A rota do dinheiro na mira da CPI da Pandemia

Diante da suspeita de financiamento do negacionismo, senadores querem ouvir empresas produtoras de substâncias recomendadas pelo governo

Jornal GGN – A revelação do assessoramento paralelo recebido pelo presidente Jair Bolsonaro sobre o combate à covid-19, com o uso de dados negacionistas e contrários à compra de vacinas – deve levar a CPI da Pandemia a investigar quem financiou e ajudou a disseminar ideias contrárias ao que prega a ciência.

Como forma de seguir a rota do dinheiro, os senadores da oposição e independentes que integram a comissão irão ouvir os representantes de empresas ligadas à produção de medicamentos defendidos pelo presidente.

E os pedidos tiveram o reforço da matéria divulgada pelo jornal O Globo nesta sexta-feira, que divulgou que Bolsonaro interveio junto ao governo da Índia pedindo a exportação de produtos para a produção de cloroquina no país, citando duas empresas de empresários bolsonaristas.

Um dos citados por Bolsonaro, e convocado à CPI nesta quarta-feira a pedido do senador Rogério Carvalho (PT-SE), é o empresário Renato Spallicci, presidente da Apsen Farmacêutica, a principal fabricante de hidroxicloroquina no Brasil.

Os senadores também querem investigar o enriquecimento de outras farmacêuticas e, por isso, foi aprovado o requerimento de convocação do empresário José Alves Filho, representante de um laboratório que fabrica ivermectina, além de entender a relação de associações que promoveram o “tratamento precoce” como solução e cura da covid-19, como é o caso do Médicos pela Vida. As informações são do jornal Correio Braziliense.

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