Coronavírus: Coréia do Sul examina milhares de participantes de seita religiosa

Um membro da igreja disse ao The Guardian, que os líderes da igreja afirmam que este é um teste do diabo, ‘pois ele tem ciúmes da expansão da nossa igreja’.

Yonhap - AFP

Jornal GGN – Depois de confirmar mais de 430 casos de coronavírus em seu território, a Coréia do Sul está rastreando milhares de membros de uma seita religiosa secreta. Cerca de 230 casos foram vinculados à seita Igreja de Jesus Shincheonji, em Daegu.

A cidade sul-coreana mais afetada é Daegu, onde as autoridades rastreiam os fiéis que acreditam terem sido expostos ao vírus. As 2,5 milhões de pessoas da cidade foram aconselhadas a ficar em suas casas. Em Daegu, e áreas próximas, 354 casos foram registrados. Ainda ligados à seita, dezenas de casos em uma enfermaria de saúde mental no hospital Cheongdo. A fonte das infecções permanece incerta, mas as autoridades de saúde estão tentando rastrear mais de 1.000 pessoas que tiveram contato com uma mulher de 61 anos que assistiu a cultos na igreja. Acredita-se que o vírus estivesse presente antes de ela ter resultado positivo.

Um membro da igreja disse ao The Guardian, que os líderes da igreja disseram que este é um teste do diabo, ‘pois ele tem ciúmes da expansão da nossa igreja’.

Os fiéis assistem a pequenos serviços locais duas vezes por semana, bem como a reuniões maiores – como o serviço Daegu, vinculado ao atual conjunto de casos. Esses serviços maiores podem atrair centenas de pessoas de todo o país, onde a igreja tem um total de 230.000 membros. Os participantes se ajoelham no chão, cantam e cumprimentam as pessoas ao seu redor.

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A igreja disse que havia fechado todos os ramos e centros e estava desinfectando suas instalações. Os membros se sentaram no chão nos serviços para permitir que o maior número de pessoas pudesse comparecer, acrescentou.

Em toda a cidade, grandes reuniões foram proibidas, enquanto os soldados foram proibidos de deixar seus quartéis depois que vários militares deram positivo. Uma fábrica da Samsung em Gumi, perto de Daegu, que emprega centenas de pessoas também foi fechada depois que um trabalhador deu positivo.

Com informações do The Guardian

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