“Estamos abertos a propostas”, diz Mourão sobre megaprojeto da China

"O Brasil não pode ser só uma loja que a China vai e compra itens. Tem que ser mais do que isso. As coisas que vem do Brasil têm que ter o mesmo valor que as que vem da China", diz vice-presidente

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Jornal GGN – O vice-presidente Hamilton Mourão está em viagem oficial à China desde domingo (19) com o propósito de fortalecer as relações comerciais entre os dois países. O retorno está previsto para acontecer na sexta-feira (24).

Durante entrevista ao braço espanhol do canal estatal da TV chinesa CGTN, Mourão disse que a relação entre os dois países “não precisa das características da Nova Rota da Seda”, mas a participação do Brasil no programa “não está fechado, pelo contrário, está em discussão”.

A Nova Rota da Seda é um programa lançado pelo governo chinês em 2013 para ampliar investimentos em infraestrutura e oportunidades de negócios com empresas chinesas em outros países. Até o momento o projeto de desenvolvimento movimentou US$ 30 bilhões e conta com a adesão de 125 países.

A programa faz referência a histórica Rota da Seda, nome de uma série de caminhos feitos por terra para ligar a Ásia do Sul com a Europa, desde 200 a.c, levando e trazendo produtos.

Na proposta atual, o governo Chinês vê a América Latina como uma “extensão natural” da expansão comercial para o Ocidente. O primeiro país da região a entrar no programa foi o Panamá, hoje são 14 governos latino-americanos, entre eles Bolívia, Venezuela e Chile.

Mourão disse ainda na entrevista que “aguarda conversas profundas sobre o tema” e que a iniciativa “está mais unida com as questões dos países próximos da China, de Europa e África”.

“Nós, na América Latina, estamos um pouco distantes”, destacou. Ele também disse que os brasileiros têm “uma visão de expectativa sobre quais são as intenções finais, quais as visões do governo chinês. Aguardamos as propostas que a China pode fazer”, arrematou.

Ao ser questionado sobre a relação Brasil-China, o vice-presidente disse que é preciso “agregar valor” nos produtos exportados pelos brasileiros.

“O Brasil não pode ser só uma loja que a China vai e compra itens. Tem que ser mais do que isso. As coisas que vem do Brasil têm que ter o mesmo valor que as que vem da China. Estamos na era do conhecimento. A economia do século 21 é a economia do conhecimento, esse é o passo adiante que temos que dar nessa relação”.

*Com informações do Valor.

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8 comentários

  1. A viagem do Mourão à China tinha gerado todo tipo de expectativa, comentário, especulação – sobretudo por sugerir uma atitude voltada ao multilateralismo e a uma postura mais soberana do Brasil, em contraste com a submissão da ala bolsonarista aos Estados Unidos. A leitura dessa matéria, porém, traz um banho de água fria pela desinformação, pelo superficialismo, pelo afastamento da realidade mundial que as palavras do general revelam. Será que Mourão está olhando em volta enquanto anda pela China? Será que foi acompanhado de alguma assessoria competente?

  2. Se Mourão virar um Chavez em seu governo, será que o capitão vai idolatrar ao general? Em 1999 ele disse que Hugo Chavez era a esperança da AL.

  3. Se Mourão virar um Chavez em seu governo, será que o capitão vai idolatrar ao general? Em 1999 ele disse que Hugo Chavez era a esperança da AL.

  4. Está engraçado senão triste a governabilidade do país. O presidente, em seus primeiros pronunciamentos insultou os chineses que imediatamente responderam. O vice, naturalmente aconselhado por setores do agronegócio e empresariais foi lá para uma aproximação e surgem propostas de uma parceria em plena guerra comercial entre China e EUA. Os Bolsonaros devem estar enfiando o dedo no fiofó e rasgando.

  5. Ihhh! Será que ele esqueceu que a China é “comunista”. E que a turma do governo dele diz que comunista tem que levar bala na cabeça. E que comunista e petista é a mesma coisa e por isso ele participou do golpe para derrubar a patriota Dilma. Cuidado que o seu chefe Trump pode ficar bravo, Mourão.

  6. Impressionante como militares de alto escalão (coturnos?) são analfabetos em conjugações verbais e condicionantes nominais. Não acertam uma. Haja.
    E, cá entre nós, dizer estar “aberto” para propostas? O que é isso? Por fora?
    Os chineses devem estar preocupadíssimos com os “brasilguaios”.

  7. O último parágrafo, diz tudo desse (des) governo, fala na era do conhecimento, e eles tirando dinheiro da educação onde é formado o conhecimento!!!!

  8. Mourão! Dificilmente o nome de alguém reflete adequadamente o que esse alguém de verdade é. Mourão é mesmo uma estaca, moirão, mouco. Que pobreza e vergonha diplomática! Mourão não é informado nem sobre a capacidade bélica da China, quanto menos de suas capacidades outras! Não sabe o que está fazendo na China! É preciso ter vergonha ,agir patrioticamente, com orgulho e respeito à pátria! Como diz FHC : Assim não pode, assim não dá!

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