Governo não tem 100% de garantia de aprovação da Reforma da Previdência


Foto: Planalto
 
Jornal GGN – A Reforma da Previdência já tem data marcada para votação na Câmara dos Deputados: será nos dias 18 e 19, última semana de atividades parlamentares antes do recesso legislativo. A conclusão do tema, colocando-o em pauta no Congresso, foi feita após a contagem de votos que o governo já tem garantido para a aprovação da matéria. 
 
Por outro lado, inseguranças e por se tratar de medida impopular, tanto o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), quanto Temer preferem manter a cautela e não vem se manifestando sobre o tema, apesar da própria agenda de ambos entregar as articulações intensas nestes últimos dias.
 
Maia encontrou-se com o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, na capital paulista, nesta segunda (11). Abordado por jornalistas, afirmou que colocará a palavra final sobre quando a reforma será votada pela Câmara até quarta-feira (13) com o presidente.
 
“Olhando de hoje para a próxima terça-feira (19), não é fácil votar esta matéria”, disse. Ressaltou que se “não é fácil votar na próxima semana”, da mesma forma o governo e interessados na aprovação não têm muitas alternativas: “Se não conseguirmos votar neste ano, este tema não sai da pauta em hipótese nenhuma”.
 
A mesma cautela foi mantida pelo mandatário peemedebista, neste domingo, afirmando que está otimista de a pauta passar pela Câmara ainda neste ano, mas não fechou a possibilidade de ir para o próximo.
 
“Eu suponho que talvez seja possível [votar em 2017], mas, se não for, vamos encerrar a discussão ainda neste ano, e essa matéria da Previdência não vai parar. Se não for neste ano, será no início do ano que vem”, disse, durante conferência da Organização Mundial do Comércio (OMC).
 
Já o em breve ministro da Secretaria de Governo, deputado Carlos Marun (PMDB-MS), disse que se a reforma da Previdência não conseguir ser votada na próxima semana, terá perdido uma “batalha”, mas não a “guerra”.
 
Ao assumir a pasta de articulação política nesta quinta-feira (14), Marun estampou como um de seus objetivos a tentativa de mobilização para colocar a pauta na agenda da Câmara, com a garantia de votos suficientes, na próxima semana.
 
“Eu assumo quinta-feira com o objetivo de contribuir para que nós votemos na semana que vem. Sem dúvida alguma, se não conseguirmos, eu vou sentir a verdade: que nós perdemos uma batalha, mas não termos perdido a guerra”, disse Marun, nesta segunda.
 

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4 comentários

  1. Governo?

    Governo, doravante nomeado: “Golpistas no Governo”.

    Tenho visto e ouvido que referenciam o bando que se apossou do estado brasileiro como “Governo”. Afronta o léxico.

    Governo, numa democracia, é escolhido pela maioria do povo. Desde quando um grupelho de paneleiros teleguiados pela mídia golpista é maioria?

    Mais fidedigno seria tratar os bandidos no poder de “Golpistas no Governo”.   

  2. Parece que o Governo não tem

    Parece que o Governo não tem os VOTOS para aprovar a reforma. Nenhuma novidade. Partidos que votaram CONTRA o Governo nas duas denuncias e agora não prometem votar pela Reforma CONTINUAM com cargos rendosos, o campeão é o Ministro da Ciencia e Tecnologia, Inovação e Telecomunicações GILBERTO KASSAB, não entrega nada, dos 38 votos de seu partido-ficção PSD, não consegue mais do que NOVE para votar pela Reforma, já nas duas denuncias Deputados que votaram CONTRA o Presidente Temer nas DUAS DENUNCIAS, como o Deputado goleiro Danrrlei, do Rio Grande do Sul,  que  continua com a estrategica empresa CIETEC, unica fabricante nacional de chips, de porteira fechada, com mais de 30 nomeações de alta remuneração, nenhum remotamente especialista no ramo da empresa, um ex-presidiario, pessoal do nivel de vestiario de clube de futebol, uma empresa de altissima tecnologia que tinha como presidente um engenheiro eletronico com mestrado na França, especialista exatamente no ramo da empresa, jogou-se fora a diretoria tecnica para atender o deputado-goleiro.

    O riquissimo Ministerio tem 29 orgãos e estatais, tudo aparelhado nessa base , não há a minima preocupação com o interesse publico, com o curriculo, com a qualificação e para cumulo do absurdo, essa turma VOTA contra o Presidente SEMPRE.

    Qual seria a logica dessa equação politica?

     

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