Não tem nada de irregular nas trocas da CCJ, diz Eliseu Padilha


Foto: acervo Ivan Valente

Por Daniel Isaia 

O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse hoje (14) que não houve irregularidades nas trocas realizadas na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados antes da votação que rejeitou a denúncia por corrupção passiva contra o presidente Michel Temer.

Em entrevista à Rádio Gaúcha de Porto Alegre, Padilha disse que a troca de parlamentares foi promovida pelos partidos que fecharam questão contra a aceitação da denúncia.

“Os partidos PMDB, PP, PR, PRB e PSD fecharam questão, ou seja, todos os parlamentares destas legendas eram obrigados a votar conforme a orientação do partido. Como havia alguns com dificuldade de assimilar essa orientação partidária, eles foram substituídos. Colocaram-se outros que tinham posição garantida, porque iriam lá responder conforme a orientação do partido”, explicou.

O ministro disse que a vontade dos partidos que integram a CCJ era majoritariamente pela rejeição da denúncia: “Não tem absolutamente nada de irregular nisso. A base disso é o regimento interno da Câmara, que prevê que o líder indica e substitui os parlamentares nas comissões. Absolutamente normal do jogo político”.

Na última quarta-feira (12), o deputado Sergio Zveiter (PMDB-RJ), relator da denúncia contra Temer, criticou a troca de parlamentares na CCJ e acusou o governo de comprar votos em troca da liberação de emendas. Padilha minimizou a acusação. “Se ele [Zveiter] tivesse certeza disso, teria entrado com algum tipo de ação contra o governo”, disse.

Eliseu Padilha ressaltou que o Planalto não está utilizando recursos públicos para atender a interesses políticos. “O governo está usando o orçamento da forma como entende ser a mais correta de governar. Está fazendo com que tenha muitos avanços, não vamos nos esquecer de tudo o que vem sendo feito”, disse o ministro.

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4 comentários

  1. Cunha delata compra de votos para o Impeachment!!! GOLPE TOTAL!

    Aguardo um Xadrez memorável sobre Cunha entregando a compra de votos para o Impeachment da Dilma.

    ESSA É A MAIOR AFRONTA A DEMOCRACIA BRASILEIRA DESDE A REDEMOCRATIZAÇÃO!!!

     A imprensa terá dificuldades para tentar passar um certo ar de normalidade a esse evento.

    Durante o mensalão, a imprensa elevou a compra de votos de parlamentares quase que a crime hediondo: “interferiram na democracia”.

    O Mensalão porém, foi feito para aprovar projetos de interesse do país no jogo político brasileiro… nesse caso, a compra de votos teve interesse partidário descarado.

    CUNHA SETENCIOU: FOI GOLPE!!! NÃO EXISTE CONTRA-ARGUMENTO CONTRA ISSO!

    • Como diz o comentario do

      Como diz o comentario do Gilson AS, assim é a politica. Depois do assassinato do Imprador de Roma Pertinax em 193

      a Guarda Pretoriana colocou o trono à venda por alto preço. O Presidente Lincoln para ver aprovada a abolição da escravatura

      nos EUA teve que pagar um a um os confressistas. Politica limpinha só na Suiça, depois da meia noite.

  2. Concordo com o Padilha
    Concordo com o Padilha golpista.
    Isso é fazer política. Não adianta mi, mi,mi.
    Os golpistas tem a prerrogativa de mudar quem eles quiserem. Eles estão certos, estão defendendo o lados deles.
    Que a oposição de merda faça o mesmo, POLITICA.Tem que parar de encher o saco do STF como criança chorona.
    Carmem Lúcia nem deu bola a esses otários que foram reclamar no STF sobre o troca troca na comissão.
    Foi curta e grossa ” isso é problemas da casa legislativa ” Está certa !!
    A oposição de bosta tem que fazer um curso com o Cunha, como se fazer política na casa legislativa. São muitos fracos. O PT é o pior. Só vive chorando, pqp !
    A política é a arte de comer merda sem sentir o cheio. Os golpistas são craque nisso .

  3. Memória de canalhices

    A última vez que houve substituição em massa na CCJ, com o objetivo de mudar o resultado de uma votação,foi no governo do marechal Costa e Silva, em dezembro de 1968. Só não trocaram o presidente da CCJ, o honradíssimo Djalma Marinho, deputado pelo Rio Grande do Norte. E a canalhice de nada adiantou: embora a CCJ tivesse votado contra o Márcio Moreira Alves, o plenário da Câmara, sob a batuta do oposicionista Mário Covas, decretou sua absolvição. Então, na mesma noite  veio o AI-5.

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