Queiroga dará novo depoimento, decide CPI

A princípio, a CPI rejeitou a reconvocação de Queiroga, mas voltou atrás depois que o Ministério da Saúde não respondeu requerimento de informações encaminhado pela comissão.

Agência Brasil

Jornal GGN – Foi aprovada pela CPI da Covid a convocação do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, para novo depoimento. A sugestão foi do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e defendida pelo relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL). Renan afirmou que o ministro já produziu motivos, provas e indícios suficientes para ser indiciado.

A princípio, a CPI rejeitou a reconvocação de Queiroga, mas voltou atrás depois que o Ministério da Saúde não respondeu requerimento de informações encaminhado pela comissão. Então Randolfe sugeriu reconvocar o ministro, e Alessandro Vieira (Cidadania-SE) acatou e apresentou requerimento pela convocação de Queiroga, aprovado pelo colegiado.

Randolfe entende que Queiroga precisa responder sobre a suspensão de vacinação de crianças e adolescentes. E negou que o novo depoimento do ministro signifique adiamento da apresentação do relatório final da CPI, previsto para o dia 19.

O senador Randolfe ainda quer explicações do motivo da suspensão da reunião que a Comissão Nacional de Incorporação de Novas Tecnologias no SUS (Conitec) teria hoje, dia 7. Nesta reunião, o colegiado iria apresentar parecer contrário ao uso de hidroxicloroquina no tratamento da Covid-19.

Rodrigues entende que há interferência do Queiroga na reunião da Conitec, o que fere sua autonomia, ou pode ser que seja uma intervenção externa que parte do Palácio do Planalto.

O relator Renan Calheiros disse que a nova oitiva de Queiroga não adiará a data do relatório final da CPI. Entende que o esforço para ouvir mais alguém estará dentro do calendário já posto. Disse ainda que, do ministro, já existe farto material comprovando sua conversão ao negacionismo e suas mentiras ditas na CPI.

Renan afirmou que Queiroga será indiciado no relatório final da CPI e que ele tem contribuído para que isso aconteça, como a suspensão de vacina para adolescentes sem comorbidade, revertida graças à ação da CPI e reação da sociedade. Ou seja, para Renan ele já produziu todos os motivos, provas e indícios para ser ‘exemplarmente indiciado’.

Com informações do Correio Braziliense.

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