Rotativo do cartão cresceu em 2016, mesmo com queda da inadimplência

 
Jornal GGN – Os juros do rotativo do cartão de crédito tiveram aumento de 53,2% em 2016, mesmo com a redução da inadimplência nesta modalidade. 
 
Em dezembro, a taxa voltou a crescer e chegou a 484,6% ao ano, o maior nível da história de acordo com os dados do Banco Central (BC). Em novembro do ano passado, a taxa estava em 482,2% ao ano, e, em dezembro de 2015, a 431,4% ao ano. 

 
 
Por outro lado, a inadimplência do rotativo, que considera a falta de pagamento depois de 90 dias, era de 40,4% em dezembro de 2015, sendo que o índice caiu para 37,2% no final do ano passado. Em novembro, a inadimplência teve redução e ficou em 35,6%. 
 
Segundo o Banco Central, o spread – a diferença entre o custo do crédito para as instituições financeiras e o quanto cobram de empresas e consumidores – aumento de 32,1% em dezembro de 2015 para 40,2% no mês passado, uma alta de 8,1%. 
 
O spread para os consumidores saiu de 48% para 59,2% entre dezembro de 2015 e o mesmo período em 2016. Já para as empresas, a elevação foi de 15% para 16,9%. 
 
A taxa média de juros para as pessoas físicas encerrou 2016 em 71,5% ao ano, representando uma queda em relação a novembro de 2,1%. No final de 2015, a taxa média era de 63,7%. Para as empresas, os juros cobrados terminaram o ano em 28,2% ao ano, contra 29,8% em dezembro de 2015. 
 
Em outubro do ano passado o Banco Central começou a reduzir a Selic, a taxa básica de juros. Neste mês, a taxa teve um corte de 0,75%, ficando em 13% ao ano, o menor nível desde abril de 2015. 

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2 comentários

  1. A taxa não aumentou 53,2% em

    A taxa não aumentou 53,2% em um ano, mas sim 53,2 pontos percentuais. A passagem de 431,4% para 484,6% representa um aumento de 12,3%.

    Continua sendo absurdo instituições financeiras cobrarem juros desse nível, mas não precisa piorar ainda mais o cenário…

  2. Instituições financeiras deveriam servir…
    Servir para a sociedade, mas são utilizadas como instrumentos de extorsão. A maior balela é o tal risco de inadimplência. Inadimplência é tudo que deseja os banqueiros para extorquir todo o povo. Daí, quando se mais precisa, governos aumenta impostos – como fizeram com alíquotas de icms – e, pasmem-se? Aumentam os juros do rotativo dos cartões de créditos, já incrivelmente imorais. Lógico, em um país, onde impera um judiciário que é uma verdadeira insegurança jurídica em sua própria essencialidade. Estamos perdidos? Sim, estamos. Mas vamos mantermos os nervos firmes e enfrentar esses marginais vestidos de gravatas e que dominam as televisões.

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