Guedes e militarismo colocam isolamento de Bolsonaro em xeque

Congresso questiona governo, que vê um ministro estratégico se colocar contra trabalhadores por duas vezes em poucos dias

Foto Divulgação

Jornal GGN – O governo Bolsonaro deu a entender que seu plano para o ano é o chamado isolamento de resultados, o que ganhou força principalmente após a aprovação da reforma da Previdência.

Os vetores do governo seriam o ministro da Economia, Paulo Guedes, agindo como garoto-propaganda a favor das reformas, e a falta de cuidado no tratamento com o Congresso. E o plano de Bolsonaro vinha dando certo até o momento – mantendo um terço do eleitorado a seu favor, mesmo sendo o presidente mais mal avaliado da história recente nesta fase do mandato, e que ainda não vê um adversário com viabilidade comprovada.

Como explica Igor Gielow em seu artigo no jornal Folha de São Paulo, esse plano contou com um Congresso que fez avançar uma agenda que o mercado quer crer ser de Guedes – mas que é de Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara dos Deputados -, mesmo com Bolsonaro tratando o Parlamento a chutes e agradando sua audiência, uma vez que ele prometeu evitar o chamado toma-lá-dá-cá.

O presidente sinaliza que essa fórmula deve dobrar, principalmente com a intervenção militar na Casa Civil por meio da nomeação do general Walter Braga Netto, e que terá o auxílio do almirante Flávio Rocha para lidar com as questões gerenciais do governo. E a articulação política seguirá manca, à exceção de um limitado balcão coordenado pelo cada vez mais influente general Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo).

Em meio a esse cenário, entram as declarações de Paulo Guedes – segundo Gielow, “a frase sobre empregadas indo à Disneylândia logo após chamar servidores de parasitas custaria a cabeça de qualquer autoridade na civilização almejada pelo ministro brasileiro”.

Além disso, Bolsonaro tem acumulado fracassos gerenciais, como o fiasco do Enem, sem citar as decantadas questões de imagem externa negativa e seus impactos em investimentos.

“O Congresso sente cheiro de sangue. Se já não auferia grandes vantagens por ser sócio do bolsonarismo, não jogará contra sua péssima imagem passando pano para preconceito de classe —não há eufemismo politicamente palatável, como havia no caso dos parasitas, para o que Guedes disse”, pontua o articulista.

Com informações da Folha.

6 comentários

  1. Bom dia, Nassif;
    Você está sabendo da demissão de ADELZON ALVES da Rádio Nacional? ao que tudo indica, por perseguição política. Se possível, dê uma força para o seu fã.
    José Rildo

  2. Ora…….pensam que enganam quem???

    É o congresso inteiro contra os trabalhadores e classes mais vulneráveis……em vez de cortar de quem não tem ou trabalha, deveriam dar o exemplo, o país não pode mais conviver com um congresso ineficiente, que custa de 10 bilhões ao ano para o contribuinte, que parece uma escolinha com seus dois meses de férias, inchado, sem controle de produtividade…..é um congresso que aponta o dedo e retira direitos, mas que se recusa a se enquadrar nas proprias regras quer impor aos outros….e coloquem a oposição canalha e fingida nessa conta……..

    • Dizem que o judiciário brasileiro custa cerca de 1,8% do PIB. Se isto for verdade é o equivalente a R$ 90 bilhões ao ano, considerando um PIB de R$ 5 trilhões.
      Para que serve mesmo o judiciário brasileiro?
      R. dar aparência de legalidade a golpes de estado, legalizar golpes contra direitos trabalhistas, proteger os ricos e seu patrimônio, fazer negociatas com processos selecionando o que vai ser julgado e o que não, e, acredito eu, até como a demanda será julgada.
      Enfim , o judiciário é uma VERDADEIRA DESGRAÇA PARA O PAÍS.

  3. Congresso é uma fraude…
    antro de lobistas e interesseiros negociáveis por não desempenharem com independência os deveres que lhe são atribuídos pelo voto para defender e resguardar os interesses do povo

  4. Simplesmente não me importo que Guedes, Bolsonaro e o Congresso se coloquem contra os trabalhadores.
    Até mesmo pelo motivo… quem os colocou lá?
    Está complicado… a “esquerda” lacradora (pequeno-burguês é old fashion), evangélicos terraplanistas (pênis é costela, ou será malformação?), cidadãos masoquistas… não fazem parte do bestiário de Borges.

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