Aumento de contágios em SP antes do esperado deve ter volta da quarentena

A antecipação da "segunda onda" da pandemia fez a equipe do governo de João Doria (PSDB) pressionar pela volta do endurecimento das medidas de isolamento

Foto: Mário Oliveira – SEMCOM

Jornal GGN – A segunda onda de Covid-19 no estado de São Paulo estava prevista para ocorrer no fim de dezembro. A antecipação no aumento do número de casos este mês fez a equipe do governo de João Doria (PSDB) pressionar pela volta do endurecimento das medidas de isolamento social.

Conselheiros do governo paulista já teriam alertado para a necessidade da volta das quarentenas, solicitando o retorno ao estágio amarelo, que impõe restrições nos horários de atendimentos de estabelecimentos, além de limite de quantidade de pessoas em um mesmo local. Atualmente, o estado adota a fase verde, que reabre de forma controlada quase todas as atividades.

“Infelizmente está acontecendo em todo o Brasil”, afirmou Doria, em entrevista à Bloomberg, nesta quarta, sobre o aumento do número de casos, a chamada segunda onda da pandemia.

“Temos que reconhecer que as pessoas estão cansadas, exaustas de isolamento, distanciamento, de usar máscaras”, admitiu Doria, antes de acrescentar que o comitê de combate ao novo coronavírus está monitorando o cenário no estado, incluindo a capacidade dos hospitais e leitos, podendo reavaliar a necessidade de voltar a tomar medidas mais duras.

O número de internção por Covid-19 voltou a aumentar, passando a ter 22% a mais do que duas semanas antes, segundo o Secretaria de Saúde do estado. Médicos e especialistas já estariam cobrando desde o início de novembro que o governo reveja o Plano SP sobre as medidas de isolamento.

“O plano São Paulo avalia regiões para evolução da infecção ou sua involução, a evolução ou involução de óbitos e também o número de leitos de UTI e primários. Isso permite uma avaliação diária. Se tivermos em São Paulo que regredir para garantir a vida e a saúde das pessoas, nós o faremos”, afirmou à Bloomberg.

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De acordo com coluna de Monica Bergamo, esse aumento de casos era previsto para ocorrer no final do mês de dezembro e que as eleições podem ter colaborado para aumentar os contágios antes. Para o médico que integra o comitê de combate ao Covid, Geraldo Reple, e comanda a Secretaria de Saúde de São Bernardo do Campo, a segunda onda “é um reflexo da campanha”.

 

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2 comentários

  1. Nada de segunda onda antes do segundo turno.
    Primeiro a gente cuida da eleição, depois cuida da vida.
    Jeito tucano de governar.

  2. Lorota, Dória.
    Lorota.
    E aquele evento do barco dos bacanas, com o beneplácito da reitoria da USP, do secretário de turismo de São Paulo, ou o Dória não sabe o que se passa na própria gestão?
    Não tinha distanciamento social, havia gente sem máscara, aglomeração, gente dando as mãos, cumprimentando.
    Qual a diferença?
    E vem essa escumalha dar um pito na administração do Ibirapuera, por exemplo. É um escárnio, uma demagogia.
    Seguinte: neste momento, o governo do estado de São Paulo, a USP, os organizadores do evento dos bacanas não sofrerem um processo. Precisa dizer mais?

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