Vacinados com Moderna e Pfizer podem ficar sem máscara nos Estados Unidos, afirma CDC

Órgão americano afrouxou regra após estudos indicando improbabilidade de pessoas vacinadas espalharem o vírus

Jornal GGN – Nos Estados Unidos, pessoas totalmente imunizadas com doses das vacinas da Moderna ou da Pfizer contra o novo coronavírus podem dispensar o uso de máscara porque é improvável que elas espalhem carga viral. A recomendação pelo afrouxamento do uso de máscaras foi feita pelo Centro de Controle e Prevenção de Doença nos Estados Unidos, o CDC, na sexta (14).

Em profissionais da Saúde vacinados, as doses da Moderna e Pfizer forneceram cerca de 94% de proteção. Uma única dose indicou proteção de 82%, segundo dados da CNN. Juntando esses números com outros grandes estudos nos Estados Unidos e em Israel, o CDC decidiu afrouxar as recomendações de uso de máscara, alegando que as vacinas “reduzem o risco de pessoas espalharem a Covid-19.”

“Pelo menos três estudos importantes demonstraram que as pessoas totalmente vacinadas provavelmente não apresentam resultados positivos para o coronavírus, o que indica que elas não o carregam em seus corpos, quer tenham sintomas ou não”, apontou a CNN americana.

Um estudo semelhante de Israel, publicado na Nature Medicine, apontou que pessoas vacinadas que foram infectadas tinham uma carga viral 25% mais baixa do que as pessoas não vacinadas.

Pelos dados oficiais, 47% da população dos EUA recebeu pelo menos uma dose da vacina contra Covid-19 até agora, e cerca de 36% da população está totalmente vacinada.

Críticos reclamaram que o CDC deveria fazer uma advertência maior a respeito da dispensa de máscara por pessoas não foram vacinadas. Inclusive porque o órgão americano ainda não esclareceu quanto tempo dura a proteção da vacina contra o coronavírus. Há estudos indicando que seria de pelo menos seis meses ou mais. Para o CDC, a possibilidade de poder ficar sem máscara servirá de estímulo para que mais pessoas tomem a vacina.

Sob Jair Bolsonaro, o Brasil atrasou a compra de vacinas da Pfizer. De acordo com os contratos assinados em março e maio, a empresa deve disponibilizar 200 milhões de doses à população brasileira até o final de 2021.

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