CPI da Covid é adiada e governo prepara compra de apoio com emendas e Ministério

O objetivo do governo é ganhar tempo para articular a negociação de emendas parlamentares e até de cargos em Ministérios para obter algum apoio nas investigações do Senado.

Foto: Andressa Anholete/Getty Images

Jornal GGN – Por pressão do presidente Jair Bolsonaro, a abertura da CPI da Covid foi adiada para a próxima terça-feira (27). O objetivo do governo é ganhar tempo para articular a negociação de emendas parlamentares e até de cargos em Ministérios para obter algum apoio nas investigações do Senado.

Na noite desta terça (19), o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (DEM-MG) havia adiantado a colegas que a instalação da CPI tinha sido atrasada, o que foi confirmado horas depois.

O governo detém hoje minoria dentro da Comissão Parlamentar que irá apurar a omissão e irregularidades do governo Bolsonaro no enfrentamento à pandemia. Por isso, pressionou para obter mais tempo para negociar com senadores que integram a Comissão.

Entre as moedas de troca já aventadas pelo presidente, desde a tão almejada liberação de emendas com espaço no Orçamento deste ano, até a entrega de um Ministério para um senador, o da Educação.

Assim, os 11 membros titulares devem escolher o presidente e vice-presidente do colegiado no próximo dia 27. O integrante mais velho da CPI, senador Otto Alencar (PSD-BA) convocou a primeira reunião que tratará do tema.

A expectativa é que a presidência da CPI fique à cargo de Omar Aziz (PSD-AM) e a vice-presidência com Randolfe Rodrigues (Rede-AP). Por um acordo já fechado entre a maioria dos senadores da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL) será designado relator.

Calheiros criticou o presidente do Senado por ter atuado para adiar a primeira reunião da CPI, em uma pressão do próprio governo Bolsonaro. “O presidente do Senado (Rodrigo Pacheco) continua naquela, querendo levar para a outra semana. Não é fácil isso”, afirmou.

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