Cunha continua a negar contas no exterior e culpa esposa

 
Jornal GGN – O ex-presidente da Câmara e deputado afastado, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), insistiu que não é dono de conta no exterior e responsabilizou a esposa, Cláudia Cruz, por gastos internacionais. A afirmação foi dada em depoimento ao Conselho de Ética da Câmara, na manhã desta quinta-feira (19). 
 
Cunha é alvo de processo de cassação de mandato por mentir, em maio de 2015, à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Petrobras, sobre ser proprietário de contas na Suíça. Além de ter inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) por manter contas secretas no país, em seu nome e de familiares, com montantes que atingem R$ 9 milhões, o parlamentar também é acusado de recebido ao menos R$ 5 milhões do esquema de corrupção da Petrobras, na Lava Jato.
 
A insistente declaração de inocência do presidente afastado da Câmara contraria as provas, do Ministério Público suíço de que Cunha mentiu naquela Comissão Parlamentar e que, sim, mantinha contas secretas em paraísos fiscais em seu nome e de seus familiares. 
 
Mas foram essas afirmações de Cunha no Conselho, onde presta depoimento, e anunciou que irá pedir a anulação do processo de cassação caso sejam incluídos outros fatos no relatório, como a acusação de propina.
 
É que o peemedebista teme que seja irreversível de defesa se chegarem à Câmara os autos dos inquéritos do Supremo, um deles em que o parlamentar já é réu, porque o STF aceitou a denúncia da Procuradoria-Geral da República de prática de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, outro é uma denúncia apresentada pelo MPF e um terceiro inquérito em fase de apuração.
 
Acompanhado de seu advogado, Marcelo Nobre, Cunha disse, ainda, que os gastos em viagens no exterior foram pagos com o cartão de crédito da sua esposa, responsabilizando a mulher pelo alvo da denúncia que tramita na Casa. “Todos os gastos foram feitos com um cartão de crédito dela. Ela não é objeto dessa representação. Vossa excelência não tem um gasto, não tem cartão de crédito cuja a titularidade seja minha. Eu era apenas dependente de cartão de crédito da minha esposa”, tentou justificar.
 
A estratégia é negar que as diversas contas descobertas no exterior sejam atribuídas a ele. A seu ver, trata-se de um truste, um conjunto de empresas que administram os bens do contratante, da qual ele fazia parte, mas que, para ele, não pode ser responsabilizado. “Não foi feita nenhuma despesa sobre a minha titularidade e eu que sou o objeto de investigação e não a minha esposa”, afirmou, ainda colocando a culpa na esposa. “Eu não posso aceitar que [o processo] queira ser estendido aos familiares”, completou. 
 
Essa é a primeira vez que Eduardo Cunha comparece à Câmara desde que foi afastado do cargo de deputado, enquanto é investigado na Lava Jato, por decisão unânime do STF, no último dia 5 de maio. 
 

22 comentários

    • centro

      “Quero ver o centro parlamentar do golpe absolver o cunha.”

      Imphormo que o Kunha É o centro parlamentar do golpe.

      Foi e continua sendo. Desde o tempo em que f se escrevia com ph.

  1. Pomo de Adão

    Que bom ter uma mulher sobre a qual jogar a culpa. Fossemos nessa linha de raciocínio, o ardiloso está completamente correto.

    Sendo assim, é mais do que correta a defesa da presidente a respeito do golptchmean. Se é para se julgar alhos não lhes misture aos bugalhos.

    Ora, se para ela (sem o pomo de adão) julgou-se o “conjunto da obra” (até o fato de ser mulher), há de se esperar que também lhe sirva. Sem esquecer que a seu favor, a Presidente Dilma não cometou crime, pois “pedaladas” não são assim caracterizadas conforme a Constituição.

    A retórica: A esposa dele será presa como a cunhada de alguém sacando no caixa eletrônico uns trocados? (deMorô, né?

    A não retórica: É ela quem manda em casa e tramou todo o enredo sobre as contas e como enviar dinheiro ao exterior? 

    Ah! Esqueçamos a origem do dinheiro, pois a ação não está falando disso, hein?

  2. Entrega a mãe, o pai, a mulher e quiça a filha para se safar

    Que dizer que todo o dindim na Suiça é culpa da mulher?! Ela gasta muito no exterior, dai precisarem de contas em paraisos fiscais! Esses caras são uns ratos.

  3. Sua Excelência provará com

    Sua Excelência provará com provas (não é pleonasmo uma vez que tem gente aceitando comprovações sem provas) que não existe, nunca existiu Ministério Público da Suiça e a assinatura no papel é do primo do cunhado do vizinho do porteiro do Ministério morto na primeira guerra mundial.

    E pelos atreladus rabbus un (citação em latiin arcáico) na dita Comissão demonstrará e provará com provas que nunca existiu país chamado Suiça.

    Imagine-se Paulo Malluf se sentindo um guri de jardim de infância e se chamando de imbecil ante o depoimento.

     

  4. Acordo Moro. termina sua taça

    Acordo Moro. termina sua taça de champagne volta a trabalhar.

    Daqui a pouco vão falar que você é um pau mandado do PSDB.

    Vão começar a te chamar de palhaço covarde.

    Vão começar a achar que o combate a corrupção era só para acabar com o PT e botar a direita no poder.

    O que vão dizer das diversas vezes que você quebrou a lei para limpar o pais se ele esta cada dia mais sujo??

    É capaz de falarem que bandidos vestem toga e que juiz bom é juiz morto!

    Você não vai deixar isso acontecer né heroi?

  5. Eita circo sem graça.

    Sorte que nossa justiça é imparcial, honesta e produtiva. Sorte que a farsa jato não é política e partidária e não quer entregar o patrimônio brasileiro para empresas estrangeiras. E fica dito que o GOLPE não é GOLPE, porque dizer que é GOLPE pega mal nos estrangeiros. 

  6. Simplesmente um escárnio

    Dá uma sensação terrìvel de impotência diante do maquievelismo e do poder desse homem, ver o Brasil sendo governado por  ele. A questão, já comprovada, é quem o dono da conta, e não as despesas feitas através da conta.

  7. + comentários

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