Um em cada mil brasileiros morreu devido ao Coronavírus, por Maitê Ferreira

Os dados reais sobre os óbitos da doença podem ser ainda mais alarmantes. 2020 terminou com 66 mil casos de óbitos decorrentes de Síndrome Respiratória Aguda Grave, sem um diagnóstico conclusivo

do SindSaúde-RN

Um em cada mil brasileiros morreu devido ao Coronavírus

por Maitê Ferreira

O balanço do consórcio de veículos da imprensa contabilizou 210 mil mortes em decorrência do Covid-19 no país em 18 de janeiro. Em um país com população estimada de cerca de 210 milhões de habitantes, esta cifra expressa que um em cada mil brasileiros morreu em decorrência do Covid-19 desde o início da pandemia.

Esta cifra mortífera já havia sido atingida pelos Estados Unidos desde o final de dezembro, conforme anúncio da CNN. De acordo com os dados oficiais, esta mesma proporção já pode ser aplicada ao Brasil em janeiro de 2021. Oito em cada dez pessoas no Brasil afirmam que conhecem alguém que foi vítima da doença, ou que já foram infectados pelo Covid-19.

A média móvel de novos casos e mortes continua crescendo em 11 estados (MG, RJ, SP, GO, AM, RO, RR, TO, AL, PE e SE), em estabilidade em doze (RS, SC, ES, DF, MT, AP, PA, BA, MA, PI, RN e CE) e em queda em apenas quatro estados (PR, MS, AC e PB).

Os dados reais sobre os óbitos da doença podem ser ainda mais alarmantes. 2020 terminou com 66 mil casos de óbitos decorrentes de Síndrome Respiratória Aguda Grave, sem um diagnóstico conclusivo, conforme alerta a Fiocruz. Este número pode compor uma cifra invisível da doença, que muito provavelmente já vitimou mais de 250 mil brasileiros.

Com a aprovação tardia das vacinas pela ANVISA e a resistência negacionista do governo federal, o programa de imunização vai começar nos estados de maneira praticamente independente do Ministério da Saúde. Nesta terça-feira 19 de janeiro os primeiros lotes de CoronaVac passarão a ser distribuídos nos estados do Rio Grande do Norte e no Ceará. No RN, a vacina terá seu primeiro lote destinado a profissionais da saúde. Apesar da tentativa de desacreditar a vacina chinesa, a incompetência do governo federal em negociar com outras farmacêuticas, como a Pfizer, acabou fazendo a CoronaVac a “vacina oficial” no Brasil, sob o selo do Instituto Butantã. De acordo com pesquisa do Datafolha, mais de 70% da população pretende se vacinar, o que demonstra os limites do negacionismo científico e do movimento antivacina na sociedade brasileira.

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