Alessandro Vieira pede que Nise volte à CPI como convocada

Senador contradisse médica sobre proximidade com Bolsonaro, e afirmou que estudo apresentado por ela como prova foi descontinuado

Jornal GGN – O líder do Cidadania no Senado, Alessandro Vieira (SE), defendeu um novo depoimento da médica oncologista Nise Yamaguchi à CPI da Pandemia, nesta terça-feira (01), após a exibição de um vídeo na sessão da comissão em que ela diz que falava o ‘tempo todo’ com o presidente Jair Bolsonaro, depois de negar que isso acontecia. Ela depôs à CPI na condição de convidada. 

“Ela [Nise Yamaguchi] já afirmou aqui que mal falava com o presidente da República, que nunca esteve com ele sozinho. Em junho de 2020, foi publicado um vídeo onde ela anuncia publicamente as seguintes palavras: ‘Mandei mensagem para ele, ele não precisava me sondar, sondar pra ser ministra. Ele me conhece e a gente se fala o tempo todo’. Então, a questão de ordem objetivamente,  é pela suspensão ou encerramento da sessão, para que ela seja reconvocada como testemunha, como deve ser”, pediu o parlamentar do Cidadania.

Questionada por Vieira, a médica disse que havia “mais de 100 artigos” que reforçam, segundo ela, sua tese sobre o medicamento ineficaz. O senador pediu, então, que a médica citasse algum estudo específico, e Nise se limitou a falar de testes feitos pela Henry Ford Foundation, afirmando que essa publicação seria válida por ter revisão sistemática da literatura e trazer informações sobre os estudos nos Estados Unidos.

Vieira acusou a médica de apresentar “uma pilha de papel sem interesse” para a CPI. “É inaceitável um profissional de alta qualidade rejeitar os estudos técnicos de entidades qualificadas e tentar valorizar ou divulgar estudos que foram encerrados, como é o caso do estudo da Henry Ford, por exemplo”, disse o senador.

Veja o questionamento de Vieira sobre o estudo apresentado por Nise abaixo, publicado pelo perfil Desmentindo Bolsonaro

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1 comentário

  1. Nise Yamagushi, General Pazzuelo e todos os cúmplices de Bolsonaro deveriam ser julgados, condenados e presos pelo crime de genocídio do povo brasileiro.
    É o que eu penso e gostaria que a Justiça fosse feita. Mas sei que não será.

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