Bolsonaro diz que Dilma deve sair “infartada, com câncer ou de qualquer maneira”

Em entrevista, o deputado chamou os imigrantes e refugiados que chegam ao Brasil de “escória do mundo”, que “engorda” os “marginais do MST”
 
 
Jornal GGN – O deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) defendeu que a presidente Dilma Rousseff deveria deixar o Palácio do Planalto imediatamente, ainda que para isso tenha que morrer. “Espero que o mandato dela acabe hoje, infartada, com câncer ou de qualquer maneira”, disse Bolsonaro em entrevista ao Jornal Opção, de Goiás. “O Brasil não pode continuar sofrendo com uma ‘incompetenta’, a frente de um país tão grande e maravilhoso como esse aqui”, completou.
 
A convite da Corregedoria-Geral da Justiça para participar do I Workshop da Justiça Criminal, realizado na Associação dos Magistrados do Estado de Goiás (Asmego), na última quinta-feira (17), o parlamentar não teve cautela nas entrevistas concedidas. 
 
“Quer começar com estupro, que está na ordem do dia?”, questionou Bolsonaro, no início da entrevista. “Ainda não”, respondeu o jornalista. “Hoje estou entrando em tudo quanto é jornal como estuprador do Brasil”, disse.
 
Bolsonaro disse que a crise no país hoje “começou com a moral, com uma presidente que não saber falar duas palavras sem ter duas mentiras no meio disso”. O deputado criticou os acordos econômicos do Brasil com países da América do Sul que, segundo ele, são “o lado mais pobre do mundo”. 
 
Ao mencionar um acordo com o Equador de importar bananas para a Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo), Bolsonaro comparou o feito com a chegada de refugiados e imigrantes haitianos na cidade paulista. “O governo aprovou importação de bananas do Equador diretamente para o Ceagesp, assim como os haitianos estão vindo do Acre para cá, para São Paulo, agora o governo fez a mesma coisa”, disse.
 
Questionado sobre a situação dos militares no Brasil, Bolsonaro disse que estão “completamente desaparelhados”. Na resposta, direcionou mais ataques aos refugiados que chegam à São Paulo e ao Brasil, chamando-os de “escória do mundo”.
 
“[Militares sem estrutura] é menos gente na rua para fazer frente aos marginais do MST, que são engordados agora por senegaleses, haitianos, irarianos, bolivianos, e tudo o que é escória do mundo, e agora estão chegando os sírios também. A escória do mundo está chegando aqui no nosso Brasil, como se nós já não tivéssemos problemas demais para resolver”, afirmou. 
 
“Assim como a luta armada começou em 66, e eles não estavam tão aparelhados assim, por isso foram derrotados, agora eles estão muito melhores preparados do que nós, o que é pior”, completou Bolsonaro.
 
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