Balança comercial apresenta superávit recorde para o mês

Montante apurado é considerado o melhor para o mês desde início da série, em 1989

Jornal GGN – O saldo contabilizado pela balança comercial no mês de maio chegou a US$ 6,437 bilhões, resultado bem superior ao apurado em 2015 (US$ 2,758 bilhões) e considerado o melhor para o mês desde o início da série histórica, em 1989. Os números foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). No período, a corrente de comércio alcançou valor de US$ 28,706 bilhões. Sobre igual período do ano anterior apresentou queda de 11,2%, pela média diária.

No mês, a exportação alcançou cifra de US$ 17,571 bilhões. Sobre maio de 2015, as exportações apresentaram retrocesso de 0,2%, e crescimento de 8,8% em relação a abril de 2016, pela média diária.

As exportações por fator agregado alcançaram os seguintes valores: básicos (US$ 8,299 bilhões), manufaturados (US$ 6,643 bilhões) e semimanufaturados (US$ 2,278 bilhões). Sobre o ano anterior, decresceram as exportações de básicos (-8%), enquanto aumentaram as vendas de semimanufaturados (+9%) e manufaturados (+8,9%).

Já as importações totalizaram US$ 11,134 bilhões. Sobre igual período do ano anterior, as importações registraram queda de 24,3%, e aumento de 0,9% sobre abril de 2016, pela média diária. No mês, decresceram as importações de combustíveis e lubrificantes (-44,3%), bens de consumo (-26,4%), bens de capital (-27,1%) e bens intermediários (-19,2%).

Ao longo do ano, o saldo comercial acumulou superávit de US$ 19,681 bilhões, revertendo o déficit alcançado em igual período de 2015, US$ 2,301 bilhões. A corrente de comércio alcançou cifra de US$ 127,346 bilhões, representando queda de 16,9% sobre o mesmo período anterior, quando totalizou US$ 151,702 bilhões, pela média diária.

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No acumulado janeiro-maio de 2016, as exportações apresentaram valor de US$ 73,513 bilhões. Sobre 2015, as exportações registraram retração de 2,6%, pela média diária. De acordo com os dados divulgados, as importações somaram US$ 53,832 bilhões, queda de 30,8%, pela média diária, sobre o mesmo período anterior, quando o montante foi de US$ 77,002 bilhões.

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2 comentários

  1. A boa notícia no PIB

    A divulgação do PIB do primeiro trimestre desse ano trouxe uma surpresa positiva. Enquanto as expectativas de mercado apontavam uma retração de 0,8%, com ajuste sazonal, os resultados do IBGE apontaram uma redução de 0,3%, ou seja, menos da metade projetada pelo mercado!

    Comparando o resultado do último trimestre de 2015, quando o PIB caiu 1,2% com ajuste sazonal, a queda de 0,3% registrada no início desse ano indica que a economia brasileira deve se estabilizar e voltar a crescer muito mais rapidamente do que o mercado esperava.

    A tendência de estabilização do PIB deve-se principalmente ao aumento do saldo comercial, decorrente da depreciação do real e da substituição de importações, e da queda menor do investimento, devido à interrupção do aumento da taxa de juros e do maior pagamento de investimentos pelo governo federal.

    Por exemplo, considerando apenas o investimento da União, nesse ano o FGTS assumiu a maior parte dos desembolsos do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), como proposto e aprovado pelo Congresso Nacional e pelo Conselho do FGTS no ano passado. Devido a essa medida, os gastos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) exclusive MCMV puderam aumentar de R$ 6,6 bi no primeiro trimestre de 2015, para R$ 9,0 bilhões, no primeiro trimestre desse ano.

    Descontando a inflação, houve crescimento real de 23% dos investimentos do PAC, exclusive MCMV, no primeiro trimestre de 2016. Essa iniciativa, junto com as demais medidas adotadas pelo governo, podem proporcionar uma estabilização mais rápida da renda e do emprego nos próximos trimestres, contrariando a hipótese de herança maldita propalada pelo governo em exercício.

    Porém, a recuperação do investimento e manutenção do MCMV não estão garantidas diante das últimas sinalizações da politica econômica.

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