CPI da Covid convoca Queiroga e ex-ministros da Saúde de Bolsonaro

Também foi convocado o diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antonio Barra Torres.

Sergio Lima - Poder360

Jornal GGN – Em sessão da CPI da Covid, no Senado Federal, nesta quinta-feira, 29, foi aprovada a convocação do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e dos ex-ministros da pasta no governo Jair Bolsonaro (sem partido): Luiz Henrique Mandetta, Nelson Teich e Eduardo Pazuello.

Também foi convocado o diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antonio Barra Torres. Todos os depoimentos serão dados na condição de testemunha e acontecerá na próxima semana, entre os dias 4 e 6 de maio.

Bate-boca 
Durante a sessão, o relator da CPI, senador Renan Calheiros (MDB-AL), também anunciou o pedido de compartilhamento de informações da CPI das Fake News que tratam sobre a pandemia.

Os pedidos de informações ocasionaram um bate-boca entre  Calheiros e Ciro Nogueira (PP-PI), aliado do Palácio do Planalto, que pressionou para que outros requerimentos fossem aprovados pela CPI.

Após a suspensão da sessão, o relator acatou o pedido e leu uma leva de 94 requerimentos, entre os mais 200 que já chegaram na CPI. Não foram incluídos na lista, no entanto, aqueles propostos senadores governistas formulados por uma assessora do Palácio do Planalto.
Convocação de Wajngarten adiada

O plano inicial do relator da CPI previa para esta sessão também a  votação da convocação do ex-secretário de Comunicação do governo federal Fábio Wajngarten.

Senadores governistas, no entanto, pediram um prazo maior para avaliação do plano de trabalho e das audiências.

O presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), definiu que na próxima semana serão feitas as audiências e, depois, votados os requerimentos de convocação, como o de Wajngarten.

O ex-assessor de Bolsonaro já informou em entrevista à revista Veja, que houve “incompetência” do Ministério da Saúde durante as negociações para compra das vacinas contra Covid-19 da Pfizer, ofertada em agosto passado ao governo, que recusou.

Com informações do G1. 

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