Bolsonaro tem apoio consistente de metade da Câmara

Foto: Agência Brasil
 
Jornal GGN – Um levantamento feito pelo Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar) indica que o governo Bolsonaro terá “apoio consistente” de 255 deputados e uma oposição de 141 parlamentares – a resistência é menor do que tiveram apenas Fernando Collor e Lula em seu primeiro governo.
 
Além disso, as eleições de 2018 resultaram na ascensão de parlamentares de direita e centro-direita que totalizam 302 dos 513 membros da Casa. 
 
O Diap traça o apoio no início de cada legislatura baseando-se na posição ideológica dos partidos. Até agora, apenas o PR declarou adesão formal ao governo. O PTB, de tradição governista, ficou com Bolsonaro desde o segundo turno da eleição, mas não se manifestou oficialmente. O PRB anunciou que não integrará a base, mas concorda com ideias do governo.
 
Segundo o Diap, para aprovar reformas como a da Previdência, por exemplo, o governo precisará de, no mínimo, 308 votos. O ex-presidente Michel Temer (MDB) tinha a maior base parlamentar, segundo o Diap: 358 deputados. Mas, ainda assim, não conseguiu apoio para emplacar uma reforma da Previdência.

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4 comentários

  1. A pressa em aprovar essa

    A pressa em aprovar essa reforma se dá porque o governo ainda nem disse a que veio, e o povão, eleitor do mito, estonteado, mais perdido que cego m tiroteio, não saberá sentir o grau de problemas a enfrentar no futudo próximo, quanto mais no distante. Vimos pelos coxinhas que não é fácil mudar de camisa. Demoraram muito a dizerem, nas entrelinhas apenas, que ficaram decepcionados com Aecio. 

    Somente o fato de nada se dizer sobre o destino do povo tabalhador a respeito dos desempregados, de prováveis empregos, já pode estar pintando mal na cabeça dessa gente, mas vai precisar de tempo pra sentir, fundo, a realidade.

  2. Não considero o povo de burro

    Não considero o povo de burro só por causa do resultado da eleição presidencial. Os resultados da maioria das eleições para governadores e os resultados das eleições para a câmara, senado e assembleias estaduais é que atestam a burrice do povo. Como consolo, resta a consciência de que a maioria não é burra porque quer mas, mesmo assim, não deixa de ser burra e prejudica todo o país graças às suas(?) escolhas. Viva a mamadeira de piroca e o kit gay!

  3. Eu li a respeito disto em

    Eu li a respeito disto em matéria do DIAP no ano passado. Cheguei a comentar em uma postagem na época (não lembro qualO. A projeção dada pelo DIAP se confirmou.

    Eu considerei essa projeção de morte. Quer dizer, com Lula ou com Haddad, por exemplo, a governabilidade seria (quase) impossível.

    Essa competência de análise não serviu para os progressistas colocarem as barbas de molho. 

    Porém, como a maioria das analises posteriores são de que os majoritários puxam votos para os proporcionais, fico sem saber até que ponto já havia, portanto, alguma projeção que a direita levaria na proporcional. Ou mesmo se havia algum “corte”, em alguma proporção, entre majoritários e proporcionais. Enfim…

     

  4. Os milicos e a barbárie

    Fico com a leitura do Nassif de dias atrás de que o Bozo é nada e que o país – de fato – está sendo governado por uma junta militar.

    Essa junta militar pôs arreios no Poder Judiciário (STF) e no Poder Executivo. Em ambos os casos, de forma completamente ilegal (art. 2º da CF). Só falta laçar o Poder Legislativo.

    A novidade é a submissão no Judiciário após o trabalho de destruição, chantagens e faca-no-pescoço da Lava Jato. Por conta disso, seria inviável hoje, por exemplo, uma figura como Sobral Pinto*, já que para quem tem poder o ordenamento jurídico já não tem mais valor.

     

    *Estão reprisando o documentário sobre a vida dele. Quem não viu, veja.

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