CPI da Pandemia aprova convocação de Wagner Rosário

Ministro da CGU foi chamado para falar sobre repasse de recursos para combate à pandemia entre março de 2020 e abril de 2021

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Jornal GGN – A CPI da Pandemia aprovou a convocação do ministro Wagner Rosário, da Controladoria-Geral da União (CGU), para detalhar 53 operações que envolvem recursos federais destinados à pandemia entre março de 2020 e abril de 2021.

O requerimento foi assinado pelo senador Eduardo Girão (Podemos-CE), que aponta um prejuízo de aproximadamente R$ 39 milhões até o momento.

Segundo a Agência Senado, o senador Marcos Rogério (DEM-RO) criticou a votação e disse que o requerimento não estava na pauta na quarta-feira (9) mas Randolfe Rodrigues (Rede-AP) respondeu que ainda na quarta Girão havia pedido a entrada do requerimento e ressaltou que o ministro pode ajudar a sanar uma dúvida sobre aquisição de vacinas.

Ainda para debater os repasses federais para estados e municípios, a CPI aprovou convites para ouvir o presidente do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Fernando Zasso Pigatto, e representantes do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).

A CPI também desistiu de votar requerimento do relator, Renan Calheiros (MDB-AL), para que a médica Ludhmila Abrahão Hajjar prestasse depoimento por escrito, por vídeo ou por outra forma que não presencial. Cotada para assumir o Ministério da Saúde após a demissão do general Eduardo Pazuello, Ludhmila acabou recusando o convite do Palácio do Planalto. O cardiologista Marcelo Queiroga assumiu o cargo. Segundo Renan, ela tem sofrido ameaças, e por isso seria importante oferecer alternativas para o seu depoimento. 

A pedido de Humberto Costa (PT-PE), foram retirados da pauta requerimentos que pedem a convocação do secretário-executivo do Consórcio Nordeste, Carlos Eduardo Gabas, pedido pelos senadores Eduardo Girão (Podemos-CE), Ciro Nogueira (PP-PI) e Marcos Rogério.

Eles apontam que, no ano passado, o Consórcio Nordeste fez uma compra de ventiladores clínicos que é contestada por autoridades policiais. O contrato foi orçado em R$ 48 milhões e previa a entrega de 300 ventiladores, que nunca foram efetivamente repassados à rede pública. Segundo Humberto Costa, os recursos investidos não são federais e, portanto, fogem do escopo da CPI.

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