Partidos disputam comissões lideradas por aliados de Cunha

Jornal GGN – Após as denúncias de corrupção contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), seus adversários tentam assumir comissões que hoje estão ocupados por aliados do peemedebista. A principal é a Comissão de Constituição de Justiça (CCJ), que tem papel importante no processo de impeachment. 

Além da CCJ, que é alvo de disputa interna do próprio PMDB, outra comissão é a de Finanças e Tributação, considerada a segunda mais importante da Câmara, disputa pelo ex-ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), apoiado por Cunha, e pelo deputado Esperidião Amin (PP-SC).

Do Estadão

Partidos disputam comissões de Cunha

Após virar alvo de suspeitas e acusação na Lava Jato, presidente da Câmara vê domínio da CCJ ameaçado por adversários

O enfraquecimento político do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), diante das denúncias de corrupção contra ele, fez com que seus adversários comecem a articular a ocupação de espaços hoje nas mãos de aliados do peemedebista nas comissões permanentes da Casa. O principal alvo é a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), considerada a mais importante e com papel essencial no processo de impeachment, uma vez que recursos apresentados no plenário são avaliados pelo colegiado.

No ano passado, Cunha ofereceu a comissão ao PP para obter o apoio da legenda à sua eleição para a presidência da Câmara. Vitorioso e no auge de sua força política, articulou a eleição de Arthur Lira (PP­-AL) para a comissão. Este ano, porém, o líder do PMDB, Leonardo Picciani (RJ), adversário de Cunha e contrário ao impeachment da presidente Dilma Rousseff, tem oferecido a correligionários a presidência do colegiado em troca de apoio para ser reconduzido ao posto. A estratégia foi replicada por Leonardo Quintão (PMDB-MG), adversário na disputa pela liderança do partido e ligado ao grupo de Cunha.

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Com a segunda maior bancada desse bloco de 14 legendas, o PP, por exemplo, tenta assumir a presidência da Comissão de Finanças e Tributação, considerada a segunda mais importante da Câmara. Cunha apoiou e conseguiu eleger a correligionária Soraya Santos (PMDB­-RJ) em 2015. Neste ano, o candidato ligado a ele, o ex­-ministro das Cidades Aguinaldo Ribeiro (PP­-PB) enfrenta internamente o deputado Esperidião Amin (PP-­SC).

A avaliação geral é de que essas disputas só são possíveis diante do enfraquecimento de Cunha, que corre o risco de ser afastado do cargo pelo Supremo Tribunal Federal, pelo envolvimento em fatos apurados pela Operação Lava Jato. A análise dos líderes é de que o presidente da Câmara terá muita dificuldade em eleger seus candidatos para os colegiados. Desta forma, aumentará a disputa entre oposição e governo pelas comissões estratégicas. “Vai ter muita reivindicação de comissão”, reforça o líder do governo, José Guimarães (PT-­CE).

Oposição. O cenário anima até a oposição. “O ano passado foi como ele quis”, lembra o líder do PPS, Rubens Bueno (PR). Os oposicionistas estão convencidos de que é importante impedir que Cunha atue para eleger um de seus aliados principalmente para a CCJ, colegiado que terá o poder em 2016 de barrar o processo por quebra de decoro parlamentar contra ele no Conselho de Ética. “Todos nós vamos buscar um novo caminho. É importante que não seja o caminho do Eduardo Cunha, que não tenha vinculação com o esquema montado por ele (para conseguir a presidência da Casa)”, afirma Bueno.

A oposição acredita que vive seu melhor momento em 14 anos e que seu empoderamento poderá levar o grupo a lançar candidaturas próprias para os postos-­chave da Casa, inclusive a CCJ. “A oposição tem de avaliar o momento, aproveitar o fortalecimento do bloco e o enfraquecimento do governo. Negociando ou disputando, que aumente seu cacife no comando das comissões”, diz o líder do DEM, Mendonça Filho (PE).

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A renovação do comando das 23 comissões permanentes só deve acontecer após o carnaval. Cunha já anunciou, porém, que somente fará eleições quando o STF esclarecer alguns pontos levantados após o julgamento do rito de impeachment da presidente Dilma Rousseff. O peemedebista alega que não ficou claro se poderá haver eleição nas comissões com voto secreto e se candidaturas avulsas poderão ser apresentadas.

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5 comentários

  1. Não entendo…

    Como é que o Delcídio está na cadeia por um telefonema concernente planos de fuga nunca postos em prática, o Collor arrisca a cassação e esse cara continua liderando o Congresso, e todos (deputados, jornalistas, moralistas de plantão) com a maior cara de paisagem?

    Será que eu que sou lenta na compreensão da Lei deste país?

  2. Terceirização e política.

    Me pergunto se diante de um PMDB dividido ao meio, várias legendas de aluguel, se o PSDB vai continuar terceirizando a luta. Até o momento preferiu se esconder atrás de Cunha.

  3. vinte anos de prisão.
    no you

    vinte anos de prisão.

    no you tube, uma grande hionenagem ao cunha

    da grande dupla sertaneja  nenete e dorinho

  4. depois de vinte anos de

    depois de vinte anos de prisão com nenete e dorinho

    resta ao cunha  curtir a “taça da dor”, com pedro bento e zé da estrada,

    um clássico do brasil  profundo….

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