O governo Bolsonaro e o sal de cloroquina

Processo em andamento no TCU confirma opção do governo federal por medicamento ineficaz contra a covid-19

Agência Brasil

Jornal GGN – O posicionamento do presidente Jair Bolsonaro pelo uso da cloroquina no tratamento contra a covid-19 não é necessariamente uma novidade, mas essa opção não só foi oficializada como existe um processo em andamento que confirma a operação de guerra montada para colocar tal plano em prática.

Segundo reportagem da revista Veja, corre no Tribunal de Contas da União (TCU) o processo de número 022.765/2020-4, que contém mais de 2 mil páginas e 411 documentos anexados, mostrando como o governo de Jair Bolsonaro corria para produzir cloroquina via laboratório do Exército enquanto atrasava a compra de vacinas.

O ponto de partida para o processo foi a dispensa de licitação para a compra de 900 quilos de difosfato de cloroquina, o principal insumo do medicamento, em quatro transações diferentes. O material foi fornecido pela Sulminas Suplementos e Nutrição, empresa localizada na cidade mineira de Campanha, ao custo de R$ 488/quilo em março de 2020, quando a pandemia foi decretada. Em maio, o preço saltou 167%, para R$ 1.305/quilo.

Entre as justificativas para tal aumento, estão a alta do dólar frente ao real (embora a moeda norte-americana tenha avançado apenas 15% no período em questão), do reajuste no custo do frete e do crescimento da demanda pelo produto, fabricado principalmente na China.

O sal da cloroquina foi inclusive citado pela médica Nise Yamaguchi, onde afirmou que ela pediu para ele conseguir tal material – como é possível ver em tuite publicado pela vereadora Erika Hilton (PSOL-SP) aqui.

Leia a matéria da Veja aqui.

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