Parlamentares defendem que eleição de Biden exige mudanças no Itamaraty

Para 90,7% dos deputados e senadores, vitória de Joe Biden sobre Trump nas eleições presidenciais dos EUA exigirá mudanças na política externa brasileira

Foto: Alan Santos/PR

Para 91% dos líderes no Congresso, eleição de Biden exige mudanças na política externa brasileira

Da Necton Investimentos

Já opinião de deputados e senadores sobre os impactos das eleições municipais no governo Bolsonaro está dividida, aponta pesquisa da Necton Investimentos

A vitória de Joe Biden sobre Donald Trump nas eleições presidenciais dos Estados Unidos exigirá mudanças na política externa brasileira, segundo 90,7% dos deputados e senadores ouvidos em pesquisa realizada sob encomenda da corretora Necton Investimentos em parceria com a Vector Relações Governamentais. Apenas 9,3% acreditam que não serão necessárias alterações.

Já a opinião dos congressistas sobre os impactos das eleições municipais no governo Bolsonaro está dividida. Para 28,6%, o governo sairá enfraquecido e, para outros 27,2%, fortalecido politicamente. Já 35,7% acreditam que não há relação entre as eleições nas prefeituras e o governo federal.

Foram ouvidos para a pesquisa 54 líderes e vice-líderes entre os dias 3 e 9 de novembro.

Conforme os resultados, 62% dos deputados e senadores estão otimistas com a recuperação da economia brasileira em 2021, e 78,4% acreditam que a agenda econômica do governo está correta, maior patamar desde o início das sondagens, em julho deste ano. A nota média dos parlamentares para a atuação do ministro da Economia Paulo Guedes foi de 5,7.

Além disso, 64,8% dos congressistas ouvidos acreditam na possibilidade de privatização de alguma empresa até o final do governo de Jair Bolsonaro, com maior chance para os Correios (22,2%) e Eletrobrás (20,4%).

Ainda de acordo com o levantamento, 80,8% dos congressistas acreditam na possibilidade de aprovar o orçamento da União de 2021 ainda neste ano. Em relação ao projeto Renda Cidadã, 51,9% avaliam que será aprovado ainda em 2020 em pelo menos uma das casas, mas para 72% o pagamento do benefício não justifica o rompimento com o teto de gastos.

Para 53% dos parlamentares é possível aprovar ainda neste ano a PEC Emergencial. Percentual semelhante – 53,7% – acredita que a Lei do Gás também passa em 2020. Já para 50,1% dos ouvidos não será possível aprovar neste ano a Lei da BR do Mar (Programa de Estímulo à Navegação de Cabotagem), e 52,7% não acreditam que a Lei do Novo Marco Ferroviário passe em 2020.

Em relação à reforma tributária, 83% acham que será aprovada no primeiro semestre de 2021 em pelo menos uma das casas. E 75,8% acreditam que no mesmo período a reforma administrativa passará na Câmara ou no Senado Federal.

Sobre a sucessão na Câmara Federal, 15,9% dos deputados apostam na eleição de Arthur Lira. Rodrigo Maia e Baleia Rossi aparecem empatados com 9,1% cada, enquanto Marcos Pereira tem 6,8% e Marcelo Ramos, 4,5%. Não sabem ou não responderam 52,3%. Para a sucessão no Senado, 40% dos senadores acreditam na reeleição de Davi Alcolumbre. Não sabem ou não responderam 50%.

 

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