Coronavírus: quatro medicamentos têm resultados positivos

Medicamento empregado contra a malária e outros sem aprovação no Brasil estão entre os mais promissores para o tratamento; testes são preliminares

Pesquisas apresentam resultados promissores, mas ainda estão em estágio preliminar. Foto: Reprodução

Jornal GGN – Pesquisas científicas mostram que quatro medicamentos apresentaram resultados positivos (mas preliminares) no tratamento da Covid-19, causada pelo coronavírus.

As medicações são usadas em diferentes estágios de contaminação, e é importante ressaltar que as pesquisas não foram finalizadas e não se sabe se existe efeito colateral de seu uso por pacientes infectados com o coronavírus.

Segundo informações do portal G1, o único medicamento que tem autorização para uso no Brasil é o cloroquina, empregado no tratamento contra a malária desde a década de 30, mas que também pode ser usado no tratamento de doenças autoimunes, como lúpus e artrite reumatoide – e cujo uso está em análise pelos Estados Unidos e pela França.

Outro medicamento com uso consolidado no mercado é o Lopinavir/Ritonavir, um dos componentes de coquetéis antivirais e usado no Brasil entre os anos 1980 e 1990 para tratamento do HIV, mas que foi abandonado por conta do surgimento de medicamentos mais efetivos e com menos efeitos colaterais.

Dois medicamentos não tem uso autorizado no Brasil: o Favipiravir, vendido apenas no Japão com o nome de Avigan e empregado contra a Influenza há mais de cinco anos; e o Remdesivir, uma droga que não foi aprovada para uso massificado, uma vez que seus testes clínicos foram iniciados em 2015 para diversos vírus, como o da malária e o influenza.

6 comentários

  1. Segundo o documento, três pacientes foram tratados com um remédio contra asma chamado Ciclesonida, um esteroide inalável que inibe o sistema imunológico.

    A equipe médica declarou que todos os pacientes tinham mais de 65 anos de idade e respiravam por aparelhos, mas que não se encontravam em estado grave.

    Remédio contra asma parece ser eficaz contra novo coronavírus
    terça-feira, 3 de março 18:22—-NHK WORLD-JAPAN
    Asthma drug seems effective for COVID-19 pneumonia

    Médicos japoneses afirmaram que um remédio contra asma parece ser eficaz na redução de sintomas em pacientes de coronavírus que desenvolveram pneumonia.

    Uma equipe médica do Hospital Ashigarakami, na província de Kanagawa, tratou pacientes que ficaram doentes a bordo do navio de cruzeiro Diamond Princess. Ela anunciou os resultados de seus estudos no site na internet da Associação Japonesa para Doenças Infecciosas.

    Segundo o documento, três pacientes foram tratados com um remédio contra asma chamado Ciclesonida, um esteroide inalável que inibe o sistema imunológico.

    A equipe médica declarou que todos os pacientes tinham mais de 65 anos de idade e respiravam por aparelhos, mas que não se encontravam em estado grave.

    A pesquisa mostrou que os pacientes foram tratados com a Ciclesonida, em 20 de fevereiro, e suas condições de saúde melhoraram em cerca de dois dias. Uma mulher de 73 anos teria recebido alta.

    Os médicos disseram que o remédio foi empregado depois de terem sido informados a seu respeito pelo Instituto Nacional de Doenças Infecciosas.

    Eles afirmaram que o remédio chega aos pulmões, onde o vírus se multiplica. Portanto, ele pode ser eficaz na redução de inflamações no local.

    A equipe planeja investigar a eficácia do tratamento, em conjunto com outras instituições médicas porque ela cuidou somente de um pequeno número de pacientes.

    https://www3.nhk.or.jp/nhkworld/pt/news/222392/

  2. No desempenho de minha atividade, sempre que observavamos novos eventos que impactavam negativamente parte de um sistema, na busca de soluções também desenvolviamos análises em sistemas semelhantes que submetidos às mesmas condições não falhavam, buscando identificar alguma característica comum que mantivesse a integridade do sistema.
    Claro que como engenheiro lidava com equipamentos, o que é infinitamente irrelevante quando comparado a vida de seres humanos. Mas será que também pesquisar o sistema imunológico dos não infectados na região considerada como epicentro da epidemia não ajudaria no desenvolvimento de vacinas?
    Afinal, até a identificação, o reconhecimento do processo de transmissão do virus e as ações de supressão, a convivência nas mesmas condições existiu.

  3. No texto original está escrito: “…testes clínicos foram iniciados em 2015 para diversos vírus, como o da malária e o influenza”.
    A malária não é causada por vírus, mas por um protozoário: Plasmodium falciparum.

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