Flávio Bolsonaro tenta intimidar Witzel, que pede para ser ouvido em sigilo pela CPI

O ex-governador afirmou aos senadores que sente que sua vida está em risco e teme a ação de milicianos

Foto: Alessandro Dantas

Jornal GGN – A sessão da CPI da Covid no Senado, na manhã desta quarta (16), foi marcada por um embate protagonizado pelo ex-governador Wilson Witzel e o senador e filho do presidente da República, Flávio Bolsonaro.

Para membros da CPI, Flávio tentou intimidar Witzel, que ligou a metralhadora desde o primeiro minuto de sessão e denunciou Bolsonaro por abandonar prefeitos e governadores durante a maior crise sanitária do século.

Na visão do ex-juiz, Bolsonaro foi omisso de propósito, para poder atribuir aos governadores acusações de desvio de recursos públicos e destruição de empregos.

Além disso, Witzel se disse politicamente perseguido e retaliado por Bolsonaro porque apoiou as investigações do caso Marielle Franco. O ex-governador ainda insinuou relações entre os milicianos acusados pelo crime e a família presidencial.

Em meio as discussões, a defesa de Witzel solicitou a retirada da tropa de choque de deputados bolsonaristas que está sala da CPI acompanhando a sessão. Embora Witzel esteja respaldado por um habeas corpus que garante o afastamento de constrangimentos, o presidente da CPI, Omar Aziz, negou a retirada de parlamentares da oitiva.

Witzel discordou dos advogados e disse que “ao contrário do porteiro” de Jair Bolsonaro, ele não seria intimidado pelos bolsonaristas, e pediu para continuar depondo.

Vice-presidente da CPI, o senador Randolfe Rodrigues ofereceu que Witzel seja ouvido em sigilo pela comissão, caso queira repassar informações sensíveis e que comprometam sua segurança.

O ex-governador afirmou aos senadores em várias oportunidades que sente que sua vida está em risco desde que sofreu impeachment e que teme a ação de milicianos.

Witzel aceitou falar apenas aos membros da CPI a portas fechadas – o que exclui a presença de Flávio Bolsonaro – para entregar informações sobre as organizações de saúde investigadas no Rio de Janeiro. Ele disse que também teria dados sobre a perseguição a outros governadores acusados de desvios na pandemia.

Acompanhe a sessão da CPI aqui:

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