Críticas de Barbosa ao Congresso são ‘absurdas’, diz vice da Câmara

O deputado André Vargas (PT-PR), vice-presidente da Câmara, afirmou ao jornal Folha de S. Paulo que são absurdas as declarações do presidente do supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, sobre a atuação de deputados e senadores.

Joaquim Barbosa diz que o Brasil tem “partidos de mentirinha”

Segundo Vargas, o presidente do STF demonstrou não estar à altura do cargo, e “pouco apreço pela democracia”. O petista afirmou à Folha que Barbosa está apostando em uma crise com o Legislativo.

Leia a seguir a matéria da Folha de S. Paulo:

Críticas de Barbosa são ‘absurdas’, diz vice-presidente da Câmara

Márcio Falcão
de Brasília
 

Vice-presidente do Congresso e presidente da Câmara em exercício, o deputado André Vargas (PT-PR) chamou de “absurdas” as críticas do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Joaquim Barbosa, feitas nesta segunda-feira (20) à atuação de deputados e senadores.

Em uma palestra para estudantes universitários, o presidente do STF afirmou que os partidos políticos são de “mentirinha” e que o Congresso Nacional é “ineficiente” e “inteiramente dominado pelo Poder Executivo”.

Segundo o petista, Barbosa revelou que “não está à altura do cargo”, que “tem pouco apreço pela democracia”. O deputado disse ainda que o ministro do STF “aposta” em uma crise com o Legislativo e tem um “viés autoritário”.

“Esse comportamento para presidente de um Poder é irresponsável. Ele não está preparado para o cargo. Ele está apostando em uma crise [com o Legislativo], enquanto nós acreditamos numa convivência saudável, responsável e harmoniosa”, disse o petista à Folha.

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Nos últimos meses, Judiciário e Legislativo protagonizaram diversos embates. O mais recente ocorreu após a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovar uma proposta que submete algumas decisões do Supremo ao Congresso.

No mesmo dia, o ministro Gilmar Mendes, do STF, deu um despacho suspendendo a análise no Senado de um projeto que inibe a criação de partidos. Após troca de farpas e o caso ganhar contornos de crise, o comando do Congresso e ministros do STF ensaiaram uma trégua.

Para o deputado, Barbosa quer ser o “alter ego” e tutelar o Congresso. O petista afirmou ainda que a atuação do presidente do STF, que ganhou notoriedade durante o julgamento do mensalão que condenou políticos por um esquema de corrupção no governo Lula, indica que ele pode seguir o caminho da política. Barbosa nega essa intenção.

“Nós não somos nomeados, nós passamos pelo voto. Ele está se comportando politicamente. Será que não está preparando um caminho? É uma dúvida”, disse o deputado.

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