Dilma conversa com senadores para manter seus vetos da pauta-bomba

 
Jornal GGN – A presidente Dilma Rousseff decidiu assumir pessoalmente a articulação com o Senado para os planos de ajuste fiscal na área econômica e, nos próximos dias, deve procurar senadores da base aliada para tentar manter os seus vetos a itens da pauta-bomba. De acordo com o Painel da Folha, a equipe do governo centrará esforços no Senado, onde seria mais fácil evitar derrotas.
 
Antes de conversar com cada um dos senadores, a presidente teria pedido uma lista de pontos pendentes de negociações com esses parlamentares à sua equipe de articulação política. A votação dos vetos está prevista para a próxima semana, e Dilma tem poucos dias para tentar o apoio.
 
O presidente do Senado, Renan Calheiros, já demonstrou abertura de diálogo. Nesta quarta-feira (16), posicionou-se favorável à discussão dos cortes anunciados pela presidente da República na segunda-feira (14). 
 
Apesar de ter visto com resistências o aumento dos impostos, afirmando que será uma “tarefa difícil”, Calheiros mostrou-se ciente da necessidade de o Congresso conduzir a questão. “Há uma resistência histórica do Congresso Nacional a elevar a carga tributária e a criar impostos. As pessoas, e eu, sobretudo, preferem que se faça corte profundo [de despesas]. Não temos, do ponto de vista do Congresso, como predizer o que vai acontecer, se a situação melhorou ou se agravou”, disse, pela manhã.
 
Depois de encontrar-se com governadores de sete estados, o presidente do Senado afirmou que “o fundamental é ouvir todos, ouvir os governadores, recolher pontos de vistas, melhorar as propostas e ver, do ponto de vista do Legislativo, o que é possível fazer”. “Eu acho que o Legislativo, com bom senso, tem que encaminhar essas questões”, completou.
 
Ainda assim, lembrou que as decisões que sairão do Congresso dependem, originalmente, do que for decidido na Câmara, onde o Planalto deve enfrentar as maiores dificuldades para aprovar suas medidas de ajuste econômico. 
 
Calheiros disse que “não é prudente predizer o que vai acontecer”, já que essas matérias começam a tramitar na Câmara dos Deputados. “Elas chegarão ou não ao Senado dependendo dessa travessia na Câmara, então não é prudente antecipar passos”, afirmou.
 

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