Vice-presidente do PSB elogia Maia como candidato a reeleição na Câmara

“A esquerda toda, se formasse um único bloco, teria 135 votos, não precisaria apoiar Maia”, rebate Freixo 
 
Rodrigo Maia (DEM-RJ). Foto: Marcelo Camargl/Agência Brasil
 
Jornal GGN – O governador reeleito de Pernambuco, Paulo Câmara, e vice-presidente nacional do PSB, reafirmou a aproximação do seu partido de Rodrigo Maia (DEM-RJ), que tentará a reeleição à Presidência da Câmara, em fevereiro.
 
Em entrevista à Folha de S.Paulo, o político destacou a importância do posicionamento como forma de buscar “equilíbrio” no Congresso. A presidente do PSB, Luciana Santos, vice-governadora de Pernambuco, também vem elogiando Maia publicamente, mas o partido inteiro, composto por 32 membros na Casa, ainda não tomou uma posição conjunta de apoio ao parlamentar. 
 
Câmara destacou, ainda, que havia expectativa, “desde o final das eleições” de o PSB fazer um bloco junto com o PDT de Ciro Gomes e com o PCdoB de Flávio Dino. “Posteriormente também e depois as conversas com o PT continuam”, disse o governador.
 
“O que tenho colocado muito claramente é que eu não coloco objeção a Rodrigo Maia porque ele foi um presidente que sempre foi muito atento com Pernambuco, atencioso com os governadores do Nordeste, atencioso com os pleitos”, elogiou. 
 
Ao ser questionado a razão de o PSL não apoia um nome da esquerda na Câmara, o governador respondeu “porque não tem um nome colocado”. Em seguida, o Paulo Câmara foi lembrando que o deputado do PSOL, Marcelo Freixo (RJ), está concorrendo, mas contra argumentou que o PSB não pensou em apoiá-lo porque o partido não foi procurado pelos socialistas. 
 
Na última eleição, o PSB fez um retorno à esquerda, após um histórico que incluiu o apoio a Aécio Neves no segundo turno das eleições de 2014 e ao impeachment de Dilma.
 
Quanto à dificuldade de inclusão do PT no bloco que inclui o PDT e o PCdoB, Câmara respondeu que o diálogo com o Partido dos Trabalhadores nunca foi interrompido. “A gente sempre sentou na mesa com o PT e vamos continuar sentando com as pessoas, com os deputados, com a presidente Gleisi, com o próprio Fernando Haddad que hoje é uma expressão maior do PT”.
 
Para Freixo, suicídio da esquerda
 
Até o momento, Rodrigo Maia é o favorito na eleição legislativa e conta com o apoio 12 partidos que, juntos, reúnem 262, dos 513 deputados da Casa. Isso não significa, entretanto, que todos os parlamentares das siglas apoiam em Maia, uma vez que a votação será secreta. 
 
Ao apoiar o democrata, os partidos estão preocupados em garantir uma vaga na Mesa Diretora ou em comissões da Casa. Em termos pragmáticos, isso poderá frear as ambições do governo no Congresso. 
 
Mas, para Marcelo Freixo, essa estratégia de partidos da esquerda, em apoiar a candidatura de Maia, é o mesmo que praticar o suicídio. Em entrevista à Carta Capital, publicada neste sábado (19), o candidato à presidência na Casa pelo PSOL lembrou que Maia claramente apoia o governo Bolsonaro. 
 
“A esquerda toda, se formasse um único bloco, teria 135 votos [do total de 513 parlamentares], não precisaria apoiar Maia. É um número muito expressivo para dentro da Câmara, e que mandaria para as ruas uma forte mensagem de enfrentamento”, explicou, completando que o PT e o PSB estão em conversas avançadas na Casa.
 
No diagnóstico do deputado socialista, os partidos de esquerda precisam “fazer com que o Congresso seja um instrumento de combate à desigualdade social”, avaliando que Bolsonaro não foi eleito pelo antipetismo mas “porque conseguiu caracterizar-se como antissistêmico”, e o antipetismo está dentro desse espectro. 
 
Assim, ao apoiar Maia, os partido de esquerda cometem o mesmo erro que vem cometendo desde 2013, quando a sociedade deixou claro a insatisfação com o sistema vigente.
 
“No momento em que Bolsonaro se elege como sendo esse antissistema, faremos nós uma oposição sistêmica aliados a Rodrigo Maia, ao PP? A pior coisa que podemos fazer neste momento é manter Bolsonaro como sendo supostamente antissistêmico, o que é uma farsa, e nós assumirmos o sistema. Isso é um suicídio para a esquerda”, pondera. 
 

1 comentário

  1. como tudomuitop

    como tudomuitop complexo….

    claro que freio é o nome, digamos,

    mas a turma aí parece que quer sobreviver….

    esse é o ponto….

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