Anvisa contraria Doria, que pode adotar CoronaVac sem autorização da agência

"A aprovação de uma vacina pela autoridade regulatória da China NÃO implica aprovação automática para o Brasil", escreveu a Anvisa

Foto: Wolfgang Rattay/Reuters

Jornal GGN – A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) reagiu à declaração do governador de São Paulo, João Doria, de que a vacina CoronaVac poderá ser adotada mesmo sem a autorização da agência brasileira. “A aprovação de uma vacina pela autoridade regulatória da China NÃO implica aprovação automática para o Brasil”, escreveu a Anvisa.

Doria afirmou que o imunizante desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan, poderá ser válido se aprovado por outras agências regulatórias de outros países, mesmo que a brasileira Anvisa não aprove.

“Os critérios que a Anvisa tem são os mesmos de outras agências de vigilância sanitária que também estão avaliando a vacina CoronaVac nos Estados Unidos, na Europa, sobretudo na Ásia. Se essas agências validarem a vacina, ela estará validada independentemente da própria Anvisa”, havia dito, em entrevista ao jornal Metrópoles.

E a agência respondeu: “É importante esclarecer que o reconhecimento tácito da aprovação por outras agências para registro de vacinas aqui no Brasil não é previsto em lei e pode representar risco à população brasileira”.

Também na nota, a Anvisa contrariou o governador de São Paulo, afirmando que a CoronaVac não está sendo testada nos Estados Unidos e na Europa, somente na China, Turquia, Indonésia e Brasil. E que mesmo aprovada por outros importantes órgãos internacionais, deveria ser aprovada pela Anvisa para ser usada. Não existe, contudo, uma obrigatoriedade legal no que foi defendido pela Anvisa.

A Agência fez questão de minimizar o avanço das pesquisas da vacina chinesa no Brasil, alegando que “até o momento, a Anvisa recebeu somente dados pré-clínicos, que são dados anteriores aos testes com seres humanos, ao contrário do que foi afirmado de que dados referentes à fase 3 já haviam sido entregues” e que “o pacote de informações necessárias para a avaliação da vacina ainda não foi concluído pelo Instituto”.

 

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