Relator da MP dos Ministérios garante a Moro o controle do Coaf

Ministro e ex-juiz não se importou que a demarcação de terras saísse da Justiça e fosse para a Agricultura. Mas se importou com o Coaf

Foto: Divulgação

Jornal GGN – Após sair de uma reunião com o ministro da Justiça, Sérgio Moro, o relator da Medida Provisória que modifica a competência de alguns ministérios pelo governo de Jair Bolsonaro no início do ano, senador Fernando Bezerra (MDB-PE), decidiu manter o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) no Ministério da Justiça e Segurança Pública.

A MP 870 foi publicada pelo governo Bolsonaro alterando os Ministérios. A Funai, por exemplo, foi remetida para o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, e o a demarcação de terras indígenas ficou a cargo do Ministério da Agricultura. Também, em favor a um pedido do ex-juiz da Lava Jato, Bolsonaro decidiu tirar o Coaf da Educação e enviá-lo à Justiça.

Entretanto, diversos parlamentares criticaram essa articulação e pediram que a MP seja modificada no Congresso. A MP perde validade no dia 3 de junho e, até lá, os parlamentares precisam aprovar ou não as mudanças. Por isso, o Coaf poderia voltar à Economia. Mas Moro diretamente pediu que o órgão ficasse sob o seu controle.

Entre as suas funções, o Coaf atua na inteligência financeira do governo federal, em temas como, por exemplo, o combate à lavagem de dinheiro. Mesmo com a pressão de diversos parlamentares para que fosse remetido à Economia, o relator decidiu manter com Moro. O anúncio foi dado logo após Fernando Bezerra se encontrar com o ex-juiz.

“A gente vai manter o Coaf no Ministério da Justiça no nosso relatório. Agora é evidente que precisa fazer um trabalho de convencimento, de mobilização para que nessa matéria, que certamente será destacada no plenário da comissão, o governo possa construir a maioria para a manutenção do Coaf no Ministério da Justiça”, disse o senador.

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Moro, por outro lado, não se preocupou com a saída da demarcação de terras indígenas da Justiça para a Agricultura. “Me parece ponto fundamental para o ministro Moro é manutenção do Coaf no Ministério da Justiça”, explicitou.

 

10 comentários

  1. O Moro é uma fraude moral e intelectual. Eventualmente, o Moro e a corja da Lava Jato serão processados e condenados por terem traido a constituição e a integridade e dignidade do sistema judiciário brasileiro. Dentro e fora do governo Bolsonaro ele já foi desmascarado pelas suas próprias ofensas de delito.

  2. o compromisso desta gente não é com o Brasil. Se a estratégia deles é matar o humanismo, para isto é preciso da metodologia do terror, medo, corromper a lei e a justiça. Por isto órgãos como o Coaf interessam. Pensam assim, com falsas caçadas que estarão fazendo um novo país. Déspotas, cada vez mais precisarão das mentiras, terror e chantagens para se efetivarem no autoritarismo. Poder eles não tem, pois em verdade são fracos e covardes. Como lembrou Lula, não devem dormir de consciência tranquila. Não há como.

  3. Essa sede pela COAF é para inventar mentiras contra adversários políticos principalmente da oposição da extrema direita no qual faz parte, o que vem dele é para ficar atentos porquê desse cidadão somente sai maldades contra seus adversários que ousarem a frustar o sonho político dele em 2022

  4. E esse mesmo Coaf nunca achou nenhum registro de operação financeira em nome do Presidente Lula nem de seus familiares, senão teria sido alardeado igualmente o que fora feito com o filho do “escolhido” mandatário desta nação.

    • Agora vai achar.
      Após garantir a submissão do COAF a moro, algum servidor certamente irá afirmar haver escutado no metrô que Lula, através de Palocci, manteve por anos transações financeiras milionárias.
      Ja outro servidor vai garantir que as denunciadas transações financeiras da familia bozo nao passou de intriga de petistas e outros comunistas.

  5. Se essa reunião do Moro pressionando pra ficar com o COAF não for uma sirene vermelha girando feito louco avisando que vai dar m…, não sei que sinais os parlamentares precisam.

  6. Os mais sigficativos vazamentos da década partiram da coligação comandada e liderada, por Moro. Acredito que se o COAF sair da pasta da justiça, Moro pula fora da canoa furada de Bolsonaro. Porém, se conseguir mantê-lo sob seus domínios, sem dúvidas o alcance do seu poder atingirá limites incalculáveis e, certamente, ameaçaria e alcançaria qualquer humano que se julgue fora da sua área de alcance. Não é por um simples acaso, que ele aceitou o cargo de ministro da justiça de um governo que mostrava todos os indícios de que seria um fiel soldado da injustiça. A aceitação do cargo seria a primeira base de um tripé do projeto de um poder absoluto e difícil de ser revertido. A segunda base é o COAF, e já parecia conquistada até perceberem o perigo de tão poderoso poder ser colocado em mãos de alguém com fama internacional de promover vazamentos inconstitucionais e criminosos de informações e de fazer o seu uso para obter vantagens ilegais, nas abusivas e até ilegais delacões premiadas e não premiadas. A terceira base é o projeto anti-crime contra a corrupção, que muitos o entendem como uma clara intenção de fazer, de seu uso, uma forma de lavagem de crimes a serem praticados, em nome desse alto poder oficial e constituído. Por essas e outras razões, os deputados e senadores devem estar atentos e preocupados com o pode acontecer ao cidadão comum e inocente. Se com altas celebridades políticas, empresariais e militares eles já abusam e praticam delinquências, o que não farão com o cidadão comum, de bem e inocente?

  7. Segundo várias denúncias, os mais sigficativos vazamentos da década partiram da coligação comandada e liderada, por Moro. Acredito que se o COAF sair da pasta da justiça, o ex-juiz Moro pula fora da canoa furada de Bolsonaro. Porém, se conseguir mantê-lo sob seus domínios, sem dúvidas o alcance do seu poder atingirá limites incalculáveis que certamente ameaçariam e alcançariam qualquer humano que se julgue fora do alcance. Não penso ser um simples acaso o fato de ele ter sido convidado e aceito o cargo, após a recusa de outros, mesmo sabendo que o governo mostrava todos os indícios de que seria um fiel soldado da injustiça, até contra a grande maioria dos que lhe confiaram o voto. Acredito que ele construiu um projeto para ser convidado e aceitar o cargo de ministro da justiça, e que após assumi-lo teria cumprido a primeira base do tripé de seu projeto para a conquista de um poder tão absoluto e abrangente, que dificilmente lhe poderia ser tomado ou revertido para qualquer esfera inferior. A segunda base do tripé do seu projeto de poder seria ter o COAF sob seu inteiro e exclusivo domínio. Aliás, essa era uma questão que já parecia plenamente conquistada, até alguns políticos perceberem o perigo com a imensidão do poder colocado nas mãos de alguém com histórico de promover vazamentos de informações sigilosas, de forma inconstitucional e criminosa, para obter vantagens ilegais por meio de abusivas delações premiadas e das não premiadas. A terceira base é o tal projeto anticrime contra a corrupção, que muitos o entendem como uma clara intenção de fazer, de seu uso, uma forma de lavagem de crimes a serem praticados, em nome de esse alto poder constituído. Por essas e outras razões, os deputados e senadores devem estar atentos e preocupados com o que poderá acontecer ao cidadão comum e inocente. Se com altas celebridades políticas, empresariais e militares eles já abusam e praticam delinqüências, o que não farão com o cidadão comum, de bem, desprotegido e inocente?

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