Maia volta atrás e pede diálogo para reforma da Previdência

Rodrigo Maia pediu neste sábado (23) a manutenção do diálogo entre os poderes executivo e legislativo

Após almoço com o presidente Jair Bolsonaro, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, fala com a imprensa

Da Agência Brasil

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, pediu neste sábado (23) a manutenção do diálogo entre os poderes executivo e legislativo com a intenção de favorecer a aprovação da Reforma da Previdência. Ao lado do governador de São Paulo, João Doria, com quem almoçou na capital paulista.

“Nós precisamos manter o diálogo para mostrar para a sociedade que essa reforma vem numa linha objetiva de reestruturar o sistema previdenciário de, principalmente, cobrar mais dos que ganham mais, uma alíquota maior, e menos dos que ganham menos, uma alíquota menor”, disse Maia.

O presidente da Câmara disse que irá continuar a convencer parlamentares sobre a importância da aprovação do texto, mas não quis opinar sobre a maneira que o governo federal deverá participar do processo.

“Eu continuo defendendo, mostrando aos parlamentares a importância da matéria. E nós temos que olhar para frente, a aprovação da Previdência é decisiva para o futuro do Brasil”.

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Doria disse que o momento é de serenidade, equilíbrio e de diálogo. Ele defendeu harmonia entre os poderes. “Entendemos que é importante que o poder executivo, que o governo do presidente Jair Bolsonaro compreenda a importância de uma relação harmônica com os poderes, a começar com o poder legislativo, mas também com o poder judiciário, e com os membros do executivo, onde se destacam os governadores do Brasil.

Autor do convite ao presidente da Câmara para o almoço, João Doria defendeu a liderança de Rodrigo Maia no processo de aprovação da Reforma da Previdência, e alertou que, caso a matéria não seja aprovada em 2019, o país poderá “padecer”.

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“Se ela não for aprovada esse ano, o Brasil terá seríssimos problemas fiscais, inclusive os governos estaduais, os governos municipais e o federal. E o Brasil deixará de receber bilhões de reais de novos investimentos tanto de investidores nacionais, mas principalmente dos internacionais.

“Quem pagará a conta desse desastre? Será o povo brasileiro, porque nós não vamos gerar novos empregos, novas oportunidades, renda, e o Brasil vai padecer”, acrescentou.

O governador de São Paulo negou que esteja buscando ser uma liderança no processo de aprovação da reforma, mas que está colocando a força do estado paulista para apoiar. “Eu sempre disse que queria ajudar e quero ajudar. Eu não preciso liderar. A liderança cabe ao Congresso Nacional, aqueles que estão lá como nossos representantes na Câmera e no Senado. Agora, vamos colocar a força de São Paulo”.

Doria disse que o momento é de serenidade, equilíbrio e de diálogo. Ele defendeu harmonia entre os poderes. “Entendemos que é importante que o poder executivo, que o governo do presidente Jair Bolsonaro compreenda a importância de uma relação harmônica com os poderes, a começar com o poder legislativo, mas também com o poder judiciário, e com os membros do executivo, onde se destacam os governadores do Brasil.

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18 comentários

  1. Depois de Temer ninguém imaginou que poderia piorar. Veio Bolsonaro. Quando parecia que chegavamos ao fundo do poço, imagine Doria presidente!

  2. Esses políticos são teleguiados do mercado podre, obedecem aquela meia dúzia de banqueiros que vivem preocupados com as contas públicas enquanto recebem centenas de bilhões sem pagar um centavo de impostos…….esses são os verdadeiros inimigos do país………..

    • Nós progressistas de esquerda sempre achamos que a humanização dos humanos pode desabrochar num político da direita. Mais um ledo engano. Porra, tá difícil de acreditar em alguém que votou no carcará libidinoso.

  3. Estão querendo enfiar goela abaixo esta reforma, onde a maioria dos trabalhadores da iniciativa privada serão os únicos prejudicados, mas para os militares a coisa é frouxa e benéfica, ainda mais que sabemos que a previdência é superavitaria no steror privado, já o setor público é deficitária, sempre é assim neste pais.

  4. Está na hora de tirarmos a máscara dessa gente. Vamos radicalizar e propor de vez acabar com qualquer contribuição previdenciária. Cada um que faça a sua se quiser fazer.
    Será que eles topam? A verdade é que essa gente está se lixando para o país.Estão de olho é na captação trilionária de recursos para emprestar a juros extorsivos.
    Fim da contribuição já!

  5. Duvido muito que consigam aprovar…
    principalmente se seguirem com este papo de jogadores do mercado financeiro, cujas projeções futuras, com ou sem reforma, seguem praticamente inalteradas e com previsão de retorno positiva

    isso é coisa de representantes de jogadores que querem ganhar muito mais e rapidamente ante uma turbulência política que se avizinha e que, diga-se de passagem, não existia quando conseguiram aprovar a reforma trabalhista

    mas sem revolta popular e uma greve geral, o verdadeiro temor dos jogadores de ocasião, talvez consigam aprovar com a mesma distribuição de dinheiro sujo que municiou o golpe contra Dilma, o já famoso “rachid” com dinheiro do povo brasileiro

  6. Cobrar alíquota de 7,5% de quem ganha um salário mínimo e uma alíquota 8% para quem ganha a partir do teto constitucional. Eu prefiro ganhar no limite do teto constitucional e pagar o dobro da alíquota de quem ganha um salário mínimo.

    Quem será o destinatário da economia que será eventualmente feita com a aprovação da reforma da previdência?

  7. Naldo, a questão dos Banqueiros que vc levantou e exatamente o contrário, quando o governo gasta mais do que arrecada, precisa pegar dinheiro no mercado e pagar juros altos por isso, neste momento que o sistema financeiro se beneficia. O os investidores produtivos aguardam um estado estável e controlado para investir e criar emprego no país.

    • Claudio, os banqueiros já ganham muito dinheiro com os juros que sempre estiveram altos. Aliás, eles continuam faturando muito. O que eles querem agora, além disso, é lucrar com a previdência privada. A referida capitalização, tal como a poupança, terá o rendimento ínfimo para o trabalhador, mas os Bancos já têm os investimentos garantidos para as futuras aplicações.

  8. O que eu entendi nessa proposta e que os pobres trabalhadores continuem bancando as categorias blindadas, como os militares e políticos. Vergonhoso e degradante,.Acorda povão ou jamais viverão uma democracia plena!

  9. Não vejo privilégio para os MILITARES, se quer igualdade entre todas as categorias, então que passe a dar os mesmos direitos. A respeito cito: Fundo de garantia; adicional noturno; Vale refeição; transporte; aux. pericolosidade; salubridade; pis; direito a greve; a exercer outra atividade…entre outros.
    Vale ressaltar que os bombeiros militares que ate hj estao em Brumadinho, estão com o salario parcelado e sem o 13 ate hj…Qualquer outra categoria ja teria parado e feito greve…
    ENTÃO, CADE O PREVILEGIO?

  10. É lamentável certos comentários creio que para fazerem uma critica concreta tem que ler o projeto da reforma da previdência e não critica,r por simplesmente ouvir boatos que surgem na mídia onde muitos dizem quanto pior melhor, agindo não como um verdadeiro Patriota em defesa de nosso maravilhoso Brasil estou desempregado sofri um AVC hemorrágico 4 anos cortado do INSS VIVENDO COM O Salario minimo de mina Esposa más estou aqui para apoiar a reforma da Previdência dando um pouquinho do meu sacrifício para ajudar o futuro de nosso POVO QUERIDO!

  11. A IMPORTANCIA QUE ELES QUER DAR A ESSA REFORMA É SIMPLESMENTE PARA FAVORECER OS BANQUEIROS OS MILITARES E OS SONEGADORES DE PLANTAO. SE REALMENTE QUISSESE FAZER UMA REFORMA SERIA? A CCJ NÃO TERIA SOMENTE POLITICOS DOS PARTIDOS ALIADOS DO GOVERNO.SE NAO ACREDITA? VEJA OS PARTIDOS QUE FAZEM PARTE DO CCJ PELO GOOGLE

  12. + comentários

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