Coronavírus: pandemia amplia desigualdades no Chile

Vírus amplia distâncias apresentadas pela sociedade local, e evidencia situações que levaram a protestos que paralisaram país em 2019

Foto: Reprodução/Agência Brasil

Jornal GGN – O primeiro caso de coronavírus no Chile foi registrado na cidade de Talca, a 255 quilômetros de Santiago, no dia 03 de março. Desde então, o país chegou a quase 26 mil infectados e matou mais de 290 pessoas, ampliando a distância entre os cidadãos e o governo.

O coronavírus lembra algumas das razões para o surto social iniciado no país em 18 de outubro – e que ainda seria alvo de protestos pela população caso o estado de catástrofe não tivesse sido declarado.

Em entrevista ao jornal O Globo, o pesquisador Marco Kremerman, da Fundação Sol, afirma que o Chile está vivendo uma de suas mais graves crises políticas e sociais de sua História.

“Cinco meses se passaram desde que surgiram as mobilizações em todo o país, que questionam precisamente o modelo neoliberal chileno que torna o aparecimento do coronavírus ainda mais evidente”, diz Kremerman, especialista em questões de desigualdade, salários, previdência social e educação.

No mês passado, o presidente Sebastián Piñera anunciou um plano de US$ 11,75 bilhões (R$ 58,75 bilhões) para aliviar a crise provocada pelo vírus,  mas Kremerman considera a medida insuficiente.

“Dois milhões de trabalhadores recebem um bônus de 13 mil pesos por mês (R$ 77). Isso não permite a sobrevivência ou a compensação da renda. Existe um universo de 3,6 milhões de trabalhadores que não têm contrato e estão na informalidade”, diz o pesquisador.

 

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