Quem tem medo da bancada evangélica?

Posições sobre moralidade e política no eleitorado brasileiro, no Congresso Nacional e na Frente Parlamentar Evangélica. Por Reginaldo Prandi e Renan William dos Santos

Foto: Divulgação/Novembro de 2018

Quem tem medo da bancada evangélica?

Por Reginaldo Prandi e Renan William dos Santos

Publicado na Revista Tempo Social, em 2017

“Se há uma verdade que a história pôs fora de dúvida é a de que a religião engloba uma porção cada vez menor da vida social. Originalmente, ela se estende a tudo; tudo o que é social é religioso, as duas palavras são sinônimas. Depois, pouco a pouco, as funções políticas, econômicas e científicas se emancipam da função religiosa, constituem-se à parte e adquirem um caráter temporal cada vez mais acentuado. Deus, se é que podemos nos exprimir assim, que antes estava presente em todas as relações humanas, retira-se progressivamente delas; ele abandona o mundo aos homens e a suas disputas.” Émile Durkheim, Da divisão do trabalho social (2008, pp. 151-152).

Muito se tem dito sobre uma suposta influência crescente das religiões na política brasileira contemporânea. O principal sujeito dessa empreitada tem nome: a bancada evangélica. Trata-se de um grupo suprapartidário, composto por congressistas liga-dos a diferentes igrejas evangélicas, tanto do ramo histórico ou de missão como do pentecostal e neopentecostal, que atuariam em conjunto para aprovar ou rejeitar a legislação de interesse religioso e pautar diversas discussões no parlamento brasileiro. Seu nome oficial é Frente Parlamentar Evangélica, mas essa frente é correntemente chamada de bancada evangélica pela mídia, pela literatura científica, pelo Departa-mento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) e por seus próprios membros.

A bancada evangélica surgiu com a eleição da Assembleia Constituinte, no final de 1986, já com uma característica bem marcada e que permanece até hoje: não é política nem ideologicamente homogênea, mas é, de forma geral, conservadora. Esse ativismo conservador evangélico traz para a luta política demandas moralistas que são reivindicações reais dos setores populares, não habituados a separar as esferas da política e da moralidade privada (Pierucci, 1996a, pp. 165-166).

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11 comentários

  1. Respondendo à pergunta do título:
    Eu tenho.
    A bancada evangélica é uma praga que começa com uma coceirinha.
    Quando se dá fé, o corpo já está todo comprometido.
    Se não nos cuidarmos todo o nosso corpo social será devorado como a sarna devora um cão sem dono.

  2. Deus é maior! E c Deus tem 1 povo, está sendo representado pela bancada evangélica! Só depois q o Espírito Santo for tirado da terra(arrebatamento do povo de Deus), é q o congresso faz o q qr. Rebola, rebola, rebola, + vai tr q esperar!

    • Tomara que esse dia chegue logo e que seu povo seja arrebatado para ir morar no seio de abraão.
      Por enquanto seu povo está mamando nas tetas do governo.

  3. Concordo plenamente com voce Amaraisa,o estado e laico e laico deve sempre ser,ninguem tem que concordar com religiao de ninguem,quem quiser acreditar em religiao que procure uma. Politica nao e lugar de religiao e muito menos para querer impor suas crencas ou dogmas.

  4. Só considero que foi deixado de ampliar quem de fato forma a bancada evangélica. Visto que a mesma a partir das pautas que defendem, tem o apoio não só de partidários evangélicos, como também católicas, espíritas e entre outras.

  5. Essa bancada evangélica é composta de canalhas e aproveitadores. Se falou em guerra e o que ele fez para nós proteger? A reforma da vindo aí para tornar o trabalhador e, os mais pobres escravos e o que essa bancada tá fazendo em favor dos trabalhadores? Nada, estão esperando é propina do governo para aprovar td o que o governo quiser. E eu sou cristão, mas revoltado cm essa bancada.

  6. Luciane, quando um religioso se mete com política, ele dá demonstração que não entendeu a religião, ela tem a função de ligar o homem a Deus e as coisas materiais nos distanciam de Deus, daí os procedimentos espúrios de políticos mesmo quando se diz religioso. São os Judas contemporâneos!

  7. Acredito que o governo deva arrecadar mais, então todas as denominações protestantes devem pagar impostos como qualquer empresa. Porque são empresas. Empresas que exploram os mais humildes fragilizados emocionalmente. Eu torço para Jesus voltar ainda essa noite e levar todo seu povo e deixar na terra nós os pecadores. Lutero deve se contorcer no túmulo pensando: que porcaria que eu inventei, deturparam tudo o que defendi.

  8. A palavra medo,tem a ver com o que penso deles…
    “Milícias Evangelicas”. Se utilizando do “medo” e “ignorância das pessoas ficarem sem a “salvação “,tomam dinheiro,carros,propriedades se utilizando de pregações mentirosa,ideologias de prosperidade,venda de elementos esotéricos e até com rituais de “ressureição “.no fim,estas milícias querem e consegue enriquecer sem guerras,tiros e ao lado do poder !!!!

  9. O Congresso é a casa do CIDADÃO, não é igreja neopentecostal, nem balcão de negócios de milícias. A imparcialidade religiosa deveria ser um fundamento do Congresso, ou nos pareceremos cada vez mais com o Irã e outras republiquetas teocráticas do Oriente Médio.

  10. + comentários

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