Coronavírus: Aumenta o número de casos de vírus entre médicos da China

São longas horas de trabalho, fadiga e falta de equipamentos de proteção. E o conjunto de problemas acaba por expor os profissionais de saúde ao contágio.

Stringer/EPA

Jornal GGN – Pelo menos 1.716 profissionais de saúde foram infectados durante o tratamento de pacientes com o coronavírus. Esta informação, dada em 14 de fevereiro pela Comissão Nacional de Saúde da China, levanta preocupações sobre a capacidade do governo de proteger os cuidadores em contato direto com os infectados.

O problema é muito sério. São longas horas de trabalho, fadiga e falta de equipamentos de proteção. E o conjunto de problemas acaba por expor os profissionais de saúde ao contágio.

Segundo Zeng Yixin, vice-diretor da comissão de saúde da China, em entrevista coletiva disse os trabalhadores médicos infectados representam 3,8% de todos os que contraíram o vírus no país.

Ele afirmou que o número não aumentaria, pois a China está se esforçando para garantir que o fornecimento de equipamentos de proteção para médicos fosse adequado. No entanto, o alto número de mortes por coronavírus na China já disparou sinais de alerta na comunidade médica.

“1.700 é um número muito grande e mostra que os profissionais de saúde correm um risco claro de infecção em outras partes da China e do mundo”, escreveu Tom Inglesby, diretor do Centro SPH de Segurança da Saúde Johns Hopkins, nas mídias sociais.

“Os hospitais precisam de controles administrativos, controles de engenharia e suprimentos e equipamentos de proteção individual para seus profissionais de saúde que cuidam de pacientes com COVID-19”, completou.

Apesar dos relatos de que os fornecedores de equipamentos médicos retomaram o trabalho para ajudar a luta do governo contra a doença, médicos e enfermeiros continuaram relatando uma escassez severa de suprimentos médicos, especialmente máscaras e roupas de proteção.

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“Estamos praticamente ‘nus’ no ambiente de risco biológico”, disse um médico que pediu anonimato. “Está ficando melhor do que os primeiros dias, é claro, mas os suprimentos médicos necessários ainda estão em falta.”

Por causa do bloqueio, o país inteiro ficou quase parado, com entregas de bens e suprimentos médicos a Wuhan também afetadas.

Com informações do Al-Jazeera

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2 comentários

  1. Estamos no 21º dia de queda de novos casos do Covid-19, surto viral concentrado na província de Hubei, China. O índice de mortalidade, que já era baixo (2,3 a 2,5% dos casos), baixou para 2,1%. Mas é certo que a mídia Ocidental vai continuar a disseminar o alarmismo dentro de sua guerra híbrida contra o país que deverá superá-lo economicamente nos próximos anos:

    https://www.telesurtv.net/news/china-coronavirus-covid19-disminucion-tasas-enfermos-graves-20200216-0006.html

  2. 11 infected on Tokyo tour boat, likely transmitted coronavirus to non-passengers

    February 17, 2020 (Mainichi Japan)(Japanese original by Koichi Uchida and Yoshikazu Takeuchi, Tokyo City News Department)

    TOKYO — A sudden spike in new coronavirus cases was confirmed among attendees at a New Year’s party for independent taxi drivers held on a traditional “yakatabune” river tour boat in the capital.

    The Tokyo Metropolitan Government says the virus may be spreading in the capital, as people not at the party — including an office worker and a chauffeur — were also confirmed infected, and is calling for measures to prevent transmission. It provided information on the route of infection among party attendees at a Feb. 16 press conference.

    The New Year’s party was held on Jan. 18 by a branch of a private taxi union based in Tokyo’s Jonan area, and was attended by about 70 taxi drivers and their families who dined on the boat. However, the windows were shut due to heavy rain, creating a confined space with insufficient ventilation — the kind of environment where disease spreads more easily.

    The metropolitan government has been conducting tests on around 200 people involved in the party, on the assumption that the infection had spread on the yakatabune boat.

    An independent taxi driver in his 70s, who participated in the party along with his wife, had tested positive in Tokyo. He is the son-in-law of a woman in her 80s from Kanagawa Prefecture, south of Tokyo, who died on Feb. 13 — Japan’s first confirmed fatality from the COVID-19 illness.

    The metropolitan government began investigating in the wake of the woman’s death, and had confirmed 11 participants and yakatabune employees were infected with the coronavirus as of Feb. 16.

    Two people who were not onboard the tourist boat also tested positive for the new virus: a female employee with the union branch in her 50s, who had contact with the taxi driver at work, and a doctor in his 60s at Makita General Hospital in Tokyo’s Ota Ward.

    A nurse at the hospital who tested positive for coronavirus on Feb. 15 had attended the New Year’s party as a family member of one of the taxi drivers. The doctor had dined with the nurse along with other people on three occasions in late January.

    (Japanese original by Koichi Uchida and Yoshikazu Takeuchi, Tokyo City News Department)

    https://mainichi.jp/english/articles/20200217/p2a/00m/0na/012000c

    Japanese version

    https://mainichi.jp/articles/20200217/ddm/041/040/141000c

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