Sobre a reacomodação das bases conservadoras no parlamento, por Lucinei

 
Camarão que dorme a onda leva
 
 
 
Ora, ora, Nassif, uma perspectiva é que foi exatamente essa “configuração social” que se alterou!
 
A fragmentação foi tal que cada setor passou a olhar pro seu umbigo, pras próprias demandas e… tchau pra articulação com as demais…
 
É essa a eterna sina dos partidos trabalhistas no poder e sua relação com “as bases”…
 
Qual o “cimento” entre cada uma das demandas de grupos específicos, um “programa de governo”, um “projeto de país”, uma “coalizão partidária? Isso não está desconecctado do parlamento, não, por mais que a chantagem e o achaque sejam – até mesmo por causa disso – a nota cada vez mais distintiva e a face mais evidente legislatura após legislatura.
 
Veja o exemplo do nosso Gunter Zibell: pra ele o governo “recuou” ou até mesmo “vendeu” – e não, simplesmente, per-deu – a pauta LGBT. Então, tchau!
 
Do meu ponto de vista é uma reacomodação – ou mesmo reação – em bases conservadoras. A “esquerda” esteve no centro do poder federal nestes últios 12 anos e não conseguiu aumentar significativamente sua participação no parlamento, preferiu o executivo. Note que até diminuiu na última legislatura (mesmo com emprego recorde em 2014, bem antes do famigerado “ajuste fisal)!
 
Querem o quê, que a reação fique esse tempo todo olhando a “esquerda”  governar e esperando o poder central cair nas mãos pra se mover? É o contrário. A disputa pela hegemonia se dá de outra forma.
 
Parece até que, no cômputo geral, a direita leu Gramsci melhor, mesmo com todos os preconceitos vulgares (esse é o papel dos “ex-esquerdistas”, aliás, que muitos desprezam).
 
A esquerda que a direita gosta também teve um papel importante no sucesso da reação: enfraqueceu no que pôde e não cresceu nada.

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