CPI da Covid começa a montar mapa do desastre bolsonarista

Comissão já coletou mais de mil documentos, 21 depoimentos e aprovou 29 quebras de sigilos bancários e telefônicos

Foto: EDILSON RODRIGUES/AGENCIA SENADO

Jornal GGN – A CPI da Covid-19 já coletou 21 depoimentos, mais de mil documentos e aprovou a quebra de 29 sigilos bancários e telefônicos em quase dois meses de trabalho, e o material coletado permite traçar pelo menos três caminhos que levaram à marca de 500 mil vidas perdidas para a doença.

Segundo reportagem do jornal O Globo, esses caminhos seriam a aposta em medicamentos sem eficácia comprovada, a lentidão no processo de compra das vacinas e a tese da “imunização de rebanho”.

Exemplos citados pela reportagem envolvem o papel do Itamaraty na compra de medicamentos sem comprovação científica, onde telegramas diplomáticos obtidos pela CPI mostram a atuação do Itamaraty pelo menos 84 vezes para garantir o abastecimento de cloroquina.

Outros pontos envolvem a distribuição de 6 milhões de comprimidos de cloroquina e hidroxicloroquina entre março de 2020 e abril de 2021 para combater a Covid-19, mesmo com os alertas da comunidade científica de que a cloroquina é inadequada contra a doença, e o interesse do governo em querer mudar a bula da cloroquina para incluir a recomendação contra a covid-19.

Ao mesmo tempo, conselheiros do presidente apontavam na “imunidade de rebanho”, onde o aumento de infecções permitiria o desenvolvimento de uma “imunidade” natural, mas isso não foi comprovado pela ciência – e ainda expôs a população à morte.

Enquanto isso, o Ministério da Saúde ignorou mais de 80 mensagens enviadas pela Pfizer para aquisição da vacina, e a demora na compra faz com que o país seja um dos que menos vacinou sua população.

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