Conhecendo os senadores por trás do impeachment: PSD-PP

Nesse artigo, que fecha a série, apresentamos o currículo de Ana Amélia (PP-RS), Gladson Cameli (PP-AC) e José Medeiros (PSD-MT)
 
 
Jornal GGN – Com o objetivo de conhecer os parlamentares da Comissão Especial do Impeachment do Senado o GGN publicou, na última semana, três artigos levantando as fichas dos senadores titulares escolhidos para o trabalho e que votaram pela admissibilidade do processo de impeachment que determinou o afastamento da presidenta Dilma Rousseff e poderá levar a executiva a ser processada e afastada pelo crime de responsabilidade fiscal.  
 
Nesse artigo, que fecha a série, apresentamos o currículo de Ana Amélia (PP-RS), Gladson Cameli (PP-AC) e José Medeiros (PSD-MT). Dentre os três parlamentares, apenas Gladson possui ocorrências no judiciário, uma delas é o inquérito aberto pela Polícia Federal onde é investigado por supostamente fazer parte do esquema de corrupção na Petrobras, levantado na Operação Lava Jato. Mas vale também destacar o histórico da senadora Ana Amélia. Em 2014 jornalistas descobriram documentos que comprovam que a parlamentar é dona de uma fazenda com mais de 1,9 mil hectares, avaliada em mais de R$ 4,7 milhões, não declarados entre seus bens ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul nas duas últimas disputas eleitorais. 
 
Ana Amélia (PP-RS)
 
Jornalista de formação, Ana Amélia chegou a ser diretora da RBS em Brasília de 1982 a 2003. Em 2010 deixou o jornalismo para se candidatar ao Senado Federal pelo PP, conquistando a eleição naquele pleito representando o estado do Rio Grande do Sul, mandato que irá cumprir até 2019. Nas eleições de 2014 a Senadora concorreu ao governo do Rio Grande do Sul na coligação PP-PSDB-PRB-Solidariedade, mas ficou fora já no segundo turno. Ana Amélia foi casada com o ex-senador e advogado, Octávio Omar Cardoso, falecido em 2011. 
Durante a disputa eleitoral de 2014 ela foi acusada de nepotismo por jornais rio-grandenses de ter exercido um cargo comissionado, de secretária parlamentar, no escritório do marido, entre 1986 e 1987, enquanto ainda exercia o cargo de diretora da sucursal da RBS em Brasília. A senadora não negou o fato que ocorreu antes da Lei Antinepotismo, de 1988, admitindo que foi um erro. 
 
Em setembro de 2014 o Blog Sociedade Política em parceria com o jornalista Luiz Afonso Franz descobriu uma fazenda em nome de Ana Amélia com um valor superior a todo o patrimônio declaro por ela ao Tribunal Superior Eleitoral, nas eleições de 2010 e 2014. Documentos confirmam que a parlamentar é coproprietária de uma área de aproximadamente 1,9 mil hectares no município de Formosa-GO, desde 1980. O imóvel também está em nome do falecido marido. A fazenda, dividida em dois lotes, tem criação de bois, também não declarados ao TSE. O valor calculado do espólio do esposo da parlamentar foi calculado em R$ 9.477.077,56. Como foi casada em comunhão de bens com Cardoso, Ana Amélia herdou metade do patrimônio, calculado em R$ 4.738.538,78, sendo que os bens declarados por Ana Amélia ao TRE-RS somavam R$ 2.550.086,69.
 
Gladson Cameli (PP-AC)
 
O parlamentar formado em engenharia civil foi filiado ao PFL (atual DEM) de 2000 a 2003. Trocou a legenda para o PPS e, no ano seguinte, isso é em 2004, concorreu e venceu as eleições como deputado federal pelo Acre, aos 28 anos. Em 2005 filiou-se ao PP reelegendo-se deputado federal em 2010, cargo que deixou pelo de senador depois de vencer o pleito em 2014. Gladson também é sócio das empresas Marmud Cameli Cia Ltda e da Construtora ETAM Ltda pertencentes a sua família.
 
O senador tem dois inquéritos inscritos no Supremo Tribunal Federal. O primeiro deles é de 2012 (nº 3533), quando foi flagrado por embriaguez em uma blitz da Lei Seca, nas ruas de Brasília. O STF o tornou réu por unanimidade. O processo foi suspenso após um acordo em que Gladson se dispôs a ajudar financeiramente uma entidade assistencial por dois anos. 
 
O segundo processo é de 2015 (nº 3989), aberto pela Polícia Federal no âmbito da Operação Lava Lato, por suspeita de participação no esquema de corrupção da Petrobras. A abertura do caso foi proposta pela Procuradoria Geral da República e autorizada pelo ministro Teori Zavascki. O PP é o partido com mais políticos citados no esquema levado à tona pela Lava Jato, são 32 parlamentares.
 
José Medeiros (PSD-MT)
 
Medeiros é policial rodoviário federal, natural da cidade de Caicó, Mato Grosso e faz parte da bancada ruralista. Iniciou a vida política em 2006 como suplente na Câmara dos Deputados. Em 2010 foi eleito primeiro suplente do senador Pedro Taques pelo PPS. Em 2015 assumiu a vaga como titular após Taques ser eleito como governador do Mato Grosso. Em março deste ano Medeiros mudou de partido para o PSD e está concorrendo à prefeitura de Rondonópolis. O parlamentar não possui nenhum registro na justiça. 
 

 

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5 comentários

  1. Ana Amélia tem cara e jeito

    Ana Amélia tem cara e jeito de piguenta. O curriculum só confirma… Já o José Medeiros, toda vez que ele vai falar eu tenho a impressão de que ele irá cantar música sertaneja, pois parece parente do Chitãozinho e Xororó. Nunca imaginei que ele fosse da PRF.

  2. Ana Amelia sempre defendeu a

    Ana Amelia sempre defendeu a direnta conservadora, estava extremamente desconfortavel na base do governo PTista,  ja Lasier Martins, e um enganador (E VAI PAGAR CARO POR ISSO) que se diz brizolista, foi eleito com os votos do Pedro Simon.  

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