Coronavírus: Sergio Sant’anna morre aos 78 anos

Considerado um dos principais contistas do país, escritor estava internado com sintomas de covid-19 desde o último dia 03

Sérgio Sant’Anna morre aos 78 anos, vítima de coronavírus. Foto: Reprodução/Companhia das Letras

Jornal GGN – O escritor Sérgio Sant’Anna faleceu neste domingo, aos 78 anos, vítima de coronavírus. Considerado um dos principais autores do país, Sant’Anna estava internado no hospital Quinta D’Or, na zona norte do Rio de Janeiro, desde o último dia 03.

Nascido no Rio de Janeiro, Sérgio Sant’Anna publicou seu primeiro livro de contos, “O sobrevivente”, com o dinheiro emprestado do pai. Após passar oito meses em um programa de formação de autores nos Estados Unidos, publicou mais três livros nos anos 1970: a coletânea de contos “Notas de Manfredo Rangel, repórter” (1973) e os romances “Confissões de Ralfo” (1975) e “Simulacros” (1977).

Sua maior expressão foi dentro do conto, onde foi reconhecido como um dos maiores de sua geração. Diversas coletâneas de sua autoria foram premiadas, incluindo o Jabuti por “O concerto de João Gilberto no Rio de Janeiro” (1986),  o Prêmio Telecom por  “O voo da madrugada” (2003), e o Prêmio Clarice Lispector por “O livro de Praga” (2011).

Sant’Anna recebeu outros dois Jabutis: pela novela “Amazona” (1986) e pelo romance “Um crime delicado” (1997). Seu último livro, “Anjo noturno”, foi lançado em 2018.

 

(com informações do jornal O Globo)

 

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2 comentários

  1. Acompanhava Sérgio Sant’Anna no Facebook e ele sempre combativo em seus comentários sobre a conjuntura nacional. Triste por não poder ler o que ainda viria a escrever. Entretanto, quem deixa sua obra em nossas mãos estará SEMPRE VIVO. Obrigada. Para sempre, Sérgio Sant’Anna.

  2. Tom Cardoso Cardoso – -41 min ·

    – Secretária. vamos soltar uma nota de pesar sobre a morte do Sérgio Sant’Anna?

    – Eu já falei! Parem de desenterrar os mortos! Chega, gente, peloamordedeus!

    – Secretária, mas esse morreu hoje…

    – Humm. O que ele era?

    – Contista.

    – Vocês querem acabar comigo? Homenagear um cotista? Esse governo é o governo da meritocracia, gente. Peloamordedeus. Só temos grandes quadros aqui, damos o exemplo.

    – Secretária, ele não é cotista. É contista.

    – E o que faz um contista? Ele conta o que? Dinheiro?

    – Não, ele conta histórias. Contos.

    – Que estranho… Mas tudo bem. Mas ele é conhecido mesmo?

    – Ele tem Wikipédia.

    – Porque outro dia falaram que tinha morrido um tal de Aldir, um moço todo descuidado, que não saia de casa. A gente precisa homenagear as pessoas que estão aqui arregaçando as mangas pelo nosso presidente!

    – Secretaria, aqui diz que ele tem três Jabutis.

    – Sim, e daí? Isso é relevante? Ele conta história sobre eles? Gente….

    – Preciso checar, secretaria.

    – Faça isso. Era só o que me faltava: homenagear alguém que cria tartarugas e escreve sobre elas. Essa gente quer me ridicularizar, mas não vai conseguir.

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