Coronavírus: União Europeia pede ações imediatas para frear segunda onda

O relatório divulgado mostra uma ascensão desigual nos países, mas demonstra que onde houve aumento dos positivos, aumentou também o número de casos graves e óbitos notificados.

A estátua do rei Carlos III é retratada em uma praça vazia de Puerta del Sol durante o confinamento, em meio ao surto de doença por coronavírus (COVID-19), em Madri, Espanha, em 5 de abril de 2020. REUTERS / Juan Medina

Jornal GGN – A Comissária de Saúde da União Europeia alerta os países do bloco que a situação já é ‘até pior’ que no primeiro pico. O alerta não é vazio, já que o outono começou agora na Europa e, com ele, a temporada de gripe. A Comissão Europeia e o Centro Europeu de Controle e Prevenção de Doenças lançaram um alerta global de que, em alguns Estados membros, a situação é agora pior do que no pico de março. A apresentação de relatório de avaliação de risco aponta que a suspensão das restrições no início do verão, apesar de necessária, levou a esta situação agora.

Como uma vacina ainda pode demorar alguns meses, a situação é preocupante. “Todos os Estados têm que desenvolver medidas imediatas e oportunas assim que virem os primeiros sinais de surtos”, acrescentou a comissária. “Pode ser a última chance de evitar uma situação como a de março.”

O relatório divulgado mostra uma ascensão desigual nos países, mas demonstra que onde houve aumento dos positivos, aumentou também o número de casos graves e óbitos notificados. “Para a população vulnerável [nesses países] o risco é muito alto”, disse a diretora do ECDC, Andrea Ammon.

Ammon também alertou que a maior capacidade dos Estados para a realização de exames leva a um aumento no número total de casos detectados, mas a percentagem de positivos entre os que fazem exames começou a aumentar de forma gradual e inexorável, a ponto de beirar 5%, em média.

Com informações do El País.

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