GGN Covid: o efeito Muro de Berlim na segunda derrota norte-americana

A queda do Muro de Berlim e a Glasnot modificaram o mundo. Mostraram o fracasso da economia centralizada da União Soviética e marcaram o início de uma nova era de liberação total dos capitais.

Chega-se, agora, à crise global devido à financeirização da economia. E o país mais rico do mundo – agora sob o comando de um presidente normal – começa a amargar sua segunda derrota para o Covid-19, ao mesmo tempo em que a China traz uma mescla de controle central da economia, preparando caminho para grupos privados, com amplo sucesso. 

Certamente haverá implicações pesadas na geopolítica mundial e, especialmente, na noção de democracia torta cujo espelho maior são os Estados Unidos.

Constata-se:

  1. A privatização dos serviços públicos deixou a população americana totalmente desamparada em relação a temas essenciais, como educação, saúde e segurança.
  2. O jogo de alienação política, com partidos submetidos aos interesses de seus financiadores, e a academia e a mídia cooptadas por esse modelo, resultaram em uma população apática, incapaz de ser mobilizada até para esforços de guerra – no caso, contra a pandemia.

Não significa o fracasso da democracia, mas do modelo vigente nos Estados Unidos, de democracia mambembe, com o poder financeiro dominando todos os pontos de decisão.

O caminho não é o combate à democracia, mas a luta pelo aprofundamento da democracia. Ou seja, o compartilhamento de decisões com a sociedade civil, com os movimentos, com as prefeituras. E a recuperação do conceito de democracia social do pós-guerra, que acabou resultando na social-democracia, como forma de reduzir os danos do capitalismo selvagem.

Confira os últimos resultados dessa tragédia.

  1. Em 7 dias, houve um crescimento de 48,4% nos novos casos e de 45,8% nos novos óbitos.
  2. 42 estados registrando Alto Crescimento de casos; e 29 registrando alto crescimento de óbitos.

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