Moro diz que Bolsonaro queria “rebelião armada” contra medidas a Covid-19

Bolsonaro "desejava" que as políticas de flexibilização de porte de armas fossem "utilizadas para promover espécie de rebelião armada contra medidas sanitárias"

Jornal GGN – O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, acusou Jair Bolsonaro de desejar uma “rebelião armada” pela população brasileira contra as medidas sanitárias de combate ao coronavírus.

Bolsonaro desfez a portaria editada por ele e pelo ex-ministro da Saúde, Henrique Mandetta, que determinava punições em caso de descumprir a quarentena e o isolamento social para evitar a propagação do coronavírus no Brasil.

E em declarações na manhã de hoje, o mandatário voltou a criticar Sérgio Moro, chamando-o de “covarde” por dificultar a flexibilização de leis sobre o porte e a posse de armas e não estar alinhado à liberação de armas.

“Naquela reunião secreta o Moro ficou calado de forma covarde. E ele queria ainda uma portaria depois que multasse quem estivesse na rua… Perfeitamente alinhado com outra ideologia que não a nossa. Graças a Deus ficamos livres dele”, disse Bolsonaro.

Durante a reunião ministerial, Jair Bolsonaro pressionou o ex-ministro a assinar uma portaria para ampliar o limite de compra de munições no país e defendeu armar a população contra governantes e prefeitos que determinarem a quarentena em Estados e municípios.

“As medidas de isolamento e quarentena são necessárias para conter a pandemia do coronavírus e salvar vidas. (…) Mas a legislação prevê como um recurso excepcional a prisão, conforme art. 268 do Código Penal. A Portaria Interministerial n.º 5 sobre medidas de isolamento e quarentena, por mim editada junto com o Ministro Mandetta, apenas esclarecia a legislação e deixava muito claro que a prisão era medida muito excepcional e dirigida principalmente aquele que, ciente de estar infectado, não cumpria isolamento ou quarentena”.

Sérgio Moro não afirmou que era contra o armamento. Criticou, por outro lado, que o presidente “desejava” que as políticas de flexibilização de porte de armas fossem “utilizadas para promover espécie de rebelião armada contra medidas sanitárias impostas por Governadores e Prefeitos”.

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2 comentários

  1. Se o $érgio Moro fosse contra a rebelião armada da população contra as medidas de isolamento social, ele deveria ter se manifestado tempestivamente contra essa tentativa do prizidente. Já que não o fez, deveria calar-se para sempre.

    O $érgio Moro não é a favor as medidas de isolamento social, ele é contra o Bostonaro, por ter sido defenestrado do governo com u’a mão no queixo e outra no feixe.

    Toma, seu FDP

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