Cunha boicota sessão desta noite; governo admite que votação pode ficar para amanhã

O deputado Eduardo Cunha, líder do PMDB, orientou sua bancada a não comparecer a votação da MP dos Portos (Medida Provisória 595) marcada para o começo desta noite. A posição oficial do parlamentar, divulgada por meio de assessoria, é que há orientação aos correligionários de boicotar a votação na sessão extraordinária desta segunda-feira e forçar o adiamento para amanhã. A assessoria informou, ainda, que não é do interesse de Cunha “emperrar” a votação, mas que a MP seja apreciada em plenário apenas amanhã.

A ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, admitiu, após reunião com a base aliada na tarde desta segunda-feira (13), na liderança do PT na Câmara, que a votação da MP dos Portos pode ficar para amanhã. A votação, contudo, segue marcada para às 18h desta segunda-feira, em sessão extraordinária do plenário da Câmara convocada desde a semana passada pelo presidente Henrique Alves.

Eduardo Cunha é um dos deputados da base aliada que não concordam com o texto aprovado pela comissão mista que discutiu a MP. Ele disse que vai continuar defendendo a sua emenda, que reúne pretensões do PMDB, PSB, PDT e DEM, contra a posição do governo. A emenda foi responsável pelo encerramento da votação na última quarta-feira, quando o líder do PR, deputado Anthony Garotinho (RJ), disse que a emenda transformaria a MP dos Portos em “MP dos Porcos”.

Há uma reunião da base do PMDB para discutir a questão marcada para esta terça-feira (14). Eduardo Cunha afirmou que, caso a sigla opte, ele poderá retirar a emenda. “Se a opinião da maioria for contrária, vou respeitar”, afirmou.

Apesar das incertezas, a ministra Ideli Salvatti mantém o discurso otimista do governo frente à aprovação da MP ainda esta semana, tanto na Câmara quanto pelo Senado. “Vamos votar, e acredito que, como não nos faltou apoio em medidas anteriores tão delicadas quanto essa, não nos faltará também na medida dos portos”, afirmou a ministra. Se não for aprovada até quinta-feira (16) pelas duas Casas do Congresso Nacional, a Medida perderá validade e o Governo Federal ficará impossibilitado de editar nova medida similar este ano.

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