. 

    • Nossos militares não tem a

      Nossos militares não tem a mínima capacidade de pensar o país justamente por não entender essa contradição óbvia e por não conseguirem enxergar quem são seus verdadeiros inimigos. 

       

  19. Intervenção Militar

    Nassif,

     

    Seria de grande valia a análise de um cientista político que tenha estudado sobre as posições dos militares brasileiros nos últimos anos.

    Em geral, os militares são um grupo fechado e o grande público não tem idéia das suas convicções. Foi um erro dos governos progressistas terem colocado as Forças Armadas às margens das decisões.

    Por outro lado, no sistema de governo atual (Democracia representativa) não vejo como os Militares terem qualquer participação ativa.

    Como irão “limpar a política” sem julgamentos sumários que impessam os “corruptos” de serem candidatos? Julgamentos sumários de exceção não encontram amparo na nossa Constituição. Estes julgamentos no âmbito militar teriam validade para o STF? O STF seria dissolvido?

    Embora eu até concorde que os Militares tenham posições políticas mais nacionalistas do que a escória que hoje encontra-se no poder, não vislumbro meios das Forças Armadas atuarem, da maneira que vem sendo anunciado, de forma Democrática e dentro dos limitas da Constituição.

    Assim a Intervenção Militar só poderia ter dois nomes “Golpe” ou “Revolução”.

    Grande abraço.

  20. A fonte

    Todo este desarranjo institucional descrito no post não aconteceu do nada a partir da deposição da presidente. A petista involuntariamente (inabilidade política e gestão temerária incluso) preparou o  terreno para a debacle.

    • Muito simplismo nessa tua

      Muito simplismo nessa tua afirmação, José Adaiton. Claro que Dilma errou, como erraram todos os governantes. Agora, no frigir dos ovos ela foi mais vítima do que vilã. A partir do momento em as urnas a deram como reeleita começou a mega conspiração porque sabiam os conspiradores acerca da sua personalidade.

      E foi exatamente o que aconteceu. 

       

       

      • Xadrez

        Na guerra pelo poder , para a infelicidade geral da digna nação esquerdista,o capitalismo costumeiramente consegue se impor.O governo anterior apenas facilitou o  xeque-mate neste xadrez da lama moral que vive o país. 

  21. “Entendem que grande parte

    “Entendem que grande parte das disputas geopolíticas se dá pelo controle das últimas reservas de matéria prima do planeta.” 

     Nassif, gostaria que vc pensasse fora da caixa. O planeta oferece possibilidades infinitas. Claro, não de forma predatória. 

    • Pra mim as informações sobre

      Pra mim as informações sobre o VALOR das riquezas da Amazonia trazidas pelo comandante em chefe, de 12 tri US$ estão SUBESTIMADAS (HUM misero PIB americano) ..são riquezas naturais, portanto, há um valor intrinseco de processamento e de rarificação delas no tempo, impossível de precificar  ..mas que com certeza aumentam em muito esta grandeza  .muito, muito mesmo

      Doutra feita, falar que 70% das nossas florestas estão preservadas (diferente de dizer que 35% do territórioa já é dado a reserva e parques) pra mim é um dado MENTIROSO

      ..vejam o Cerrado, a região sul e sudeste  ..o proprio NE e a faixa de Mata Atlantica  ..por todo territorio RIOS ENVENENADOS

      ..não, definitivamente, não acredito neste dado   ..a coisa ta ficando feia mesmo  ..ainda mais se derem acesso e estrada praquela turma de GRILEIROS do MT, PA, RR, RO e AC  ..afii Maria Mãe de Deus

  22. Militar golpista
    Pensou o militar: se “Moro” já faz sucesso, imagina quanto sucesso fará um “Morão”.

  23. Os golpes militares no Brasil

    Os golpes militares no Brasil sempre surgiram para interromper avanços sociais. A própria proclamação da república, um ano após a Lei Aurea, ficou com cara de retaliação pela abolição da escravidão no Brasil.

  24. Não vejo os militares de

    Não vejo os militares de agora como desenvolvimentistas, pelo contrário. Não abriram a boca para falar da contestação da compra dos caças com transmissão de tecnologia, do desmonte do submarino nuclear, da venda de grandes terras para  estrangeiros, nem de informação privilegiada de vendas de terra na Amazônia para mineração para canadenses. Voltaram a falar, porque durante o processo de impeachment eles não ficaram quietos, quando faltou dinheiro para salário. A indignação não é com a “ponte para o futuro”, mas apenas um aviso para não mexer no bolso deles.

    Como o Nassif colocou, os militares são tão classe média  como o judiciário ou a maioria dos leitores desse blog. Vejo que o liberalismo virou o novo positivismo. A mão invisível do mercado substituiu a ordem e o progresso.

  25. Lembram-se?

    “Nem que seja” (28/08, 8:07). Depois dos xingamentos: “Então que não seja” (29/08, 8:42). Se não lembram foram textos publicados no meu blog, aqui, com propósito de isca, neste mesmo GGN. Logo em seguida, alguém trouxe o professor Moniz Bandeira, como exemplo de desespero. Mourão chiou em linguagem maçônica. Moniz voltou ao tema em carta ao Pomar. Nassif e a lucidez de enxadrista.

    Pra mim, “Nem ou então”. Mezza mussarela, mezza peperoni, signori.  

    • confissão feita  ..qual seja

      confissão feita  ..qual seja  ..o Rui é o culpado ..se vier ..ou se não vier o GOLPE  ..e depois falam de mineiro

  26. “As declarações do general do

    “As declarações do general do Exército Antônio Hamilton Martins Mourão, mencionando possibilidade de uma intervenção militar, definiram uma nova etapa, um novo normal em cima do anterior.”

    Caso tenhamos um novo golpe militar ele terá o ÚNICO OBJETIVO de impedir a eleição do Lula para presidente do Brasil.

    Já tentaram de todas as maneiras, AP 470, associação mídia/lava rato/MPF/PF/PGR para inventar mentioras e inquéritos com os quais imaginavam destruir a imagem do ex-presidente e nada funcionou, pelo contrário, a cada dia que passa mais o Lula se distancia na frentee fica mais difícil sua condenação por aquele consórcio de bandidos citado acima.

    O que fazer? Matar o Lula poderia desencadear aquilo que eles têm mêdo: a revolta popular incontrolável que poderia levá-los para o túmula junto com o Lula. Tentar impor a maior pressão possível na esperança que ele tenha o mesmo fim de Dona Marisa. Mas o homem é como pelanca curtida.

    Avançam devagar e com todo cuidado na tentativa de prisão estudando a reação da população. Depois do episódio da condução coercitiva ficaram com um é atrás. Mas, não desistiram ainda.

    A eleição de 2018 está se aproximando e as únicas opções para impedir uma vitória do Lula estão sobrando para cancelamento das eleições, o que também pode provocar um nível de revolta alto na população por causa da podridão do governo atual ou para a intervenção militar.

    Alguém em sã consciência acredita que os militares no poder permitirão a realização de uma eleição direta em pouco espaço de tempo, e, caso haja esta eleição, que permitirão uma vitória eleitoral de um partido de esquerda?

    Claro que não. Intervenção militar só seria boa para os extremistas de direita, esta turma de ignorantes ainda acha que comunistas comem criancinhas.

  27. Corrupção?

    Desde quando os militares brasileiros se preocuparam com corrupção?

    Ou com o entreguismo de governos liberais contra a soberania nacional?

    A fala do general Mourão, o Outro, também pode ser interpretada como um aviso anti-Lula

    “Se a Justiça não fizer a sua parte”

    Quer dizer, se a Justiça não impedir Lula de concorrer nas eleições de 2018!

    Porque os militares brasileiros são como os eleitores de Aécio Neves, dizem que votam no mineiro para acabar com a corrupção dos governos do PT, mas votam de fato porque odeiam a liderança popular de Lula!

    Aliás, odeiam tudo que conote um sentido de valorização e inserção do povo pela via social, de caráter popular.

    Sofrem de fobia caricata ao que se instila pelo vocabulário a estultice amedrontadora do bicho papão ‘comunismo’.

    Mourão, o Outro, não falou em corrupção, portanto, há que se perceber outra intenção mais fidelizada consigo e com seus pares de farda.

    Fosse corrupção a afligi-los, não nos teriam legado Malufs, Sarneys, Magalhães e Marinhos. 

    Sem falar nos demais.

     

    • Exato. Desnecessário até ler

      Exato. Desnecessário até ler nas entrelinhas o que o general falou. Ficou claro que uma eventual intervenção será de ORDEM POLÍTICA, e não moral ou coisa parecida. Claro que para o público externo explicitamente seria para combater a “corrupsaum” e de resto colocar ordem na Casa. Agora, o pano de fundo, evidente, seria impedir a posse ou mesmo só a candidatura de Lula. Suponho até que torçam para que Lula seja absolvido. 

      Um indício forte de que estamos diante de uma insatisfação coletiva é constatar que os recentes ataques feitos pelo governo usurpador-golpista ao chamados ONP-Objetivos Nacionais Permanentes, tanto na área militar como na civil, não gerou nenhuma reação. 

      Talvez sejam necessários anos e mais anos para amainar esse ódio e aversão do estamento militar para com a Esquerda. 

      O curioso é que nove fora os governos militares, foram os governos petistas, de Esquerda, que mais prestigiaram as FFAA. Lembro bem que nos governos FHC a penúria era total. 

      • Prezado JB Costa
        Bom dia 
        A

        Prezado JB Costa

        Bom dia 

        A caserna esta “gritando”,  (e ai mora um perigo),  por causa de verbas e de seus soldos !!! 

        Prevejo a volta dos militares desde que saíram em 85 !

        Lamentavel, mas em 14 anos de PTismo na presidência, Lula e Dilma deveriam ter colocado no comando das Forças Armadas nacionalistas desvinculados das elites e oligarquias que comandam o Brasil, porem se omitiram. Com Dilma foi pior, perdeu a presidencia,  e mais uma vez os mais humildes sofrerão com o desmonte do estado, como rege a história da republica patropi!

        Abração

         

  28. Temos que construir uma candidatura forte para 2018

    Nos estamos vivendo um momento dificil na historia; sob nossas cabeças misseis sendo atirados no Pacifico – por enquanto – e, especificamente no Brasil, o caos instalado nos três poderes nesse pos-golpe. No caso brasileiro, como sair dessa confusão? Vem dai o desespero da intervenção militar. O que significa mais um golpe. E é preciso dizer que a intervenção militar, tirando Temer da presidência, fechando o Congresso, mandando o STF aceita-los e sabe-se mais o quê, é um golpe e sabe-se la de quanta duração. Os militares não poderão tomar conta do Executivo, sem irem contra a Constituição. Não vejo saida por esse lado para um Pais que queira ampliar sua democracia, desenvolver-se, ser soberano; uma nação.

    Vamos aguardar os designios da nova Procuradora-geral da Republica, como o STF vai se portar ante à nova procuradora e face às ilegalidades cada dia mais flagantes do juiz Sergio Moro na condução da Lava Jato. 

    So vejo mesmo como solução para os problemas do momento, afastamento de toda essa turma do Temer denunciada, eleições diretas em 2018 e novos nomes aparecendo no cenario politico. Bolsonaro, Marina, Ciro, Doria ou Alckmin não trarão a mudança que muitos quererão nesse momento porque representam também, queiram ou não, o velho fazer politico.

    E ha então o caso Lula. Ainda que Lula também faça parte dessa geração que por décadas domina o meio politico, vê-se que ele poderia ser um instrumento, por sua capacidade de dialogo e compreensão do todo, de transição entre o fim de um ciclo e o inicio, enfim, de nova Era.

    Se não for Lula, que seja então alguém capaz de apaziguar o Pais e de pensar e fazer as reformas necessarias, implicando ai uma luta com outros poderes, como a velha imprensa nacional, ainda com um pé na Velha Republica. 

    • vem ca Luisa
      discurso bonito

      vem ca Luisa

      discurso bonito  ..e nada pratico  ..só faltou dedinho enlaçado em formato de pombinha ou de coraçãozinho

      Afinal, quais seriam as reformas necessárias ? pela ordem  … e o que elas deveriam conter ? 

      ahh sim, e que outro, hoje, senão LULA, seria capaz de distencionar e unir um número maior de brasileiros ?  ..desconheço  ..e não vale lembrar de THC hein ?! (ircccc) 

      • Romanelli

        Não vejo o porquê desse tom. Se não esta de acordo com minha opinião, diga o que pensa, pronto. Eu acho que Lula não sera candidato em 2018 por causa de sua condenação. Sera que isso que vai evoluir ou vão continuar condenando Lula até priva-lo de sua liberdade? Vamos ver, caso isso não ocorrer e ele continuar privado de seu direitos, o PT tera que pensar em outros nomes. A realidade hoje é essa. A luta é para muda-la, claro.

        • a sra disse:
          “..eleições

          a sra disse:

          “..eleições diretas em 2018 e novos nomes aparecendo no cenario politico. Bolsonaro, Marina, Ciro, Doria ou Alckmin não trarão a mudança ..”

          .”..Se não for Lula, que seja então alguém capaz de apaziguar o Pais e de pensar e fazer as reformas necessarias, implicando ai uma luta com outros poderes, como a velha imprensa nacional, ainda com um pé na Velha Republica…” .qual seja  ..na pratica ..a sra falou e falou  ..tipo a fadinha MARINA, mas não disse nada  ..muito menos porpôs, objetivamente, algo pratico 

          • Ora seu Romanelli,para

            Ora seu Romanelli,para apaziguar o Solo Consolidado Pátrio,a esta altura,só a fadinha da floresta,Bláblárina Silva.No mais mande a Mademoselle se assiar.

    • Eu pensei que a

      Eu pensei que a Senhorina,d’agora em diante,fosse assinar seus comentarios como Mademoiselle Marriá Luzier.

      • chato | adj. | adj. s.
        chato | adj. | adj. s. m. | s. m. 
        cha·to 
        (latim *plattus)
        adjectivo

        1. Sem relevo. = CHÃO, LISO, PLANO ≠ ACIDENTADO, IRREGULAR

        2. Que não tem irregularidades ou asperezas. = LISO

        3. Que tem pouca profundidade. = BAIXO, RASO

        4. Que tem pouca altura ou grossura. = RASTEIRO

        5. Cuja curvatura se nota pouco (ex.: peito chato). = LISO

        6. Que não tem a forma que é habitual ter (ex.: pé chato).

        7. Que não tem originalidade ou carácter distintivo. = ACANHADO, VULGAR

        8. Que não estimula ou não tem interesse. = INSÍPIDO, VAZIO

        adjectivo e substantivo masculino

        9. [Informal]  Que ou quem aborrece ou incomoda. = ABORRECIDO, IMPORTUNO, MAÇADOR

        substantivo masculino

        10. [Entomologia]  Piolho que parasita a púbis. = CARANGO, PIOLHO-LADRO

        chato de galocha(s)
        • [Informal]  Pessoa muito maçadora.

        Palavras relacionadas: chatapiolho-ladrogalochacarangochaticelisochatamente.
        “chato”, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://www.priberam.pt/dlpo/chato [consultado em 21-09-2017].

        •  Chamei-lhe a atenção para o

           Chamei-lhe a atenção para o racionamento de agua na Cidade Luz,pelo visto,não adiantou.Eduação anda de mãos dadas com a higiene.Raposa perde o pêlo mas não perde o ranço.Pode retornar.
           

  29. Acho que o comando do

    Acho que o comando do exército percebeu , tardiamente, que a prisão do Almirante Othon, a destruição do programa nuclear brasileiro, o corte de verbas do exército e a recente assinatura de acordo anti submarino nuclear e de abertura de nossas instalações para observadores tem relação.

    A subida de tom do Vilas Boas, que até então era o mais equilibrado foi um aviso. 

  30. O jogo de cartas marcadas

    As personagens na temporada dos coturnos.

    O doria vai acrescentar o novo modelito, milico mimético.

    Bolsonaro será aproveitado em alguma masmorra.

    O judiciário, como sempre.

    A rede globo, o de sempre.

    A folha, estadinho, band, etc. o de sempre.

    O povo, o de sempre, chicote nos lombos.

  31. Militares

     Os Militares sao ati-comunistas por natureza,adoram os eua e odeiam o PT, realmente o que o gal quis dizer é que o Judiciario tem que prender o Lula, mas outra razão que incomoda é  a venda da Amazonia e recursos naturais”petroleo” entenda-se Petrobras, estão incomodados, agora corrupção não vem ao caso.

  32. Milicos não devem e não podem

    Milicos não devem e não podem participar da política. São um aparelho de Estado cujo comandante em Chefe é o presidente da república.Não há espaço para nenhum tipo de ameaça. A covardia demonstrada pela não punição ao falastrão fardado é só mais um,entre muitos,reflexos do golpe institucional de 2016.

    A solução para isso passa,necessariamente pelo fortalecimento da democracia e pela organização popular. Qualquer coisa fora disso seria continuar o nosso acelerado regresso às trevas.

     

    • Direto ao ponto

      Quem acredita no puritanismo e na honestidade acima de qualquer suspeita, por parte dos integrantes da caserna, o faz por uma das seguintes razões:

      1ª) é mal informado ou ignorante (nos sentidos de desconhecer ou não comopreender);

      2ª) é ingênuo;

      3ª) age com má-fé.

      Você foi direto ao ponto, ao questionar como e por que meios as armas de uso exclusivo das FFAA chegam aos chamados ‘criminosos’ e ‘chefes do crime organizado’, sobretudo relacionados ao comércio de drogas ilícitas, roubo de cargas diversas e veículos automotores.

      Atualmente os milicos sequer estão preocupados com os interesses e soberania nacioanais; se estivessem, não seriam lenientes/coniventes com o desmonte e entrega de setores e riquezas estratégicas aos estrangeiros (petróleo, eletricidade, nuclear, aero-espacial, águas, transportes. etc.)

  33. Nunca subestime os militares.

    Nunca subestime os militares. Eles são animais que vivem soterrados no passado e acreditam patologicamente que as guerras antigas ainda estão sendo travadas. Mas eles ficam frustrados quando morrem em decorrência de guerras imprevistas com armas que eles ainda desconhecem ou, pior, conhecem e preferem fazer de conta que não existem.

    http://jornalggn.com.br/blog/fabio-de-oliveira-ribeiro/os-homens-de-armas-e-seus-livros-antigos

  34. Cada macaco no seu galho

    Na Alemanha nazista as espalhafatosas tropas SA foram varridas do mapa pelas tropas de elite da SS.

    Bolsonaro é SA, Mourão é SS. Pregava o Golpe antes do Golpe, fez elogios públicos à Ustra e ao Golpe de 64 (https://goo.gl/2g5MRr). Nem a punição que recebeu por falar demais o calou, porque entre os recos há quem o escute e apoie. O que vem pela frente é muito pior que Bolsonaro e MBL, caso essa estupidez encontre eco na sociedade.

    O problema do Brasil hoje é descumprimento do art. 2º da CF. Ou seja, um monte gente cuidando da moita alheia: derrotado ganhando eleição; juiz agindo como promotor; promotor passando o Brasil a limpo; pastor se metendo na vida privada dos outros; mercado mandando no judiciário; militar fazendo política. Desarmonia é a essência do Golpe.

  35. Nassif, precisa ver outros movimentos dos militares.

    Nassif,

     

    em relação à sua afirmação:

    “Funcionários públicos costumam se valer de muitas carreiras de Estado como trampolim para o mercado. No caso dos militares, é dedicação para toda vida, com exceção de algumas áreas tecnológicas. Por isso mesmo, a corrupção é o maior inimigo vislumbrado. Aliás, o regime militar entrou na reta final quando foram revelados os escândalos da Capemi, batendo na corporação militar.”

    É preciso ver que os militares mais jovens já não são tão fieis à instituição, muito do movimento de valorização das carreiras de estado do Governo Federal, em detrimento do aviltamento dos soldos militares, se for ver a lista dos aprovados nos concursos públicos, muitos oficiais abandonaram a caserna para serem servidores públicos. Exemplo maior é o atual Ministro da CGU, Wagner Rosário, servidor de carreira e oriundo do oficialato do Exército. Essa migração pode soar como uma ameaça à instituição Forças Armadas por drenar capacidade de comando futuro.

     

    Também, a tomada da Presidência por Michel Temer, trouxe junto a revitalização do GSI com o Gal. Sergio Westphalen Etchegoyen, que conseguiu a abertura de concurso para os oficiais, ténicos e agentes de inteligência da ABIN (http://www.abin.gov.br/abin-organizara-concurso-com-300-vagas/), em tempos de contenção de gastos e bloqueio de concursos para outras carreiras de Estado.

    Por fim, acho sintomático no horário da Voz do Brasil, o Ministério da Defesa ter ganhado um quadro “Forças do Brasil” (https://issuu.com/portalfab/docs/notaer_marco_2017/14).

    Creio estar havendo um processo de “normalização” dos militares dentro do governo federal.

     

     

     

     

  36. Na última frase do texto a

    Na última frase do texto a percepção inevitável do momento em que vivemos leva a conclusão que em 2018 Ciro despontará com grande força para chegar a Presidência. Por uma série de motivos acho que ele aponta para saírmos dessa encruzilhada histórica, e não será através da conciliação esse caminho, ela não é possível neste momento. 

  37. Vamos privilegiar nossos autores, que viverem a ditadura.

    Gente! O mais importante do golpe de 64, que reflete o de 2016, é que em ambos foi possível imaginar uma saída da dependência. Gostem, ou não, do governo do PT, houve uma inserção de excluídos – e expropriados – na vida econômica e, de forma sútil, na política do país; isto que parece um fato comum em países cuja luta de classes tem contornos específicos, aqui era novidade, e, além disso, uma ruptura fundamental com a chamada superexploração. 

    Em 64, não era só o Jango, mas em especial Miguel Arrays, que desafiou as elites latifundiárias em Pernambuco. Onde que pela primeira vez na história do Brasil o latifúndio – e o consequente ciclo de monoculturas – fora freado; Arrays e Jango – estou abreviando todo um movimento de praças das ‘ FM ‘ que o apoiavam, pequena burguesia, campesinato, baixo funcionalismo e setores do proletariado urbano e rural -, combinados e potencializados, ofereceram uma saída a dependência –  linha fundamental de 64/2016. É aí caros, que habita o sentido dos golpes, não é a sua interlocução, nem o seu éthos, mas a sua necessidade histórica.

    Bem, qual o motivo dessa tese? Porque ela já fora nos dada por diversos autores: José Paulo Netto, pequena história da ditadura brasileira; Florestan Fernandes, a ditadura em questão; Octavio Ianni, a ditadura do grande capital. Ambos realizam a radiografia do período e, em especial, Ianni revela seu aspecto econômico fundamental: a ditadura militar-empresaria teve com fim a promoção do capital monopolista, dominado pelo imperialismo. Assim ele explica os planejamentos, isenções e incentivos para iniciativa privada, as empresas estatais na base da produção industrial, os abusos no campo, e diversos. 

    A conclusão disto, qual seria? O governo Temer pretende realizar a transição do capitalismo dos monopólios para o ficcional  – financeiro – ( Marx ). Porém, nesse tipo de sistema a produção ocorre em momento futuro ( em ‘ D – M – M’ – D’, o capital  se abrevia no presente para D – D’, onde que a produção M – M’, ganha o fator tempo em M, Logo todo lucro é virtual no presente, e consequente, fantasmagórico no futuro, pois se torna uma bola de neve). Então não imaginem esse ‘ xadrez ‘ de forma inocente: caso necessário ao capital ele impõe nova ditadura, pois ele precisa evoluir; sendo que não há ditadura na América Latina que não haja única, e exclusivamente, para o capital.

  38. A falta de patritismo é

    A falta de patritismo é gritante entre os políticos em geral, grande mídia e seguidores (leitores, ouvintes e telespectadores), figurinos Homer Simpson… O entreguismo, intervencionismo econômico e político maquiado de moderno, campeiam

    Militares: Uma intervensão patriótica, séria, de observação, racional, inteligente, conclusiva e isenta dos militares, pró-desenvolvimento, alinhada aos valores supremos dos direitos sociais (na busca da iiqualdade social precedente), cortaria pela base – e partida – Sérgio Moro, membros da Força Tarefa do MPF e da PF envolvidos, os responsáveis pela grande mídia de via única (mercenária e corrupta).

    É o que se esperaria

     

    • Classe média burra que temos

      Classe média burra que temos no Brasil crê que ser patriota ou nacionalista é se vestir como palhaço verde-e-amarelo e ser de direita.Em ge

      Em geral, são os primeiros a trair o país a troco dos novos “espelhinhos” que o pessoal do império lhes oferecem.

      • Senhor Álvaro
         
        O senhor

        Senhor Álvaro

         

        O senhor colocou três questões sobre indisciplina  e comportamento em um outro poste de autoria do senhor André Araujo. Espero ter respondido.

  39. Então…
    “Sem chamar a

    Então…

    “Sem chamar a atenção da imprensa, o Governo Temer praticou um absurdo de submissão do Brasil ao mundo poderoso da ciência nuclear, ao assinar – o que se recusava a fazer desde 1996, o chamado “Protocolo Adicional ao Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares” – do blog Tijolaço. Os caras vão vir aqui “fiscalizar” na hora que for do seu interesse o projeto nuclear brasileiro. E podem fiscalizar também os projetos desenvolvidos nas universidades. 

    Quer saber? Os militares demoraram muito a se manifestar. Ah! E o almirante Othon foi condenado a 43 anos de prisão pela Lava Jato. O Sergio Cabral a 45 anos de prisão. O Temer é o presidente e o coronel dele está livre por aí por obra e oficio da república de curitiba e seus procuradores desonestos.

    A “primavera brasileira” finalmente chegou. Só espero que copie a primavera árabe e ponha na prisão o Temer e seus ladrões. É só o que nos resta porque o país e suas instituições naufragaram faz tempo.

    E quer saber: muito do que os militares defendem eu defendo também. Porque com eles pode restar um território onde eu possa morar.

     

    • Ouvi isso ontem na Voz do

      Ouvi isso ontem na Voz do Brasil, e só não fiquei xingando estéricamente lá dentro pq meu filho estava comigo.

      É revoltante ver como o país voltou a ser o velho humilhado e sabujo país que éramos na década de 90.

      E o pior, é ver Temer dizendo que AGORA as oisas acontecem por aqui.

      Me pergunto: quando teremos o “paredón”?

  40. NON EQZISTEN MAIS

    Esses militares a quem o Nassif se refere não mais existem. Os milicos de hoje não tem a mínima preocupação com soberania nacional. São a classe média armada. O inimigo  é o MST. Além da esquerda em geral. Acreditam que a esquerda gasta demais com os pobres. Um dinheiro que poderia comprar mais armas pra eles. Especialmente produtos americanos. Armas tecnológicas. São fascinados pelos EUA e por armamento de alta tecnologia. Games de guerra. Falo com conhecimento. Tenho vários militares na família. De capitão a general. Todos pensam da mesma forma. Se derem um golpe, vendem tudo muito mais rápido do que o Temer.

    • Classe média armada

      Verdade dolorosa e crescente. Nem Portugal conseguiu das próprias tropas no Brasil lealdade tão profunda e inabalável como a que oferecem as forças armadas brasileiras aos Estados Unidos. Caso de devoção. O Brasil reduzido à dimensão de micróbio internacional, mais instável que reator de fukushima, preço baixo demais para um objetivo tão valioso; derrubar a guerrilheira E quaisquer governos semelhantes na América do Sul.  Acontece que a derrubada do governo central de uma república continental como o Brasil, com todas as suas ponderáveis e imponderáveis implicações geopolíticas e estratégicas, não pode ser interpretada senão como um sinal de despreparo e de ingenuidade típica de classe média, papagaia de todo telejornal. Os filhos da classe média não são criados para serrar, cavar, lavar, pregar, cortar, carregar, não. Verbo não chega a ação, é só palavra. Precisam de universidades públicas e concursos para alcançar boas posições no serviço público. Mas seus pais sabotam o ensino publico e desmontam o serviço público. Oh selfies! Vai ter qualificação pra flanelinha, exigência de idioma, luva e gravata. Rumo ao feudalismo. What else is new…

      • Clichês sem nenhuma base na

        Clichês sem nenhuma base na realidade. O Presidente Geisel ROMPEU o Acordo Militar dom os EUA que vinha desde a Segunda Guerra, assinou um Acordo Nuclear com a Aalemanha CONTRA O VETO EXPRESSO dos EUA, reconheceu o regie do MPLA em Angola ainda antes do fim da geurra contra a UNITA, apoiada pelos EUA.

        Nenhum dos cinco Presidentes militares assinou o Tratado de Não Proliferação de Armas Atomicas, mesmo sob intensa pressão dos EUA. Os Governos Militares estreitaram relaçõs com o Iraque sob Saddam Hussein, enviaram ao Iraque  milhões de dolares de material bélico, desafiando os EUA, especialmente para os lança misseis ASTROS.

        A diplomacia dos Governos Militares, EFETIVA E NÃO SOMENTE DE RETORICA foi muito mais independentes dos EUA do que antes e depois do regime militar., na questão Palestina o Governo Militar foi pro-arabe e fria com Israel.

         

        • Divergências decorativas

          Qualquer governo que procure afastar o Brasil da órbita gravitacional militar dos Estados Unidos será considerado pelas forças armadas brasileiras como cavalo de tróia de guerra hibrida contra o Brasil, sobretudo se falar bem de árvore, de preto e de índio, evidência insuportável de “ideologias contrárias aos valores nacionais”. Quando o chefe da maior quadrilha política da história universal recebeu o bastão de comando, já era depositário das maiores esperanças da inteligência militar. Concluir o contrário seria fazer pouco caso dessa mesma inteligência.

        • Enquanto isso, nosso Milicos eram enviados ao Panamá

          Enquanto isso, André Araújo, os nossos Milicos eram enviados para a Escola das Américas, no Panamá, para aprender a torturar com mais eficiência e garantir que nós continuaríamos quintais dos EUA em vez de, como diziam, nos Cubanizar.

  41. NON EQZISTEN MAIS

    Esses militares a quem o Nassif se refere não mais existem. Os milicos de hoje não tem a mínima preocupação com soberania nacional. São a classe média armada. O inimigo  é o MST. Além da esquerda em geral. Acreditam que a esquerda gasta demais com os pobres. Um dinheiro que poderia comprar mais armas pra eles. Especialmente produtos americanos. Armas tecnológicas. São fascinados pelos EUA e por armamento de alta tecnologia. Games de guerra. Falo com conhecimento. Tenho vários militares na família. De capitão a general. Todos pensam da mesma forma. Se derem um golpe, vendem tudo muito mais rápido do que o Temer.

    • Os Miltares de ontem são iguais aos de hoje

      Os Milicos de ontem derrubaram o João Goulart a mando dos EUA. Os inimigos dos Militares de ontem eram os camponeses, os estudantes, os artistas, etc.

      Milicos preocupados com a soberania nacional nunca eqzistiron.

  42. Considerações com dor,a ver:A

    Considerações com dor,a ver:A “altivez” de Pedro Miau,vide Rede Globo,tombaria ao som dos acordes do primeiro clarim da manhã,principalmemte vindo da caserna,conforme o proprio Nassif asseverou no Xadrez de hoje.O Moreno encontrou dificuldades para enxergar o Bonaparte de plantão,e esse humilde não cadastrado desetrelado,lhe entrega na bandeja assim como entregou o advogado espano-brasileiro Rodrigo Tacla Duran,sem prescisar de delação premiada,quiçá dedo duro.Bem,pelo visto,Nassif acompanhou toda a entevista de Pedro Miau,preocupou-se em demasia pela “altivez” do entrevistador,e descuidou-se do entrevistado,bem ali sentado diante dos oculos que o Moreno usa desde a ceia de cristo,o Bonaparte:O General Eduardo Villas Boas,tinta tanta medalhas e estrelas no uniforme que só faltava a chapinha da Antartica.Não foi por falta de aviso.Como o Papai vivia a me dizer que minha memoria é meu maior patrimonio,há mais ou menos,tres meses atrás fiz um comentario analisando uma entrevista do General nos mesmos molde que deu a Bial,asseverei peremptoriamente que o General estava na parada.Como costumo andar com fé e a fé não costuma faiá,ai ai caramba,disseram que ele não vinha,olha ele aí.No mais,o Ministro Marco Aurelio de Melo, nosso dignissimo Coalhada,estrilou feio.Pode ter sido um pouco tarde,afora que compõe o STF mais avacalhado de toda historia.Como já divulgado,o Blog promoverá no final do ano no Bar do Alemão,em data e horario a ser divulgado antecipadamente,festa de Confraternização para a entrega da Medalha de Honra ao Merito ao Comentarista do Ano.Desde já confirmo minha presença,exceto se houver toque de recolher ou estado de sitio.

  43. Exceção
    Caro Luis Nassif.
    Eu estou mais pessimista. Acho que faltou um adjetivo para caracterizar o golpe: Mercenário. Juridico, mediático, parlamentar e mercenário. O tempo todo, desde o vazamento das escutas do Obama sobre a Dilma e outros presidentes do mundo, sempre esteve presente o fator norte americano no golpe. A cooptação e treinamento de mercenários dentro das instituições. MP, JUSTIÇA, e políticos defendendo o interesse externo, O PROPRIO Temer, o Serra, o Aloisio Nunes que viajou pra lá no dia do golpe. Por que não os militares do GSI? Que não agiram quando o Moro divulgou conversa da Presidência da República provavelmente com grampo norte americano? Só que agora o projeto é outro, que atinge a resolução financeira e coloca as tropas em atividade, ou seja, em guerra. Observe que desde antes, mas especialmente na guerra do Iraque, os EUA utilizam-se de mercenários para atingir seus interesses geopolíticos. Sai mais barato e com menos custo político utilizar-se de mercenários de outroa países do que mandar seus cidadãos para a guerra, além de outras várias vantagens. Então, afogar financeiramente as forças armadas é muito conveniente e a promessa de lutarem por um “grande país” é propaganda que já vem sendo feita até por meio de séries da netflix.
    Então, quem você acha que vai atacar a Venezuela? e até abrir um flanco de guerra civil aqui? Quem vai atacar o Brasil? Já está atacando. Já está acontecendo. Eles já se encaminham para a fronteira da Venezuela.
    Então acho que desta vez é algo novo e muito pior.
    Abraços
    Rodrigo Frateschi

  44. Se os militares rasgarem a Constituição e assumirem o Poder não

    Se os militares rasgarem a Constituição e assumirem o Poder não haverá mais limites ao arbítrio. Quem mais se beneficiará com um eventual golpe militar serão as milícias paramilitares e os esquadrões da morte das polícias militares. Será um regime político de força pela força. Demandas sócias como reforma agrária, moradia, saúde e educação serão resolvidas de forma truculenta.

    Mesmo diante da Constituição vigente num suposto Estado Democrático de Direito os abusos das polícias são constantes, imaginem com os militares no Poder. O número de chacinas contra camponeses, militantes de esquerda, jovens negros de periferia, jornalistas e qualquer ativistas aumentará significativamente e de forma impune.

    Os militares não são nem um pouco confiáveis. Acreditar na pacificação social pela força é um equívoco monumental. A submissão dos militares à Constituição é uma conquista civilizatória que protege a sociedade da violência do próprio Estado.

    • Se isso vier a acontecer, o que é pouco provável…

      Se os Militares derem um golpe dentro do golpe, provavelmente as populações dos países importadores das nossas commodities boicotarão essas commodities e a situação do Brasil piorará, e muito.

      O tiro sairá pela culatra da Nação.

      Não houve boicote às nossas commodities com o golpe jurídico-midiático-parlamentar porque ele é um golpe branco, mas se partirem para a força bruta, acho que o tiro sairá pela culatra dos Abacates.

      O Consenso de Washington promoveu o sucateamento das FFAA de todos os países periféricos, já que golpes brancos e fuga de capitais substituem as forças armadas com menos custos e com mais eficiência.

      • O Comandante do Exército, General Villas Boas, parece ser uma

        O Comandante do Exército, General Villas Boas, parece ser alguém sensato o suficiente para não embarcar numa aventudra dessas. Mas na atual conjuntura que o país passa tudo é possível, inclusive um golpe militar.

        Sinceramente não tenho tanta certeza assim. Nada é tão ruim que não possa piorar. E pelo visto ainda não chegamos no fundo do poço… 

      • O principal importador de

        O principal importador de nossas commodities é a Republica Popular da China, uma ferrea ditadura desde 1949, boicoitarão o Brasil se este se tornar uma ditadura?  A China opera com a Coreia do Norte onde jamais houve uma eleição assim como compra petroleo de paises que nunca tiverm democracia, como Arabia Saudita, Kuwait, Emirados, Brunei, etc.

        Em 1954 o novo governo militar foi reconhecido por todos os paisescom os quais o Brasil mantinha relações, sem uma unica exceção. No governo Trump não vejo nenhum prurido contra ditaduras conservadoras, na União Europeia poderia haver alguma reação mas França e Inglaterra tem perfeitas relações com grandes paises não democraticos, como Russia, China e Arabia Saudita. O mundo de hoje é caotico nas relações internacionais, não há mais uma “doutrina democratica” em solido vigor.

        O Brasil hoje tem dois grndes ativos internacionais: floresta amazonica e principal fornecedor de alimentos do mundo.

        O Brasil não será boicotado nem que o Capeta assuma o Governo em Brasilia.

        •   Depende do capeta. Capeta

            Depende do capeta. Capeta que entregue petróleo ou capeta que pratique renacionalização?

            Os EUA de hoje não tolerariam governo ditatorial de caráter nacionalista.

        • Um golpe militar seria a mando e em favor dos EUA

          Portanto, a China boicotaria, sim, as nossas commodities, pois se não o fizesse os EUA levariam os bônus do golpe militar e a China ficaria apenas com os ônus do tal golpe.

  45. As declarações do General

    As declarações do General Hamilton Mourão não podem ser entendidas e recebidas nem como bravatas de um arrivista nem com suaves passagens de mão pela cabeça, como o fazem, respectivamente, parte da mídia e do estamento político e, estranhamente, o general-comandante do Exército, General Villas Bôas.

    Não há meios termos: o general Mourão quebrou a hierarquia, o totem sagrado do mundo militar. Emitiu juízos eminentemente políticos, o que é vedado pela instituição que diz tanto prezar, esgrimiu ameaças claras contra o Poder legal constituído, portanto contra a própria Constituição, e por fim ressuscitou o que já se imaginava para sempre sepultado: a pretensiosa tutela do Poder Militar sobre o Civil a partir de uma falsa consciência de que o primeiro é mais patriota e comprometido com os destino do país; noves fora a inverdade de que são incorruptíveis.

    Há ainda um detalhe importantíssimo: falou numa solenidade, fardado e não de pijamas; evocou colegas do alto comando; fez remissão a planos; e por fim explicitamente pôs em cheque a própria institucionalidade, autoridade e responsabilidade do Poder Judiciário.

    Se isso não for grave o que será?

    • Obediência a CONSTITUIÇÃO? q

      Obediência a CONSTITUIÇÃO? q q é isto Constituição? Não estás falando daquele livro velho, ultrapassado, que meu falecido pai me deixou de herança  e, que juntos lutamos para que fosse promulgada,  não né?  Pq se é este saibas q p/ quem está no comando este livrinho velho e mal cheiroso (sim fede a pobre) JÁ ERA!

    • Obediência a CONSTITUIÇÃO? q

      Obediência a CONSTITUIÇÃO? q q é isto Constituição? Não estás falando daquele livro velho, ultrapassado, que meu falecido pai me deixou de herança  e, que juntos lutamos para que fosse promulgada,  não né?  Pq se é este saibas q p/ quem está no comando este livrinho velho e mal cheiroso (sim fede a pobre) JÁ ERA!

  46. Talvez sejam poucos os militares “visceralmente” nacionalistas

    Parece-me que existe uma herança maldita da Guerra Fria: mesmo que, às vezes inconscientemente, os nossos militares não veem a subordinação do país aos interesses americanos como uma violação da nossa soberania. Nada que, de repente, alguns  anos tendo que servir como aliados em algumas guerras travadas pelo império, mundo afora, não fosse capaz de curar.

  47. Fator Dilma

    Caso fosse o general traria imediatamente a presidente Dilma de volta. Os militares ficariam de bem com a maioria do povo, pois muita gente que apoiou Aécio mudou de opinião. Prenderiam essa cambada de golpistas corruptos e o país sem dúvidas viveria dias mais calmos até a eleição em 2018.

      • cuidado com quem ri

        trata-se de homens muito treinados. riem ou ficam absolutamente quietos e batem continência em aparente respeito absoluto a o que odeiam. ao contrário do que reza o mito, são políticos extremamente hábeis.

        o riso é a maior e mais eficiente máscara criada pela raça humana para esconder a alma que sangra, essa habilidade adquirida da raça se aperfeiçoada politicamente vira uma arma absolutamente letal.

  48. Fator militar

    O interessante é que o General falou sobre a soberania brasileira na amazônia mas não falou nada sobre a entrega de estatais estratégicas como eletrobras e petrobras, nem do pré-sal, nem das construtoras, nem nada. A gente está tendo a nossa soberania ameaçada por todos os lados e ele só se atenta para a amazônia? Deu uma impressão de que não se pode questionar o imperialismo mas que para os índios a gente não pode perder. É bem um discurso ruralista e ultrapassado, para quem o Brasil não pode ser nada mais do que um grande exportador de grãos e matéria-prima. Os outros setores estratégicos que servem de base para a nossa industrialização a gente entrega. 

  49. Fator militar

    O interessante é que o General falou sobre a soberania brasileira na amazônia mas não falou nada sobre a entrega de estatais estratégicas como eletrobras e petrobras, nem do pré-sal, nem das construtoras, nem nada. A gente está tendo a nossa soberania ameaçada por todos os lados e ele só se atenta para a amazônia? Deu uma impressão de que não se pode questionar o imperialismo mas que para os índios a gente não pode perder. É bem um discurso ruralista e ultrapassado, para quem o Brasil não pode ser nada mais do que um grande exportador de grãos e matéria-prima. Os outros setores estratégicos que servem de base para a nossa industrialização a gente entrega. 

  50. Burro e corrupto
    A reação simultânea de 3 generais de alta patente em defesa do Golpe dentro do Golpe ocorre dias depois do “Protocolo Adicional ao Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares” que Temer assinou em surdina no encontro com Trump.

    O imbecil simplesmente expôs nossa soberania à fiscalização externa, com regras abusivas, e o fez sem discutir com ninguém, nem com a sociedade, nem com as FAs.

    Ou seja, Temer atravessou o Rubicão do Golpe, como Moro já havia atravessado antes com o Almirante Othon.

  51. É errado as pessoas se

    É errado as pessoas se horrorizarem com os militares agora com a cabeça  no golpe de 64. São momentos históricos diferentes portanto com perspectivas e ações diversas. Alguém consegue visualizar um governo civil que faça frente ao mercado/geopolítica americana? Alguém consegue visualizar um governo civil que enfrente a ditadura do Judiciário/ midia afinados com os americanos?

    O que sairá ainda desse buraco? Uma Líbia, um Iraque? Uma inquisição religiosa que condene mulheres e gays? Um governo Bolsonaro?

    Ora, na atual situação golpeados nós já fomos. E pior, fomos golpeados por uma quadrilha/midia/judiciário que não tem o minimo compromisso com o país. 

    Precisamos de um Putin para enfrentar a geopolitica americana e internamente os lemanns, setubals, marinhos, moros e gilmares. A classe média que enfiou a Alemanha no nazismo nos enfiou nesse buraco. 

    Lula eleito em eleições diretas é a minha opção mas não se concretizará. Qual a outra opção para preservar o país? É preciso sim, que na atual situação seja levado em consideração a instituição Forças Armadas e suas posições nacionalistas para preservar o país. Já que as instituições civis, de onde deveria sair a solução,  se transformaram em orgãos inúteis, ditatoriais, e por vezes, corruptos.

    PS. Sem deixar de observar que a aberração militar Bolsonaro é o que é: uma aberração. 

    • São momentos históricos diferentes

      São momentos muito diferentes, e os milicos também estão muito diferentes:

      Exército dos EUA participará de exercício militar na Amazônia a convite do Brasil

      Tropas americanas foram convidadas pelo Exército brasileiro a participar de um exercício militar na tríplice fronteira amazônica entre Brasil, Peru e Colômbia em novembro deste ano.

      Segundo o Exército, a Operação América Unida terá dez dias de simulações militares comandadas a partir de base multinacional formada por tropas dos três países da fronteira e dos Estados Unidos.

      Descrita pelas Forças Armadas como uma experiência inédita no Brasil, a base internacional temporária abrigará itens de logística como munição, aparato de disparos e transporte e equipamentos de comunicação, além das tropas. O Exército afirma que também convidou “observadores militares de outras nações amigas e diversas agências e órgãos governamentais”.

      A operação é parte do AmazonLog, exercício militar criado pelo Exército brasileiro a partir de um atividade feita em 2015 pela Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) na Hungria, da qual o Brasil participou como observador.

      À BBC Brasil o Exército brasileiro negou que a atividade sirva como embrião para uma possível base multinacional na Amazônia, como aconteceu após o exercício da Otan citado como base para a atividade.

      “Não. Ao contrário da Otan, a qual é uma aliança militar, o trabalho brasileiro com as Forças Armadas dos países amigos se dá na base da cooperação”, responderam porta-vozes do Exército.

      “Com uma atividade como essa, busca-se desenvolver conhecimentos, compartilhar experiências e desenvolver confiança mútua”, afirmou a corporação.

      Apesar do ineditismo do comando multinacional na região amazônica, esse não é o primeiro exercício mútuo entre as Forças Armadas de Brasil e EUA no país. No ano passado, por exemplo, as Marinhas das duas nações fizeram uma atividade preparatória para a Olimpíada no Rio de Janeiro, envolvendo treinamentos com foco antiterrorismo.

      Em 2015, um porta-aviões americano passou pela costa do Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro para treinamento da Força Aérea Brasileira (FAB).

      https://g1.globo.com/mundo/noticia/exercito-dos-eua-participara-de-exercicio-militar-na-amazonia-a-convite-do-brasil.ghtml

    • Na minha humilde opinião o

      Na minha humilde opinião o único líder legítimo que vocês têm é Lula. Portanto é natural que estejam tentando liquidá-lo para tomar o controle do país.

  52. Bom dia a todos…refletindo
    Bom dia a todos…refletindo sobre o golpismo dos militares voltando a tradição matéria do Jânio de Freitas que postei agora da Folha…Gente pelo amor de Deus o que esta gente tem na cabeça para querer governar alguma coisa da nação? Quem esta gente pensa que são? Alguns iluminados ou santos também querendo impor suas verdades absolutas a todos como as igrejas também estão querendo fazer tentando tomarem o poder no Estado para voltarmos a idade média, cruzadas, inquisição ou virarmos oriente médio de vez nesta zona ou baderna em que vivemos e sem democracia alguma?  Embora para continuar com estes vigaristas dos partidos não faz a menor diferença manter a ditadura atual do coronelismo mandando em tudo desde o golpe militar da república ou desde o golpe de 64 servindo as elites, a CIA e o capetalismo ou um regime militar…. Parece que as forças armadas acabou voltada somente contra supostos inimigos internos fabricados pela CIA para servir as elites e o coronelismo dominando tudo aqui ou o capetalismo colonial, feudal, clerical, medieval, etc.,  E faz tempo já invadiram tudo aqui e estes otários das forças armadas comendo e bebendo na sombra e água fresca sempre e sem fazerem porra alguma ficam fabricando monstros do comunismo para justificar suas tetas mas são traidores da nação ou vendidos ao coronelismo e aos americanos também assim como os partidos, governos e o judiciário atual…. Se qualquer otário já percebeu que Getúlio, Jango e Brizola eram fazendeiros e nunca foram comunistas… E que o PT e Lula e a esquerda foi teleguiada pela CIA e são traidores da nação e servem as elites e ao capetalismo?  E que o fundamentalismo evangélico também foi fabricado pela CIA todos como bodes fedendo na sala para dividir e confundir os povos e dominarem como fabricaram os radicais islâmicos no oriente médio e até grupos como o Talibam, alkaida e EI ?  Entre a merda dos partidos atuais e a cabeça de merda que parece ter os militares nem sei o que seria pior pois esta gente só fala em armas, tanques, fuzis, bazucas, guerra, quartéis, marcha, continência, o caralho…. E o general Bilas Boas chefe das forças armadas que assisti estes dias em entrevista com o Bial e gostei do general parecendo lúcido e equilibrado, calmo para este momento conturbado do Brasil, no entanto até ele ficou falando aos jovens para pegarem em bazucas ou metralhadoras…caralho vai tomar no cú otários…. Exceto a guerra do Paraguai quando os militares defenderam a nação e o território contra a invasão do ditador do Paraguai, embora antes tudo foi armado pelos ingleses, e Portugal devia até as calças para os ingleses, depois disto nunca houve guerras e nem vai haver pois nenhum país vizinho vai ser doido de querer invadir o Brasil….mas os otários ficam fabricando os monstro do comunismo para justificar as boquinhas tudo coisa armada pela CIA…. Será que os otários não perceberam ainda que na verdade o capetalismo é aliado do comunismo como vemos na China e na social democracia na Europa e no mundo inteiro inclusive no Brasil via PSDB e PT com todos os demais partidos pendurados nesta gente servindo as elites, a CIA e o capetalismo? É uma ditadura global do capetalismo comunismo aliados das igrejas voltando ou mantendo o feudalismo ou idade média ou o império romano…. Só que os otários das forças armadas não acordaram ainda que na realidade já fomos invadidos desde sempre antes pelos ingleses e depois da segunda guerra pelos americanos…. Manter esta cara estrutura das formas armadas que não serve para nada ao povo e a democracia efetiva, já que servem as elites, a CIA e o coronelismo capetalista, traindo e violando a segurança e soberania nacional claramente, apenas para sustentar os tiranos mandando em tudo aqui?  Isto é, o povo paga para manter os militares mas não para servir o povo e sim para controlar o poder dos soberanos de plantão ou o coronelismo de sempre travando tudo e impedindo democracia efetiva e economia de mercado com livre iniciativa e livre mercado de fato e aqui tudo é cartelizado pelo coronelismo…. E estes idiotas não tem nada na cabeça para oferecem a nação de fato, como por exemplo algum projeto claro de democracia efetiva que nunca tivemos ainda, e somente ficam falando em violência ou força bruta e querem voltar? Voltar para o que exatamente?  Acham mesmo que o povo quer viver num clima de quartel e militarizado?  Sei que pior do que regime militar seria as igrejas tomarem o poder no Estado e ai sim a merda ficaria muito pior mas até hoje nunca vi algum ser pensante e com visão de estadista de fato nas forças armadas e com um projeto ou visão clara de democracia com soberania popular de fato.  Só tenho visto gente arrotar, rugir, bufar, gritar, e falar em usar a força bruta mas onde a cabeça desta gente?  Mas domingo ouvindo o general que até foi soft ou suave ou leve embora deixando algo nas entrelinhas revelando bem o clima nos quarteis predispostos ao golpe, outro golpe, e talvez fosse o caso de se pensar em desativar as forças armadas pois elas de nada servem ao povo e a democracia, e também vendo direto postagens destes beatos malucos de grupos pedindo a intervenção ou volta dos militares eu poderia afirmar que são todos burros, tapados, cegos, enfim gente sem a menor competência para gerir nada, talvez pior do que a zona atual, que ao menos podemos criticar e protestar, e gente que parece pensar somente em armas e guerra e força bruta…. Vão tomar no cú palhaços pois nem guerra nunca houve e nem vai ter no molde que esperam e vivem na sombra e água fresca….. A guerra mesmo já aconteceu e hoje as potências não precisam invadir com armas e força bruta a moda antiga e usam os meios sofisticados dos sistemas financeiros, das mídias, comprando todos com o caixa dois das empresas e bancos nos governos, legislativos e judiciário e nas mídias…. O que é que estes militares não viram ainda quanto a isto ou que já fomos invadidos faz muito tempo graças a eles mesmos pois vendidos a estes invasores da nação?  Vai ser burro assim na puta que o pariu…. E ainda querem tomar o poder?  As igrejas querem tomar o poder?  As quadrilhas dos partidos querem se manterem no poder ou trono para sempre?  Vão tomar no cu todos….Continuo votando nulo para botinar todos ou jogando no vaso sanitário e dando descarga e fodam-se todos.  Acho que deviam eleger um Rei ou os setores organizados da sociedade indicarem gestores voluntários para os executivos e legislativos todos e começou a roubar é trocado no ato…. Chega de merda pois este povo não sabe e nem merece votar…. Mas análisei tudo isto no texto linkado na relação da foto de perfil Povão alienado e besta ou burro tem elegido corruptos há trinta anos e causa seria fundamentalismo medieval religioso de terceiro mundo devido a serem vagabundos e terem aposentado a cabeça sem lerem ou estudarem nada….

     

  53.  
    https://www.brasil247.com/p

     

    https://www.brasil247.com/pt/247/poder/318190/Moniz-Bandeira-volta-a-pregar-a%C3%A7%C3%A3o-militar-contra-o-desmonte-nacional.htm

     

    MONIZ BANDEIRA VOLTA A PREGAR AÇÃO MILITAR CONTRA O DESMONTE NACIONAL

    247 – O professor de política exterior Luiz Alberto Moniz Bandeira, primeiro intelectual de esquerda a defender uma intervenção militar para derrubar o golpe representado por Michel Temer, que, além de denunciado por corrupção, obstrução judicial e organização criminosa, é aprovado por apenas 3,4% dos brasileiros, voltou a sustentar sua posição.

    “O importante é impedir que o patrimônio nacional – Eletrobrás, Eletronuclear, Petrobrás e pré-sal, bancos estatais – seja dilapidado, entregue aos gringos: é evitar que o desenvolvimento do Brasil, com a inclusão, não seja interrompido; é impedir a entrega aos gringos de uma parte da Amazônia maior que a Dinamarca”, diz ele, enfatizando que não deseja um regime de exceção.

    Moniz Bandeira se manifestou em resposta a Valter Pomar, que, em artigo, criticou sua suposta ilusão em relação aos militares.

    Leia, abaixo, a carta de Moniz Bandeira a Valter Pomar:

    Meu querido Valter,

    insisto, em nada tenho ilusão. Sei que tudo pode acontecer, se houver uma intervenção militar. Mas o fato é que, se Dilma Rousseff foi deposta por um golpe de Estado, e de fato foi, não mais existe Estado de Direito nem democracia no Brasil. Acabou a Constituição. O governo, que só conta com a simpatia de cerca de 3% da população, realiza reformas para as quais não teve mandato. O Congresso, corrompido e desmoralizado, assumiu poderes constituintes para os quais não foi eleito. Nada do que ocorreu e está a ocorrer é constitucional. Nada tem legitimidade.  E o golpe de Estado foi dado exatamente para a execução de tais reformas: trabalhista, previdenciária, terceirização, redução do Estado, com a venda das empresas públicas, impedir os gastos públicos por 20 anos etc. E as forças econômicas, nacionais e estrangeiras, que estão por trás do presidente de fato Michel Temer e do seu sinistro ministro da Fazenda, o banqueiro Henrique Meirelles, farão tudo para que não haja retrocesso na execução do seu projeto, modelado pelo Consenso de Washington.  

     Falar em Constituição, agora, é que é uma grande ilusão. As liberdades são relativas, como durante o regime militar, porém nem imprensa alternativa existe mais como naquele tempo. Toda a mídia repete o mesmo e o alvo é o ex-presidente Lula, com judiciária a condená-lo, sem provas, apenas para efeito de repercussão na imprensa e desmoralizá-lo. Quanto mais ele cresce nas pesquisas mais me parece que as poderosas forças econômicas nacionais e estrangeiras, que sustentaram o golpe do impeachment da presidente Dilma Rousseff, tentarão tirá-lo de qualquer forma das eleições. Tenho até dúvidas de que as eleições ocorrerão. Temer e demais cúmplices sabem que, ao descer a rampa do Planalto, sem imunidade, podem ser presos e enviado para a Papuda. A insatisfação no meio militar é enorme, conforme exprimiu o Antônio Olímpio Mourão. E teve toda razão o deputado Aldo Rebelo, do PC do B, quando recomendou o diálogo com os militares. O proto-nazifascista Jair Bolsonaro não é representativo das Forças Armadas. É minoria.  

    A intervenção militar pode ocorrer. Como se desdobrará é difícil imaginar. O ideal seria que fosse como a do general Henrique Teixeira Lott em 1955. Mas não creio, em face do Congresso que aí está. O importante é impedir que o patrimônio nacional – Eletrobrás, Eletronuclear, Petrobrás e pré-sal, bancos estatais – seja dilapidado, entregue aos gringos: é evitar que o desenvolvimento do Brasil, com a inclusão, não seja interrompido; é impedir a entrega aos gringos de uma parte da Amazônia maior que a Dinamarca. Claro que não defendo regime de exceção, mas regime de exceção é o que já existe no Brasil, com um verniz de legalidade. O que ocorreu no Brasil, com a derrubada da presidente Dilma, foi golpe de Estado, como, na Ucrânia, com a destituição do presidente Wiktor Yanukovytch, na madrugada de 21 para 22 de fevereiro de 2014, por uma decisão de um Congresso comprado. A Constituição deixou de existir. Ilusão é pensar que, após realizar as reformas pretendidas pelo capital financeiro e o empresariado nacional, as forças, que se apossaram do poder, vão deixá-lo sem ser por um golpe de força. E, infelizmente, as forças populares já demonstraram a sua impotência. A nada reagiram.

    Não desejaria que ocorresse intervenção. Todos sabem como começa, mas não quando termina. Porém, não estou a ver outra perspectiva no Brasil. É necessário impedir o desmonte do Estados nacional. E há-de chegar um momento em que o impasse político, com o agravamento da situação econômica e social, terá de ser pela força.

    Com afetuoso abraço, Moniz

     

  54. Vocês, como jornalistas bem

    Vocês, como jornalistas bem informados que são, podem passar uma lista com nomes e atividades das pessoas que foram assassinadas após o golpe? Muitas vezes falo(amos) disso mas não guardamos os dados e penso ser importante nas argumentações com os contrários. É possível?

  55. Essa desculpa de combate à

    Essa desculpa de combate à corrupção é apenas desculpa. Lembrem-se que com toda exceção, Ipms e humilhações sofridas por JK, por exemplo, nunca conseguiram provar nada. E com Admar de Barros, menos ainda.

    Lembrem-se ainda que fecharam Congresso, abriram Congresso e nos legaram os malufes, os sarney, os colors e milhares de outros menos conhecidos.

    Nos legaram tambem todas essas empreiteiras hoje envolvidas em escândalos e muitas outras que ficaram pelo caminho após cumprirem seus papéis que eram enriquecer seus donos e amigos.

    E por aí vai…..

    • Isso mesmo. Corrupção e

      Isso mesmo. Corrupção e corruptos mor fizeram a festa na ditadura militar. Toninho malvadeza (ACM), ministro dos militares, promoveu muita maracutaia para a Globo se transformar nesse complexo jornalístico controlador de mentes e propagador de mentiras que agora nos assombra.

      A cidade do Rio de Janeiro é o lugar com mais quarteis por metro quadrado de nosso país, tem inclusive um bairro inteiro chamado Vila Militar.

      Por uma estranha coincidência os bandidos daqui são os mais bem armados do país, possuindo armas de guerra devastadoras, que ostentam em plena luz do dia. Esses quarteis poderiam ter sido deslocados para as fronteiras dentro de uma estratégia de defesa de nossa soberania, mas continuam por aqui, com soldados pintando meio fios enquanto somos assaltados ao lado, diante de olhares indiferentes.

  56. A questão é, como se daria

    A questão é, como se daria hoje essa intervenção militar ?

    Será que não haveria reação dentro do próprio exército ou mesmo de policias militares ?

    Haveria aceitação internacional, duvido muito.

    O Brasil é um País muito grande e complexo, acho que não existe esse lider militar tão grande assim capaz de dar esse golpe e controlar a situação.

    Apesar de tudo, é melhor manter o Temer, penso eu. 

     

  57. Cenário Internacional

     

    A análise só ficará completa quando se souber o que a Rússia e a China pensam da situação no Brasil.

    • Russia e China são potências

      Russia e China são potências e se consideram jogadores de primeira linha. Não entram para perder.

      Se o Brasil não consegue se manter na primeira divisão, “I’m sorry, you cant sit with us.” 

      E a China é que não vai perder a oportunidade de aumentar seu poder na região adquirindo ativos estratégicos do novo Brazil. 

  58. Sinuca de bico

    Quando o putsch parce ser a resposta, na linha de “o inimigo de meu inimigo é meu amigo” é o fim de qualquer esperança.

    Após a travessia do rio é costume o escorpião matar o  sapo!

    As forças da dita esquerda vivem o mesmo dilema que as assolou no pós-64. Mas hoje não há espaço para a “luta armada”! Mas poderemos virar todos chineses!

  59. Basta acompanhar o GGN para

    Basta acompanhar o GGN para saber que o golpe de 2016 representa  o fim da soberania nacional, o desmonte do Estado e a ruína da economia.  Como acreditar que os militares não viram esse filme ?. E se viram, por que nada fizeram ? Os norte americanos não precisaram atacar o Brasil com tropas para destruir nosso míssil, nossos armas nucleares, nosso submarino, nosso tecnologia nuclear e se apossar de nossa tecnologia do pré-sal  e de nossos campos de petróleo.  Da mesma forma, nossos militares não  teriam que sair dos quartéis para deter esse processo destrutivo, MAS NADA FIZERAM. Sendo assim, podemos afirmar com toda a certeza que as forças armadas deram aval ao golpe. Portanto, não há motivos para acreditar que um golpe militar poderia reverter os danos à soberania nacional, ao patrimônio público, às empresas estatais, às multinacionais brasileiras, à indústria nacional , à democracia e ao estado de direito.  Se o comando das forças armadas fosse constituído, de fato, por brasileiros que respeitam o povo brasileiro e amam seu páis, provariam isso com uma medida simples, inteligente e honesta: reconduziriam  a íntegra cidadã Dilma Roussef  ao posto de presidente da  república, dando-lhe apoio para restabelecer o estado de direito e remontar o Estado, levando a julgamento justo os golpistas e entreguistas. Posso afirmar QUE NOSSOS MILITARES NÃO TERÃO ESSA DIGNIDADE.  A história e os fatos demonstram que preferem a Casa Grande à Senzala.  

  60. Mais um bom texto do Nassif.

    Mais um bom texto do Nassif. O Mapeamento da Conjuntura antes impeachment e pós impeachment está excelente.

    Vamos às considerações:

    PEÇA 3:

    DISCIPLINA:  “Quando o general menciona que, nas Forças Armadas, tudo é organizado e planejado, vale para a estrutura administrativa e vale para a cabeça do militar….  há uma dificuldade enorme em entender processos sociais ou a balbúrdia inerente aos processos democráticos, ou mesmo os sistemas mais fluidos do mercado”.

    EXATAMENTE ! ISSO É UM PROBLEMA GRAVE, PRINCIPALMENTE PELAS LIDERANÇAS NÃO ENTENDEREM QUE NÃO É CAPITALISMO OU SOCIALISMO, MAS SIM LUTA PELO PODER GLOBAL. ESSA VISÃO DE MUNDO CRIA UMA RESISTÊNCIA AO PROTAGONISMO MUNDIAL DO BRASIL VIA BRICS, À PARCERIAS COM PAÍSES NÃO ALINHADOS COMO RÚSSIA E CHINA E CLARO À UMA INSERÇÃO DO BRASIL NÃO ALINHADA AOS EUA NO CENÁRIO INTERNACIONAL. 

     

    INTERESSE NACIONAL: “Sua posição sobre a produção interna estratégica, o mercado interno e as estatais aproxima-se bastante das teses desenvolvimentistas, com o desenvolvimento sendo subordinado a visões sobre segurança nacional.”

    DUVIDO, PRINCIPALMENTE COM A ONDA DE APOIO DO BAIXO CLERO MILITAR AO BOLSONARO E AOS DISCURSOS DE ALGUMAS LIDERANÇAS MILITARES COM ARGUMENTOS NEOLIBERAIS. EX.: MOURÃO. ESTARRECEDOR.

     

    PEÇA 4:

    ITEM 4: “A perspectiva de novas eleições com as regras atuais, permitindo a volta de parlamentares denunciados.” 

    O PROBLEMA NÃO SÃO OS PARLAMENTARES DENUNCIADOS. O PROBLEMA É A VOLTA DO LULA, DO PT E DO “COMUNISMO”. A LÓGICA ANTICOMUNISTA DA GUERRA FRIA ESTÁ VIVA NO EXÉRCITO, MOSTRANDO UM ANACRONISMO ESTARRECEDOR.

    ITEM 5: Exatamente !

     

    PEÇA 5:

    DIREITOS HUMANOS: “reduzidos, mas provavelmente com a implantação de algumas políticas distributivistas. ”

    DUVIDO. A VISÃO MILITAR SOBRE POLÍTICA DISTRIBUTIVA É QUE É COISA DE COMUNISTA. COMO TUDO É “PRETO NO BRANCO” OU É COMUNISTA OU NÃO É. ELES NÃO CONSEGUEM ENTENDER A NECESSIDADE DE UM ESTADO DE BEM ESTAR SOCIAL E DAS POLÍTICAS DISTRIBUTIVAS NO REFORÇO DO MERCADO INTERNO, ETC…

     

    SETORES ESTRATÉGICOS: “revigorados, sob controle direto do Estado, infraestrutura (energia, transportes). ”

    DUVIDO. ISSO ESTÁ EM DISPUTA INCLUSIVE DENTRO DO EXÉRCITO PRINCIPALMENTE NESTA ERA DA PÓS-VERDADE, MBL, BOLSONARO, ETC. 

     

    MÍDIA:  SIM. A GLOBO VOLTARIA A SER EXTENSÃO DO PODER MILITAR.

     

    LIBERDADE DE EXPRESSÃO: “ seria suprimida gradativamente, em nome do interesse nacional, assim como liberdade de organização, sindicatos etc.”

    SIM, E O AUMENTO DA DESIGUALDADE TAMBÉM PODERIA VOLTAR EM NOME DO CRESCIMENTO. UMA CORPORAÇÃO QUE ACHA QUE DEVE ATUAR DE UM JEITO NA FAVELA E OUTRO NA ZONA SUL NÃO SE IMPORTARÁ COM CIDADÃOS DE SEGUNDA CLASSE. JÁ VIMOS ESSE FILME ANTES.

     

    GEOPOLÍTICA: “Sairiam procuradores e juízes alinhados com os EUA e voltariam as políticas diplomáticas soberanas.”

    ISSO ESTÁ EM DISPUTA DENTRO DO EXÉRCITO, PRINCIPALMENTE DEVIDO AO RANÇO DA GUERRA FRIA, PÓS VERDADE, ETC. .

     

    SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL:  ESPERO QUE SE DANEM.

     

    PEÇA 6:

    POSSIBILIDADE 2: “alinhados com alguma candidatura bonapartista, com a re-centralização do poder no Executivo. Falta identificar o Bonaparte. Bolsonaro atrai o baixo clero militar. Mas é uma ameaça permanente.”

    O ALTO CLERO MILITAR É UM FILÃO PARA O CIRO GOMES.

     

    CONCLUSÃO: “de qualquer forma, o jogo político está mais propenso para uma candidatura de confronto, do que de conciliação. ”

    O PROBLEMA NÃO É A CANDIDATURA SER DE CONFRONTO. O PROBLEMA É DEPOIS DA VITÓRIA, MANTER A CONCILIAÇÃO….

  61. Nassif e amigos ggn,o Temer
    Nassif e amigos ggn,o Temer vai dar um cala a boca neste Villas Boas,o negócio dele é dinheiro,este GENERAL MEDÍOCRE(já disse isto aqui )quer é dinheiro, Temer sabe lidar com este tipo de GENTE,VCS VÃO VER,este generalzinho elogiara muito o Temer sabendo quem ele é(golpista e ladrão) ele se junta ao grupo de otários q falavam mal da minha DILMINHA/PT/LULA e agora estão todos “tomando na cabeça”, a vida é assim mesmo,não valorizamos o q temos e depois damos cabeçadas eita nação (será nação?)complicada!!

  62. rezado senhor Luis
    qui,

    rezado senhor Luis

    Prezado senhor Luis Nassif

    Precioso e preciso.

    Considere a hipótese 2, com um do provável Bonaparte quase exilado, quase embarcado num 04 de março, quase massacrado e execrado, recém regresso da ilha de Alba nos rios revoltos de Barigui em 13 de setembro.

    Entre bonapartistas de TODOS os períodos, república ou não, AINDA não há um representante consolidado que faça frente.

    Há, assim como na sociedade civil, uma cisão, onde o regresso de Barigui, lidera sem grande margem e de forma envergonhada. A maioria de castrenses que vêem no regresso de Barigui, a retomada do país grande, esta no armario, ainda que o armario esteja numa loja.

    E há também, para auxiliar na observação do tabuleiro, a fábula do sapo e o escorpião.

    Quem melhor nos representou, quem melhor nos aparelhou, quem mais nos participou, quem mais fez feição e projeção de país, desde Geisel, Juscelino ou até mesmo Getúlio, nos proporcionou projeção de país, nação e ESTADO?

    Preciso o texto sobre cria e criatura, lider e seguidores. O Bonaparte ameaçado por Barigui em menção é maior que seus companheiros.  A separação entre Napoleão e seus outrora liderados é notória. Um, um animal político, os companheiros, pasmem, não querem “brincar” o jogo se, se, se,

    Aí, vem a dicotomia da fábula do escorpião, há o interesse de estado e a grandeza deste estado , e há, varandas e panelas em nosso meio social… E somos fundamentalmente classe média.

    Certo, é que este pleito não será conciliatório lembrando a década de 30 com Getulio e 77 com Ernesto Geisel.

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  63. Aproximações Sucessivas para a “Caserna sem Partido”.

    Enquanto Temer é um nerd com cabeça de cafetão de inferninho da Augusta em Sampa, os militares são menos líricos, usam o drama  das Aproximações Sucessivas para o estado de exceção, que tornou-se o método positivista preferido de administrar vidas por parte desse servidor que parece não se reconhecer como tal, porque naturalizou o conforto e segurança e, portanto, tende a achar que o mérito é todo dele, mas não do povo que luta pela sobrevivência até a insanidade, uma vez que é o povo extorquido que garante as vidas de milionário das castas indiferentes à dor popular. A alienação da burocracia do estado não a deixa perceber que o fim da CLT, seguridade social, bens e serviços subsidiados pelo setor público, reservas de mercado em setores estratégicos é a ração da galinha de ovos de ouro da granja brasílica que os mima, portanto a bancarrota do povo será a deles. O modelo de sociedade que se adestraram em defender fede insuportavelmente, porque cooptações são mantidas com salários ilegais, calotes milionários, impunidade e perseguições seletivas corruptas, além de “muuuuitas” verbas públicas; contudo, mesmo tendo treinamento com todo tipo de gases, está ficando irrespirável para os militares o ar que exala do incêndio ateado na nossa Roma tropical pelas castas de neros justiceiros piromaníacos com os quais se alinha o bolsonarismo. Por tal motivo, é funcional ao código fonte do Golpe permitir a fala de Dom Mourão II, enquanto o resto da tropa está proibido de se manifestar pelo “sinistro” da Defesa Jungmann, inclusive, pasmo: os clubes de militares reformados estão com seus camaradas de “pijamas” ameaçados de prisão, caso se manifestem sobre política, isso explica parte do silêncio ensurdecedor. Todos temem o demiurgo analista de sistemas/programador, porque o Golpe já exibiu seu poderio, para não restar dúvida sobre o alcance de sua audácia e infâmia, demonstradas com o martírio do nosso capitão Nemo, o almirante Othon, que, além de ser o nosso maior cientista militar, é um preso idoso e doente terminal, condenado injustamente, menos à prisão perpétua e mais à ingratidão, tornou-se sofredor de tanta maldade que tentou suicídio, como Getúlio. Diferentemente ocorre com o mito impostor Bolsonaro; há intensa visibilidade, inclusive com financiamento estrangeiro, do que seria o espírito mítico viril do militarismo, de forma a gerar confusão e ilusão daquilo que realmente representa profissionalismo e hegemonia política entre os militares e seus inúmeros simpatizantes: esconde-se a tragédia do Othon, mas as bancadas BBB (boi, bala e Bíblia) ajudam a saturar a mídia com a imagem desse boneco Falcon enrustido/homofóbico, brinquedo mudo, castrado e cafajeste da década neoliberal dos 80 (a última em que o Bolsonaro trabalhou). É mais uma aproximação sucessiva em vender o peixe do Golpe àqueles analfabetos políticos que confundem violência (pedido indigno de socorro) com virilidade (saber adiar por ter caráter), inclusive investindo contra os Direitos Humanos. Os ovos da serpente fascista chocaram e agora é preciso distribuir rações de baba hidrófoba aos adictos, como as pestilências do Bolsonaro, um dos deputados mais corrompidos pelas emendas orçamentárias, em troca de ajudar o algoritmo da Aproximação Sucessiva produzir iterações que vão alimentando  a paranoia dos demenciados midiáticos sobre o que deve ser as forças armadas numa semicolônia: uma espécie de humilhada Escola sem Partido do MBL, em cujo currículo orwelliano de Educação Física tem o conteúdo Bater em Trabalhadores e aonde a Educação Moral e Cívica é irritar-se com as Comissões da Verdade.

  64. “Galos, noites e quintais”, ave Belchior

    Parafraseando o saudoso professor Nicolau Sevcenko, que acrescentaria luzes e sabedoria ao debate atual sobre o estado do mundo, estamos no “looping da montanha-russa”.

    Todo o rejeito tóxico de que, errada e precocemente, achávamos estar livres retorna em vestes cafonas e emboloradas mas pouco se debruça sobre o por quê.

    Os excelentes comentaristas do blogue e deste xadrez em particular apontaram aspectos com os quais concordo, sobre a subserviência do exército brasileiro aos interesses e movimentos dos EUA, a dúvida sobre por que somente agora se manifestam e nada falam sobre a defesa da soberania, supostamente sua área de expertise, sobre a suspeita de que essa movimentação seja uma das cartadas para impedir a retomada do poder pelo voto com a vitória de candidato que não se renda às oligarquias – a pessoa que mantém sua coerência e potência política e sintonia com o fantasma democrático, o povo, o brasileiro que contrariou muitas regras de Bruzundanga*, aquele que dispensa vocativos simulados de autoridade **porque a encarna nos termos constitucionais em que “todo o poder emana do povo e em seu nome será exercido”, aquele cuja perseguição implacável sofrida é a exata medida do medo, repulsa, despeito e irreconhecido apartheid que grupos sociais sentem e praticam contra o cidadão comum, a pessoa do povo, aquela destituída do poder do dinheiro: seu nome é Luís Inácio Lula da Silva, o Severino que não foge da sina e não abandona seus iguais em tudo na vida, @s severin@s:

     

    ” Somos muitos Severinos
    iguais em tudo e na sina:
    a de abrandar estas pedras
    suando-se muito em cima,
    a de tentar despertar
    terra sempre mais extinta,

    a de querer arrancar
    alguns roçado da cinza.
    Mas, para que me conheçam
    melhor Vossas Senhorias
    e melhor possam seguir
    a história de minha vida,
    passo a ser o Severino
    que em vossa presença emigra.”

    (Morte e Vida Severina, João Cabral de Melo Neto, http://www.poesiaspoemaseversos.com.br/joao-cabral-de-melo-neto-poemas/)

    O mais grave de toda essa história é que o fator “sociedade civil” não é considerado, no xadrez nem nas possibilidades de saída da crise. Por que? Por exemplo, o que representam as Caravanas populares para o desfecho disso tudo?

    Responsabilizar o “petismo” por tudo e pela fragmentação ou recusa de participação da sociedade organizada é chancelar a omissão e o não reconhecimento da responsabilidade de todos nós no imbróglio em que estamos, por ação e omissão, ao não assumir que, numa democracia de fato, cabe à sociedade reinvindicar e exercer o poder, com tudo de risco e trabalho que implica, e não se conformar ao papel de enganados ou traídos por uma experiência de governo que não tinha a responsabilidade nem a possibilidade de resolver, por si só, os principais problemas de constituição do país e de suas matrizes de autoritarismo e desigualdade, em menos de 20 anos!. A negação do papel independente e autônomo em relação aos governos liderados pelo PT, de modo a articular na sociedade alternativas e contraponto ao conservadorismo de que o governo se tornou refém e em certa medida parceiro, no Congresso – representante das oligarquias que herdaram o legislativo no butim ao fim do regime militar, quadro de que o golpe é resultado até certo ponto lógico na disputa de poder entre os interesses do povo e das elites, sempre opostos – ainda é a peça do xadrez que explica por que, mesmo com tamanha impopularidade, o golpe segue incólume com as alternativas “por cima” se revezando sem muita credibilidade.

    Se a “solução” militar vem sendo aventada por pessoas inegavelmente progressistas e democratas, isso significa o quê? Que as forças e vias democráticas estão esgotadas? Que interromper o regime militar foi um erro e que devolver ao povo a primazia do exercício do poder também? Que, como povo, não temos paciência nem condições morais e políticas de fazê-lo e precisamos pedir socorro aos milicos?

    Por que os militares, como parte da sociedade e não sua sombra, não se juntam a iniciativas da sociedade civil – o general Villas Boas foi ao senado para tratar do papel do exército na defesa da soberania, ou seja, para tratar de assuntos de sua competência constitucional e não como um poder paralelo e suplementar – e são vistos e solicitados, tanto por ditos progressistas como por conservadores, como força autocrática a colocar ordem na casa como se um superego, o “grown-up in the room” (o adulto da casa)?

    Como pano de fundo dessa e de outras iniciativas cheirando a naftalina – reacionarismo de base religiosa com apoio e respaldo jurídico-judicial –, está a questão fundamental das liberdades e de como lidamos com elas quando o caos parece se instalar. Ao mirabolar propostas que buscam no judiciário ou nas forças armadas o substituto para a sociedade civil, não discutimos, não entendemos e não superamos as verdadeiras causas dos problemas e seguimos terceirizando responsabilidades e tangenciando a questão definidora que marca nossa história: o povo nunca fez parte do orçamento como investimento (apenas como contribuinte) nem do projeto de poder e de nação neste país, exceto nos intervalos de respiro entre uma ditadura e outra, em trajes civis ou militares.

    Por quê?

    O povo não quer e prefere a sujeição? As elites não permitem por que são sádicas e burras? Os que pensam o país pelas esquerdas têm que tipo de relação com essas entidades?

    Onde estão as lideranças que fizeram a luta contra a ditadura e pela democracia? Muitas morreram durante o regime de modo a não deixar rastros nem herança, e hoje colhemos a semi-orfandade política –, outras de velhice e com elas muito da energia cívica daquela experiência de resistência e afirmação democrática, algumas têm nessa luta apenas lembranças de juventude ou de constrangimento pelo que se tornaram, e ao contrário de muitos outros países que sofreram violência institucional, escolhemos não enfrentar e curar nossas feridas, o que ressurge como amnésia, autoimolação e negação “democrática” da democracia, a doença autoimune de que sofremos por ora.

    Saindo do loop, dúvidas práticas:

    1 – será apenas coincidência o timing entre a manifestação corporativa do exército como alternativa política, as manobras militrumpistas na América Latina, a militarização crescente do discurso político no mundo, a partir de e em resposta à ação da Casa Branca, na Europa, Oriente Médio e até em lugares onde seria impensável, no Japão, como reação ao que ocorre na península coreana?

    2 – será apenas coincidência que isso ocorra, internamente, quando os jornais dão notícia de que a reforma da previdência não terá votos suficientes para os golpistas, a Globélica fracassou em seu plano de trocar o sr. ForaTemer por outro apaniguado seu, após o naufrágio da ação conjunta entre seus parceiros MPF-JBS, as fissuras na Lavajato de Terroritiba começam a aparecer de modo indisfarçável, e como disse um comentarista neste xadrez, pesquisas eleitorais confirmam que o golpe fracassou em seu intento maior de deixar o povo sem a melhor de suas alternativas, a ser entregue ao mercado e seus fantoches?

    3 – essa ousadia dos homens de farda é patrocinada pela Globélica, pelos artífices internacionais do golpe (EUA e think tanks do mercado) de modo a resolver dois problemas com uma farda só, os petróleos de Brasil e Venezuela, pelos mesmos setores que tornam o patético Bolsonaro uma personalidade política eleitoralmente viável, ou é apenas a perda de pudor e arroubo irresponsável de mais uma representação institucional e portanto, parte do caos e não sua alternativa de solução, com o objetivo de a adiar a solução democrática das eleições de 2018?

    4 – o professor Moniz Bandeira viveu no Brasil durante o regime militar e leva em conta essa experiência? Sua fala é baseada na visão de exército, soberania e democracia de qual país? O Exército seria força de apoio a um levante civil ou o protagonista independente?

     

    Por fim, considero pessoalmente que a aposta em saídas que empreguem a coerção, seja pelo exército, seja pela tomada violenta do povo nas ruas, conjunta ou separadamente, representa a derrota da oportunidade da democracia porque assume que não há canais institucionais, grupos e possibilidades de organização, pacíficos e responsáveis, para lidar com nossas diferenças e divergências, o que explode nas ações violentas do tráfico no rio de janeiro, no reflexo do obscurantismo em (in)decisões judiciais que validam com o “selo de autenticidade jurídico-moral” desde impeachment fraudulento até surras medievais em meninas e patologização das sexualidades e subjetividades, na confusão entre políticos criminosos e criminalização do fazer polític@. No circuito do exercício das liberdades e do poder político, é o revés conservador contra os objetos da exclusão que se tornaram sujeitos, cuja ousadia em se afirmar como potência é estrategicamente confundida com patologia, crime e aberração, a que a sociedade dos “homen$ de ben$” responde com a ira da punição/vingança por encarceramento e militarização ou com a “clemência” pseudo religiosa/vingança em ilusionismos terapêuticos.

    Teria dito Jung que “a sombra só é perigosa quando não lhe damos a devida atenção”.

    Continuamos não lidando com nossas sombras, reencenamos o mito da Caverna de Platão, e pedir socorro ao algoz de décadas atrás é apenas um sintoma de nossa tragédia futura, por insistirmos em não ouvir e aceitarmos que sejam caladas as vozes multicoloridas das ruas.

     

    De “Os Bruzundangas”, de Lima Barreto:

    “A não ser que suba ao poder, por uma revolta mais ou menos disfarçada, um General mais ou menos decorativo, o Mandachuva é sempre escolhido entre os membros da nobreza doutoral; e, dentre os doutores, a escolha recai sobre um advogado.”

    *”A Constituição da Bruzundanga era sábia no que tocava às condições para elegibilidade do Mandachuva, isto é, o Presid/nte. Estabelecia que devia unicamente saber ler e escrever; que nunca tivesse mostrado ou procurado mostrar que tinha alguma inteligência; que não tivesse vontade própria; que fosse, enfim, de uma mediocridade total. Nessa parte a Constituição foi sempre obedecida. A República dura, na Bruzundanga, há cerca de trinta anos. Têm passado pela curul presidencial nada menos do que seis Mandachuvas, e não houve, talvez, um que infringisse tão sábias disposições”.

    **”A aristocracia doutoral é constituída pelos cidadãos formados nas escolas, chamadas superiores, que-são as de medicina, as de direito e as de engenharia. Há de parecer que não existe aí nenhuma nobreza; que os cidadãos que obtêm títulos em tais escolas vão exercer uma profissão como outra qualquer. É um engano. Em outro qualquer país, isto pode se dar; na Bruzundanga, não. Lá, o cidadão que se asma de um título em uma das escolas citadas, obtém privilégios especiais, alguns constantes das leis e outros consignados nos costumes. O povo mesmo aceita esse estado de cousas e tem um respeito religioso pela sua nobreza de doutores. Uma pessoa da plebe nunca dirá que essa espécie de brâmane tem carta, diploma; dirá: tem pergaminho. Entretanto, o tal pergaminho é de um medíocre papel de Holanda.”

    (http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bv000149.pdf)

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=jxBm2P0AxnY%5D

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=75yU4iBQkT8%5D

    “A finalidade da arte é lavar a poeira da vida quotidiana das nossas almas.” -Pablo Picasso.

     

    SP, 21/09/2017 – 18:05

    • Os exércitos da democracia

      No trecho: “Onde estão as lideranças que fizeram a luta contra a ditadura e pela democracia? Muitas morreram durante o regime de modo a não deixar rastros nem herança, e hoje colhemos a semi-orfandade política –, outras de velhice e com elas muito da energia cívica daquela experiência de resistência e afirmação democrática, algumas têm nessa luta apenas lembranças de juventude ou de constrangimento pelo que se tornaram, e ao contrário de muitos outros países que sofreram violência institucional, escolhemos não enfrentar e curar nossas feridas, o que ressurge como amnésia, autoimolação e negação “democrática” da democracia, a doença autoimune de que sofremos por ora.”

      Cometi uma injustiça ao não observar que dois representantes daquela luta, iniciada por caminhos diferentes, um pela experiência sindical, Lula, e outra pela guerrilha civil, a presidenta eleita pelo voto popular, Dilma Rousseff, continuam a liderar parte da esquerda e a serem os combatentes da linha de frente pela democracia e por um país menos injusto, e por isso ainda sofrem, em consequência dessa lealdade e de seus resultados objetivos, as mesmas ameaças de prisão arbitrária, mesmas humilhação, difamação, calúnia social e institucional, restrição e ofensa a direitos, invasão de privacidade e de residência – com direito a folhetim cínico-demagogo-cinematográfico –, a fim de afastá-los da população, da ação política e da discussão ideológica legítima, a que dedicam suas vidas e histórias pessoais.

      E como eles, a maioria nas esquerdas e figuras supraideológicas fazem o combate democrático que permite à sociedade vitórias pouco comemoradas, como no caso da barragem ao Distritão, o adiamento da votação da redução da maioridade penal, a condenação social generalizada à patologização da homo e transexualidade e a recente nota do comandante do Exército, general Villas Boas, colocando ordem na casa que lhe compete (parabéns pela coragem e responsabilidade em tempos de voluntarismos que botam muito a perder).

      A sociedade civil não sabe a força que tem, ou por saber não tem coragem de se posicionar claramente.

       

      A pergunta do trecho em comento na verdade era um pedido de manifestação mais veemente de quem participou, por exemplo, das Comissões da Verdade, e não apenas lideranças mas quem sobreviveu para contar, de quem pode fazer de suas memórias e experiência política e pessoal uma contribuição atualizada e organizada à sociedade, que lembre aos que não viveram durante a ditadura sangrenta de 1964-1985, tanto quanto aos desinformados em geral (eu era criança na transição democrática mas tive por sorte excelentes professores e referências culturais que não me deixam esquecer), o quanto a democracia e o voto livre e secreto, que hoje muitos desprezam com arrogância e displicência de filhos pródigos (os grandes vencedores das últimas eleições municipais foram a abstenção, os votos nulos e brancos), são uma difícil conquista herdada e a ser valorizada e exercitada.

      Se essa educação para a consciência política for realizada como mais um dos atos de sobrevivência que se repetem, ou deveriam, permanentemente, evitaremos o dispêndio de tempo e energia que se gastam, por exemplo, combatendo retrocessos e negociatas parlamentares e jurídicos (num trabalho de sísifo voluntário), e que seriam melhor empregados se dedicados à reparação das injustiças estruturais e construção de uma sociedade livre e responsável.

       

      SP, 22/09/2017 – 17:55

       

       

       

  65. ” Amazonias ” ( verde e/ou azul )………

       As “Amazonias”, assim como o ” pré-sal ” são assuntos muito discutidos, pela visibilidade tanto academica como da midia de massa, mas estratégicamente considerados em perspectivas futuras quanto vulnerabilidade, mais centradas em conceitos externos de dificil analise atual, pois estes “cases” representam sempre multiplicidade de possiveis ameaças.

        Já a maior vulnerabilidade nacional atual, assumida em estudos desde 2010 pelo EMCFFAA/MinDef, publicada em relatório de 2012 , contempla o sistema elétrico nacional ( Eletrobrás ), tanto que o item principal do sistema PROTEGER ( Sistema de Proteção de Estruturas Estratégicas ) refere-se a contenção desta vulnerabilidade, inclusive tal fato gerou o unico projeto-piloto deste sistema, o compreendido Usina de Itaipú – subestações de Furnas e Ivaiporã – Usina Ilha Solteira – subestações Bauru e Ibiuna, portanto podem ter certeza que a privatização do Sistema Eletrobrás é assunto delicado ao meio militar.

      

  66. Possibilidade 2

        Existe sim candidatos a ” bonaparte “, ainda não apareceram , talvez a repercussão do Mourão acelere o processo – estimava-se para a quadra ( novembro – fevereiro ) – e não seria o “impedido”, que apesar de bem nas pesquisas não se eleje, mas pode agregar votos a um candidato mais palatavel, mais “senhorial”, mais “respeitavel”.

    • Prezado senhor Aurelio

      Prezado senhor Aurelio Junior

       

      Parece que desde sábado ultimo tais bonapartistas receberam emissários diversos e não necessariamente comunicantes do impedido… E há conversas a esquerda que envolvem candidaturas/ chapas com o bonaparte de SBC.

       

       

      • ” Camouflet “

             Trata- se de uma técnica de ação, que visa “quebrar” a linha de contato, quando a situação tática refere-se a fortalezas ou a entrincheiramentos continuos, através de minagens pequenas ( sapa ), que quando detonadas em uma sequencia aleatória, são analisados seus efeitos sobre a linha adversária, a qual ou ficará negando a iminência de um ataque, pela fraqueza destas ações, ou se tornará atemorizada pela soma destas ações, ficando desorganizada.

              Uma ação de engenharia de combate, cujo conceito pode ser transplantado para o S2, encadeando varias ações, algumas até mesmo compreendidas externamente como inconsequentes, até atabalhoadas, mas que somadas e agregadas a um plano de operações atendam as variaveis, tais como as analises de resposta, sequenciamento das atividades ( redução ou aumento ), alteração de parametros etc..

         

  67. O general Villas Boas foi o
    O general Villas Boas foi o responsável pela minha maior decepção neste processo de golpeachment,maior q QQ outra pessoa ou instituição envolvida,víamos nossas instituições todas vendidas ao mercado e depositávamos esperança na instituição militar para restabelecer a ordem de no mínimo enquadrar ou pressionar pela normalidade e o cumprimento da Constituição, não precisaria ser intervenção mas pressão pelo respeito q os militares gozavam em nosso país e o q fez este generalzinho quando mais precisávamos de referências?Foi ao UOL e deu declarações elogiando o PROFESSOR CONSTITUCIONALISTA TEMER,e agora q Temer está mexendo no “bolso dos militares”,ele não presta ou só agora há bagunça?Tenham dó q medíocre,eu estou para esse cara o q o Barroso está para o Nassif !

  68. “Galos, noites e quintais”, ave Belchior

    Parafraseando o saudoso professor Nicolau Sevcenko, que acrescentaria luzes e sabedoria ao debate atual sobre o estado do mundo, estamos no “looping da montanha-russa”.

    Todo o rejeito tóxico de que, errada e precocemente, achávamos estar livres retorna em vestes cafonas e emboloradas mas pouco se debruça sobre o por quê.

    Os excelentes comentaristas do blogue e deste xadrez em particular apontaram aspectos com os quais concordo, sobre a subserviência do exército brasileiro aos interesses e movimentos dos EUA, a dúvida sobre por que somente agora se manifestam e nada falam sobre a defesa da soberania, supostamente sua área de expertise, sobre a suspeita de que essa movimentação seja uma das cartadas para impedir a retomada do poder pelo voto com a vitória de candidato que não se renda às oligarquias – a pessoa que mantém sua coerência e potência política e sintonia com o fantasma democrático, o povo, o brasileiro que contrariou muitas regras de Bruzundanga*, aquele que dispensa vocativos simulados de autoridade **porque a encarna nos termos constitucionais em que “todo o poder emana do povo e em seu nome será exercido”, aquele cuja perseguição implacável sofrida é a exata medida do medo, repulsa, despeito e irreconhecido apartheid que grupos sociais sentem e praticam contra o cidadão comum, a pessoa do povo, aquela destituída do poder do dinheiro: seu nome é Luís Inácio Lula da Silva, o Severino que não foge da sina e não abandona seus iguais em tudo na vida, @s severin@s:

     

    ” Somos muitos Severinos
    iguais em tudo e na sina:
    a de abrandar estas pedras
    suando-se muito em cima,
    a de tentar despertar
    terra sempre mais extinta,

    a de querer arrancar
    alguns roçado da cinza.
    Mas, para que me conheçam
    melhor Vossas Senhorias
    e melhor possam seguir
    a história de minha vida,
    passo a ser o Severino
    que em vossa presença emigra.”

    (Morte e Vida Severina, João Cabral de Melo Neto, http://www.poesiaspoemaseversos.com.br/joao-cabral-de-melo-neto-poemas/)

    O mais grave de toda essa história é que o fator “sociedade civil” não é considerado, no xadrez nem nas possibilidades de saída da crise. Por que? Por exemplo, o que representam as Caravanas populares para o desfecho disso tudo?

    Responsabilizar o “petismo” por tudo e pela fragmentação ou recusa de participação da sociedade organizada é chancelar a omissão e o não reconhecimento da responsabilidade de todos nós no imbróglio em que estamos, por ação e omissão, ao não assumir que, numa democracia de fato, cabe à sociedade reinvindicar e exercer o poder, com tudo de risco e trabalho que implica, e não se conformar ao papel de enganados ou traídos por uma experiência de governo que não tinha a responsabilidade nem a possibilidade de resolver, por si só, os principais problemas de constituição do país e de suas matrizes de autoritarismo e desigualdade, em menos de 20 anos!. A negação do papel independente e autônomo em relação aos governos liderados pelo PT, de modo a articular na sociedade alternativas e contraponto ao conservadorismo de que o governo se tornou refém e em certa medida parceiro, no Congresso – representante das oligarquias que herdaram o legislativo no butim ao fim do regime militar, quadro de que o golpe é resultado até certo ponto lógico na disputa de poder entre os interesses do povo e das elites, sempre opostos – ainda é a peça do xadrez que explica por que, mesmo com tamanha impopularidade, o golpe segue incólume com as alternativas “por cima” se revezando sem muita credibilidade.

    Se a “solução” militar vem sendo aventada por pessoas inegavelmente progressistas e democratas, isso significa o quê? Que as forças e vias democráticas estão esgotadas? Que interromper o regime militar foi um erro e que devolver ao povo a primazia do exercício do poder também? Que, como povo, não temos paciência nem condições morais e políticas de fazê-lo e precisamos pedir socorro aos milicos?

    Por que os militares, como parte da sociedade e não sua sombra, não se juntam a iniciativas da sociedade civil – o general Villas Boas foi ao senado para tratar do papel do exército na defesa da soberania, ou seja, para tratar de assuntos de sua competência constitucional e não como um poder paralelo e suplementar – e são vistos e solicitados, tanto por ditos progressistas como por conservadores, como força autocrática a colocar ordem na casa como se um superego, o “grown-up in the room” (o adulto da casa)?

    Como pano de fundo dessa e de outras iniciativas cheirando a naftalina – reacionarismo de base religiosa com apoio e respaldo jurídico-judicial –, está a questão fundamental das liberdades e de como lidamos com elas quando o caos parece se instalar. Ao mirabolar propostas que buscam no judiciário ou nas forças armadas o substituto para a sociedade civil, não discutimos, não entendemos e não superamos as verdadeiras causas dos problemas e seguimos terceirizando responsabilidades e tangenciando a questão definidora que marca nossa história: o povo nunca fez parte do orçamento como investimento (apenas como contribuinte) nem do projeto de poder e de nação neste país, exceto nos intervalos de respiro entre uma ditadura e outra, em trajes civis ou militares.

    Por quê?

    O povo não quer e prefere a sujeição? As elites não permitem por que são sádicas e burras? Os que pensam o país pelas esquerdas têm que tipo de relação com essas entidades?

    Onde estão as lideranças que fizeram a luta contra a ditadura e pela democracia? Muitas morreram durante o regime de modo a não deixar rastros nem herança, e hoje colhemos a semi-orfandade política –, outras de velhice e com elas muito da energia cívica daquela experiência de resistência e afirmação democrática, algumas têm nessa luta apenas lembranças de juventude ou de constrangimento pelo que se tornaram, e ao contrário de muitos outros países que sofreram violência institucional, escolhemos não enfrentar e curar nossas feridas, o que ressurge como amnésia, autoimolação e negação “democrática” da democracia, a doença autoimune de que sofremos por ora.

    Saindo do loop, dúvidas práticas:

    1 – será apenas coincidência o timing entre a manifestação corporativa do exército como alternativa política, as manobras militrumpistas na América Latina, a militarização crescente do discurso político no mundo, a partir de e em resposta à ação da Casa Branca, na Europa, Oriente Médio e até em lugares onde seria impensável, no Japão, como reação ao que ocorre na península coreana?

    2 – será apenas coincidência que isso ocorra, internamente, quando os jornais dão notícia de que a reforma da previdência não terá votos suficientes para os golpistas, a Globélica fracassou em seu plano de trocar o sr. ForaTemer por outro apaniguado seu, após o naufrágio da ação conjunta entre seus parceiros MPF-JBS, as fissuras na Lavajato de Terroritiba começam a aparecer de modo indisfarçável, e como disse um comentarista neste xadrez, pesquisas eleitorais confirmam que o golpe fracassou em seu intento maior de deixar o povo sem a melhor de suas alternativas, a ser entregue ao mercado e seus fantoches?

    3 – essa ousadia dos homens de farda é patrocinada pela Globélica, pelos artífices internacionais do golpe (EUA e think tanks do mercado) de modo a resolver dois problemas com uma farda só, os petróleos de Brasil e Venezuela, pelos mesmos setores que tornam o patético Bolsonaro uma personalidade política eleitoralmente viável, ou é apenas a perda de pudor e arroubo irresponsável de mais uma representação institucional e portanto, parte do caos e não sua alternativa de solução, com o objetivo de a adiar a solução democrática das eleições de 2018?

    4 – o professor Moniz Bandeira viveu no Brasil durante o regime militar e leva em conta essa experiência? Sua fala é baseada na visão de exército, soberania e democracia de qual país? O Exército seria força de apoio a um levante civil ou o protagonista independente?

     

    Por fim, considero pessoalmente que a aposta em saídas que empreguem a coerção, seja pelo exército, seja pela tomada violenta do povo nas ruas, conjunta ou separadamente, representa a derrota da oportunidade da democracia porque assume que não há canais institucionais, grupos e possibilidades de organização, pacíficos e responsáveis, para lidar com nossas diferenças e divergências, o que explode nas ações violentas do tráfico no rio de janeiro, no reflexo do obscurantismo em (in)decisões judiciais que validam com o “selo de autenticidade jurídico-moral” desde impeachment fraudulento até surras medievais em meninas e patologização das sexualidades e subjetividades, na confusão entre políticos criminosos e criminalização do fazer polític@. No circuito do exercício das liberdades e do poder político, é o revés conservador contra os objetos da exclusão que se tornaram sujeitos, cuja ousadia em se afirmar como potência é estrategicamente confundida com patologia, crime e aberração, a que a sociedade dos “homen$ de ben$” responde com a ira da punição/vingança por encarceramento e militarização ou com a “clemência” pseudo religiosa/vingança em ilusionismos terapêuticos.

    Teria dito Jung que “a sombra só é perigosa quando não lhe damos a devida atenção”.

    Continuamos não lidando com nossas sombras, reencenamos o mito da Caverna de Platão, e pedir socorro ao algoz de décadas atrás é apenas um sintoma de nossa tragédia futura, por insistirmos em não ouvir e aceitarmos que sejam caladas as vozes multicoloridas das ruas.

     

    De “Os Bruzundangas”, de Lima Barreto:

    “A não ser que suba ao poder, por uma revolta mais ou menos disfarçada, um General mais ou menos decorativo, o Mandachuva é sempre escolhido entre os membros da nobreza doutoral; e, dentre os doutores, a escolha recai sobre um advogado.”

    *”A Constituição da Bruzundanga era sábia no que tocava às condições para elegibilidade do Mandachuva, isto é, o Presidente. Estabelecia que devia unicamente saber ler e escrever; que nunca tivesse mostrado ou procurado mostrar que tinha alguma inteligência; que não tivesse vontade própria; que fosse, enfim, de uma mediocridade total. Nessa parte a Constituição foi sempre obedecida. A República dura, na Bruzundanga, há cerca de trinta anos. Têm passado pela curul presidencial nada menos do que seis Mandachuvas, e não houve, talvez, um que infringisse tão sábias disposições”.

    **”A aristocracia doutoral é constituída pelos cidadãos formados nas escolas, chamadas superiores, que-são as de medicina, as de direito e as de engenharia. Há de parecer que não existe aí nenhuma nobreza; que os cidadãos que obtêm títulos em tais escolas vão exercer uma profissão como outra qualquer. É um engano. Em outro qualquer país, isto pode se dar; na Bruzundanga, não. Lá, o cidadão que se asma de um título em uma das escolas citadas, obtém privilégios especiais, alguns constantes das leis e outros consignados nos costumes. O povo mesmo aceita esse estado de cousas e tem um respeito religioso pela sua nobreza de doutores. Uma pessoa da plebe nunca dirá que essa espécie de brâmane tem carta, diploma; dirá: tem pergaminho. Entretanto, o tal pergaminho é de um medíocre papel de Holanda.”

    (http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bv000149.pdf)

    https://www.youtube.com/watch?v=jxBm2P0AxnY

    https://www.youtube.com/watch?v=75yU4iBQkT8

     

    “A finalidade da arte é lavar a poeira da vida quotidiana das nossas almas.” – Pablo Picasso.

    SP, 21/09/2017 – 19:22

  69. Prefiro um Mourao a mil

    Prefiro um Mourao a mil morinhos, ou seria morignos? O estrago que um Mourao por ventura vier a fazer ao pais, sera infinitamente inferior ao estrago perpetrado pelo mourinho das araucarias.  Vale a pena tentar a troca.

  70. O BONAPARTE

    MEU CANDIDATO A BONAPARTE É O CIRO GOMES

    ESTRUTURALMENTE SEU PROJETO É MUITO PARECIDO COM O PENSAMENTO DAS FORÇAS ARMADAS. EU DIRIA QUE SÃO PROPOSTAS QUASE IDÊNTICAS.

  71. REVOLUÇÃO OU GOLPE DE ESTADO?

    A PREGUIÇA DE LER NOS DEIXA NAS MÃOS DA GLOBO!

    Quem não sabe a diferença entre um golpe de estado e uma revolução, também não saberá porque algumas nações viram países bananas, e outras viram potências. Não queremos que acreditem em nós, e deixem de acreditar na globo. Queremos que não acreditem em ninguém, que sejam responsáveis, e pesquisem os links postados com as fontes de informação, para depois tirar suas próprias conclusões.

    O QUE É UMA REVOLUÇÃO?

    Significa mudança de rumo. Uma transformação da ordem política, econômica, e social, cuja necessidade é sentida e fomentada pelas bases da sociedade, que mobilizam suas forças para promover as mudanças exigidas.

    Daí vem um imperativo: A REVOLUÇÃO DEVE SER LEGÍTIMA! Ou seja, deve refletir a vontade do povo. Não pode ser fruto de uma simples pressão de grupos pequenos e inexpressivos. Uma verdadeira revolução é aclamada pela população, não por ignorância de um povo que está sendo enganado; mas sim por consciência política, e percepção de que a sociedade está sendo respeitada. Confiram o resultado final de uma revolução legítima:

    “Em 1787, representantes de todos os Estados americanos, bem como outros oficiais importantes, reuniram-se e escreveram juntamente a CONSTITUIÇÃO AMERICANA.”

    “… primeira ELEIÇÃO PRESIDENCIAL em 1789”

    Confiram: https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_dos_Estados_Unidos_%281783-1815%29

    NOVA CONSTITUIÇÃO E ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS!

    Restou alguma dúvida de que a REVOLUÇÃO AMERICANA foi feita pelo povo, e para o povo? O povo, ao contrário do que muitos imaginam, envolve todos os cidadãos, profissionais liberais, empresários, donas de casa, estudantes, desempregados, funcionários publicos, militares, e trabalhadores em geral. Ou seja, a revolução americana contemplou os interesses de todos eles, colocando suas leis no papel, e convocando eleições para que

    O POVO ESCOLHESSE O PROGRAMA DE GOVERNO A SER ADOTADO!

    Reparem que a REVOLUÇÃO AMERICANA ocorreu em 1776, e a ELEIÇÃO PRESIDENCIAL e do programa de governo a ser adotado ocorreu apenas em 1789. Só que os Estados Unidos ainda não eram um país, mas sim uma confederação de 13 Estados independentes e aliados. Nos Estados independentes sim, esse processo ocorreu imediatamente, com a eleição da Assembleia Constituinte e do Conselho de Governo. Imediatamente após a independência, pessoas eleitas democraticamente debatiam, redigiam sua Constituição, e governavam Massachusetts, até que eleições gerais fossem realizadas. Confiram o processo, e o respeito pelo povo:

    http://democraciadiretabrasileira.blogspot.com.br/2017/01/por-que-somos-subdesenvolvidos.html

    Finalizados os trabalhos dos constituintes, realizaram-se as eleições, elegendo-se o primeiro governo:

    “Desde 1780 o povo tem eleito o seu governo”

    https://en.wikipedia.org/wiki/Governor_of_Massachusetts

    O QUE É GOLPE DE ESTADO?

    A figura que ilustra essa matéria já diz tudo,

    GOLPE = PASSAR A PERNA NOS OUTROS

    O que pode ser feito com ou sem o uso da força. O Brasil vive um golpe de Estado “branco” (sem uso da força). Não porque derrubaram a Dilma. Quando a Dilma caiu, aquilo foi um impeachment. O golpe se deu quando PASSARAM A PERNA NO POVO, quando fizeram OUTRO PROGRAMA DE GOVERNO SEM NOS CONSULTAR NAS URNAS. O que foi feito bem antes do impeachment, e o PT, que tinha a obrigação de nos alertar na CADEIA NACIONAL DE RÁDIO E TV, nada fez, omitindo-se, deixando que 97% do povo soubesse apenas o que a globo contou. Ou seja, o próprio PT aderiu ao golpe por omissão, e sabe-se lá por qual outro motivo…

    Quando o povo não participa do debate político, não analisa e aprova um programa de governo, ele normalmente é passado para trás. O que podemos ver perfeitamente com essa análise do governo Temer, que está mexicanizando o Brasil, com propostas que jamais seriam aprovadas numa eleição. Confiram como estamos no mesmo caminho do México, que recentemente precisou pedir cerca de 70 bi emprestados ao FMI:

    http://democraciadiretabrasileira.blogspot.com.br/2017/02/como-enganam-os-pequenos-empresarios.html

    Fato semelhante ocorreu em 64, quando uma revolução foi transformada em GOLPE DE ESTADO. Não discutiremos aqui os fundamentos e os méritos dos revolucionários, que visavam acabar com o perigo de uma subida comunista ao poder aqui no Brasil; mas com certeza podemos afirmar que tal revolução perdeu completamente o rumo, quando passou a desrespeitar a vontade do povo, e NÃO CONVOCOU ELEIÇÕES PARA PRESIDENTE; obrigando, da mesma forma que o Temer e o atual congresso, que o povo se submetesse a um programa de governo que não aprovou nas urnas. O resultado foi uma das maiores crises e desemprego da história, com uma inflação de mais de 1.000%, e dívidas impagáveis. Aliás, dívidas para pagar costuma ser a herança deixada por todas as ditaduras ao seu povo; enquanto a alguns ocupantes de cargos no governo, deixa fortunas acumuladas nos paraísos fiscais do exterior…

    http://democraciadiretabrasileira.blogspot.com.br/2017/01/a-heranca-maldita-da-ditadura.html

    FATOS NOVOS E PREOCUPANTES!

    Generais denunciam o descaso do governo com a Amazônia, a soberania nacional, e o aquecimento global; e demonstram publicamente sua indignação com o atual governo. O que seria algo correto e saudável, caso não pairassem ameaças sobre nossa democracia. Confiram (muito bom):

    https://youtu.be/NxLPFmew5i0

    General diz que o Exército está pronto para uma INTERVENÇÃO MILITAR, se a “justiça” não remover os corruptos do governo:

    https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/270859/General-j%C3%A1-alerta-sobre-poss%C3%ADvel-interven%C3%A7%C3%A3o-militar.htm

    https://oglobo.globo.com/brasil/general-fala-em-possibilidade-de-exercito-impor-solucao-para-crise-21835609

    https://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2017/09/18/exercito-sofre-pane-hierarquica-e-nada-acontece/

     

    http://jornalggn.com.br/noticia/mourao-e-villas-boas-sao-partes-de-um-mesmo-pensar-por-luis-felipe-miguel

    Comandante do Exército, General Vilas-Boas, ergue o tom de voz, e apoia declaração sobre uma possível INTERVENÇÃO MILITAR:

    https://www.brasil247.com/pt/blog/terezacruvinel/318274/Para-quem-falam-os-militares.htm

    E o pior de tudo é que eles tem motivos de sobra para se exaltarem. Vejam a aberração feita pelo juiz Marco Aurélio, do STF:

    http://democraciadiretanobrasil.blogspot.com.br/2017/07/quem-e-mais-importante-o-povo-ou-um.html

    Aliás, o STF ACABA DE PROTEGER O TEMER NOVAMENTE!

    Político nenhum está protegido ou tem foro privilegiado para casos de

    FLAGRANTE COM FORMAÇÃO DE QUADRILHA E OBSTRUÇÃO DA JUSTIÇA,

    que é a situação do Temer e do Aécio Neves. A sociedade não pode ser obrigada a ver pessoas altamente suspeitas desse tipo de crime, administrando o país, fazendo leis, vendendo seus ativos, e realizando acordos desastrosos. O Temer e o Aécio Neves tem elementos de prova suficientes para que sejam PRESOS, ou minimamente que sejam afastados de seus cargos pelo próprio judiciário, mas não foram. O STF irresponsável e covardemente pediu permissão para o congresso, para que possa processar o Temer; dando ao mesmo a chance de se safar, e ainda eleger-se deputado, escapando indefinidamente da Justiça.

    O que seria necessário para esses juízes pedirem sua prisão? Será que precisam de uma confissão por escrito? O que fariam se o Temer fosse pego em flagrante estuprando alguém? Pediriam permissão ao senado para processá-lo? Não sabem esses juízes que, por mais preciosa que seja a honra de uma mulher estuprada, a incolumidade pública é um bem ainda mais valioso; e precisa ser protegida igualemente, por fazer nossos cidadãos passar fome, e morrer por falta de atendimento médico?

    É uma vergonha vermos nossos juízes optando sempre pelas medidas mais brandas e protelatorias contra quem assalta os cofres públicos, e coloca o país em crise. Ao mesmo tempo em que mandam para a cadeia imediatamente, quem é pego roubando para comer.

    A MAIOR PREOCUPÇÃO!

    Fcamos preocupadíssimos com esse discurso impreciso e cheio de lacunas. Porque ninguém sabe a quem ele é direcionado. Ou seja,nossos Generais precisam deixar claro de qual lado eles estão. Pois tem gente querendo ver apenas o Lula e os petistas na cadeia, outros querendo prender apenas o Aécio / Temer e sua turma, e outros (como nós) que querem ver todos os responsáveis punidos.

    Pergunta a todos que desejam uma movimentação hostil de tropas no Brasil:

    VOCÊS QUEREM REVOLUÇÃO OU GOLPE DE ESTADO?

    Reparem que quando a ordem é rompida (absolver ladrões e vagabundos diante da fartura de provas), realmente cabe às Forças Armadas restabelecê-la. Resta saber se o povo será respeitado, convocando-se NOVAS ELEIÇÕES, para que escolha o programa de governo a ser adotado; ou se novamente levaremos uma rasteira…

    Seria muito, pedir que eles se manifestassem a respeito de novas eleições?

    Para quem ainda está em dúvida, veja porque a opinião do povo é mais importante, e como é ela quem ergue as nações mais prósperas do planeta:

    http://democraciadiretabrasileira.blogspot.com.br/2017/01/a-incorruptivel-assembleia-de-leigos.html

    Pois se nossos Generais se manifestassem a respeito de NOVAS ELEIÇÕES, e até de uma Assembleia Constituinte com ampla participação do povo e da sociedade civil; além do reforço, fiscalização, a aceleramento da LAVA-JATO, indo a fundo e apurando o envolvimento inclusive de nossos juízes; eles veriam multidões saindo às ruas em seu apoio. Isso sim seria uma REVOLUÇÃO!

    Aliás, o que podemos esperar de um congresso, um presidente, e uma “justiça”, como os que temos observado? O Rodrigo Maia é parceiro, e da mesma linha do Temer. O congresso está visivelmente contaminado, e o judiciário há muito perdeu sua responsabilidade e próprio pudor. A roubalheira continuará imperando no país, e o GOLPE FINAL em nossa democracia virá na forma de

    ELEIÇÕES SEM O VOTO IMPRESSO!

    Entretanto, diante de tudo isso, devemos evitar esse tipo de tentação a todo custo, e verificamos o

    GRAVE RISCO AO PAÍS!

    Por isso não podemos tomar lado algum nesse momento. Porque se nossos militares, não necessariamente todos eles, estiverem pretendendo mais que uma intervenção; se desejam aproveitar-se da situação, e  tomar o poder, impondo ao povo um programa de governo sem prévia consulta nas urnas; aí teríamos um GOLPE DE ESTADO! E, nesse caso, seria muitíssimo mais diícil restabelecer a democracia, do que no caso do atual “golpe branco” (sem uso da força), promovido por nossos políticos e juízes.

    RECOMENDAÇÕES!

    Diante da gravidade dos acontecimentos, apoiamos o Comandante do Exército, General Vilas-Boas, quando diz sabiamente que o mais importante é defender a Constituição. Assim, a missão fundamental das Forças Armadas seria impedir o rompimento da ORDEM, que permitiria a continuidade do império da corrupção e vagabundagem no Brasil, mantendo nossos corruptos no poder.

    O que, graças ao STF, com sua covardia e irresponsabilidade, deixou como penúltima instância a votação do congresso para permitir o processamento do Temer. Ou seja, se o congresso falhar, as Forças Armadas seriam nosso último refúgio constitucional.

    Dentro da ORDEM e da Constituição, os interventores poderiam propor medidas excepcionais, como:

    __Afastar todos os juízes e políticos suspeitos de corrupção, substituindo-os por seus suplentes.

    __Ampliar os recursos e efetivos da Lava Jato, suficientes para que todos os envolvidos sejam julgados em última instância no prazo de um ano.

    __Nomear um “Conselho de Governo” frente à vacância que ficaria na Presidência da República.

    __Convocar PLEBISCITOS para que o povo decidisse sobre assuntos mais urgentes, como a validade de cada lei imposta ilegitimamente pelo governo Temer; além de propostas para uma reforma legislativa no sistema político e no judiciário.

    __GARANTIR AS ELEIÇÕES DE 2018, E COM VOTO IMPRESSO! O que seria o ápice da defesa de nossa Constituição. Uma REVOLUÇÃO SEM REVOLUÇÃO. Uma revolução que se daria na ética e na moral, mas com a prudente manutenção da ORDEM; já que os rumos determinados em 1988 estão corretos, e precisam apenas de uns poucos ajustes…

    Inclusive, fazemos uma cobrança à toda classe militar, para que participe mais do processo eleitoral. Por que não um presidente militar, eleito pelo povo?

                                         O MAIS IMPORTANTE

    Toda a sociedade precisa cobrar, não apenas dos políticos, mas agora também dos militares, por ELEIÇÕES GERAIS!

    É necessário que eles se comprometam com isso, se quisermos estar entre as grandes potências do planeta, e ver nossos filhos sentindo orgulho de seu país…

  72. Excelente post

    Excelente post, caro Nassif, Magistral.

    E faço um comentário adicional:

    A questão não é ser contra um golpe militar, mas sim, escolher ” qual golpe ” vamos querer. Sim, porque agora que o General revelou as suas intenções, Temer provavelmente vai agir rápido para desarmar o exército ( o que ele já vem fazendo pelo corte de verbas ) e dar o próprio golpe, o golpe do parlamentarismo, com o qual o grupo de Temer se perpetuará no poder.

    ———–

    Dois cenários portanto se abrem como possibilidade:

    Cenário 1: Os militares não dão o golpe. Esperam demais e Temer corta suas verbas a tal ponto que já nem vão poder mais dar um golpe. O Congresso  aprova o parlamentarismo. Aí, já não importa mais quem ganhará as eleições se Ciro, se Bolsonaro, Alckmin, ou remotamente Lula, caso seja inocentado do crime que não cometeu. Os petistas continuam sonhando que Lula será presidente, até o Supremo prendê-lo de vez, e ele virar um Mártir que morre no cárcere. Temer desmonta o país, e o entrega aos EUA. Talvez o país se reparta em vários países, e o Império faça da parte mais lucrativa uma colônia, como fez com Porto Rico. O grupo de Temer fica no poder por décadas. O desemprego se acentua e se perpetua por décadas. O povo implora por uma intervenção militar, mas agora já é tarde. Por fim, o povo se conforma.

    ———–

    Cenário dois: Os militares dão o golpe. Entram de madrugada nas redações dos jornais e deixam um militar tomando conta de cada uma delas. As empresas nacionais voltam com força total. E como hoje temos uma taxa de natalidade pequena, isto aliado às empresas que voltam, ocorre uma queda extrema do desemprego em poucos anos ou até em meses para o pleno emprego. Os golpistas partem para o exílio. O Ministério Público recebe aposentadoria compulsória e vai pra casa. O país passa a crescer robustamente, talvez tanto quanto a China. Almirante Othon é solto. Os militares tentam dar um golpe ” sem manchas ” para não ficarem mal afamados perante a população, ou seja, até as torturas são ” dentro da lei “, nada de militar encostar as mãos em preso político.  Os presos são ameaçados com alternância de música alta, e silêncio profundo, para privação do sono ( estavam tentando isto no fim da ditadura militar ) . Seria a tal ” ditabranda “, com ” ditadura  sem sangue “.

    Com certeza, os militares teriam aperfeiçoado sua forma de dar golpes, pois aprenderam com os erros de 64. Não deixariam nada que pudesse manchar a sua reputação perante à história, se é que um golpe já não seja uma mancha em si.

    O novo regime militar passa a ser aclamado no país ( por ordem aliás dos próprios militares ) e o passado de um regime militar de 64 com torturas é apagado. As futuras gerações que virão, acreditarão na versão  que os militares sempre foram ” bons e gentis “

    Isto seria fortalecido ainda pelo fato de que a população atual é mais pacifista do que a de 64,  e não sairiam às ruas para protestar contra um regime militar, e os poucos que saíssem, não seriam noticiados, pois os militares censurariam.

    A internet é fortemente censurada e vira uma intranet. Com certeza, blogs como o que estamos escrevendo agora seriam banidos ou fortemente controlados.

    Nao estou dizendo que seja bom ou ruim, apenas imaginando como seria.

    ———-

    Acredito que  os militares não vão dar o golpe, pois se fosse para fazê-lo, fariam de surpresa. Na minha opinião foi mais uma bravata do General. Mas agora, que perderam o elemento surpresa, Temer se preparará para dar o seu golpe parlamentarista, do qual não haverá mais retorno. 

    Além do mais, os nossos militares não contam com o principal, o apoio do Império Americano, como tiveram em 64. Temer sim, tem o apoio dos EUA, infelizmente.

     

     

     

  73. Xadrez do fator militar II

    Não sou jornalista, nem escritor, mas vou colocar o que penso, sobre intervenção militar ou militarismo.

    Com o aumento do acesso à informação, e a facilidade de divulgação em massa, podemos dizer que nunca antes neste País, se falou tanto em corrupção, em golpe e democracia, nos veiculos de comunicação e no espaço popular, a internet. Mas com uma Nação dividida, temos dois tipos de solução: os que querem a Democracia e outros a Intervenção Militar. 

    A Democracia esta em curso, basta os detentores dos tres poderes dar continuidade, que nos levara ao almejado primeiro mundo.

    A Intervenção Militar é uma ação cujo o país estivesse em guerra civil, que não é o caso do Brasil.

    O papel dos Militares

    O papel dos militares é zelar pela defesa da Pátria, pela garantia dos deveres constitucionais, e da lei e da ordem. Tem quem deseja ter no poder do Brasil os militares ou empregar o militarismo, que é o sistema político que prevalace o poder dos militares.

    Militares na atualidade

    Colocando o exemplo do Rio de Janeiro, mas que reflete em todo Brasil, temos atuação de militares e das forças armadas, de forma a se pensar, se devemos ter no poder este tipo de comando.

    1° O trafico de drogas no Rio de Janeiro esta presente em varios morros e comunidades, movimentando milhões de reais ano, mas a sensação que a cada periodo aumenta mais o consumo e a venda de drogas. O combate ao trafico não avança. Como se sabe, e ja foi dito em prosa e verso, que os policiais militares negociam com os traficantes o chamado “arrego” uma forma de rendição;

    2° Os traficantes promovem em cada ponto do Rio de Janeiro, troca de tiros entre facções, uma guerra urbana sem fim. Mas o armamento usado por estes jovens é que mais assusta, e nos faz pensar qual é das forças armadas do Brasil e do mundo. Os tipos de armamentos nas mãos dos jovens traficantes: Uzi exclusividade do exercito israelense, AK 47 exclusividade do exercito russo e AR 15 exclusividade do exercito norte americano. Tem tambem armamento de exclusividade do exercito brasileiro, alem de granadas e artilharia anti-aerea.

    3° A milicia é formada na sua maioria de policiais militares e bombeiros, que coagem os comerciantes na região que atuam, e cobram dos moradores por proteção e serviços basicos.

    Africa o pior exemplo

    O continente africano é o maior exemplo para avaliar se deveremos ter intervenção militar, como solução do nossos problemas. É a região mais pobre e miseravel do planeta, onde a fome, pragas e doenças se espalham por toda parte. A maioria dos paises da Africa sofreram intervenções militares, e o resultado é um continente rico de povo sem perpectiva de vida. A intervenção militar nesses paises gerou genocidios, e migração em massa da população para outros paises e continentes. 

    Hoje nenhum pais de primeiro mundo tem a intervenção militar ou militarismo para solucionar os seus problemas, so na republica das bananas onde a classe dominante exige e faz movimento para este tipo de governo. Enquanto os militares e as forças armadas não resolverem os seus problemas, jamais irão conseguir resolver os problemas da nação.

    Se pensar bem, boa parte dos nossos problemas vem dos militares, em forma de milicias, uso de armamento de exclusividade de exercitos e negociatas com traficantes. Precisamos sim de mais democracia, e de intervenção popular.

  74. Na época do governo LULA,

    Na época do governo LULA, assisti a quase todos eventos que o LULA participou através da NBR.

    Lamento por quem não viveu isso – teve fatos memoráveis!

    Numa em que participou com José Serra numa fábrica em São bernardo, mas deixa isso para depois…

    Teve um em especial que numa reunião com o comando militar, não lembro com exatidão as palavras, mas a mensagem sim:

    Era quase despedida do governo e ele fala que viveu uma vida de sindicalista, de militante politico, mas que encontrou nos militares, no seu modo de viver – valores e amizades inestimáveis.

    LULA mostrou o homem que é: Sem acesso e sem orientação foi levado pela vida a viver o que vida deu e dá aos mais pobres, mas soube reconhecer e se encontrar com pessoas com formação superior a sua, forjados no esforços os valores que também cultua – ele comandante chefe!

    O melhor momento para as forças armadas foram durante o governo LULA, tanto de projeção, quanto de reconhecimento.

    Não haveria um general como o Villas Boas se não tivesse havido o governo LULA – até agora foi muita sensatez.

    A sensatez governou este país durante o governo LULA!

    Se houvesse uma ruptura no início, rodaria sem dúvida só o PT!

    Depois com o esgarçamento da ética da lava-jato, os mais argutos sabem as mentiras que se passam nos telejornais.

    Só coxinha é que cai nas asneiras da mídia…

    Então hoje, se o LULA ganhar, o LULA governa…

  75. Discordamos: é fake news!

    ALERTA: a (muito!) perigosa “Fake News” de “golpe militar” (sic)

    Por Romulus & Núcleo Duro

    – A provocação do General Mourão: “se não forem capazes, através do Poder Judiciário, de barrar Lula, as Forças Armadas o farão”.

    – A sinuca de bico do General Villas Boas, Comandante do Exército: como manter a “legalidade constitucional” tendo de bater continência para um…

    (UNIVERSALMENTE reconhecido…)

             – … chefe de quadrilha??

    – Mourão – a “síndrome do vice” (golpista!) ataca de novo: General Mourão tenta a última cartada para cacifar-se. Ao produzir a “fake news”, avaliou, corretamente, que o “seu” (?) momento era agora…

             – … ou nunca!

    – Decifrando o “mistério” (?) narrativo: quando o (civil…) Ministro da Defesa, Raul Jungmann, para (de maneira estabanada…) mostrar serviço, cobra a punição de Mourão, Villas Boas recusa-se.

    Ora, o Comandante, corretamente, não quis promover o espetáculo reclamado pela mídia – inclusive a “de esquerda”!

    Espetáculo esse…

             – … ANSIADO pelo próprio Mourão (!)

             – Dããããã!

    – Cumpre registrar: o Brasil do(s) Golpe(s) – e do caos “institucional” (sic) dele(s) resultante – deve MUITO ao bravo General Villas Boas. Bem como à sua resiliência cívica e altruísta – inclusive em nível pessoal e, até mesmo, físico.

    – Desastre na “blogosfera progressista”: o único a sacar o “jogo” – e a sinuca de bico – foi Fernando Brito, do Tijolaço. Evidente: ter andado tantos anos ao lado de Leonel Brizola fez toda a diferença.

    – Lamentavelmente, todos os demais blogueiros derraparam feio na nova “batalha de narrativas”. Pior: foram PAUTADOS por interesses de direita (de novo, Senhor!). Desta feita, dos mais perigosos que há: nem mais, nem menos!

    – Destaque, em especial, para a inverossímil análise dessa “nova polêmica” feita por Luis Nassif, no GGN.
     

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  76. Estamos confusos.
    Talvez o general já tenha se adiantado e percebido que a grande indústria armentista do norte, se aproxime cada vez mais do nosso território. Acho que até os serviçais do império estão ficando assustados.Será que num futuro próximo teremos forças armadas brasileiras por aqui?Mas este é o retrato do país:um povo sem direito a educação, saúde, saneamento básico de qualidades e em breve sem trabalho e direitos trabalhistas, e aposentadoria;todo o patrimônio do país sendo entregue de bandeja para aproveitadores de todas as partes do mundo;uma grande imprensa manipuladora que não informa a verdade;Polícia que não defende o povo;Forças Armadas que não defendem a soberania e os interesses do Brasil;um Ministério Público rebelde que ultrapassa as fronteiras da legalidade;um poder Legislativo que virou um balcão de negócios, com todos os tipos de interesses, menos os nacionais;um poder Judiciário que não defende a Constituição e uma Suprema Côrte (última fronteira da legalidade) mancomunada com a facção dos golpistas;um poder Executivo que… Este, sem comentários.A verdade é que vivemos em um mundo duro e difícil, e não há mais nada para nos defender contra interesses e arrogâncias internas e externas. Estamos Virando um amontoado de gente, entregues a própria sorteTalvez este general e suas tropas estejam mesmo defendendo a soberania e os interesses do Brasil. Talvez.

  77. Cadeia a juizes pgrs e promotores Blindadores e Blindados AntiPT

    TÁ TUDO NA INTERNET!!! É CTRL-C, CTRL-V QUE SAI A CAPIVARA COMPLETA DESSES CRIMINOSOS, TANTOS OS CIVIS COMO OS MILITARES!!! TUDO PSICOPATA MEGALOMANÍACO DOENTE MENTAL!!!!

     

          

  78. mudei de Bonaparte

    tendo em vista a entrevista do Ciro para a Mariana Godoy após o que revi alguns vídeos, mudei meu pitaco para a solução bonapartista.

    o meu Napoleão agora é Roberto Requião

     

  79. Acorda, mané: “golpe militar” é pauta da GLOBO!

    *Acorda, zé mané: “golpe militar” é pauta da GLOBO! – o bastidor da movimentação das Forças Armadas*

    Por Romulus

    E – mais uma vez! – a blogosfera progressista está perdidinha…

    Até quando, Senhor?!

    *

    Lembram daquela fonte do Blog que nos ajudou a ANTECIPAR, meses atrás, a dramática virada no julgamento da delação da JBS pelo STF?

    (Virada essa a favor da “pacificação nacional”…

    – … que eu prefiro, aqui no Blog, chamar de “Acordão” mesmo…

    Sem nenhum eufemismo!

    Ou problema maior!

    Não se faz omelete sem quebrar os ovos, não é Dona Benta??)

    Impondo uma clara derrota à Globo, à “República de Curitiba” e aos “juristocratas” em geral?

    (capitaneados, na Corte, pelo Ministro Luis Roberto Barroso)

    Pois então…

    É evidente que, num momento em que as FFAA entram – ou melhor: “são entradas” (!) – elas mesmas na pauta político-midiática, eu buscaria saber o que aquela fonte tem a nos contar dos bastidores.

     

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